Just Remember - Hiatus -
21 Acontecimentos especiais
Notas iniciais
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Musica do capítulo: My Love, Sia.
Link: http://www.youtube.com/watch?v=mtM_cc4SPJI
‘’ Meu amor, negue-se a si mesmo.
Pulse dentro de mim.
Você me deu tudo.
Você se arriscou e você caiu por nós.
Você chegou atenciosamente, me amou fielmente.
Você me ensinou a honra, você fez isso por mim... ’’
My Love, Sia.
PDV Bella
Bolo de chocolate, brigadeiro, beijinho, cachorro quente, refrigerante, pessoas fantasiadas, músicas infantis, luzes coloridas, felicidade, inocência, vida e uma peruca rosa...
Emily.
Estávamos todos em um buffet infantil de Port Angeles, comemorando o aniversário de sete anos daquela pequena que havia se tornado tão especial e importante em nossas vidas. Aniversários por si só já tinham um significado especial. Mas o dela tinha sabor de vitória, e por isso, mesmo tendo dormido extremamente tarde e mal, e ainda ter acordado completamente indisposta e com fundas olheiras roxas, eu fui feliz da vida para a festa. Afinal, comemorar mais um ano de vida de Emily era maravilhoso. Ela que enfrentava uma rotina tão difícil por causa da luta contra o câncer e se mostrava uma verdadeira guerreira, merecia um dia em que pudesse ser feliz e normal. Ser apenas criança. Uma linda criança fantasiada de “Bela” a princesa da Disney, com um lindo vestido dourado, rodado e cheio de camadas. E de peruca rosa! A mesma que ela havia ganhado na visita a Universal Studios. Seu príncipe, ou melhor, sua “Fera”, era Edward, é claro. A adoração que a menina nutria por ele era tão pura e singela, que foi praticamente impossível para ele recusar o convite. Meu namorado vestia um lindo fraque de camurça azul marinho, com grandes botões dourados. Estava lindo. Um perfeito príncipe! Minha fantasia também foi escolhida por Emily. Segundo ela, eu era uma fada. Logo, eu virei Sininho, a personagem fictícia da obra de James Matthew Barrie. Ela era uma fada travessa, mas também era a leal acompanhante de Peter Pan. E bom... Jane, a mãe de Emily, era o meu Peter Pan nessa noite...
Com lágrimas nos olhos eu observava Emily e Edward reproduzirem a valsa do filme “A Bela e a Fera”. Por causa da rotina corrida de gravações de Edward, eles não tiveram tempo de ensaiar, e por esse motivo todos estavam um pouco apreensivos com a dança. A menina levava aquilo tão a sério, que ficaria muito desapontada se algo desse errado.
- Bella, sinto minhas pernas tão fraquinhas hoje! E se eu cair no chão no meio da dança? Todo mundo vai rir de mim! – disse ela um pouco antes do DJ soltar a música. Cruzou os bracinhos no peito e fez um biquinho de criança teimosa.
- Ah Emily, fique tranquila. Você acha que Edward a deixaria cair? – eu disse apertando a pontinha de seu nariz. Ele sabia que há poucas horas ela tinha passado por mais uma de suas sessões de quimioterapia e deveria estar fraquinha por causa disso. Não! Ele não a deixaria cair jamais.
- Bom, acho que não. Mas... – ela desistiu de completar a frase. Corou. Algo havia lhe deixado envergonhada. Mas o que era?
- Mas...? – incentivei-a continuar.
- Mas você é uma fada essa noite! Ah Bella, por favorzinho, faz um feitiço pra eu não cair no meio da dança. – disse juntando as mãozinhas. Um olhar brilhante, radiando expectativa. Por Deus! Ela realmente acreditava naquilo que acabara de me pedir.
Abri um sincero e largo sorriso para a pequena. Em seguida empunhei minha varinha de fada, que fazia parte da fantasia, disse algumas palavras e toquei o alto da cabecinha coberta pela peruca. Problema resolvido. A minha frente agora estava uma menina cheia de expectativa e confiante.
- Está na hora Emily. Vamos? – chamou Edward chegando ao nosso lado e me entregando o último pedaço de seu cachorro quente.
