Notas iniciais
Olá minha leitoras maravilhosas. Estou muito feliz com a aceitação da fic, recebi muitos recadinhos maravilhosos e percebo o quanto vocês estão acompanhando a fic. e eu só tenho a agradecer a cada uma de vocês. Boa leitura:

Eu me virei para olha-lo. Mais o que vi foi muito pior. Meu olhar focou-se em um ponto atrás de Daryl. Uma manada de pelo menos cinquenta zumbies vinha em nossa direção lentamente, ainda não tinham nos visto. Apertei o braço de Daryl e ele olhou para mim sem entender.

–O que foi? –não precisei dizer mais nada pois ele seguiu meu olhar e virou-se. –Pu%$ Q#* P@%#$! Marry, corre!

Eu não respondi, simplesmente obedeci... corri. Daryl em meus calcanhares. Os andantes que ainda não tinham nos visto perceberam nossa movimentação e correram atrás de nós.

Nós havíamos perdido o rumo da direção, não sabíamos para que lado ficava a prisão, pois nossa prioridade era apenas correr. Fomos mais à fundo na floresta. Um zumbie pulou sobre mim me fazendo cair; Daryl o suspendeu com as mãos cravando uma faca em sua cabeça. Eu me levantei e o puxei pela mochila.

–Vem Daryl!

Então um clarão destacou-se a frente e percebi que estávamos em vias de uma clareira.

–Vem!

Corremos cerca de trezentos metros até que finalmente saímos da floresta e deparamos com um descampado de grama muito alta, parecia um sitio. Havia muitas cercas feitas de arame farpado e madeira. Corri para lá, Daryl logo atrás. Ao aproximarmos das cercas ele me pegou por baixo dos braços e me ergueu por cima da cerca me pousando do outro lado em segurança, em seguida me empurrou sua mochila e sua besta para que eu segurasse enquanto ele pulava também.

Corremos até chegar a segunda e ultima cerca, feita de arame entrelaçado. Encontramos um buraco na grade por onde passamos.

–Me ajuda aqui! –Daryl gritou para mim. Eu coloquei a mochila e a besta no chão e fui em sua direção. Juntos, tentamos fechar a abertura. –Ali na mochila tem uma corda, pega lá.

Eu corri para sua mochila e abri-a com violência, revirei um pouco até achar um pedaço de corda. Voltei para Daryl e comecei a entrelaçar a corda pelas entradas da grade enquanto Daryl a puxava uma contra a outra. Quando garantimos a nós mesmos que já estava bem amarrado, nos levantamos. Daryl olhou para a entrada da floresta, em poucos minutos os zumbies atingiriam a primeira cerca. Não nos restava muito tempo. Olhei em todas as direções até que algo chamou minha atenção; a cerca de cento e cinquenta metros avistei uma pequena casa branca de madeira. Parecia um lugar seguro naquele momento.

–Daryl, olhe ali. – eu lhe disse apontando para a casa. — Parece um lugar seguro por enquanto.

–Eh, pode ser, vamos. –disse ele olhando analiticamente para a casa. Pesando os prol’s e os contras, talvez. Abaixou-se para a mochila e a besta e os apanhou pondo-os as suas costas.

Eu fui à frente andando lenta e cautelosa, tentando ao máximo não fazer barulho, Daryl tirou sua besta do ombro e se preparou para qualquer possível ataque. Chegamos à porta de entrada da casa que era coberta por uma telha. Daryl fez um gesto sem dizer nenhuma palavra mais que eu capitei de imediato. “Você abre a porta e eu certifico se está ok”. Assenti e antes de abrir a porta, puxei minha automática da cintura e também a posicionei. Quando estávamos prontos, Daryl fez outro gesto afirmativo com a cabeça, eu pousei minha mão sobre a maçaneta redonda e a girei.

O hall de entrada estava deserto e escuro, Daryl foi a frente apontando sua besta para qualquer objeto que se destacasse em sua frente, eu fui atrás cobrindo sua retaguarda. o andar de baixo estava limpo.

–A culpa é sua de tudo isso ter acontecido!- Daryl disparou em minha cara.

–Minha? – eu perguntei indignada. –Vai me culpar pelos zumbies terem escolhido justo aquele lugar para darem um passeio?!

Ele jogou a besta e a mochila no sofá e foi ate uma janela coberta com tábuas e espiou lá fora.

–Essa sua mania de querer bancar a boazinha! Onde já se viu? O cara quase te violentou e mesmo assim você ainda tem piedade?

–Por que você veio então?! Eu não te obriguei a vir, quem se ofereceu foi VOCÊ! –eu disparei apontando o indicador em seu peito.

Ele afastou minha mão com violência e me deu as costas passando as mãos nos seus cabelos, frustrado.

–O que quer dizer com isso?! –ele me fuzilou com os olhos.

–Eu chamei o Rick para vir comigo, não precisava ser você!

–Ah é? Então a partir de agora quando precisar de alguma coisa peça ao Rick!

