Notas iniciais
Olá meninas! Segue mais um capítulo de Just Remember. Ele esta muuuuuito especial e o conjunto (cap + música) fazem desse o nosso capítulo mais romântico até agora. Escolhemos a música como forma de homenagear a Whitney Houston... e ficou lindo! Esperamos os comentários de vocês! Nos falamos mais lá em baixo.
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Música do capítulo: I look to you - Whitney Houston
http://letras.terra.com.br/whitney-houston/1519018/traducao.html

“...Eu olho para você

Eu olho para você

Depois que toda a minha força se foi

Em você posso ser forte

Eu olho para você

Eu olho para você

E quando as melodias se foram

Em você ouço uma canção, eu olho você...”

I look to you — Whitney Houston


PDV Bella

Eu tinha plena consciência de onde estava. Hospital de Forks, quarto 507, nos braços de... Edward Cullen. Aos poucos fui acordando, mas não abri os olhos. Apenas concentrei-me em lembrar de tudo o que tinha acontecido nessa minha fatídica sexta-feira... o dia mais feliz e mais triste da minha vida. Quando acordei esta manhã eu ainda não tinha memória, havia sol em Forks, Charlie me deu a pulseira de Jacob, me atrasei para o trabalho, Mike me liberou mais cedo para ir ao correio e ao médico, adormeci no carro, por isso me atrasei para a consulta com o Dr. Cullen, fiquei presa no elevador, conheci Edward Cullen, me encantei com Edward Cullen, fui salva por Edward Cullen, recobrei a memória, disse ao Charlie que o amava, lembrei-me de algo ruim do meu passado, decidi contar para Edward Cullen, conheci Emily que era fã de Edward Cullen... adormeci no braços de Edward Cullen.


Eu sabia que agora tinha minha memória novamente, mas a pergunta que não me abandonava era: Isso era realmente bom?! Afinal, ao passo que eu me lembrei de coisas lindas e boas, me lembrei de coisas que gostaria que tivessem ficado apenas em um passado obscuro. E eu sentia que essas coisas ruins, Edward deveria ter o direito de saber, caso eu soubesse o que estava sentindo por ele. Havia uma confusão de sentimento extremamente dolorosa dentro de mim.


Abri os olhos e comecei a tentar me desvencilhar dos braços fortes de Edward, sem muitos movimentos para não acordá-lo. Assim que consegui me afastar um pouco dele, pude vê-lo melhor. Eu não sabia dizer se ele era mais bonito com os lindos olhos verdes fechados ou abertos. Ele dormia tranquilamente encostado na cabeceira da minha cama do hospital... tinha o rosto de um anjo. Eu definitivamente concordava com a pequena Emily, pois para mim ele era um anjo... o meu anjo. Eu ainda não entendia o que havia acontecido entre nós no elevador. Será que eu estava apaixonada por ele? Mas já? Eu nem havia me permitido aceitar a morte de meu marido. Definitivamente eu estava confusa. Lembrei-me de Edward tocando meu rosto, depois de eu ter me acomodado em seu ombro, ele fazendo carinho na minha cabeça e todas essas sensações eram tão boas, que eu não me afastei dele nem um centímetro sequer. E eu era uma idiota, afinal o que eu poderia oferecer a ele? Havia acabado de recobrar a memória e tinha um monte de coisas para organizar em minha vida. Havia um de lei muito grande entre minha vida antes do acidente de carro em Phoenix e minha vida agora. Eu tinha vários lutos para elaborar e vários traumas para superar... de novo. O que ele poderia querer comigo, então? Eu não tinha vida para oferecer a ninguém, definitivamente. Ainda mais se tratando de Edward Cullen, o badalado ator de Hollywood. E constatar isso me trouxe uma tristeza muita estranha, as lágrimas traiçoeiras começaram a descer por meu rosto e eu decidi que não queria que ele acordasse e me visse chorando.


