Just A Chance
13 Coisa
Notas iniciais
pqp gente, que saudades de vocês, porém eu estou de volta!
Então pessoal, hoje temos avisos finais, então quanto terminarem vão lá embaixo ok?
~Pensamentos de Letícia Dowell
Bom, depois de receber a nem tão feliz noticia de que todos aqueles adolescentes dormiriam na minha casa e eu teria que informar isso aos meus pais, eu fui tentar dividir os quartos.
Vocês devem achar que meninas ficaram no meu quarto e os meninos em outro qualquer, certo? Pois é, vocês erraram.
Acontece que não fui eu que escolhi, eles apenas se enfiaram para dentro do quarto. E eu? Fiquei na sala ao lado da pessoa que eu menos queria a presença.
Quem pensou no Matheus acertou.
Primeiro problema: Nós não tínhamos ideia de como nós iriamos dormir, já que só tinha um sofá e eu realmente eu não iria dormir com ele.
Segundo problema: Eu não sabia como falar com ele depois dele ter salvado a minha vida
“Hm, você vai dormir aonde?” Eu não consegui olhar para ele, quem falava assim depois de ter a vida salva? Muito bem Letícia, você é muito esperta.
Também me toquei que praticamente convidei o coitado para se retirar da sala.
“Posso dormir no chão e você no sofá.” Eu tinha percebido que ele tinha esperado a volta toda para eu falar alguma coisa com ele, mas o que se fala pra alguém que salva sua vida quando você tem um orgulho do tamanho do meu? “Pra mim não tem problema”
Tentei ter um pingo de educação, já que ele que era a visita.
“Er, talvez, mas eu não to com sono agora, eu geralmente como leite com Nescau em pó e fico assistindo TV antes de dormir”.
Não ria das minhas rotinas noturnas, eu consigo comer coisa bem pior que isso, um exemplo é o pão com apenas ketchup dentro.
“Não tem problema, eu me ajeito por aqui dona Letícia.” Ele falou e deu um sorriso muito fofo e...
Eu definitivamente to andando muito com a Julia.
"Vem, eu vou te mostrar como se faz, é muito viciante." Eu quase o arrastei até a cozinha, mas ele não reclamou.
Ele parecia sorrir com as baboseiras que eu falava, mas na maior parte do tempo ele era sempre sério.
“Hoje foi um dia difícil” Tentei ignorar a minha vontade absurda de bater nele por isso.
Claro não é? Você se coloca na frente de uma bola de fogo e ainda quer que o dia seja fácil?
“Porque você fez aquilo?”
Sei que não era isso que eu deveria ter falado de primeira, mas como eu disse, eu sou uma pessoa orgulhosa.
“Eu prometi que te protegeria, lembra?”.
Eu corei tanto que minhas bochechas pareciam que estavam queimando.
Ele percebeu e riu da minha cara, comentei como esse menino é bipolar?
“Mas se eu tivesse morrido talvez tudo isso acabasse, e esse pessoal pudesse ter uma vida normal”.
Ultimamente eu tenho sentindo uma culpa enorme, eu não sei por que, talvez apenas por existir.
Isso soou como um daqueles filmes dramáticos. Ignorem.
Ele ficou com uma expressão mais dura do que o normal, mas eu percebi que ele tinha ficado um pouco vermelho e para esconder isso ele virou o rosto.
“Mas pra mim você faria falta.” Eu sorri um pouco, ele ficava engraçadinho desse jeito, ele era tão diferente de mim, ele era sempre tão serio e fechado. Eu era bem... Eu.
“Sim, mas você também me faria falta, você quase me matou hoje, seu idiota.”
Eu estava falando serio, eu quase tive um infarto por preocupação/medo/vontade de matar alguém.
Ele riu, mas logo em seguida ficou serio e voltou para a sala.
Mais alguém tem a intuição de que ele está fugindo de mim?
Eu fui para a sala com as coisas para fazer o leite, peguei o ninho e joguei na cara dele.
Eu geralmente faço coisas idiotas quando eu quero quebrar climas tensos.
A expressão que ele fez foi tão hilária que eu quase tirei uma foto, mas eu estava ocupada demais rindo dele.
“Ei! O que foi isso?” ele protestou enquanto passava a mão em seu rosto, eu não conseguia parar de rir.
