Just Remember - Hiatus -
11 O Segredo
Notas iniciais
Este é o capítulo em que Bella revela seu segredo.
Por favor leiam as notas finais, pois tem algumas justificativas lá. Esperamos que gostem! =]
ATENÇÃO! ESSE CAPÍTULO CONTEM CENAS FORTES E DE VIOLÊNCIA.
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Gostariamos de dedicar esse capítulo a nossa beta maravilhosa ... a Dani ! Obrigada por tudo! Sem você não teriamos ido tão longe! *_*
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Música do Capítulo: Whispers In The Dark - Skillet
http://www.vagalume.com.br/skillet/whispers-in-the-dark-traducao.html
“...Meu amor está
Apenas esperando
Para transformar suas lágrimas em rosas...
Você nunca estará só
Quando a escuridão vier eu iluminarei a noite com estrelas
Ouça meus sussurros na escuridão...”
Whispers In The Dark — Skillet
PDV Bella
– Bella, por que você tentou se matar?
Respirei fundo. Agora era hora de ele saber de tudo.
Tudo!
Mas eu não tinha a mínima ideia de como contar tudo para o Edward. Tudo implicava muita coisa. Tudo implicava... Tudo. Pedi um momento para ele levantando o dedo indicador, para que ele percebesse que eu estava formulando minha história, e ele apenas assentiu solenemente, enquanto brincava com uma mecha rebelde do meu cabelo castanho. Ele agora parecia mais calmo. Ou pelo menos mais controlado. Tentei não me distrair com seu toque, o que foi impossível. Estávamos próximos demais naquele colchão e eu podia sentir o perfume de Edward ao meu redor. Ele estava em todos os lugares. E meu corpo tinha uma reação complemente desconhecida quando ele me tocava. Era involuntário.
Enquanto eu silenciosamente voltava ao tempo mais obscuro do meu passado — o que eu sabia que não seria fácil — decidi brincar com o cabelo dele também. Passei os dedos em seus lindos e bagunçados cabelos cor de bronze, bagunçando mais ainda. Essa minha atitude o pegou desprevenido e Edward pareceu ficar envergonhado, depois de abrir o meu sorriso torto, de tirar o fôlego. E aquele sorriso me distraiu ainda mais, é claro. Eu falei sem nem mesmo pensar, enquanto passava delicadamente a mão em seu rosto.
– Lindo!
E pela primeira vez em dois dias, eu vi Edward corar. Ele era melhor naquilo do que eu, pois seu rosto ficou absurdamente perfeito. Não resisti e toquei seu rosto novamente. Mais precisamente as bochechas, que estavam vermelhas. Edward pegou minha mão de seu rosto e inalou o meu perfume. Uma. Duas vezes. Depois fechou os olhos e a beijou.
– O que é lindo? — Ele me questionou, ainda de olhos fechados.
– Você é lindo. E fica ainda mais lindo quando sorri torto. – Optei por ser sincera. Edward já me conhecia o suficiente para saber que eu era uma péssima mentirosa. Ele sorriu torto novamente, enquanto se aproximava mais de mim. Pegou meu rosto com as duas mãos – uma mão ainda estava engessada e eu tomei nota mentalmente, para perguntar depois quando ele tiraria o gesso – e disse:
– Quer saber o que é lindo, minha Bella?
– Sim. – foi o máximo que consegui responder. Eu simplesmente amava quando ele me chamava de “minha Bella”.
– O rosto mais lindo, os olhos mais lindos e o sorriso mais lindo, estão agora entre minhas mãos.
Eu já estava muito mais que corada, quando ele continuou.
– E o rubor em seu rosto... consegue ser mais lindo que tudo que eu falei anteriormente.
Ele finalizou tocando de leve a ponta do meu nariz.
– E você não sabe como eu estou feliz de estar aqui com você.
– Por que diz isso?
– Bom... primeiro porque você esta aqui e isso significa que você realmente gosta de mim. Segundo porque esta prestes a se abrir comigo. Contar seu segredo... e isso significa que você realmente confia em mim.
– Você é importante...
– Você também é...
Um novo silêncio se estabeleceu entre nós, mas não era um silêncio ruim. Era um silêncio de cumplicidade. De confiança. E nenhum de nós dois se importou com isso. Nesse momento eu percebi que não precisava ter medo de nada. Edward estava ali e somente isso importava. Eu explicaria tudo pra ele, exatamente como aconteceu. E se ele não me quisesse mais, eu não iria desistir tão facilmente. Iria lutar por ele, com todas as minhas forças. Subitamente me senti mais confiante que nunca, para falar do passado. Respirei fundo mais algumas vezes, para me acalmar e para sentir de novo o perfume dele. Mas Edward interpretou mal esse meu gesto.
– Bella, tem certeza que quer fazer isso? Eu não preciso saber de nada, que não seja estritamente necessário.