Desci da alta cama do hospital com muito cuidado e corri para o banheiro, me assustando assim que olhei no espelho. Eu estava horrível, muito pálida e com olheiras. Será que eu estava assim desde o acidente em Phoenix? Esse breve pensamento me lembrou de Jake e como eu estava sozinha, me permiti derramar algumas lágrimas por ele... por nós... pelo que éramos e pelo que iríamos construir. Sentei no chão, apertei minhas mãos em minha barriga lisa e chorei, simplesmente chorei, pois a saudade que naquele momento eu sentia de Jacob, doía em cada pedacinho do meu corpo. Eu sabia que seria assim quando eu recobrasse a memória e não iria fugir disso. E tinha também o meu bebê. Meu pequenino, meu amorzinho que eu nem chegara a conhecer direito... e já perdi sua vida. Ele deveria ser tão lindo e tão saudável. Comecei a chorar ainda mais, por ele, o pedacinho de mim que foi levado com Jacob, parte da minha vida, perdida. Meu emocional realmente estava um horror. Onde eu encontraria forças para superar tudo isso?


Depois de alguns minutos, me levantei e remexi nos armários do banheiro encontrando alguns objetos de higiene pessoal — escova de cabelo, de dente e creme dental – e então decidi me arrumar. Lavei o rosto, penteei os cabelos e escovei os dentes duas vezes. Como ainda estava pálida, apertei varias vezes os dedos nas bochechas para colocar um pouco de cor ali. Deu certo.


Edward ainda dormia quando eu voltei para o quarto e então eu decidi que iria apenas olhar para ele nos próximos minutos, já que estávamos sozinhos. Opa! Estávamos sozinhos? Será que nem Charlie e nem Carlisle haviam retornado para o quarto, após assinar a papelada do hospital? Ou eles retornaram e nos viram dormindo juntos? Cheguei à segunda conclusão corando de vergonha e com certeza agora eu não estava mais pálida e sim muito vermelha... super saudável. Eu não tocaria nesse assunto com Charlie, até que ele decidisse me perguntar algo, e em minha cabeça tive várias discussões sobre este assunto com ele. Balancei a cabeça, como se com esse gesto pudesse dispersar o assunto embaraçoso com Charlie de minha cabeça e me concentrei em Edward novamente. Me aproximei mais dele e comecei a acariciar seus cabelos cor de bronze, pois do jeito que ele dormia não ia nem sentir o meu toque. Ou talvez não...

– Você não sabe como isso é bom...

Então ele abriu os lindos olhos verdes e eu percebi que havia um brilho ali. Ele não parecia mais tão triste como quando eu o conheci no elevador. Eu até tentei pensar em algo legal para dizer, mas minha concentração ficava gravemente prejudicada na presença dele. O máximo que consegui dizer foi um fraquinho:

– Acorda dorminhoco... – sorri acariciando seus cabelos.

– Há quanto tempo eu estou dormindo? – ele levantou a mão para passar em meu rosto.

– Eu não faço a mínima ideia, também acabei de acordar. – disse corando, enquanto ele bocejava. Como alguém conseguia ser tão lindo bocejando? De repente ele pareceu ficar indeciso com alguma coisa e depois abriu os braços, me convidando para me deitar com ele na cama. Percebi que a indecisão era por ter medo de eu rejeitar o “convite” para deitar na cama com ele. Decidi não decepcioná-lo e fui – como uma boa menina – me deitar ao lado dele. Mas a ansiedade de me ter ali era tanta, que ele praticamente me puxou e pousou minha cabeça em seu ombro. Eu não me importei nenhum pouco com isso.


Minutos depois seu hálito quente tocou minha testa, quando ele decidiu falar.

– Bella... nós precisamos conversar. – E eu de repente decidi me justificar, para que ele não pensasse que eu era uma oferecida, afinal eu estava aceitando todos os carinhos dele e fazendo carinho nele.

– Eu sei Edward, me desculpe por isso... é que eu não sei o que houve comigo no elevador.

– Do que você esta falando? Porque está se desculpando?

– Eu não devia... eu na verdade... bom, acho que estou sentindo falta de Jacob... e confusa... – e ele fechou meus lábios com os dedos polegar e indicador da mão que não estava engessada.

– Calma Bella, eu falo e você escuta está bem?! – Eu não via o rosto dele, pois estava deitada em seu ombro, mas sabia que ele estava sorrindo.

– Sim.

– Você sabia que fala dormindo? – é claro que eu sabia, Jacob me dizia isso todos os dias pela manhã. A lembrança de Jacob me deixou triste... de novo.

– É... eu sei sim. – E então eu entendi o que ele queria dizer. Eu havia falado algo enquanto dormia e ele ouviu. – Oh! Não! O que você ouviu?!

