Notas iniciais
Olá meninas!!
Primeiramente gostariamos de agradecer a Carlinha por ter recomemdado a nossa fic. Muuuuito obrigada!!
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O capítulo 'Renascendo' é muito importante para nossa história, alguém que vocês tanto esperaram irá aparecer...algo que vocês tanto esperaram ira acontecer!
Nos falamos mais lá em baixo.
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Música do Capítulo: Rebirting - Skilet
http://www.youtube.com/watch?v=O3nN1MDoSqY

PDV Bella

...Quando minha mente acompanhou meus atos me arrependi. Correr não era uma boa idéia para mim e eu já havia provado isso
inúmeras vezes. Foi então que tropecei para dentro do elevador, atropelando desastrosamente um lindo par de olhos verdes...

– Ei moça, olha por onde anda! – ele disse me segurando.

– Me desculpe! – falei envergonhada.

– Você se machucou?

– Acho que só torci o pé...

– Isso conteceria se você andasse e não corresse por aí. – ele disse sorrindo. Que sorriso lindo era aquele?

– É que eu estou atrasada para a consulta com o... – mas por que eu estava me justificando mesmo? – Olha... eu já te pedi desculpas... – eu repeti ainda mais envergonhada. O elevador parou no segundo andar para uma velha, que parecia alheia a nossa “discussão”, descer. Ficamos apenas nós dois no elevador. Eu não me lembrava que chegar no 5º andar demorava tanto. Foi aí que percebi que íamos para o mesmo andar, pois apenas o botão do 5º estava apertado. Será que ele era paciente também?

De repente houve um barulho alto e o elevador parou – abrindo a porta aproximadamente dois centímetros — entre o quarto e o quinto andar.

– Mas que droga! Estamos presos! — eu na realidade não mais achava assim tão ruim...Ele era tão lindo!

– Isso sempre acontece nesses elevadores. – falei olhando para os meus pés.

– Então... Qual seu nome? – ele perguntou com um sorriso torto. Qual era mesmo o meu nome?

– Isabella Swan, mas pode me chamar de Bella. – eu disse corando. Ele se aproximou estendendo a mão para me cumprimentar.

– Prazer, sou Edward Cullen. – Fiquei paralisada. Oh meu Deus! Era o irmão lindão da Alice! E ela tinha razão...ele era lindo. – Então Bella, sobre o que vamos conversar nos próximos minutos? – ele disse abrindo mais um sorriso torto e retirando o boné para passar os dedos pelo lindo cabelo cor de bronze. E eu me esqueci de como respirar.

– Eu, ahn... não sei.- Isabella Swan... Confesso que seu nome não me é estranho! Nos conhecemos?! – A traidora da Alice já teria falado de mim para ele?

– Bom, eu sou filha de Charlie Swan, o chefe de polícia da cidade. E se você for irmão da Alice e do Emmett, sou amiga deles também. – sorri corada.

– Ah! Claro que sei quem é você! – Sim, Alice havia falado sobre mim – Alice falou muito sobre você. – sorriu torto novamente – Como está?

– Bem, e você?!

– Perfeitamente bem. Então, do que falaremos?

– Não sei bem, estou sem ideias. Acho que você pode escolher o assunto! – Ele parecia avaliar meu rosto, antes de me responder.

– Desculpe se vou tocar num assunto delicado e ser assim tão direto, mas você tem um caso de amnésia que me deixou intrigado. Você está fazendo tratamento correto? O que houve exatamente? – Que ótima maneira ele encontrou de passar o tempo... falando da minha amnésia.

– Oh! Bom, faço tratamento, inclusive, com seu pai. – sorri – Sofri um acidente com meu marido na época, Jacob. Bom, eu ahn... estava grávida. Jacob morreu, eu perdi o bebê e sobrevivi, mas não me lembro de absolutamente nada. – Falei nervosa e rápido demais e torcendo para que ele tivesse entendido todas as palavras.

– Isso deve ser tão complicado! – ele parecia interessado e intrigado – As pessoas têm ajudado você?

