Just Remember - Hiatus -
10 O Sonho
Notas iniciais
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Agradecimentos: Gostariamos de agradecer a lindaaaa da Lais Sodre, que recomendou JR. Ficamos imensamente felizes e emocionadas com a sua recomendação! *_*
Meninas, sintam-se inspiradas pela Lais...recomendem JR também!
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Música do Capítulo: You Are Not Alone Michael Jackson
http://letras.terra.com.br/michael-jackson/64257/traducao.html
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“...Que você não está só
Eu estou aqui com você
Mesmo você estando distante
Eu estou aqui para ficar
você não está só
Eu estou aqui com você
Mesmo nós estando distantes
Você sempre estará em meu coração...”
You Are Not Alone – Michael Jackson
PDV Bella
Irritante.
Exigente.
Esse era o meu despertador, me avisando que já eram 07:00 e que estava na hora de tomar meu remédio anticoagulante. Eu havia recobrado a memória a pouco mais de dois dias, mas por orientação do Carlisle eu ainda o tomava duas vezes por dia, sendo ministrado de doze em doze horas. Afinal essa medicação nada tinha haver com minha memória e sim com a cirurgia feita em Phoenix, logo após o acidente, para drenar o coágulo de sangue que se formou em minha frágil cabeça. Escolhi o horário das 07:00, pois casava perfeitamente com o horário que eu acordava para trabalhar. O das 19:00 foi apenas uma consequência da primeira escolha. Mas o que mais me irritava nesse momento, não era o despertador em si, mas o fato dele ter interrompido o sonho que eu estava tendo com meu anjo. Edward Cullen.
Eu estava deitada do lado direito e enrolada como uma bola, devido o frio que fazia em Forks. Mecanicamente e sem abrir os olhos, eu me virei na cama ficando de bruços e estiquei o braço para pegar meu celular, que estava no criado-mudo no lado esquerdo da minha cama. Apalpei a superfície do criado-mudo até encontrar o celular. Quando finalmente o encontrei, reprimi o impulso de jogá-lo na parede e desliguei o despertador. Tudo isso com os olhos ainda fechados.
Peguei a cartela do remédio que ficava estrategicamente ao lado do meu celular, destaquei um comprimido, coloquei na boca e engoli. Não me importei em tomar água por dois motivos: primeiro porque eu estava com muita preguiça para abrir a garrafinha, apesar de ela estar ali do meu lado no criado- mudo, e segundo eu queria voltar para o mesmo sonho com Edward. Ainda de bruços, tentei lembrar que dia da semana era. Depois de muito esforço lembrei que era domingo e esse era meu dia de folga na loja dos Newton. Com um largo sorriso no rosto, abracei meu travesseiro e tentei voltar para o meu sonho, concentrando todo meu pensamento em Edward.
– Você continua a mesma preguiçosa!!!
Uma voz rouca e divertida falou bem próxima a mim. Eu conhecia muito bem aquela voz. Foi aquela voz que me embalou anos e anos da minha infância. Foi daquela voz que Charlie fugiu comigo para Forks. Com muita ansiedade, abri os olhos e me sentei na cama rapidamente, procurando por ela.
– Mamãe!!!
Renée estava sentada na minha cadeira de balanço, com seus cansados olhos castanhos e um sorriso de orelha a orelha. Eu já devia ter imaginado que, mediante os últimos acontecimentos – eu recobrar a memória... eu desaparecer sem deixar pistas... eu me envolver repentinamente com Edward... – meu pai já devia ter ligado para ela e repassado o relatório completo. Graças aos céus meus pais ainda mantinham um bom relacionamento, mesmo após a dramática e catastrófica separação. Apesar de eu acreditar que Charlie ainda não havia superado a traição de Renée. E que nunca iria superar.
– Oi meu bebê!
Renée abriu os braços e eu praticamente voei na direção dela. A felicidade de ter minha mãe ali — e mais importante, de me lembrar dela e de tudo o que ela significava para mim — quase fez meu coração saltar pela boca.
– Senti sua falta mamãe...
– Eu também senti a sua falta Bella.
E não falamos mais nada, pelo que eu imaginei serem horas. Apenas desfrutei do momento a sós com minha mãe e a deixei me embalar. Deixei algumas lágrimas escaparem e notei que Renée fez o mesmo, pois diversas vezes percebi que ela enxugava o rosto. A próxima coisa que percebi era que eu estava novamente sonhando com meu anjo.
(...)
A segunda vez que acordei no domingo já eram 10:30. Reparei que eu não estava mais na cadeira de balanço e muito menos nos braços de Renée. Fiquei com medo de que tivesse imaginado a visita de minha mãe e então um papel dobrado em cima do criado-mudo me chamou atenção. Uma letra elegante dizia “Meu bebê, tome banho e desça para o café da manhã. Beijos Mamãe”. Após ler o bilhete, o meu medo deu lugar a uma preguiça inenarrável, mas eu lutei e consegui manter os olhos abertos. Espreguicei-me ainda na cama e segui as instruções do bilhete, me levantando e indo tomar um banho.
