Just Another Summer Love

18 For she had eyes and chose me


Notas iniciais
Voltei com um capítulo quentinho para esquentar o coraçãozinho de vocês! ♥ Boa leitura!

Connor’s P.O.V

Eu acho que nunca mais vou descer das nuvens.

Acordo no sábado me sentindo mais leve. Tomo um banho rápido antes de sair do quarto, fazendo questão de deixar a água fria escorrer por todo meu corpo. Lavar os maus espíritos, como dizem. O relógio marcava 10 horas quando saí do banheiro, e eu já estava animado para começar o dia. Saio do quarto saltitante, virando o corredor para espiar a porta de Liam, esperando que ele já estivesse acordado para passar a manhã comigo. Ele estava sentado na cama, minha mãe ao seu lado, ajudando-o a colocar o aparelho de quimio em seu braço, já que ele deveria trocá-lo todas as manhãs. Seu pijama do Batman parecia estar um pouco maior nele do que o normal. Seus ossos da mandíbula pareceram ter saltado de um dia para o outro.

—Conn, olhe meu “pacote” novo! –Liam se entusiasma, assim que me vê parado na porta. Vê-lo tão fraco me fazia mal, mas ao mesmo tempo, eu clareava por dentro quando ele sorria. Apenas desejava que ele pudesse se sentir clareado como eu me sentia em tais momentos.

—Bom dia, querido. –Minha mãe me cumprimenta com um sorriso, e eu sorrio de volta. Depois de terminar o curativo no braço direito de meu irmão, ela se levanta da cama e bate as mãos na jeans que usava, como se elas estivessem sujas de terra.

Vou até Liam e deposito um beijo em sua testa.

—Bom dia, baixinho. –Eu digo. Então, ele começa a falar muito rápido sobre os novos superpoderes dele, apontando para a bolsa de líquido amarelo que estava pendurada no suporte para soro. Era um pacote customizado, com um desenho do Flash na embalagem. Franzo minhas sobrancelhas, não conseguindo acompanhar tudo o que ele dizia.

—Acho que você está levando sua “super-velocidade” a sério demais. – Eu digo, passando a mão em sua cabeça e vendo-o sorrir.

Liam para de falar e se levanta, satisfeito. Minha mãe o ajuda a carregar o aparelho de quimio até o andar de baixo, e eu resolvo levar meu irmão para fora de casa para variar um pouco. Apesar de um vento frio, o dia estava ensolarado, digno de aproveitamento. Sento-me com ele nas escadas da varanda e olho para o céu sem nuvens. Pergunto-me quando a neve viria e já me animo com o cenário de inverno. Mamãe traz um cobertor da Liga da Justiça e enrola sobre o corpinho dele, dizendo-me para ter cuidado com o tempo gelado.

Liam começa a falar sobre a neve. Imediatamente, sorrio para mim mesmo. Assim como eu, ele não via a hora de começar a nevar, em seu caso, para construir Yale. Yale era o nome do boneco de neve que ele deu ao primeiro que fizemos, quando ele tinha cinco anos. Desde então, todos os anos, construímos o mesmo boneco de neve, Yale, que nos faz companhia durante a época do natal. Cobro-me mentalmente de comprar um cachecol novo para ele antes dos flocos de neve começarem a cair.

—O que Bela está fazendo? –Ele pergunta, interrompendo nossa conversa toda, de repente.

Sigo seu olhar para o outro lado da rua. E lá estava ela, segurando um balde azul em uma das mãos e uma pá na outra, “afofando” a terra que cobria suas rosas. Estava frio, e ela usava uma touca vermelha em seus cabelos. O vento o balançava com sutileza. Tive vontade de me levantar e ir até lá somente para tocá-los.

—Não sei. –Eu respondo, sorrindo. –Por que não vai até lá e pergunta pra ela?

Liam faz uma careta.

—Pergunte você, você é que é o namorado dela. –Ele cruza os braços, puxando para si o cobertor que minha mãe pusera sobre ele.

Não consigo me conter e dou risada com seu comentário.

—Namorado? Nós não estamos namorando, Liam. –Eu respondo, voltando meu olhar para a garota do outro lado da rua. Bela agora puxava a mangueira presa na parede da casa para regar seu jardim.