– Sim, absolutamente! Meu pai tem me contado muitas coisas, minha mãe me manda coisas da minha antiga casa, e meus amigos tem me ajudado muito também. Alice principalmente.

– Não me imagino numa situação dessas. – ele baixou a cabeça – Mas seria interessante para mim. – A tristeza em sua voz era quase palpável.

– Como? – perguntei chocada – Você é um astro de cinema, você é importante e reconhecido! Gostaria de perder a memória? – Além de lindo ele era louco?

– Aparentemente a vida de astro pode parecer excelente, não é?! – ele riu amargo – Mas é completamente diferente da imagem que transmitimos.

Confesso ter ficado em silêncio por alguns bons minutos. Eu estava absorvendo o que ele disse. Poderia ser um campo tenso de conversa, e eu pensava em como fazer para entrar nela. Terminamos sentados no chão, encarando-nos.

– Se incomoda de falar sobre isso? – perguntei tensa.

– Não. – sorriu – Gostei de você, Bella Swan. – ele sorriu mais ainda, e eu praticamente derreti.

– Fiquei pensando agora... como sua vida pode ser ruim? Você tem uma profissão boa, um salário que imagino ser excelente, tem fãs, tem atenção, tem uma família de base firme e que te ama, pelo que já vi. Como pode ser ruim?

– Sabe Bella, a fama tem seus altos e baixos. Os altos, é se fazer o que gosta. Sempre fui apaixonado pela arte do cinema, por atuar, e me ver fazendo isso me enche de alegria. Ver as fãs, que se importam verdadeiramente comigo, é gratificante. Poder ajudar entidades que precisam, me deixa completamente extasiado! Mas o que eu faço com a falta de privacidade? Com os loucos que se dizem fãs? Com os mandamentos sem fundamento e com a ética? Eles exigem demais de mim, querem que eu seja, na maioria das vezes, quem eu não sou. É o preço que eu pago por fazer o que gosto. – Conclui que ele não era lindo e louco. Era lindo e triste.

– Isso é... triste. – falei pensativa – Já pensou em mudar? Em não se deixar levar?

– Sempre penso. – concluiu – Mas é ainda mais complicado. Eu tenho uma carreira a zelar. Um passo em falso que dou agora, pode me comprometer para o resto da vida.

– Você deveria dar sua cara a tapa.

– Não é tão simples... – sorriu docemente – Quero ser lembrado pelo Edward bom ator, com grandes papéis e interpretações. E não por ser o Edward festeiro, mulherengo e que ‘chuta o balde’.

Ficamos em silêncio por alguns minutos. Ele parecia imerso em pensamentos e tinha um rosto tão angelical. Resolvi quebrar o silêncio, para ouvir um pouco mais de sua voz.

– Mas afinal, o que você faz aqui? Nesse pedaço do fim do mundo? – nós rimos.

– Vou filmar os próximos seis meses em Port Angeles e decidi “morar” esse tempo aqui com minha família.

– Que legal! O que você esta filmando agora? – perguntei curiosa.

– Bom, é a história de um anjo. – ele sorriu – Um anjo que veio proteger uma moça e toda uma pequena cidade vítima dos ataques e poderes de um demônio. – Percebi que estava tornando fascinante para mim ouvir sua voz.

– Interessante... me conte mais! – pedi.

– O grande problema, é que o tal demônio é o melhor amigo da moça, e aí tem um impasse. O anjo acaba por se apaixonar pela moça, e eu não vou te contar mais. Assista quando chegar aos cinemas! – nós dois gargalhamos.

– Prometo ir assistir. – garanti. Depois pensei direito – Já tem algum livro? Quer dizer, o filme é baseado em algum livro já publicado?

– Sim sua curiosa! É baseado em um livro chamado “Meu anjo”.

– Então vou ler o livro primeiro, mas não se preocupe, pois também vou ver o filme.

– Hahá! Você é como eu, não aguenta esperar o filme, precisa ler o livro para saber o que vai acontecer primeiro. – Eu sorri timidamente e fez-se mais uns minutos de silêncio. Dessa vez foi ele que interrompeu o silêncio.