Assim que terminei o banho, fui até minha cômoda a procura de uma roupa confortável, mas a imagem em meu quadro de fotos me chamou atenção. Permiti-me demorar alguns minutos olhando a foto dele e decorando cada pedacinho do seu rosto. Entrei em um conflito interno... O que eu achava mais belo naquele rosto? A boca perfeita ou os olhos verdes sinceros e intensos?
E então meu celular tocou e eu fui desesperada atender. Nem precisei olhar no visor para saber quem era. Era ele.
– Bom dia, Edward!– minha voz soou mais animada do que devia.
– Bom dia minha Bella! Como você está hoje?– Eu teria que aprender a controlar melhor minhas expressões faciais. Eu parecia uma boba toda vez que ele me chamava de “minha Bella”.
– Com sono... – falei esfregando os dedos nos olhos e bocejando em seguida.
– Me conta uma novidade. – ele disse divertido.
– Bom... achei que você tinha esquecido de mim. Demorou para ligar!
– Esqueci nada sua boba. Só deixei você dormir um pouco mais. Você me pareceu muito cansada ontem.
– É eu estava realmente cansada. Obrigada por isso então.
– Bom, te liguei para fazer um pedido muito especial.
Ao fundo pude escutar Alice falar extremamente ansiosa “Blá, Blá, Blá... fala logo!”
– Ok, então me peça logo, antes que Alice cometa um assassinato e vá presa.
– Não ligue para a Alice! Quer almoçar aqui em casa hoje? Todos os Cullen e agregados estarão presentes.
Eu estava prestes a aceitar, quando me lembrei de que Renée estava em Forks. Eu não poderia simplesmente deixá-la aqui e ir almoçar nos Cullen.
– Ah! Bom... eu até quero mas... Renée esta aqui em Forks e eu não acho legal deixá-la sozinha. Ela veio me ver, entende?!
– Renée, sua mãe? – Ele disse rindo. Afinal que outra Renée seria?
– Sim, minha mãe.
– Ótimo! Traga ela também. Esme irá adorar conhecê-la. – Ponderei aquilo por um momento e tentei imaginar Renée junto com os Cullen. Renée contanto para eles todas as coisas que eu fazia quando era criança. Que eu era o bebê mais lindo do mundo. Aquilo daria certo?
– Errr... vou falar com ela.
– Tenho certeza que ela irá aceitar.
– Como pode ter tanta certeza?
– Ela vai te contar. Posso pegar vocês que horas?- Eu perguntaria o que Renée tinha haver com os Cullen assim que chegasse à cozinha de Charlie.
– Não sei... que horas vocês costumam almoçar?
– Hum... às 13:00 eu passo na sua casa.
– Ok.
– Então está combinado. Beijos minha Bella. – Olha lá meu sorriso bobo de novo!
– Beijos.
Desliguei a ligação, vesti minha roupa e voei para a cozinha.
Mas contive minha ansiedade assim que cheguei ao último degrau da escada e ouvi Charlie e Renée conversando. O assunto é claro, era eu.
– E onde está o Phil? – Ouvir aquele nome me trouxe calafrios.
– Esta treinando o time. É final de campeonato, sabe? Ele não pode se ausentar da concentração... – agradeci a todos os santos do beisebol por isso.
– Sei... – essa foi a resposta genial do meu pai.
– Charlie, como foi a adaptação dela aqui em Forks? Foi muito difícil?
– Foi difícil no começo, porque ela ficava muito sozinha. Quando ela começou a trabalhar e conheceu Alice, tudo melhorou.
– Ah! Alice é um doce mesmo! – Renée conhecia Alice?
– Eu também gosto dela. De todos os Cullen, para ser bem sincero.
– E como foi o dia do surto?
– Foi horrível! Nunca a vi tão descontrolada e confusa. Mas as coisas melhoram quase que 100% depois que ela surtou.
– Como assim? – Ela parecia confusa.
– Bom, parece que ela acordou de um transe naquele dia. Não sei explicar direito, mas parece que ela decidiu realmente voltar a viver. Foi como se ela tivesse encontrado um sentido para a vida. Todas aquelas coisas que ela gritou, tudo que ela jogou no chão... Todas as lágrimas que ela derramou, pareciam prendê-la numa espécie de submundo onde ela estava sozinha, onde ela tinha que cuidar dela mesma, cuidar do tratamento e ainda por cima se esforçar para tratar bem pessoas, rostos que ela não se lembrava. Acredito que o surto foi o divisor de águas na vida da Bella. Apesar de ter sido assombroso vê-la daquela maneira, foi reconfortante ver o bem que fez para ela.
Nessa altura da conversa eu me desliguei deles, lembrando do fatídico episódio de meu surto. Charlie mal sabia que o meu “motivo para viver” era ele. Foi um nome dito pela minha mãe, que me trouxe de volta a conversa deles.
– E o tal do Edward Cullen, é um bom rapaz?
– Ah sim! Edward é muito bom para ela. Eles têm uma ligação incrivelmente e particularmente estranha.
– Como assim? Tipo... almas gêmeas?
