Just Princess - Interativa.
4 Entrada triunfal.
Notas iniciais
– Porque disse isso a ele ? – perguntou Georgia.
– Disse o que ? – respondeu America.
– Sabe, sobre elas terem que ter problemas, que não é bom para o amor se elas não tiverem problemas.
– Não foi o que eu disse, só disse que sem emoção não tem amor, você não pode discordar, você e meu filho não se amaram logo de primeira e sabe disso melhor do que eu. Eu e Maxon também tivemos muitos problemas antes de nos entendermos, e você e Eric também. – resmungou America.
– Sei disso, só não quero que meu filho tenha uma relação problemática.
– Nenhum de nós quer isso, pode acreditar. Mas nós não decidimos isso, ele é quem vai saber por quem se apaixonar, você sabe que apesar do que dizem eles se apaixonam ainda na seleção, só não sabem disso. Parece que as pessoas hoje em dia não acreditam mais em amor verdadeiro, quero que meu neto acredite.
– Eu também quero isso pra ele, não há nada melhor do que se casar com alguém que se ama.
– Você não parece estar só preocupada com o Théo.
– Porque não estou. – resmungou Georgia.
– O que te incomoda ?
– Amberly está chegando na idade de se casar, mas não imagino nenhum marido para ela. Quero que ela seja feliz, mas só o que ela sabe fazer é sair por ai com o pai, não tem como nenhum príncipe querer uma princesa assim, que não se parece nada com uma princesa.
– Já pensou que ela pode não querer se casar com um príncipe ?
– Mas o que seria dela se não se casasse com um príncipe ?
– Uma princesa, ela é uma princesa. – brincou America. — Ela nunca deixará de ser uma princesa, acho que se eu tivesse uma filha não a faria se casar com um completo estranho.
– Mas...
– Sem mais Georgia, pense no que sua filha quer, não no que você quer pra ela, já pensou que ela pode ser de grande ajuda para o reinado do Théo ? Ela tem grandes ideias para ajudar Illéa a melhorar, tem uma generosidade enorme e sabe levar as coisas com uma leveza extraordinária.
– Ela se parece muito com ela não é ? – perguntou Georgia, referindo-se a falecida rainha Amberly.
– Você nem sabe o quanto, ás vezes sinto como se elas fossem a mesma pessoa. A única diferença é que ela era calma e reservada e Amberly é estourada e fala tudo o que pensa, defende sua opinião e é autoritária.
– Sinto como se ela fosse uma mistura de vocês duas. – brincou Georgia.
– Eu também, eu também.
– As garotas estão chegando majestades. – exclamou uma criada que corria apressada e animada pelos jardins.
– Oh, tudo bem, tudo bem, já estava esperando por elas. Certifique-se de que Théo não saia do quarto, ou de onde quer que ele esteja. – apressou-se a rainha.
Georgia e America foram em direção ao salão das mulheres esperar as garotas chegarem, sentaram-se em poltronas no final do salão, para terem máxima visão do local. Logo a princesa America chegou correndo no lugar.
– O que faz aqui querida ? – perguntou Georgia.
– Vim conhecer minhas irmãzinhas, ora essa. Quero ver se vou gostar delas, vou enche-las de perguntas. – brincou a pequena. – Vou acabar com elas. – fez gestos com a mão, como um soco.
– Isso lá é jeito de uma princesa se portar ? – perguntou a mãe, fazendo as duas Americas rirem. – Ah, vocês são tão parecidas que não adianta falar com nenhuma de vocês.
As garotas estavam chegando no palácio, três garotas de cada vez, elas desciam dos carros e todos que estavam ali esperando para vê-las deliravam, gritavam seus nomes. Como uma das primeiras a chegar foi de Angeles, a gritaria foi maior, eles a conheciam, algumas das garotas eram celebridades, todos surtavam quando as viam. As primeiras a chegar foram Lira, Agatha e Samantha, estavam todas sorrindo e pareciam muito empolgadas.
