Notas iniciais
Seguinte galera. Vou postar hoje, para poder dizer para vocês que só vou poder postar na história a cada quinze dias. Motivos... Tenho outra história (Doughter Of Water And Ice) e vai ser muito difícil ter que escrever em duas histórias ao mesmo tempo, e também tenho que pensar na escola - que está me deixando louca, O mesmo ocorrerá com Doughter Of Water And Ice, hoje vou postar aqui em Just Stay With Me, semana que vem será em Doughter Of Water And Ice, na outra semana será aqui novamente e assim sucessivamente O.K.?

Beijos e boa leitura!

A aula fora interrompida com a porta sendo bruscamente aberta. Dois garotos entravam se socando e dizendo coisas sem nexo. Aquilo estava na verdade era dando motivos para todos da classe pegassem os seus telefones e começassem a gravar a briga de ambos. Juvia olhava aquilo tentando segurar um riso, era engraçado ver um garoto de cabelos rosas embolotando-se com outro de cabelo escuro.

–Nudista desgraçado, porque comeste o meu danette! — dizia o rosado.

–Quem você pensa que é para me chamar de nudista! — dizia o moreno.

–Parem os dois de brigar agora. — Juvia percebeu de quem era aura negra que surgiu do nada atrás dos dois meninos. Ambos continuaram com a briga até que acertaram a ruiva que tentara chegar perto dos dois. E quando esta olhou de volta para os dois a turma inteira ficou em um completo silêncio. Até mesmo os dois garotos pararam de brigar e olhavam para ruiva.

–Você já fez o seu testamento? — perguntou um.

–Sim e você? — o outro assentiu. Engoliram em seco quando a ruiva pegou-o pelo colarinho.

–Erza-San, não brigue meu doce perfume. — Erza estremeceu-se toda e largou os meninos na hora e voltou para o seu lugar, respirando com certa dificuldade. — Quanto aos dois... — então tem alguém que ela teme na escola . Pensou Juvia.

–Desculpe – disseram juntos. — Mas foi ele quem começou. — disseram apontando um para o outro. E juntaram as testas com os olhos faiscando. — Não fale o que eu digo, idiota.

Um acesso de risos presenteou a manhã. Juvia olhou de canto para a única pessoa que conhecia naquela sala e o viu rir do jeito estranho dele. Voltou sua atenção para o texto que acabara de escrever. Deveria realmente estar muito triste para escrever um texto morto como aquele. Preferia escrever os seus poemas, que depois encontram seu próprio ritmo musical. Dançou os dedos pela lateral da mesa e sem perceber um dos garotos que brigavam a pouco sentou-se à carteira ao lado. A azulada ergueu os seus olhos para encontrar os dele e sentiu certo formigamento nos lábios, o que achou extremamente confuso e desconfortável.

–O que está olhando? — perguntou bruscamente o garoto. Juvia sem perceber ainda continuava a fitar o menino.

–Perdoe Juvia. — disse ela se voltando para o seu texto com as bochechas levemente coradas. O garoto ergueu uma sobrancelha à ela, confuso pelo jeito que ela falara. Os olhos e um negro desconhecido fizeram a menina sentir calafrios por toda estensão de sua espinha. Percebera que ele estava com um pirulito na boca e ficava balançando a aste dele.

A menina tentava de alguma forma controlar as batidas fortes em seu peito. Sua mão não parava de tremer e pensou que se tentasse falar com alguém com toda certeza iria gaguejar.

–Oe? Tem uma borracha para me emprestar? — perguntou o menino ao seu lado novamente. E quando ela olhou para ele novamente corou da raíz dos seus cabelos até o dedão do pé. — O que foi? — perguntou confusa. Juvia tampou o rosto com as mãos enquanto o rosado que brigara com ele gritou do fundo da sala.

–Já começou com o Strip Tease, me diz quando custa para você dançar só pra mim. — risadas abafadas soaram dentro da sala.

–Do que você... Ah! — gritou ele quando olhou para si mesmo e viu-se pelado. — Desculpa. — murmurou para Juvia que tirou lentamente as mãos do rosto e olhou para o garoto chocada.

–Você vai acabar pegando detenção. — falou o diretor que sem perceber havia entrado na sala. — Ponha suas roupas Fullbuster, agora. Juvia venha para a frente da classe, por favor. — Juvia quis perguntar porque ele queria pôr-la na frente da classe. — Você também Gajeel. — o garoto de piercings rosnou do fundo, mas levantou e foi em direção ao diretor. Juvia fez o mesmo. Baixou a cabeça e ficou com as mãos cruzadas a frente de seu corpo.

–Estes são os alunos novos, classe. Espero que os deixem a vontade. Por favor apresentem-se. — continuou Makarov.

–Por que tenho que me apresentar quando todo mundo já sabe o meu nome. — respondeu Gajeel. Juvia segurou um tosse na garganta e muitos da classe tamparam a boca para não deixar um riso escapar por entre os lábios.

