Just Another Summer Love
17 Where the rainbow ends
Notas iniciais
A noite estava clara. Estrelas brilhavam para mim, piscando uma vez ou outra como se quisessem iluminar minha alma. Cada ponto de luz que eu tinha em meu campo de visão parecia olhar para mim com sutileza e conforto, da forma mais poética possível. Respiro fundo e encosto minha cabeça na parede fria da casa. Minhas mãos passam pela laje do telhado sentindo cada pedacinho de textura elevada, cada pedrinha que ali repousava, sentindo o calor de cada pedaço de barro irradiar até a ponta de meus dedos. Balanço minhas pernas para fora do telhado e me enrolo um pouco mais na minha manta cor-de-mostarda. E eu me sentia feliz. Ali, em meu refúgio, com meu pijama e minha lanterna, eu me sentia completa. Satisfeita.
Depois que Riley fora embora, Natalie mandara uma mensagem que atrasaria, e talvez não chegasse para o jantar. Tomo um banho rápido e quente, e coloco meus pijamas e meu chinelo de pelinhos antes de descer para a cozinha para roubar um pote de iogurte light de Natalie da geladeira. Não estava com fome, então não fiz questão de checar os sabores antes de alcançar um pote. Volto para meu quarto e sento-me na cama, balançando as pernas em tédio, com a colher de iogurte (de morango, talvez?) pronta para ser engolida. Então, abro a gaveta da escrivaninha e encaro o exemplar de Emily Brontë com a boca cheia (definitivamente, morango). Não sei se eu estava preparada para ler aquele último capítulo, e não sei quando estaria. Não queria acabar o romance de Catherine e Heathcliff assim, tão rápido, de uma forma tão... banal. Queria, na verdade, que ele vivesse em minha memória para sempre, lembrando-me a todo instante de que o amor é ilusório, porém sem barreiras e cheio de esperanças, de que não existe tal coisa como o amor impossível. Lembrando-me de que há apenas desafios, obstáculos da vida que te obrigam a provar seu amor por alguém. Ou por algo.
E, no caso, eu estava presa em um deles.
William não saia de minha cabeça, por razões as quais não entendo. Ele me caçava quando enchia seus olhos de rancor e lançava-me olhares diretos nos corredores do colégio. Podia sentir seus dedos apertando-me os braços quando ele sorria para mim, com aquele maldito sorriso. Vulnerável é a palavra que melhor me descreve quando estamos no mesmo recinto. Amedrontada me descreve quando não estou. Segura, quando estou com Connor. E é desse obstáculo de sobrenome Oasley que preciso desviar. Ainda assim, não consigo fazê-lo sozinha. Não do jeito que me sentia.
E eu não sabia como me sentia. Não era paixão em si, mas sim um tipo de... amor. Connor era meu amigo, um dos mais próximos, e eu me sentia bem com ele. Mas não conseguia sentir paixão. De alguma forma, depois do que acontecera com William, eu me sentia incapaz de amar alguém como eu o amei. Sei que é bobagem, mas eu simplesmente não sabia mais o que era amar, ou o que era estar apaixonada. Não sabia mais o que era me sentir segura nos braços de alguém, com a cabeça nas nuvens por causa do cheiro de seu perfume e do toque de suas mãos. Não sabia mais o que era me deitar ao lado de uma pessoa e ouvir as palavras “eu te amo” ecoarem por meus ouvidos. No fundo, eu tinha todos esses sentimentos guardados em algum lugar, e tenho certeza que estão lá, prontos para serem despertados por alguém. E sei também que eu queria que esse alguém tivesse olhos verdes e cabelos desgrenhados.
E que ele morasse do outro lado da rua.
—Por favor, não me diga que está pensando em pular.
Ouço a voz de Connor vir da rua em uma entonação suave. Sob a luz do luar, ele estava deslumbrante. Segurava um pacote de papelão da Gordon’s em uma das mãos, e a outra estava escondida em sua calça de moletom. As mechas de cabelo pareciam escovadas para o lado, dando a ele um ar de galã, e o moletom branco costumeiro que ele usava parecia refletir a luz da lua. Ou, talvez, sejam apenas meus olhos.
