Notas iniciais
Olá meninas, boa tarde!
Aqui temos mais um capítulo de JR para vocês, esperamos que gostem!
Boa leitura!
Juh e Máh.
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Música: No Sound But The Wind, Editors.
http://www.youtube.com/watch?v=Ukcdy9Fun9M&feature=related

‘’Nós podemos nunca ir para casa

Eu vou ajudá-lo a carregar o peso

Vou carregá-lo em meus braços

E estamos sozinhos

Mas estou sozinho com você.

Ajude-me a manter o fogo

Vamos mantê-lo aceso juntos

Isso clareará nosso caminho sempre... ’’

No Sound But The Wind – Editors.

PDV. Edward


Eu estava me preparando para aquele momento a cerca de um mês... E estava muito ansioso, pois “a hora” havia finalmente chegado.

Muitas vezes eu me pegava pensando se as coisas entre mim e Bella não estavam indo rápido demais, mas no mesmo pensamento, cheguei à conclusão de que realmente nos amávamos, e muito. Por isso no último mês trabalhei arduamente no meu “projeto”, para poder, pelo menos por algum tempo, realizar um sonho que Bella havia me contado que tinha. Eu esperava que fosse inesquecível para ela. E ela merecia, depois de tanto sofrimento e dor em sua vida. Eu faria absolutamente tudo para vê-la feliz.

– Bom dia, meu amor... – falei assim que Bella abriu a porta de sua casa para me receber. Ela estava tão linda!

– Bom dia. – sorriu corada – Queria saber o motivo da sua pressa!

– Eu tenho algo para te dar hoje... Você confia em mim?

– Claro que sim! – ela sorriu.

– Venha comigo então... – sorri ainda mais e a levei até meu carro, abrindo a porta para ela.

Em seguida, dei a volta no carro e antes de dar partida, peguei uma venda negra, que passei por seus olhos, e ela respirou profundamente, tremendo um pouco.

– O que é isso?

– Uma venda. – murmurei sorrindo.

– Isso é realmente necessário?

– Nesse momento sim... Não vai demorar e você vai gostar. – respirei fundo, ansioso – Ou pelo menos, espero que goste.

– Hum... Estou curiosa!

– Logo você vai saber do que se trata... – dei um beijo casto em seus lábios e dei partida no carro, sorrindo constantemente.

– Você parece nervosa...

– Estou um pouco. – admitiu.

– E eu posso saber por quê?

– Medo... Um pouco, pelo menos.

– Medo de mim, do que eu posso fazer? – Bella com medo de mim? Isso soava tão errado... Fiquei um tanto tenso de repente. Preocupado.

– Na verdade, me expressei mal... Medo não é a palavra certa, é ansiedade... Pelo desconhecido, por não saber o que me espera. Não vou precisar ficar longe de você, vou?!

– Não... – sorri, vendo-a tão dependente de mim. Eu a amava tanto, que me sentia no dever de estar com ela sempre, mimando-a, cuidando dela... – E como prova disso, ficarei segurando sua mão o tempo todo, a partir de agora.

– Obrigada... – ela corou adoravelmente, e então, segurei sua mão, fazendo círculos calmantes em toda a extensão.

Sua mão era tão pequenina em comparação com a minha, e eram nessas horas que sua fragilidade era ressaltada.

Mas a partir daquele dia, eu cuidaria dela, para sempre.



PDV. Bella


Edward me ligara na noite anterior, propondo um passeio na manhã seguinte, que segundo ele, duraria o dia todo. Acrescentou ainda que esse passeio não poderia ser adiado. Fiquei completamente ansiosa, apenas por pensar nisso, e durante a noite cheguei a sonhar com as possibilidades do que Edward faria.

Acordei cedo, descendo rapidamente para a cozinha, ainda de pijama e preparando um café da manhã para mim e Charlie.

– Bom dia, menina... – ele sorriu e foi até mim, me abraçando forte. Depois que Edward contou e mostrou tudo a ele, e depois ainda que fomos a La Push conversar com Billy, Charlie estava ainda mais próximo a mim...


Flashback On.

