Notas iniciais
Olá meninas!!!
Segue para vocês mais um capítulo de Just Remember...que esta muuuuito especial! Até o momento é um dos meus capitulos preferidos! E nos perdoem mais uma vez, pois o Nyah deve ter algo pessoal com agente...a formatação não ficou boa na primeira vez e tivemos que atualizar.
Nos falamos mais lá em baixo.
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Agradecimentos: Yara Bastoss e Mari Novaes, que essa semana recomendaram JR! Muuuito obrigada! *_*
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Música do Capitulo Angel (Filme Cidades dos Anjos)
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=GIZxPMeOSSw#!

“...Nos braços de um anjo,
Voe para longe daqui,
Deste escuro e frio quarto de hotel
E da imensidão que você teme.
Você é arrancado das ruínas
De seu devaneio silencioso.
Você está nos braços de um anjo,
Que você encontre algum conforto lá...”

Angel – Cidade dos Anjos


PDV Edward

Eu estava novamente no balcão de um aeroporto, fazendo mais um check-in e pensando em como isso já havia se tornado muito natural para mim. Era como respirar. Mas essa viagem de hoje tinha algo diferente, pois eu iria – além de trabalhar – passar seis meses com minha família e isso era maravilhoso, afinal entre eles eu era apenas mais um Cullen, e não o grande astro do cinema. A quase um mês eu havia assinado um novo contrato para filmar uma franquia em Port Angeles e para falar a verdade, apenas aceitei para ficar um pouco mais perto da minha família. Eu não achava o roteiro do filme muito bom. Na verdade eu achava extremamente adolescente e entediante. E eu também não gostava de franquias. Foi minha assessora me convenceu do contrário.


Memorias On

– Eu não sei não Mary... um anjo que vem para a Terra proteger uma moça e toda uma cidade... ele ainda se apaixona pela moça! E o anjo se chama Robert... isso não é nome de anjo! Nome de anjo é Gabriel, Serafim ou Daniel.

– Escuta Edward, o roteiro é bom! E me parece muito...

– Adolescente!

– Eu iria dizer promissor! E é uma franquia Edward, você vai assinar três filmes.

– Ah! Achei outro problema, serão três filmes! Eu sei lá Mary... não quero ficar marcado por um único personagem!

– Edward, pense na visibilidade que esse projeto pode te da, por favor!

– Mais visibilidade? Eu ganhei um Globo de Ouro o ano passado. Fui indicado ao Oscar também. Não levei, mas fui indicado.

– Bom, pense que você vai filmar em Port Angeles, que fica a apenas uma hora de Forks e é perto da casa de seus pais! Encare isso como um bônus.

– Eu não sei...

Pedi um tempo para pensar e ponderar todas as coisas que Mary dizia, pois confiava muito nela. Afinal ela estava comigo desde que iniciei a carreira e em nenhum momento me colocou em uma roubada. Muito pelo contrário, ela me tirou de muitas. Comecei a pensar em minha amorosa mãe Esme e em como ela ficaria feliz por passar mais tempo comigo. Meu pai Carlisle também adoraria me ter por perto e eu gostava de sua companhia, ele certamente era meu exemplo a seguir nessa vida. Ainda tinha meus irmãos Alice e Emmett, que para mim eram como dois anjos da guarda. Com eles vinham também seus respectivos companheiros Jasper e Rosalie, que eu também gostava muito. Sem contar o meu vira-lata Bear, que eu havia encontrado na rua quando criança. Conclui que sentia mais saudades deles do que eu pensava. E a solidão que estava sempre presente nas paredes de meu apartamento na badalada Los Angeles, não se aplicava a Forks. Decidi aceitar o papel por eles, mais do que pelo papel em si. Liguei para Mary, a fim de dar a notícia. Ela certamente estava esperando minha ligação, pois atendeu no segundo toque.

– Olá Edward! – Sua voz era de uma pessoa vitoriosa.

– Ok Mary, pode ligar para o estúdio. Vou aceitar o papel.