– Bella, você chamou meu nome... – Eu corei, é claro. Tudo bem que falar seu nome não era tão grave, mas eu tinha a nítida impressão que havia falado algo mais.

– Er... e o que mais eu falei?! – meu tom de voz subiu uma oitava.

– Shii Bella... eu falo e você escuta, lembra?! – Ele disse divertido. Apenas assenti.

– E depois você falou “eu estou nos braços do meu anjo...”.

– Ai que vergonha! – falei tapando o meu rosto, que ainda estava pousado em seu ombro e ele riu.

– E é sobre isso que quero falar com você. – Ele falou se sentando e levantando o meu rosto com os dedos, para que eu olhasse para ele. Agora ele estava sério e intenso. — Eu gostei muito de ouvir isso Bella, mais do que eu deveria. Eu sei que você vai estranhar essa conversa. Mas eu sinceramente queria saber... não, eu preciso saber o que você sente... com relação a mim...


Senti minha boca se abrir igual uma idiota. Ele estava sentindo a mesma coisa estranha que eu. Era a mesma ligação, a mesma conexão instantânea.

– Bella?! Está tudo bem?! – ele me chamou com a voz preocupada e eu soltei um fraquinho “sim”. – Que bom! Por um momento achei que você havia esquecido de respirar! – Edward realmente parecia aliviado. Eu sabia que ele esperava uma resposta e então decidi ser sincera.

– Edward, eu estou muito confusa com tudo o que houve hoje. Ainda não entendo o que sinto por você. Te conheci fazem poucas horas e só o que eu sei é... que é muito bom estar aqui nos seus braços, sentir seu toque, ouvir sua voz. Mas tudo isso é sintoma de alguém apaixonado e... – e fui interrompida.

– E isso é amor à primeira vista Bella! Eu também não sabia que existia, não acreditava. Já interpretei vários papeis onde supostamente me apaixonava pela mocinha no primeiro encontro e sempre achava isso uma tremenda besteira. Mas agora que eu estou sentindo isso é... bom e é puro. E existe!

– Eu nunca havia sentido isso por ninguém também, então para mim é muito estranho, entende?! Com Jacob tudo aconteceu de uma maneira muito diferente, pois nos conhecíamos desde criança. Eu o amava, é claro. Mas a intensidade disso que estou sentindo por você é muito diferente.

– Mas é bom, não é?!

– Sim. Mas não muda o fato de que é no mínimo estranho e no máximo errado.

– A que parte do entranho eu posso entender... mas por que você acha errado? – Edward parecia ter esquecido a minha triste história, esquecido que eu era viúva!

– Pelo fato de que eu não sou normal, Edward. A minha vida agora é uma tremenda confusão... – eu comecei a ficar emocionada, pois a conversa certamente iria parar em Jacob.

– Por que fala isso? – então eu decidi ser mais clara com ele.

– Bom, no meu RG o meu estado civil consta como viúva, entende? Edward, eu perdi um marido, um filho, – eu já não segurava mais as lágrimas – a minha vida! Eu estou absolutamente confusa e não sei como lidar com isso daqui pra frente, sinto que vou explodir de tanta dor. Eu estou vazia, Edward. Não tenho simplesmente nada de bom para te oferecer. Nem amor... nem felicidade... apenas dor e isso não é vida! – e eu não consegui mais falar. Edward apenas me deitou em seu ombro e me acalmou. Por alguns minutos, a única coisa que se ouvia eram os meus soluços de choro. Até que ele começou a falar.

– Bom... sei que não é a mesma coisa, pois eu não sinto dor por ter perdido alguém, mas eu também não tenho uma vida normal, Bella e já te falei sobre isso no elevador. Eu vivo cercado por fãs e paparazzi e a maior parte da minha vida pode ser encontrada no Google e nos mais de 8.000 blogs e sites feitos por fãs. Qualquer coisa errada que eu fale, gera a maior polêmica e eu sou constantemente alvo de sites de fofocas. Eu procuro não reclamar de nada, pois essa foi a vida que eu escolhi e amo minha carreira. Para você isso pode não valer muito, mas eu não tenho privacidade nenhuma... e isso me faz falta. – tentei me colocar no seu lugar e então me senti triste por ele, pois deveria ser horrível não ter privacidade. – Então eu também não tenho muita coisa para te oferecer, Bella... mas eu tenho o que você precisa. Eu tenho amor e felicidade...