- Vamos! – disse ela jogando os bracinhos em torno da cintura dele e me dando uma piscadinha. Pisquei de volta com cumplicidade. A vida dela era tão difícil e suas emoções tão controladas o tempo todo, que às vezes eu me esquecia de que ela era apenas uma criança de sete anos. Me esquecia que para ela, viver entre fadas, Papai Noel, Bicho Papão e amigos imaginários era completamente normal...
Vendo os dois rodopiando alegremente para lá e para cá, deixei uma lágrima escapar, começando a pensar na minha própria vida. Como tudo muda quando crescemos. Acho que o que eu mais sinto falta de quando eu era criança, é de fazer um beicinho, com os olhos marejados, para logo em seguida explodir em lágrimas e um adulto vir e resolver o problema. Em uma grosseira comparação, assim como eu acabei de fazer com Emily... Mas quando crescemos, somos obrigados a dar adeus aos nossos amigos imaginários. Descobrimos que o Papai Noel na verdade era nosso amoroso pai, que colocava os presentes embaixo da árvore de natal, para procurarmos na manhã seguinte. Descobrimos também que as verdadeiras fadas são as nossas mães, que com apenas um toque, um afago no rosto e as três palavrinhas mágicas “eu te amo”, conseguem resolver todos os nossos problemas e angústias.
Ah Renée! Quantas vezes ela fez isso comigo... Tenho quase plena certeza de que ela o fará de novo, quando eu contar para ela sobre o que Phil fez. Ah Phil! Esse com certeza era meu “bicho papão” da vida real... Crescer ainda é triste nesse ponto, pois tragicamente descobrimos que os monstros que tememos também existem e se apresentam como “amigos”. Chego a seguinte conclusão, enquanto a valsa protagonizada por Edward e Emily chega aos últimos acordes... Na vida você cresce, você erra, você aprende, você ganha e infelizmente, você perde... Após tantas reflexões sobre a vida, já estou quase entrando em um estado completamente depressivo e exageradamente emotivo, quando Edward surge bem a minha frente.
- Meu reino pelos seus pensamentos minha fada... – diz abraçando minha cintura.
- Nossa! Não é muita coisa para abrir mão, por causa de um insignificante pensamento meu? – digo, levando a mão ao peito, fingindo-me de assustada. Mas na verdade estou lisonjeada, pois sei que esse homem a minha frente me amava ao ponto de realmente abrir mão de tudo por mim. Ele negou-se a si mesmo e me deu tudo. Trouxe-me de volta à vida.
- Nada vindo de você é insignificante. – disse começando a me balançar no ritmo de My Love da Sia, que começava a tocar, mas tomando sérios cuidados para não quebrar as asas de plástico da minha fantasia de fada.
- Se você diz... – respondi abrindo meu sorriso mais sincero e doce. E lhe dando um beijo rápido.
- Estou falando sério amor. Seu rosto estava tão triste, que me deixou preocupada. — No que pensava?
- Em coisas da vida...
Edward me olhou de uma maneira especulativa. Ficou óbvio que ele queria que eu continuasse a falar... E eu continuei.
- Em Emily e na infância difícil dela, por causa da doença. E em mim e na minha adolescência difícil, por causa... – deixei a voz morrer no meio da frase. Ando tão emotiva ultimamente, que mal consigo tocar nesse assunto. Mal consigo me lembrar de meu passado, sem sentir calafrios e vontade de vomitar. E isso é tudo muito estranho, porque absolutamente tudo me deixa emocionada, até as pequenas coisas do cotidiano...
- De Phil... – ele completou a frase que deixei inacabada, colocando atrás de minha orelha uma mecha de cabelo, que se soltou de meu coque improvisado.
Ouvir o nome me Phil vindo dos lábios de Edward, me pareceu tão errado e nojento que meu estômago se revirou como se houvessem milhares de borboletas ali dentro. Usei todas as minhas forças para reprimir o impulso de sair correndo para o banheiro mais próximo e vomitar. Meu namorado parecia não perceber nada e fiquei grata. Isso só o deixaria preocupado e excessivamente mais cuidadoso.
