Notas iniciais
Desculpa pela minha demora, mas aqui está mais um capítulo. Beijos e boa leitura.

Trancada em seu quarto, a menina-mulher de belos cabelos azuis e com olhos da cor da noite que derramava-se pela sombria luz da lua que adentrava pela sua janela aberta, fazendo a leve brisa chacoalhar as cortinas de cor bege que havia na mesma. A cama de lençóis brancos deixava o corpo esbelto transparecer cansado. Porém a mente da menina pensava em apenas uma coisa. Gray Fullbuster.

Seu coração se acelerava apenas com o pensamento de ter o lábios dele sobre os seus. O corpo tremia pelo êxtase do pensamento. As mãos dele percorrendo o seu corpo, acariciando a cada célula que há nele. Aquecendo o corpo na nítida dança do amor que ela propaga sentir.

Fechou os olhos e tocou com as pontas dos dedos em seus lábios. Tendo a sensação de que Gray os tivesse beijado. Mas ela não podia. Era só mais uma paixão estúpida que estava sentindo. Ela não podia se deixar levar novamente, seu corpo tinha que parar em pensar em Gray assim como a sua mente. Porém ela não conseguia.

A imagem dele a estava assombrando fazendo a mesma não conseguir dormir. Levantou-se bruscamente da cama e passou a fazer diversos trabalhos que teria que entregar não apenas naquela semana, mas ela iria adiantar. Estava ela tentando ocupar a sua mente. Não queria pensar no capitão do time de natação.

E quando percebeu o sol já estava se levantando preguiçosamente, enquanto Juvia Loxar caia sobre muitos papéis a sua volta. Estava ela impertinente em seus sonhos Gray estava, mas não pode continuar com o sonho, já que o seu despertador começou a gritar.

Bateu a cabeça em algum lugar, mas logo se fora já que ela correu para o banheiro se afogar dentro de uma banheira de água fria a fim de lhe despertar. Escovou os dentes, e ajeitou o uniforme da sua escola em seu corpo. Penteou os cabelos e os deixou que caíssem sobre os seus ombros. Pegou a sua bolsa e passou a pôr os diversos matérias que necessitaria para aquele dia.

Saiu do apartamento e no hall de entrada a velha de cabelos róseos – que ela ainda não descobriu o nome – estava folheando a uma revista de moda. Juvia foi devagar pegar um copo descartável e enche-lo com café preto para tomar pelo caminho. Ela precisava estar acordada. Mas as olheiras iriam dizer que ela passou a noite em claro.

Decidiu que quando chegasse na escola iria ao banheiro tentar esconder as marcas pretas abaixo dos olhos com alguma maquilagem. Saindo pela grande porta do prédio, Juvia tem um grande susto. Parado com as costas sobre a parede do prédio e com uma perna levantada sobre a mesma, usando o uniforme da escola, com alguns botões da camiseta aberta e a gravada afrouxada no pescoço, o cabelo escuro estava mais bagunçado do que era e os olhos pendiam sobre o chão que o sustentava.

Gray Fullbuster estava ali.

Olhando atordoada para a figura que acha a mais bela de todas que já vira, Juvia tenta segurar o peito que se quebra pela força que seu coração bate. Seu corpo treme pelo espasmo e logo o sonho que teve pela madrugada a penetrou de modo firme. Balançou a cabeça e passou por ele como se nem o tivesse visto. Tentaria não falar com ele e nem mesmo lhe direcionar o olhar.

–Juvia! — ouviu seu nome ser dito pela voz rouca e irônica dele. — Não me viu não?

–Perdoe Juvia. Mas Juvia não o viu. — mentiu ela.

–Eu vou com você para a escola. — disse ele caminhado ao seu lado. Ela apenas assetiu. Tentava com todas as forças que tinha não o olhar, mas seus olhos eram atraídos de forma brusca para ele. Olhou de canto e observou que ele agora segurava um pirulito e o colocava na boca.

Voltou seu olhar rapidamente para a frente quando o olhar dele pousou nela. O vento sussurrou algo a ela que nada entendeu, mas fingiu escutar. O som dos passos de ambos era o que matinha a azulada acordada no mundo real. Densamente Juvia se permitiu pensar novamente que estava sentindo os lábios de Gray o doce sabor desconhecido que ele tinha, as mãos dele, percorrendo seu corpo, ligando cada célula existente.

–Juvia. — a voz dele interferiu seus pensamentos. — Por que não gosta de água? — aí estava um assunto que a Loxar preferia deixar para si mesma que contar para a melhor amiga. E sempre que ele surgia, ela tentava fugir dele.

–Por que Gray-sama segurou a mão de Juvia para traze-la té em casa? A namorada de Gray-Sama não vai se importar? — o garoto parou e ficou olhando-a antes de corar um pouco.

–Porque.... Porque.... Porque eu achei que dessa forma a pessoa que estava te seguindo saberia que você estava segura com um namorado.

–Namorado! Juvia não tem namorado. Gray-Sama que tem. — Juvia corou ao pensar que tinha um namorado, e Gray fazendo este papel a deixava extremamente

feliz. Já o moreno ficou mais corado ainda.

–J-Juvia... — Gaguejou o nome dela.

–hum? — Juva que caminhou um pouco mais para frente, percebeu que Gray havia parado. Olhou para ele que estava de cabeça baixa, e quando ele ergueu o rosto seus olhos se encontraram e percebeu que tinham um brilho desconhecido.

–Acho que se eu tivesse te conhecido mais cedo. Talvez eu estivesse namorando você agora. — disse ele.