– Ah Renée, me poupe! Só você para acreditar nessas babaquices românticas!
– Ora! Mas é claro que eu acredito! Mas por que você acha isso? Ela já conversou com você?
– Não, ela ainda não me falou nada. Ainda não tivemos muito tempo para conversar. Mas eu já falei com ele... – Fiquei paralisada. Como assim já falei com ele? O que Charlie havia falado para Edward? Me senti... traída.
– Me dê um exemplo, Charlie. Ainda não entendi que ligação incrivelmente e particularmente estranha, é essa deles.
– Bom, por exemplo, ontem depois que ela foi encontrada e estava segura no quarto dela, ao invés de me chamar ela chamou por ele. Queria falar com ele. Ele. Ele. Ele. – Renée começou a rir. A rir não, a gargalhar.
– Oh, sei bem que ligação é essa que você vê... – ela gargalhou.
– E o que é?! – ele perguntou ansioso.
– Se chama ciúmes... Tem sido estudado há muito tempo... Principalmente casos de pais super protetores que morrem de ciúmes de suas menininhas! – tive que rir baixinho.
– Não seja absurda, Renné!
– Está com ciúmes dela, Charlie! Sua menininha cresceu, sabia?!
Então decidi que era hora de interrompê-los.
– Bom dia! Já podem parar de falar de mim agora.
– Bom meu bebê, de novo.
– Bom dia, menina. Está com fome?
– Muita fome pai. O que temos para o café?
– Bom... temos suco de mamão da sua mãe... ovos mexidos de sua mãe... as panquecas de sua mãe... e a geléia do supermercado mesmo.
Revirei os olhos e Renée me imitou. Charlie tinha um enorme e idiota ciúmes da cozinha dele. Charlie me serviu e embarcamos os três em uma conversa de amenidades, muito agradável. Aquele foi um dos poucos momentos, após a separação deles, em que ficamos os três juntos e sem Phil. Eu, como sempre, comecei a fantasiar que eles ainda estavam casados e que aquela era uma família feliz.
Eles pareciam se dar extremamente bem e eu me peguei pensando, por qual motivo idiota minha mãe decidiu trocar Charlie por Phil. Meu pai não era um galã de cinema, mas tinha seu charme e era inteligente e muito responsável. Phil era mais bonito fisicamente, mas meu pai tinha todas as qualidades que normalmente procuramos no nosso parceiro. Mas rapidamente desliguei-me de Phil e me concentrei apenas nas três pessoas naquela mesa.
Terminamos o café e arrumamos a cozinha os três juntos. Enquanto Charlie tirava a mesa, Renée lavava a louça e eu checava e guardava tudo nos poucos armários brancos da pequena cozinha de meu pai. Fizemos isso em meio a muitas risadas.
Aquela poderia sim ser a minha família feliz!
Charlie sumiu da cozinha, mas voltou pouco depois, com um objeto nas mãos. Levantou ele na altura dos meus olhos e disse:
– Reconhece isso, Bella?
Claro que eu conhecia. Eram as chaves do meu carro. Meu carro! Eu havia esquecido ele novamente, mas agora havia sido no cemitério de La Push.
– Errr pai. Me desculpe... de novo. Eu não estava em condições de dirigir ontem.
– Tudo bem menina, sei que não foi intencionalmente, mas procure não sofrer mais nenhum acidente e esquecer seu carro por ai. É um carro antigo, mas ele ainda anda. E é um clássico.
– Tudo bem. Não vai acontecer de novo.
– Obrigado!
– Pelo menos não... intencionalmente. – Falei divertida olhando para ele. Renée gargalhou novamente.
– É sério Bella. Se não fosse por Edward, eu nem iria lembrar de seu carro.
– Edward?!
– Sim, ele lembrou de seu carro quando estava indo embora para casa ontem. Então ele e Emmett foram buscá-lo e trazê-lo para casa.
– Que atencioso esse rapaz meu bebê. E lindo. – Renée disse me dando uma piscadela.
– Vo-você co-conhece o Edward? — gaguejei.
– Claro, meu bem. Afinal ele é um ator famoso de Hollywood, não é?!
– Ah! – Foi a minha resposta mais criativa. Será que minha mãe já teria tido alguma fantasia com ele? Afinal ele era um famoso ator de Hollywood...
– E ele e Alice foram me buscar hoje pela manhã, no aeroporto de Port Angeles.
– Como assim?! Pai, por que você não foi buscar minha mãe? – Olhei para Charlie, indignada.
– Alguém responsável precisava ficar aqui com você, para garantir que a senhorita não iria se colocar em risco de novo! Liguei para Alice e ela muito educadamente aceitou.
– Ah! – Novamente essa foi minha melhor resposta.
Continuamos assim o resto da manhã.
Edward era muito pontual e a campainha da minha casa tocou às 13:00 em ponto. Eu estava pronta. Renée não.