– É assim que se fala, Edward!

– Mas eu ainda acho que Robert não é nome de anjo. – Então eu ouvi uma risada e o barulho de telefone sendo desligado na minha cara.

Memórias off


O avião estava aterrissando em Port Angeles quando eu acordei. Com minha rotina agitada – filmagens, ensaios fotográficos, entrevistas, eventos e etc. – dormir já não estava mais na base da minha pirâmide. Relacionamento então nem existia na minha pirâmide e era por esse motivo que eu gostava de viajar de avião, esse era o momento que eu conseguia dormir de fato. Mas agora eu precisava acordar e ficar alerta. Do avião até o carro que me esperava na frente do aeroporto, eu enfrentaria obstáculos como paparazzi e fãs me pedindo autógrafos e fotos. Dar autógrafos e tirar fotos nunca me incomodaram e eu adorava meus fãs. O problema é que existiam dois tipos de fãs: as fãs\\fãs e as fãs\\loucas. Esse segundo tipo acreditava que quando me pediam uma foto, eu iria agarrá-las e beijá-las apaixonadamente. E também tinham os paparazzi...

Coloquei meu boné, peguei meu violão e decidi marchar para fora do avião, quando fui interrompido por três comissárias de bordo muito educadas, que me pediram fotos e autógrafos. Tirei o boné e as fotos. Coloquei o boné novamente e sai do avião. Claro que não passei despercebido pelo saguão do aeroporto. Um paparazzi me seguiu até eu entrar no carro. Nem em Port Angeles eu estava livre deles. Essa era outra vantagem que Forks que oferecia, pois eu conseguia ser quase normal lá, acredito que porque os paparazzi fugiam dos 327 dias chuvosos e frios de Forks. E eu adorava isso, pois lá eu conseguia ir ao centro da cidade ou a um restaurante e dar apenas um autógrafo. Eu tinha um pouco mais de privacidade.

Normalmente eu avisava para minha família quando estava indo para Forks e um dos meus irmãos iam me buscar no aeroporto de Port Angeles. Dessa vez eu não avisei ninguém, pois queria fazer uma surpresa. O táxi me deixou em frente à casa dos meus pais por voltas das 09:00 am. Eu não havia passado minha infância ali e nem ficado mais que dois meses naquela casa, mas era tranquilizador olhar para ela. O importante não era a casa e sim as pessoas que estavam dentro dela. Pelo horário estariam ali apenas Esme e Alice. Carlisle já estaria no hospital e Emmett em um dos seus postos de gasolina. Destranquei a porta com muito cuidado, para que nem mesmo Bear percebesse minha presença. Fui em direção ao meu piano que ficava na grande sala de estar e comecei a tocar a música preferida de Esme. Em poucos minutos Alice dançou escada abaixo, com um sorriso enorme no rosto e foi seguida por Esme, que tinha um sorriso ainda maior. Bear não apareceu... onde estaria ele?

– Edward, meu filho! Você está mesmo aqui! Oh meu Deus, obrigada! – disse Esme se aproximando para me dar um beijo na testa, enquanto eu tocava e sorria. Alice foi a próxima a falar.

– Ah! Edward, eu tenho tantas coisas para te contar! Tem uma amiga que quero te apresentar! – e então Alice começou a falar com ela
mesma, enquanto corria escada acima, algo que eu imaginei ser “onde será que ela esta agora?”.