– Acha que eu não vou ter coragem de contar?
– Não... eu acho que você está muito nervosa e...
– Edward, eu preciso falar sobre isso. Me dê só mais um minuto, ok?
– Como quiser.
E ele continuou a brincar com meu cabelo, no mínimo que se passou.
Afastei-me um pouco dele, a uma distância que pudesse ver completamente seu rosto. Ele entendeu que eu ia começar a contar e arrumou a postura. Agora nossos corpos mal se tocavam e estávamos sentados em nossa posição inicial, um de frente para o outro. Eu precisava responder a pergunta dele. “Bella, por que você tentou se matar?” foi sua pergunta. Decidi começar por aí...
– Bom você perguntou o porquê eu tentei me matar.
– Sim, perguntei.
– Edward, eu tentei me matar porque aos quatorze anos eu descobri que estava grávida.
– Grávida? Do Jacob? — Edward disse franzindo a sobrancelha grossa.
– Não... – abaixei os olhos.
– Não? – Edward disse um “não” bem confuso.
– Estava grávida... Do Phil... – minha voz saiu como um sussurro e eu tive que levantar o rosto, para saber se ele havia entendido o que eu disse. Ao que parecia, ele havia ouvido muito bem.
– Phil?! Seu padrasto?! — Edward passou as mãos entre o cabelo.
– Ele mesmo...
– Como aconteceu?! – Ele parecia chocado.
Edward precisava entender a história inteira, para tirar as conclusões dele. Então decidi voltar um pouco mais no passado, onde de fato tudo começou.
– Edward, eu preciso que você entenda que o Charlie me criou praticamente sozinho. Eu via Renée apenas nas férias de verão e em alguns anos, no meu aniversário. Então assuntos como sexo e drogas sempre foram um tabu para mim e Charlie. Haviam muitas coisas e sentimentos que eu não conhecia. Muitos atos que eu não sabia distinguir o que era bom e puro. E o que era maldoso e sujo. Claro que não estou colocando a culpa do que ouve em Charlie. Mas se eu tivesse mais informações, naquela época...
– Bella, eu entendo tudo o que você me disse sobre Charlie. Não se preocupe ok? – eu assenti – Pode continuar...
– “ Tudo começou quando eu tinha 11 anos. Phil era extremamente carinhoso comigo e eu não via maldade naquilo. Eu era uma criança inocente. Mas Phil não. O modo como ele me tocava, sempre forte demais, como me colocava sentada em seu colo ou me fazia dormir, era muito estranho, mas eu não revidava, afinal aquele era o Phil companheiro da minha mãe, que tinha me visto crescer. Aquilo não incomodava minha mãe, então eu também não deveria me incomodar.
Aos 12 anos , quando eu fui passar o verão com Renée, aquele que se dizia meu pai, o Phil me deu um beijo. Ele disse que era coisa de pai e filha, mas pediu para eu não contar nada para minha mãe. Foi ai que eu comecei a comparar Charlie e Phil, e percebi que havia uma diferença gritante entre os dois. Charlie era carinhoso comigo é claro, mas não da maneira como Phil era. Ele nunca havia me dado um beijo na boca. Eu era inocente, mas sabia na minha cabeça de criança que carícias e beijos na boca, eram coisas de namorados. E aquilo começou a me incomodar. Foi ainda nessa idade que minha amizade com a Angela e a Jessica se estreitou, e pela conversa delas sobre meninos, eu pude perceber que eu realmente estava certa. Eu decidi então que me afastaria dele... não sabia bem como, mas faria o possível para não vê-lo.
Quando completei 13 anos, bati o pé e fiz Renée vir para Forks nas minhas férias de verão, pois eu sabia que o Phil não viria junto, afinal estaria ocupado com o treinamento do time dele. Foi realmente isso que aconteceu e então eu pude passar pelo menos um ano ilesa das carícias e maldades dele. Também foi nesse ano que Billy e Jacob passaram a frequentar mais a minha casa. Billy ia pescar com Charlie aos domingos e eu ficava em casa com Renée e Jacob. Foram as minhas melhores férias de verão. Acredito que foram nessas férias que eu me apaixonei pelo Jacob. Meu primeiro amor... era um amor infantil, mas muito sincero. O melhor era saber que o Jacob retribuía meu sentimento. Isso pra mim era fascinante. Quase... mágico. Mas mesmo assim, não trocamos um único beijo e estávamos bem assim. Havia carinho e havia respeito. Era isso que importava.
Mas no ano seguinte, eu não consegui fazer Renée vir para Forks nas minhas férias de verão, pois meu avô estava com câncer no pulmão e passava uma semana internado e uma semana em casa, praticamente. Renée insistiu para que eu fosse ver meu avô e sem ter desculpas dessa vez, eu tive que ir para Phoenix. A viagem sem volta. Foi nesse ano que... Que...”.
