Notas iniciais
Olá meninas! Segue mais um capitulo de JR para vocês. Nele vocês irão descobrir onde a Bella estava e porque ela sumiu. E a formatação do Nyah esta pessima, de novo! Nos perdoem...e boa leitura! *_*
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Música do Capítulo: Im In Here - Sia.
Link: http://www.youtube.com/watch?v=y-GVHqImrcI

“...Eu estou aqui, um prisioneiro da história...

Alguém pode me ajudar?

Você não pode ouvir meu chamado?

Você está vindo para mim agora?

Eu estive esperando

Você vir me resgatar

Eu preciso que você me segure

Toda tristeza que não posso

Vivendo dentro de mim

Eu estou aqui, alguém pode me ver?

Alguém pode me ajudar?...”

I’m In Here — Sia.


PDV Edward

Todos os Cullen estavam esparramados na sala de tv assistindo um filme, – que graças a Deus não era meu — quando o celular da Alice tocou. Pela hora poderia ser algo grave e ela praticamente voou até a mesa da sala de jantar, para atendê-lo. Carlisle pausou o filme.

– Alô? Oi Charlie, aconteceu alguma coisa com... Oh não! Desde quando? Sei... estamos indo pra sua casa. Fique calmo.

Alice havia falado com Charlie e isso me levava a... Bella!!! Perguntei aflito:

– Alice... o que houve?

– Er... Edward... a Bella sumiu!


Senti que o chão faltou para os meus pés, e minha mente parecia que ia explodir em poucos segundos. Bella sumiu!

O alvoroço entre todos que estavam perto foi grande, mas eu simplesmente não conseguia me concentrar neles. Era minha Bella que estava sumida, era minha Bella que eu estava prestes a perder. Acho que entrei em estado de choque.

– Edward... Por favor, respire... calma! – Alice sacudia meu corpo, alarmada a minha frente – Vamos encontrá-la, Edward!

– Alice, eu quero ir para a casa do Charlie. Agora!

– Nós vamos! Emm e papai foram buscar lanternas, cordas e o kit de primeiros socorros caso precisemos. Nós já estamos indo.

– Vou esperar no carro, quero ir logo.

– Vou com você.

Alice era uma boa garota, realmente era. Ela foi comigo até o carro, mas permaneceu em silêncio. Eu gostaria de chorar, ou simplesmente gritar para que Deus e o mundo ouvissem minha aflição. Mas quanto mais eu ficasse nervoso, pior ficaria a situação. Eu não pensava com coerência quando estava nervoso. Fiz a viagem da minha casa até a casa de Bella em cerca de dez minutos. Alice estava morrendo de enjôo pela corrida, mas novamente permaneceu calada, atenta a tudo e todos.

– Carlisle! – Charlie estava muito mais aflito que eu. Havia uma espécie de acampamento na frente da casa dos Swan, onde muitos homens e senhoras estavam andando e conversando.

– Charlie, o que houve?! – perguntou meu pai.

– Eu não sei! Fui trabalhar como sempre e deixei Bella em casa dormindo, pois por causa do acidente no elevador ela não iria trabalhar hoje. Cheguei em casa e vi um bilhete dela, e ela não voltou até agora. Eu estou tão preocupado com ela!

– Deixe-nos ver o bilhete. – pediu Esme.

– Claro, vou pegar com os rapazes. – ele apontou um grupo de homens altos e morenos, que aparentemente tinham um mapa sobre o capô de um velho carro, onde conversavam sérios, planejando algo, evidentemente. Charlie trouxe o bilhete e entregou a mim. Não entendi o motivo pelo qual Charlie entregou o bilhete a mim e não a Esme, que foi quem o pediu. Neste dizia:

“Pai, estou bem. Precisei sair para resolver algo particular. Não precisa me esperar para jantar. Te amo. Bella.”.

Mas por que raio Bella não avisou para onde ia? Ainda mais aflito repassei o bilhete para Esme. Charlie colocou a mão em meu ombro e me levou para um canto afastado do grupo.

– Edward, eu sei que não é o momento, mas preciso falar com você e é bom mesmo Bella não estar perto.

– Claro Charlie, o que houve?

– Bom, ontem eu acabei vendo você e Bella dormindo juntos no hospital...