– Estou tão assustada. – comentou Agatha.
– Nem me fale, sinto como se fosse desmaiar. – brincou Samantha.
– Acho que estou tremendo, não sei porque. Isso é estranho, tão ruim. – brincou Lira. Samantha se aproximou da loira e pegou sua mão, pegando a de Agatha em seguida.
– Saibam que temos de ficar unidas, não importa o que aconteça, é isso que realmente importa, sermos nós mesmas. – argumentou Samantha.
As três distribuíam sorrisos e acenos para todos, Lira teve até de autografar algumas coisas, por ser modelo fotográfica muitos ali já a conheciam.
As três entraram no palácio, assustadas mas determinadas. Minutos depois foram chegando mais e mais selecionadas. O carro ia chegando e o povo de Angeles já ia enlouquecendo sem nem ao menos saber quem era. Assim que as três foram descendo, uma por uma, o povo ia a loucura. Brenda Jones desceu do carro, acenou para todos, sorriu e continuou andando, estava cheia de vergonha, mas foi muito educada com todos, alguns até estavam com placas com nomes de províncias, todas já tinham suas torcidas. Logo Waydden desceu, alguns gritaram e ela lhes sorriu, acenou e continuou a andar. Ashley Forbes tornou aquilo uma gritaria, todos queriam autógrafos e gritavam por seu nome, a garota era bem conhecida em Illéa, ela deu no máximo 5 autógrafos, sorriu e continuou seu desfile até os portões do palácio.
Todas as garotas estavam ali reunidas esperando todas chegarem, nos jardins elas conversavam e começavam a se conhecer, algumas menos do que outras.
Não demorou muito até o próximo carro chegar e o povo começar a berrar novamente, Annabelle desceu do carro, acenou e entrou, nem sequer se importou com as pessoas gritando, sabia que não gritavam por ela, ela nem conhecia aquelas pessoas. A próxima a descer foi Ginger, a garota desceu do carro como uma dama, acenou para todos, sorriu e alguns até pediram para tirar fotos com a garota, elogiaram-na, falando o quão bonita e educada ela era, ela agradecia, lhes dava beijos nas bochechas e continuava sua trajetória até os portões do palácio de Illéa. Junto dela estava Mikaella Davenport, a garota era uma super modelo em Illéa e no mundo todo, alguns queriam fotos e autógrafos e ela lhes dava com um grande sorriso no rosto, a garota estava acostumada com tudo isso, ela e Ginger conversaram a viagem toda e estavam enfrentando isso juntas, Ginger era meio tímida, já Mikaella de tímida não tinha nada e ajudara a morena com esse problema.
Nos carros que vinham em seguida, havia muita conversa, o caminho fora mais longo para essas garotas que moravam longe de Angeles.
O caminho até o palácio de Laura, Clara e Heather havia sido emocionante, todas contaram suas histórias de vida e conversaram muito sobre como foram parar ali.
– Sabe, vim para a seleção para ajudar meus irmãos, quero lhes dar um futuro melhor do que o que eu tive. – falou Clara.
– Mas e seus pais ? – perguntou Laura.
– Bom, minha mãe morreu no parto da minha irmãzinha, e meu pai... bom... meu pai se matou um tempo depois. – respondeu a morena, cheia de pesar na voz.
– Não se preocupe, não precisa ter vergonha ou medo de falar isso, sei como é, minha mãe também se matou. Acho que ela foi covarde, mas não sei os motivos do seu pai, ás vezes foram melhores que os da minha mãe. – falou Heather.
– Porque sua mãe se matou ? – perguntou Laura.