Meus pensamentos trabalhavam rapidamente, ao passo que a viatura policial de Charlie ganhava as estradas de Forks e seguia em direção a velha e conhecida La Push. Eu odiava andar naquela viatura, mas ultimamente eu não estava ligando muito para coisas assim. Estávamos em silêncio. De olhos fechados e cabeça encostada no banco, eu apenas ouvia o barulho da chuva cair lá fora. Claro que estava chovendo. E claro que, por esse mesmo motivo, meu velho pai dirigia com muito mais cautela. E hoje isso incrivelmente não me irritava, muito pelo contrário. Me dava mais tempo para pensar em tudo que havia acontecido em minha vida, até aqui. Desde o dia em que contei a Charlie sobre o que Phil fez, comecei a pensar se estava fazendo as escolhas certas pra minha vida... Eu era péssima em fazer escolhas e isso era um fato incontestável... Mas a sorte parecia estar do meu lado. Tudo correra perfeitamente bem até agora.

Eu já havia contado meu segredo para Edward e para Charlie. Na minha cabeça faltava apenas Renée, mas isso era o que competia à mim. Charlie também era implicado nessa história. Também tinha suas “arestas” para acertar com o passado. E isso se resumia a Billy Black. Sendo assim, antes de irmos a Phoenix conversar com Renée, e meu pai certamente quebrar a cara de Phil, ele decidiu conversar com Billy e então, naquela sexta-feira ao final do meu expediente na loja dos Newton, meu pai foi me buscar e seguimos para La Push. Eu não iria impedir essa conversa, não tinha o direito de fazer isso. Mas também não queria participar dela. Não aguentava mais remoer aquele passado. Estava indo única e exclusivamente por um pedido de Charlie. Edward não estaria presente naquela conversa, por decisão dele. “É algo que seu pai precisa acertar com Billy, amor... Coisa de amigos. Não vejo porque participar dessa parte...” disse meu namorado. Não contestei, pois para mim ele estava certo.

Senti que a viatura perdia velocidade e abri os olhos para encontrar a conhecida paisagem verde. A familiar casinha vermelha lentamente aparecia à nossa frente. Havia luzes acessas. Sinal de que tinha gente em casa. Charlie desligou o carro e ficamos ali, parados dentro dele. Pensei por um momento que ele fosse desistir. Encarei meu pai com expectativa.

– Hum, pai... Vamos?

– É vamos... Espera que vou abrir a porta para você.

Charlie desceu do carro, abriu seu guarda-chuva azul imenso e seguimos os dois abraçados, até a casa de Billy.

A campainha estava quebrada há anos, então tivemos que bater na porta. Uma, duas, três batidas depois, ouvimos a fechadura da porta se abrir e a figura envelhecida de Billy aparecer, em sua cadeira de rodas. As cenas que eu presenciei depois disso foram tocantes demais...

– Charlie e Bella! Que felicidade vocês por aqui!

– Olá Billy! – Eu respondi timidamente.

– Por favor, entrem. – Billy girou sua cadeira, a fim de nos dar espaço para entrar na casa. Entramos.

A sala de Billy parecia infinitamente menor agora. O silêncio desconfortável pairava no ar, anunciando para Billy que aquela não era uma visita de cortesia. Meu pai ainda não havia falado uma palavra sequer. Ele apenas encarava o amigo na cadeira de rodas. Eu duvidava que Charlie tivesse ido até lá para brigar, mas mesmo se fosse essa a sua intenção, ela certamente se foi no momento em que meu pai viu a mim e ao seu grande amigo juntos. Ele olhou para mim, depois para Billy. Repetiu o mesmo gesto por três vezes, mantendo uma estranha expressão no rosto. Sentou-se e apoiou a cabeça nos braços, fechando as mãos na nuca. Meu ex-sogro me olhou com tom especulativo. Assenti positivamente com a cabeça e ele entendeu que Charlie já sabia de tudo, assentindo para mim de volta. Essa foi a minha única participação naquela conversa...

– Então você já sabe de tudo, Charlie. – disse Billy franzindo o cenho, verdadeiramente preocupado.