– Não me parece uma troca justa, Edward... só você me dar “coisas”... – consegui falar com algum sacrifício, por causa do meu choro.

– Bella, você já me dá tudo só por estar aqui nos meus braços. Se você não tem forças para superar essa situação, pode usar a minha. Eu só quero ficar do seu lado.

– Sabe Edward, às vezes eu acho que a felicidade não se aplica a mim. Veja o que aconteceu comigo hoje! Me lembrei de tudo e nem por isso estou feliz, pelo contrario... estou perdida e me sinto só. – falei já um pouco mais tranquila, enquanto ele se levantava e pegava meu rosto com uma das mãos. Ele disse olhando no fundo dos meus olhos... seu olhar era intenso.

– Abre seu coração para mim Bella... me deixa cuidar dele... – e naquele momento eu consegui enxergar a alma de Edward através de seus olhos. Ele estava me falando a verdade. Parece que nessa simples frase ele conseguiu retirar toda a confusão de meus pensamentos. Eu realmente poderia encontrar nele a minha força, para atravessar essa tempestade. Eu sabia que a vida com ele não seria fácil, afinal eu era apenas uma menina de Forks cheia de traumas e ele o homem famoso e bem sucedido, mas eu tinha que me permitir tentar. Deixei escapar uma lágrima quando respondi.

– Eu abro, Edward... – eu disse passando a mão em seu rosto, que tinha a barba por fazer e eu achava isso lindo. Ele enxugou a lágrima em meu rosto e abriu um sorriso tão largo, que fez meu coração parar. Eu acompanhei a linha de seus lábios grossos com meus dedos. – Mas...

– Mas... – ele repetiu ainda sorrindo.

– Eu preciso de um tempo para fazer duas coisas. — mesmo com o meu pedido, o sorriso não deixou seus lábios.

– Todo tempo do mundo, minha Bella. — ele disse afagando meu rosto. Ele não me pareceu curioso, muito diferente da sua irmã Alice. Então decidi perguntar.

– Você não quer saber o que é?

– Você quer me contar?

– Claro que sim, até mesmo porque uma das coisas envolve você.

– Sou todo ouvido. – ele ainda olhava para mim com intensidade e eu quase me perdi na imensidão verde de seus olhos. Foco Bella!

– Bom, lembra quando você me perguntou qual a primeira coisa eu faria, quando recobrasse a memória? – Edward se limitou a assentir – Eu disse a verdade Edward. Preciso visitar o túmulo de Jacob e me “despedir” dele...

– Eu entendo e estou de acordo... qual a outra coisa? – respirei fundo para responder.

– Eu preciso te contar meu segredo...

– Segredo? Você se refere a lembrança ruim do seu passado?

– Sim, isso mesmo. Quero te contar primeiro e depois você decide se... realmente quer ficar comigo. – eu terminei a frase bem triste.

– Bella, você matou alguém?

– Claro que não!

– Entende que nem isso me faria desistir de ficar com você?

– Bom... espero que você esteja certo.

– Quer me contar seu segredo agora? – Ele fazia carinho em minha bochecha e eu inclinei o rosto na direção de sua mão, como um cachorrinho que pede carinho.

– Ainda não... primeiro Jacob e depois o segredo.

– Negócio fechado. Só uma dúvida, onde o Jacob esta enterrado?

– No cemitério de La Push. Por quê?

– Nada. Apenas pensei que seria insuportável esperar você voltar de Phoenix... para te ver novamente.


E então ele desceu os dedos que estavam em minha bochecha, pousou lentamente em meus lábios e eu os beijei, a sensação era única. Me dei conta de que esse era o nosso momento mais íntimo até agora, mas não fiquei envergonhada. Depois levou os dedos aos seus lábios lentamente e depositou meu beijo ali e disse:

– Não vejo problema em esperar pelo nosso primeiro beijo também.

