Notas iniciais
Meninas, espero que gostem. Beijooos

Todas as garotas cochichavam umas com as outras, Théo não sabia o que fazer a não ser rir da surpresa delas. Rainha Georgia estava irritada com o ato do filho, e mais irritada ainda por não ter dado certo, ninguém poderia saber que ele já as tinha visto.

– Theodore, saia já daqui. – esbravejou a rainha.

– Mamãe está brava, melhor você ir. – sussurrou a pequena America.

– Venha querido, vou com você. – falou America.

– Diga a ele que não deve comentar o incidente com ninguém. – sussurrou Georgia para America.

– Claro. – respondeu a ruiva. – Foi um prazer conhecê-las meninas, mais tarde estarei de volta para conhecê-las melhor. Venha Théo.

O loiro foi seguindo a avó e sorrindo para as garotas, sem deixar de observá-las, eram todas lindas demais e a cada segundo que passava ele ficava mais preocupado ainda de não conseguir eliminar nenhuma delas até o dia seguinte.

As garotas olhavam para todos os cantos, umas estavam focadas na saída do príncipe, outras na saída da lendária rainha America e algumas até na incrivelmente fofa princesinha America.

Enquanto todas conversavam sobre como o príncipe era bem mais bonito do que parecia ser nos jornais, outras iam se ajeitando em suas cadeiras para começarem as transformações, a rainha estava de prontidão para tudo, mas notou que só haviam 30 garotas ali, e ficou se perguntando onde estavam as outras.

– Felicia. – chamou-a de canto. – Onde estão as outras garotas ?

– O carro teve um pequeno problema, e o outro ficou para ajudar, mas elas já devem estar chegando.

– Oh, tudo bem, prontifique-se para que nada disso irá apareça nos jornais.

– Sim, majestade.

Ela saiu correndo para providenciar tudo o que a rainha havia lhe pedido.

Os criados começaram a trabalhar, alguns com os cabelos, unhas e maquiagem e algumas já iam escolhendo as roupas que as garotas iriam usar a noite.

A rainha ia se aproximando de cada uma delas, juntamente com sua filha mais nova. Logo America voltou e juntou-se a elas.

– Acho que ficaria mais bonito curto e mais loiro. – comentou a rainha. – Olá, eu sou...

– Georgia, rainha Georgia. Todas a conhecemos. – cumprimentou Phoebe. – Sou Phoebe Williams.

– De Atlin, certo ? – perguntou a pequena America. – Oi.

– É um prazer conhecer vocês, todas vocês. – cumprimentou a garota.

– O prazer é nosso. – comentou a rainha. – Bom, melhor deixar vocês a sós, para continuarem.

A rainha foi para a próxima garota, se aproximou e a garota logo começou a sorrir.

– Rainha Georgia, rainha America, princesa America. – cumprimentou a garota. – Sou Martha, Martha Campbell.

– De Bakston estou certa ? – perguntou Georgia. – Tenho alguns amigos por lá.

– Oh, é um lugar muito bonito. Ótimo de se viver. – falou a garota.

– E o que você faz por lá ? – perguntou America.

– Ah, sou pintora. Faço lindos quadros, e amo o que faço.

– Uma quatro, eu era cantora, tem algum cantor em sua família ? – perguntou America.

– Ah, sim. Minha irmã mais nova é cantora em festas e casamentos.

– Boas lembranças. – comentou America.

– Bom, melhor deixarmos vocês trabalharem. – comentou Georgia.

– Foi um prazer. – falou Martha.

– O prazer foi todo nosso. – disse a pequena America.

Elas saíram andando e foram para a próxima garota.

– Olá. – cumprimentou a rainha.

– Oh, é um grande prazer conhecê-las. Minha nossa, são vocês mês mo. – cumprimentou a garota. – Nem consigo acreditar que estou aqui.

– É um prazer conhecê-la, senhorita... – cumprimentou a rainha.

– Avery, sou Avery Elizabeth Woodwork. – apresentou-se a garota.

– Woodwork ? – perguntou America.

Enquanto todas as garotas estavam se aprontando para ficarem ainda mais bonitas para o povo e principalmente para o príncipe, as outras quatro garotas que estavam faltando iam chegando ao palácio. O povo ainda estava todo aglomerado em frente aos portões, esperando as últimas selecionadas chegarem.

Logo os dois carros começaram a chegar, juntos.

– Nem dá pra acreditar que justo o nosso carro foi quebrar, só porque somos só nós duas. Imagina se o outro carro não estivesse logo atrás para ajudar, que desastre. – comentou Sophie.

– Acho que seria realmente um desastre, minhas unhas iriam ser massacradas. – respondeu Amanda. Sophie riu, mas sem achar a menor graça.

Amanda era uma garota fútil e não parecia ser nada gentil.

Assim que elas chegaram logo desceram do carro e foram andando entre a multidão, sorriram e acenaram. Sophie tentava interagir com todos enquanto Amanda sorria muito e conversava com uma ou duas pessoas.

Logo o último carro chegou, e lá estavam Társsila, Victoria e Rebecca.

– Cara, eu queria tanto ser ruiva. – brincou Becky.

– Pode ser, é só pedir para o pessoal da transformação pintar. – respondeu Tori, rindo.

– Ah, não acho que ficaria a mesma coisa. Ruivo natural é tudo de bom. – comentou a garota.

– Meninas, posso perguntar uma coisa ? – perguntou Tassi.

– Claro. – responderam as duas.

– Fui só eu que achei, ou aquela Amanda era mesmo uma metida ? – perguntou a loira.

As outras duas riram e concordaram.

– Bom, não devemos julgar um livro pela capa. – falou Tori.