—Quê?! –Liam exclama, um pouco alto demais. –É claro que vocês namoram. Eu vi vocês no telhado ontem... Sabia que é muito perigoso ficar sentado no telhado?

Olho para ele incrédulo.

Hey! Não era pra você estar dormindo naquela hora não?! –Eu brinco, dando risada.

—Desculpe, é que eu não conseguia dormir. Me levantei para fechar as cortinas e vi vocês dois por acaso. –Ele sorri, dando de ombros. –Eu juro, não contei pra Mamãe!

Eu o abraço e ouço sua risada alegrar o ambiente. Seguro seu ombro apertado em meu abraço por um tempo, e nós dois ficamos observando Bela terminar de cuidar de seu jardim. Ela passa as mãos sujas de terra no cabelo às vezes, tentando poupá-los do vento frio. Quando ela se levanta para regar as plantas, acaba se molhando e treme de frio. Então, sinto vontade de ir até lá e envolvê-la em um abraço. Quero, de repente, a segurar em meus braços pelo tempo que ela precisar, para sentir o cheiro de seu shampoo de maracujá costumeiro e tocar sua pele macia. Quero tê-la só para mim, da forma mais simples possível.

Logo antes de Bela se virar para entrar, Liam se vira para mim de novo.

—Como é beijar alguém? –Ele pergunta.

Eu o encaro por alguns segundos. Não estávamos tendo aquela conversa, não é? Liam tinha apenas oito anos, e eu definitivamente não queria me responsabilizar em contar tudo aquilo pra ele. Franzo minha testa e volto a olhar para frente, tentando pensar em uma resposta sutil.

—É uma ótima pergunta. –Eu respondo. Liam parece confuso e franze sua testa em “v’. –Não sei como te explicar isso, bro. É... uma sensação única. Não é apenas o ato de beijar alguém, é também o ser beijado. E você se sente... É como se você fosse até a lua e voltasse em apenas alguns minutos.

Ele faz uma cara engraçada e volta a observar a casa de minha vizinha.

—Parece desconfortável.

—É, da primeira vez é desconfortável, sim. –Eu sorrio. Vejo Bela passar pela janela da cozinha e parar na pia para lavar suas mãos. Seu cabelo descia como uma cascata por suas costas. Quase posso sentir seus fios entre meus dedos. – Depende muito da pessoa que você beija.

Liam suspira.

—Será que eu vou beijar alguém um dia? – Vejo-o colocar o queixo apoiado em suas mãos e encarar a casa de minha vizinha.

—Claro que vai. –Eu respondo. –É só encontrar alguém com quem você se importe. Alguém que você goste, que seja sua amiga. E então, eu te garanto, vai ser especial. – eu balanço seu ombro levemente. –Mas você ainda é muito novo pra isso. A pessoa certa ainda vai aparecer, confie em mim.

Liam dá um sorriso malicioso.

—Bela é a pessoa certa para você? – ele tira sarro.

Alcanço suas costelas e faço-o cócegas brincalhonas. Sua risada ecoa pela varanda.

—Na verdade, acho que é sim. –Eu respondo, em meio a risadas.

Liam para de rir e me encara sorrindo.

—Eu gosto dela. Acho que vocês combinam. –Ele se enrola ainda mais no cobertor enquanto fala comigo.

De repente, penso em algo que penso que o fará feliz.

Hey, o que acha de irmos tomar um sorvete na Gordon’s com Bela? –eu sugiro, recebendo um sorriso aberto de Liam como resposta.

—EBA! –Ele vibra, depois franze a testa. –Espera aí, mas... tomar sorvete no frio?

—O que é que tem? Uma coisa não tem nada a ver com a outra. –Eu respondo, dando de ombros ao me por de pé para ajuda-lo a se levantar.

Liam dá uma risada leve e corre para dentro com o suporte de soro o seguindo com as rodinhas. Ele volta com um casaco em mãos e um tênis já colocado nos pés.

—Eu já avisei a mãe, e ela disse pra não voltarmos tarde. E pra você cuidar de mim. –Ele diz, já descendo as escadas da varanda e dando pulinhos animados de um lado para o outro.