- Não precisa mais ficar pensando nisso amor. Já passou... – disse tocando minha face com as costas dos dedos.
- Eu sei, Edward. Foram apenas pensamentos inúteis. Não se preocupe. – disse tocando sua face, com a barba por fazer. O contato de minha não com aqueles pelos ralos em seu queixo fizeram meu corpo inteiro vibrar. Eu e Edward, após nossa primeira noite de amor no teatro, agora tínhamos uma vida sexual muito ativa. Tão ativa que quando estávamos a sós, mal conseguíamos ficar sem nos tocar. E muito menos permanecer de roupas! Mordi o lábio inferior, tentando conter as lembranças das noites de amor com ele, lembrando principalmente da noite que em oficializamos nosso noivado para a nossa família...
Flashback Onn.
Eu alisava cuidadosamente meu vestido azul dado por Edward para que eu usasse naquela noite... Segundo ele, azul deixava minha pele bonita. Terminei de me arrumar colocando um par de sapatilhas com a mesma delicadeza do vestido. Eu gostaria de usar salto, mas meus pés andavam um tanto cansados. Ao colocar o colar e os brincos que eu usaria, me peguei analisando meu próprio corpo... Cheio de curvas que eu recém tinha adquirido, e aquilo me deixava um tanto preocupada. Eu estava com alguma espécie de problema hormonal, para estar ficando tão ‘’roliça’’? Ou o excesso de práticas sexuais com Edward estava me deixando mais... Mulher? Corei com o pensamento, ainda pasma com meu próprio corpo. Eu nunca fui uma mocinha e nem mesmo uma mulher cheia de curvas gritantes. A não ser quando...
- Bella? – Charlie me chamou batendo na porta – Está pronta?
- Claro pai, já vamos?
- Sim, estou ansioso para saber o que Edward quer, já que estava nervoso quando nos convidou para jantar na casa dele... Devo levar meu revólver?
- Pai! – falei abrindo a porta nervosa.
- Brincadeira bobinha... – ele sorriu e me deu um beijo na testa – Podemos ir?
- Claro... Vamos indo.
Estávamos na metade do jantar delicioso que Esme havia preparado para nós. Edward se remexia inquieto ao meu lado, mas em nenhum momento soltou minha mão. Olhei para ele e sorri tentando passar o máximo de força e coragem que eu conseguia naquele momento. Ele deu um pigarro falho e se levantou, chamando a atenção de todos.
- Bom... Acho que já posso falar o motivo da união de todos aqui nessa noite... – ele sorriu. Todos já haviam largado seus talheres, olhando atentamente para Edward.
- Como todos vocês sabem, eu e Bella fizemos recentemente um passeio de balão.
- Extremamente romântico! – Alice sorriu abertamente para nós.
- Realmente... – falei lembrando-me das incríveis surpresas daquela tarde.
- Pois bem... Aquela foi uma tarde muito importante para nós. Naquele balão, fiz um pedido a Bella, que com a graça de Deus aceitou, mas não vejo nada mais correto do que repeti-lo aqui, na presença do homem mais importante da vida dela... – Edward sorriu – Charlie... Depois desse tempo todo, espero que você tenha percebido o quanto eu amo sua filha e o quanto quero cuidar dela e fazê-la feliz. Gostaria de nessa noite, pedir para você, se permite que Isabella case-se comigo...
Um silêncio desconfortável pairou pela mesa, até que ouvimos o soluço baixinho de Emily, que em seguida abraçou a mãe. Todos a olhamos sem entender nada.
- Emily? – Edward chamou.
- Isso é tão lindo! – ela falou baixinho – Por favor tio Charlie, deixe a Bella ser a princesa do Edward!
Ninguém teve que fazer mais nada... Todos sorrimos com o pedido da pequena, e Charlie se levantou, segurando minha mão e a de Edward unidas.
- Edward, por todo esse tempo, você se mostrou um bom rapaz para a minha menina... Tem cuidado dela como ninguém, e fazia muito tempo que eu não via esse brilho nos olhos que ela tem hoje, essa alegria de viver, essa vida nova, porque é isso que ela tem... Uma vida nova. É com toda a honra do mundo que eu permito que Isabella se torne sua esposa, isso claro, se você prometer ser fiel e cuidar dela, e se seus pais e familiares aqui presentes forem de acordo com isso...
