Notas iniciais
Olá gente! este capitulo é mais curtinho que os anteriores mais ... quem acreditava que Daryl era capaz de amar pode se surpreender com este capitulo. Boa Leitura.

Foi Só Por Uma Noite

Levantamos e nos trocamos ainda meio sem jeito, eu estava vermelha e sem jeito de encará-lo. Pegamos as mochilas e enchemos com mantimentos e no quintal apanhamos muitas verduras e por sorte, encontrei vários potes contendo sementes. Apanhei o máximo possível e nos preparamos para ir embora.

Ao sairmos para o falo de fora, vi que ainda estava muito escuro, provavelmente devia ser umas cinco horas da manhã.

–Vem. — sussurrou Daryl. Eu o acompanhei. Fomos andando bem lentamente em direção aos fundos da casa. Não fizemos nenhum ruído. –Anda, vem.

Eu ajeitei minha mochila, agora pesada, as costas e apressei o passo, reparei que havia menos andantes nas grades. Deviam ter se espalhado pelo campo aberto.

Daryl encontrou uma picape vermelha dentro da garagem da casa e para nossa sorte, o tanque estava cheio. Ele arrombou a janela e destravou a tranca. Curvou-se sobre o banco e mexeu nos fios do carro.

Eu me aproximei curiosa.

–Eu não sabia que você fazia ligação direta. –eu comentei tendo elogia-lo.

Ele ergueu a cabeça e me encarou:

–Fica de vigia! –disse ríspido para mim voltando a mexer nos fios.

Eu um pouco pasma pela sua grosseria, ergui minha automática e fui para um ponto estratégico de onde eu podia ter uma ótima visão do perímetro sem que os andantes ou outras pessoas me vissem. Após alguns minutos, ouvi o ronco do motor e percebi que Daryl conseguira.

–Anda logo, o barulho vai atrair a atenção deles. –disse ele se ajeitando no banco do motorista. Eu corri e mal entrara no carro e ele já arrancava pelo campo. Fechei a porta e da janela aberta vi que os zumbies nos seguiam enlouquecidos.

Não conversamos a viagem inteira, eu pousei minha mão em sua coxa para mostrar que eu estava ali com ele. Daryl me ignorou. Não me importei pois sabia que ele estava preocupado com os outros na prisão.

Após duas horas e meia de viagem, nós chegamos a prisão, o dia já estava mais claro e logo o edifício destacou-se a nossa frente. Ao nos aproximarmos os portões foram abertos por Maggie e Glenn. Descemos do carro e todos vieram nos ver, cada um expressava um tipo de reação. A maioria estava preocupada com nossa ausência e essa parcela nos bombardeou com perguntas. Carol se sobrepôs aos outros.

–O que aconteceu? Onde vocês estavam? – seu olhar preocupado encontrou o meu. Senti-me culpada pelo o que aconteceu de manhã que desviei os olhos e não respondi.

–A gente chegou tarde. O cara já tinha se transformado. Aí topamos com um bando de zumbies e tivemos que correr. Passamos anoite em um casebre.

Carol assentiu varias vezes como se pondo a mente no lugar. Tive certeza que ela estava pensando a mesma coisa que eu, mais a vantagem é que na cabeça dela eram só duvidas, apenas duvidas.

Daryl me encarou profundamente e saiu em direção ao pavilhão. Carol foi logo atrás, retirando a mochila das costas dele e segurando em seu braço. Aquilo me afetou um pouco, mais sabia que Daryl ia contar para ela a verdade. Alguns ainda me pediram, mas detalhes sobre o resumo de Daryl, eu contei parcialmente o que aconteceu.

–Hershel, o Daryl está com febre se você puder vê como ele está mais tarde. –eu disse para Hershel me lembrando dele. Hershel sorriu para mim e foi atrás de Daryl. Maggie pegou minha mochila e sorriu para mim, cúmplice.

–O que aconteceu entre vocês ontem? –ela me perguntou. –Eu vi o olhar que ele lhe lançou.

–Não aconteceu nada. Eu hem.

* * * * * *

O dia passou tão rápido como fogo se alastrando sobre palha seca. Eu e ele não nos vimos o dia inteiro. Eu ajudei Maggie em muitos afazeres, entreguei as sementes que encontrara para Rick e juntos fomos planta-los na horta. Depois ajudei Gleen a matar os zumbies nas grades do portão com varas de ferro.

Então chegou a noite, eu confesso que fiquei ansiosa com a expectativa de ver Daryl entrar na cela e que nós fossem dormir juntos outra vez. O relógio de corda mostrava que já eram dez horas e nenhum sinal dele.

Onze horas...

Meia-noite...

Uma da manhã...

E finalmente, quando deu duas horas da manhã me obriguei a crer que ele não viria. Levantei-me do “cantinho” que eu havia preparado para nós. Eu havia posto os dois colchões no chão, juntos. Forrei com um lençol limpo e estendi as cobertas sobre os dois travesseiros. E no fim não serviu para nada. Achei que Daryl deveria estar muito ocupado, essa era a única explicação para tanta demora. Então atravessei o corredor e subi a escada que levava até um espaço plano, o poleiro.

Parei ao pé da escada e olhei para uma pilha de panos que se movia. Subi o ultimo degrau e parei bem diante de...

–Daryl. – eu disse. –O que significa isso? Por que esta dormindo aqui?

Do meio dos panos, vislumbrei o rosto de Daryl deitado em um colchão ao chão.

–Por que você não foi pra cela, eu preparei pra gente dormir e eu não te vi o dia inteiro, por onde andou?

–Eu estava fazendo umas coisas. –ele disse sem acrescentar mais nada. Então ante o meu olhar de reprovação ele acrescentou. –Anda, o que você quer chegar com isso? Eu queria dormir aqui e pronto, não posso?!

Eu arregalei os olhos para ele. Como ele podia dizer essas coisas para mim depois do que aconteceu. Tentei aborda-lo de uma maneira diferente. Minha ultima tentativa, pois lidfar com Daryl era lidar com uma criança.

–Daryl, mesmo depois do que aconteceu hoje de manhã, você ainda vai me trata assim?

Ele sentou-se no colchão jogando o cobertor para o lado.

–Olha, o que você quer que eu fale? Que eu tô apaixonado por você, que apenas dois dias de convivência é suficiente para que eu grude em você e não solte mais?! A gente ter ficado foi bom, foi divertido, mais acabou, foi só por uma noite. Agora me deixa dormir que já são duas horas da manhã.

Ele se cobriu novamente e se virou para o lado deitando.

Lagrimas escorreram de meus olhos e eu desci a escada correndo. Realmente ouvir aquilo doeu muito mais do que qualquer mordida de zumbie.

Entrei na cela e me larguei no colchão e chorei. Chorei como nunca havia chorado antes. Para mim Daryl e Carol estavam juntos, era a única explicação para ter-me usado e depois me jogado fora.

Eu me senti um lixo. Me senti usada e destruída. Por que aquilo estava acontecendo comigo?

Notas finais
espero recadinhos com sua opinião sobre o post