—Tudo bem então, The Flash, vamos chamar a vizinha para congelar o cérebro com a gente.

><

Bela’s P.O.V

Eu tinha acabado de me deitar no sofá quando ouço as batidas na porta. Penso em não atender, mas ao lembrar-me da noite passada, me ponho de pé rapidamente e vou até o hall. Dou de cara com um Liam saltitante.

—Vamos tomar sorvete? Vamos?- Ele dizia, de uma vez só. Usava um pijama do Batman por baixo de seu casaco e segurava um suporte móvel para soros em uma das mãos. Levanto o olhar e encontro os olhos de Connor, que estava parado atrás do irmão com um sorriso discreto no rosto.

—Estamos indo no Gordon’s tomar um sorvete e queríamos saber se quer ir com a gente. – Connor explica, provavelmente percebendo minha expressão confusa no rosto.

—Ah! Eu adoraria! -Eu respondo, voltando meu olhar para Liam e me agachando na porta para abraçá-lo em cumprimento. Ele me aperta gentilmente nas costas e sussurra no meu ouvido: “Vocês combinam um com o outro”. O comentário me pega de surpresa e minhas bochechas começam a corar.

Peço um segundo para subir pro quarto e “dar uma ajeitada” rápida no espelho. Puxo para cima a jeans escura que eu usava e tento tirar o excesso de terra com leves batidinhas. Coloco um suéter azul claro por cima da camiseta suja que eu usava e ajeito meu gorro vermelho que servia mais para esconder a bagunça no meu cabelo do que me esquentar. Desço a escada em passos largos com medo de ter demorado demais me “ajeitando”. Connor diz que foram apenas 3 minutos de demora quando peço desculpas. Ele dá risada da minha pressa. Saímos os três pela porta e viramos á esquerda para descer a rua em direção a Gordon’s.

Assim que começamos a caminhar, Liam assegura-se de que não precisa de ajuda para carregar seu suporte, e anda na frente com passos alegres e ansiosos. Connor caminhava ao meu lado, e foi só quando sua mão tocou na minha que percebi que eu senti falta de seus toques. Ele entrelaça seus dedos quentes nos meus frios, e nossas almas parecem se unir de repente. Conn me puxa para si e deposita um beijo suave em minha cabeça, depois murmurando um “bom dia” um tanto rouco. Sinto meu coração dar batidas mais fortes e tento me controlar para não abraça-lo naquele mesmo instante.

Percebo que aquela era a primeira vez em que andávamos de mãos dadas. E não me parecia estranho, ou desconfortável. Parecia certo. Sinto os dedos dele se aconchegarem entre os meus, seu polegar faz círculos leves no topo de minha mão. Eu estremeço. Nunca entenderei a química que ele me transmitia com o toque de seus dedos. Ou, talvez, entenderia mais para frente.

Depois de 5 minutos de caminhada, avisto a fachada da Gordon’s escondida entre as árvores da rua. Liam se anima e corre, com um pouco de dificuldade, até o Café, nos esperando na porta com um sorriso no rosto.

—Andem logo, vocês podem namorar depois! –Ele exclama, depois caindo na risada. Connor se solta de minha mão e corre até Liam para levantá-lo no ar e dizer algo que não consegui compreender. Dou graças a Deus por ele não estar perto para me ver corar. Entramos todos juntos no Café e Liam escolhe onde sentamos. Ele pede para se sentar do lado da parede, onde um aquário divisório decorava o salão e servia como um separador de espaços da cozinha e onde nos encontrávamos. Se forçasse bem os olhos por entre a água, conseguia ver os cozinheiros e confeiteiros do café produzindo os mais lindos doces para as vitrines.

Connor pede o cardápio ao garçom e Liam já se apressa a ler. Ele está sentado ao meu lado e não para de se perguntar, em voz alta, qual doce irá escolher. Imagino que essa seja a primeira vez em quase dois meses que o baixinho come algo mais... sofisticado que suas sopas e caldos usuais. Sorrio para ele quando ele me diz que já se decidiu, em certeza.