- Você tem nossa benção filho... – Carlisle respondeu, em nome dele e de Esme.
- Bella... Amor... – ele sorriu – Podemos oficializar ainda mais isso!
Ele sacou do bolso a mesma aliança que havíamos trocado no balão, mas naquele momento estava tudo perfeito... Tínhamos as bênçãos da nossa família e pessoas queridas, e tudo só tendia a dar certo dali para frente.
O jantar transcorreu de maneira maravilhosa, e depois de anunciar nosso noivado para a família, Edward relaxou completamente ao meu lado, sorrindo sempre para mim, e ali eu me sentia em casa, com aquele sorriso lindo...
- Já passou da hora de um idoso como eu ir para casa e dormir... – Charlie sorriu. Estava um pouco tarde para ele, já passava da meia noite e havíamos terminado de tomar café. Eles tomaram, eu recusei, meu estômago estava revirado.
- Somos dois então, Charlie. – Carlisle riu – Realmente já passou da hora dos velhos irem dormir.
- Que velhos? Não vejo velho nenhum aqui! – Alice riu divertida.
- Mas é verdade crianças, estou indo para casa... – Charlie me olhou sugestivamente. – Suponho que queira ficar mais um tempo com o seu noivo querida...
- Hmm, bem... Sim, se não houver problemas. – falei.
- Claro que não, aproveitem. Obrigado pelo jantar, foi maravilhoso, nos vemos em breve. Cuide da minha filha Edward.
- Pode deixar... – Edward sorriu e beijou minha testa demoradamente.
- Bom, também já passou da hora de colocar essa criança na cama. – disse Jane, segurando a pequena Emily, que há tempos já estava adormecida em seus braços.
- Ótimo Jane. Eu te dou uma carona.- disse meu pai.
- Obrigada Charlie.
- Aproveitando a deixa, vamos nos recolher também... – Esme e Carlisle se despediram de nós e subiram abraçados para o quarto, sorrindo um para o outro. Era lindo vê-los juntos!
- Bom, pombinhos, perceberam que todos querem que vocês fiquem sozinhos, certo? – Alice riu – Eu e Jazz vamos sair rapidamente e terminar de aproveitar a noite... Nos vemos depois... – e com uma piscadela sugestiva, ela deixou o loca seguida por Jasper.
Edward não disse nada para mim, apenas beijou minha testa novamente e sorriu em seguida, segurando minhas mãos enquanto subíamos a escada, entrando no último quarto do corredor... O dele.
- Finalmente a sós... Eu realmente não via a hora de poder te beijar do jeito certo...
Segurando firmemente minha cintura, Edward nos colocou em meio a um beijo intenso, totalmente fora do normal... Algo que realmente não poderia ser feito na frente de outras pessoas. Fomos nos arrastando pelo quarto, até que senti minhas pernas e em seguida minhas costas serem deitadas delicadamente no colchão macio.
- Eu te amo Bella... Mal posso esperar para te ter como minha esposa.
- Eu também te amo meu anjo. Muito...
Não fazíamos sexo desde a noite no teatro em Port Angeles. Meu desejo de tocá-lo e sentí-lo dentro de mim, viril e forte, dominava todo meu corpo e minha mente. Apertei as pernas, sentindo minha intimidade se contrair buscando alívio e ele percebeu meu movimento. Um olhar foi o que bastou para ele entender meu desejo e minhas intenções. Eu o queria agora mesmo. E ele também me queria. O volume já avantajado em sua calça roçando em minha barriga deixava isso bem claro para nós. E de repente estava fazendo mais de 40 graus naquele quarto.
