Notas iniciais
Olá galera amei os recadinhos e aqui vai mais um capitulo, um passo a menos para o fim... Este é um capitulo é bem decisivo na historia... espero que gostem Boa leitura

–Michonne, não conte a ninguém sobre essa conversa e principalmente não conte ao Daryl.

–Mais por quê? Daryl devia saber disso, que você e o Governador... –ela fez uma careta tipo “rolou aquilo”.

–Não! Ele não pode saber disso ou nunca mais vai confiar em mim. Prometa-me.

Michonne ergueu a mão direita.

–Eu prometo.

Eu virei-me para ir embora, então vi alguém se esconder atrás da porta e corri para ver quem ouvira a nossa conversa. Uma mulher de cabelos curtos corria em direção à cela de Daryl. Era Carol.

Ela contaria para ele se eu não a alcançasse logo. Pus-me a correr em seu encalço.

–Carol, volta já aqui. –eu gritei sabendo que seria inútil qualquer tentativa de convencê-la.

Quando me aproximei da cela percebi que já era tarde, tarde demais. Cheguei à porta da cela e lá estava Daryl sentado na cama, acabara de acordar e estava com cara de poucos amigos. Carol estava de pé ao lado do beliche de braços cruzados, lívida de ódio, mais não tanto quanto eu.

Eu entrei na cela em silencio, qualquer coisa que Carol tenha dito eu iria desmentir, pois a única testemunha ia depor ao meu favor se fosse preciso, Michonne.

Quando Daryl me viu se levantou da cama. Segurava um papel, mais não pude ver o que havia nele, não devia ser importante. Eu estava à mercê de algo maior e mais grave. Mantive-me em silencio; podia ser que ela ainda não tivesse contato.

–Então você e o Governador tiveram um caso e você nunca me contou? –perguntou ele com a voz contida mais eu percebi que uma fúria estava crescendo dentro dele.

Fim da linha. A maldita contou, então. Olhei para ela que me fitava satisfeita e sorridente. Como se o natal tivesse chegado mais cedo e todo aquele pandemônio houvesse acabado.

–Eu tive o que? –perguntei seguindo meu plano que eu sabia se fosse descoberto seria pior ainda, mais eu não queria ver Daryl daquele jeito. –Como assim eu e o Governador? Eu nunca o vi.

–Não minta! Eu acabei de ouvir você confessar para a Michonne! –se intrometeu Carol.

–Cale a boca sua serpente! Sua boca é imunda e dela só sai veneno! –eu disse para ela que não se abateu, então virei-me para Daryl. –Então é isso? Você prefere acreditar nela?

Então Daryl diminuiu a distancia entre nós em um salto e em segundos, estava em cima de mim apertando meu braço e me empurrando o papel que ele segurava.

–Sua mentirosa! Falsa! –gritou ele para mim. –Não conhece? Então o que é isso aqui na minha mão?

Eu parei de resistir e estaquei. Como assim na mão dele? Eu peguei o papel que ele me empurrava e o olhei.

Não.

Não era possível.

Meu Deus! Como isso foi parar em suas mãos?

Era uma foto que a muito eu carregava junto com muitos outros pertences. Era para aquela foto estar dentro de minha mochila. Como foi parar nas mãos dele? Olhei para a cama e vi minha mochila aberta sobre a cama e meus pertences espalhados pela superfície acolchoada do colchão.

Era uma foto tirada em Woodbury há muito tempo, na foto estava eu e Philips em uma época feliz. Eu sorria para ele enquanto nossos braços estavam em volta um no outro em um abraço que para quem olhasse diria “este é um casal belo e feliz”. E provavelmente era isso que Daryl via na foto.

Eu percebi que eu cometera um grande erro ao mentir para Daryl, ele estava me testando ao perguntar se eu o conhecia, pois ele já tinha a resposta e só precisava de minha resposta para decidir.

–Daryl, eu posso explicar... –eu comecei mais ele me interrompeu.

–Você já teve sua chance. –disse ele em voz baixa e letal.

Eu sabia que não adiantava falar mais nada, ele nunca me perdoaria. Virei-me para a pessoa que acabara de destruir meu relacionamento com Daryl. Estiquei minhas mãos e corri em direção a Carol. Minha intenção era agarrar em seu pescoço e só solta-lo quando ela já estivesse morta ou no mínimo agonizando no chão; aproximei-me o suficiente para dar-lhe um tabefe no rosto e me preparei para dar outro quando mãos fortes me abraçaram pela cintura me erguendo do chão e me pondo do outro lado.

Daryl me pôs no chão e eu me acalmei.

–Fique longe dela. –ele me disse e aquilo me magoou profundamente.

–Mais Daryl, você viu o que ela fez... –eu disse para ele. –Saia daqui agora! –eu disse voltando-me para Carol. –Vá embora!

–Não. –Daryl tornou a dizer. Ele olhava para o outro lado, não queria me encarar. –É você quem tem que ir embora, Marry. Pelo menos da minha cela.

Carol sorriu vitoriosa, mais estava possessa com o tapa que levou.

–Mais...

–Eu não a quero mais aqui, mais se os outros aceitarem sua permanecia quando descobrirem o que aconteceu, então me faça o favor de não me dirigir a palavra nunca mais.

Eu recuei ao ouvir suas palavras. Ele estava me expulsando do grupo e o principal: de sua vida.

–Daryl, por favor, você tem que me ouvir...

–Chega! É o suficiente, não quero ouvir mais nenhuma mentira de sua boca. –então ele pegou minha mochila e colocou as coisas sobre a cama dentro dela e depois atirou a mochila pra mim. Eu peguei ainda no ar e lagrimas saíram de meus olhos.

–Ta esperando o que? –disse-me ele. –Sai logo ou eu mesmo ponho você pra fora!

Eu me virei para a porta e abracei minha mochila. Lagrimas escorreram de meus olhos molhando todo o meu rosto.

Eu não iria esperar pela decisão de Rick e dos outros, além do mais eles iriam querer que eu contasse como conheci o Governador e tudo mais. Eu não suportaria descrever novamente o que houve e mesmo que me perdoassem e me deixasse ficar, eu não sobreviveria sem a companhia de Daryl e pior ainda não suportaria ver ele se entregando a Carol. Uma mulher leviana e materialista.

Eu decidi ir embora. Talvez minha cabeça estivesse confusa demais para tomar decisões, mais essa era a minha escolha e ninguém saberia. Não haveria despedidas. Eu não queria que soubesse o motivo de eu ir embora, pois isso tornaria as coisas mais difíceis.

Olhei para trás uma ultima vez, e vi que Daryl estava de costas para mim. Carol se aproximou dele e o abraçou. Por cima do ombro de Daryl ela me encarou e sorriu.

Eu me virei para o corredor e caminhei com rapidez, recolhi meus últimos pertences e fui à dispensa pegar um pouco de alimento para me mantes por alguns dias. Enfiei-os todos na mochila e a pendurei em minhas costas.

Cheguei ao portão. O frio ainda era muito intenso, mais eu sobreviveria, eu já passei por isso antes. Dei uma ultima olhada no pavilhão e na horta. Eu sentiria falta de todos eles, principalmente de Daryl. Abri o portão e saí.

Xeque mate.

Era o fim do jogo para mim.

Notas finais
Espero recadinhos