Notas iniciais
Olá minha leitoras queridas, como vão? Aqui vai mais um capitulo da fic espero que gostem. e eu quero agradecer a todos que estão lendo, estou muito feliz com o resultado pois só ontem ( dia 28/12/13) a fic teve 261 acessos. Boa leitura.

Daryl anda segurava o garfo com força como se fosse usar-lo como arma. Então virou-se para mim e disse de forma que somente eu pudesse ouvir.

–Isso mesmo, pode ficar ai de papo, já vi que eu tô sobrando.

Então jogou o garfo na mesa e saiu da cozinha entrando pela porta da qual havíamos usado. Eu me levantei também.

–O que eu fiz? –Timoti perguntou.

–Agora não, Timoti, depois a gente se fala. –eu respondi sem lhe dar muita atenção. Peguei o prato de Daryl e o garfo e sai em seu encalço.

Ainda pude vislumbrar suas costas largas ocupar o corredor enquanto ele seguia em direção a nossa cela.

–Daryl, volta aqui!- eu o chamei. –Daryl!

Ele porem, ignorou-me por completo. Então comecei a caminhar mais rápido para podê-lo alcançar.

–Daryl, por favor, me espera.

Então, Daryl parou a entrada da cela e virou-se pára mim.

–O que você quer? –ele perguntou com o mesmo tom de voz que usou na cozinha a pouco.

–Eu quero falar com você. –eu disse me aproximando dele.

Daryl me repeliu com a mão e entrou na cela.

–Por que não vai conversar com o seu novo amigo? –perguntou ele soando irônico. — para quem disse que estava muito bem sozinha você se abriu rápido para alguém para o primeiro que apareceu.

Eu também entrei na cela e pousei o prato ainda quente sobre a cadeira de madeira. Respirei fundo antes de responder.

–Daryl, acho que você está passando dos limites. –eu respondi em meu tom de voz mais neutro possível. Não queria piorar ainda mais as coisas. -Eu estava apenas me socializando com as novas pessoas.

–Só com uma você quer dizer... –ele retrucou por entre os dentes enquanto andava pela cela de maneira frenética.

–Eu respirei fundo e sorri, sorri de seu ciúme, sorri de sua fúria e sorri por sua cena ridícula na mesa.

–Por que está rindo? Tá me achando com cara de palhaço? –ele perguntou ríspido parando em minha frente.

Eu diminui a distancia entre nós com apenas dois passos e neguei com a cabeça., então pousei minha mão em sua face. Daryl continuava imóvel e inflexível. Seus músculos estavam rígidos e seu corpo tenso.

–Daryl, meu amor. –ele bufou. –É claro que eu não estou rindo de você, é só que eu já estava sentindo falta deste seu tom de voz para comigo. –ele ainda estava imóvel.

Como era maravilhoso olhar para aquele rosto sério e furioso. Sua têmpora estava franzida e seus olhos estreitos. Seus lábios se crisparam, mastigando os insultos que eu tinha certeza, ele se esforçava para não proferir.

Eu peguei sua mão que estava fechada como se estivesse pronto para socar o primeiro que entrasse ali. Ao sentir meu toque, ele relaxou o pulso e sua mão se abriu lentamente para encaixar a minha.

Aos poucos ele ia relaxando e sua musculatura estava ficando mais maleável e seus ombros arquearam.

Então percebi que o perigo havia passado. Então falei:

–Vem comer, Daryl. Você mal comeu na mesa.

Eu o puxei pela mão e ele me seguiu relutante, então o fiz sentar-se na cama e depois peguei seu prato e apanhei um pedaço de carne com o garfo. Elevei o talher até ficar na altura do rosto de Daryl.

–Olha o aviãozinho... –eu disse imitando um motor de avião. Eu estava bancando a idiota apenas para vê-lo sorrir novamente.

Daryl, de má vontade abriu a boca e comeu a carne. Então depois sorriu para mim novamente.

Quando eu me certifiquei de que ele havia comido tudo, levantei-me e lhe dei um beijo na testa.

–Aonde você vai? –ele me perguntou incisivo.

–Vou lavar o prato. –eu disse para ele erguendo o prato sujo.