Já não se ouvia mais nada na sala, além de minha música. Esme, que estava agora sentada ao meu lado, apenas me olhava admirada. As mães podem ser tão bobas as vezes. Olhei para a escada e meus pensamentos procuraram por Alice. O que será que minha irmã estava tramando? Quem ela queria me apresentar? Seja lá quem fosse, decidi que não iria me envolver, pois quando estou em um relacionamento me dou por inteiro, e eu não tinha tempo para mais uma pessoa na minha vida. Ou melhor, eu não tinha vida para oferecer à essa pessoa. As “pessoas comuns” normalmente não gostam de uma dúzia de paparazzi em frente a porta da sua casa, quase 24horas por dia. E eu também não sabia se as pessoas que se aproximavam de mim estavam procurando o ser humano Edward... ou o super astro Edward. E por fim, não era qualquer uma que aceitaria minha profissão... para ela seria muito dificil ver as minhas cenas românticas. Quem me tirou de meus devaneios emotivos foi Bear, que como um foguete veio correndo pela sala e pulou no meu colo. Parei de tocar para brincar com ele. Eu tinha saudade de meu vira-lata. Pouco depois, Alice desceu com cara de poucos amigos e imaginei – bem aliviado — que ela não tivesse conseguido falar com a tal amiga. E a manhã passou rápida demais. Depois que tomei café da manhã com Esme e Alice e me joguei no grande sofá da sala, assistindo um jogo de beisebol com Bear deitado em minhas pernas, pegamos no sono.

Acordei com Alice, me cutucando e insistindo para almoçarmos em Port Angeles com Emmentt, Rosalie e Jasper e eu gostei da idéia. Tomei um demorado banho e fui interrompido por Alice, que batia impaciente na porta perguntando se eu queria jantar ao invés de almoçar. Eu não pude deixar de rir de minha irmã esquisita. Ela sempre foi assim, agitada! E por incrível que pareça isso era o que eu mais gostava nela, pois era simplesmente natural.

No caminho para Port Angeles, Alice começou a me falar da tal garota que ela queria me apresentar. Seu nome era Isabella Swan, a filha do chefe de polícia de Forks. Contou-me que ela havia sofrido um acidente e perdido um marido, um bebê e a memória e que agora fazia um intenso tratamento no hospital de Forks, sendo que um de seus médicos era nosso pai. Todos me receberam no restaurante com um largo sorriso no rosto, e então pousamos para uma foto do dono do restaurante, que fazia um mural com fotos de celebridades. Parte do assunto do almoço fui eu e meus novos projetos. Não consegui acreditar que todos aprovaram meu novo papel de “Robert anjo”. Eles achavam promissor também. A outra parte da conversa foi a tal Isabella, pois todos estavam extremamente impressionados com a força e a coragem daquela garota. Percebi -
com um estranho sorriso no rosto — que todos ali naquela mesa gostavam dela e fiquei curioso para conhecê-la. Após o almoço, me despedi dos outros e segui para um dos postos de gasolina de Emmett, para matar um tempo conversando com ele sobre seus novos projetos – abrir mais dois postos de gasolina — antes de ver Carlisle no hospital. Pedi para ninguém avisar para meu pai que eu estava em Forks, pois queria fazer uma surpresa. Mal sabia eu que hoje eu receberia uma grande surpresa.

Cheguei ao hospital quase no fim da tarde e fui direto para o ral dos elevadores, sem querer chamar muita atenção para mim. Entrei no elevador com uma senhora que parecia não me conhecer e fiquei aliviado. O elevador estava quase fechando quando escutei um grito desesperado “Segura o elevador! Segura! Segura!” e então fui desastrosamente atropelado por uma garota.

– Ei moça, olha por onde anda! – eu disse segurando-a.

– Me desculpe! – ela parecia envergonhada.

– Você se machucou?

– Acho que só torci o pé...

– Isso não aconteceria se você andasse e não corresse por aí. – eu disse rindo da cara dela. Era tão engraçada.

– É que eu estou atrasada para a consulta com o... – pensei que ela tinha esquecido o nome do médico, quando ela finalmente continuou – Olha... eu já te pedi desculpas. – por essa eu não esperava. Garota mal humorada. A velha desceu no segundo andar.

De repente houve um barulho alto e o elevador parou, abrindo a porta aproximadamente dois centímetros, entre o quarto e o quinto andar. Eu sempre tive medo de elevadores e minha primeira reação foi gritar.

– Mas que droga! Estamos presos!

– Isso sempre acontece nesses elevadores. – ela falava olhando seus pés. Ela parecia alheia a minha presença... parecia distraída. Será que ela não me conhecia? Não ia ao cinema? Decidi investigar e me concentrar nela, para esquecer que estava preso em um elevador.