“Desculpa, mas admita que foi engraçado.” Ele me encarou com uma cara de quem não tinha achado engraçado.
“Eu não acredito que você jogou ninho na minha cara.” Ele falou um pouco sem paciência.
Isso é o que acontece quando não se tem o senso de humor da Letícia, criam-se rugas.
“Idiota, você mereceu por ter me matado de medo hoje.”
“Eu salvei sua vida, não acho que ninho na cara é bem o que eu mereço por isso.”
Eu tive que rir, ele tava parecendo um fantasma com o ninho na cara.
"E o que você merece?”
Eu dei uma risada e tirei um pouco de ninho da camisa dele.
Ele me olhou nos olhos de forma intensa e se aproximou um pouco mais de mim.
O encarei por meio segundo, ele parecia pedir, implorar para que eu fizesse alguma coisa.
Eu também me aproximei dele, segurei uma de suas mãos, vi que ele ainda olhava para mim, e foi a minha fez de implorar, quero dizer, ele estava tão perto de mim, tanto que até doía, eu queria acabar com aquela distancia.
Ele veio em minha direção e eu já não aguentava esperar, ele me puxou pela cintura e então levemente colou seus lábios nos meus.
O beijo começou lento, ele ainda estava com gosto de ninho, uma coisa que eu adoro, coloquei os meus braços ao redor do pescoço dele, percebi que ele pedia passagem à língua, eu deixei, o beijo estava ficando mais profundo, até que eu me toquei do que eu estava fazendo.
Me afastei lentamente dele, ele ficou com uma carinha triste que me fez sentir mal, mas nada pior do que eu falei depois.
“Matheus, não me entenda mal, mas além de nós termos nos conhecidos agora, você não vai querer se envolver comigo...”.
Ele voltou com expressão dura de sempre dele, se virou e depois se levantou, sem olhar para mim.
“Eu já entendi, desculpe.” E ele saiu.
Eu fiquei parada sem saber o que fazer por um momento, deitei no sofá e fiquei pensando no ultimo acontecimento e acabei adormecendo.
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Estava na academia da Rachel, eu já tinha visitado o quarto dela algumas vezes, na maioria das vezes eu invadia, mas isso são detalhes a parte.
Ela estava pintando algo que eu não conseguia identificar, parecia estar bastante concentrada na pintura para notar que eu estava ali.
Eu me aproximei dela e tentei pegar no seu ombro, eu sabia que ela não ia sentir já que isso era um sonho, mas o oráculo é um espírito antigo (mais antigo do que eu, isso já é bastante.), é bem provável que ele sinta.
Antes mesmo que eu possa tocá-la, seus olhos ficaram com aquele verde estranho, e a coisa também verde saiu dela.
“Ao amanhecer do final da segunda semana o seu sofrimento acabará, mas os seus amigos e você definiram o final.”
Aquilo não era uma profecia, era como se o oráculo quisesse falar comigo, o que eu estranhei.
“Mais uma coisa, cuidado com o que cobre a constelação.”
Antes que eu pudesse responder ou entender o que ela disse, o meu sonho mudou.
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Estava no mesmo lugar da primeira visão, com a mesa cheia de comida que eu nunca tinha experimentado na vida, mas ainda tinha o mesmo cheiro de carne.
“Você não tem como fugir agora, sua hora finalmente está chegando. Meus anos de tortura por causa da ultima herdeira da maldição iram acabar!”
Era a mesma voz da visão, mas ela tinha mais poder, tinha mais ódio.
Parecia que ela se fortalecia a cada dia, e eu acho que eu não podia evitar isso. Era como se cada vez que o dia que eu a encontrasse se aproximava ela estivesse mais forte, se preparando para acabar comigo.
Queria entender o que a coisa quis dizer, mas para mim não faria sentido. O que eu teria feito para ela ter sido torturada?
Eu senti algo me puxando para perto da coisa, eu quase vi o seu rosto.
Mas o sonho mudou de novo.
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Eu estava em um templo, parecia ser bastante conservado, mas ainda assim bem antigo. Tinha o símbolo do sol no teto, era feito de pedras e tinha um trono com um homem sentado nele.
Ele tinha o rosto jovem, era loiro e muito bonito, digamos que exageradamente bonito, como aqueles modelos da Hollister, e até mais bonito.