– Não é nada disso que você está pensando... eu não...

– Calma, Edward! Eu só quero te pedir que não magoe mais a Bella. Tudo o que ela não precisa agora é de uma desilusão amorosa.

– Fique tranquilo Charlie, não vou magoá-la. E também não vou sair do lado dela. – Falei a segunda parte com a intenção de que ele percebesse que, dali pra frente me veria muito em sua casa.

– Promete cuidar dela... se isso que vocês tem for pra frente? – Charlie disse gesticulando com as mãos e muito sério agora. Verdadeiramente um pai cuidando da sua menina.

– Prometo. – Trocamos um aperto de mão de cavalheiros.

– Bom Edward, já que vai fazer parte da vida dela, eu quero te apresentar a todos os amigos e conhecidos de Bella. – Charlie me puxou para um outro grupo – Este é Billy Black, pai de Jacob... – Billy Black estendeu prontamente a mão para mim, e eu o cumprimentei com educação. Ele parecia ser um ótimo homem, sério, mas bondoso. A bondade estava estampada em seu olhar, e ele me olhou como se tivesse esperança. Agora, eu não sabia esperança em relação a que, exatamente.

– É um prazer Sr. Black. – falei respeitosamente.

– Nada de senhor aqui rapaz, apenas Billy. – ele sorriu, e eu sorri também, apesar de estar morrendo por dentro.

– Esse é Seth, da reserva de La Push. Ele é amigo da família de Billy, e é um grande amigo de... Bella. – O tal Seth parecia um garoto feliz. Depois de mim e Charlie, ele parecia o mais confiante em encontrar Bella. Senti que Charlie evitava falar o nome de Jacob. Para evitar dor e saudade talvez?! – Esses são Mike, Jessica, Angela e Erik. Estudaram com Bella, e a estão ajudando muito agora.

– Olá, é um prazer! – falei com um sorriso fraco.

– Quem diria que Bella faria eu me encontrar com Edward Cullen! – a tal Jessica falou animada. Recebeu uma cotovelada nas costelas, da outra, Angela. Jessica não parecia nem um pouco tocada com a situação. Mike e Erik não sorriram, mas não me encaravam com raiva. Estavam fazendo a tradicional cara de paisagem, sem mais. Angela parecia aflita.

– Hey Eddie... – Jessica encostou-se a mim, usando esse apelido escroto – Será que você poderia me dar um autógrafo?! É rapidinho, não vai doer e fará uma fã feliz!

– Olhe... Você não... Eu... – eu estava sem ação. Como?! Por Deus! Como a ‘amiga’ de Bella poderia agir assim na sua ausência? Como ela poderia pensar em autógrafos e felicidade quando Bella estava desaparecida? Eu estava chocado, e com uma raiva enorme crescendo em meu peito.

– Jessica? Isso lá é hora de pedir autógrafos?! – Charlie estava chocado, ouvindo tudo – Você é louca?

– Ah, pare Charlie! Não é todo dia que encontro com Edward Cullen! Sou fã dele, preciso de um autógrafo, e quem sabe uma foto! – ela sorriu e piscou.

– Saia daqui... – murmurei enquanto caminhava com Charlie pra longe dali.

– Vamos Edward, vamos conversar com os outros rapazes e traçar uma estratégia. – fui arrastado até o grupo de homens que estavam no capô do carro, com o mapa. Meus pais e irmãos já estavam lá, e eu ouvia tudo muito concentrado. Os homens se dividiriam em grupos de três e procurariam na floresta. Charlie e Billy ficariam em casa, caso ela retornasse.

– Ahn, Charlie... Eu poderia ir até o quarto de Bella? – pedi.

– Acha que vai ajudar rapaz? – disse ele franzindo as sobrancelhas grossas.

– Sim... na verdade sim. Acho que pode ter algum detalhe que vai nos mostrar onde ela está. – Charlie era policial e já devia saber disso. Mas deduzi que ele estava emocionalmente abalado, pois a desaparecida dessa vez era sua menina.

– Nesse caso, fique a vontade. – falou ele, sério. – É a segunda porta do corredor.

– Certo... obrigado.