– Bella, qual a primeira coisa que você vai fazer, quando recobrar a memória?

Eu estava meio sonolenta e ao mesmo tempo encantada com Edward, para ser bem sincera. Além de Edward, apenas Charlie havia me feito essa pergunta e eu dei a mesma resposta.

– Bom, vou ver Jacob. – Os lindos olhos verdes ficaram preocupados demais.

– Você...quer... morrer Bella? – Ele falou em meia voz.

– Não! Não é isso. Vou visitar o túmulo de Jacob e me despedir dele. – Agora os olhos verdes estavam mais calmos, porém desconfiados. Então decidi me justificar. — Não consegui fazer isso ainda... não consigo chorar a morte e me despedir de alguém que não me lembro, entende?!

– Acho que entendo sim.

Então eu sorri lembrando que Charlie teve a mesma reação de Edward, ambos pensaram que eu queria morrer. Depois desse dia, Charlie passou a tirar as balas da arma, assim que passava pela porta de casa. E depois do meu surto, além de tirar as balas da arma, Charlie passou a esconder a arma. Edward retribuiu meu sorriso e começou um novo interrogatório. Ele queria saber onde eu tinha nascido, como era minha relação com meus pais, qual minha cor preferida, comida preferida, ator preferido – será que ele queria que eu respondesse Edward Cullen? — e por ai foi.

Depois de um longo tempo, comecei a sentir a irritação por estar presa. Cheguei até a pensar ser claustrofobia, mas não poderia ser. Mais um problema na minha vida, eu não suportaria. Não ouvíamos nada além de nossas vozes que ecoavam no canal do elevador. Será que ninguém tinha sentido falta desse elevador? Será que ninguém viria? Ninguém tinha percebido que estávamos presos? Olhei meu celular para saber as horas, mas já estava sem bateria.

– Há quanto tempo estamos aqui? – perguntei nervosa.

– Incrivelmente, há três horas e alguns minutos.

– Sério?

– Sério... – ele respondeu entediado.

– Passou voando! Será que ninguém percebeu ainda?

– Devem ter percebido, mas essa história de consertar elevador demora demais. Isso é patético. – tive que rir da careta que ele fez.

– Espero que isso acabe logo. – murmurei.

– Nossa, estou magoado! Minha companhia é tão ruim assim?

– Não! Não! Por favor, não pense assim, eu só, eu ahn, oh meu Deus... – ele começou a rir da minha cara! Que atrevido! – Por que está rindo?

– Da sua cara, do seu desespero. Estou brincando Bella! – ele continuou rindo.

– Muito engraçadinho! – dei um tapa leve em seu ombro, mas os risos dele terminaram quando o elevador deu uma balançada violenta. Nos levantamos na mesma hora.

– Tem alguém aí? Podem nos ouvir? – ele gritou se aproximando da porta que tinha apenas uma fresta aberta – Olá?! — Não obtivemos resposta.

– O que foi isso? – perguntei nervosa.

– Não sei, mas estou com medo agora. – ele falou baixinho. O
elevador começou a tremer mais um pouco, aumentando gradativamente.

– Edward! – gritei totalmente nervosa.

– Calma, eu acho que já passa e...

E despencamos.

Tudo começou a passar rápido demais por nós. Eu via as paredes de concreto voando ao nosso redor, e senti quando Edward simplesmente se jogou sobre mim e sussurrou um “Fique no chão’’. Eu gritava, e gritava muito. Não tinha outra válvula para escapar todo o terror que tomava conta de mim. Eu estava tendo uma crise histérica, possivelmente.


A chegada ao térreo foi dolorida. O elevador bateu no chão e subiu alguns
andares, para cair novamente com um baque violento. Minha cabeça bateu contra o chão e começou a latejar consideravelmente, enquanto eu via pontinhos brilhantes na minha visão periférica.

– Bella?! Bella! – Edward gritava desesperado – Pode me ouvir? Está acordada?

– Minha cabeça dói... – sussurrei morrendo de dor – Quero dormir...