—Não pretendo. Mas se isso aí for um cappuccino, pode ser que eu mude de ideia. –Eu digo, apontando para a sacola que ele segurava. Connor sorri de lado. Sinto meu rosto corar. –A porta tá aberta. –aviso.
Connor some de minha vista e começa a subir os degraus. Aproveito o momento para alisar meus cabelos com os dedos e limpar a boca suja de iogurte. “Droga”. Penso em correr para dentro e trocar de roupa, mas sinto que não daria muito certo. Ouço a janela de meu quarto ser aberta em poucos segundos, e sorrio para Connor.
—Cuidado, às vezes pode ficar um pouco escorregadio.
Ele tem que se abaixar muito para não bater a cabeça na janela, mas consegue passar pelo buraco. Devagar, ele se senta na laje e escorrega seu corpo para perto do meu, se acomodando no cobertor que eu espalho por ali.
—Aconchegante. –Ele diz, por fim, quando suspira e termina de se ajeitar.
Dou risada e tomo o pacote que ele tem nas mãos, abrindo-o quase que instantaneamente.
—Por favor, seja um cappuccino. –Eu murmuro, e ouço Connor dar uma risadinha baixa. Tiro um copo de isopor da sacola e abro a tampinha, aproximando-o de meu nariz para cheirá-lo.
—Cappuccino. –Eu suspiro, com um sorriso de satisfação no rosto.
Connor toma a sacola de minhas mãos e tira lá de dentro cinco pacotes de açúcar refinado, os rasgando com os dentes e sorrindo de lado.
—Posso fazer as honras? –Ele diz, e eu estico para ele meu copo com um sorriso no rosto. Depois de todo o açúcar despejado, fecho o copo e dou uma leve sacudida nele. Tomo o primeiro gole, tomando cuidado para não queimar a língua. O gosto de leite, chocolate e café inunda minha boca. Bem no final, sinto o doce do açúcar transformar meu paladar. Fecho os olhos quando engulo.
—Açucarado. –Eu digo, recebendo uma risada gostosa como resposta. Passo o copo para ele e Connor dá um gole pequeno demais para o de costume.
—O que te deu pra subir no telhado assim, do nada? –ele pergunta, distraído com a manta, meu livro, uma lanterna de acampamento e um pote vazio de iogurte que o cercava. Reprimo-me mentalmente pela desordem e o observo alcançar a antiga lanterna de acampamento de meu pai.
—Ás vezes eu gosto de observar as estrelas. – Digo, sem vontade de contar á ele o verdadeiro significado daquele lugar para mim.
—Hmm... – Connor murmura, girando a lanterna em suas mãos e analisando-a. Ele dá duas batidas com a unha no vidro da lanterna. — Já acampou?
—Recentemente? Não. –Eu suspiro. — Lembro-me de ter ido uma vez ou duas para os campos de Kingston com meus pais. – Dou uma leve risada. – Os mosquitos noturnos não me agradaram muito. – Connor sorri e puxa os joelhos para o corpo, abraçando-os. –E você?
Ele suspira e sorri, como se já esperasse a pergunta.
—Ia levar Liam para acampar no aniversário dele, — seu olhar paira no horizonte. –mas os médicos recomendaram repouso e tudo mais... –Connor suspira de novo. – E por falar nisso, Liam chegou ontem, a cirurgia que fez da fístula foi muito tranquila e não demorou muito para ele se recuperar. –A entonação de voz dele mudou de mórbida para feliz. –Agora, é só continuar com as doses baixas de químio.
—Ah, Connor... –Eu sorrio, colocando minha mão sobre a dele por um instante, depois recuando. – Isso é ótimo!
Ele parece ter um leve calafrio e treme por um segundo. Abre seu melhor sorriso e estica sua mão para mim. Confesso que hesito antes de toma-la, mas acabo fazendo-o por consideração pelo momento. Ele não diz nada por alguns minutos. Sinto brevemente que o clima fica pesado. Tento me concentrar no céu estrelado, mas a mão de Connor entrelaçada na minha não me permitia tal coisa. Sinto seus dedos acariciarem o topo de minha mão e coro. De relance, olho para ele. Seu rosto estava tenso e sua testa franzida. Parecia chateado.
—Você tá legal? –Pergunto. Connor parece acordar de um transe e se vira para mim sorrindo, confuso.