Começamos um beijo intenso e desesperado novamente, enquanto tateávamos nossas roupas buscando livrar nossos corpos delas. Rapidamente, ele conseguiu se livrar das minhas roupas e eu fiz o mesmo com as roupas dele. Nossos corpos em contato pareciam que poderiam entrar em combustão a qualquer momento... Apenas os finos tecidos de nossas roupas íntimas nos separavam, e o contato pele com pele era enlouquecedor. O desejo de ambos era tão forte e tão urgente, que as preliminares teriam que ficar para a segunda parte da nossa noite... Em um minuto eu já estava pronta para recebê-lo e rebolei o quadril na direção de sua ereção. No minuto seguinte Edward já estava entrando e saindo de mim rapidamente. Viril e forte, assim como eu queria. Desarrumei ainda mais seus cabelos cor de bronze, enquanto ele habilidosamente distribuiu pequenas mordidas em meu pescoço, e em seguida desceu pelo meu colo e chegou aos meus seios, tratando-os como eu queria... Ele mordeu, chupou e depois de algum tempo, uma de suas mãos se infiltrou entre nossos corpos, tocando meu ponto inchado, me fazendo delirar. Nosso suor escorrendo e nossos corpos enlaçados ao máximo, em uma dança intensa e tão antiga quanto o mundo. Mas ainda assim, uma dança apenas nossa, cheia de prazer e sentimento. Seus movimentos eram tão precisos dentro de mim, que tinha certeza que não iria aguentar muito tempo. Nada se comparava a sentir Edward dentro de mim, me tomando, fazendo com que eu fosse ainda mais dele.
- Ah Bella! – ele gemeu em meu ouvido... A voz rouca e sexy fez com que meu sexo se contraísse mais forte, fazendo-o gemer baixinho em seguida. Eu tentava controlar ao máximo a intensidade dos meus gemidos, afinal estávamos na casa de Edward.
Ele invocou meu nome, como se isso fosse uma reverência a uma deusa. A voz doce e sedutora acabando um pouco mais com o meu controle novamente, e a passos largos, eu estava a caminho do meu primeiro orgasmo da noite.
- Vem comigo amor! – gemeu, mordendo o lóbulo da minha orelha – Vem...
O pedido de meu namorado faz meu corpo explodir em mil pedacinhos, fazendo meu prazer se misturar ao dele. Meu sexo tinha contrações internas extremamente fortes, enquanto eu ainda sentia Edward se liberar dentro do meu corpo... Eu era dele, eu estava sempre pronta para recebê-lo. Nossos corpos grudados estavam tendo espasmos juntos, e então nos beijamos novamente, ainda mais ardentemente que os beijos anteriores...
- Eu quero mais... – falei baixinho, alguns minutos depois. – Edward, eu quero retribuir.
- O que meu amor?
Não respondi sua pergunta, apenas saí de seu lado e me sentei em sua coxa, me esfregando um pouco, buscando alívio novamente.
- Me mostre como você gosta... – falei olhando diretamente em seus olhos.
- Bella, não precisa amor...
- Mas eu quero tanto te dar mais prazer... Me ensina como você gosta, por favor.
Antes que ele falasse mais alguma coisa e acabasse me impedindo, guiei minhas mãos sedentas até seu membro, que já estava mais do que ‘acordado’. Estávamos quentes novamente, nossos corpos ansiando por contato. Comecei um movimento lento de vai e vem, esperando que ele falasse algo, mas essas palavras não vieram. Ele apenas fechou os olhos e gemeu baixinho.
- Me mostre... – pedi novamente, e ainda de olhos fechados, ele colocou a mão sobre a minha, ditando meus movimentos, agora um pouco mais rápidos. A cada momento ele ficava ainda mais duro.
Minha intimidade já estava começando a se contrair novamente, totalmente desejosa de sentir prazer. Não vi outra saída a não ser entrar em maior contato com a coxa de Edward, gemendo quando consegui uma posição extremamente prazerosa, que atingia exatamente o ponto que eu precisava.
- Você é quente... – murmurei, tomada por uma luxúria desconhecida por mim.
- Bella saia, eu vou... Eu estou muito perto e não quero fazer nada com você aí.
Eu sinceramente não sabia de onde me vinha tanta coragem, mas é como dizem, entre quatro paredes não há certo e errado, existem apenas dois amantes que buscam se amar e se dar prazer. No segundo seguinte eu estava debruçada sobre seu corpo, tomando-o na boca e o gemido que Edward deu foi tão erótico e sexy, que não vi outra maneira, a não ser ir com mais força e mais rapidez.