–Muito bem. Juvia você é a próxima mas não diga o seu nome. — pediu.

–B-bem... J-Juvia gosta d-de escrever p-poemas. J-Juvia gosta de costurar e também é uma ótima nadadora. — a menina sorriu quando conseguiu parar de gaguejar. Mas esperou as risadas dos alunos mas apenas escutou o silêncio no ar.

–Ah! Esqueci. — disse o velho batendo em sua própria cabeça. — Tenho que escrever você para o time de natação.

–Quê!?

–Mestre Makarov, soube que o time de natação perdeu mais uma vez. — disse o professor de redação. Juvia nem se lembra do nome dele, se ele realmente se apresentou. — E como foram hoje as meninas-men?

–Mal. — respondeu o diretor. Ele se retirou da sala deixando Juvia ainda de com um exclamação no rosto.

Juvia não iria nadar. Ela não queria.


_ X _


Já era hora do almoço. Vários alunos se reuniram no refeitório da escola, que daria para pôr o seu antigo lar inteiro dentro dele e ainda sobrava espaço. Olhou pelo lugar à procura de um lugar para si. Viu que mais ao fundo tinha uma mesa vazia e caminhou até lá, tentado segurar a pesada bandeja nas mãos. Passou por alguns olhares amistosos e outros não. Juvia quando chegou no lugar olhou para si para ver o motivo dos olhares, que pensou que fosse alguma sujeira em seu vestido. Mas não viu nada. Olhou para o que havia no almoço da escola e percebeu que era nada mais que verduras e frutas, além de um suco natural que a escola dava de graça. Ah sim, havia me esquecido de contar que ela era vegetariana.

Começou a comer as verduras devagar enquanto procurava pelo rosto conhecido de seu amigo, já que o mesmo pareceu se interessar em folgar durante as aulas. E como se ele soubesse o que ela estava pensando, o mesmo passou pela mesa dela, parou, olhou para ela, e voltou a caminhar em direção a outra mesa que estava na frente da dela e vazia também. Ele ficou de frente para ela, que lhe mostrou a língua em gratidão por deixa-la sozinha.

Quando estava terminando de comer o seu almoço, ela sente uma sombra atrás de si. Ela pensou que poderia ser impressão sua e não deu bola. Mas uma voz a fez pensar o contrário:

–Você está sentada no meu lugar. — Juvia voltou-se para trás e ficou a admirar a beleza da garota a sua frente. O cabelo roxo escuro descia até sua cintura que eram segurados por uma faixa branca com um top de lado, os olhos eram castanhos e o corpo era voluptuoso sobre o uniforme da escola, que era uma camiseta de botões branca com uma saia xadrez na cor creme.

–Ultear, tira logo essa coisa daí. — disse uma garota de cabelos brancos e curtos com olhos azuis. Ela não tinha um corpo igual ao de Ultear... Era mais uma tábua, mas podia se ver uma certa elevação na parte da frente. (n/a sorry não gosto da albina kkk).

–Anda que quero pedir para o garoto novo sentar ao meu lado. — disse outra garota de cabelos compridos e ondulados da cor castanho escuro assim como os olhos. A saia de seu uniforme estava um pouco mais curta que as das demais e alguns botões da blusa estavam abertos mostrando a sutiã azul escuro.

–Acho melhor você sair daí garota, não quero que Jellal veja-a sentada na mesma mesa que ele. — falou outra garota de estatura relativamente pequena com a pele pálida, cabelo prateado comprido, com franja cobrindo a testa e os olhos cor de anil e que estava com dois botões de cima abertos mostrando uma tatuagem em branco de duas asas brancas.

–Vaza garota. — disse a Ultear atirando a bandeja de Juvia no chão, fazendo todos que estavam no refeitório olhar para o grupo.

–Perdoe Juvia. — disse ela recolhendo o que sobrou de seu almoço para pôr no lixo.

–Uma catadora de lixo que fala estranho. Ótimo agora essa escola está trazendo lixo para dentro dela. — falou rindo a garota de cabelos roxo escuro. — Angel, Cana, Lisanna estão vendo isso. — todas riram.

–Juvia não é lixo. — disse a Loxar levantando-se e olhando para elas com fúria nos olhos.

–Eu disse que podia falar conosco, Lixo. — disse novamente Ultear. — Aliás a sua roupa até que não é um lixo. — um sorriso malvado desenhou em seus lábios. Juvia não percebera que ela segurava um copo, e quando viu, sua roupa estava toda molhada pela bebida que continha o copo. — Agora está um lixo.

Juvia viu as amigas dela rirem, e depois o refeitório inteiro começou a rir da situação da azulada. A mesma olhou de canto para o amigo que continuava a comer. Uma lágrima desceu pela sua face.

–Gente não sabia que Lixo chorava. — disse por entre risos Ultear.