Então eu travei e não consegui falar mais nada. Edward já havia entendido o que eu iria dizer.
– Foi nesse ano que ele te violentou! Eu não acredito que ele teve a coragem de estuprar a própria enteada!
– Eu tentei fazê-lo parar... Eu juro que tentei. Mas... Eu não consegui! Eu desisti Edward... Eu deixei ele fazer tudo que ele queria comigo.
– Você fez o que?!
Pronto, eu havia confessado meu pecado. Estava tudo ali, exposto para Edward fazer seu julgamento sobre o fato, e sobre mim. Quando Edward ouviu dos meus lábios a palavra “Eu desisti”, ele arregalou os olhos. Imaginei então que ele havia ficado horrorizado com aquilo. Que estava com nojo de mim. Um choro cortante rompeu em minha garganta. Eu queria sentir os braços quentes e fortes de Edward me envolvendo e me acalmando, mas ele não o fez. Não era a hora certa para chorar, mas eu não consegui evitar, afinal aquele era o pior acontecimento da minha vida. O fato de eu ter desistido era o que eu mais odiava. Eu devia ter lutado até o fim... Mas eu fui fraca. E eu me sentia suja por isso. Imunda. Leviana. Promíscua. Um ser humano ridículo.
– Bella... se você quiser, não precisa continuar. – disse ele, enquanto passava violentamente as mãos em seus cabelos. Edward parecia extremamente irritado. Seria comigo? Eu não sabia dizer...
– E-eu pre-preciso falar!
– Ok! Só se acalma primeiro.
Eu demorei um pouco mais do que devia para me acalmar, pois eu queria que ele me acalmasse. O fato de ele ter se referido a mim como “Bella” e não “Minha Bella” me deixou tremendamente triste. Solitária. Eu sabia que não devia ficar tão feliz, com ele me intitulando como “dele”. Eu ainda não era dele. Edward não moveu um dedo em minha direção e nem ao menos fez menção de se aproximar, apenas continuávamos sentados de frente um para o outro. Imaginei que ele estivesse com nojo de mim e eu não poderia julgá-lo por isso. Eu também sentia nojo de mim. Mas eu já havia decidido lutar por ele e precisava fazer alguma coisa, para que a distância entre nós fosse esquecida. Era a minha promessa de um futuro feliz que estava catatônico bem na minha frente.
– Edward, eu já estou melhor.
– Então continue. – seco. Ele estava completamente seco. – Me conte como foi.
Tentando ignorar o tom das palavras dele, eu decidi continuar, afinal era melhor terminar com aquilo o quanto antes.
– Foi muito cruel...
Memórias On.
Em minha mochila eu levava roupas, livros e um spray de pimenta, que eu havia comprado escondido de Charlie. Essa era uma das armas que eu teria para me proteger de Phil, caso ele tentasse algo. Meu plano de proteção ainda incluía ficar 100% do meu tempo com Renée e dormir com a porta do meu quarto trancada.
O avião estava prestes a aterrar no aeroporto de Phoenix e eu iria encontrá-lo dentro de poucos minutos. O homem dos sonhos de minha mãe e de meus piores pesadelos. Aproveitei os últimos minutos a sós, para lembrar das despedidas no aeroporto de Port Angeles. Lá estiveram Charlie, Billy e Jacob. Os olhos de meu pai estavam vermelhos de chorar e isso era um fato histórico, pois Charlie fazia o tipo durão, que nunca chora. Ele chorava como se estivesse me enviando para um território inimigo. E ele estava, só não sabia disso. Billy foi mais tranquilo, me desejou boa sorte e forças para cuidar do meu avô. E Jacob... bom, Jacob estava muito triste. Parecia sem chão. Acho que era apenas um reflexo de como eu estava também. Me despedi dos três com um longo abraço – me demorando ainda mais nos braços de meu pai — e passei pelo portão de embarque, deixando várias lágrimas escaparem.
Encontrei Phil logo no portão de desembarque em Port Angeles. Fiquei internamente feliz, por ver que ali também estava a irmã dele, Chelsea. Na frente dela, ele provavelmente não tentaria nada comigo e naquele momento eu respirei aliviada. Ao que parecia, a sorte estava do meu lado.
Os nossos cumprimentos de recepção foram rápidos. Recebi um abraço de Phil — e eu não percebi nenhuma malícia no abraço dele — e outro de Chelsea. Quando já estávamos no carro, Phil anunciou que iriamos passar no hospital para ver o meu avô e eu fiquei feliz, pois correria para debaixo das asas de minha mãe e me esconderia lá, até o final das férias de verão. No caminho para o hospital, Chelsea fez questão de preencher o silêncio com perguntas sobre mim e sobre Forks. Queria saber do clima, como estava a escola, se eu já tinha namorado e se já sabia em que queria me formar. Respondi todas as perguntas pacientemente, afinal, enquanto ela estivesse ali eu seria sua melhor amiga.