—Estou bem... é só que... as estrelas me deixam nas nuvens. –Ele olha para cima e desentrelaça seus dedos dos meus para espreguiçar-se. Não respondo. Abraço meus joelhos e apoio o queixo sobre eles, sorrindo. A pergunta que não me deixava em paz atingiu minha mente em um aviso: O que diabos eu estava fazendo no telhado com Connor Jacobs?—Ainda não terminou?
—Huh? — Sigo seus olhos para meu exemplar de O Morro dos Ventos Uivantes, repousando ao lado de minha mão esquerda. Suspiro em exaustão.
—Ah... não sei se quero terminar. É tão... decepcionante terminar um livro como esse de uma forma tão banal, entende? – eu digo, pegando-o e folheando as páginas em tédio. Mordo meu lábio ao ver que ele analisava cada movimento de meus dedos.
—Entendo perfeitamente. –Ele pega o livro de minhas mãos e o abre maios ou menos em sua metade, folheando-o distraidamente. –Mas me diga o que achou dele até então.
Apoio-me em minhas mãos e jogo a cabeça para trás. Chegava agora o trem para o universo poético de Connor Jacobs.
—Romântico, trágico... um tanto quanto clichê.
-Não gosta de clichês? –Ele pergunta. Ainda folheava meu livro, distraído, procurando uma página específica.
—Na verdade, sou apaixonada por clichês. –Confesso, vendo-o sorrir em resposta. Ele parecia já saber da minha resposta antes mesmo de eu dá-la. – Sou o tipo de pessoa que vê filmes de romance já deduzindo o final clichê, mas mesmo assim assiste até o fim, e ainda para e suspira quando o casal se apaixona. Ás vezes até me emociono. –Rio.
—Romântica, então? –Ele pergunta. Vejo o canto de sua boca subir em câmera lenta em seu sorriso torto.
—Completamente.
Connor coloca o livro sobre a laje, virado para baixo em uma página específica, como se ele quisesse guardar a leitura dela para depois.
—Bela eu tenho que te dizer algo. –Ele diz. Seu tom de voz descarta a possibilidade de ser algo sobre Liam. Pego o livro que ele tinha deixado ao meu lado e finjo-me interessada na página em que ele abrira, tentando disfarçar meu nervosismo. Se não era sobre Liam, era sobre Will. Eu tinha quase certeza.
—Pode dizer. –Eu digo, pigarreando baixo antes de trocar olhares entre a página ali aberta e os olhos verdes de Connor. Sinto meu coração bater mais forte. “Por favor, não fale sobre ele”.
—Eu... –ele parece travar. Franzo minhas sobrancelhas. Isso não era sobre William, era sobre ele mesmo. Vejo-o suspirar e fechar os olhos por um breve segundo. –Ah, droga, isso vai ser muito mais complicado do que pensei... –Ele murmura baixo, dando um sorriso aberto em seguida.
Franzo ainda mais minha testa em confusão.
—Connor...?—
—É sobre o tal do Baile de Inverno, ou festival, ou sei lá o quê. –“Ah, era isso, ” penso. Ele se confunde e balança a cabeça. Tenho a impressão de que ele mudou de assunto por nervosismo. Ou...não? –É um clichê do qual não gosto muito, porque não sei dançar muito bem e...
Ele para de falar para respirar. Dou uma risada espontânea e toco seu braço. Ele levanta os olhos para mim, envergonhado.
—Eu vou com você, Connor. –Eu digo, poupando-o de mais nervosismo. – E não é uma competição de dança. Vamos só para... nos divertirmos. E comer de graça... e dar risada dos idiotas que vão usar a coroa de rei e rainha. –Eu digo, depois dou risada. Connor sorri e passa as mãos pelo cabelo. Parece mais tranquilo. Seus ombros relaxam.
—Ainda assim, é um clichê que odeio. –Ele diz.
—Ah, vamos, não é tão ruim assim. –volto a abraçar meus joelhos e apoiar meu queixo entre eles. – Além de que é o último de todo o ensino médio, é quase que um ritual de passagem.
Connor dá uma risada leve e concorda com a cabeça.
—Acho que vou ter que aprender a dançar até lá, então...- Ele murmura para si.