Juvia, envergonhada, correu para fora do refeitório. Esbarrou em algumas pessoas, nem ao menos pedia desculpas, pois não queria que as pessoas vissem suas lágrimas. Correu e encontrou o banheiro feminino. Pediu aos céus que não tivesse ninguém e entrou em um dos cubículos que havia ali dentro. Fechou a porta com força e encostou as costas na mesma e deslizou até o chão chorando.

Segurou os joelhos e abafou seus soluços. Perguntava-se por que o mundo tinha pessoas como aquelas e do por que simplesmente por sentar em um lugar acabou sendo humilhada e também chamada de lixo. Seus soluços foram silenciados quando ouviu a porta do banheiro sendo aberta. Engoliu em seco e pediu para que não fosse aquelas garotas que mal sabia o nome, na verdade ela ouviu elas falando umas com as outras mas fora rapidamente.

–Juvia-Chan... Você está ai? — perguntou uma voz do outro lado da porta do cubículo que estava.

–Vai embora. — pediu ela.

–Olhe, não vim caçoar de você. Minha amiga foi buscar algum uniforme de reserva para você poder trocar as suas roupas. Por que não sai daí para eu te ajudar a se limpar? — Juvia levantou a cabeça e ficou pensando se aceitava o pedido da menina.

Levantou-se e limpou com uma parte que não estava suja as suas lágrimas. Abriu a porta do cubículo e sorriu para a menina a sua frente que tinha olhos castanhos e cabelos loiros na altura dos ombros que estava amarrado por uma fita na cor preta em um pequeno rabo de cavalo para o lado direito de sua cabeça com o resto do cabelo solto.

–Sou Lucy Heartfilia, é um prazer conhecê-la. — disse sorrindo.

–O prazer é de Juvia. — pensou que a menina iria caçoar de sua maneira de falar, mas silenciou-se. Ela apenas lhe sorria.

–Aquelas meninas não deviam terem feito o que fizeram. Seu vestido realmente é lindo. Espero que quando for lavado esteja da mesma maneira do que antes.

–Quem são elas? — perguntou indo para uma pia, lavar o rosto corado pelas lágrimas.

–Elas são, Ultear Milkovith, a que te fez isso, Angel, a de cabelos longos e prateados, Lisanna Strauss, a albina de cabelo curto e Cana Alberona. — disse ela contando nos dedos. — São as populares da escola, mas são muito malvadas.

–Realmente a popularidade sobe a cabeça das pessoas e as transformam. -disse Juvia com o rosto pingando. Lucy lhe entregou uma toalha para se limpar. — Juvia agradece pelo que esta fazendo.

–Que isso. É o mínimo que posso fazer. Aquelas garotas tinham que receber um castigo, mas parece que todos as temem aqui na escola, menos a Erza.

–Erza-san? A representante da turma de Juvia? — perguntou incrédula.

–Sim. Erza é a única que não se curva diante delas e também... Elas tem medo dela. — respondeu rindo. Juvia riu um pouco. Alguém entrou no banheiro com shampoo e condicionador, a menina que entrou tinha um corpo esbelto e fica a uma altura abaixo da média para sua idade. Ela ostenta cabelo azul, com a parte superior de corte curto e no fundo maior amarrados com um lenço colorido na cabeça.

–Desculpa pela demora. — disse ela. E atrás dela surgiu a ruiva que a pouco estavam falando.

–Eu não acredito que fizeram isso com você. — disse ela trincando os dentes.

Após apresentações entre Juvia e a menina de cabelos azuis, que se chama Levi, ajudaram Juvia a se lavar e a lavar o cabelo que também havia sido brutalmente atacado pelo excesso de açúcar que tinha naquele líquido que a Uva Verde havia derramado nela – era assim que chamavam Ultear, verde era devido ela não ser madura.

Erza contou que ela era uma criança mimada que gostava de sempre ser superior. Angel era quem menos falava – e parece que Erza tem mais ódio dela do que das outras -, mas sempre criticava alguém quando podia e mostrava ter o nariz empinado. Lisanna era café com leite na história, na verdade era o bebê do grupo, mexeu com ela mexeu com todas. Cana era uma bêbada, sempre conseguia trazer algumas bebidas para dentro da escola e vendia para os alunos.

Juvia sorriu triste. Lucy percebeu o triste olhar dela e tocou no seu ombro mostrando um belo sorriso a ela. — Vai ficar tudo bem. — disse ela. — Você não precisa temer a ela, nós estamos aqui agora. Você não vai ficar sozinha mais.

A azulada chocou-se novamente aquele dia. Pois já ouvira palavras aquelas serem ditas com o mesmo tom doce. Mas era de uma pessoa que já na estava entre os vivos. Deixou uma lágrima rolar, mas era de felicidade essa lágrima e sorriu para as três meninas a sua frente e disse:

–Obrigada... Juvia realmente agradece.

Notas finais
O que acharam do capítulo? Gostaram das vilãs?
Não deixem de me contar.
(Desculpa gente mas não vou seguir - acho - com as personalidades reais de nossos amados personagens, sorry por isso.)
Beijos.