Eu realmente fiquei preocupada quando cheguei ao hospital e vi meu avô. Renée estava sentada em uma cadeira de couro, nada confortável, ao seu lado. Ela abriu um sorriso fraco quando me viu e assim que me abraçou começou a chorar, um pouco agitada. Phil a levou para fora do quarto para se acalmar e eu fiquei no quarto, alegando que queria conversar com ele. Seria uma conversa de despedida, provavelmente. Cheguei perto da cama do hospital e segurei sua mão enrugada.
– Benção vovô.
– Deus te abençoe minha pequena. Fico feliz que tenha vindo ver seu velho avô. – a voz do meu avô estava muito rouca e fraca. Quase inaudível.
– Eu que fico feliz por ver o senhor.
– Como você está? Parece meio pálida... tem se alimentado direito?
– Estou ótima vovô, não se preocupe com isso. Preocupe-se em cuidar de sua saúde... está com muita dor?
– Muita dor. É insuportável.
– Ah vovô...
– Ah! Minha pequena... o tempo de seu avô aqui na Terra já acabou.
– O senhor esta proibido de dizer isso.
– Mas é verdade. – ele disse tossindo e apertando minha mão. Um aperto bem fraco.
– O senhor vai superar essa vovô. Tenho certeza disso.
Ficamos sem nada falar por uns cinco minutos, enquanto meu avô se recuperava de uma crise de tosse. Foi ele que voltou a falar.
– Bella, quero que me prometa uma coisa.
– O que o senhor quiser... – eu disse com os olhos marejados. Ele estava se despedindo de mim.
– Quero que cuide da Renée. Não faça nada que a magoe e machuque. Não acho que ela vá superar tão cedo... o que está por vir.
– Vovô...
– Você promete, Bella?
– Eu prometo. Vou cuidar dela.
– Boa menina. Eu amo você.
– Eu também amo o senhor.
E então eu deixei as lágrimas caírem e pedi a Deus que a vontade dele fosse feita, para que meu avô não sofresse mais. Às vezes, somos tremendamente egoístas, e para o nosso próprio bem queremos que as pessoas fiquem aqui, mesmo que elas estejam sofrendo. Não pensamos na dor deles. Tudo que eu mais queria nesse momento era ver meu avô sem dor e sorrindo novamente. Despedi-me de meu avô com um beijo na testa e segui para fora do quarto. Eu iria cumprir a última promessa que fiz a ele... iria cuidar de minha mãe.
Chelsea ficou no hospital para Renée ir para casa tomar um banho e comer algo decente. Assim que entrei na casa de minha mãe, senti algo estranho, como se eu não pertencesse aquele lugar. Phil foi fazer algo para comermos e tanto eu quanto minha mãe fomos para o andar de cima, tomar banho e se preparar para o jantar. Renée subiu sem trocar uma palavra sequer comigo. Sem nem ao menos me levar até meu quarto. Eu não fiquei brava e nem triste, afinal eu podia entender o motivo pelo qual ela estava ainda mais dispersa.
O frio subiu por minha espinha assim que entrei no meu quarto. A fechadura estava quebrada e não era possível trancar a porta. Joguei minha bolsa em um canto do quarto e sentei na cama, tentando me convencer de que estava ficando paranoica e de que Phil não faria nada. Mas por precaução, peguei o spray de pimenta e guardei estrategicamente em baixo do meu travesseiro. Coloquei minhas roupas na cômoda e os livros na pequena prateleira. Tudo naquele quarto me remetia a minha infância, aos meus pesadelos e as carícias indecentes de Phil, e aquilo estava me deixando desconfortável. Procurei no armário uma toalha, peguei minha nécessaire com os utensílios do meu banho e fui para o chuveiro. Deixei a água gelada cair em minhas costas, por vários minutos. Eu já havia me esquecido como fazia calor em Phoenix. E eu odiava o calor excessivo. Sai do banho e coloquei um short e uma camiseta grande demais para mim. Não havia trazido na bolsa nada que marcasse meu corpo. Eu não podia brincar com a minha sorte.
Então ouvi Phil chamar meu nome e anunciar que o jantar estava pronto. Quando cheguei à cozinha, recebi a primeira pior notícia do meu dia.
– Cadê a minha mãe?
– Foi para o hospital novamente. Sua mãe não consegue ficar em casa, com seu avô naquele estado.
– Mas ela precisa ficar em casa pra descansar! – Minha voz saiu mais alta do que deveria. Não era bem pra descansar, que eu queria minha mãe em casa.
– E você acha que eu já não falei isso para ela?
– Huuumf. – suspirei.
– Não vai jantar?
– Perdi a fome. – falei, já virando as costas e correndo para o meu quarto. Eu estava sozinha em casa... com o Phil.
Então tudo aconteceu muito rápido.