- Bella... Eu estou muito próximo...
- Venha Edward, agora, aqui... – falei totalmente insana, até que rapidamente Edward se libertou, gemendo mais alto, totalmente entregue ao prazer.
Depois daquela intensa experiência, Edward ainda me deitou confortavelmente na cama, tomando minha intimidade em sua boca, fazendo com que eu chegasse rapidamente a mais um orgasmo abrasador. E depois, começamos nossa dança novamente, num ritmo às vezes intenso e às vezes mais leve, mas sempre mantendo os olhos nos olhos...
Naquela noite, fizemos amor intensamente, no sentido mais puro e verdadeiro da palavra...
Flashback Off.
“Por Deus, Bella! Controle seus pensamentos!”. Me repreendi mentalmente, completamente envergonhada. Estávamos em uma festa infantil e eu inclusive estava vestida de sininho!
- E agora eu estou aqui. – disse me jogando um sorrisinho safado. Fazendo-me perceber o quanto devia estar corada, ele sussurrou em meu ouvido. – Essa mordidinha no lábio inferior eu já conheço. Sinto que vou me dar bem essa noite.
- É... Você está aqui. E sim, você vai se dar muito bem essa noite. – suspirei, encostando a cabeça em seu peito e respirando o seu perfume inebriante.
- Está tendo pensamentos intensos minha Bella? – perguntou ele.
- Talvez...
- E no que tanto pensa?
- Lembrando do nosso noivado com a família. – sorri.
- Essas bochechas vermelhas e essa mordida no lábio de novo, mostram que parte do noivado você está lembrando... Você está excitada? – disse cruzando as sobrancelhas perfeitas.
- Pare Edward, por favor. – pedi esfregando minhas pernas discretamente. – Aqui não é lugar.
- Só fiz uma pergunta... – ele me beijou delicadamente.
- Sim. – respondi corando ainda mais.
- Estou explodindo por você amor... Mais tarde vou te fazer muitas coisas.
E por incrível que pareça, fiquei com aquela promessa em mente, e a manteria ali até o final da festa...
Enquanto lutava para mudar o rumo erótico que meus pensamentos tomavam, observei que agora estávamos bem no meio da pista de dança, enquanto tocava uma música conhecida da Katy Perry e a menininha de peruca rosa dançava animadamente com a mãe. Olhando ao nosso redor, também consegui localizar todos os irmãos de Edward e os seus agregados, que dançavam entusiasmadamente por ali. Alice estava graciosamente fantasiada de bailarina e Jasper fazia par com ela. As fantasias de Emmett e Rosalie também combinavam, sendo que ele dava vida ao Batman e ela a Mulher-Gato. Todos eles tinham conhecido a pequena Emily em uma tarde de sábado, quando a levamos para passear na casa dos Cullen e aproveitar a piscina em um raro dia de sol em Forks. Como ela era uma graça e irradiava alegria e energias positivas, foi impossível qualquer um deles não se encantar de imediato. Até mesmo o cãozinho Bear latia para chamá-la quando ela não estava perto dele. O danadinho conseguiu com astúcia roubar um sorvete da mão de Emily, fazendo-a cair na gargalhada. Sendo assim, ela já era considerada mais uma agregada da família...
Naquele momento, Emily e a mãe estavam paradas na frente da mesa do bolo, totalmente sorridentes. Entoamos alegremente um animado ‘’Parabéns para você’’ e Emily estava mais que radiante... O primeiro pedaço foi oferecido para mim e para Edward, que comemos juntos. Os docinhos também estavam maravilhosos, e depois de muito ainda brincar e rir, fomos para casa, cansados, mas totalmente realizados como a pequena Emily, que dormiu no carro enquanto eu e Edward levávamos ela e sua mãe para casa.
- Obrigada por tudo, a vocês dois... – Jane agradeceu – Vocês são anjos na vida dela.
- Nós é que agradecemos por nos apresentar a força e a alegria em pessoa, Jane... – respondi. Nós sorrimos para elas e nos despedimos, seguindo para minha casa.
