Juntas Pelo Acaso

6 Capítulo 6 - Resistência e Sedução


Notas iniciais
Mais um capítulo e esse ta enorme, espero que estejam gostando até manhã garotas. =)

Música: Rumour Has It – Adele

Segunda-feira – Visita Inesperada I

Quinn em visita a NY decide passar no apartamento de Santana, o porteiro já conhecia a loira, permitiu sua entrada facilmente, com vários pensamentos pecaminosos a loira entrou no elevador apertando o andar que a latina morava.

Se aproximou da porta, apertou a campainha e espero que fosse atendida, alguns segundos depois, Santana abriu a porta, trajando um roupão de dormir, dentro dele um pijama na cor preta, de seda. Quinn exibiu um sorriso travesso e se atirou nos braços da latina, Santana tentava virar o rosto para não beijar Quinn, mas a loira era decidida, as mãos ágeis desceram pelo corpo moreno, enquanto sussurrava.

- Quinn – senti saudades S, vamos mata-la agora?

- Santana – Q, não.. eu.. — tentando empurrar a loira

- Britt – boa noite Quinn – cumprimentou Quinn, ao aparecer no hall de entrada, usando um roupão de banho curto, as pernas torneadas livres. Quinn ao ver Brittany pulou se afastando de Santana, arrumando sua roupa e exibindo um sorriso sem graça – como vai?

- Quinn – desculpe, nossa... eu devia ter ligado antes. — o rosto claro em segundos ficou vermelho de vergonha

- Santana – com toda certeza Fabray – declarou chateada – que maneira doida de se agarrar as pessoas hein – arrumando o roupão, ela permitiu que Quinn entrasse – vamos para sala.

- Quinn – eu pedi desculpa Lopez, na vez passada combinamos de se encontrar e.. — foi interrompida por Brittany

- Britt – chegou quando em NY Q?

- Quinn – ontem, eu pensei.. que – olhou para Britt e Santana – desculpe, mas vocês voltaram a namorar? — perguntou confusa

- Britt – estamos morando juntas – Britt comentou séria

- Santana – é.. isso mesmo – Britt estava sentada na poltrona em frente ao sofá, as pernas cruzadas, o roupão era curto o suficiente para exibir toda extensão da coxa clara da dançarina — morando.. — os olhos de Santana distraidamente se focaram subindo os pés até a coxa

- Britt – talvez deva mudar seu foco Quinnie – Britt quebrou o silêncio que se instalou na sala – Santana anda muito desviada de seus.. digamos que.. compromissos.

- Quinn – oh, sim e era sobre isso que vim conversar esta noite. – tentou inventar uma desculpa

- Santana – desviada de que? — Santana voltou seu olhar para Quinn

- Quinn – mudar de foco San, eu acho que preciso me apaixonar.

- Britt – isso mesmo – Britt estava adorando que Santana mantinha os olhos totalmente vidrados no descruzar e cruzar de suas pernas – você deve se jogar numa paixão nova, descobrir outros caminhos...

- Quinn – fazendo isso em NY, você acha que consigo?

- Britt – eu não sei Q, tente alguém que não esteja comprometida talvez.. — sugeriu – eu não acho prudente que você fique dando em cima da Santana – falou séria – Rachel sempre teve uma quedinha por você – comentou distraidamente

- Santana – o hobbit? Não, o hobbit não é gay! – falou se metendo na conversa – Britt, você anda malhando? Suas coxas estão tão definidas – voltando seu olhar novamente para pernas de Britt, a língua involuntariamente passando pelos lábios em apreciação.

- Britt – San, não fale assim da Rachel!