– Então... Qual seu nome?

– Isabella Swan, mas pode me chamar de Bella. – ela disse corando. O rubor em sua face era particularmente lindo. Meu primeiro impulso foi querer tocar em sua face. E depois lembrei-me que a cordialidade exigia apenas um aperto de mãos. Estiquei a mão para cumprimentá-la.

– Prazer, sou Edward Cullen. – ao ouvir meu nome algo mudou em sua face e isso me deixou mais intrigado. – Então Bella, sobre o que vamos conversar nos próximos minutos? – Eu disse abrindo um sorriso, para que ela se sentisse mais confortável em minha presença. E ela me fitou com uma expressão indecifrável.

– Eu, ahn...não sei.

– Isabella Swan... Confesso que seu nome não me é estranho! Nos conhecemos?!

– Bom, eu sou filha de Charlie Swan, o chefe de polícia da cidade. E se você for irmão da Alice e do Emmett, sou amiga deles também. – Ela disse corando novamente e eu reprimi outro impulso de tocar sua face. Não pude acreditar que estava na frente da amiga da Alice. Minha irmã havia me contado apenas a história triste da garota. Não me disse que ela era tão delicada...e linda.

Embarcamos em uma conversa estranha, porém muito interessante. Primeiro falamos do acidente e da amnésia dela. Bella parecia muito a vontade com o assunto, parecia estar superando e se adaptando a nova vida. Fiquei feliz por isso. Depois começamos a falar de mim. Bom... eu comecei a falar de mim quando disse a ela que uma amnésia para mim seria muito interessante. Ela ficou surpresa com minha declaração e curiosa, começou a me questionar se a vida de ator não era boa. Então eu decidi me abrir com ela e contei tudo o que sentia, com uma tristeza profunda na voz. Depois decidi que queria saber mais sobre ela e então comecei um interrogatório que consistia em saber onde ela tinha nascido, como era sua relação com os pais, qual era sua cor preferida, comida preferida, ator referido – ela não respondeu Edward Cullen e eu fiquei incomodado com aquilo. Depois uma pergunta veio em minha mente e eu decidi que queria a resposta.

– Bella, qual a primeira coisa que você vai fazer, quando recobrar a memória? – Ela respondeu rápido e sem pensar muito.

– Bom, vou ver Jacob. – Fiquei paralisado e chocado com a resposta. Ela era suicida?

– Você...quer... morrer Bella? – Falei em meia voz.

– Não! Não é isso. Vou visitar o túmulo de Jacob e me despedir dele. – fiquei mais calmo, porque a resposta dela fazia algum sentido. Mas algo em minha expressão fez com que ela começasse a se justificar — Não consegui fazer isso ainda... não consigo chorar a morte e me despedir de alguém que não me lembro, entende?! — Eu fiz um sinal positivo com a cabeça, querendo encerrar este assunto e segui com meu interrogatório, escolhendo perguntas menos tensas.

Três horas e alguns minutos depois, senti que Bella começou a ficar impaciente. Foi quando o elevador começou a balançar e ouve um barulho. Eu chamei por ajuda, mas não ouve resposta alguma. Enquanto isso Bella me olhava com o rosto assustado, e senti nascer em mim um instinto de protegê-la. Fiz planos rapidamente caso o elevador despencasse. Eu me jogaria em cima dela e a manteria no chão, pois sabia que isso amorteceria a queda. Assim que conclui meus planos, o elevador despencou. Joguei-me sobre ela e a prendi no chão, enquanto ela gritava desesperada. Machuquei o braço – ou foi a mão? — na queda do elevador, mas não era isso que me preocupava. Bella começou a ficar sonolenta e ela não podia dormir, pois havia batido a cabeça e se ela tivesse uma concussão isso poderia piorar a sua recuperação.

– Bella?! Bella! – eu gritava desesperado – Pode me ouvir? Está acordada?

– Minha cabeça dói... – ela sussurrou – Quero dormir...