– Eu vim aqui hoje pra te cobrar a fidelidade que eu acredito que você deveria ter tido comigo, na época em que tudo aconteceu. Te conheço a mais de trinta anos e realmente doeu saber que o meu melhor amigo, sabia de absolutamente tudo o que aconteceu com a minha filha, e ainda assim não me contou nada. Falhei em não perceber que algo estava errado. Acreditei naquela história do acidente com o caminhão que vocês me contaram. Fui inocente. Ou talvez cego, não sei bem dizer... – a voz de meu pai foi ficando baixinha. Pelo que conhecia, ele estava ficando emocionado.

– Charlie, eu apenas respeitei a vontade de Bella. Ela estava tão assustada com tudo aquilo. Tanto que ela fez o que fez... – disse sereno. Meu pai continuou como se Billy nem tivesse falado nada.

– Na verdade, sabe o que eu estava sentindo há minutos atrás? Raiva. Muita raiva. De toda essa situação nojenta. Inclusive de você e do que eu julgava ser sua traição.

– Mas... – Charlie o interrompeu.

– Mas... Agora, quando eu olho para vocês dois, juntos... Só o que eu vejo são vítimas. Duas vítimas de um mesmo bandido cretino.

– E como está agora? – Billy parecia demasiadamente calmo.

– Como estou? Estou com ódio. Com raiva do que aquele vagabundo fez com minha filha. Com raiva do que ele fez com você. – disse apontando para a cadeira de rodas.

– Tanto eu quanto Bella já superamos isso, Charlie. Você precisa superar também.

– Superar? A vontade que eu tenho é de bater nele, Billy. Até o sangue dele escorrer na minha mão! E até que ele morra! Só assim vou sentir que vinguei o que ele fez com vocês.

– Charlie, como pai eu tenho a mesma vontade. Mas isso vale à pena?!

– Claro que vale à pena! É a única justiça que tenho como fazer por enquanto...

– Você é um homem da lei, Charlie. Um policial. Sabe que Phil pode ser punido pela justiça. Quando pergunto se vale mesmo à pena, quero dizer para você pensar melhor. Você sabe que se der o primeiro soco naquele cretino, irá matá-lo! E se matá-lo, irá preso!

– Billy eu... – a cadeira de rodas rangeu e seguiu em direção ao sofá onde o chefe Swan estava sentado.

– Entenda Charlie, essa história começou errada e não precisa terminar errada. O entregue para a polícia. Ele é um estuprador. Com certeza vai mofar na cadeia. E assim todos estaremos livres. – a mão de Billy pousou no joelho de meu pai e o teor da conversa mudou completamente.

Pelo arfar de Charlie, eu pude perceber que ele estava chorando, e muito. Não fazia parte da personalidade de meu pai demonstrar tanta emoção perante as pessoas e nem chorar com qualquer coisa. Ele era durão e relativamente frio. Mas aquilo não era qualquer coisa, definitivamente. Com uma mão escondendo o rosto e outra no ombro de Billy, meu pai finalmente voltou a falar.

– Obrigado Billy. Por tudo. Por ter cuidado de Bella quando eu não fiz isso. Quando eu não percebi o que estava acontecendo com ela.

– Charlie, não agradeça. Você foi tão vítima quanto nós nessa história. – ele também chorava.

– Mesmo assim, obrigado por sua amizade... – Charlie agora soluçava.

– Eu sei que você faria o mesmo por mim. Ou por Jake...

– Com certeza!

E abraçados, os amigos choraram. O meu choro. O choro deles. A mesma dor sentida por nós três, só que em intensidades diferentes...

Não tive como conter minhas lágrimas diante daquela cena. Desejei sinceramente que essas fossem as últimas que eu derramaria por causa deste assunto. Mas infelizmente eu sabia que não seriam... Ainda tínhamos Renée e eu fatalmente voltaria a me sensibilizar. Era inevitável. Essa dor seria apenas adiada por poucas semanas, pois meu pai também queria ir a Phoenix, mas para isso precisava esperar um colega da delegacia voltar das férias, para poder substituí-lo no posto de chefe de polícia.

Ainda em La Push, meu pai quis visitar o túmulo de Jacob e nós o acompanhamos. Enquanto meu pai fazia sua oração silenciosa e possivelmente de gratidão, por tudo que Jacob fez por mim, também conversei com ele em pensamento...