–Vai embora então! Deixa que eu me viro sozinha! Vai atrás da Carol, então.

Ele virou-se para mim.

–O que quer dizer com isso? – perguntou desconfiado.

–Ora, Você e ela não estão juntos? –ele riu nervoso e eu me senti ridícula om aquele comentário.

Daryl avançou para cima de mim, eu recuei até encostar na parede da sala. Eu ia dizer umas duas boas palavras para ele mais Daryl tampou minha boca antes que eu pudesse dizer algo. Eu tentei tirar sua mão e minha boca, mais ele levou o seu indicador a boca pedindo-me silencio. Eu obedeci.

Não obstante, ouvi um ruído no andar de cima. Pareciam passos, como se houvesse pessoas andando lá em cima. Ele me soltou e pegou sua besta no sofá, eu mesmo brava com ele, guardei minha arma na cintura e puxei a faca, afinal quanto menos barulhos fizéssemos melhor seria.

Subimos a escada sob o ranger de nossos pés. Por um momento deixei de lado minha aversão por Daryl. Encontramos dois zumbies dentro do quarto e os matamos. Ele arrastou os corpos para um canto e eu reparei que era um casal. Olhei para fora e vi que os andantes já havia ultrapassado a primeira defesa e agora estavam na segunda grade, havia muitos deles espalhados pelo campo verde do sítio.

–Vamos ter que dormir aqui, esta noite.- eu disse. Daryl veio até a janela e olhou para fora.

–Eh! Fazer o que, vamos ter que aguentar a cara um do outro até amanhã. –disse ele. – eu vou dormir lá em baixo.

–Não, não. –eu disse. –Não é seguro lá em baixo, vamos dormir aqui em cima, se a casa for sitiada daqui de cima a gente consegue escapar pela janela.

Daryl assentiu, sem, contudo, responder.

–Eu vou procurar algo para comer lá na cozinha e você, por favor, suma com esses cadáveres. Se vamos dormir aqui pelo menos que seja em paz. Entristece-me observa esses pobres infelizes.

Eu desci para a cozinha e abri armários, geladeira, fogão e o que mais tivesse ali, estava bagunçada e com muita louça suja e mofada na pia. Muitas moscas zumbiam pela casa. Encontrei na dispensa alguns enlatados e no quintal alguns legumes plantados. Após fazer algo que valesse a pena comer subi para o quarto. Daryl estava tomando banho, então sentei-me na cama empoeirada e comi um pouco de legumes com atum. Após comer, comece a abrir gavetas e portas até que achei alguns cobertores bem quentes, pois a noite prometia ser muito fria e com a casa cheia de buracos, o vento encontraria um jeito de entrar.

–Achou algo para comer? –Daryl me perguntou entrando pela porta.

–Sim. –respondi estendendo um prato com batatas cozidas e atum gelado.

Ele se aproximou e pegou o prato me encarando nos olhos, sua expressão era indefinível. Sentou-se na cama ao meu lado.

–Me desculpa, por ter dito que a culpa é sua, é que a gente pensa diferente. Sabe, eu fui criado pelo meu irmão Merli, que deve estar aí em qualquer lugar. Ele não era muito sensível.

Eu não disse nada estava magoada e aquela mudança de humor de Daryl estava acabando comigo.

–Você realmente chamou o Rick para vir com você?- ele me perguntou em voz baixa.

–Sim. –eu disse.

–Por que? Tem algo contra mim?

–Não. É só que a sua namorada não gostou que eu ficasse perto de você.

Ele arregalou seus olhos miúdos em espanto.

–Namorada? Eu não tenho mulher. De onde você tirou isso?

Eu me senti envergonhada, e quase não tive coragem de continuar.

–E que a Carol me pediu para me afastar de você. Então achei que vocês tivesse algo, mais me enganei, desculpa.

Ele riu gostosamente.

–A Carol só deve ter tido a mesma impressão que eu quando te conheceu por isso disse aquilo. Mais ela é uma pessoa muito boa e conversamos bastante, mais somos apenas amigos. –eu ouvi tudo em silencio.

–A noite vai ser fria, né? – eu disse mudando de assunto, estava cada vez mais constrangida.

Ele olhou para a janela novamente que já apresentava um tom anil indicando o inicio da noite.

–Sim, esta noite vai ser difícil. Vamos ter que vedar todas as janelas e arrumar bastante cobertores para passar a noite. O problema é que nesta casa morava somente um casal então só tem uma cama aqui. Então teremos que dormir juntos pelo menos por esta noite e amanha decidiremos o que fazer.

–Dormir... juntos? – eu perguntei receosa.

–Sim. Algum problema? –ele perguntou esquivo.

–Não, não. –respondi percebendo que seria mais difícil do que imaginei cumprir o que Carol pedira.

Notas finais
Espero mais recadinhos, pois só assim terei certeza de que voces estão gostando ou não. rsrsr até a proxima.