Voei escada abaixo para abrir a porta para ele, gritando para Charlie um “deixa que eu abro”. Senti meu coração acelerar assim que destranquei a porta e dei de cara com seus lindos olhos verdes, que eram definitivamente mais lindos durante o dia. E aquele cabelo hoje estava muito mais bagunçado que nos outros dias que eu o vi. Sexy. Ele estava incrivelmente sexy. Edward não disse uma única palavra... e nem eu. Ele apenas passou a mão em minha face, retirou uma mecha de cabelo que estava em meu olho, e colocou-a atrás de minha orelha. O caminho que ele fez com os dedos em minha face, ficou formigando pelo que pareceu serem longos minutos. E depois eu senti arrepios estranhos em meu corpo e corei... muito. Então decidi abraçá-lo para ele não perceber. Mas meus planos se viraram contra mim quando senti seu perfume. Era tão bom e envolvente, que os arrepios em meu corpo ficaram mais fortes. Edward pareceu perceber a reação do meu corpo e segurou minha cintura com firmeza, me puxando para mais próximo do seu corpo. O calor que emanava do corpo dele era enlouquecedor e eu perdi o fio da meada. Senti uma vontade imensa de puxá-lo pelo pescoço e beijar sua boca, seu pescoço, seu peito... Mas lutei contra essa vontade assim que me lembrei de Charlie na sala. Me separei de Edward. Um pouco...
– Isso foi interessante. – ele disse em meu ouvido, com uma voz absurdamente doce e sexy. – Mas como acordamos, só vou te beijar depois que você se despedir daqueles dois fantasmas de seu passado. Um já foi...
– Ah! – decidi usar a minha resposta criativa do dia. – Bom... vou ver se minha mãe já esta pronta. Fique a vontade na sala com Charlie.
– Ah! Claro! Ficar a vontade com seu pai... isso é muito fácil.
Ele disse a última parte com um sorriso torto nos lábios.
Meu sorriso torto preferido!
E então ele seguiu para a sala e eu para meu quarto, para apressar Renée.
(...)
Era provável que eu nunca superasse a casa dos Cullen. Apesar de serem uma família de posses e todos andarem vestidos elegantemente, eles não tinham todo o luxo que uma pessoa de fora deduziria em relação a eles. A casa era enorme, evidentemente, mas era simples. Uma decoração leve, em tons pastel, deixava o ambiente muito agradável. Talvez a decoração mais particular, sofisticada e ‘colorida’ fosse à dos quartos. Alice tinha seu jeito estampado em cada canto. Emmett tinha seu estilo em todos os lugares. Carlisle e Esme tinham o romantismo e aconchego. Edward tinha um quarto fabuloso, e foi inevitável não ter pensamentos futuros com aquele cenário. Renée parecia em transe observando todos os detalhes da enorme casa.
Cerca de meia hora depois que chegamos, o almoço já estava sendo servido. Uma salada leve, uma massa e uma cheirosa e apetitosa carne assada, além de outros acompanhamentos comuns.
– Como tem passado, Bella? – perguntou Esme – Ficamos muito felizes em vê-la recobrar a memória e poder se despedir adequadamente do seu passado, podendo viver o agora. – ela sorriu, sincera.
– Estou bem e feliz... – sorri – sinto que agora, realmente posso voltar viver!
– Isso é ótimo! – Emmett disse – Podemos nos divertir muito mais agora!
– Ah! Claro, sem abusar da minha condição de doente! – todos riram.
Acredito que por fim a comida estava boa demais para que alguém falasse algo, mas não pude deixar de prestar atenção na assessora de Edward, Mary.
Ela me olhou com um pouco de raiva quando fomos apresentadas, e trocamos poucas palavras. Ela não fez questão de puxar um assunto, e eu, menos ainda. Ela era obsessiva com Edward, isso era visível. Onde ele estava, ela estava junto. O que ele falava, ela respondia. E o pior: Toda hora falando de trabalho, trabalho e trabalho. Isso me indignou, porque estávamos num almoço de família, no final de semana da família. Dia de descanso, união e conversas amenas, sem complicações. E ela fazia questão de interromper tudo para falar de trabalho, e não deixar que as pessoas falassem com Edward. Cheguei a ter a impressão de que ela tinha a necessidade de ter a atenção de Edward somente para ela, o que era lastimável. A parte boa da história é que enquanto Mary queria a atenção de Edward, ele queria a minha atenção, a todo o momento. Fiquei bem convencida com isso.
– O almoço estava excelente, a sobremesa divina, o café maravilhoso, mas já vou indo... – disse Charlie muito educadamente.
– Mas está cedo! – chamou Esme.
– Hoje tem jogo dos Dodgers pelo campeonato estadual... – ele sorriu amarelo. – Billy e Seth me convidaram para ir até La Push assistir com eles...
– Nesse caso irei junto! – Renée se pronunciou – Estou com vontade de ir até La Push.
– Vamos então, não quero me atrasar! – disse Charlie – Obrigado a todos vocês pela acolhida, nos vemos em breve! O próximo almoço é na minha casa!
– Combinado! – disse Carlisle.
Todos se despediram de meus pais, que saíram rindo e conversando animadamente. Eu sempre via uma possibilidade de reconciliação entre eles. Poderia ser considerado até um grande sonho que eu tinha.