- Santana – tudo que você.. quiser Britt – Santana virou o corpo totalmente em direção a Britt, seus olhos focados nas pernas e subindo para os seios, um sorrisinho malicioso nos lábios, enquanto Brittany dava dicas de como Quinn poderia chamar a atenção de Rachel. Santana vendo as curvas tão acentuadas de Britt imaginou várias formas de dominar a loira na cama, como satisfaze-la com a língua, os dedos e o que mais tivesse ao seu alcance, o roupão de Britt era tão curto que era automático imaginar o centro todo molhado e os seios com faróis acesos. O mais louco de sua excitação era suportar a loira semi-nua ao seu lado e não poder fazer nada além de abraça-la fortemente e aspirar o cheiro dos cabelos loiros. Se Santana fosse um garoto, era certo de que só tomando banho num lago abaixo de zero que uma ereção seria evitada.

Quinn deixou o apartamento de Santana tarde, ela e Britt ficaram conversando por horas, a latina estava muito distraída fitando as pernas maravilhosas de Britt, a loira nem se importou, pois antes Santana ter atenção desviada pra ela, do que para outra mulher. Britt subiu para o quarto, ela não tinha tomado banho ainda. Santana apagou todas as luzes e subiu, se encostou na cabeceira da cama, pegou seu livro e começou a ler. Britt entrou no quarto minutos depois, trajando um babydoll insano, a cor era preta com detalhes branco, e com rendas (modelo do babydoll http://goo.gl/KRNm4), os olhos negros fitaram a cena da loira desfilando até a cama no modo automático, os lábios entre abertos e a respiração presa. Britt nem se importou com a olhada nada discreta, subiu na cama lentamente, a carinha inocente lhe deixava mais sexy, ela deitou de costas para Santana, deixando o corpo todo descoberto. Os cabelos loiros espelhados pelas costas, o bumbum claro um pouco empinadinho, fez Santana delirar, a loira apagou o abajur ao seu lado e respondeu:

- Britt – boa noite San, durma bem.

- Santana – b-boa.. no-noite – gaguejou – você não está com frio?

- Britt – é uma noite quente, não será preciso.

- Santana – mas eu gosto de dormir com o ar ligado – retrucou puxando o edredom para cobrir o corpo de Britt, o rosto quase colado na pele clara, ela cobriu lentamente o corpo no momento em que uma das mãos de Britt prendera a sua. – assim é melhor. — completou

- Britt – seria melhor.. – puxando o braço da morena para ficar em volta de sua cintura, numa posição de conchinha — ...se você me esquentasse

- Santana – s-sé..rio? Vo-você tem pouca roupa.. e.. e gos.. tosa.. não – se alterou fechando os olhos, tentou por um segundo controlar seus pensamentos – quero dizer, que esse não é o certo.. — completou buscando fôlego, ela até tentou retirar as mãos, mas Britt forçou a barra entrelaçando os dedos no seu.

- Britt – está com medo de mim? — se virando, ficando de frente para morena, os corpos quase grudados – eu durmo bem quando você me abraça.

- Santana – eu também – confessou num sussurro

- Britt – então não resista – sussurrou, Britt colou mais o corpo ao da morena, enfiou o rosto aspirando o cheiro do pescoço de Santana, os lábios vez ou outra tocavam a pele e Santana apertava os olhos tentando inutilmente ser forte.

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Terça-feira – Venha me ver

Rachel saiu de NYADA logo depois do almoço, correu para o apartamento, tomou uma ducha, fez sua preparação pré-sexo, arrumou o quarto com algumas velas, incensos perfumados e vestiu uma lingerie sexy e esperou por Finn. Finn estava na faculdade, tinha acabado de fazer uma prova e o próximo horário seria aula, quando recebeu uma mensagem com a foto de Rachel só de lingerie, batom vermelho, saltos e abaixada fazendo alongamento. Na mensagem continha “Quero você agora, sem roupa e de preferência em cima de mim!”, um gemido involuntário saiu dos lábios do rapaz, ele abaixou as mãos até o volume que se formava em meio a suas calças e pensou “Puta que pariu, muito quente” Rachel mandou outra mensagem dizendo “Eu estou molhada Finn, apenas te esperando, ou você quer que eu faça este serviço sozinha?” o rapaz saiu em disparada para seu carro, desistiu de todas as aulas naquele dia, parecia que o homem estava tentando ganhar uma corrida, Rachel o excitava com uma rapidez insana. Ele acelerou para chegar ao apartamento da morena, como tinha a chave do imóvel foi fácil acesso, mas perdeu totalmente o equilíbrio tentando achar a chave correta da porta, quando finalmente teve acesso ao imóvel pode ouvir uma música de fundo e caminhou até o quarto da morena.

