Notas iniciais
Ola gente :) galera este é um dos últimos capítulos da fic, espero que vocês gostem e galera eu estou com outra fic em andamento e eu estou aqui pedindo humildemente que deem uma lida nela. se chama Forsaken: O mundo abandonado pelos deuses. envolve elfos, vampiros, humanos e outras raças. Boa leitura

Daryl assentiu e correu em direção ao pavilhão.

–Glenn seu idiota! –berrou Maggie no momento em que Daryl desapareceu pela porta.

–Mais o que eu fiz? –ele perguntou inocente. –Eu só disse a verdade.

–É ai que está o problema. Nós só íamos contar pra Carol depois. –eu disse. Então Glenn me olhou apavorado.

–Então eu dei mal mancada não é? –perguntou ele receoso.

–Sim. –Falamos ao mesmo tempo.

* * * * * * * *

Quando achei que poeira havia abaixado, decidi entrar no pavilhão. Não avistei nem Daryl e nem Carol. Talvez ainda estivessem conversando. Achei melhor não intervi.

Era uma decisão de Daryl, ficar com ela ou comigo. E com certeza eu não ia pressioná-lo, ele que escolhesse sozinho, já bastava uma mulher desesperada correndo atrás dele que nem um cachorrinho.

Comi alguma coisa e depois segui para minha cela, nossa cela. Ele não estava lá. Então decidi tomar um banho para tirar aquele cheiro infernal de fumaça e depois segui novamente para cela. Lá fora ainda estava frio e eu não tinha a mínima intensão de voltar a ficar com febre. Após uma hora de espera, Daryl entrou na e sentou-se ao meu lado.

–Você está bem? –lhe perguntei.

–Sim. –ele respondeu colocando mão em meu joelho. Estava um pouco abatido.

–E a Carol? –perguntei novamente.

–Ela está muito mal, mais sinceramente eu não sabia disso, quero dizer... a Carol gostar de mim isso não é possível. -Ele dizia frustrado. Como se tentasse se convencer que tudo foi apenas um sonho.

Eu pousei minha mão sobre a sua e lhe sorri.

–Daryl, você diz isso porque viu a Carol apenas como uma amiga só que ela não pensa assim. Ela já sofreu muito e quando viu um homem bonito a proteger, ela passou a gostar de você. Ela se sentia carente e sozinha.

Daryl ficou em silencio por um momento. Eu tinha que saber quem ele realmente escolhera.

–E então? –lhe perguntei, ele me encarou sem entender. Então expliquei. –Agora que você sabe da verdade está arrependido de ter ficado comigo?

Daryl olhou muito sério para mim e eu soube que ele estava ponderando a resposta ou achando a minha pergunta ridícula.

–Não. –ele respondeu balançando a cabeça. –Não. E claro que não, que pergunta idiota. Eu quero continuar com você e só com você e a Carol terá que entender que o que eu sinto por ela não é amor.

Eu sorri para ele e meus olhos brilharam. Daryl parecia ao mesmo tempo envergonhado com a afirmação e ao mesmo tempo ainda estava preocupado pelo estado emocional de Carol.

–E o que você sente por mim? –lhe perguntei passando a mão em seu rosto.

–Não sei ainda. –ele disse por fim. –Apesar de a gente brigar o tempo todo e isso me deixar realmente muito furioso com você, ao mesmo tempo eu sinto que não conseguiria viver no mesmo lugar que você por muito tempo sem a deseja-la, Marry. Eu não sei o que ainda está muito cedo para descobrir, mais uma coisa eu posso afirmar.

–O que? –eu perguntei muito próxima dele agora.

Daryl também aproximou seu rosto do meu.

–Eu quero muito ficar com você. –e depois de dizer essas simples palavras magicas, me beijou.

A principio foi um beijo lento e sedutor. Ele segurou minha cabeça por baixo dos cabelos e pressionou sua boca sobre a minha. Então intensificou o beijo como se nós dois fossemos dois seres primitivos partilhando de um desejo e uma luxuria a muito privado de nós. Um frio na barriga cresceu dentro de mim igual a todas as vezes que ele me beijava.

Daryl me fez deitar na cama lentamente enquanto ainda me beijava. Então ele parou de repente e eu vi um brilho possessivo em seus olhos. Ele se levantou da cama e caminhou em direção à porta e trancou-a com a chave. Depois cobriu as grades com o lençol escuro que já estava pendurado. Quando se certificou que não havia nenhuma brecha, voltou à cama e parou de pé na minha frente.

Em um êxtase extremo, ele começou a abrir o cinto e depois o zíper de sua calça mais sem tirá-la. Eu levantei-me e ajudei-o a tirar a blusa, então tornamos a nos beijar enlouquecidamente. Daryl me afastou dele por um momento e começou a tirar minha blusa e em seguida meu sutien. O frio em minha barriga aumentou ainda mais. Então deitamos na cama novamente e nos amamos. Minhas mãos se fecharam em torno de seu ombro largo, enquanto eu me entregava a inebriante sensação de estar sendo preenchida por aquele homem.

Daryl segurou-me com firmeza contra seu corpo excitado e sua boca exigiu a minha. Aquele era um novo homem como nunca o vira antes. Cujo os lábios suavizavam em quanto ele beijava meu corpo e eu retribuía com abraços e arranhões.

Daryl se movimentava cada vez com mais força e vontade, até que quando chegou o clímax, por fim relaxou e desabou sobre mim dando-me um ultimo beijo na boca.