Eu tive que apertar os olhos para ver se ele realmente era de verdade. Ele era... e ao que indicava queria ser meu. Então eu imitei seu gesto, demorando em retirar meus dedos dos seus lábios, pois eles eram quentes de uma maneira muito atraente. Ainda havia muitas coisas para serem ditas, mas aquele não era o momento e nem o lugar. Ele não era um homem comum. Homens comuns, e sem o mínimo de sensibilidade não esperavam para beijar, faziam isso de cara. E Edward, ao contrário de todos, só se mostrava cada vez mais atencioso e apaixonante. Apesar de agora – somente agora — eu ter quase certeza que o que eu sentia por ele era paixão, ou na hipótese mais provável, amor, eu ainda não estava pronta para dar passos tão sérios, e tais começariam com um beijo. Só o que eu disse foi:

– Eu também não vejo problema em esperar, Edward.


Minutos depois a porta do quarto se abriu e a Alice passou por ela. Reconheci algumas de suas expressões, sendo a primeira preocupação e a segunda expectativa... e eu sabia porque. Ela passou direto pelo irmão para me abraçar.

– Ai Bella, Carlisle me ligou contando tudo! Fiquei tão preocupada com você!

– Eu estou bem, Alice... obrigada!

– Oi pra você também Alice! – Edward disse fingindo uma falsa indignação.

– Oi irmão... me desculpe! – ela deu a língua para ele e foi carinhosamente abraçá-lo. Imaginei que essa era a maneira carinhosa deles se tratarem. Depois de um minuto eu perguntei, curiosa.

– Quando será que vou poder ir embora daqui? – Alice havia falado com Carlisle e ela deveria saber.

– Ah! Você e Edward já estão de alta e eu vim para levá-la para casa.

– Er... Alice, eu não quero incomodar. E aposto que meu pai pode me levar para casa.

– Ele não pode, Bella. – seu rosto ficou preocupado. – É que houve um acidente na rodovia, ocasionado por um fugitivo da polícia... e teve algumas mortes.

– Ai que horror! – Eu disse levando a mão a boca.

– E bom... Charlie foi chamado para ajudar. Ele já está assinando sua alta e irá para lá em seguida. Eu ficarei com você até Charlie voltar e o Edward vai para casa, tranquilizar a dona Esme.

– Por mim tudo bem.

– Por mim não. – foi a segunda vez que ouvimos a voz de Edward depois que Alice entrou no quarto.

– E eu posso saber por que irmão?

– Claro que não! Mas acho bom que Bella não fique sozinha essa noite.

– Essa manhã, você quer dizer! Edward, já são 2:45am de sábado.

– Nossa, me perdi no tempo. – ele respondeu olhando para mim.

– Eu também. – respondi sustentando seu olhar. E claro que Alice percebeu.

– Bom, eu acho que o destino me deu uma mãozinha e eu não precisarei fazer mais nada por vocês.


Quando Charlie bateu na porta do quarto e entrou acompanhado de Carlisle, estávamos os três rindo do comentário de Alice sobre o destino. Não precisamos explicar o porquê de tanta felicidade, pois Charlie precisava sair correndo.

– Bella, você vai ficar bem com Alice?

– Claro pai, vai tranquilo. E tome cuidado!

– Eu sempre tomo. Volto para ficar com você assim que puder.

– Ok. – Ele depositou um beijo em minha testa e se foi.

– Então Bella, imagino que esteja cansada desse hospital, não é?! – perguntou Carlisle.

– Você não faz idéia, Carlisle. Preciso chegar em casa, tomar um bom banho e dormir... muito. – Alice e Edward reviraram os olhos para mim. Ambos já sabiam que eu gostava muito de dormir. Eu usava a desculpa dos remédios ao meu favor. – Que foi? São os remédios, esqueceram? Eles me dão muito sono... – eu disse tentando parecer verdadeira. Eles realmente davam sono, mas eu gostava muito de dormir mesmo.


Carlisle aproveitou minha deixa dos remédios para falar o que mudaria no meu tratamento. Os anticoagulantes iriam continuar, pois eu os tomava por causa do coagulo na cabeça e não da memória. Sairiam as vitaminas e as sessões de terapia. Eu agradeci por isso. Eu até gostava do psicólogo, mas não de ter que fazer terapia. Não depois do meu surto. Nos despedimos de Carlisle – que ficaria em seu plantão – e seguimos para o estacionamento. Antes de sair do hospital, Edward segurou meu braço e de Alice, que pareceu entender.