– Não! Por favor, não durma Bella! Fique acordada!

– Mas eu preciso dormir... – ela era teimosa.

– Bella, por favor! Não durma pelo seu bem! Se você machucou muito a cabeça, vai piorar com o sono. Você pode ter tido uma séria concussão!

– Converse comigo então. – ela pediu sonolenta.

Então eu comecei a conversar qualquer coisa com ela. Eu ria nervoso e ela balançava a cabeça. Fiquei mais tranquilo ao ver que ela se esforçava realmente para ficar acordada, ou no mínimo, lúcida. Uma movimentação fora do elevador chamou minha atenção e depois disso, em poucos minutos, fomos resgatados. Não conseguiram abrir a porta do elevador o bastante para entrar uma maca e então peguei Bella no colo, ignorando a forte dor na minha mão esquerda.

– Agora sim Bella, pode descansar. Já temos médicos aqui. – Ela nem chegou a responder... apenas se entregou ao sono em meus braços.

Fora do elevador estavam bombeiros, médicos e entre eles meu pai. O rosto de Carlisle ficou demasiadamente preocupado quando me viu sair do elevador com Bella no colo. Eu consegui identificar dois sustos, pois primeiro pude perceber que de fato ninguém havia ligado para ele, informando que eu estava em Forks. E segundo porque era Bella em meus braços. Coloquei-a em uma maca e eles a levaram para a emergência. Recusei veementemente minha maca e segui com Carlisle para a emergência, onde engessaram minha mão.

Depois eu segui com Carlisle para seu consultório, sendo que assim que entramos meu pai me abraçou muito forte e foi retribuído. Expliquei porque eu estava em Forks e ele adorou a idéia de me ter em casa por seis meses. Bom... agora seis meses e alguns dias, levando em consideração que com a minha atual situação – mão quebrada e cara arranhada – as filmagens em Port Angeles iriam atrasar. Aproveitei para perguntar do quadro clínico de Bella e Carlisle não se negou a me explicar. Me contou em detalhes o que ouve com ela e qual era sua perspectiva de recuperação, que graças aos céus era boa.

– Então ela pode recuperar a memória a qualquer momento?

– Sim meu filho, a amnésia dela não é permanente. Ela pode não se lembrar de um detalhe ou dois da vida antes do acidente, mas irá recuperar a memória a qualquer momento.

– Mas pai, esse acidente pode prejudicá-la de alguma forma?

– Bom, ela bateu a cabeça e precisaremos de uma tomografia para saber se ouve algum dano interno. Mas nada que prejudique a memória.

– Que ótimo! – Não consegui esconder meu entusiasmo. E Carlisle percebeu.

– Edward meu filho, sua ligação com Bella foi imediata, não foi?

– Sim... e eu nem sei explicar o motivo. Eu não entendo... à conheci apenas hoje, mas já me sinto conectado de uma maneira estranha à ela. – Assim que terminei a frase, uma enfermeira bateu na porta.

– Dr. Cullen, posso entrar?

– Sim.

– Os exames da Sr. Swan já estão prontos. O efeito do sedativo irá acabar em poucos minutos.

– Ok, vou vê-la agora. – e a enfermeira assentiu e saiu do consultório. Mas antes ela me lançou um olhar nada casto, me fazendo lembrar que eu era um ator.

– Edward, você quer ver Bella? – Carlisle perguntou-me já na porta do consultório.

– Eu posso?!

– Poder não pode, mas... – ele parou de falar e me chamou com a mão. A alegria no rosto dele era quase palpável.

Quando chegamos ao quarto, ela ainda dormia e o seu rosto era tranquilo. Mas de repente ela ficou agitada e abriu os olhos já chorando. E eu vi a cena mais linda de toda a minha vida, até o momento. Bella acordou procurando pelo pai.

– Eu, eu... eu... – as lágrimas desciam pelo seu rosto – Eu voltei pai. Eu renasci...

– Como? – Charlie se aproximou e segurou suas mãos.