—Bela, o que vai querer? –Connor me pergunta, com os olhos pregados no cardápio andando de um lado para o outro.

—O que você escolher, pra mim, tá bom. –Eu digo, já que os doces eram, em sua maioria, para duas pessoas. Já tomo a iniciativa de dividirmos o que quer que ele peça e afasto o cardápio de minhas mãos.

Connor olha para mim com seu meio sorriso no rosto e levanta uma de suas sobrancelhas.

—Tem certeza que vai deixar a escolha pra mim? –Ele diz. Liam começa a rir.

Não faça isso, um dia pedi para ele buscar sorvete na sorveteria e ele pediu sorvete de kiwi porque disse ser o melhor do mundo. –Liam me cutuca com o cotovelo e faz cara de nojo. -Você vai estar literalmente assinando seu desejo de ser intoxicada.

Tomo o cardápio das mãos de Connor imediatamente e começo a passar os olhos pelos doces. Ele dá uma risada baixa, mas não protesta meu “roubo”.

—Isso não é justo, o sorvete de kiwi era muito bom...

O garçom vem pegar nossos pedidos e Liam é o primeiro a se pronunciar.

—Quero o sorvete de baunilha com calda de chocolate e morangos! –Ele exclama. Connor o reprime por falar muito alto e Liam cobre a boca com as mãos, se desculpando silenciosamente.

—Vamos dividir a taça de sorvete de cappuccino com morangos. –Eu digo, fechando o cardápio para entregar ao moço. Ele acena com a cabeça e vai para a cozinha.

—Cappucino, é? –Connor diz, me lançando outro sorriso torto.

—Melhor que sabor kiwi. –dou de ombros em um sorriso e Liam dá risada do meu comentário.

Passamos alguns minutos em silêncio, pois Liam está entretido com os peixes do aquário na parede. Connor sutilmente estica sua mão por cima da mesa e toca a minha. Mordo meu lábio em um sorriso e entrelaço meus dedos nos dele, que puxa minha mão para si e beija o dorso dela com gentileza. Novamente, meu rosto cora. É uma coisa exclusiva dele, sabe? Ter todo o cavalheirismo que ele tem misturado com a paixão escaldante em seus olhos quando me beija. O que me faz querer estar cada vez mais perto dele é justamente isso: não ser capaz de prever seu próximo movimento.

O garçom chega com os doces em poucos minutos por conta do horário de tranquilidade no Café. A taça de sorvete de cappuccino com morangos é colocada entre Connor e eu e a de Liam é entregue só para ele. Os dedinhos dele logo agarram a colher, que separa uma grande quantidade de sorvete com calda, pronta para ser engolida.

Hey! ­—Connor chama sua atenção. ­– Vá com calma aí, ok?

Liam assente e diminui a quantidade de sorvete de sua colher, em seguida a colocando com cuidado na boca, como se aquela fosse a primeira vez que ele experimentava um sorvete na vida. A expressão que ele fez quando engoliu a massa foi impagável. Os olhos dele brilharam como estrelas e um gigante sorriso se estampou em seu rostinho magro.

—Está muito bom! –Ele disse, logo enchendo sua colher de novo e a colocando na boca.

Volto minha atenção para Connor, que desentrelaçou seus dedos dos meus para alcançar duas colheres compridas. Ele estica uma delas para mim.

—Pode fazer as honras? –Ele diz. Pego a colher de sua mão e tomo a liberdade de pegar o primeiro pedaço de sorvete com morango da taça. O coloco na boca e o gosto de chocolate com café no sorvete invade minha boca. Quando mordo um morango, a sensação do azedo com o doce se intensifica e me faz murmurar.

Hmmm, está horrível, acho que você nem precisa comer. –Digo á Connor, imitando uma careta. Recebo uma risada como resposta e uma briga de colheres começa dentro da taça para pegar o próximo morango.

Saio do Gordon’s estufada. Espero lá fora com Liam enquanto Connor acerta a conta. Claramente, nós passamos 10 minutos discutindo sobre isso, mas ele ameaça não ir ao Festival de Inverno comigo se eu não o deixasse pagar pelo doce. Murcho na mesma hora e vou de encontro com Liam na porta.