Mary estava sentada no sofá, entre mim e Edward. Era visível que todos estavam desconfortáveis com sua presença ali, mas ela parecia alheia a tudo e todos. Ignorava tudo, só conversava com Edward, que a respondia educadamente.
– Vamos dar uma volta, Bella? – ele chamou.
– Onde vamos?! – perguntou Mary, a intrometida.
– Ahn, Mary... – ele falou sem jeito.
– Mary, deixe os dois conversarem em paz! – ralhou Alice. Agradeci a ela mentalmente – Não vê que é particular?
– Oh, me desculpe... – e ainda se fez de coitada! – Vou para o hotel em Port Angeles. Pode me levar até lá Edward?
– Nosso motorista leva. – falou Carlisle – Chame ele Esme, por favor.
– Tchau a todos então, obrigada por tudo. – Mary sorriu – Até logo!
– Até... – falamos impacientemente, juntos.
– Mas que mulherzinha terrível! – disse Alice indignada.
Tive que concordar com ela... em gênero, número e grau!
(...)
Depois que todos voltaram as suas funções de domingo à tarde, Edward me levou para dar uma volta no bosque, atrás da casa dos Cullen. Era um lugar lindo, em que havia um salão com o tamanho de uma quadra de voleibol, aproximadamente. Havia uma cobertura de madeira e as paredes do local eram de vidro. Agradeci internamente pelo local ser coberto, assim não congelaria de tanto frio. Tinha uma churrasqueira e um grande colchão, embutido em um compensado de madeira, que deveria ter no máximo dez centímetros de altura. Entendi então que aquela era uma extensão da casa dos Cullen. Como se fosse um quintal. Um grande quintal.
Fomos para esse passeio à meu pedido, afinal eu precisava contar tudo a Edward. Tudo incluía meu sonho com Jacob no dia em que desapareci e o meu triste segredo.
Edward se sentou no colchão e eu o segui, sentando de frente para ele.
– Como você quer fazer isso? — perguntou Edward.
– Bom, vou começar pelo meu sonho de ontem e depois... o meu segredo.
Eu estava incrivelmente tranquila. Confiante.
– Ok, pode começar quando quiser.
Disse ele sorrindo torto. Eu decidi não encarar aquele sorriso, se não eu esqueceria o motivo pelo qual estávamos ali.
– Bom, ontem depois que recebi seu último SMS, decidi que precisava começar a resolver minhas pendências... Para me permitir ser... Feliz com você...
Memórias On.
Corri para a cozinha e coloquei o bilhete na porta da geladeira, peguei a chave do meu carro quando passei pela sala. Queria encontrá-lo.
Por causa da minha ansiedade, tive certa dificuldade para abrir o carro. Quando finalmente consegui, joguei o diário de gravidez no banco do carona e dirigi – rápido demais – até o cemitério de La Push. Estacionei em frente ao cemitério e foi ai que senti toda minha coragem escorrer pelos meus dedos.
Eu estava parada na porta do cemitério há quase duas horas e simplesmente não conseguia decidir como fazer aquilo. Se deveria realmente fazer aquilo, se era correto.
Era certo me despedir de Jacob? Virar as páginas mais lindas e importantes da minha triste vida e me permitir ser feliz com outro homem? Depois de tudo que ele fez por mim... Aquilo me soava um pouco egoísta. Bem egoísta.
Covarde.
Eu estava sendo completamente covarde.
Afinal o outro homem era Edward. A pessoa com a alma mais pura que eu já havia conhecido. E Jacob sempre quis o meu bem estar, minha felicidade. Eu tinha certeza que nessa situação ele diria para eu deixar de ser idiota. Decidi então entrar no cemitério e procurar seu túmulo. Enviei um SMS para Edward, dizendo que já estava quase tudo resolvido, para que eu fosse vê-lo hoje.
Andei alguns minutos agarrada ao diário de gravidez, sempre ansiosa. Entrei em choque quando encontrei o túmulo de Jacob e fiquei completamente paralisada. Mas forcei minhas pernas a ir até lá. Afinal, quanto antes eu fizesse aquilo, melhor. Na lápide dizia: “Aqui está Jacob Black, filho, amigo, marido e pai amoroso”.
Filho.
Amigo.
Marido.
Pai...
Aquelas palavras me atingiram e eu não resisti a elas. Desabei no chão e comecei a chorar.
Um choro de angústia.
De dor.
Permiti naquele momento que a dor me atacasse de todos os lados e maneiras possíveis. Cada lágrima derramada era como uma faca atravessando meu corpo, ou socos violentos em minha face. E tinha que ser assim. Não havia outra maneira de me despedir de meu Jacob... E consequentemente do meu bebê. Deitei ao lado no túmulo dele e apertei as mãos com tanta força em minha barriga, que consegui sentir dor em minhas costelas. Era difícil para eu estar ali. Sem Jacob, e sem bebê nenhum...
A saudade que me atingia naquele momento não tinha tamanho. E não podia ser colocada em palavras. Perder alguém importante, que você amava incondicionalmente, que foi todo seu mundo, sua esperança, sua sanidade, sua realidade! Não havia palavras para isso.