– ”Jake, estou feliz, apesar de tudo. Verdadeiramente feliz. Está quase acabando! E a cada dia estou um pouquinho mais livre dessa dor. Obrigada por tudo o que você foi pra mim. E por tudo que fez. Não me esqueci de nada... De nenhuma palavra de encorajamento. Sem você, eu certamente teria sucumbido ao medo que sentia naquela época. Teria realmente me matado. E esteja onde estiver, continue olhando por mim. Lembre-se de mim. Sinto sua falta meu amigo...”

Deixei escapar mais algumas lágrimas, mas essas eram apenas de gratidão e saudade. Saímos os três juntos do cemitério, em silêncio. Minha mente gritando incisivamente para mim “Mantenha a calma! Agora só falta Renée”.

Flashback Off.



– Caiu da cama? – disse Charlie.

– Bom dia, pai. – recebi ainda um beijo na testa – Sairei com Edward hoje.

– De novo? Não tem vontade de ficar com seu velho pai um pouco? – ambos rimos.

– Ele me convidou ontem de noite... Disse que quer fazer algo especial para mim...

Terminamos nossa breve conversa quando eu servi as panquecas e o café. Ambos ficamos mais concentrados na comida do que em nossa recente conversa. Olhei para Charlie de soslaio, e ele encarava o jornal, sério.

– Eu gosto do rapaz, Edward. – sorriu.

– Mesmo?

– Sim... Sinto nele uma confiança grande, como a que eu sentia em Jake.

– Isso me deixa muito feliz, pai.

– Espero sinceramente que vocês sejam felizes, e que ele cuide muito bem de você. Você merece o melhor.

– Obrigada pai... – sorri, segurando as lágrimas.

– Já não é hora de você se arrumar? Logo o homem chega! – acabei rindo entre lágrimas. Charlie me despachou, porque não suportava ver mulher chorando...


Subi correndo até meu quarto, como se fosse sair com meu primeiro namorado, como se eu tivesse dezesseis anos. Escolhi uma roupa simples, mas que julguei bonita e adequada, tomando por base as poucas pistas do passeio que Edward me deu. Terminei minha breve produção e logo depois ouvi a campainha... Gritei um ‘’Eu Abro!’’ para Charlie, e desci rapidamente, abrindo a porta num rompante, encarando meu namorado.

– Bom dia, meu amor... – falou Edward, sorrindo lindamente.

– Bom dia. – sorri sentindo meu rosto esquentar, como sempre – Queria saber o motivo da sua pressa!

– Eu tenho algo para te dar hoje... Você confia em mim?

– Claro que sim! – sorri. Eu realmente confiava muito nele...

– Venha comigo então... – fui praticamente arrastada até o carro dele, onde tive a porta aberta para que eu passasse. Ele deu a volta, e antes de dar a partida, vendou-me rapidamente.

– O que é isso? – perguntei, subitamente nervosa.

– Uma venda.

– Isso é realmente necessário?

– Nesse momento sim... Não vai demorar, e você vai gostar. Ou pelo menos, espero que goste.

– Hum... Estou curiosa!

– Logo você vai saber do que se trata... – recebi um beijo leve e doce nos lábios, que transmitiu carinho e cuidado, e logo o carro estava em movimento.

– Você parece nervosa...

– Estou um pouco. – admiti.

– E eu posso saber por quê?

– Medo... Um pouco, pelo menos.

– Medo de mim, do que eu posso fazer? – senti preocupação em sua voz, e com medo de magoá-lo, tratei logo de me explicar. Eu jamais teria medo dele.

– Na verdade, me expressei mal... Medo não é a palavra certa, é ansiedade... Pelo desconhecido, por não saber o que me espera. Não vou precisar ficar longe de você, vou?!

– Não... E como prova disso, ficarei segurando sua mão o tempo todo, a partir de agora.

– Obrigada... – novamente senti meu rosto corar, e Edward fazer uma breve massagem em minhas mãos, tão pequenas perto das dele.

– Música? – perguntou algum tempo depois. Eu ficava cada vez mais ansiosa.

– Ahn, pode ser...

