Notas iniciais
Ola galera, demorei a postar um novo capitulo, peço desculpas mais meu pc reiniciou sem eu ter salvo o texto, então apagou e tive que começar do zero. Então aqui finalmente saiu um novo capitulo, este capitulo é mais sobre a Marry. Espero que gostem. Boa leitura.

Entrei na cela e me larguei no colchão e chorei. Chorei como nunca havia chorado antes. Para mim Daryl e Carol estavam juntos, era a única explicação para ter-me usado e depois me jogado fora.

Eu me senti um lixo. Me senti usada e destruída. Por que aquilo estava acontecendo comigo?

* * * * * * * *

O dia chegou novamente, desta vez, mais lento que o anterior. Acordei sentindo-me mal. Estava com ânsia e vontade de vomitar. Levantei-me deprimida e corri para a pia, onde coloquei tudo para fora. Olhei-me no espelho e não me reconheci. Estava com os cabelos desgrenhados, os olhos inchados e sensíveis e com olheiras de minha vigília da noite. Arrumei a cela de modo que ficasse do mesmo jeito que encontrei em minha primeira noite.

Passei pela escada que havia subido outrora sem olha-la. Não sabia se ele ainda dormia lá ou se já tinha levantado, mais não importava, não fazia diferença. Afinal não queria vê-lo nunca mais se possível...

...E assim foi por cinco dias. Eu, com os protestos de Maggie, mudei de cela. Dormia sozinha agora com apenas meus pensamentos por companhia. Eu me tornei um pouco solitária, me reunia com o restante do grupo somente quando Daryl não estava e, quando ele se aproximava, eu me retirava. É claro que ele me fazia falta. Mesmo após o mundo perder sentido, lá estava eu me apaixonando por alguém que não prestava. A única pessoa confortável com situação era Carol.

Lá estava eu estendendo roupas no varal junto com ela, um dia desses. Eu não havia dito uma palavra se quer. Meus pensamentos vagueavam por outros caminhos. Michonne, com quem eu me identifiquei muito, havia ido a uma missão de reconhecimento em um povoado. Se tudo corresse bem eu retornaria com ela no dia seguinte atrás de suprimentos. Carol sorria. O que era comum hoje em dia. Senti vontade de perguntar o motivo mais algo dentro de mim me impediu. Nos últimos dias eu só conversava com ela quando era necessário. Ela não tinha culpa, mais a minha cabeça, embaralhada como estava pelas emoções que me afligiam, a culpava e a Daryl também, pois os dois haviam conspirado contra mim. Como eu estava insana neste tempo.

–Sabe. –disse-me Carol. –Quando a gente admite que perdeu e aceita isso, a convivência se torna mais fácil.

Eu olhei para ela, recém-saída de meus devaneios.

–Por que diz isso, perdeu algo? –lhe perguntei destilando meu veneno e ironia.

–Não querida. –ela sorria satisfeita, pois havia conseguido seu intento. –Quem perdeu alguma coisa aqui foi você, e acho que já está na hora de aceitar isso, pois é um fato. –ela parou o ato de estender a roupa, pôs as mãos no bolso e olhou para o horizonte. –Sabe, eu percebi que você tem uma “queda” por Daryl, mais lamento decepciona-la. Daryl é um homem e isso significa que não está interessado em amor adolescente de uma garota que ele mal conhece. Ele precisa de alguém ao seu lado que não vai ter crises de identidade.

–Eh, você realmente conhece o Daryl, não é? – lhe perguntei novamente irônica, estendendo uma peça de roupa no varal.

–Ah, sim. -ela suspirou desafiadora, se gabando. Coitada, pensei comigo. –Eu conheço Daryl há muito tempo, na verdade desde que essa epidemia começou. Somos muito amigos, conversamos sobre muitos assuntos que tenho certeza que ele não contaria para ninguém.

Como senti vontade de partir a cara dela em duas partes e depois dar o resto para os zumbies.

–Posso não conhecer o Daryl muito bem, mais de uma coisa eu sei. –olhei para ela com uma expressão tipo “sei de coisas que você nem imagina” e fiquei satisfeita, pois ela me olhou como “você não pode saber nada do que eu já não saiba.”

Eu peguei mais uma peça de roupa, me demorando mais que o necessário só para ter um gostinho de desespero que eu sentia exalar de Carol com a minha possível informação de Daryl que ela talvez desconhecesse.

–Sabe, você diz que o conhece bem e tal, mais eu fui mais a fundo que você. Eu, a desconhecida, partilhei da intimidade de Daryl de uma maneira que ele jamais ousou fazer com você. –eu disse deixando crescer uma duvida que Carol sentira quando eu e ele voltamos do sitio. É claro que eu não falaria abertamente. Mais Carol estava pedindo e eu não ia deixar quieto. Então reparei que a roupa que eu segurava era de Daryl, empurrei-a nas mãos de uma Carol catatônica e completei antes de virar as costas e voltar para o pavilhão. –Ele pode não precisar de um amor-de-adolescente, mais com certeza precisa do amor de uma mãe e você cumpre bem este papel. Até mais.