– Bom, ela não queria ter uma filha, dizia que isso ia acabar com a vida dela e do meu pai e que eu seria um peso em suas costas, ela tentou de tudo para não me ter, mas nada adiantou, quando ela me teve, quis me dar para a adoção mas meu pai não deixou, ele cuidou de mim, e ela ficou furiosa, foi embora de casa e não passou nem sequer um ano longe de nós e quis voltar, mas meu pai não a queria, ela ameaçou me tirar dele mas ele disse que sabia que ela não me queria, ela ficou louca e foi embora novamente. Só fui a ver 6 anos depois, ela disse que foi me visitar, meu pai não se importou, deixou ela me ver, só que meu pai já tinha se casado de novo, e ela não suportou isso, disse que se ela não fosse ficar com ele ninguém ficaria, ela tentou matar a mulher do meu pai, depois se matou, pegou uma faca e enfiou nela mesma. – explicou a ruiva.
– Uau. – comentou Laura.
– Mas porque você acha que ela é covarde ?
– Porque tem tanta gente por ai lutando por suas vidas, lutando para viver e terem uma família, e ela acaba com a própria vida, tem gente que não sabe tudo o que tem.
– Mas e você Laura ? – perguntou Clara. – Como veio parar aqui ?
– Quero ajudar as pessoas, o máximo que conseguir, e esse é o melhor jeito de ajudar muitos de uma só vez. Minha mãe morreu cedo, sempre tive grande responsabilidade e gosto de ajudar a todos, sabe, meu pai é médico e viajar com ele me fez perceber que as pessoas precisam de ajuda, precisam de um futuro melhor, então a oportunidade surgiu e eu não pude deixar de agarrá-la.
– Estamos chegando. – falou Heather empolgada.
– Vamos lá garotas, vamos arrebentar. – falou Clara.
– A loira, a morena e a ruiva. – brincou Laura.
– Por enquanto né. – todas riram. – Nunca se sabe o que vai acontecer nessa transformação.
– Nem me fale, não sei de que tenho mais medo. – brincou Clara.
As três desceram do carro, praticamente juntas, foram de mãos dadas, acenando e sorrindo para todos, paravam as vezes para tirar fotos e essas coisas.
O próximo carro já ia chegando e as garotas riam muito dentro dele.
– Não acredito que você disse isso mesmo ao seu pai antes de sair de casa. – brincou Liane falando com Farah.
– Ele é louco, disse que eu nunca teria futuro, ele vai ver o que é ter futuro quando eu for rainha. – brincou Farah, fazendo danças.
– Vocês são doidas. – comentou Winnie.
– Cara, não fala nada, você é a pior. Veio pra cá porque queria ver os jardins. – brincou Liane.
– Ei, já disse que não foi só por isso.
– Sabemos, quer ajudar sua família. Mas gostar de cheiro de grama é demais. – zombou Farah.
– Ah, caladas. – as três riram e saíram do carro.
Juntas e sorrindo muito, cumprimentaram a todos e entraram ainda rindo, viram todas as meninas e foram as conhecer, as três eram as mais falantes e hiperativas até agora.
O carro vinha devagar, com algumas das selecionadas mais queridas do povo de Illéa. As três vinham conversando animadamente.
– Ainda nem acredito que estou aqui. – brincou Karine.
– Imagine eu, parece um sonho. – falou Wisteria.
– Ah, vocês não sabem ficar caladas ? – brincou Katherine.
– Ah, vá se danar. – zombou Karine.
– Vocês nem parecem princesas. – brincou Wisteria.
– É porque não somos. – retrucou Karine.
– Somos apenas um projeto social que fará o príncipe ter 35 garotas gatas e gostosas a sua disposição o tempo todo e quando ele quiser. – zombou Katharine.
– Ai como você é sádica e pessimista garota.
– Não, sou realista. Realista.
As três desceram do carro, Katharine foi primeiro, sorriu e cumprimentou a todos, sabia se portar quando aquilo lhe interessava. Karine e Wisteria desceram quase juntas e foram de mãos dadas.
– Se segura e vê se não cai. – brincou Wisteria.