– Pai! Eu me lembrei de tudo. – ela esticou a mão sem o soro para acariciar o rosto do pai. — Pai eu te amo!

– Minha filha! – Charlie à esmagou em seus braços chorando muito. – Você voltou para mim Bella, voltou. — E diante daquela cena nem eu controlei as lágrimas.

E então os olhos marejados dela encontraram os meus.

– Obrigada. – ela falou chorando – Você me salvou, obrigada Edward!

– Talvez... – me aproximei dela – Acho que na realidade foi você quem me salvou. – não contive o sorriso – Obrigado, fico feliz por você ter recobrado sua memória... e ter renascido, de fato.

– Estou surpreso. – Carlisle falou e eu me desliguei de tudo que não fosse Bella dentro daquele quarto. Algo mudou em mim naquele acidente e eu não sabia dizer o que era. Eu só consegui sentir que tinha relação com Bella. Eu estava conectado à ela agora... havíamos renascido juntos naquele acidente. Percebi que ela ficou tensa quando Charlie falou de sua mãe e padrasto. Isso me preocupou. Carlisle tirou Charlie do quarto para assinar alguns papéis e eu me aproximei dela.

– O que houve Bella? Por que ficou tensa de repente?

– Eu me lembrei de algo que não gostaria. – ela começou a chorar e pela primeira vez no dia eu não contive o impulso de tocá-la. Levei minha mão a sua face e enxuguei suas lágrimas. Bella tinha uma pela muito macia e quente.

– É algo que você queira compartilhar comigo? – perguntei. Eu queria que ela se sentisse a vontade para se abrir comigo. E gostei quando ela decidiu me contar do que tinha se lembrado.

– Edward...Billy tinha razão...


Nesse momento, a porta do quarto de Bella se abriu.

– Podemos entrar?

– Sim. – Bella respondeu envergonhada. E pela porta passaram uma enfermeira, com uma garotinha no colo, que aparentava ter uns seis anos. Ela devia ser paciente, pois estava com roupa do hospital e tinha um lenço cobrindo sua pequena cabecinha sem cabelos e sua sobrancelha estava falhada. No pulso havia uma pulseira com meu nome.

– Me desculpe, Sra. Swan... mas é que essa mocinha aqui soube que o Sr. Cullen estava no hospital, e como é muito sua fã quis vim conhecê-lo. – a garotinha escondia a cabeça no ombro da enfermeira.

– Tudo bem. – Bella e eu respondemos juntos. E isso divertiu a garotinha, que abriu um lindo sorriso e todos nós reagimos a ele.

– Oi lindinha...qual seu nome? – perguntei. Bella permanecia sorrindo e me olhava... admirada?

– Oi Edward! Meu nome é Emily! – ela falou sorrindo e levantando a mão para me cumprimentar – Meu maior sonho era conhecer você! – e Emily começou a chorar, acompanhada pela enfermeira.

– Seu maior sonho era me conhecer? – Eu me aproximei e peguei Emily no colo. Ela agarrou meu pescoço e eu a deixei ali chorando. – Mais me conhecer não devia te deixar feliz?

– Sim. – Ela falou secando as lágrimas dos pequenos olhos.

– Então, por que você está chorando pequena?

– Porque eu estou muito feliz! – ela choramingava. – Ah! Edward... esse é o dia mais feliz da minha vida! – Meus olhos vagaram para Bella.

– Sabe Emily... é o dia mais feliz da minha vida também. – Bella pareceu entender minhas palavras.

– Quais são seus novos projetos, Edward? – a pequena em meu colo perguntou, séria demais para uma menina de seis anos.

– Bom, eu vou fazer o papel de um anjo chamado Robert. – eu disse sorrindo torto.

– Hahá... então você vai fazer você mesmo! — a lógica da menina era hilária. – Mas Robert não é nome de anjo.

– Bom Emily, eu também acho que não. Mas os produtores não quiseram trocar o nome do anjo para Gabriel. – terminei a frase sorrindo e percebi o olhar curioso de Emily para Bella.