Ele soltou rapidamente minha mão, mas me avisou antes de fazê-lo. Minha careta deveria estar hilária. Relaxei quando senti sua mão na minha novamente, escutando uma música agradável tocar no ambiente.

Com a janela aberta, eu sentia a brisa batendo calidamente contra meu rosto, me deixando mais relaxada... Um cheiro de natureza inundava meus sentidos, e eu podia ouvir o canto dos pássaros alto... Realmente alto.

– Estamos chegando... – anunciou e eu senti que ele sorria.

– Uh, vamos ver onde o Sr. Cullen está me levando!

Ele se limitou a rir e pouco depois, o carro realmente parou.

– Logo vou tirar sua venda. Agora, vou sair do carro, mas já vou te ajudar a descer, ok?!

– Tudo bem. – sorri e recebi um beijo cálido nos lábios.

Edward soltou minha mão e ouvi que ele pegava alguma coisa. Segundos depois, a porta foi aberta e fechada, e com mais alguns segundos, ele já estava abrindo a minha porta.

– Certo... Agora vou te ajudar a descer e vamos andar só um pouquinho. – senti um sorriso em sua voz. Eu estava animada, como ele.

Depois que desci do carro, fui abraçada carinhosamente pela cintura e fomos andando abraçados, enquanto nossos dedos se entrelaçavam com força.

Eu simplesmente sabia que tinha outra pessoa próxima a nós. Senti Edward se mexer, mas ele nada falou, certamente para não correr o risco que eu descobrisse do que se tratava tamanha surpresa.

– Tem algo para você pular aqui amor... Quer ajuda ou eu posso te erguer?

– Pode me erguer... – falei confiante. Era melhor que ele me colocasse, onde quer que fosse. Eu já caia enxergando, imagine sem ver nada...

– Só mais alguns minutinhos, amor... – ele falou e me deu um beijo estalado na bochecha, que acabou me fazendo rir.

Ouvi alguns barulhos estranhos, que eu nunca tinha ouvido, e um calor gostoso estava bem próximo a nós... Eu não estava com medo, mas intrigada... Onde Edward estaria me levando?

– Um dia... – ele falou abraçando-me por trás, encostando sua cabeça levemente em meu ombro. Senti um sacolejo diferente. – Você me contou um certo sonho, ou melhor... Vontade que tinha...

Em minha memória, consegui rapidamente puxar a tal conversa.


Flashback On.


Ele me puxou para um beijo lento e ficamos ali por deliciosos intermináveis minutos, curtindo a nossa “bolha” pessoal.

– Bella, me conte um sonho seu. Qualquer um.

– Além de ter você? – ele sorriu torto.

– Eu não sou um sonho. E não que seja necessário, mas quero acrescentar que você já tem a mim. Me conte um sonho real.

– Mas você é real... não é?! – eu disse tocando em seus lábios. Queria brincar com ele.

– Ok! Vamos tentar de outra maneira... hum, me conte um desejo seu. Algo que gostaria de ter ou fazer.

Eu ainda não havia entendido onde Edward queria chegar, mas vasculhei minha mente a procura da resposta. Foi quando me lembrei dos vários planos que fiz com Jacob e nossos amigos, para saltar de paraquedas. Nenhum dos planos deu certo...

– Bom, gostaria de voar. Tipo, de paraquedas ou algo do tipo. Deve ser maravilhoso sentir o vento no rosto... Uma sensação de liberdade!

– Isso é um bom desejo. – eu conseguia ver um brilho diferente em seus olhos verdes. Ele ficou em silêncio, me deixando muito curiosa.

– Não vai me falar o porquê de sua pergunta?

– Por enquanto não...

Flashback Off.


– Edward... – murmurei tensa – Onde estamos?

– E depois que você me contou tal vontade, fiquei pensando por dias e mais dias, alguma forma de poder realizá-lo. Eu te amo Bella, faço qualquer coisa no mundo para te fazer feliz. Quero que nossa vida juntos seja plena e saudável, e muito, muito longa. Eu quero você para sempre!

Eu já sentia meus olhos ardendo pelas lágrimas que queriam cair, mas a venda me impedia de abrir os olhos e “soltá-las”.