—Tá legal, pode me contar, vocês estão namorando, não é? –Liam me pergunta enquanto estamos sozinhos na calçada. Franzo minha testa e sorrio para ele.

—Hmm... Acho que não chegamos nesse nível ainda, Liam. –Eu digo, meneando a cabeça de um lado ao outro.

Ele abaixa a cabeça com as mãos no bolso da jaqueta e começa a balançar os pés.

—Eu acho que ele está muito feliz com você. -Sua voz é baixa, quase que um sussurro. –E eu também gosto muito de vocês dois juntos.

Agacho-me novamente para ficar de sua altura e pego em suas mãozinhas geladas.

—Eu também gosto muito de você Liam. –Ele dá um sorriso tímido. –E... gosto bastante do seu irmão.

Liam faz uma cara maliciosa e fofa ao mesmo tempo.

—Ah, disso eu já sabia.

Damos risada e ouvimos o sininho da porta indicar que Connor já tinha terminado de pagar. Levanto-me e ajeito meu gorro antes de tomarmos o rumo de casa. Novamente, Connor entrelaça nossos dedos, e eu me sinto a pessoa mais segura do mundo.

Já em frente a casa dele, Liam me dá um beijo no rosto e sobe as escadas da varanda em um pulo.

—Avise a mãe que eu já vou. –Connor diz, depois me acompanhando até o outro lado da rua.

Quando paramos na porta, ele gira meu quadril com as mãos e sela nossos lábios em um beijo inesperado. Dou uma risadinha com a surpresa e levo minhas mãos ao seu peito. Ele sorri enquanto me beija e seus olhos semiabertos penetram nos meus com intensidade.

—Já estava sentindo falta disso. –Ele murmura entre nossos lábios, depois voltando a me beijar, daquele seu jeito calmo e desesperado, sutil e agressivo, com todas as sensações misturadas ao mesmo tempo. Quase posso ouvir os fogos de artifício ao nosso redor explodirem quando ele pede passagem com a língua em meu lábio inferior. Nosso beijo era inacreditável. Eu conseguia, ao mesmo tempo, sentir sua boca macia acariciar a minha, nossas línguas dançando em perfeita harmonia, e o toque gentil de seus dedos em meu quadril em seus clássicos movimentos circulares. Passo meus dedos pelos cabelos loiros dele e ouço sua respiração falhar.

—Eu posso fazer isso o dia todo. –Eu murmuro, sorrindo, enquanto sua mão sobre de meu quadril para meu rosto, o segurando com carinho. Somos interrompidos com o som de um motor de carro estacionar em frente á minha casa. Ainda envolvendo meu quadril, Connor se afasta e estreita os olhos para tentar enxergar o motorista do carro. Mas, pelo modelo preto do Audi R8, eu já sabia de quem se tratava.

—Interrompi alguma coisa? –Riley berra, assim que abaixa o vidro do motorista para nos espiar. Separo-me de Connor e vou até a beirada da varanda, apoiando meus braços na grade para respondê-la.

—Se você vai me chamar para ir ao shopping com você comprar mais CD’s novos, sim, interrompeu. –Eu respondo, sorrindo. Ry mostra a língua para mim.

—Vamos, vocês dois! Peter e os garotos do time estão fazendo uma reuniãozinha na casa dele. Têm almoço grátissss –Ela dá ênfase no “grátis” e faz uma dancinha dentro de seu carro.

Balanço a cabeça com um sorriso e me viro para Connor, que está com as mãos nos bolsos traseiros da jeans e um sorriso enorme no rosto.

—O que acha, nerd? –Eu pergunto, mordendo meu lábio inferior em seguida.

—Contando que você esteja lá, não me importa muito a comida. –Ele dá de ombro e entorta seu sorriso.

Volto-me para Riley e reviro os olhos de brincadeira.

—Espero MUITO que seja macarronada. –Eu grito para Ry, que buzina algumas vezes e vibra “UHUL” quando Conn e eu descemos as escadas da varanda.

Mais uma vez, de mãos dadas.

Notas finais
Passei voando pela revisão para postar logo o capítulo pra vocês, então me avisem se notarem qualquer erro! Beijinhos!