Juntos Enquanto Pudermos
19 Noticia Em Hora Errada
Notas iniciais
–Vamos. –eu disse puxando Daryl pelo braço. Voltamos pelo caminho que fizemos ao entrar e chegamos à porta. Ao abri-la deparamos com pelo menos trinta zumbies indo em direção à entrada, atraídos pelo barulho.
–Droga!- eu disse fechando a porta. Olhei para os lados em busca de outra saída. Bryan ainda ardia em chamas e logo o armazém inteiro pegaria fogo, precisávamos sair dali e logo.
–Você é sinônimo de azar, ouviu bem, magrela? –disse-me Daryl, mas desta vez não foi arrogante e nem grosso.
–Temos que sair daqui. Você conhece outra saída? –lhe perguntei séria.
–Sim. A da frente.
Eu olhei para ele cética. Ele estava curtindo com a minha cara?
–Lá deve ter pelo menos o dobro deles do que aqui atrás da porta.
–Você que perguntou!- ele resmungou.
Não tive tempo para responder-lhe a altura, pois o fogo estava se alastrando muito mais rápido do que eu previra e a fumaça já estava nos comprimindo os pulmões.
–Temos que sair pela porta dos fundos mesmo. –eu disse contrariada, pois apesar de haver menos que a faixada, isso não significava que eram menos perigosos.
–Você perdeu o juízo?!-ele me perguntou zangado. –até chegarmos à moto e ligarmos o motor já terão nos alcançado.
–Não se eles estiverem ocupados segundo outra pessoa... –eu disse pensando em um plano.
–O que? –ele perguntou pegando meu braço.
Eu me afastei e segui em direção à porta pela qual entramos. Abri apenas o necessário e espiei pela brecha: havia muitos andantes pelo pátio, a moto de Daryl estava a apenas cinco metros de onde estávamos mais ao mesmo tempo longe o suficiente para se arriscar a ir lá.
Virei-me para Daryl e o chamei. Quando ele se aproximou, expliquei meu plano.
–Está vendo aquele mudo ali? –eu disse apontando para uma parede bem alta e com grades a cerca de trinta metros de distancia. – Eu vou sair primeiro e vou atrai-los para lá então você corre para a moto e liga o motor, depois vai lá me pegar.
Ele não disse nada, apenas olhou para mim como se tivesse me vendo pela primeira vez. Certamente imaginando o que eu havia ingerido de manhã.
–Você bebeu? Quer se arriscar lá fora sozinha, se metendo a correr no meio deles? –disse ele preocupado.
–É isso ou então ficar aqui e morrer queimados e asfixiados. Escolha. –eu disse, nós estávamos quase alterando a voz o que seria pior ainda.
–O.K. Mais deixa que vou lá. –disse-me Daryl muito serio. Eu revirei os olhos.
–Com que proposito? Eu não sei dirigir aquela coisa. Eu vou lá, sou mais leve e corro mais rápido, se você quer me ajudar então corra no momento em que eu afasta-los daqui, por que teremos pouco tempo antes da coisa ficar feia.
–Tudo bem, mais tenha cuidado. –ele me disse sussurrando. Eu assenti e coloquei a mão na maçaneta para empurra-la. Daryl segurou em meu ombro e eu olhei para ele.
Nós nos beijamos como se fosse uma despedida. E podia ser se o meu estupido plano fracassasse. Após nos soltarmos, eu respirei fundo e abri a porta.
Os zumbies, a principio, não me viram. Mas com o vento forte logo meu cheiro os atraiu. Eu corri em direção ao muro apontando minha arma para cima e dando alguns tiros. Até então meu plano dera certo, não me arrisquei para ver se Daryl já havia chegado à moto. Apenas corri em direção ao portão. Segurei-me na grade e escalei para cima com o objetivo de chegar ao muro. Consegui e de lá comecei a atirar e chutar os que conseguiram me seguir até ali em cima.
Um deles veio por trás e puxou meu pé. Eu me desequilibrei e quase cai. Minhas mãos cravaram no muro enquanto o zumbie puxava meu pé.
–Me solta demônio! – eu gritei.