– Eu busquei muito por esse momento, porque quero muito te ver feliz... Então, espero sinceramente que você goste!

Edward foi desamarrando a venda lentamente, fazendo com que meu corpo se arrepiasse em expectativa.

– Edward! Oh meu Deus! – gritei e pulei em seu pescoço, chorando. Ele havia feito aquilo, procurando minha felicidade – Edward, isso é lindo!

– Gostou mesmo, amor? – perguntou acariciando meu rosto e beijando minha testa – Só quero te ver feliz... Sempre!

– Um balão! – sorri entre lágrimas – Quem diria! Isso é incrível! Como conseguiu isso?

– Isso o que? – perguntou risonho.

– Tudo isso! Perfeito! – falei beijando-o ardentemente.

– Bom... O balão em si, foi fácil... E faz um mês que estou trabalhando nisso... Fiz aulas de balonismo, aulas bem básicas... Apenas para podermos passear um pouco por aí!

– Muito obrigada... Eu realmente adorei! – falei animada, encantada com tamanha beleza da vista que tínhamos de cima.


Ficamos alguns bons minutos abraçados, apenas curtindo a presença um do outro... Em alguns momentos trocamos beijos, mas as carícias predominaram naquele meio tempo. Era revigorante ver tanta beleza, e ainda melhor, sentir a brisa batendo contra nossos corpos, nos deixando mais leves. A sensação de liberdade superou todas as minhas expectativas. Era simplesmente maravilhoso.

– Bella? – chamou.

– Sim...? – sorri virando-me para ele.

– Esse passeio, além de primeiramente ter o intuito de realizar uma vontade sua, tem outro motivo, por trás de tudo isso.

– É mesmo? – questionei curiosa – E eu já posso saber o que é?

Minha Bella... – repetiu meu nome, acrescentando a palavra “minha”, e eu simplesmente amava ver meu nome sendo pronunciado por seus lábios daquela forma – Por muito tempo... Um tempo que eu julgo ser longo demais, durante minha adolescência, tive que pensar muito no que eu amava e no que “queria ser quando crescer” – ambos sorrimos e ele continuou seu discurso.

– Depois de muitas noites insones, acredite, foi que eu consegui finalmente ouvir a voz do meu coração, e dar vazão para aquilo que eu amava e queria para minha vida toda, o cinema. Foi algo que eu sempre sonhei, mas trabalhar com isso ainda me parecia muito distante... Talvez eu tivesse medo, medo de não ser aceito e ter que encarar essa empreitada sozinho, mas lá estavam meus pais, me ajudando, e surpreendentemente, eles e meus irmãos apoiaram muito minha decisão, e eu nunca estive sozinho... Mas, apesar de estar no mundo do cinema, fazendo o que gosto, me vi rodeado de pessoas falsas, que se aproximaram de mim pelo interesse... E nesse mundo com que trabalho, que considero paralelo ao mundo normal, acabei por perder a esperança de encontrar alguém que viesse a mim realmente por quem sou, que viesse a mim pelo Edward. – ele sorriu, e não pude deixar de acompanhar novamente – Até que naquele dia em que eu estava de volta a Forks e fui ver meu pai no consultório, me vi preso com uma certa Bella Swan no elevador... Aquele dia mudou minha vida de uma forma tão grande, que novamente, eu me vi com medo. Mas naquele momento, foi um medo completamente diferente do que senti na minha juventude com a minha escolha de vida... Foi um medo de não poder agradar, não poder fazer aquela linda moça de cabelos mogno e de lindos olhos cor de chocolate sentir o mesmo por mim. E então eu e essa linda moça sofremos um pequeno acidente naquele mesmo elevador... E meu coração foi até meu cérebro, tamanho foi meu medo de que algo desse errado para aquele anjo que se agarrou a mim buscando proteção... Aquele mesmo anjo, já havia sofrido muito em sua vida, e a última coisa que eu queria era que o pior acontecesse a ela...

Edward fazia com que eu me debulhasse em lágrimas muito facilmente...