E também era meu pai, bem que a genética poderia ter me ajudado um pouco.
Ele se levantou, e eu me ajoelhei, sem olhar para o rosto dele. Eu senti um pouco da magoa vir em mim, eu sempre senti isso sobre o meu pai, ele sempre me ignorou e nunca me avisou sobre a maldição, eu tive que conviver com as pessoas fugindo de mim sem motivo, com monstros me perseguindo e nunca tive um pai de verdade, que me explicasse porque isso acontecia.
E para compensar isso, ele me dá poderes que me fazem mais estranha ainda, obrigada papai.
“Levante-se, minha filha.” Eu obedeci, ainda sem muita empolgação. “Você sabe o que vai acontecer agora, não é?”
Eu neguei com a cabeça e esperei ele continuar.
“Você está indo para casa de Atreu, onde a sua maldição começou, e você vai ter que terminar com ela, enfrentando aquilo que você viu no sonho.” Ele deu uma pausa, provavelmente se arrependendo de tocar no assunto da maldição, ignorei isso. “Mas nós temos um problema mais serio nisso tudo, a coisa que você viu vem sofrido há anos, ela ficava no fundo do Tártaro, sendo obrigada a fazer as piores tarefas definidas por Hades, até que a maldição acabasse.”
“E quem é essa pessoa? E porque ela sofria isso?” Falei pela primeira vez, acabando com a minha mímica e ficando interessada no que ele falava.
“Não é a hora de você saber disso, mas você logo saberá.” Ele deu um sorriso de lado e continuou a falar. “Bem, agora a coisa fugiu do Tártaro, graças às portas abertas de Gaia. Letícia, essa coisa está mais forte que nunca, Gaia deu poderes muito fortes a ela, e ela não vai parar até se vingar dos deuses e destruir o portador da maldição, ela quer causar uma guerra nova, e você sabe que já há uma a caminho.”
Eu senti um soco na cara, uma nova guerra? Como sete semideuses e um mortal vão acabar com uma coisa com essa força toda?
“Como eu vou acabar com isso?” Eu perguntei assustada, era informação demais para uma pessoa só.
E não esqueçam que eu sou loira.
“Você tem o sol dentro de você, você é minha filha mais poderosa, eu confio em você.” Fiquei vermelha, não é todo dia que um deus te elogia. “E você tem os seus amigos, eles vão ter um papel muito importante nisso tudo.”
“Obrigada pai, desculpe por essa confusão.” Eu tentei abraçar ele, mas eu me afastei, ele parece ter percebido isso, porque quem me abraçou foi ele.
“Não peça desculpas filha, eu tenho muito orgulho de você, não pense que eu dei os seus dons bênçãos por pena, você os merecia e os precisava.”
Ele se virou e pegou algo que estava no trono, era uma caixa de ouro com um símbolo que eu não consegui ver direito.
“Era da sua mãe, nosso tempo está acabando, você logo terá que partir com os seus amigos.” Ele sorriu para mim e me deu um beijo na testa. “Tenha cuidado minha filha, eu confio em você e sei que você ira conseguir vencer a coisa.”
Percebi que Apolo ia sumindo e tudo ia ficando preto, então eu acordei.
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Acordei com um barulho gigante da minha mãe brigando comigo porque eram doze da tarde e que tinha visita em casa e alguma coisa sobre eu ter que ser mais educada e mais um monte de coisa que eu não ouvi direito.
Quando eu finalmente me levantei vi que a caixa na escrivaninha do lado do sofá, eu a encarei, mas não tive coragem de abri, só sorri.
Todos estavam fazendo um barulho infernal, conversando como se ontem não tivesse acontecido, senti falta da presença do Pedro, mas não falei nada.
Só estava pensando em como contar para eles aquilo tudo, ou até se eu devia contar.
Notas finais
Gente, eu voltei dia 21, mas demorei um poco por que tava cansada sem criatividade e as minhas aulas começaram, por isso esse capitulo tá muito caquinha bkjlnfgkn
eu e a Ju provavelmente vamos postar mais divagar por causa da crisma, do colégio e da pouca vida social que temos gkbjnlgkb
comentem mais na fic e recomendem!
é isso amores
xx letícia
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