- Rachel – achei que fosse demorar mais – falou em tom sensual, Finn rapidamente retirou a camisa, jogando ela em um canto qualquer, retirou o cinto, tênis, só restando o samba canção de seda que usava. Rachel terminava de passar o hidratante em suas pernas, quando ela fez menção de abaixar novamente, ela ouviu um gemido delicioso escapar dele e sorriu maliciosamente. Finn caminhou em sua direção, segurou sua cintura, foi subindo com as mãos por todo corpo da morena e beijou seus lábios, Rachel mordeu levemente os lábios de Finn e desceu os beijos por seu peitoral, o rapaz fechou os olhos em apreciação, um suspiro de prazer foi ouvido por ambos, ele foi levando Rachel até a cama, a deitou com delicadeza, passou as mãos acariciando todo corpo moreno e começou a explorar com pequenos beijos, a morena segurava o rapaz pelos cabelos o guiando por toda exploração. Finn fechou as mãos sobre os seios pequenos da garota, apertou levemente por cima do tecido, beijou o abdômen definido, enquanto a morena se movimentava em baixo dele apreciando toda aquela preliminar. Os suspiros foram substituídos por um gemido de prazer, Finn desceu a calcinha de renda preta de Rachel, passou os dedos pelas dobras molhas, a morena movimentou o quadril adorando aquele caricia, mas retirou aos mãos rapidamente, ele se abaixou, beijou na parte interna das coxas e desceu os beijos até no sexo da morena, mordeu levemente os grandes lábios, passou a língua devagar sobre as dobras, Rachel arqueou o corpo aprovando o contato, levantou o quadril implorando para que o namorado continuasse, Finn sorriu maliciosamente e começou a explorar seu sexo com a língua, os dedos fazendo um movimento de vai e vem na entrada e a língua estimulando o clitóris, cada estocada forte Finn ouvia um gemido alto da diva, ele ficou longos minutos provando do sexo da namorada, seu membro estava mais que ereto, ele sentia um latejar gritante, toda aquela movimentação de minutos o estava enlouquecendo, ele arrancou o samba canção e a penetrou de uma só vez. Rachel sorriu e o puxou pela cintura para grudar seus lábios. O rapaz dava estocadas fortes e firmes, apoiando o peso do corpo com as duas mãos ele olhava como se movia por cima da morena.

- Rachel – isso Finn.. — rebolou embaixo dele – continua.. mais rápido

- Finn – você é tão gostosa.. amor – mordendo o queixo da morena – isso, rebola gosto Rach

Os corpos suados davam mais desejo a Rachel, as estocadas eram firmes e ela podia sentir seu corpo ficar tremulo, uma das mãos subiu pelas costas de Finn e ela puxou seu rosto olhando em seus olhos, ele abaixou para capturar os lábios, a primeira onda de prazer atingiu Rachel em cheio, ela mordeu levemente os lábios do namorado, o corpo claro se moveu em um outra estocada e então a diva pode sentir as vibrações chegando, ela se desmanchava de prazer com Finn dando varias estocadas lentas dentro dela.

- Finn – isso, Rach.. vem pra mim

- Rachel – oh..

Rachel passou parte da tarde transando com Finn, a noite fora convidada por alguns amigos a cantar no Old Town bar, chegando lá ela não contava com a presença de Quinn, a loira esbanjava sensualidade, estampando um sorriso sexy nos lábios.