Corri até a casa e subi as escadas com um pouco de pressa. Encontrei a segunda porta facilmente, já que era uma casa pequena, e um corredor minúsculo, com apenas três portas. Entrei rapidamente, com medo de ter sido seguido por alguma enxerida, que no caso seria Jessica.

Era um quarto pequeno, mas havia uma porta ali, que eu deduzi ser um banheiro. Uma cama, uma cômoda, um armário, uma cadeira de balanço, uma escrivaninha cheia de papéis e envelopes de exames. Havia um caderno roxo na escrivaninha que me chamou atenção, mas não entendi por que. Assim que comecei a ler o conteúdo do caderno entendi o que era e fiquei emocionado. Bella tinha um diário chamado “Just Remember”, onde ela escrevia todos os detalhes que se lembrava de sua vida, antes do acidente em Phoenix. Fiquei internamente feliz por ela ter recobrado a memória e não ter mais que recorrer ao diário. Sentei-me em sua cama e voltei a observar o quarto. Havia ainda um criado mudo, com um abajur roxo e algumas caixas de remédio. O que mais me chamou atenção foi à organização. Bella era uma pessoa visivelmente organizada. As coisas eram meticulosamente arrumadas. Pela primeira vez desde que entrei, olhei para um quadro de metal onde tinham alguns imãs presos, mas o que mais me chamou atenção foi ver a foto. A única foto, centralizada. Era uma foto minha. Ela tinha uma foto minha presa no mural do quarto. O que significava aquilo?

Meu peito se encheu de uma sensação até então desconhecida. Era um formigamento, um calor que eu simplesmente não conseguia explicar. Bella pensava em mim, Bella se lembrava de mim, Bella quis aquela foto ali. Eu era o homem mais feliz do mundo naquele momento. Não me interessava a carreira, o dinheiro ou o reconhecimento mundial. O que me interessava, era ver que minha Bella se importava comigo e realmente gostava de mim.

– Interessante, não é?! – estava tão imerso em pensamento que tomei um enorme susto com a voz de Alice atrás de mim, mas não me virei para olhá-la — Eu sempre achei curioso esse quadro dela, porque todas as vezes que vim aqui, ele estava vazio. Cansei de me corroer com perguntas internas e resolvi perguntar para Bella o sentido disso. – senti que Alice sorria – Ela me explicou pacientemente, que esse quadro, era a vida dela. Vazia, sem lembranças, sentimentos, memórias e detalhes. Ela o deixava vazio, e disse que só quando realmente voltasse a viver, ela colocaria algo. Ele estava vazio até hoje de manhã, quando eu sai daqui.

Ficamos por alguns minutos em silêncio. Eu apenas ouvia a respiração de Alice lenta, mas descompassada atrás de mim, e eu estava perdido em pensamentos.

– Edward... – ela falou baixinho, perto de mim. Agora segurando a minha mão – Você mudou completamente a vida dela, ela mudou a sua de uma maneira muito interessante. Acho que não vou viver o suficiente para ver nascer em outro casal, o sentimento que nasceu em vocês... em apenas um dia. Você faz parte da vida dela agora, mais do que imagina. Continue assim. Não deixe que ela se machuque, não deixe que se perca. E seja feliz meu irmão, simplesmente isso...

Não contive minha vontade de abraçar minha irmãzinha. Alice era uma garota tagarela e agitada, mas muito doce e realmente era a melhor pessoa que eu poderia pedir a Deus para ser minha irmã. Confesso ter chorado um pouco, mas ela apenas me deu um beijo na bochecha e saiu em direção à porta, se virando antes de sair.

– Fique aqui mais um pouco... tenho certeza que você vai saber onde encontrá-la, e resolverá isso. – ela deu uma piscadela, e saiu andando, fechando a porta atrás de si.

Um pequeno filme começou a passar em minha cabeça. Comecei a lembrar de todas as conversas que tive com Bella, lembrei de tudo que ela me falou, tentando reconhecer algum detalhe que apontasse onde ela estaria. Parecia simplesmente que eu estava perdendo algo, perdendo algum detalhe que seria crucial para que eu encontrasse Bella. A questão era: O que eu estava perdendo? Repassei novamente todas as conversas, principalmente as últimas que tivemos.

Memórias On.