O ventou uivou sobre o caminho de ambos. Juvia sentiu seu coração pulsar tão forte que parecia que ele sairia do peito. Não conseguia acreditar no que havia saido daqueles lábios. É como se ainda estivesse sonhando. Ficou ali, no meio da rua que levava até a sua nova escola. Pronta para ter a sua primeira aula de álgebra e japonês. E tinha certeza que não iria prestar atenção nas aulas, porque a frase dele ficaria rondando a sua cabeça.

Gray ficou olhando-a esperando por alguma resposta. Mas tudo que ela fez foi apenas sorrir.

Na escola, havia um rosto brilhante de felicidade. As últimas palavras que ouvira naquele inicio de dia haviam deixado uma marca de esperança grande o suficiente para deixar o resto do mundo da mesma forma que ela. O sorriso não desaparecia de seu rosto.

A cada palavra ou piada sem graça a deixava mais feliz ainda. Ambos passaram os dois primeiros horários de aula juntos, conversaram sobre diversas coisas, mas não tocaram no assunto "MDA" (medo de água). Gray Fullbuster, era o motivo de Juvia Loxar sorrir verdadeiramente depois de tanto tormento ocorrer em sua vida.

Lembrou-se da triste noite que levou muitos à morte. Mas não quis dizer nada sobre aquilo. Ficou olhando os traços de seu rosto, o quão ficava bonito quando fixava seu olhar em alguma coisa enquanto mordia a ponta de seu dedo – que descobriu ser uma mania -. Juvia contou até dez antes de ficar da cor de uma cereja e tampar seus olhos com as mãos.

–O que foi Juvia? — perguntou ele.

–G-Gray-S-Sama e-esta n-nu. -gaguejou e depois ouviu Gray resmungando algo parecido como "maldita mania". Secretamente ela agradeceu por ele ter essa mania.

Riu assim que ele disse que poderia tirar as mãos dos olhos. Mas o que ela viu atrás de Gray foi algo que não gostaria de ver. Sua namorada lhe mandava um olhar que parecia fuzila-la. Gray percebeu o olhar de Juvia e se virou.

–Ultear você não tinha um compromisso com as líderes de torcida? — perguntou ele.

–Não tenho mais. — respondeu ela trincando os dentes.

–Algum problema?

–nenhum... Amorzinho.

VACA – gritou em pensamento, Juvia.

–ótimo. Tenho treino agora. — Gray se levantou e saiu em direção às piscinas. Ele iria treinar para o torneio de escolas.

Juvia soube sobre isso, pelo próprio Gray. Esse torneio junta todas as escolas do mundo para uma competição, afim de descobrir a melhor. A escola que vencer não apenas ganhará fama, mas também muitas outras coisas que ele não sabia. Provas difíceis seriam postas para as escolas e Gray gostaria muito de fazer a Fairy Tail chegar em primeiro lugar.

–Escute aqui garota. — Disse Ultear colocando o dedo no rosto de Juvia. A menina não sabia nem quando ela havia se aproximado tanto. — Se eu ver você perto do Gray de novo, vou fazer com que se arrependa. Entendeu? — Juvia ficou com os olhos arregalados, não sabia o que responder para a garota.

–Eu que vou fazer você entender uma coisa. — Ultear foi puxada com força para trás e olhou para a sua agressora com os olhos tremendo de raiva. — Se eu te pegar ameaçando a Juvia novamente vou te deixar no hospital. — a cabeleira ruiva deixou Juvia feliz por encontrar uma garota que sabia de seus problemas com a Milkovith.

–Não se meta Scarlet. — berrou Ultear. — Gray é meu namorado...

–Está com medo que ela o roube de você Ultear. — Juvia arregalou os olhos. — Acha que o Gray pode descobrir a grande vaca que você é? Bom porque é só eu abrir a minha boca sobre as coisas que sei que você e as outras vacas que te seguem fazem, que nem mesmo algum aluno da Fairy Tail vai querer namorar vocês.

–Do que está falando? — disse ela recuando.

–Não se finja de louca, sabe muito bem do que estou falando.

–Do que está falando Erza? — os nervos de Juvia tremeram, seu coração ficou acelerado. Atrás de Erza estava parado com os olhos desconfiados. Juvia olhou para ele de maneira que entendesse para deixar aquilo entre elas, mas ele não recuou. — Do que ela está falando Ultear?

–Amorzinho... Só... Só estavamos conversando sobre coisas bobas...

–Fale de uma vez... — Juvia percebeu a fúria em seus lábios.

–Fale para ele de uma vez Ultear querida. Que você transa com os caras do time de futebol, com os caras do time de beisebol, com os caras da luta... Nossa... Você tem fogo heim. — a ruiva fez uma cara de zombeteira que deu vontade de rir dela e da situação em que ela estava.

Porém, Juvia ficou triste quando viu o olhos de descrença que havia em Gray. Doía vê-lo daquele jeito. Ela queria correr para abraça-lo e deixar que ela tomasse conta da grande ferida que deve ter se abrindo dentro dele. Deixar que tomasse conta dele com qualquer coisa que ele quisesse, menos com essa droga chamada de amor.

Ah o amor. Uma coisa que deveria ser vendida em garrafas ou ser uma vacina obrigatória. Pelo efeito viciante e sensações que apenas a sua dose pode dar e infelizmente dói quando se o para de utilizar.

Ele deu um simples sorriso e saiu do lugar. Caminhou em direção as piscinas a fim de treinar. Mas no fundo Juvia sabia, ele queria derramar as próprias lágrimas sozinho.

Notas finais
Gostaram? Não deixem de me dizer. Beijos e obrigada por lerem.