– Não! Por favor, não durma Bella! Fique acordada!

– Mas eu preciso dormir... – falei teimosa, mal ouvindo as palavras dele.

– Bella, por favor! Não durma pelo seu bem! Se você machucou muito a cabeça, vai piorar com o sono. Você pode ter tido uma séria concussão!

– Converse comigo então. – pedi sonolenta.

Edward começou a falar coisas que, para mim, eram complexas demais. Eu não entendi metade do que ele falou, apenas concentrei-me no som de sua voz. Assenti algumas vezes com a cabeça dolorida fingindo ouvir, fazendo de tudo para permanecer acordada, e no mínimo, lúcida. Edward ria nervoso, falava, falava e continuava falando coisas a todo o momento. Foi quando ouvi outras vozes, senti uma movimentação a mais no elevador, e logo eu estava nos braços de Edward.

– Agora sim Bella, pode descansar. Já temos médicos aqui.


Acho que não respondi. Apenas me deixei levar, e foi nos braços do meu anjo que adormeci. Seu nome? Edward Cullen.


I lie here paralytic (Eu estou aqui paralítico)
Inside this soul (Dentro dessa alma)
Screaming for you till (Gritando por você até)
My throat is numb (Não sentir mais minha garganta)
I wanna break out (Eu quero me libertar)
I need a way out (Eu preciso de um meio de sair)
I don't believe that its gonna be this way (Eu não acredito que será desse jeito)
The worst is (O pior é)
The waiting (A espera)
In this world I'm suffocating (Neste mundo estou me sufocando)

Eu não sabia bem o que estava acontecendo. Mas por um momento imaginei estar me lembrando. Seriam minhas lembranças inundando minha mente, como os pequenos mosquitos que se chocam com as luzes no verão?! Eu gostaria de entender o que estava acontecendo.


Feel Your presence (Sinto sua presença)
Filling up my lungs with oxygen (Enchendo meus pulmões com oxigênio)
I take You in (Eu te aceito em mim)
I've died (Eu morri)


A cena que eu via me lembrava uma fotografia, que há poucos
dias vira na casa de Charlie. A diferença era que a imagem tinha tomado sons e movimentos, e nela, uma jovem mulher de cabelos castanho claro segurava um bebê gorducho, cheio de sardinhas. Tinha um cabelo ralo, mas num tom castanho avermelhado. Seus olhinhos castanhos tom de chocolate derretido encaravam o homem que conversava com ela, era uma menina, estava com uma roupa rosa clara. O homem, que tinha um cabelo curto, de um preto intenso, e olhos como o do bebê conversava atentamente com a pequena.

Aos poucos fui vendo cenas, que inundaram cada vez mais rápido minha mente. Um primeiro dia de escola ainda pequena, a mesma garotinha dos cabelos castanhos e olhos chocolate chorava, agarrada nas pernas da mãe. O primeiro dia de aula no ensino médio, todas as saídas que a menina teve com os amigos. O dia que a menina conheceu seu namorado, que prontamente vi ser Jacob — meu Jake?. A primeira vez que saíram juntos, vi eles oficializarem um relacionamento e senti muita felicidade. Depois veio o noivado, um apartamento novo, vi eles tendo a primeira noite de amor. O casamento foi tão lindo! Uma decoração simples, mas linda, fazia com que o lugar simples se tornasse um conto de fadas. Jacob sorria esfuziante no altar, enquanto a jovem de olhos chocolate era guiada pelo pai até ele. Os votos foram os tradicionais, mas inundados de sentimentos verdadeiros e promessas para cumprir.

Os primeiros meses de casamento foram calmos e lindos, tudo caminhava bem com o jovem casal. Eles foram ao médico e lá descobriram que teriam um bebê. Ambos choravam e se abraçaram. Chegaram em casa montando mil planos, fazendo escolhas, calculando tudo. O mais chamativo, era o sorriso que não saia do rosto de ambos, fazendo a cena se tornar mais viva, mais emocionante de se ver. As consultas começaram a se tornar mais e mais frequentes, e logo eles pensavam cada vez mais em seu bebê, fruto de seu amor crescer saudável e feliz. Sim, eles sentiam a felicidade do pequeno bebê.