– Eu preciso de um tempo para fazer duas coisas.

– Todo tempo do mundo, minha Bella.

– Você não quer saber o que é?

– Você quer me contar?

– Claro que sim, até mesmo porque uma das coisas envolve você.

– Sou todo ouvido.

– Bom, lembra quando você me perguntou qual a primeira coisa eu faria, quando recobrasse a memória? Eu disse a verdade Edward. Preciso visitar o túmulo de Jacob e me “despedir” dele...

– Eu entendo e estou de acordo... Qual a outra coisa?

– Eu preciso te contar meu segredo...

– Segredo? Você se refere à lembrança ruim do seu passado?

– Sim, isso mesmo. Quero te contar primeiro e depois você decide se... realmente quer ficar comigo.

Memórias Off.

– Jacob... Jacob... ela precisava se despedir de Jacob... O túmulo! O cemitério! – falei para mim mesmo.

Não pensei duas vezes. Simplesmente saí correndo escada abaixo, trombando com meu pai na cozinha, que tomava uma xícara de café.

– Pai, por favor, me ajude! – pedi – Eu sei onde Bella está!

– Isso é muito importante filho! Vamos falar para os outros e...

– Não pai. Eu acho que ela não gostaria de ver muita gente. Preciso ir sozinho, mas preciso de sua ajuda.

– Você tem certeza?!

– Sim.

– Nesse caso, estou com você. Do que precisa?

– Primeiro, de um carro.

– Pegue o jeep de Emmett. – ele me passou as chaves. – O que mais?

– Pode me explicar onde fica o cemitério de La Push?

– Como?!

– O cemitério pai, de La Push... – Carlisle arregalou os olhos.

– Edward, ela estará lá?!

– Certamente. – falei com a maior certeza do mundo.

– Edward, você vai ao cemitério, de noite?

– Vou pai. É a minha Bella que está lá. – falei simplesmente.

– Isso me comove filho... – ele me abraçou, e começou a explicar como eu chegaria ao cemitério de La Push.

– Te ensinei o caminho mais fácil. Leve lanterna, coberta e o kit de primeiros socorros. Não sabemos a situação atual dela. – ele falou sério, me passando as coisas que eu certamente precisaria. – Cuidado filho, vou torcer por você.

– Volto o mais rápido possível! – gritei enquanto corria.

– O que eu falo para o Charlie? – ele parecia nervoso.

– Depois eu explico tudo! – gritei novamente, e vi que ele apenas assentiu, pensativo.

Enquanto eu segui pelas rodovias de Forks, não tive problemas. O grande problema foi entrar na estradinha de terra que daria a La Push. Era estreita, mal sinalizada e sem iluminação. Eu estava sendo guiado pelos faróis do enorme Jeep de Emmentt, muito útil enquanto eu ainda estava sem meu carro aqui em Forks. As coisas pioraram quando uma chuva grossa e barulhenta começou a cair, me deixando pasmo com a péssima visibilidade. Saí do caminho certo várias vezes, e me via cada vez mais nervoso. A chuva não dava trégua de maneira nenhuma, e quando eu estava prestes a tentar voltar e pedir ajuda para ir até o cemitério, eu parei e vi a placa. Eu estava na frente. Talvez Deus ou o destino decidiram me ajudar naquele momento. Me senti internamente grato. E naquele momento, parei para pensar. Resolvi não levar a coberta, porque molharia inteira. Peguei a lanterna e coloquei a capa de chuva que estava no banco do carona. Respirei profundamente antes de sair correndo pela chuva, esperançoso em encontrar o túmulo de Jacob rapidamente, o que eu imaginaria ser complicado, com a junção chuva forte e da noite.

– Bella! – gritei. Eu vagava a um bom tempo entre túmulos, tentando ler os nomes das lápides. Droga de chuva! Eu gritava e Bella não respondia nunca! Eu estava com medo de estar no lugar errado, ou que ela simplesmente estivesse machucada, ou algo do tipo. – Bella!

Andei mais um pouco, emocionalmente cansado e completamente molhado. Minhas pernas estavam tensas pelo frio, mas eu simplesmente não poderia parar agora. Comecei a caminhar mais rapidamente, apontando a luz forte da lanterna para todos os lados. Um relevo diferente me chamou a atenção, e fui até lá, correndo e chamando por Bella. Era ela.