Assim que passei pela porta do meu quarto, ele puxou meu braço.
– Por que está me evitando?
– Não estou evitando ninguém. Estou cansada.
– Não está não. Não parece cansada. Não sou criança, Bella... – disse ele, apertando meu braço. Eu tinha certeza que com a força que ele fazia, meu braço ficaria roxo.
– Você está me machucando! Me solta!
– Fiquei muito chateado por você ter me abandonado no ano passado.
– Eu não sei do que você está falando.
– Mas é claro que você sabe. Não tinha necessidade de ser uma criança birrenta e fazer Renée ir para Forks.
– Não fiz por mal. Me solta!
– Sabe... isso me deixou bem irritado! Você foi uma menina má Bella... o que eu devo fazer com você agora?
– O que... você vai... fazer?
– Seja boazinha e não vai doer. Eu prometo.
Ele sorriu sarcástico. E aquele foi o começo do meu fim.
Phil colocou a mão em minha nuca e puxou meus cabelos, me levando até a parede, ao lado da minha cama. Comigo já encostada na parece, ele começou a beijar violentamente o meu pescoço.
– Seja boazinha. — disse, enquanto seguia com a mão para dentro do meu short.
Eu estava em choque. Morrendo de medo. Anestesiada. Aquilo que eu mais temia, estava acontecendo.
Sentia os beijos de Phil cada vez mais violentos em meu pescoço. Com uma mão ele segurava com força meus cabelos e com a outra ela passeava pelo meu corpo. Eu senti uma vontade imensa de vomitar. E desejei mesmo vomitar em cima dele, mas não consegui.
Então a mão de Phil entrou em meu short e começou a massagear a minha vagina. Os movimentos dele eram rápidos e ríspidos. Doloridos até. Foi quando ele tentou pela segunda vez penetrar o dedo em mim, que eu acordei do meu transe. O empurrei para longe e estiquei o braço, pegando meu spray de pimenta. Assim que ele chegou perto de mim, eu apertei o frasco do spray perto dos olhos dele e o empurrei novamente. Isso me deu alguma vantagem e eu consegui correr até a porta do meu quarto. Mas fui violentamente puxada pelos cabelos.
– VOCÊ ESTÁ LOUCA PORRA!!!
– ME SOLTA!!!
– EU DISSE PRA SER BOAZINHA!
– PARA COM ISSO PHIL! – Eu já estava soluçando de tanto chorar.
– JÁ QUE VOCÊ NÃO QUER SER UMA BOA MENINA, VAI SENTIR DOR!
E então meu pesadelo, de fato, começou.
Phil me jogou com violência na cama e me deu socos no estômago. Aquilo doeu muito e eu fiquei imobilizada por alguns minutos. Minutos suficientes para ele rasgar minha camiseta. Eu nunca vi ninguém tão atordoado. Tão descontrolado. Tão sedento por machucar alguém.
Com o que sobrou da minha camiseta, ele amarrou meus braços na grade da cabeceira da cama. Eu me debatia e gritava, mas nada, absolutamente nada abalava ele. E nem o fazia parar. Ele estava decidido a me estuprar. Depois que meus braços estavam amarrados, ele tirou a camiseta dele e amordaçou a minha boca.
– Isso é para a Bellinha não gritar!
– Huum... Huummm!
Eu balançava a cabeça para todas as direções.
Então ele andou até a minha mesa de estudos, pegou um CD qualquer e ligou o som. Eu sabia que era para abafar ainda mais os meus gritos.
Phil tirou a bermuda que ele vestia e depois a cueca, ficando completamente nu. Veio muito lentamente para cima de mim e puxou meu short e minha calcinha. Eu me debatia em todas as direções, chorava e esperneava. Tentei chutá-lo, mas ele segurou minhas pernas. Como ele viu que eu não iria parar quieta, ele foi até minha gaveta de lençol e pegou duas fronhas, amarrando também as minhas pernas nas grades da cama. Eu estava desesperada, totalmente aberta para ele. Não parava de chorar e de tentar me soltar.
Ele ficou por cima de mim e começou a passar a mão em todo meu corpo. Parecia uma criança em um parque de diversões. Minha vontade de vomitar agora havia duplicado. Ele começou a se masturbar, enquanto ele passava a mão em mim.
– Ficou tão linda!
E como se não fosse tortura o suficiente passar a mão em mim, ele começou a me lamber e me morder. Ele começou pelos meus seios, foi descendo pela minha barriga e chegou a minha coxa. Ali a mordida dele foi mais forte e com certeza eu ficaria com uma cicatriz. Então ele bruscamente afastou minhas pernas e começou a passar a língua em minha vagina. Eu fechei as pernas na cabeça dele o máximo que pude, e a reação dele foi me morder, com muita, muita força. Doeu demais.
– Se você fosse boazinha, eu poderia te mostra como seu gosto é bom! Mas se eu tirar essa mordaça, você irá gritar... então...