Mais tarde, quando os batimentos do coração dele arrefeceram e a respiração voltou ao normal e o suor que nos cobria o corpo secou, eu abri os olhos, incapaz de encarar a realidade do que acabara de acontecer. Temi fita-lo nos olhos e descobrir que não passava de um sonho. E assim adormecemos naquele dia.

* * * * * * * *

Acordamos no dia seguinte, juntos na mesma posição em que havíamos dormido. A cela ainda estava escura, pois o lençol era negro e cobria a grade inteira.

Eu me levantei primeiro e deixei-o dormindo como um anjinho na cama. Depois me vesti e sai da cela sem fazer barulho. E fui tomar o meu café e preparar algo para ele.

Quando cheguei à sala de mantimentos, dei de cara com ela, Carol. Seus olhos estavam inchados e vermelhos e eu soube que ela chorou a noite inteira. Eu entrei em silencio e comecei a fazer o café. Ela apenas me observava, quando sai para voltar a cela ela parou em minha frente. Estava zangada mais ao mesmo tempo destruída.

–É, vejo que você e Daryl se acertaram, finalmente. –disse ela apontando para minhas mãos, pois eu carregava dois copos, o meu e de Daryl. –Pena que não vai durar, não é? Quero dizer, uma hora ele vai se cansar de você e virá atrás de mim e quando isso acontecer será seu fim. Você não é boa o bastante pra ele, não vai aguentar um mês o temperamento dele. Vai desistir, guarde minhas palavras.

Eu não respondi, continuei em silencio, afinal segui conselho daquele ditado “quando não houver nada melhor a dizer, não diga nada”. Funcionou, pois ela saiu do meu caminho e eu voltei para a cela. Comi rápido e deixei o ele sobre a cadeira, junto com suas roupas dobradas para vestir quando acordasse.

Senti-me só mais não ia me desesperar, pois tenha amigos. Decidi-me por fim ir visitar a Michonne em sua cela do outro lado. Quando parei na porta, vi que ela estava afiando sua espada de samurai.

–Posso entrar? –lhe perguntei da porta, ela sorriu e fez um gesto para que eu entrasse.

Sentei-me na beirada de sua cama e nós ficamos em silencio por um tempo. Então finalmente eu tomei a palavra.

–É vocês estão bem agora, deu pra notar. –disse ela rindo.

–Do que esta falando? –perguntei.

–Você e o Daryl. Deu pra ouvir o barulho do corredor. –ela respondeu sorrindo e eu fiquei vermelha. Como assim deu pra ouvir? Eu olhei para ela assustada.

–Calma, calma. Eu estou brincando, mais já vi que pela sua cara rolou mesmo né? –disse ela rindo novamente agora as gargalhadas.

Eu suavizei minha expressão e relaxei o corpo.

–Michonne, nunca mais faça isso. Que horror que me mata do coração? –então me lembrei de algo da qual há muito tempo eu queria falar. -Daryl me disse que você passou por maus bocados com o Governador em Woodbury.

Ela me olhou séria e sua expressão mudou completamente e uma fúria cobriu seus olhos.

–Sim. –ela me respondeu e voltou a afiar a espada. –Já faz algum tempo mais porque quer falar disso?

–Por que eu conheci o Governador. –eu disse em voz baixa mais foi o suficiente para que Michonne fizesse um alarde. Ela apoiou a espada na em seu colo e me olhou longamente.

–Como assim você conheceu ele?

–Bem, eu há muito tempo queria falar sobre isso mais nunca tive coragem e depois do que Daryl me falou ontem à noite acho melhor desabafar logo e tirara esse peso de dentro de mim.

–Bem, então diga! –disse ela com urgência. Daryl havia me dito que ela o odiava mais eu não imaginava que fosse tanto assim.

–Lembra quando cheguei, que eu disse que havia fugido de meu ultimo grupo porque não concordava com as coisas que eles faziam e que desde então eu vagava sozinha? –ela concordou. –Então, minha ultima estadia foi Woodbury. Eu fui encontrada por um dos soldados deles para lá. A principio fiquei maravilhada com a paisagem e com o local e depois eu o vi: Philips ou como vocês o chamam, Governador. Nós nos demos muito bem no começo, ele era simpático, galanteador e amável. Me fez inúmeras promessas das quais eu acreditei sem hesitar.

–Então você e o Governador eram amantes? –ela me perguntou.

–Sim. Nós éramos. Até que um dia eu flagrei ele e Marlison fazendo planos para atacar um grupo de sobreviventes para roubar suas armas. Ele me viu disse que era só impressão minha e eu não acreditei. Nós brigamos e ele mandou seus capangas me matarem, mais um deles o cientista, como eu o chamo, acabou salvando minha vida e é por ele que estou viva agora.

Eu dei uma pausa e respirei fundo.

–Você tem noticias dele? Se está vivo ou morto?

–Não, não. Depois que atacamos Woodbury, nunca mais soubemos dele, eu até o procurei por um tempo mais ele sumiu.

Eu assenti mais calma agora.

–Michonne, não conte a ninguém sobre essa conversa e principalmente não conte ao Daryl.

–Mais por quê? Daryl devia saber disso, que você e o Governador... –ela fez uma careta tipo “rolou aquilo”.

–Não! Ele não pode saber disso ou nunca mais vai confiar em mim. Prometa-me.

Michonne ergueu a mão direita.

–Eu prometo.

Eu virei-me para ir embora, então vi alguém se esconder atrás da porta e corri para ver quem ouvira a nossa conversa. Uma mulher de cabelos curtos corria em direção à cela de Daryl. Era Carol.

Ela contaria para ele se eu não a alcançasse logo. Pus-me a correr em seu encalço.

Notas finais
Espero recadinhos /;0