Just Stay With Me

3 Medo de água e Pirata?


Notas iniciais
Fala meu povo e minha pova!
É o seguinte. Vida de professor não é nada fácil, e por incrível que pareça eu sou. Aliás estou postando hoje porque parece que não vou conseguir postar na quarta. E se eu conseguir, talvez escrever até quarta, eu posto um novo capítulo de brinde por serem tão compreensivos. Beijos e boa leitura!

O som de conversas agitava a mente da Loxar. Ela estava sentada num canto assistindo às alunas que pertenciam ao clube de natação, fazendo o que sabiam de melhor. Observava aquilo e encolhia-se a cada gota de água que saltava para perto dela. Encontrou vários erros, que acabavam fazendo as garotas do clube ficassem para trás.

Primeiro elas deviam usar a parede como apoio para dar mais força para nadar no início e para voltar – uma coisa que não faziam. Segundo no nado borboleta – nado de peito – elas não conseguiam manter os braços totalmente para frente e não davam as batidas fortes com as pernas, dificultando ao elevar o queixo para a respiração, o que as fazia parar durante segundos preciosos no meio da piscina para fazer isso, pois quando os braços estão em sua extensão máxima – a meio do movimento aéreo — os ombros e a cabeça são levantados para a respiração ocorrer rapidamente. Terceiro, na virada elas não tocam as bordas com as duas mãos ao mesmo tempo, o que as fazem perderem pontos e tempo, se elas fizessem isso com as duas mãos o braço do lado o qual o corpo vai virar é lançado de volta à piscina com o cotovelo flexionado. A outra mão empurra a borda para jogar a cabeça e os ombros na direção oposta, ao mesmo tempo em que os joelhos são flexionados e trazidos por baixo do corpo até que os pés toquem na borda.

Como ela sabia disso? Simples. Ela era a melhor nadadora da antiga escola, mas de alguma forma pegou medo de água. E desde o ocorrido ela não consegue nem ao menos nadar.

Algumas gotículas da piscina olímpica saltaram em direção a Juvia que arregalou os olhos e recuou um pouco, abraçando o corpo esbelto de si mesma. A menina tremia toda vez que chegava perto da piscina. Ela nem queria se lembrar do que aconteceu com ela na última competição em que participou. E duas das pessoas que não gostaria de ver apareceram e passaram a intimida-la.

-Olhe Lisanna quem está aqui. — disse com a voz calma e cheia de veneno a garota de cabelos roxos escuros.

-Parece que ela entrou para o clube, Ultear, vamos ter que aguenta-la. — disse a menina de cabelos brancos e curtos.

-J-Juvia n-não v-vai f-ficar n-no c-clube. — amaldiçoou a si mesma por gaguejar.

-Agora é gaga? Até parece que me importo com mais um lixo tirado da rua. — respondeu Ultear.

-Vamos, deixe esta aguada aí – disse Lisanna se afastando. — Quero sair logo daqui, tenho um encontro com o Natsu e não quero perder.

-Parece que esta noite promete para você não é Lisanna? — perguntou Ultear indo junto.

Juvia suspirou de alivio por não terem feito nada contra ela – dessa vez. Olhou para frente para encontrar uma mulher de cabelos longos e azuis claros usando uma tiara muito estranha. Pelo que soube aquela era Aquarius a professora de matemática e também treinadora do clube de natação feminino. Olhou para si mesma e se viu dentro de um maio escuro. Pedira tanto para que não a levassem até as piscinas da escola, para as meninas. Mas mesmo assim elas disseram que ela devia ir caso contrário iria receber punição por faltar.

Sorriu levemente ao lembrar daquelas três. Lucy tem orgulho excepcional em sua aparência e é muito confiante em seu sex appeal, muitas vezes exalando uma certa dose de vaidade .Apesar desta atitude superficial, ela é inteligente, gentil e pessoa genuinamente solidária , mas não deixa de ser uma CDF como a Levi que era uma rata de biblioteca. Confidenciou, ela, que sempre encontra a Aquarius com o professor de educação física, Scorpion, na ala que só os professores podem entrar, fazendo coisas que só maiores podem ver, mas ela não deixa de ser alegre e otimista. Erza ao seu ver é garota assustadora, rigorosa, mas é bonita, brilhante, quente e cheia de bondade e paixão, mesmo tendo como paixão numero um tortas de morango.