Então ele colocou dois dedos dentro da minha vagina e começou a fazer movimentos rápidos e a se masturbar ao mesmo tempo. Meu Deus... eu estava no inferno! Sem ao menos me dar um sinal de que ele fosse fazer isso agora, ele tirou os dedos da minha vagina e penetrou em mim de uma só vez, com força. Ele gemia de prazer e eu gritava de dor. Eu era virgem e a dor dele dentro de mim estava insuportável. Ele não cabia dentro de mim. Mas nem ligou para isso. Continuou penetrando com força e sempre olhando nos meus olhos.
– Oh! Eu sou... seu... primeiro! Ah!
Ele gemia perto do meu rosto.
– Porra Bella, você é muito gostosa!
Eu ainda me debatia, mas parecia que agora cada parte do meu corpo doía. Até meus pensamentos doíam.
– Ah! Se prepara! Vou gozar!
Eu senti uma coisa quente me invadir e senti um nojo terrível de mim mesma. Então Phil caiu sobre mim. E tudo parou.
Ele se levantou e começou a procurar alguma coisa no chão do meu quarto. Assim que achou, levantou na altura dos meus olhos. Era o meu spray de pimenta.
– Vamos ver se você gosta disso.
Novamente ele abriu minhas pernas, só que agora ele esguichou ali todo o conteúdo do frasco de spray. Aquilo ardia, queimava, doía. E eu chorava. Ele só se divertia com tudo aquilo. Percebi que quanto mais eu reclamava, mais ele gostava. Era como um combustível para ele. Comecei então a me calar. A desistir de resistir. Já estava fraca. Cansada.
Enquanto eu ardia por causa do spray, ele começou a se masturbar muito próximo da minha boca e eu sabia que era questão de minutos para ele gozar ali. Dito e feito. Como eu estava amordaçada, quase nada entrou em minha boca. Aquilo foi o fim pra mim. Eu estava acabada. Ele poderia fazer o que quisesse, afinal eu era fisicamente mais fraca. Muito mais fraca. Eu iria apenas esperar aquilo acabar.
– Desistiu de gritar e de se debater, Bellinha?
Phil desamarrou meus pés e braços e eu fiquei deitada imóvel, ainda amordaçada. Ele me virou de costas, o que eu achei que era para retirar o lençol da cama, que estava sujo. Estava enganada, é claro. Ele me puxou pelos cabelos, me colocando de quatro e penetrou em mim por trás. Como era possível eu ainda sentir dor? Apoiei-me nos cotovelos, usando o resto da pouca força que tinha para ficar naquela posição. E apenas esperei acabar. Alguns palavrões depois, ele gozou de novo e saiu de dentro de mim. Eu fiquei jogada na cama, com o rosto enterrado no travesseiro. Cada pedacinho do meu corpo doía. Ele tirou minha mordaça da boca e começou a fazer carinho na minha cabeça.
– Você foi a mais gostosa que eu já comi, Bella. Espero que não conte isso para Renée. Será o nosso segredinho!
– Vai se foder!
– Eu amo sua mãe. Se você contar alguma coisa, vou dizer que foi você quem me seduziu. Tenho certeza que ela irá acreditar em mim!
Ele piscou pra mim e em seguida me deu um selinho nojento, recolheu as roupas rasgadas do chão, desligou o som e saiu do quarto, apagando a luz ao passar pela porta.
Memórias Of.
– Eu desejei estar morta, mas infelizmente não consegui morrer. Uma escuridão tremenda tomou conta do meu corpo, da minha alma e do meu coração. E não havia mais nada em mim. Absolutamente nada.
Eu ainda chorava. Não levantei o rosto para olhar para Edward. Percebi que a respiração dele estava muito acelerada.
– Bella, você não contou essa história para Renée?!
– Não tive coragem! Meu avô morreu naquela mesma noite. Renée chegou em casa completamente desesperada, correu para os braços do Phil e chorou por horas. Eu fiquei observando a cena de longe, até que ela notou minha presença na sala, mas nem ao menos veio me dar um abraço. Para ela só existia o Phil. Depois do enterro do meu avô, ela entrou em depressão e eu decidi voltar para Forks. Eu não podia contar do estupro para ela. Iria causar mais dor e sofrimento. E eu me lembrei da promessa que fiz para meu avô... de cuidar dela.
– Você também não contou para o Charlie?! – a voz de Edward estava assustadoramente alta.
– Depois que voltei para Forks, fui eu que entrei em depressão. Me isolei de quase tudo e todos. Renée nem ao menos me ligava. O nojo que eu sentia de mim era tão grande, que eu não suportava ouvir minha voz. Todos achavam que eu estava assim, por causa da morte do meu avô... e eu decidi deixarem eles pensando que era isso mesmo. Só tinha duas pessoas que eu ainda falava. Charlie e Jacob. A minha interação com as outras pessoas se limitava a um “Bom dia” ou um “Obrigada”.