Eu fiquei feliz, por vê-la. Mas alarmado, ao constatar que ela estava desacordada. Me desesperei e me joguei ao lado dela, o mais rápido que pude.

Ergui a lanterna para ver onde estávamos, e vi a lápide de Jacob. Ela estava praticamente jogada, ao lado do túmulo.

– Bella, meu amor... Por favor, fale comigo, acorde! – chacoalhei um pouco seu corpo, na vã esperança de fazê-la acordar. – Bella!

Eu estava sinceramente desesperado, beirando a histeria. Nessas horas, somente pensamentos terríveis tomavam conta da minha cabeça e coração. Mexi com ela mais um pouco, sem nenhuma melhora. Eu queria sair correndo com ela nos meus braços, e cuidar dela para sempre. Mas eu estava tão entorpecido. Parecia que nada adiantaria. Procurei ao redor pistas para ter certeza de que ela não havia tentado se matar, mas não haviam caixas de remédios, nem veneno ou facas. Apenas a terra ao lado do túmulo estava remexida. Olhei suas mãos e vi que suas unhas estavam bem sujas de terra. Ela teria tentado desenterrar Jacob?

– Bella, você não está morta! Não está morta! – gritei cobrindo-a da chuva com meu corpo – Bella... volte para mim, por favor anjo! Por favor!

Eu estava totalmente perdido, totalmente sem rumo. Eu não sabia há quanto tempo estávamos ali, deitados. Eu protegendo seu corpo frágil, molhado e frio, e ela imóvel sob mim. Sua respiração estava pesada e lenta, mas ela parecia saudável. Poderia sair com um resfriado ou alguma infecção, pelo frio e chuva que tomou, mas contanto que estivesse viva, eu ficaria bem também. Me movi com cuidado, abraçando seu corpo com o meu, tentando passar o máximo de calor possível, apesar de estar tão gelado quanto ela. Então ela se moveu.

– Edward... – ela parecia estar acordada, mas seus olhos estavam fechados – Jake... Oh meu Deus! – ela não abriu os olhos... mas parecia estar chorando – Jake!

– Shh Bella... Shh... – falei calmo – Estou aqui meu amor e estamos com Jake... – falei baixinho.

– Edward?! – era parecia confusa. Quase em transe.

– Sim meu amor, estou aqui... – falei de novo.

– Edward... Jake, ele me falou coisas... Eu estou tão triste!

– Ele falou com você?! – perguntei incentivando-a a falar e raciocinar.

– Falou! – ela ainda estava com os olhos fechados – Ele estava tão diferente, estou com tantas saudades dele! E meu bebê... – ela realmente estava confusa. Eu não poderia me permitir sentir ciúmes de Jacob, por ela dizer que estava com saudades dele. Afinal, eu era perfeitamente maduro para entender que eles tiveram uma história e que nada poderia mudar isso.

– Bella, viremos sempre visitá-lo! Fique calma.

– Minha cabeça e meu corpo doem. – falou baixinho, gemendo em seguida.

– Bella, abre os olhos! Olha para mim! – depois de muito piscar ela abriu seus lindos olhos castanhos para mim. E puxou meu pescoço, tentando me abraçar.

– Oh! Edward... você esta aqui!

– Sim! Eu estou aqui! Vamos para casa, meu amor... Vamos... — eu me levantei e peguei-a no colo em seguida, fazendo uma força sobrenatural para ignorar a dor em minha mão engessada.

De uma forma mágica, ou simplesmente por sorte, consegui achar a saída mais facilmente do que quando entrei, e o Jeep estava lá, quente e protegido nos esperando. Abri a porta do carona rapidamente, colocando-a sentada. Entrei do lado do motorista e puxei a coberta para cobrir seu corpo molhado e trêmulo. Eu a abracei e ficamos ali parados e sem falar por algum tempo. Ela estava bem, era isso que importava.

