Notas iniciais
Desculpem a demora! Boa leitura ;)

A escola de magia estava diferente, desde a última vez q fora lá, mais moderna, apesar de usarem as mesmas técnicas de ensino tradicionais milenares. Eu não era exatamente bem-vindo, mas como era da família me deixaram entrar. De qualquer forma eu só precisava dar uma palavrinha com meu irmão bem rápido. Encontrei Max no quarto que ele dividia com mais dois feiticeiros entretido com uma varinha.

– Justin! – Ele parecia feliz em me ver. – Há quanto tempo!

Ele me abraçou, estava quase da minha altura já e isso mexeu comigo. Por deus, eu estava ficando emotivo demais. Eu o abracei de volta pensando no que ele diria, faria, quando soubesse que eu tinha dormido com nossa irmã. Ou melhor, se soubesse. Essa era uma parte que eu não precisava contar.

– E aí cara? O que te traz aqui? Nossa eu queria tanto que você estivesse aqui comigo, a gente faz coisas tão legais! Semana passada eu fiz um sanduiche de presunto criar asas! Foi tão legal-...

– Max. – Ele parou de falar quando eu o interrompi.

– O que?

– Eu vim por que... Eu preciso da sua ajuda. – Isso estava virando minha frase de efeito não é? Ele sorriu, dava pra ver o orgulho que ele tinha em ouvir isso de mim.

– Pode falar cara.

– Eu preciso que você faça uma poção pra esquecer um amor, ou algo assim.

– Como é?

– Ou use um feitiço, tanto faz. Eu só... Preciso me afastar de uma pessoa e não estou conseguindo. – Max sorriu.

– Uau. Isso é inédito. Quem é a dama? E por que não pode ficar com ela? É outra lobisomem?

– Não. Eu só... Preciso que você faça isso. Sem perguntas.

– Impossível sem perguntas. O preço vai ser suas respostas. Não vou fazer de graça. – Ele tinha conversado com Alex recentemente? Eu não podia dizer nada. Não podia.

– Eu não vou dizer quem é nem por que preciso me afastar. Vamos Max, me ajude. Por favor. Só dessa vez. – Minhas intenções eram verdadeiras, eu nunca fui a favor de misturar magia e vida real. Ao contrário de certas pessoas. Ah, lá estava eu pensando nela de novo.

– Ai, tá bom. Só por que você implorou. – Ele começou a tirar alguns livros de debaixo da cama. Suspirei com certo alivio. Ele abriu um e outro até achar o que estava procurando. – Vou dar um pulinho no laboratório. Já volto.

Ele saiu pela porta e eu olhei em volta. A metade dele do quarto era mais bagunçada e tinha tralha por todo lado. Mais o menos com era seu quarto. Notei um porta retrato em cima da mesa de cabeceira. Era a mesma foto que eu tinha, a do aniversário.

Meus olhos foram atraídos, como sempre, para ela, no centro da foto. Tão linda. Eu precisava desesperadamente da poção. Talvez Alex largasse de mim uma vez que a gente já tinha feito tudo, mas existia sempre a possibilidade de ela querer continuar no erro. Como já fora provado diversas vezes.

Coloquei a foto de volta e tentei desviar meu pensamento dela. Era bem difícil. Notei que o quarto tinha um banheiro, e me dirigi pra lá. Joguei agora fria no rosto e respirei fundo. Alex era tão... Minha mente vagou pelas lembranças vívidas da noite passada, e eu senti um formigamento familiar entre as pernas.

Não, não eu não podia ficar assim ali. Entrando em desespero chequei se estava muito aparente... E estava. Eu tinha que vestir uma calça tão apertada justo hoje? Eu precisava pensar em alguma coisa broxante e rápido, antes que Max voltasse.

Eu estava nervoso, e isso só piorava as coisas. Por pior que fosse eu tinha que resolver aquilo. Agora. E tinha que ser rápido. Com um suspiro tenso eu tranquei a porta do banheiro e desabotoei a calça. Fechei os olhos e me encostei na parede relembrando todas as sensações, cada toque cada suspiro. Comecei a me tocar de forma desajeitada, não era sempre que eu fazia aquilo e eu não me sentia muito à vontade ali. Mas foi só pensar nos beijos dela, na suavidade de sua pele ou como nos encaixamos perfeitamente-...

Sufoquei um gemido e minha visão ficou turva por alguns segundos quando gozei. Não sabia se a intensidade era devido ao intervalo de tempo ou se pela pessoa na qual estava pensando, e não me demorei muito pensando no assunto. Limpei a bagunça e subi o zíper da calça me sentindo mais aliviado.

Assim que saí do banheiro, Max abiu a porta. Ele estava com um frasco de vidro com alguma coisa cor de rosa dentro, e me olhou de um jeito estranho.

– Você está bem?

– Claro. Por que? – Passei as mãos nos cabelos.

– Não sei, você está corado. – Eu tentei não piorar as coisas ficando vermelho de vergonha e desconversei apontando para a mão dele.

– É isso?

– É. – Max estendeu o frasco pra mim. – Mas não sei se está no ponto... Não confie muito nisso, eu ainda estou em Poções e Elixires I.

Não importava. Eu estava desesperado por uma situação, qualquer coisa que me fizesse capaz de dizer ‘não’ a ela, de parar de pensar nela era válida. Tirei o frasco das mãos dele e bebi tudo de uma vez. Max ficou me olhando.

– E então? Se sente diferente?

– Não. Na verdade não. – Eu sentia a boca quente, e a bebida tinha um gosto azedo e adocicado ao mesmo tempo.

– Espero que faça efeito no seu cérebro. – Ele disse seriamente. Eu assenti concordando e agradeci, lembrando-me de que eu não deveria me demorar ali.

De volta pra casa eu pensava se tinha um efeito rápido. Me forcei a não pensar em Alex. Eu pensei em coisas do trabalho e nas roupas que tinha que levar para a lavanderia e me senti um pouco melhor. Porém, tudo foi por agua abaixo quando cheguei em casa. Assim que saí do elevador eu senti o característico aroma de pêssego. Senti um aperto no estomago. Alex estava ali, sentada no chão, encostada à minha porta. Com uma mala do lado.

Notas finais
Comentários ajudam... To meio sem rumo com a história p falar a verdade e ela n deve demorar muito mais... Até o próximo!