Ele assentiu com a cabeça, então me virei para sair da cela.

–Marry! –ele me chamou. Eu parei na porta e olhei para ele.

–Sim?

–Fica longe dele. –me disse. Eu arregalei os olhos, confusa. Então ao captar a mensagem e virar-me para o corredor eu ri. “isso não tá acontecendo” pensei comigo.

Eu caminhei até a cozinha e me pus a lavar o prato em uma bacia com água. Eu estava muito feliz. Um grande peso havia sumido, pois agora todos estavam a par de minha historia com o Governador e eu não precisava mais esconder. Estava de volta na prisão e o melhor, Daryl havia feito as pazes comigo.

Estava tudo bem...

Eu comecei a cantar uma musica a muito esquecida enquanto ensaboava o prato, depois fui até a mesa e peguei o restante das coisas e levei até a bacia.

–Lá, lá, lá. –eu comecei a cantarolar o refrão.

–Ah, a Carol me disse que te contraria aqui! -disse-me uma voz muito contente atrás de mim.

Eu me virei distraída e dei de cara com Timoti a sorrir para mim.

–Sim, eu estou aqui. O que você quer? –eu perguntei sorrindo e olhando institivamente para a porta preocupada. Não havia ninguém.

–Ela só não me disse o que você faria aqui? –ele me perguntou.

–Eu moro aqui. E acho que posso andar por onde eu quiser, não é? –eu respondi irônica.

Timoti riu gostosamente.

–Não amor, não era disso que eu perguntava. Por que está lavando louça? –ele perguntou novamente.

–Ah! É que o Daryl já comeu então vim trazer o prato dele e como uma membro do grupo eu tenho que colaborar com a organização do lugar.

–Deixa que eu te ajude, então. –Timoti disse virando-se para a mesa e recolhendo a louça suja que ainda estava sobre ela. –Sabe, não gosto muito de lavar a louça mais a sua companhia me motiva e além do mais, eu queria te perguntar uma coisa.

Ele fez uma pausa. Eu percebi que aquela conversa não ia terminar bem.

–Por que você saiu daquele jeito correndo atrás do Daryl? Ele é tão rude e tão anti-social...

–Daryl pode ser rude até meio arrogante as vezes, mais ele é um homem bom e muito corajoso. Por vezes salvou a minha vida.

Timoti fez uma expressão de desdém enquanto secava com um pano as coisas que eu lavava.

–Ninguém está duvidando de sua coragem, mas, é que o jeito que ele te olha é meio que obsessivo.

Eu parei por um momento o ato de lavar a louça e sorri sem entender.

–Como assim? O Daryl não olha desse jeito para mim e eu te proíbo de dizer qualquer coisa a seu respeito na minha frente!

–Calma amor. –disse ele levantando as mãos e sorrindo charmoso para mim. –Tudo bem, eu não digo mais nada dele. Ao invés disso, podíamos falar mais sobre você...

Eu suspirei. Não estava acreditando no que se desenrolava a minha frente. Timoti estava mesmo me “cantando” ali na cozinha? Se realmente estivesse, era melhor eu intervir antes que a coisa ficasse mais séria e sobrasse para mim.

–Timoti, olha você é legal e tudo mais acho melhor que a gente...

–Ahhhh-

Eu me sobressaltei. Eu ia dizer para ele, de maneira gentil, que se afastasse de mim pois Daryl não gostava de nossa aproximação, porem o grito de Timoti me espantou.

–O que foi Timoti?! –eu perguntei virando-me para ele.

–É que eu cortei meu dedo com a faca enquanto a secava. –ele disse.

Eu caminhei em sua direção.

–Deixe-me ver o corte? –eu perguntei pegando sua mão entre as minhas e aproximando-a de meu rosto para analisar o machucado. Era um corte superficial porem sangrava muito. Eu rasguei um pedaço de minha blusa e após limpar o machucado enrolei-o em seu dedo. –Está melhor? –eu perguntei ao me certificar de que estava tudo bem.

Ele analisou seu dedo enfaixado por um momento e depois sorriu charmoso para mim.

–Sim. Tá sim amor, eu não sabia que além de você ser uma experte em sobrevivência ainda entendia de curativos também.

