Just Stay With Me

6 Previsões certas.


Notas iniciais
Que vergonha!
Nossa não tenho nem como me desculpar. Postei os capítulos nas histórias erradas...
Mas enfim, peço desculpas.
Aqui está o certo.
Beijos e boa leitura.

Quando Lucy se acalmou um pouco, Juvia pode iniciar uma calma conversa que durou apenas dois minutos. A loira estava muito zangada. Dizia que iria acabar com a raça de Ultear com as próprias unhas. E de alguma forma, Juvia sentiu que queria que aquilo acontecesse. Tentou novamente conversar com a menina que rapidamente lembrou-se que haviam terminado a todos os afazeres da tal festa da escola. Que Juvia nem ao menos se lembrava sobre o quê era e do porque a mesma ocorrer.

Lucy se despediu e lhe disse que se encontrariam em na manhã seguinte, mas por que Juvia sentia que não a veria?

Logo o lindo dia resplandecia sobre os seus cabelos azuis os fazendo balançar conforme o seu caminhar. Encontrou-se sobre a fria sombra de uma árvore com folhas laranjas. A Estação de outono era tão bonita que fazia a Loxar pensar que estava em um sonho, onde tudo que ela quisesse aconteceria, mas não contava que a realidade poderia sempre lhe atrapalhar.

Perguntou-se sobre a realidade, o que ela lhe representava? Sua mente ou o seu coração? Qual era o representante de seus sonhos e de sua realidade?

Sobre aquela doce e gelada sombra ela resolveu permanecer em seus sonhos, enquanto a turbulência de seu coração preenchia-se com um nome.

Abriu rapidamente os olhos, para parar de pensar em tais besteiras. Os sonhos sempre puxavam uma certa esperança que ela não conhecia, que lhe dava calafrios. Quanto a realidade, parecia ela que era a única maneira de Juvia fazer igualmente o que a humanidade pressupõe, um modo que faz de todos iguais.

Mas será que ela teria que ser igual a todos?

Isso seria impossível já que ela fala em terceira pessoa e pensam que ela é uma russa falsa anormal. Enquanto ela pensava que o resto era apenas uns aliens pervertidos e sem noção.

Mas como o homem que cuida dela naquele momento, lhe disse nesta manhã quando ela foi entregar os papeis que precisaria para entrar na escola Fairy Tail.

Makarov percebeu naquela manhã que ela ainda permanecia triste pelo ocorrido na antiga escola que pertencia a menina. Ela permanecia ereta olhando para o nada, ele por sua vez se levantou de sua cadeira, alta, e caminhou em direção à azulada onde acariciou as longas madeixas, fazendo a menina encher o olhos de lágrimas.

-Eu lhe prometo que vou fazer de tudo para fazê-la sorrir novamente Juvia. Esse é meu papel como seu tutor e também porque não quero ser reconhecido por você desta forma, mas sim como pai. Então... — ele se voltou para a janela que mostrava alguns pássaros cantarem. -... Isso significa que fazê-la sorrir é apenas uma fração do que devo fazer a você, que agora é minha filha.

-Makarov-Sensei... Juvia...

-Juvia você precisa saber que, de todas as coisas que recebera e receberá, você deve dar importância para aquelas que foram dadas com os sentimentos que precisa para sorrir. Quanto ao que sobrou... É apenas um resto que poderia significar uma desgraça maior do que você esperava. Ou seja, você jogou fora todas as coisas ruins e ficou apenas com as boas.


***


A manhã se fora tão rapidamente que viu-se caminhando em direção ao orfanato que sempre visitava para fazer a alegria das crianças que mereciam sempre ter um sorriso no rosto. Caminhou com a cabeça baixa e ouviu sussurros baixos e virou-se para o som. Encontrou uma mulher com trapos que usava como roupas, a sua volta quatro crianças utilizando as mesmas vestes da mulher, com rostos sujos e um carrinho de supermercado levando uma criança dentro dele que chorava baixinho. Juvia sentiu seu coração falhar tão rapidamente, de forma que parecia ser atacada por milhões de abelhas.

Olhou para lados e encontrou um mercado logo na esquina. Pegou a sua bolsa e olhou o que havia sobrado da dinheiro que tinha e correu para dentro do mercado. Comprou algumas coisas essenciais, além de uns doces e caminhou devagar até a mulher que agora embalava a criança no colo.

-Juvia pede licença. — disse a azulada e a mulher ergueu os olhos para ela e as crianças também. — Juvia quer dar isso a senhora. — levantou quatro sacolas e pôs dentro do carrinho e deu as costas.

Feito isso sentiu a sua cintura ser abraçada por quatro pares de braços. Olhou e sorriu por constatar que eram as crianças. Sem se importar pela sujeira em que se encontravam ela os abraçou também. Conversou com todos e depois a mãe das crianças, com lágrimas nos olhos agradeceu diversas vezes antes de abraça-la. As crianças comeram alguns biscoitos que Juvia havia dado quando foram embora, deixando a Loxar com um sorriso bobo, no rosto.

Ela voltou a caminhar para o seu apartamento.

Suspirou de alívio, pois ajudar as pessoas era algo tão natural para ela, que as vezes ela pensava poder passar para os outros a fazerem o mesmo. Dando um alimento ou quem sabe dizer "bom dia" podia fazer uma grande diferença neste mundo tão cruel com pessoas que ele define como "fracas".