– Ah! Espera ai... – ela saiu do hospital me deixando com um enorme ponto de interrogação na cara. Edward apenas sorriu torto – Está livre Edward... nenhum paparazzi.

– Ah! Agora entendi. – respondi rindo.

Edward nos levou até o carro de Alice, que entrou direto no banco do motorista, pelo que entendi me dando algum momento de “privacidade” com seu irmão.

– Tem certeza que consegue dirigir com essa mão engessada, Edward? – perguntei preocupada.

– Tenho sim, e o carro é automático. É tranquilo.

– Ok! – eu assenti e ele repetiu o gesto de passar as pontas dos dedos em meus lábios e depositar nos dele. Eu achava aquilo tão surreal... tão lindo! Além de extremamente... sexy! De repente fiquei com medo dele desaparecer da minha vida, mas rápido do que entrou nela.

– Quando vou te ver de novo?

– Quando você quiser, minha Bella. Me passa o número do seu celular.

– Anota ai... é... er.... – fiz uma cara de confusa e disse – eu não me lembro.

– Eu tenho irmão. Te passo quando eu chegar em casa. – Alice disse abrindo o vidro do carona. Pela minha visão periférica eu podia jurar que ela estava rindo. E bem na minha frente, Edward quase morria de tanto rir. Ele me deu um beijo na testa e seguiu para o outro carro, que eu sabia que era de Emmett. A volta para minha casa foi rápida e Alice não falou do irmão um segundo sequer. Perguntei-me até quando ela iria segurar a curiosidade.


Assim que cheguei em casa, corri para um banho e Alice foi preparar um lanche para mim. Quando sai do banho, ela já estava no meu quarto e a bandeja com o lanche em cima de minha cama. Alice fitava curiosa meu quadro de fotos... ainda sem fotos.

– Ainda não colocou nenhuma foto, Bells? – ela me olhou com ternura – ainda se sente vazia?

– É... pelo menos me sentia assim até ontem. Agora não mais. – eu disse devorando o sanduiche de peito de peru que ela fez. Não sei se era porque eu estava morrendo de fome, mas aquele era o melhor sanduiche que eu havia comido na vida.

– E isso se deve apenas ao fato de você ter recobrado a memória Bells? – a bandida sabia que não. Mas ela queria ouvir da minha boca... e eu queria falar para ela.

– Você sabe que não... tem haver com Edward, principalmente.

– Eu sabia! Me conte tudo, Bells. – Alice disse juntando as pequenas mãos e eu contei toda a minha conversa com Edward. Ela ficou emocionada em algumas partes e estava de acordo com tudo. Acabamos adormecendo e nem vimos Charlie chegar.


Alice me acordou às 12:30 do mesmo sábado que dormimos. Ela precisava resolver algumas pendências de uma de suas lojas e me acordou apenas para se despedir. Minutos depois senti Charlie entrar no quarto e me dar um beijo na testa, prometendo que voltaria da delegacia em no máximo três horas. Quando já estava quase dormindo novamente, ouvi meu celular tocar. Eu tinha uma boa ideia de quem era e levantei-me correndo para procurar. No sms enviado, dizia:

“Boa tarde, minha Bella. Será que já está acordada? Alice me disse que quando saiu você ainda dormia. Guarde meu número com você e não repasse para ninguém. É insano, mas já estou com saudade. Me ligue quando quiser me ver. Beijos. Edward.”


Respondi prontamente:

“Olá Edward. Já acordei sim... quer dizer, mais ou menos. Levantei para ler seu SMS. Também estou com saudades. Vou resolver umas coisas pessoais e te ligo. Quero te ver hoje. Beijos Bella.”


Mandei esse e em seguida decidi brincar com ele:

“Ah! Quanto será que uma fã de Edward Cullen me pagaria por esse número? Estou precisando de dinheiro, sabe... hahaha. Brincadeira. Beijos. B.”


Ele respondeu a mensagem em seguida:

“Ok, você vende, pega a grana e depois eu troco o número... simples assim! Vou esperar sua ligação princesa. Mais beijos. E.”


Sorri igual uma boba para o último sms e fui tomar meu banho, vagamente consciente do que eu estava fazendo, parecia até uma adolescente. E isso era tão bom. E tão besta.