Mas depois do elevador, a vida do anjo mudou... Ela finalmente conseguiu recobrar a memória que tinha perdido anteriormente, e foi aí que evidentemente eu entrei em sua vida, e ela entrou na minha, de uma forma totalmente inesperada, mas linda. E depois de conversarmos tanto, eu acabei me declarando para meu anjo... Verbalizando o desejo que tinha em tê-la como minha namorada... E apesar da minha profissão complicada e vida corrida, ela aceitou, me fazendo o homem mais feliz do mundo! E depois disso, nossos laços foram se estreitando ainda mais, e fomos nos unindo, deixando-nos sucumbir ao desejo que ambos nutriam, e junto com o desejo foi se nutrindo um sentimento tão intenso, que até hoje eu tenho medo de que seja irreal... E numa noite inesperada, num lugar totalmente inusitado, tendo somente como provas do ato uma lua maravilhosa e a chuva ruidosa que caia... Eu tomei meu anjo para mim, eu fiz amor com ela. E foi naquela mesma noite, que eu acabei me cansando de ser egoísta... Porque era isso que eu estava sendo: egoísta. E por quê? Porque eu estava guardando um amor tão grande para mim, mas depois daquela noite, eu falei para meu anjo o quanto eu a amava... E ela milagrosamente, sentia-se da mesma forma.

Suspirei pesadamente, praticamente me afogando com minhas próprias lágrimas, enquanto tinha o rosto acariciado suavemente por Edward, que me olhava nos olhos... Ele via minha alma naquele momento, e eu certamente via a dele, na mesma intensidade.

Então... Agora eu estou aqui, observando essa linda paisagem, sob um céu lindo onde o meu anjo está voando comigo... Tão próxima a mim que eu posso tocá-la. Bella... Por muito tempo eu escondi os sentimentos que nutria por você dentro de mim, apenas por julgar precipitado expor cada um deles para você... Mas depois de certo tempo, depois da nossa primeira noite maravilhosa, eu percebi que não poderia haver maior amor que o meu por você e que você felizmente compartilha comigo... Eu escolhi vir voar com você, porque queria que esse momento fosse somente nosso, algo tão especial e perfeito quanto o nosso relacionamento. Talvez depois, devemos marcar algo com os nossos pais e parentes, mas nesse momento, eu quis algo só nosso... Íntimo... Que combinasse com nós dois. — Edward me encarou, ainda mais sério. E eu um tanto confusa, apenas deixei-o continuar...

– Isabella... Eu te amo, acredito que mais que minha própria vida, e nesse meio tempo em que estamos juntos, você me ensinou muitas coisas... Ensinou o que é o verdadeiro amor para com as pessoas, a verdadeira doação, a humildade de deixar de cuidar de si mesmo para agradar o próximo. Deixar a si mesmo em segundo plano, apenas para ver que o seu próximo estará feliz com isso. Meu maior desejo nesse momento, daqui pelo resto da eternidade, é que possamos ser felizes juntos... Possamos nos amar cada vez mais, ser companheiros, estar sempre juntos, nos ajudando e auxiliando para qualquer evento que a vida possa a vir nos apresentar. Eu quero te fazer a mulher mais feliz do mundo! Quero cuidar de você, para que nada nem ninguém nunca mais te machuquem. Quero que você seja a mãe dos meus filhos... E tenho certeza que você também me fará o homem mais feliz do mundo... Por isso, agora eu queria saber, se você, Isabella Marie Swan, me daria à extraordinária honra de ser minha esposa...?

– Oh Deus! – falei completamente emocionada, meus olhos doloridos pelo intenso fluxo de lágrimas que escorriam – Sim! Sim, sim, sim!

– Obrigada... – falou simplesmente, e então me beijou de forma tão ardente, que eu achei que poderia literalmente estar indo ao céu, sem ter como voltar. – Eu te amo.

– Eu te amo muito, Edward... Obrigada por existir e salvar minha vida.

– Podemos oficializar isso? – disse sorrindo levemente emocionado. E então sacou do bolso uma pequena caixinha de veludo preta, onde tinha um par de alianças, lindo – Agora, todos saberão o quanto você me faz feliz... – ele sorriu e beijou cada um de meus dedos, deslizando a aliança no dedo anelar, beijando-a em seguida.