Ambos estavam prontos para mais uma consulta regular, mas que seria especial. Alguma coisa parecia errada, e eu tentava e me forçava a entender, mas já era tarde demais...


Rebirthing now (Renascendo agora)
I wanna live for love (Eu quero viver para o amor)
Wanna live for You and me (Quero viver por você e por mim)
Breathe for the first time now (Respiro pela primeira vez agora)
I came alive somehow) (Eu voltei à vida de algum modo)


Entrei em total desespero ao perceber que estava no mesmo sonho que tinha todas as noites, desde o acidente em Phoenix e que ficaram mais intensos depois que comecei a remexer em lembranças do passado. O sonho com Jacob, com nosso bebê, com o que eu era. Minha cabeça doía terrivelmente, mas aos poucos o cenário conhecido do sonho foi mudando.

Tell me when I'm gonna live again (Me diga quando vou viver
novamente)
Tell me when I'm gonna breathe you in (Me diga quando vou te inspirar)
Tell me when I'm gonna feel inside (Me diga quando vou sentir por dentro)
Tell me when I'm gonna feel alive (Me diga quando vou me sentir vivo)


Não cheguei até o final do sonho desta vez. No momento em que minha mão estava acariciando a nuca de Jacob eu vi a pulseira que Charlie me entregou nesta manhã. Ela estava lá o tempo todo. E então em um jorro de emoções eu me lembrei de tudo! Sim a linda menina de cabelo chocolate era eu. Eu havia renascido! Lembrei-me principalmente de Jacob, do amor e da saudade que sentia dele, lembrei-me do seu rosto, os olhos fundos sob as sobrancelhas pretas e cheias, as maçãs altas do rosto, os lábios grossos, o sorriso brilhante. Lembrei também o motivo do sorriso glorioso dele que aparecia no meu sonho. Tínhamos acabado de sair do meu médico. Era a primeira vez que eu tinha feito um ultra-som e vimos o sexo de nosso bebê, fruto do nosso amor! Era um meninão! E a saudade de meu bebê me invadiu com uma força brutal. Saudade de alguém que nem chegou a nascer! Como se pode ter saudade de alguém que nem se conhece? Eu não sabia explicar... mas eu consegui sentir, simplesmente isso. Eu comecei a chorar.

Eu me senti completamente apavorada, quando abri os olhos e me deparei com olhares que iam de curiosidade ao temor. Vi tubos e mais tubos conectados ao meu corpo, minha cabeça latejava e percebi que algo a prendia. Eu queria sair dali e correr, correr até perder o ar que me restava.

– Bella, calma... – era a voz do Dr. Cullen. – Calma! – pediu segurando minhas mãos, que debilmente tentavam se livrar dos fios.

– Eu, eu... eu... – senti lágrimas queimarem, deslizando quentes e lentas por meu rosto dolorido – Eu voltei pai. Eu renasci...

– Como? – Charlie se aproximou e segurou minhas mãos, que só então percebi estarem geladas.

– Pai! Eu me lembrei de tudo. – estiquei a mão sem o soro para acariciar o rosto do meu pai. — Pai eu te amo! – falei rapidamente, mas com toda certeza. Eu amava Charlie!

– Minha filha! – Charlie me esmagou em seus braços, e vi pela movimentação de seu corpo que ele chorava, e muito. – Você voltou para mim Bella, voltou.

Quando ele me soltou pude olhar tudo muito bem. Vi estar num quarto bonitinho de hospital, um bipe irritante perto de mim novamente e eu esperava que isso não fosse uma tradição se estabelecendo. A direita da cama alta, Dr. Cullen me encarava maravilhado. Aos pés de minha cama vi uma enfermeira assinando algo, o que eu imaginei ser guias. E então meus olhos acharam Edward....meu anjo Cullen, estava lá, me olhando com lágrimas nos olhos. Ele parecia bem, a não ser por um
gesso na mão esquerda e um arranhão na bochecha perfeita.

