Just A Favor

6 Just A Discussion


Notas iniciais
Levanta a mão quem achou que tinha acabado! o/ É, olha eu aqui de novo. Não me matem por favor ;-; Ficou pequeno sim, mas eu não parei ok? O próximo é maior (notem que eu usei "é", e não "vai ser" pq ele está quase pronto xD) e não vai demorar tanto EU JURO. Um super agradecimento a todos os comentários e bem vindos novos leitores! ;D

Alex

Toquei a campainha pela quinta vez. Mas para onde diabos ele tinha ido afinal? Era segunda feira a tarde, ele já deveria ter voltado do trabalho. Eu tinha ido direto da faculdade pra lá, depois de um dia inteiro pensando na trepada que a gente deu e como eu estava a fim de fazer de novo.

Quer dizer, eu achava que esse meu desejo por ele fosse passar depois disso, como geralmente acontecia com a maior parte dos caras, mas por alguma razão eu ainda ficava excitada toda vez que pensava nele. Eu estava no clima perfeito, mas ele não estava em casa e o celular estava fora de área.

Passou pela minha cabeça que talvez ele tivesse se arrependido, que estava me evitando, mas Justin não é tão imaturo assim. No máximo ele ia me dar um sermão sobre regras e sobre como a gente nunca mais ia fazer nada do tipo. Só que pra isso ele precisava abrir a porta. Ou atender o telefone.

Sem opção, acabei voltando para casa. Fiquei pensando na possibilidade de ele ter gostado tanto quanto eu e estar querendo fazer de novo. Quando cheguei, encontrei logo de cara minha mãe, que parecia estar naqueles dias que se não me perguntasse nada, se não soubesse cada detalhe, não estava satisfeita. Mal entrei ela já perguntou onde eu tinha estado o porquê da demora, que eu estava passando tempo demais fora. Se eu disse onde estava ela não ia acreditar, de qualquer forma.

– Não é nada demais, mãe.

– Claro que é. Você precisa focar nos estudos, Alex. Agora que Max ficou com os poderes você vai precisar-...

– Dá pra você não ficar me lembrando disso de cinco em cindo minutos?! Eu agradeceria.

– Eu só estou tentando pôr um pouco de juízo na sua cabeça! Agora é vida real, mocinha, e é bom você estar preparada!

– Tanto faz! Só para de tentar controlar minha vida!

– Alex! Olha o jeito como fala comigo!

– Estou cansada de você só querer me controlar! Você fez isso a vida toda! Acho que eu já estou crescidinha não?

– Não, não está! E enquanto morar debaixo do meu teto você vai me obedecer.

– E se eu não quiser mais morar aqui? – Minha mãe riu com deboche.

– Ah não? E vai pra onde? Não te mais magia para você fazer o que bem quiser.

– Eu sei! E quer saber? Eu vou provar pra você que eu não preciso de magia, eu sei me virar sozinha e muito bem! – Eu saí, subindo as escadas furiosamente.

Depois de entrar no meu quarto e bater à porta, parei pra pensar no que havia dito. No calor da discussão eu não estava prestando atenção. Eu tinha acabado de me jogar pra fora de casa? Mas minha mãe tão controladora e sufocante estava me irritando cada vez mais.

Peguei uma mala e comecei a jogar alguma roupas dentro. Eu não podia voltar atrás agora. Alex Russo nunca volta atrás. Disquei o número de Harper. Claro que ela ia me ajudar.

– Não dá, Alex.

– Como não? Você mora com as garotas da faculdade, uma a mais uma a menos não vai fazer diferença.

– Não é assim. Eu não posso simplesmente te colocar pra dentro, o ap é pequeno, não tem espaço.

– Eu durmo na sua lavanderia se for preciso.

– Há há. Mas sério, Alex, desculpe, não dá. – Desliguei bufando. Como as coisas podiam sair do controle tão rápido? Pensei nas minhas amigas do curso da faculdade mas nenhuma delas parecia próxima o suficiente para eu me mudar. Mas tinha um lugar pra onde eu podia ir. Uma porta que nunca ia se fechar pra mim.

As coisas iam ficar mil vezes mais complicadas, mas ele era a única opção que eu tinha no momento. Fechei a mala e desci as escadas. Meu pai tinha chegado e não parecia nada feliz.

– No que você está pensando Alex?? Pra onde vai?

– Acho que isso é problema meu. – Eu respondi de maneira calma, mas decidida. Ele balançou a cabeça em desaprovação.

– Quero ver quanto tempo você vai durar. Sei que não posso fazer você mudar de ideia então... – Ele suspirou e eu quase voltei atrás. Era tão mais fácil ficar ali.

– Eu vou provar que já sou crescida pai. Pra você e pra mamãe.

– Não precisa provar nada, filha.

– Preciso sim. – Dei um beijo de tchau no rosto dele e me afastei para a porta.

– Não vai despedir da sua mãe?

– Depois eu ligo. – Eu disse sem muita convicção. Quando eu saí para a noite fria fiquei com medo de, por causa de tudo que tinha acontecido, Justin não me aceitar na casa dele. E ele estaria certo, como sempre. Mas aí, o que eu ia fazer?

Notas finais
Comentários são bem vindos, ajudam, motivos etc e tal. Até o próximo ;*