– Posso colocar também? – perguntei apontando para a aliança masculina que ainda jazia na caixa.

– Seria uma honra... – falou ele sorrindo, e então lentamente deslizei o anel por seu dedo, beijando-o em seguida.

– Eu te amo... – sussurrei em seus lábios – Eu te amo...

– Eu te amo. – falou beijando-me – Acredite... Gostaria muito de fazer amor com você nesse momento...

Meu rosto ficou intensamente corado com sua afirmação, mas corei ainda mais, por perceber o quanto eu desejava que Edward me tomasse em seus braços e me fizesse sua novamente.

– Com fome? – perguntou beijando cada uma de minhas bochechas rosadas.

– Um pouco... Mas não se preocupe!

– Eu jamais deixaria minha noiva morrer de fome... – ele sorriu – Vamos fazer um piquenique, enquanto voamos.


Foi apenas naquele momento que me dei conta da cesta que estava encostada no canto do cesto do balão. Edward tirou muitas coisas de dentro, e nosso piquenique seria com direito a toalha xadrez, muitas guloseimas, salgados, e sucos.


Naquele momento, eu não poderia imaginar que minha vida pudesse ficar mais perfeita...




Notas finais
Notas da beta:
Olá meninas!!! Tudo bem?!
Naquele momento, eu não poderia imaginar que minha vida pudesse ficar mais perfeita... AIIIIII BELLA, NEM EU ;))))
Que LINDA declaração, que lindo passeio, que lindo é tudo... ADOREI !!! Fico tão feliz pela Bella e pelo Edward! É fato que estavam mesmo destinados a se cruzarem nessa vida! Acredito que o amor de verdade seja assim, exatamente como o deles... pois o amor liberta, supera, apoia, suporta, confia ;) ... exatamente como a relação deles é construída!!!
Acredito que agora a felicidade plena da Bella esteja bem próxima de se realizar! Sinto que falar com Renée sobre o que aconteceu será sofrido, assim como foi para o Charlie, mas ao mesmo tempo será libertador! Enquanto aguardamos ansiosamente as emoções que estão por vir, bora recomendar e comentar essa linda e emocionante estória, certo?!
Até o próximo post!
Beijos,
Dani ;)
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Notas Juh:
Olá meninas... Espero que estejam todas muuuito bem!
Eu ameeeei esse capítulo e tudo o que aconteceu nele. A conversa de Charlie e Billy foi realmente emocionante. E necessária também, afinal, como a própria Bella diz, não é apenas ela que precisa se acertar com o passado. Charlie também precisa disso. E a conversa de Bella com Jacob... O que acharam? Ele foi importante para ela e sempre será. Agora... Esse pedido de casamento, quebraaaaa tudo! hahaha. Eu queria ser pedida em casamento assim (chora!). Tão romântico. Eu também não consigo imaginar nada mais feliz para eles... errr, consigo sim! Hahaha. Mas é segredinho meu e da Mah ainda...
Agora... Números cabalísticos em #JR meninas! 500 reviews e 10 recomendações. Vocês são fofas demais! Obrigada por todo esse carinho que vocês com a fic! E as novas leitoras... Sejam bem vindas!
Fiquem com Deus e até o próximo post.
Bjsss,
Juh Cantalice
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Notas Mah:
Olá meninas!
Bom, primeiramente, eu gostaria de agradecer de todo o meu coração pelos reviews adoráveis que vocês mandam a cada capítulo... JR atingiu mais que 500 reviews, e isso realmente me emociona! Obrigada também pelas recomendações maravilhosas... Adoro cada uma delas, e funcionam como uma espécie de combustível para nós autoras.
Esse capítulo foi bem importante para vários personagens não é?
Vemos o encontro entre Billy e Charlie, onde ambos sabem toda a verdade, e podem ver sua amizade mais uma vez testada, mas que supera os desafios e continua intacta.
E temos um Edward lindo de matar se declarando... Pedindo sua amada em casamento! Quem aí aceitaria também? Rs.
Agradeço novamente pelos reviews e recomendações, e agradeço a Dani por betar para nós... Obrigada!!!
Beijos e até a próxima.
Máh S.