Já estava acordada fazia uma meia hora, já havia tomado banho e café. Decidi matar uma antiga curiosidade e fui procurar o nome de Edward Cullen no Google. Espantei-me com a quantidade de informações que ele me trouxe sobre Edward. Concentrei-me nas fotos e uma em especial me chamou atenção ( http://www.linkatual.com/wp-content/uploads/2011/12/robert-pattinson-crep%C3%BAsculo.jpg ) e então decidi imprimi-la, para colocá-la em meu mural de fotos, que agora não estaria mais vazio. Finalmente haveria algo ali... como finalmente havia algo bom em meu coração. Procurei dentro de mim a confusão de sentimentos e o medo que senti quando acordei do acidente no elevador, mas não os encontrei em lugar nenhum e eu sabia que devia isso ao Edward. Novamente falei para mim mesma que poderia encontrar forças em Edward, para superar o que estava por vir. Fiquei vários minutos olhando para sua foto e senti a decisão se formar dentro de mim. Revirei a minha mesa de estudos e achei o diário que procurava. Escrevi com muita pressa – e uma letra terrível — um bilhete para Charlie, que dizia:

“Pai, estou bem. Precisei sair para resolver algo particular. Não precisa me esperar para jantar. Te amo. Bella.”.


Corri para a cozinha e coloquei o bilhete na porta da geladeira, peguei a chave do meu carro quando passei pela sala – Um amigo de Charlie havia trazido meu carro para casa na madrugada de sábado... eu havia esquecido completamente que ele estava estacionado no hospital — e sai correndo pela porta de casa. Queria encontrá-lo.


PDV Edward

Meu sábado havia passado muito devagar. Tediosamente devagar. O último sms que recebi de Bella foi às 16:45 dizendo que já estava quase tudo resolvido para ela me ver, e que me ligaria dali à algumas horas. Fiquei esperando e adormeci no sofá da sala de tv, com Bear deitado nas minhas costas.


(Ainda Sábado — 23:25)


Todos os Cullen estavam esparramados na sala de tv assistindo um filme, – que graças a Deus não era meu — quando o celular da Alice tocou. Pela hora poderia ser algo grave e ela praticamente voou até a mesa da sala de jantar, para atendê-lo. Carlisle pausou o filme.

– Alô? Oi Charlie, aconteceu alguma coisa com... Oh não! Desde quando? Sei... estamos indo pra sua casa. Fique calmo.


Alice havia falado com Charlie e isso me levava a... Bella!!! Perguntei aflito:

– Alice... o que houve?

– Errr... Edward... a Bella sumiu!


Notas finais
Notas da beta:
Olá meninas!!! Tudo bem?!
Bom, não sei se foi o destino ou as circunstâncias, mas a Bella está cada vez mais próxima do seu lindo anjo, Edward ;) E a danada da Alice nem precisou mexer os pauzinhos, certo rs?! Estou simplesmente ADORANDO a forma com que ele trata a Bella, sempre carinhoso, atencioso e disposto a enfrentar com ela todos os fantasmas do seu passado e que ainda a assombram no presente. Aliás, um desses fantasmas continua me deixando intrigada: o que será que aconteceu com a Bella, talvez até antes de ter se casado com Jacob, e que lhe causa tanto sofrimento, hein?! E esse sumiço, será que tem alguma relação com essa parte dolorosa do passado dela? Meninas, não nos torture muito, por favor rs!!! Bem, e se já estão DOIDAS por mais como eu, vamos recomendar e comentar a estória, que está cada vez mais linda!!!
Beijos e até mais!!!
Dani ;)
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Notas Mah:
Olá meninas!
Bom Agradeço de coração por todos os comentários e recomendações que Just Remember está recebendo!
Estou extremamente feliz escrevendo essa fic, ainda mais na parceria com uma das meninas que se tornou uma grande amiga, e com uma beta maravilhosa como a Dani...
Agradeço de todo o coração a todas vocês!
Nos vemos em breve!
Beijos,
Máh.
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Notas Juh:
Olá meninas! Espero de coração que tenham gostado do capítulo! Eu disse que estava bem romântico.
Por favor comentem o capítulo, pois precisamos saber o que vocês realmente estão achando de JR. E eu amooo ler cada review e recomendação que vocês deixam!
Até o próximo capitulo. =D
Bjsss
Juh