-Aí você! — Juvia teve seus pensamentos interrompidos pelo grito da treinadora que a olhava com certa fúria. — O que está fazendo aí?! — perguntou gritando. — Você não vai nadar?! — Juvia balançou a cabeça negativamente. — Então porque está com o uniforme de nadadora?!

-O d-diretor c-colocou J-Juvia a-aqui. — respondeu o mais alto que pode e se amaldiçoou novamente por gaguejar.

-Por que ele te colocou aqui?!

-Porque Juvia tinha notas altas em natação – suspirou aliviada por conseguir parar de gaguejar.

-E então porque não quer nadar?!

-Porque... Porque...

-Não sei porque perde o seu tempo treinadora. Vamos logo iniciar o treino. — falou a albina que estava ao lado de Ultear.

-O.K. Vão para as bases e quero que nadem imediatamente. — respondeu pondo os dedos entre os olhos e os esfregando.

Juvia prestou atenção enquanto elas nadavam e encontrou os mesmos erros que antes. Ultear era a mais rápida, e sempre chegava em primeiro, mas cometia os mesmos erros que as outras. Ficaram o resto das aulas ali.

E Juvia estava rezando para conseguir chegar no apartamento que Makarov havia dito que ficaria durante o ensino médio e quem sabe durante a faculdade. Era ela quem decidia. Ele a esperaria no final das aulas para leva-la até lá. Já que antes de vir para a escola teve que passar por vários exames psicológicos e físicos devido ao que ocorreu com seu antigo lar. Sua antiga escola. Phanton Lord.

Era um lugar sombrio, digno de ser chamado de escola para góticos e emos. Mas não deixava de acolher os seus alunos, e fora lá que ela conheceu a única pessoa que pareceu entender o mundo na qual vivia. Repetiu a promessa que fizeram na noite em que ele lhe pediu em namoro, pois um dia se separariam para irem em diferentes caminhos e que se encontrariam cedo ou tarde.

Pensou que há momentos em que naturalmente, estaremos desanimados enquanto a vida continua. Chorando nos fracos raios de sol que abraçam. Sorrindo enquanto o vento permanente vai sempre mostrando o caminho. Quando a época que os girassóis florescerem chegar, Juvia iria encontrá-lo.

Sem perceber quanto tempo havia passado, descobriu que a aula já havia terminado. Esperou algumas garotas saírem de dentro da piscina para ir direto para o vestiário se trocar. Encontrou dentro de uma sacola seu vestido limpo e seco. Achou estranho aquilo acontecer e junto com ele havia um bilhete em uma letra de dar inveja:

Estávamos na aula de pintura e sujamos algumas roupas e fomos obrigadas a lava-las e seca-las. Aproveitamos e lavamos seu vestido. Ele ficou como estava antes e também, vai se sentir confortável, já que o uniforme que Erza encontrou era um tamanho menor que o seu.

Beijos Lucy.

Juvia queria encontrar a loira e lhe dar um beijo de tão agradecida. Realmente o uniforme que encontraram era uns dois números menor que o seu e a machucava um pouco por estar apertado e também mostrava muito mais do que devia das curvas de seu corpo.

Pôs o seu lindo vestido, mas sem seu casaquinho, pois este não conseguira ser salvo e buscou sua bolsa e a colocou no ombro. Caminhou devagar quando estava perto da borda da piscina. E respirou melhor quando já passava pela porta do ginásio. E quando menos esperou deu de cara com alguém e caiu de bunda no chão.

-Não olha onde anda não? — aquela voz a fez rodar os olhos. Desde que o virá, o garoto só sabia reclamar.

-Perdoe Juvia. — disse ela ainda no chão. E percebeu que ele estava ainda no chão também. Se pôs de joelhos e se inclinou para frente e buscou a mão do garoto que estava machucada. — Perdoe Juvia. — disse novamente.

-Oh... Não foi nada. — rapidamente a azulada pegou dentro de sua bolsa um Band-aid, abriu-o e colocou sobre a palma do garoto.

-Pronto. — e sorriu para ele, que ruborizou levemente. Levantou-se num salto e nem percebera que segurava a mão da menina. A ajudou a levantar e ficou olhando-a. — Juvia precisa ir.

-Você fala em terceira pessoa para que a pessoa saiba o seu nome? — perguntou bruscamente soltando a mão de Juvia.

-Não. Juvia sempre teve este costume. — seu olhar caiu. Não gostava quando as pessoas caçoavam de suas manias.

-Interessante. — disse ele passando por ela.