Eu já havia chorado um pouco por eles, lá no hospital, após acordar do acidente no elevador. Mais parecia que aquele lugar e contexto elevavam a minha dor ao máximo. Não havia Edward ali... nem Charlie... E nenhuma testemunha da minha dor. Então eu simplesmente chorei desesperadamente pelo que pareceu serem horas... Ou semanas... Ou até mesmo meses. Prometi para mim mesma que nunca mais faria isso, não dessa maneira. Eu estava chorando porque precisava, realmente precisava. Eu gostaria que Jake estivesse comigo. Gostaria que minha barriga estivesse crescendo aos poucos, abrigando meu bebê lindo e saudável. Eu sempre quis ser mãe, sempre quis ter a minha família feliz, o meu casamento que não terminaria como o dos meus pais.
Assim que recuperei um pouco meu controle emocional, ou não, comecei a conversar de alguma forma com ele.
– Meu Ja-Jake... que sa-saudade.
Respirei mais fundo e peguei meu diário de gravidez.
– O-olha o que eu estava fazendo para você. É-é um diário... de gravide-ez...
Como eu não consegui falar sem gaguejar, decidi conversar com ele em pensamento. Afinal, agora Jake não estava mais nesse plano e poderia entender o que eu estava lhe dizendo em pensamento. Pelo menos assim eu acreditava. Enquanto eu conversava com ele em pensamento, decidi enterrar o diário de gravidez ao lado dele. Era dele. Foi feito para ele. Nada mais justo que ficar com ele para sempre. Ele tinha esse direito, e eu precisava que de alguma forma estivesse com ele. Eu queria que meus dois grandes amores estivessem juntos, daquele momento, pelo resto da eternidade.
– “Eu estava escrevendo para te dar de presente. Têm tantos momentos nossos aqui... Tantos momentos do nosso bebê. Do nosso menino. Nem chegamos a escolher o nome, não é?! A vida nos tirou até isso... Mas agora está tudo bem. Acredito que você esteja em um lugar melhor e que ele esteja com você. Cuide dele. Fale pra ele que eu o amo... Diga que a mamãe o amou muito e queria demais ter pegado ele no colo, cuidado dele, o visto nascer...”
As lágrimas se tornaram incontroláveis rapidamente, os soluços faziam com que meu peito doesse, tamanha era a força. E eu não sei em que momento da minha conversa muda, Jake começou a interagir comigo. Eu tinha duas teorias: ou eu estava dormindo... ou estava louca. Mas eu não ligava para nenhuma das duas. O importante é que naquele momento, Jake estava ali. Mais presente do que nunca, e meu organismo estava ciente disso.
Eu estava em um campo verde, muito verde. Daqueles que você vê apenas em filmes. E alguém corria em minha direção. Esse alguém claro, era Jake. Meu Jake... Mas agora ele estava diferente. Extremamente lindo e tinha um brilho em seu rosto. Ele abriu um sorriso glorioso para mim e eu corri em sua direção. Tudo parecia acontecer em câmera lenta. Mas eu não me incomodava com isso. Não tinha pressa de chegar até ele. Procurei em meu peito a dor que sentia há segundos atrás, mas não a encontrei. Só havia paz naquele lugar. E luz... Muita luz. Seria o céu?
Assim que cheguei próxima a Jake, me joguei em seu colo. Ele me sustentou e me colocou de pé.
– Oi Bella! – ele disse tocando minha face tão delicadamente, que eu quase não sentia.
– Jake...
– Você está bem agora! – não foi uma pergunta e sim uma afirmação. Ele sorria o tempo todo.
– Acho que agora estou. – disse sorrindo para ele também. Foi então que lembrei do meu bebê.
– Jake! O nosso bebê está aqui também? – perguntei com expectativa. Jake apenas apontou para longe e eu vi um lindo menino de cabelos castanhos, correndo e rindo. Tentei correr na direção dele, mas Jake segurou minhas mãos. E eu entendi que não podia ir até lá. Mas não fiquei triste. Apenas fitei o lindo menino. Meu menino.
– Precisamos falar... – Jake falou.
– Sim, precisamos. Tenho algumas perguntas...
– O que quer saber? – sua voz estava diferente. Incrivelmente rouca e suave. Soava em meus ouvidos como sinos em noite de natal.
– Por que você morreu... e não eu? – nem o assunto de sua morte tirou a paz que eu sentia naquele lugar.
– Porque você ainda tem um propósito para cumprir na Terra. Eu já cumpri o meu...
– Qual era o seu? – eu estava curiosa.
– Cuidar de você... Te apoiar... Ser o seu alicerce... – Disse ele acariciando minha face. Claro que era aquela a missão dele. Ele cumpriu com muita honra.
– E qual o meu propósito na Terra agora? – perguntei verdadeiramente confusa. – Você não está mais lá... Nem nosso garoto...
– Não está claro para você, Bella?
– Não...
– Bella, quando Deus retira alguém da Terra, Ele não deixa quem ficou lá sozinho.