– Vou tentar, prometo. – respondeu Karine.
As duas entraram juntas e sorrindo muito, como se fossem amigas de anos.
O próximo carro contava com a presença de Avery, Caillin e Skye. As três estavam meio caladas, receosas, mas animadas.
– Ouvi dizer que o príncipe vai eliminar umas cinco garotas ou mais ainda hoje. – falou Caillin.
– Espero que não seja eu. – resmungou Skye.
– Espero que não seja nenhuma de nós. – argumentou Avery, com um longo suspiro logo em seguida. – Boa sorte garotas.
As três se abraçaram e saíram do carro, uma atrás da outra, sorrindo e acenando para o povo de Illéa.
No carro seguinte, vinham Elleanor, Phoebe e Isis.
– Isis, se continuar a roer as unhas não as terá mais quando conhecer o príncipe, estará tão nervosa que vai roer os dedos. – brincou Phoebe.
– Não consigo evitar, nada me deixa mais nervosa do que conhece o futuro possível amor da minha vida, sabe. – zombou Isis.
Elleanor continuava quieta no seu canto, só falava quando lhe perguntavam algo. Era calada e na dela.
– Acho que vou vomitar. – comentou Isis.
– Se segura mulher, uma princesa não vomita. – brincou Phoebe.
– Pelo menos não nas pessoas. – falou Elleanor.
– Ai minha nossa, ela fala. – brincou Phoebe e Elleanor sorriu.
As três desceram do carro e entraram no palácio, passaram pelo povo sorrindo.
No carro seguinte estavam Jasmine, Martha e Willow. Nenhuma das três conversava, estavam focadas, lendo livros ou ouvindo música. Liam revistas, livros ou qualquer tipo de notícia ou comentário sobre o príncipe. Estavam focadas em conhecê-lo melhor. Desceram do carro, sorriram , acenaram, conversaram com o povo, Jasmine dava autógrafos e os garotos estavam loucos para falar com as três, eram lindas e muito sexys.
Os dois últimos carros estavam chegando, e no penúltimo se encontravam Deborah, Dulce e Hyuna.
– E foi legal viver em um orfanato ? – perguntou Deborah.
– Ah, sei que ter uma família de verdade deve ser muito bom, mas eles são como se fossem minha família, sempre foram. E foi divertido crescer com tantas crianças em volta.
– Imagino, você deve ter tido muitos amigos. – comentou Deborah empolgada.
– Sim, foi divertido, tive muitos amigos, mas carinho de pai e mãe deve ser tão bom também.
– Ah, é ótimo. Mas ás vezes ficar trancada em casa, de casa pro trabalho e do trabalho pra casa, cansa, sinto como se eu estivesse presa o tempo todo, pelos meus próprios pais. Por isso quis vir pra cá, fazer amigas. – falou a ruiva.
Hyuna ficava quieta no canto dela, só ouvindo as duas conversarem.
Assim que chegaram, as três desceram do carro, Hyuna desceu primeiro, acenou para todos e logo entrou. Enquanto as outras duas sorriam, acenavam e brincavam com as crianças que ali estavam.
Quando todas entraram, para esperar as últimas três garotas, uma criada logo apareceu.
– O carro teve um probleminha no caminho, mas não vai demorar a chegar, enquanto isso venham comigo até o salão das mulheres para começar as transformações. Senhoritas... – falou Felicia, a criada do príncipe.
Todas as garotas foram andando pelo castelo, a cada coisa incrível que elas viam era um grande tumulto, muitas vozes misturadas falando coisas diferentes. Elas logo entraram no palácio, indo direto para o salão das mulheres. Assim que adentraram o lugar, suas bocas abriram, não pela beleza do local, o que não era de se deixar de fora, era lindo. Mas sim pela beleza do garoto que se encontrava ali.
– Era por isso que vocês não queriam me deixar ficar não é ? – perguntou o príncipe.
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