-Espere! — pediu ela. O garoto parou e olhou para ela por sobre o ombro.

-O que foi?

-Juvia queria saber o seu nome. — ficou um pouco rubra, mas o garoto apenas riu.

-É Gray. Gray Fullbuster. — sorriu e com isso deu as costas para a azulada que tinha um coração descontrolado batendo dentro de seu peito.

Balançou a cabeça e passou a caminhar para encontrar o seu tutor. Como poderia passar nem se quer dois minutos com um garoto e fazer o seu coração pesar dentro de si. Apagou aquele encontro repentino e pensou em ter caído sozinha. Riu sozinha dentro da escola vazia.

-Ah! Aí está você. Já estava ficando preocupado. — dissera o velho diretor da escola quando avistou a menina de cabelos azuis. — Teve a aula de natação?

-Sim. Juvia demorou, porque teve um encontrão com Gray Fullbuster.

-Ah! É o capitão do time masculino de natação – sorriu com orgulho. — É o melhor da escola. — Juvia sorriu para ele, não queria lembrar do encontrão que teve, mas também sentiu que deveria ter certo respeito com o garoto. Aliás, ele era muito bonito.

- Makarov-Sensei pode tirar Juvia de lá? Juvia não consegue mais nadar.

-Perdoe-me Juvia, eu talvez tenha me equivocado muito. Achei que poderia ter ajudar a fazer tal mudança, mas parece que não vai dar. — ele estava mudando de assunto? — pensou Juvia.

-Makarov-Sensei...

-Tome. — disse pegando a mão dela e colocando sobre a palma da mão uma chave. Disse-lhe o endereço corretamente, era um apartamento. Ela sabia que ele não a tiraria do club, então resolveu perguntar se poderia fazer algo que sempre fazia no final da tarde.

-Makarov-Sensei, Juvia pode pedir algo? — pôs a mão esquerda no coração esperando que ele não recusasse.

-E o que é?

-Juvia, sempre vai a um lugar todo final de tarde. Juvia poderia ir para lá?

-Claro que pode. Juvia quero que entenda que eu sou apenas o seu tutor, mas prezo pela sua segurança também. Então, quero que esteja em seu apartamento antes que esteja muito escuro. Saberei se não estiver lá antes. — respondeu sério.

-S-sim.

-Até logo

-Espere... Juvia... Precisa de dinheiro. — disse tremendo. Ela não queria que ela fizesse muitas perguntas. Na verdade ela não gostava de falar muito, pois as pessoas sempre caçoavam a sua maneira de falar, então resolvia sempre falar menos.

-Quanto? -perguntou o velho com um sorriso no rosto, enquanto no rosto triste que Juvia tinha surgia um sorriso também.


_ X_

-Juvia-Chan. Você veio! — disse a voz meiga de uma menina que carregava nos braços uma gata branca que sempre usava roupas de boneca.

-Wendy-Chan, quanto tempo? Juvia havia prometido vir. — disse sorrindo dando um pequeno abraço na menina. — Como está Charles-San? — perguntou para a gata que deu um miado estranho. Parecido com um "run".

-Ela está sempre entediada. — disse com um sorriso a criança. Wendy era uma menina de longos cabelos azuis escuros que estavam presos de duas marias chiquinhas e que, assim como todas as crianças que estavam a sua volta, vivia em um orfanato que Juvia sempre ia para entregar doces. — O que trouxe hoje para nós Juvia-Chan? — perguntou com os olhos brilhando.

-Na verdade, Juvia perdeu o doces no caminho. — respondeu com uma cara triste.

-Mas... Juvia-Chan... — começou uma criança e logo todas as outras começaram a reclamar. Juvia sorria enquanto via as crianças resmungarem. Ela riu mais alto ainda quando Wendy começou a defendê-la enquanto uma menina que parecia sempre odiar a azulada, resmungava calúnias para ela.

-Juvia é uma idiota. E coisas idiotas acontecem com idiotas. — respondeu a menina de cabelos rosas e curtos que eram presos por fones de ouvido amarelos, seus olhos eram escuros. Ela usava um trapo velho que um dia fora cor-de-rosa.

-Desculpe, mas Juvia não é idiota. É que Juvia foi assaltada por piratas! — dissera a azulada que fez as crianças a olharem com os olhos brilhando. Menos a garota que a chamou de idiota.

-Como assim? — perguntou um.

-Piratas não existem. — disse a rosada para Juvia.

-Existem sim. — disse Wendy entrando na brincadeira.