– Estou confusa, Jake... Ainda não entendo... – ele ainda sorria.
– É simples, para cada pessoa que morre e sai da sua vida, Deus prepara outra para substitui-la. Deus nunca deixa ninguém só. Ao contrário do que a humanidade pensa. Sempre tem um anjo para olhar por você no céu... e um humano para cuidar de você na Terra. – A palavra ‘protetor’ me lembrava apenas uma pessoa.
– Edward?! Ele que vai cuidar de mim na Terra?
– Sim. Deus o colocou em seu caminho, Bella. Pode parecer que não, mas ele precisa muito de você. Assim como você precisa dele.
– Ah Jake! Isso é tão estranho.
– O que é estranho?
– Conversar com meu ex-marido sobre meu futuro namorado. – Então Jake abriu um sorriso maior ainda e gargalhou, como se isso fosse possível.
– Você ainda não entendeu pequena menina... Agora não sou mais seu ex-marido, Bella. Esse nem é meu corpo. Apenas estou assim, porque era nesse corpo que você me conhecia. Sou seu amigo... Seu protetor...
– Um anjo protetor!
– Isso mesmo... – ele assentiu muito devagar.
– Então meu propósito é estar com Edward.
– Fazê-lo feliz, basicamente. Ser amiga, companheira e deixar que ele seja tudo isso para você. Entendeu?
– Acho que sim.
Ficamos em silêncio por um tempo inestimável. E de repente fui tomada por uma sensação estranha. Não era medo e nem pânico. Eu não sabia o que era. Fui eu que voltei a falar.
– Jake... Agora estou confusa! Eu não vou mais te ver? Quando eu acordar?
– Me ver não. Mas você não esta só, Bella.
– Mas você não estará comigo! – eu parecia uma criança birrenta de quatro anos.
– Mesmo distante, eu sempre estarei com você Bella. Bem aqui, no seu coração. – ele disse pousando a mão em cima do meu coração. Foi aí que percebi que não podia encostar em Jake. Mas podia sentir seu toque.
– Mas Jake... – murmurei.
– Lembra quando assistimos ‘’Um Amor Para Recordar’’?! – ele sorriu.
– Impossível esquecer. – sorri.
– Você se apegou demais a frase ‘’O amor é como o vento: Não posso ver, mas posso sentir’’.
– Sim. – sorri ainda mais, me lembrando de que escrevi tal frase em vários lugares.
– Pense assim, minha Bella... – me senti mais segura naquele momento – Serei como o vento na sua vida... Você não vê, mas o sente. Eu estarei sempre com você. Eu te amo muito Bella, mas agora é um amor diferente, não é de homem e mulher. E só quero o seu bem, sua felicidade, sua paz. Nos momentos em que você mais precisar, de alguma forma eu estarei ainda mais presente, mais do que o normal, pode ter certeza. Eu ainda cuidarei de você, para sempre, mas agora com a ajuda de Edward. Vá Bella, e seja feliz, muito feliz...
– Como posso ter certaza? – ainda insisti.
– “Just Remember”. Basta lembrar-se de mim.
Jake me deu um singelo beijo na testa, e depois de um último aperto em minhas mãos frágeis, ele saiu caminhando, em toda a sua beleza e pureza, em direção ao nosso garotinho. Eu estava chocada com tudo aquilo, mas feliz ao ver dois homens da minha vida andando e rindo, lado a lado... Meu Jake, e meu garotinho.
E então eu acordei para minha nova realidade.
Para a minha feliz realidade.
Edward Cullen.
Memórias Of.
Os olhos verdes me fitavam curiosos. Perguntei-me se Edward estava questionando minha sanidade.
– Você acredita em mim, não é?! – Não tive resposta. – Edward?!
– Claro que acredito!
Ele me puxou para seus braços e me abraçou com tanta força, que imaginei se ele, por acaso, conhecia a teoria de Albert Einstein, que afirmava que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço.
– Edward, está tudo bem com você?
– Claro que sim meu amor.
– Então o que foi? Por que está agindo assim?
– Por nada...
– Você está estranho... – ele suspirou e decidiu me contar o que se passava na cabeça dele.
– Bom Bella, não sei você. Mas eu realmente acredito que esse sonho foi uma... “benção” de Jacob... para ficarmos juntos.
Levantei-me de seu colo para olhá-lo. Agora eu que fitava ele de forma curiosa. Edward não podia ser real. Não existia alguém assim tão perfeito e compreensivo. E lindo.
– Bella... você não me acha um idiota por pensar assim, não é?!
– Claro que não! – eu disse afagando seu rosto.
Suspirei e segui para a segunda parte da minha missão. A segunda parte consistia em contar a Edward meu segredo. Agora eu não estava mais tranquila e confiante. Estava apavorada. Eu realmente tinha medo de que, sabendo de tudo, Edward decidisse se afastar de mim. Isso acontecendo agora ou daqui a algum tempo, a minha dor e desilusão seria a mesma. Eu já tinha necessidade de ter Edward ao meu lado, sempre. Era como respirar. E isso era muito estranho.