- Rachel – não esperava te ver tão cedo por aqui. — sorriu nervosa

- Quinn – eu vim visitar Santana. Realmente gostei dos orgasmos proporcionados por ela... — confessou com um sorriso malicioso nos lábios, os olhos desceram para pernas descoberta, Rachel vestia um short preto, justo e curto, uma blusa preta com decote em V e um blazer branco, a morena nem parecia uma garota de Lima, ela se adequou totalmente ao estilo de NY. Rachel ficou abobada com a declaração sincera da loira, sentiu uma pontinha desejo quando a loira disse aquilo audivelmente.

- Rachel – então quer dizer que, você e Santana tinham um caso?

- Quinn – não, ficamos só duas vezes e mais nada. — ela se aproximou de Rachel, a morena estava encostada no bar e de costas para o barman – meus interesses mudaram – sussurrou no ouvido da morena

- Rachel – isso me parece muito bom. — se virou nervosa – Victor, pode preparar uma pina colada?

- Quinn – são duas por favor – Quinn fitou as ações da morena e riu por dentro, Rachel estava nervosa e não olhava em seus olhos em nenhum momento – eu poderia te levar em casa depois...

- Rachel – não precisa se preocupar.

- Quinn – seria imprudente da minha parte, deixar uma moça levemente alcoolizada ir sozinha para casa. — a loira abaixou as mãos até a cintura da mulher mais baixa e fez um movimento puxando para perto de seu corpo – e um passarinho me contou um segredinho – sussurrou – você gostou de mim no colegial?

- Rachel – eu? N-não.. quer dizer.. quem disse isso? Eu não gosto de mulheres – tentou negar – não, você é linda e tudo, conquista qualquer um, mas.. eu? Não, jamais.

- Quinn – então, não há motivo para tanto nervosismo – disse aspirando o cheiro dos cabelos negros, Quinn desceu a boca por todo pescoço da diva e o mordiscou arrancando um gemido baixo em Rachel, a pequena diva se entregou aos carinhos da loira. Quinn nem tinha a beijado ainda, porém ela podia sentir um desejo sofrido crescente dentro de seu corpo, as mãos claras se enfiando por dentro da roupa, o balcão do bar evitava olhares curiosos repudiando o ato. Quinn subiu os beijos para o rosto, deu uma leve mordiscada no queixo, os olhos de Rachel já estavam fechados, apenas aguardando o próximo passo da loira. Quinn por sua vez, puxou Rachel para o canto mais escuro do bar, a luz era baixa e não dava para ver quase nada. Encostou Rachel na parede, as mãos pousaram de imediato nos seios pequenos e os lábios se encontraram com urgência, Rachel tinha sede de provar aqueles lábios, que há minutos atrás conseguiram te tirar do sério com apenas alguns caricias e mordiscadas no pescoço. As línguas se moviam numa sincronia perfeita, parecia como se fosse uma carga elétrico se propagando pelo corpo todo. Um beijo envolvente, descobrindo novos caminhos das bocas sedentas, as respirações eram intensas e os gemidos de apreciação, se esmagavam pela língua ágil de Quinn. Quinn queria aproveitar ao máximo, beijar Rachel era algo diferente, gostoso, uma sensualidade muito maior do que pensava, com Santana não era assim, foi mais agressivo, coisa de desejo. Mas com Rachel ela sentia que não seria algo de momento, era uma sensação próxima a uma preliminar, provar até não aguentar e depois vir como consequência o sexo. Rachel descolou as bocas puxando ar para os pulmões, a testa colada na de Quinn, um sorriso preguiçoso nos lábios e as mãos em torno dos ombros da loira..

- Rachel – o que você fez comigo? — sussurrou

- Quinn – não faço ideia – confessou de olhos fechados – só sinto que faz a mesma coisa comigo

- Rachel – isso é loucura

- Quinn – a melhor que já cometi – fitou os olhos castanhos na escuridão – agora eu posso te levar em casa?

- Rachel – se você prometer ficar por lá mesmo

- Quinn – me parece perfeito – sorriu maliciosamente

Elas beberam, conversaram mais um pouco, Quinn flertava descaradamente com Rachel, mas não queria fazer nada as pressas, queria experimenta-la aos poucos, lento e aos poucos descobrindo até que ponto o prazer as levaria.