-Claro que existem. Então Juvia foi assaltada por quem? — perguntou pondo as mãos na cintura. Logo perguntas sobre os piratas entraram em seus ouvidos o que a fazia sorrir de maneira doce. — Mas sabem de uma coisa... — Juvia olhou para os lados e se abaixou para ficar na mesma altura que as crianças. — Juvia sabe onde eles esconderam o tesouro deles.

-Onde?! — gritaram todos juntos.

-Na verdade Juvia tem um mapa. — ela pegou a sua bolsa e tirou de lá um mapa, mal desenhado do orfanato. Mas as crianças entendiam e vibraram ao saber que o baú de tesouros ficava no orfanato. E liderados pela capitã Wendy, foram a procura do baú de tesouros dos piratas.

Ouviu muitos "Como não sabíamos que piratas escondiam um baú cheio de jóias aqui?" e " Eu sabia que aquele professor novo era um pirata". Juvia ria muito com aquelas crianças. Pensava ela que aquele momento que tinha com elas, era o único que a fazia sorrir como ela sorria naquele momento. Sentiu seus dedos tremerem quando viu o olhar pesado que a menina de cabelos rosas lhe mandava um olhar nada amigável. Ela não estava a procura do baú como os outros, estava sentada em cima de um dos galhos das muitas árvores que tinha no pátio da escola.

Olhou para ela e depois sorriu, mas aquilo fez apenas a menina lhe mandar a língua. Juvia achou estranho, na verdade nenhuma criança do orfanato havia lhe feito tal coisa e também porque achava aquilo normal, já que ela era nova na escola. Aproximou-se da árvore na qual a menina estava e a chamou que lhe devolveu outro olhar nada amigável:

-Não vai ajudar a procurar? — perguntou.

-Não. — respondeu e virou o rosto para a Loxar.

-Por quê? Parece ser tão divertido...

-Então por que você não vai brincar? — disse com a voz falha. — A sua voz me irrita.

-Perdoe Juvia. Juvia não tinha a intenção de irrita-la. Mas poderia dizer a Juvia, o seu nome? — perguntou com a mão no coração e com um olhar triste. Não gostava quando via uma criança ser tão arisca, sabia que cada um tinha o seus motivos, mas doia ver uma criança assim. Já que ela foi uma.

-Meredy. — respondeu depois de um tempo.

-Meredy-Chan. É uma prazer para Juvia conhecê-la. — disse e saiu de perto da menina que se virou imediatamente para a azulada que era abraçada por outras crianças, que haviam encontrado o tesouro dos piradas e balançavam uma caixa grande contendo várias balas e pirulitos dentro.

Juvia dava gargalhadas quando recebeu um abraço em grupo das crianças que a fizeram cair no chão, fazendo não apenas ela rir descontroladamente, mas também as crianças.

-Oe, você está bem? — alguém perguntou e Juvia olhou para o portão do orfanato e deu-se de cara com Gray.

-Ah! Gray-Sama.- disse se levantando quando as crianças se dispersaram par brincarem com brinquedos velhos que haviam no pátio.

-Sama?

-Sim. Makarov-Sensei disse a Juvia que Gray-Sama era capitão do time de natação. E Juvia, infelizmente, está no time. Então...

-Infelizmente? — cortou-a, enquanto se debruçava sobre o portão da escola.

-Juvia não consegue nadar.

-Mas você disse na aula que adora nadar.

-Mas Juvia não consegue nadar.

-Então porque disse que adora nadar?

-Porque Juvia conseguia e adorava nadar.

-E porque não consegue nadar mais? — Aquela fora uma das conversas mais longas que ela já teve com um garoto. E pior, com um que mal conhecia. Ela não queria contar os motivos de ter medo de água. E também se dissesse que tinha ele riria dela.

-Juvia tem os seus motivos. — respondeu enquanto via, um dos parafusos da porta em que ele estava debruçado cair.

-Você irá me contar porque não nada mais?

-Talvez, e Gray-Sama...

-O que faz aqui?

-Gray-Sama melhor sair daí.

-Por q... — se adivinhou que ele caiu. Acertou. Porém quando caiu levantou uma das mãos que, inocentemente, ficou em um dos seios de Juvia. E que a mesma ficou da cor que faria a Scarlet ficar com inveja.

Notas finais
Para que não sabe, Sex Appel é a atração que você causa no sexo oposto. kkkk
Quem gostou do capítulo, comenta!
Beijos