– Ok! Vamos para a segunda parte.
– Ah! Sim, o seu segredo.
Ele disse afagando meu rosto e cabelos. Respirei fundo.
– Bom, imagino que você tenha conhecido Billy ontem, não é?!
– Sim, conheci.
– E você sabe que ele está envolvido em tudo que diz respeito ao meu passado.
– Sim, eu sei.
E então eu entrei em desespero.
– E você não perguntou nada a ele... perguntou? – Minha voz subiu uma oitava. Eu queria que Edward soubesse de tudo por mim! Billy não tinha o direito de falar nada! E Edward havia prometido esperar o meu momento para saber de... tudo!
– Claro que não! Eu prometi esperar você em contar! – Ele parecia ofendido e eu resolvi que precisava me desculpar.
– Me desculpe, está bem?! É que... é o meu segredo. — Minha vida. Meu passado. Meu pecado.
– Tudo bem, meu amor! Tem certeza que quer fazer isso agora? – Ele disse acariciando minha face novamente e eu me senti subitamente um pouco mais calma e confiante.
Fiz um sinal afirmativo com a cabeça e comecei recordar os fatos e a organizar as minhas ideias, para que eu conseguisse contar tudo de uma forma muito tranquila para ele. Mas não havia uma forma tranquila de falar aquilo. Então eu comecei a falar, fazendo carinho nas mãos de Edward para amenizar a tensão do momento e da história.
– Edward... alguém já te falou o motivo pelo qual Billy está naquela cadeira de rodas? – Olhei fundo na imensidão de seus olhos verdes, querendo saber o que se passava atrás da face tranquila que ele mantinha. Mas não descobri nada. Absolutamente nada. Perguntei-me se ele estava disfarçando o nervosismo ou a curiosidade, afinal ele era um ator e deveria ter um ótimo controle de suas expressões faciais.
– Não! Ninguém me falou nada.
Só então Edward pareceu entender o que eu queria dizer com aquela pergunta.
– Bella, foi você quem... fez... aquilo com Billy?!
Senti toda minha pouca coragem escorrer pelos dedos. Queria correr dali. “Vamos lá, Bella! Agora não dá mais para voltar atrás. E ele tem o direito de saber de tudo!” Pensei, tentando me convencer de que aquilo era o melhor a fazer. O melhor caminho a seguir, uma vez que queria Edward na minha vida.
– Mais ou menos. Bom... eu tentei me matar, me jogando na frente de um... caminhão. Foi Billy quem me empurrou para o lado. E nessa ele ficou paraplégico.
Ele pareceu absorver a informação e então a tranquilidade em seu rosto sumiu, dando lugar a um olho verde muito, mais muito arregalado. Opa! Pelo visto eu comecei a contar meu segredo para ele de maneira errada.
– Bella, por que você tentou se matar?
Respirei fundo. Agora era hora de ele saber de tudo.
Tudo!
Notas finais
Olá meninas!!! Tudo bem?!
Bem, tenho que dizer que eu particularmente ADOREI o capítulo! Um dos meus favoritos até aqui, porque marcou a jornada da Bella na sua busca para ser feliz! LINDO o sonho, impossível não se emocionar! Através das palavras das meninas, deu realmente para sentir o quanto a Bella e o Jake se amavam, o quanto foram importantes um para o outro e que agora é tempo de recomeçar, de ser feliz ao lado do seu anjo, o Edward!
Penso que daqui para frente as coisas não serão tão fáceis assim para o lado do nosso futuro casal, apesar da recuperação quase que total da Bella. Isso porque já vi que Mary será uma tremenda pedra no sapato desses dois. Muito intrometida ela... bati palmas aqui para o fora que a graaande Alice deu nela heheh! Alguém tinha que situar a mulher, afff rs!!! E agora, depois desse final quase revelador, o que a gente faz com as nossas queridas autoras, Máh e a Júh, hã?! Sugestão: recomendações e comentários pela linda estória... e também para incentivá-las a acabar com a nossa ansiedade e soltar o segredo da Bella o quanto antes, certo rs?!
Beijos e até o próximo post!
Dani ;)
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Notas Mah:
Olá meninas!
Agradeço de coração por cada review e recomendação que Just Remember tem recebido! Está sendo uma honra escrever com a Ju Cantalice, e ter a Dani como beta...
Espero sinceramente que gostem do capítulo, e continuemos nos vendo!
Até breve!
Beijos,
Máh.
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Notas Juh:
Meninas, boa noite! Gostaram o capítulo? O que acharam do sonho com Jacob? Eu estava particularmente nervosa, com relação ao que escrevemos nesse capítulo. Não sabia como vocês receberiam o sonho e o começo do segredo da Bella. Espero do fundo do meu coração que tenham gostado. Fico aqui ansiosa pelos reviews de vocês! Amooo ler cada um deles! E novamente, agradeço a Lais Sodre pela lindaaaa recomendação!
Quem tiver twitter e quiser me seguir >>> @juhcantalice
Até o próximo capitulo...com a revelação que vocês tanto querem saber!
Bjsss
Juh
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