Dirigi com mais cautela até a casa de Charlie, afinal ainda chovia e eu não queria perder o controle do carro, não queria vê-la se machucar agora que ela estava sã e salva. Quando cheguei, todos estavam visivelmente recolhidos dentro de casa, pela chuva. Apenas Charlie e Billy estavam sentados na minúscula varanda — morrendo de frio, era visível, mas ali, firmes. Estacionei o Jeep de qualquer jeito e desci correndo, indo buscar Bella no banco do carona.

– Bella está aqui! – gritei.

– Por Deus! – Charlie gritou e saiu correndo em nossa direção, pegando Bella dos meus braços, levando-a para dentro de casa, onde várias vozes falaram e gritaram juntas. Billy veio lentamente na minha direção, com sua velha cadeira de rodas.

– Você é um guerreiro. – ele disse solenemente – Obrigado Edward.

– Não precisa agradecer Billy. – falei olhando para ele.

– Tenho certeza que Jake ficaria feliz e honrado em ver Bella tão bem cuidada com você.

– Rezarei pela ‘benção’ dele.

– Ele já a deu rapaz... Desde que o caminho de vocês se cruzaram...

– Só preciso disso...

– Ela vai precisar muito de você Edward, agora que recobrou a memória. – Billy disse intenso. Um flashback de uma conversa com Bella passou rapidamente em minha cabeça.

Memórias On.

– O que houve Bella? Por que ficou tensa de repente?

– Eu me lembrei de algo que não gostaria.

– É algo que você queira compartilhar comigo?

– Edward...Billy tinha razão...

Memórias Off.


Billy tinha alguma relação com o segredo de Bella, disso eu não tinha dúvida. Naquele momento eu até poderia perguntar para ele o que era e matar minha curiosidade... mas eu havia prometido esperar Bella me contar. E para mim promessas são feitas para serem cumpridas, então eu iria mesmo esperar.

– Eu estou aqui agora Billy e ficarei do lado dela, sempre.

Ele apenas assentiu e fomos em direção a casa. Eu ainda o ajudei a subir com a cadeira de rodas, pelos poucos degraus que haviam na porta da casa. Eu gostava de Billy.

Esme e Alice deram um banho quente em Bella, e cuidaram dela. A casa estava vazia agora. Apenas Carlisle, Emmett, eu, Billy e Seth continuamos lá, enquanto minha mãe e irmã ajudavam Bella. Meu pai tinha a examinado, e garantiu que os danos eram somente físicos. Nada que uma boa noite de sono, boa alimentação e descanso não resolvessem. Poderiam haver danos emocionais também, mas o tempo cuidaria deles... e eu também. Meu celular vibrou em meu bolso e eu vi que Mary estava me ligando. Minha assessora podia muito bem esperar, agora eu só queria falar com Bella. Ela tentou mais duas vezes e depois me enviou um SMS:

“Edward, fiquei sabendo pela imprensa que você sofreu um acidente de elevador! Você esta bem? Porque não me atende? Esme e Carlisle também não me atendem. Estou preocupada! Me liga. M.”

Repondi:

“Mary, agora esta tudo bem. Te ligo pela manhã. E.”

Eu não precisava acrescentar no SMS que as coisas estavam muito melhor que bem, afinal eu havia conhecido Bella. Amanhã eu explicaria tudo para Mary e nós encontraríamos um jeito de esconder esse relacionamento da imprensa, para preservar a Bella. Eu não queria um paparazzo seguindo ela por todos os lugares, ou fãs/loucas criando comunidades nas redes sociais do tipo “Eu odeio a vaca Bella do Edward Cullen”. Eu já podia até ver as matérias das revistas maldosas que circulam por aí “O relacionamento de Edward e Bella vai durar?”. Depois de algum tempo as matérias mudariam para “Edward estaria traindo Bella?”. Eu já estava me desesperando com esses pensamentos, quando ouvi Esme falar.

– Ela quer vê-lo, Edward. – Esme falou, sorrindo fraco. Estávamos todos cansados, afinal já passavam das quatro da manhã. Reprimi o impulso de subir correndo para o quarto dela, pois pensei que isso poderia ofender Charlie. Resolvi pedir permissão.

– Posso ir vê-la, Charlie? – ele apenas assentiu com a cabeça, enquanto apertava os dedos nas têmporas.

Corri escada acima, dei uma batida na porta e recebi autorização para entrar.

– Oi. – falei sorrindo.