Sorrio, e ficamos em silêncio por um tempo. Novamente, o clima parece pesar. Penso se eu disse algo de errado, mas parece ter sido só a tensão de estarmos tão próximos que fez a conversa cessar. Sinto-me confusa. Paro de pensar em tudo assim que pego de volta o livro aberto em sua metade, que repousava sobre meu colo. Abro-o e não posso deixar de me surpreender. Ele tinha procurado aquela página. Naquela cena. Abro a boca para dizer algo, mas ele me interrompe, como se já soubesse o que eu iria dizer, como se já soubesse no que eu tinha pensado, no que eu tinha lido.
—“Nunca lhe confessei abertamente o meu amor, ” —Connor começa a citar.- “mas se é verdade que os olhos falam, até um idiota teria percebido que eu estava perdidamente apaixonado”. –Ele termina. Não sei como ele sabia, mas foi exatamente nessa frase que meus olhos se fixaram. E sua voz, lendo a frase com uma certa pitada de emoção, me deu arrepios. Olho para ele e vejo que observava cada movimento que eu fazia, e cada gesto que meus dedos tomavam. Ele estava fascinado, mas não o mesmo tanto que eu estava.
—Connor, eu...—
—Eu amo você, Bela. –Ele diz, sorrindo de lado. — Simplesmente assim. –Não consigo abrir a boca para dizer nada. Sua declaração súbita quase fez meu coração parar. Mal consigo pensar em alguma coisa para dizer. Sinto-me perdida em seus olhos que me analisavam, em sua boca que, de repente, se tornara chamativa, irresistível. –Me apaixonei por você perdidamente, e agora tenho a coragem de te dizer que sempre foi você. Sempre.
Acho que eu estava com cara de pateta.
Ele para de falar e me encara nos olhos. Meu mundo parece girar, e eu não consigo mais raciocinar. Lá estava ele, com seus olhos verdes parecendo brilhar sob a luz das estrelas, sua sobrancelha arqueando-se para mim com esperança, seu peito subindo e descendo rapidamente. Quase consigo ouvir seus batimentos cardíacos acelerados, seu coração em perfeita harmonia com o meu. E seus lábios me magnetizavam, puxando tudo o que eu tinha em mim para ele, em um fluxo imediato.
E eu ainda não sabia o que dizer.
Então eu tomo seu rosto em minhas mãos e uno nossos lábios. Assim: de uma só vez. Não penso no que faço, apenas sigo meus instintos. Droga, por que não fiz isso antes? Ele arfa de uma maneira... sexy, e dá uma risada baixa assim que eu o beijo. Aposto que ele não esperava por essa. E para falar a verdade, nem eu esperava isso de mim. Sinto as borboletas em meu estômago baterem asas e torço para não ser meu iogurte borbulhando. Meu primeiro movimento é desajeitado, meticuloso, mas Connor não parece ligar. Ele coloca o braço direito ao redor de minha cintura e me puxa para si. Continuo com minhas mãos em seu rosto, ainda unindo nossos lábios, e aproveito para levar meus dedos aos seus cabelos. E então os fogos de artifício explodem, e tudo parece girar em torno dele. Ele faz o segundo movimento depois de separar levemente seu rosto do meu para sorrir.
E seu sorriso me faz flutuar.
Conn me beija com paixão, encaixando nossos lábios uns nos outros perfeitamente. Sinto seus dedos me apertarem de leve, no quadril. Sinto seu lábio macio acariciar minha pele com carinho. Sinto tudo. Tudo, de uma vez só. Seu beijo é leve, mas urgente. Paro para respirar duas vezes, mas assim que abro um sorriso, Connor avança para mais um, e mais um.... Estou no paraíso, e, se isso for um sonho, a primeira pessoa que me acordar estará assinando seu próprio atestado de óbito.
Sou obrigada a empurrar seu peito gentilmente com uma risada, depois de um tempo, apesar de desejar poder congelar o tempo bem ali, para sempre.
—Vá com calma, cowboy. –Eu solto o clichê, de olhos fechados. Ainda não tenho coragem para olhar nos olhos de imensidão verde dele, então tento deixar meus olhos semiabertos.