–Olha Timoti, como eu ia dizendo... Acho que a gente devia...

–Amor não precisa se explicar. –ele me interrompeu. Desta vez pegando minhas mãos. –Eu sei que você sente a mesmo lance que eu quando te vi.

Eu me soltei e dei dois passos para trás, ele havia entendido tudo errado.

–Timoti, você quer parar para me ouvir?

–Não precisa dizer mais nada. Eu já entendi tudo. Você aqui na cozinha comigo...

Então sem que eu pudesse me precaver, ele me puxou e me beijou. Eu o empurrei para longe e respirei fundo.

–O que você pensa que está fazendo, garoto?! –eu perguntei gritando desvairada.

–Eu pergunto a mesma coisa. –eu me virei para a porta.

–Mais que droga! –eu resmunguei. Daryl estava parado a porta. Fitava-me como se fosse me matar apenas com seu olhar. O que, eu não duvido ele conseguiria.

–Daryl, não é o que parece. –eu disse. Mais ele não respondeu. Ao invés disso, ele caminhou para dentro da cozinha e agarrou Timoti pela gola da blusa com uma das mãos e com a outra socou-lhe a face. Timoti caiu no chão com o impacto.

–Levanta covarde! –disse Daryl erguendo Timoti do chão. –É bom beijar a mulher dos outros não é? –ele perguntou gritando. –Não é galanteador?

Eu me aproximei dos dois e puxei Daryl para longe de Timoti. Daryl finalmente cedeu as minhas tentativas e o largou: Timoti caiu no chão cuspindo sangue.

Com um movimento brusco, Daryl me repeliu. Minha mão que estava em seu ombro foi jogada com violência. Ele me fulminou com seus olhos faiscantes.

–O que foi?! Por que está defendendo ele, por acaso gostou do beijo dele?! –ele gritou para mim.

–Não é isso, mais não precisava fazer isso. –então me abaixei para Timoti para ver como ele estava. –Você está bem? Está doendo? –eu perguntei para ele enquanto ajudava-o a se levantar. Então quando Timoti estava de pé novamente, olhei para trás, Daryl não estava mais lá.

Ajudei Timoti a sentar em uma cadeira e peguei o pano que ele usava para secar a louça e limpei sua boca e seu queixo. Seu olho esquerdo estava inchado e roxo.

–Por que você fez isso, garoto? –eu perguntei-lhe em um sussurro.

–É que a Carol disse que você estava livre ai eu pensei que a gente podia... é... Por que ele fez aquilo? –ele me perguntou muito atordoado.

–O que? A Carol disse isso para você?! –eu perguntei indignada.

–É sim. Eu estava falando pra ela que tinha te achado legal e ela disse que conversou com você e que disse o mesmo.

Eu respirei fundo. Eu não estava acreditando nisso. Aquela maldita sabia que eu estava com o Daryl apesar do que aconteceu. Eu resolveria as coisas com ela depois, mais primeiro eu precisava deixar claro para o Timoti que só queria sua amizade e precisava resolver as coisas com o Daryl.

–Por que eu e o Daryl estamos juntos, nós somos tipo... namorados. –eu disse pondo seu cabelo para trás.

Ele arregalou os olhos, surpreso. E depois uma vermelhidão atingiu-lhe a face e ele fechou os olhos frustrado.

–Puxa vida! –ele exclamou. –eu não sabia. Espero que vocês fiquem bem depois disso... –ele levantou seus olhos para mim, agora não estavam mais confusos e sim amedrontados. –E agora? Daryl vai me matar, não vai?

Eu sorri. E neguei com a cabeça.

–Não, não. Eu vou conversar com ele. Então, era isso que eu estava tentando dizer pra você antes que me beijasse. Então se você quiser continuar vivo, por favor... não faça mais isso.

Ele concordou com a cabeça e sorriu amarelo.

–Eu tenho que ir falar com ele, você vai ficar bem? –e quando ele concordou, eu me levantei. –Eu vou lá falar com ele.

Então sai da cozinha e fui procurar o meu Daryl. Ou não era mais?

Notas finais
Espero recadinhos....