– O único problema é que ela mostrou bem mais do que a capa, mostrou a sinopse e o prólogo, e só por isso já dá pra saber se um livro é ruim. – resmungou Tassi.

– Não gosto de falar mal das pessoas, mas tenho que concordar, a garota se achava a última bolacha do pacote. – comentou Becky.

– Bom, sabemos o que somos e para que viemos pra cá, ela deve saber também e com certeza fará de tudo para parecer mais boazinha junto com o príncipe. – comentou Tori.

– Com certeza. – responderam as loiras juntas.

As três desceram do carro, uma atrás da outra, e de braços dados foram indo para dentro do palácio, as garotas acenaram, sorriram e conversaram muito com o povo. Assim que adentraram os portões do castelo, as cinco garotas foram levadas até o salão das mulheres.

Chegando lá, cumprimentaram a rainha e todas que estavam ali, America conversava animadamente com uma das selecionadas, o que fez algumas das outras garotas ficarem com inveja e sem saber porque a ex- rainha America havia escolhido justamente aquela garota para conversar tanto.

Todas ali tinham potencial, mas Avery tinha algo que nenhuma outra garota ali tinha. Parentesco com a melhor amiga de America.

– Me conte mais, como vão seus avós. Faz um tempo que não falo com sua avó, com os preparativos da seleção mal tenho tempo de escrever cartas ou até mesmo de marcar algo para nos vermos. Sinto muito a falta dela.

– Eles estão bem, ótimos na verdade. Amor como o deles é bem raro. – comentou a garota.

– Ah, eu sei. Presenciei esse amor de perto e sei como foi difícil chegarem onde chegaram.

– Não sabe o quanto eu lhe agradeço por tudo o que fez por eles, a você e ao rei Maxon. Não sei o que seria deles sem vocês. – disse a loira.

– Ah, ela sabe melhor do que ninguém que não tem porque me agradecer, ela sempre foi e sempre será minha melhor amiga, eu é que tenho muito pra agradecer a ela. Me mostrou que o amor verdadeiro é tudo o que precisamos para sobreviver.

– Ela me contou que você os chamou para morar no castelo. Ou melhor, continuar morando aqui.

– Isso já faz tantos anos, me arrependo de não a ter obrigado a vir pra cá, você e Amberly seriam ótimas amigas.

– Imagino que sim, e espero que ainda possamos ser.

– E sua mãe ? Como está ? Sua avó falava tanto de vocês. Só não imaginava que você era tão bonita, e gentil é claro. – comentou America. – O meu apoio você já tem. – piscou a ruiva.

– Oh, é muita gentileza sua vossa alteza, mas não posso aceitar, seria injusto demais você me vangloriar para o seu neto por conta da minha família.

– Ah, querida, não é só por isso. De todas as garotas que eu conversei até agora, você foi a mais educada sem intenção de me bajular. E isso é ótimo. Mas não espere muito da minha recomendação, meu neto se decide sozinho, quase nunca escuta ninguém, a não ser a irmãzinha. O que eu sinceramente acho meio estranho. – ela falou e as duas riram. – Bom, é melhor eu ir, foi um grande prazer te conhecer senhorita Woodwork.

– O prazer foi todo meu vossa majestade. – respondeu a garota.

America voltou para junto de Georgia para conhecer as outras garotas. Todas estavam ficando lindas e radiantes, nada poderia dar errado naquele momento. Muita coisa já tinha dado errado para um dia só.

Assim que Amberly apareceu, as garotas ficaram ainda mais sorridentes, conhecer todas as mulheres da família real as fazia crer que poderiam algum dia fazer parte daquilo.

As transformações foram acabando, cada selecionada que acabava ia junto com suas criadas para seu novo quarto, poder tomar um banho de banheira, sem molhar o rosto ou o cabelo, é claro, e depois se vestir para finalmente irem para o jornal oficial. Elas estavam tão empolgadas que mal sabiam como reagir a tudo aquilo.

Ashley logo saiu com suas criadas.

– Sou Mary Margareth e essa é Mia. – exclamou a criada com cabelos pretos.

– Não me importo, me mostrem o caminho quarto e preparem meu banho, não são pagas para conversar comigo. – falou a loira, as duas ficaram perplexas, mas deram um sorriso frouxo e levaram para o quarto.

As três entraram no quarto, Mary e Mia foram até o banheiro preparar o banho da garota.

– O que é que eu vou vestir ? – perguntou a garota com hostilidade.

– Fizemos três vestidos para que a senhorita pudesse escolher. – falou Mary.

Mia fez gestos e sorriu em concordância, a garota era surda e muda, mas fazia leitura labial muito bem.

– Prefiro o rosa, arrumem um sapato branco e um brinco que combine. – falou a loira.

As criadas correram para procurar o sapato enquanto a garota ia tomar seu banho.

No quarto ao lado a situação era muito diferente, Brenda era muito educada com suas criadas, sorria e pedia a opinião delas sobre qual roupa vestir.

As garotas estavam eufóricas, correndo de um lado para o outro, assim que todas ficaram prontas, foram descendo para o lugar onde o jornal seria gravado.

– Bem vindos a primeira transmissão do jornal oficial, com as nossas selecionadas. – falou Will, o novo apresentador da seleção. – Príncipe Théodore, como se sente tendo tantas garotas lindas lutando por seu amor no palácio ?

– Me sinto feliz, estranho, tenso e ansioso para conhecer elas melhor.

– Acredite, elas também estão. Pelo menos demonstram estar. – falou Will. – Já conheceu alguma delas ?

– Não, mas espero poder conhecê-las logo. – o príncipe falou e olhou diretamente para as três na primeira fila.