– E para o Jacob? Você contou pra ele?
– Ele soube depois... Bom, um mês e meio depois do episódio eu comecei a enjoar e a sentir um sono excessivo. E também meu emocional ficou estranho... eu só chorava. Foi quando eu pesquisei na internet e vi que eram sintomas de gravidez. Desesperada, eu peguei minha bicicleta e fui até uma farmácia, para comprar um teste de gravidez. O vendedor não me vendeu, por eu ser menor de idade. Então fui a outra farmácia... e roubei um teste. Roubei, porque eu não confiava em ninguém maior de idade para contar o que houve e pedir para comprar o teste para mim. Subi correndo na bicicleta e pedalei sem olhar para trás e sem parar, até chegar em casa. Então... fiz o teste e deu positivo.
– Meu Deus Bella! – Ele agora apertava os dedos nas têmporas. Parecia mais calmo.
– Então liguei várias vezes no celular do Jacob, pois queria contar pra ele. Ele era a pessoa que eu mais confiava no mundo, naquele momento. Como ele não atendeu, eu fui até La Push de bicicleta. Cheguei lá completamente descontrolada, e não encontrei Jacob. Apenas Billy, que falou que eu podia esperar por Jacob na sala. A demora dele foi me deixando mais desesperada e eu acabei me abrindo com Billy, que insistiu muito para que eu fizesse isso. Ele fez menção de contar para e o Charlie e então... eu surtei!
– Foi aí que você tentou se matar? – ele disse, agora com a voz cheia de... compreensão?
– Foi sim. Sai correndo para a estrada sem saber o que fazer. Seria o fim do mundo para mim, se Charlie descobrisse essa história. Eu tinha quatorze anos e estava grávida de Phil. Um bebê... fruto de um estupro praticado pelo meu padrasto. Então eu decidi que era melhor morrer, ao invés de dar um desgosto desses para o meu pai. Eu estava completamente perdida, Edward!
– Eu nem posso imaginar isso Bella...
– Então eu vi um caminhão vindo e me joguei na frente. O Billy conseguiu chegar perto de mim a tempo de me empurrar para o lado. Eu me machuquei na queda e sofri um aborto espontâneo... perdi o bebê. E o Billy... bom, ele ficou paraplégico.
– Eu não entendo... como o Charlie não ficou sabendo de nada da gravidez? Você deve ter ficado internada, e os médicos contariam... – Edward parecia bem confuso. Eu o interrompi para esclarecer sua dúvida.
– O médico que me atendeu no local do acidente era de La Push. E era muito amigo do Billy. Na verdade parece que ele tinha uma dívida de gratidão com Billy e essa parte eu não sei o que é. Por um pedido do próprio Billy, ainda no local do acidente, ele não contou nada da gravidez para ninguém. Fez os procedimentos de curetagem em mim, sozinho. Fiquei dois dias em observação no hospital, e Charlie até hoje acredita que isso foi por causa do “acidente” com o caminhão.
Ficamos nos encarando por alguns minutos.
– Foi depois de tudo isso que você e o Jacob ficaram juntos?
– Sim. Contei tudo para ele... e um ano depois estávamos namorando. Ele foi a pessoa que mais me ajudou a superar tudo. Queria que eu contasse tudo a Charlie, mas respeitou minha vontade de manter segredo. Ele foi perfeito! Sempre que eu vacilava e por algum motivo qualquer voltava ao passado, ele estava lá pra me ajudar a voltar a realidade! Billy também... ele não me culpa pela sua atual situação. Isso é muito nobre. E eu nem mereço...
Fez-se o silêncio total, novamente. Eu odiava aquele silêncio.
– Você não vai mesmo contar essa história para mais ninguém? Não acha que agora com o tempo que passou, o Charlie precisa saber?
– Pra que eu falaria pra ele agora? Pra ele ir até Phoenix dar um tiro da testa do Phil, e depois ser preso?
– Mas Bella... esse Phil é um psicopata! Um estuprador nojento. Ele está sob o mesmo teto que sua mãe. Ele precisa ser punido!
– Renée o ama. Ele não fez mal a ela até hoje...
– Mas...
– Mas nada, Edward... essa história já estragou a vida de muita gente! Billy está em uma cadeira de rodas. Eu não consigo passar um dia sequer, sem me lembrar da dor que senti. De como fui fraca e errada por ter parado de tentar resistir. Eu já tenho pecados demais em minhas costas... E eu acredito na lei do retorno. Uma hora o destino vai cobrar de Phil, o que ele me fez.
– Bella, a maior prejudicada nessa história foi você. Billy sofreu também, mas você... teve sua infância roubada. Foi induzida, molestada, violentada! Parece que você não enxerga isso!