– Ah! E essa, quem é? Sua namorada? – Emily apontou para Bella.

– Não... ela é minha amiga.

– Qual seu nome? — Emily perguntou.

– Isabella... mas pode me chamar de Bella.

– Oh! Você é tão linda Bella.

– Eu não... você que é linda Emily. – E ela esticou os braços para Emily, que na mesma hora se jogou em seu colo, ainda enxugando as lágrimas. A enfermeira ainda chorava.

– Por que você está aqui, Bella? – ela falou acariciando o cabelo de Bella, que estava esparramado no travesseiro branco.

– Bom... eu e o Edward sofremos um acidente no elevador, então precisamos ser medicados.

– Entendi.

– E por que você está aqui, Emily? — Perguntei.

– Eu estou aqui porque tenho câncer sabe... mais o médico falou que eu estou ficando boa! Eu tenho que tomar uns remédios todo dia. – a pequena Emily encarava o assunto com muita pureza e a emoção tomou conta do quarto de novo. – A única parte ruim é que eu fico enjoada com esses remédios, ai fico aqui com minha mãe até o enjôo passar. Depois minha babá me leva para casa.

Percebi que Bella ficou muito emocionada com o assunto. Com uma mão ela acariciava Emily e a outra ela pousou em sua barriga. Eu sabia que era por causa do bebê que ela perdera no acidente. Formulei uma pergunta para rapidamente amenizar o assunto.

– E onde está sua mãe?

– Eu sou a mãe da Emily. – A enfermeira se pronunciou – e agora a Bella e o Edward precisam descansar filha, sua babá já vai chegar, precisamos ir ok?!

– Tá... mas mamãe, eu posso tirar um foto com o Edward?

– Peça a ele meu amor.

– Edward, eu posso?

– Claro que pode Emily – eu fiz menção de pegá-la do colo de Bella, mas ela se negou a vim em meu colo.

– Não... eu quero a Bella na foto também. – todos rimos. Eu me aproximei das duas, enquanto a mãe dela retirava do bolso um celular. Bella beijou o rosto dela de um lado e eu do outro... e a mãe bateu a foto. – Deixa eu ver mamãe! – ela entregou o celular para Emily. – Nossa ficou linda! Eu pareço um sanduíche. – rimosnovamente, mas agora com a conclusão da pequena garotinha. E então Emily e a mãe despediram-se de nós e saíram do quarto. Ficamos em silêncio por alguns minutos...apenas nos olhando.

– Edward, essa deve ser a parte boa da sua carreira, não é?!

– Sim, é uma das partes boas. – eu sorri torto – parece tão banal, mas ouvir da boca de uma criança com tantos problemas como a Emily, que o maior sonho dela era me conhecer, não me parece justo. Mas mesmo assim é recompensador. Me faz sentir que estou fazendo tudo certo.

– Claro que é justo! Você é a alegria na vida conturbada da Emily. – Bella passou a mão em meu rosto e só então eu percebi a nossa proximidade, eu ainda estava sentado em sua cama. Recostei-me na cabeceira da cama para me afastar um pouco dela, mas Bella por livre e espontânea vontade deitou a cabeça em meu ombro. Eu decidi abusar da minha sorte e comecei a acariciar seu cabelo. Tocá-la me trazia uma sensação muito boa. Acho que tive sorte, pois ela não se distanciou nem um centímetro de mim. Pelo contrário, ela se aconchegou ainda mais em meu ombro. Eu não sabia explicar mesmo o que estava acontecendo comigo, mas se o mundo acabasse naquele momento, eu morreria feliz.

– Sabe Edward... eu concordo com a Emily... quando ela fala que você vai interpretar você mesmo. – ela levantou a cabeça para me olhar. — É muito justo você aceitar o papel do anjo. Para mim, pelo menos, você parece realmente um. — Bella sorriu e se acomodou em mim, aconchegando a mão com o soro em cima do meu peito.