Porém se este mundo era assim, um dia alguém iria muda-lo e muitos outros mudarão também, a única coisa que não sabemos é se serão para o bem ou para o mal.

O vento sussurrou para ela algum agradecimento. E sorriu novamente. Mas seu coração ainda doía por algo que nem a mesma sabia. E quis ela poder fazer esta dor parar. Já estava escurecendo quando percebeu. Sua caminhada era leve. O ar frio da noite adentrou os seus pulmões deixando-o ter um arrepio na nuca.

Na nuca?

Juvia sempre sentia arrepios na nuca sempre que algo ruim iria acontecer. Parou e olhou a sua volta, não encontrou nada, além do silêncio da rua e o som de pequenos animais. Voltou a caminhar com seu coração quase saindo pela boca, o nervosismo estava atacando-a de forma brusca, enquanto o seu cérebro lhe pregava peças. Só podia ser alguma ilusão de sua própria cabeça.

Enquanto escurecia, o som dos passos de Juvia ecoavam, fazendo-a estremer pelo medo de algo lhe acontecer. Olhou pelo canto dos olhos e viu uma sombra atrás de si, pensou ser sua, mas tinha o formato de ser de um homem. Caminhou um pouco mais rápido e entrou em uma rua que a levava para um caminho diferente de onde morava.

E a sombra a perseguia. Virou rapidamente para trás e teve o vislumbre de um homem grande e musculoso. Logo seus olhos saíram das órbitas pelo medo começar a lhe corroer. Correu até achar uma pizzaria aberta e entrou dentro do estabelecimento. Suspirou por entrar em um lugar com outras pessoas. E o lugar não estava cheio.

Olhou em volta e encontrou o lugar adornado em verde e bege. Sentou-se na janela e viu o homem do outro lado da rua observando o local. Juvia fechava e abria os pulsos nervos estarem á flor a da pele. Passou alguns minutos e o homem ainda continuava do outro lado. Olhou em volta e já encontrava o lugar quase vazio.

E pior ainda não foi atendida.

Com este pensamento um perfume lhe atingiu. E logo uma voz rouca a chamou a atenção.

-No que posso ajuda-la? — olhou e levou um susto ao constatar os olhos negros lhe devolvendo o olhar. Vestido com uma camiseta social branca, calças pretas e um avental preto dizendo o nome da pizzaria em verde escuro. O cabelo continuava repicado, como se ele não o penteasse.

-G-Gray-Sama?!

-O que faz aqui? — perguntou ele assustado também. Como o capitão do time de natação poderia trabalhar como garçom em uma pizzaria?

-Juvia está sendo perseguida. — tremeu a voz com medo e olhou para o outro lado da rua.

-Juvia... A sua própria sombra sempre irá lhe seguir. — ironizou ele.

-Juvia não está mentindo. Juvia está sendo perseguida... Desde a escola. — achou ela.

-Por quem? — ele olhou em volta e depois se sentou na cadeira a frente da azulada. A menina apontou para a rua e Gray olhou com o canto dos olhos.

-Juvia está aqui faz um tempão e ele não saiu do lugar. — disse ela vendo a expressão do rosto dele mudar enquanto observava o homem.

-Eu saio daqui a pouco, pode me esperar um pouco? — perguntou se levantando.

-H-hai. — sussurrou.

-Vou trazer um suco para você... Mas eu não vou paga-lo entendeu. — Juvia fechou a cara e assentiu.

Cinco minutos depois ela estava bebericando o seu suco, e não conseguia conter os batimentos fortes em seu peito. Ele estava ali. Ele acreditou nela. Ele a tiraria dessa?

Juvia mordeu o lábio inferior e ficou olhando para o estabelecimento, a fim de fazer o tempo passar. As mesas quadradas para dois lugares, tinham uma toalha bege grande e por cima uma verde escura menor, com um porta guardanapo por cima. As paredes eram brancas com quadros pintados a mão por um desconhecido, um relógio que mostrava ser quase oito horas da noite, e um retrato do funcionário do mês que era um garoto com os olhos levemente puxados e um cabelo prateado que tinha um penteado para trás.

Suspirou e quando viu Gray a estava chamando na porta do lugar. Levantou-se e percebeu que ele não estava mais com o olho roxo, mas sim uma leve vermelidão no mesmo. Quando sentiu a brisa da noite tocar-lhe a pele, o medo percorreu o seu corpo novamente. Olhou para o outro lado da rua e percebeu que o homem ainda estava ali, e estava encarando-os.

Sentiu os seus dedos gelarem com um certo toque e logo eles estavam entrelaçados. Baixou o olhar para a sua mão e a encontrou escondida por um outra que era maior. Levantou o olhar para Gray brevemente e o viu corar. Ela não se contentou e também corou.

Gray a puxou com força pela mão e a levava em direção ao seu apartamento.

Juvia acertou o que havia previsto. Algo ruim iria lhe acontecer. Ela sem perceber havia se apaixonado perdidamente pelo capitão do time de natação. Mas será que ela irá acertar a sua última previsão?

Notas finais
Mais uma vez eu lhes peço desculpas. Realmente não sei onde coloquei a minha cabeça para ter feito a troca.
Gostaram do capítulo?
Não deixem de me contar.
Beijos