Depois de cinco dias, eu senti vontade de chorar de novo, mais não faria isso. Ao invés de voltar para a prisão eu me encaminhei para o portão principal para aguardar o regresso de Michonne. Não sei por quanto tempo fiquei sentada ali, mais acredito que foi o bastante para me fazer perder o juízo, pois vi um vulto sair disparado da mata com uma horda de andantes velocistas atrás.

Meus olhos só podiam estar me iludindo. Como depois de dois anos, eu o veria de novo? Bryan esse era seu nome.

Levantei-me e corri para mais perto da grade. Eu queria ter certeza que meus olhos estavam vendo aquilo mesmo. Não era possível, era ele mesmo. Corri para o portão gritando desesperada para que os outros fossem me ajudar.

Rick veio acompanhado de Gleen, seguidos por Maggie e os outros. Eu abri o portão sob os protestos de Rick. Mais que se danasse, era meu amigo e eu não ia deixa-lo morrer. Sai para o lado externo da prisão e dei cobertura para Bryan enquanto ele corria em minha direção. Quando ele atravessou as grades eu também recuei e vi o portão ser fechado as nossas costas por Glenn e Carl que se juntara a nós.

Ignorei todos os protestos de Rick e sorri para ele que me reconheceu naquele momento.

–Marry! Oh meu Deus, você está viva e perfeita! –ele correu para mim e me ergueu rodando. Eu ri alegue e quando ele me pôs no chão eu fiz as apresentações.

–Gente. –eu disse para Rick e os outros que nos olhavam sem entender. –Este é o Bryan, estava comigo no aeroporto.

Bryan os cumprimentou, meio intimidado.

Ele estava totalmente diferente mais ao mesmo tempo tão igual. Quando nos despedimos pela ultima vez, seu cabelo loiro estava cortado estilo militar e seu porte físico lembrava exatamente um. Agora, dois anos depois, estava magro, maltratado, com os fios compridos e barba por fazer, mais ainda era tão bonito quanto antes, porem com evidentes sinais que passara por maus bocados.

–Você o conhece então? – perguntou Rick com mão no coldre. Eu assenti e vi que ele abaixara a mão. Rick o questionou da mesma forma que a mim quando cheguei.

–Que está acontecendo aqui?! – perguntou uma voz familiar que eu a muito evitava ouvir. –Quem é esse aí?- ele disse apontando a besta para Bryan.

–Calma, calma! – meu amigo respondeu recuando de encontro a mim, como se eu fosse sua credencial para permanecer ali a salvo.

–Ele vai ficar com a gente. É um de nós agora. –disse Rick botando fim ao assunto e impondo sua decisão. Eu sorri para ele.

Daryl apoiou a besta no ombro, relaxando. Mais era evidente que uma simples decisão não o convencera.

–Por que quer que o garoto fique aqui, você confia nele?! –perguntou desafiador para Rick. Percebi que Daryl estava muito agitado.

–Marry confia nele e é isso que basta. –Rick disse olhando para mim. –Você confia nele não é?

Eu olhei para Bryan, ele realmente estava assustado. Como eu não confiaria em meu amigo de longas datas.

–Sim. –eu respondi pegando na mão de Bryan. –sim.

–Ótimo. Então dê algo para ele comer e depois mostre os alojamentos.

Eu assenti, devia fazer o mesmo que Maggie fez comigo quando entrei para o grupo.

Gleen, Hershel, Maggie e Carl seguidos por Rick deram as boas vindas para Bryan e voltaram para seus afazeres.

Daryl olhou para mim ainda irritado. Decididamente ele não gostou da decisão de Rick.

–Você é a responsável por ele aqui! -disse me encarando e depois olhou para Bryan que recuou ante a ferocidade de seu olhar.

–Não se importe com ele, faça como eu ignore-o.

* * * * * *

Uma semana depois...

As coisas iam bem, não sofremos nenhuma baixa e todo estava em ordem, para os padrões da nova ordem de sobrevivência.

Eu estava a par de tudo que aconteceu com Bryan depois que ele partiu do aeroporto. E ele a mim.

Eu estava dentro da cela conversando com Bryan, quando alguém escorou na grade porta.

–Marry, preciso falar com você agora! –Daryl me disse impaciente.

–Não está vendo que eu estou ocupada? – eu disse. Virei-me para Bryan e voltei a conversar.

–Você não me ouviu?! Eu quero falar com você! – como eu não me movi, ele entrou na cela pegou Bryan pelo braço e o ergueu, eu indignada levantei também.

–O que você está fazendo? –eu perguntei de pé.

–Agora você me ouve não é? –ele disse para mim, e depois para Bryan. — Sai logo garoto! Antes que eu desconte em você.

Daryl o soltou. Bryan olhou para mim:

–Vai ficar bem sozinha? – ele me perguntou.

Eu cruzei os braços e assenti. Eu observei Bryan sair antes de encarar Daryl.

–Pronto. O que você quer?

Daryl avançou e me puxou para si.

–Há muito tempo que eu tô querendo falar com você!

–Então diga o que quer?! – eu disse tentando me soltar.

–Por que você contou para Carol que nós transamos?

Notas finais
espero recadinhos.