Então um som familiar de motor de moto se aproximou e eu sabia que Daryl conseguira. Uma flecha atingiu o zumbi que me atacara e a moto parou muito próximo de onde eu estava.
–Vem! –ouvi sua voz.
Finalmente consegui me equilibrar no muro novamente e de lá saltei para trás do muro entanto Daryl me dava cobertura com sua besta. Cheguei à moto e subi.
–Vai!- Gritei para ele. Desta vez era eu quem dava cobertura entanto ele acelerava a moto em direção à estrada.
Seguimos em silencio. Eu não estava sofrendo com a morte de Bryan. Eu estava em paz comigo mesma. Abracei as costas de Daryl e sorri feliz. Em fim havia acabado.
Chegamos à prisão algum tempo depois e fomos recebidos por Carl, Glenn e Maggie e Michonne. Entramos pelo portão e fomos bombardeados de perguntas. Eu deixei que Daryl respondesse todas elas.
Michonne me deu um abraço.
–Você está bem? –ela me perguntou sorrindo.
–Sim, sim. –eu respondi distraída. –Por quê?
Michonne me olhou seria.
–Maggie me contou que você e o Daryl estão juntos. — eu sorri envergonhada. –meus parabéns, vocês foram feitos um para o outro.
Eu percebi que ela ia dizer mais alguma coisa, então Carol chegou e Michonne se afastou com um gesto tipo “depois a gente conversa sobre aquele assunto” e eu entendi que Carol não sabia ainda do meu romance. Eu conversaria com Daryl depois e lhe pediria para conversar com ela. Assim eu não seria a vilã da historia.
Contudo, a situação não saiu conforme planejei. Glenn, aquele “bocudo” se aproximou de Daryl e lhe estendeu a mão.
–Cara eu achei que vocês nunca fosse se acertar. -disse ele sorrindo.
Daryl concordou com a cabeça e sorriu de leve agradecendo. Carol que estava próxima dos dois cruzou os braços e os encarou sem entender o que estava acontecendo.
–Como assim? –ela perguntou para Glenn.
Glenn ainda sorrindo, não reparou nos meus gestos e nem nos apelos de Maggie para que ele calasse a boca.
–Você não estava sabendo? –perguntou ele ainda sorrindo satisfeito por ser o portador da noticia. –O Daryl e a Marry estão juntos, a Maggie que me contou.
De repente o clima ameno pareceu ter caído uns dez graus. Os mais maduros fizerem caretas de desagrado, pois era obvio que Carol gostava de Daryl. Carol virou-se para Maggie primeiro que suplicou perdão com o olhar e depois ela olhou para mim.
Eu congelei ao sentir seu olhar fulminante em mim e por ultimo, para Daryl. Seus olhos brilhavam de lagrimas. Eu apesar de não me entender com ela, realmente não queria que ela descobrisse dessa forma.
–Por quê? –ela perguntou para ele. –Por quê? -e saiu correndo em direção ao pavilhão.
Rick chamou por ela. Mais Carol continuou correndo.
–Vão se ferrar!
Rick foi atrás dela para garantir que Carol não iria cometer nenhuma loucura.
Todos que estavam presentes se empertigaram incomodados com a cena que era no mínimo digno de pena e pior, ninguém poder ajudar. Daryl se aproximou de mim, um pouco confuso. Só ele não sabia do amor de Carol.
–Eh... -começou ele. Mais eu o interrompi.
–Vai lá atrás dela. –eu disse. Daryl achou que fosse brincadeira minha, pois não se moveu. –Vai lá Daryl. Carol gosta muito de você e se você não que nada com ela vai lá falar para ela, converse com ela e deixe bem claro. Ela precisa mais de você do que neste momento.
Daryl assentiu e correu em direção ao pavilhão.
–Glenn seu idiota! –berrou Maggie no momento em que Daryl desapareceu pela porta.
–Mais o que eu fiz? –ele perguntou inocente. –Eu só disse a verdade.
–É ai que está o problema. Nós só íamos contar pra Carol depois. –eu disse. Então Glenn me olhou apavorado.
–Então eu dei mal mancada não é? –perguntou ele receoso.
–Sim. –Falamos ao mesmo tempo.
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