– Olá. – ela sorriu cansada – Sente-se ao meu lado... – pediu ela, sentada embaixo de várias cobertas. Fui até lá e nos encaramos por alguns minutos. – Obrigada.

– Pelo que?

– Por ter ido atrás de mim, se preocupado, cuidado de mim, me salvado. – sorriu – De novo!

– É o meu dever.

– E por quê?! – ela perguntou.

– É meu dever cuidar e proteger a mulher que mudou minha vida. – ela corou, e seus olhos encheram d’água.

– Obrigada. – repetiu.

– Você parecia confusa no cemitério... está se sentindo bem agora?

– Sim... eu vi Jake. – ela sorriu fracamente – Eu sonhei, eu acho... E agora com você aqui, não estou mais confusa. Quero te contar tudo o que passei e vi.

– Contará, mas agora precisa descansar, e muito!

– Farei isso. Pode vir me ver logo?

– Virei todos os dias, todas as horas. – sorri acariciando sua mão.

– Esperarei sempre.

– Agora durma. Eu vou recolher os Cullen e seguir para casa. – sorri de novo. Era muito bom sorrir para ela, pois Bella sempre retribuía o gesto.

– Certo... Muito obrigada. – ela me abraçou.

– Você é muito importante. – falei logo após beijar seus cabelos, recém lavados, com cheiro de morango – Muito mais do que imaginava.

– Digo o mesmo de você. – internamente, eu pulei ao ouvir isso. Beijei sua testa e me levantei da cama.

– Er... Edward, você pode ficar aqui até eu adormecer? Estou bem cansada, não vai demorar muito. – ela pediu sem graça. Eu apenas voltei para a cama e a acomodei em meus braços, o lugar onde por mim ela ficaria pra sempre.

Bella adormeceu em cinco minutos, porém eu decidi ficar mais um pouquinho, assim que me lembrei dela chamando meu nome, enquanto dormia no hospital. Cinco minutos mais tarde ela ainda não tinha falado nada e eu decidi ir, afinal eu estava abusando da bondade de Charlie, ficando tanto tempo sozinho com Bella no quarto.

– Até logo, minha Bella. – beijei sua testa e saí rapidamente, voltando a olhá-la quando cheguei à porta do quarto. Então ela sussurrou:

– Edward.

Eu sorri parecendo um bobo e segui meu caminho escada abaixo.

Notas finais
Notas da beta:
Oláaaa meninas!!! Tudo bem?!
Foi tenso enfrentar essa primeira parte, sem notícias do paradeiro da Bella, certo?! Máh e Jú me deixaram agoniada aqui, mas assim que nosso anjo entrou em ação, foram completamente perdoadas hahah
As lembranças da Bella carregam uma carga emocional muito grande, por isso admiro a coragem dela de encarar cada um de seus fantasmas, por pior que eles sejam. E o fato do Edward estar disposto a enfrentar as dificuldades ao seu lado, só me deixa mais apaixonada por ele, se que é possível rs! ADORO cada gesto de cuidado e carinho que ele tem por ela! Sinto que o momento de se entregarem de vez se aproxima, afinal, Bella já se despediu de Jake... agora só falta ela contar o que aconteceu em seu passado! DOIDAS por mais, como eu?! Então agora é hora de recomendarmos e comentarmos, porque esses são o combustível das nossas meninas, certo?!
Beijos e até mais!!!
Dani ;)
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Notas Mah:
Olá meninas!!
Agradeço de todo o coração cada comentário e recomendação que Just Remember tem recebido!
Fico super feliz em ler cada um deles, e ver que estamos agradando! Peço desculpas por não responder, mas assim que eu conseguir conciliar minha rotina nova de estudos, responderei tudo!
Muito obrigada, a todas vocês!
Obrigada Ju pela oportunidade, e Dani, por betar!
Até logo!
Beijos,
Máh.
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Notas Juh:
Olá meninas! Espero que tenham gostado deste capítulo... Foi ótimo escreve-lo! As nossas ideias simplesmente não paravam de aparecer! Estou amaaaaando a experiência de escrever JR! Obrigada pelos reviews sempre lindos de morrer... e bom feriado para todas! *_*
Bjsss
Juh Cantalice