Eu estava quase pegando no sono, quando me lembrei que Bella queria me contar o que ela tinha se lembrado de tão triste, quando fomos interrompidos pela pequena Emily. Abri os olhos para questionar a Bella, mas provavelmente ela tinha esquecido, pois dormia profunda e tranquilamente em meu peito. Eu decidi não acordá-la e fechei os olhos também. Foi então que ela chamou meu nome.

– Edward...

Bella falava dormindo. Vê-la ali, tão próxima de mim, tão confortável com isso e ainda chamando meu nome, me fez entender o que havia acontecido no elevador. Eu não poderia cumprir a promessa de não me envolver com ninguém, feita nesta mesma manhã. Eu não acreditava em amor a primeira vista, mas em apenas uma tarde eu havia me apaixonado por ela, então esse negócio deveria mesmo existir. E era tão bom sentir isso. Decidi dizer tudo que estava sentindo, assim que Bella abrisse os olhos. E eu lutaria por ela... caso ela não me quisesse. Foi quando Bella falou novamente, ainda dormindo e eu percebi que provavelmente não precisaria lutar tanto assim...

– Eu estou nos braços do meu anjo... — meu coração acelerou com a declaração inconsciente dela. Era como se ela tivesse respondido ao meu pensamento. Então sussurrei em seu ouvido.

– Que você encontre algum conforto aqui... minha Bella. – Falei me esticando para lhe dar um beijo na testa.

Ali em meus braços... Bella parecia sorrir.

Notas finais
Notas da beta:
Olá meninas!!! Tudo bem?!
Então a história desses dois finalmente se cruzou, certo?! Se foi coisa do céu, do destino, não sei rs... mas estou ADORANDO a aproximação entre o Edward e a Bella! Parece que o que está nascendo entre eles é um sentimento natural, puro... como se fossem cúmplices e estivessem esperando esse encontro por uma vida toda! Até a Emily, uma querida que já me conquistou, se tornou Team Beward rapidinho, só de olhar os dois hahah
A única coisa que me deixou tensa nesse capítulo, foi a tal lembrança indesejável da Bella! Imagino que tenha sido algo muito doloroso e que precisará muito do Edward para superar o que quer tenha acontecido! DOIDA por mais, para ver o lindo anjo Edward em ação, claro! ;) As meninas estão de PARABÉNS pela estória, que nos encanta a cada capítulo! Agora bora comentar e recomendar, certo?!
Beijos e até o próximo post!!!
Dani ;)
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Notas Mah:
Olá meninas!
Bom... Ultimamente tem me faltado palavras para descrever a felicidade que sinto em escrever e postar em Just Remember com a Ju Cantalice, e com a ajuda da Dani, betando a fic.
A cada novo review, cada novo comentário e recomendação, eu fico ainda mais extasiada com a experiência de escrever essa fic...
Just Remember, que 'começou de fininho' já atingiu mais de cem reviews, e acreditem, para as autoras, é uma felicidade enorme!
Agradeço por cada review que vocês tem mandado, pelos comentários e incentivos a continuar!
Agradeço também a: RobMeQuer, Carlinha Rodrigues, yarabastoss e Mari Novaes que recomendaram a fic... Obrigada!!
Agradeço de novo a Juh Cantalice pelo convite e oportunidade, e agradeço a Dani, por betar a fic!
Esperamos que gostem desse capítulo! Muitas emoções ainda vem por aí, e esperamos vê-las sempre nos comentários.
Beijos,
Máh.
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Notas Juh:
Olá meninas...como estão?
Espero de coração que tenham gostado do capítulo em PDV Edward. Nos queríamos que vocês percebessem o quanto o Edward era triste, antes de conhecer Bella. O quanto ele se sentia sozinho, mesmo sendo um badalado ator! Gostaram da fofa da Emily? Ganhamos recomendações e reviews? *_*
Agradecimentos: Yarabastoss e Mari Novaes, que essa semana recomendaram JR! Muuuito obrigada! Vocês não fazem ideia de como isso é importante para nós.
Até o próximo capítulo!
Beijos
Juh Cantalice.