Ouço sua risada anasalada e quase me derreto por dentro. Tudo nele parecia mais... sexy que o normal depois disso tudo. E eu estava adorando.
—Desculpe... –Ele diz, ainda com a voz risonha. –Eu só... não acredito que esperei tanto por isso.
Abro meus olhos lentamente enquanto mordo meu lábio inferior, por mania. Eu sinto que estou corada. E Connor parece tranquilo. Ele está com uma das mãos no cabelo e a outra apoiada na laje do telhado. Podia encará-lo o dia todo assim, se pudesse.
—Acho que vou explodir –confesso, colocando as mãos no rosto e sorrindo.
Connor ri e segura minhas mãos nas dele. Ele não diz nada. Sinto seu olhar se pressionando levemente contra o meu.
-Argh, -reclamo, ainda sorrindo. Penso que meu sorriso demoraria algum tempo para sair de meu rosto.- Você me paralisou. –eu digo.
Connor dá seu sorriso torto mais uma vez naquela noite. Tenho vontade de pedir para ele nunca mais tirá-lo dali.
—Eu? Você é quem me paralisou. –Ele aperta minhas mãos de leve, depois soltando uma delas e traçando um caminho pela minha cintura com seus dedos. –Do jeito bom, é claro.
Tomo seu rosto em minha mão novamente e beijo-o em um sorriso. Acho que estou começando a me viciar em Connor Jacobs. E sinto que isso vai me deixar louca.
Passamos os seguintes 15 minutos no telhado, sua mão me abraçando pelo ombro e a manta cor-de-mostarda cobrindo nós dois. Ele fala sobre a escola e sobre Liam, tentando descontrair o assunto, já percebendo que eu estava nervosa. Conversamos normalmente, e fico grata por poder me sentir normal quando estou com ele, mesmo depois de ter dado um passo grande e sem preparo em nossa relação.
Quando o carro de Natalie vira a esquina, Connor se mexe no cobertor e beija minha testa sem permissão.
—Está tarde, preciso ir. –Ele sussurra. Sinto minha nuca arrepiar-se.
—Tudo bem –respondo, já me pondo de pé e utilizando a parede da casa como apoio para meu equilíbrio. Sigo Connor até minha janela e ele pula para dentro. Pulo logo atrás. Jogo tudo o que tenho em mãos em cima da cama e desço as escadas com ele. Paro na porta para desejá-lo boa noite.
—Até amanhã, nerd. –Digo, me apoiando no batente da porta.
Connor se inclina e deposita outro beijo em minha testa.
—Durma bem, Bels.— Estremeço com o novo apelido. Ele se vira para descer as escadas, mas eu o seguro pelo pulso e ele se vira para mim.
Fico na ponta dos pés e deposito um selinho em seus lábios. Ele dá seu sorriso de lado.
—Também amo você, Conn. — Mordo meu lábio inferior em um sorriso leve.
Ele anda para as escadas de costas.
—Finalmente disse alguma coisa. –Ele brinca.
Natalie dá de encontro com ele bem na hora, segurando uma pilha de livros em suas mãos. Ela se assusta.
—Ah! Connor, querido! Você me assustou! –Nat dá risada.
Connor tira uma das mãos do bolso e a cumprimenta com um sorriso aberto, depois atravessa a rua e abre a porta de casa, entrando com certa pressa.
Nat sobe as escadas com uma cara surpresa.
—O que vocês aprontaram dessa vez? –Ela ri.
Dou risada e dou-lhe um soco de brincadeira em seu ombro quando ela passa pela porta.
—Estou indo dormir. –Digo, sem esperar sua resposta, e já corro escada acima. Abro as cortinas do quarto e encontro-o do outro lado da rua. Suas cortinas estavam entreabertas, mas ele não me notou. Puxou seu moletom para cima e o jogou pelo quarto. Ele vai até a porta e apaga as luzes, e eu não o enxergo mais.
Então ouço meu celular apitar. Corro para o criado mudo e lá está sua mensagem:
Sonharei com seus olhos, dormirei sentindo sua boca na minha. Já estou sentindo falta de seu abraço. Acho que encontrei meu pote de ouro no fim do arco-íris... Te vejo amanhã, Bels. ~ seu Nerd apaixonado.
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