Edward apenas me encarava. Eu queria acabar logo com aquilo. Não aguentava mais a distância entre nós. Não aguentava mais a dúvida em minha cabeça. Agora que ele sabia de tudo, sentiria nojo de mim? Me abandonaria por causa disso? Eu queria saber o que se passava na cabeça dele.
– Por que está tão distante? Você está... com nojo de mim?
– Como? Não! Não é nada disso. Eu só estou nervoso com Phil, com o que ele fez com você! Estou me controlando para não pegar o próximo vôo para Phoenix e encher a cara dele de porrada!
E eu estava chorando e soluçando novamente. Eu não queria Edward envolvido com Phil e com toda aquela sujeira.
– Agora que você sabe de tudo, vamos acabar logo com isso. Se você... quiser me deixar... eu vou... vou...
Senti os braços de Edward envolver a minha cintura, me puxando para mais perto dele. Fiquei surpresa com aquilo. Ele colocou a testa dele na minha e me encarou longos minutos. Pude olhar em seus olhos e perceber que ele também chorava. Muito carinhosamente, ele pegou meu rosto entre suas mãos e roçou a ponta do nariz perfeito dele, no meu. Veio descendo pela minha bochecha, o que me fez sentir cócegas, pois sua barba estava por fazer. A saudade que sentia de seu perfume foi saciada. Eu amava aquele perfume. Ele sussurrou no meu ouvido, com sua voz de anjo.
– Agora que eu já sei de tudo... vamos acabar logo com isso. Isabella Marie Swan, eu quero ser aquele que irá te proteger das sombras do seu passado, aquele que irá transformar as suas lágrimas em rosas. Comigo, você nunca mais estará só. Você me daria à honra de ser seu namorado?
Ele voltou para me olhar. As lágrimas em meu rosto não paravam de descer. Ele estava me pedindo em namoro? Ele não tinha nojo de mim? Ele me queria? Sim, ele me queria! Não tinha nojo de mim! E estava me pedindo em namoro! Havia tantas coisas que eu queria falar para ele naquele momento. Queria ter uma forma de demostrar o quanto ele era especial. O quanto já era importante na minha vida. Que eu provavelmente já o amava. E decidi que um “sim” poderia demostrar isso, por enquanto...
– Sim!
Edward então, em meio às lágrimas, abriu um sorriso lindo e glorioso.
E aquele foi o nosso primeiro beijo...
Notas finais
Olá meninas!!! Tudo bem?!
Não sei se concordam, mas para mim esse capítulo foi extremamente emocional! Mergulhei literalmente no passado e no segredo da Bella, e me foi impossível não chorar e sofrer junto com ela!
Foi realmente terrível o que Phil fez, e apesar de eu compreender a fragilidade dela diante de tudo o que aconteceu, como: a morte do avô, a depressão da mãe, o fato dele ser marido dela... estou com o Edward e não abro quando ele diz que ele deve ser punido, já que ele cometeu um crime cruel e muito grave. O que me alivia é que diante de todo esse sofrimento, Edward e Bella se tornaram ainda mais próximos, e é assim que deve ser... cúmplices no amor e na dor, onde um possa sempre apoiar o outro. Daqui para frente acredito que o amor entre eles se fortaleça ainda mais!!! Já estou DOIDA aqui para saber o que vem depois do LINDO beijo entre o anjo e sua Bella ;) Ansiosas também? Então vamos recomendar e comentar, que a estória das meninas está cada vez melhor!!!
Beijos e até mais!!!
Dani ;)
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Notas da Máh:
Olá meninas!
Gostaria de agradecer vocês por cada comentário e recomendação que tem feito a JR! Estou muito feliz em escrevê-la, e feliz em ver que vocês estão gostando!
Obrigada, e até logo!
Beijos,
Máh.
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Notas da Juh:
Olá meninas!
Primeiro a justificativa.
Demoramos uma pouco mais para postar o capítulo, pois a minha mãe precisou fazer uma cirurgia na semana passada, e então eu não tive tempo de conversar com a Mah, sobre o que colocaríamos no capítulo. E depois que conversamos eu não consegui escrever. Nos desculpem!
Agora vamos ao capítulo tão esperado de vocês...
Acertaram o segredo da Bella? Pelo que li nos reviews, muitas de vocês já desconfiavam de algo com Phil.
Confesso que foi horrivelmente difícil escrever este capítulo e fazer a nossa Bella de JR sofrer! =[
Mas NÃO abandonem a fic! Prometo que a partir de agora vamos escrever muitos momentos felizes, engraçados e de lemon (!) entre Bella e Edward. o/
Fico aguardando ansiosamente os reviews de vocês! E aiiii, ganhamos mais recomendações? *_*
Fiz um Formspring para responder as perguntas de vocês, caso tenham alguma duvida >>> Juhcantalice
Até o próximo post.
Bjsss
Juh Cantalice
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