– Obrigada. – falei chorando – Você me salvou, obrigada Edward!

– Talvez... – ele se aproximou – Acho que na realidade foi você quem me salvou. – ele sorriu – Obrigado, fico feliz por você ter recobrado sua memória...e ter renascido, de fato.

– Estou surpreso. – Carlisle falou – Estou realmente surpreso. Isso chega a ser surreal! Você se lembra de tudo mesmo?!

– Sim. – falei segura, limpando meu rosto do recente e acalmado choro – Eu me lembro, eu voltei!

– Isso é fantástico! – ele riu – Vamos fazer uma bateria de exames para ver se houve alguma lesão, ou algo mais sério. E depois, estudar o seu caso senhorita Swan. – Carlisle estava radiante.

– O que você acha que aconteceu? – Charlie perguntou empolgado.

– Talvez o impacto da queda do elevador tenha alterado novamente a memória de Bella, e isso fez com que o caso de amnésia se revertesse. Ou a emoção que ela sentiu no momento da queda. Precisamos estudar a fundo esse acontecimento perfeito.

– Minha mãe já sabe do acidente? – perguntei.

– Eu liguei rapidamente para ela, e ela ficou assustada, e disse que estava vindo... Phil vem também, ele ficou assustado com o acidente. – ele sorriu acariciando minha cabeça.

Meu corpo estremeceu, mas ninguém além de Edward pareceu perceber. E então, eu me lembrei de mais coisas, muito mais coisas... que não gostaria.

– Charlie, venha comigo, você precisa assinar alguns papéis.

– Sim Dr. Cullen. Bella, meu amor, eu já volto. – Meu pai me deu um beijo na testa e saiu. Quando estávamos apenas eu e Edward no quarto, ele se aproximou do meu rosto e perguntou.

– O que houve Bella? Por que ficou tensa de repente?

– Eu me lembrei de algo que não gostaria. – comecei a chorar e ele levantou a mão para enxugar minhas lágrimas.

– É algo que você queira compartilhar comigo? – Ele perguntou. Eu o conheci apenas hoje, mas já me sentia conectada de uma maneira estranha a ele...afinal ele parecia ter renascido comigo nesta tarde. Eu confiava nele. Então decidi contar tudo.

– Edward...é que o Billy tinha razão...


Notas finais
Comentário da Beta:
Oláaaaa meninas!!! Tudo bem?!
Sabe que depois desse capítulo, mudei meu conceito quanto ao pânico de elevadores heheh... Pois é, ADORARIA ficar presa por muito tempo em um desses, desde que fosse na companhia de Edward Cullen, claro! Quem resiste rs?! Passado o estranhamento inicial, Edward e Bella, de alguma forma, se conectaram de imediato. Ainda não sei o que as meninas planejaram... mas acho que talvez tudo comece através de uma grande amizade, por se sentirem de forma semelhante (será rs?!)... apesar de já estarem atraídos um pelo outro!!!
Doida para saber como as coisas vão ficar para a Bella, agora que voltou, como ela mesma disse!!! Do que será que ela se lembrou, hã?! Tenso...
Agora bora comentar e recomendar, que a estória está cada vez melhor ;))))
Beijos a todas... e até o próximo post!!!
Dani ;)
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Comentários Juh Cantalice:
Olá meninassss...
Primeiro peço desculpas, pois a formatação do Nyah hoje esta péssima!
Espero que tenham gostado muuuuito do capítulo!! ELE finalmente apareceu né? Gostaram do Edward? *_*
Obrigada pelos reviews carinhosos de sempre!!
Bjsss
Juh Cantalice
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Comentários Mah Spolador:
Olá meninas!
Agradeço de coração os comentários que vocês tem feito, é muito legal ler cada um deles, e ver que estamos agradando!
Espero sinceramente que tenham gostado desse capítulo, e que continuem vivenciando a experiência de Just Remember. Até breve! E muito obrigada!
Obrigada a vocês, novamente a Juh Cantalice e a Dani!
Beijos,
Máh.