- Vamos dormir juntinhos? – perguntou Edward sorrindo malicioso.
- Vamos sim... – sorri.
- Charlie não se importa?
- Não... Acredito que não, mas se ele se importasse, ele falaria.
- Hmm, ótimo... – ele sorriu e nos beijamos rapidamente, antes de ele voltar o foco para o trânsito, mas nossas mãos nunca se soltaram, mesmo quando ele estava dirigindo.
Chegando à frente da casa de Charlie, vimos um carro vermelho parado. Eu não conhecia aquele carro.
- Quem é? – perguntou Edward.
- Não faço a miníma, vamos ver...
Andamos lentamente até a casa, nos abraçando, beijando, brincando e rindo. Abri a porta devagar e dei de cara com Renée e Charlie, sentados frente a frente no sofá, em um silêncio constrangedor.
- Mãe? – falei em choque.
- Oh querida! Você me contou do seu noivado e como não tive como vim para o jantar de comemoração, achei que era prudente vir fazer uma visita!
- É bom te ver mãe! – falei abraçando-a. Era mesmo muito bom vê-la... por diversos motivos.
- Também acho querida... – ela sorriu entre lágrimas – Olá Edward.
- Boa noite. – ele sorriu educado. – Amor, vou indo...
- Não! – quase gritei – Por favor, fique...
- Tem certeza?
- Claro...
- Fique Edward. – pediu Charlie um tanto conciso e aquilo me surpreendeu.
- Tudo bem então.
- Precisamos conversar mamãe... – Renée estava ali para me ver. E aquilo me lembrava que eu tinha algo importante para contar a ela, e por mais que eu quisesse, não poderia adiar.
E certamente aquela noite seria mais longa do que o esperado...
Notas finais
Oiii meninas!!! Tudo bem?!
Ownnnnn... alguém ai também acha que as famílias Cullen/Swan vai aumentar??? Poxa, fico tão feliz pela Bella! Depois de tanto sofrimento, sinto que o bebê será uma benção para ela e o Edward! É uma nova vida que traz consigo a renovação, esperança e amor! Agora estarão unidos para sempre, não só de corpo e de coração!
E essa visita da Renée, hein?! Meio inesperada... fiquei surpresa agora! E desconfiada também! Sempre que ela se encontra com o Charlie sinto um clima de reconciliação no ar rs! Será??? Ahaha Não queria de maneira nenhuma que a noite do nosso casal acabasse mais cedo (e que noites... ai ai... hot! Sempre prometem heheh!), mas fico muuuito agoniada só de imaginar que a Renée dorme ao lado do monstro do Phil, sem saber do que ele realmente é capaz. Sei que a conversa com a Renée trará a tona, mais uma vez, todo o sofrimento da Bella, mas contar a verdade tornou-se uma necessidade! Agora estou aqui, preparando meu core para as próximas emoções do momento mãe e filha!!! Ansiosas também?! Então bora comentar e recomendar, que nossas queridas autoras merecem, certo?!
Beijos e até mais!!!
Dani ;)
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Notas Máh:
Olá meninas!
Esse capítulo demorou um pouco mais que o normal, mas chegou!
Vou ser breve em minhas notas... Gostaria de agradecer pelos reviews e recomendações adoráveis que vocês enviam... São muito importantes! Obrigada!
Espero sinceramente que gostem do capítulo e nos vemos em breve...
Beijos,
Máh.
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Notas Juh:
Olá meninas! Espero que estejam tudo bem! ;)
Demoramos, mas chegamos hein! Não nos matem, please! hahaha
O que acharam desse capítulo fofo hot ? Olha... digo para vocês que foi muito bom escrevê-lo. Trazer Emilly de volta a JR é sempre fantástico! E os momentos íntimos de nosso casal também! *-*
Hoje quero agradecer à todas as leitoras que chegaram até aqui com agente! Que nos acompanham em cada capítulo. Vocês fazem parte de JR. Muito obrigada pelo carinho. E sejam bem vindas as novas leitoras!
E aí... ganhamos reviews? E recomendações? Adoro ler todas elas!
Fiquem com Deus e até o próximo post.
Bjsss,
Juh Cantalice.
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