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Quarta-feira – Confissões e um elogio

Como não tinha jogo, nem festas, Brody convidou Sebastian, Santana e Brittany para assistirem um filme em seu apartamento. Sebastian e Britt se encarregaram de buscar comida e alguns filmes, enquanto Santana tentava ordenar seus sentimentos pela loira com ajuda do amigo, talvez uma visão externa poderia direciona-la melhor.

- Santana – sabe como é difícil dormir ao lado de uma mulher quase nua, gostosa e que te deixa de quatro, mas você não pode fazer nada. — confessou em desespero

- Brody – você e Britt estão dormindo na mesma cama? — falou com um sorriso nos lábios – e ela dorme semi nua? Ok, como está o coração?

- Santana – se eu sobreviver até o final dessa semana, eu posso entrar para o guiness book. — ironizou

- Brody – agarra ela

- Santana – enlouqueceu? Não, não posso...

- Brody – quer enganar quem? Você é outra pessoa quando ela está por perto

- Santana – cara – suspirou chateada, as mãos esfregaram o rosto em um desespero silencioso – ela me enlouquece, eu não consigo sentir raiva pelo nosso término, quando ela sorri e aqueles olhos azuis brilham, eu..eu sinto meu coração disparar tão rápido e..e ela é tão inocente, apaixonante e no segundo depois ela se transforma num deslumbre de sensualidade, um.. um misto de inocência em sua face com um olhar de despir até a alma... — Santana se levantou incomodada e andou pela sala tentando não imaginar Britt tão sensual na noite passada.

- Brody – San, você tenta negar que não ama, que quer estar por perto apenas para serem amigas, mas isso não funciona. — declarou sorrindo – Britt é a única que consegue te fazer sentir todas estas coisas que só é possível sentir quando se está apaixonado. Pode negar, mas sempre que vê-la esses sentimentos virão e você vai ficar mais perturbada ainda, meu conselho é que viva esse sentimento intensamente. — o amigo se aproximou da morena, colocou as mãos em seu ombro – quando a vida nos dá uma segunda chance, não podemos perda-la, seja feliz com sua garota e ela te agradecerá eternamente por isso. — Santana se virou e abraçou forte Brody, era inútil lutar com algo que não se pode ter controle

- Santana – certo, eu amo ela, mas... mas existe essa droga de medo. Ele me faz refém , se continuar eu posso me decepcionar novamente, eu não quero isso.

- Brody – tudo bem, mas Elaine te fez ou faz sentir algo parecido com o que me descreveu agora?

- Santana – não, nenhum pouco. Quer dizer.. ela é gostosa, é insaciável, mas nadinha.. nenhuma arrepio.

- Brody – vocês são boas como amigas, mas sentimento entre vocês duas não rola. — Santana fitou o amigo confusa – desculpe, mas é a verdade, vocês são “quentes” juntas, mas só isso. Não dá pra olhar e dizer “nossa Elaine foi feita para Santana, elas combinam tanto” — zombou

- Santana – que ridículo! Isso não foi legal – brigou

- Brody – o que quero dizer é que Brittany completa você, a garota é simpática, inocente, linda e amável. — fitou os olhos da amiga – você é uma durona, não demonstra sentimentos com facilidade, tem um gênio latino forte e é quente. A loira completa a morena e visse versa.

- Santana – você tem vários argumentos convincentes que eu tenho que ficar com a Britt, mas por quê disso tudo? — perguntou desconfiada

- Brody – nada – desviando o olhar e saindo de perto da latina

- Santana – diz o que é Max steel! Ou eu arranco suas bolas – falou em tom ameaçador – sua reprodução de mini Susi's e Max ficarão vetadas para sempre.

- Brody – Wow, pode parando ai! Eu apenas quero que vocês fiquem bem, pois quem sabe no futuro poderão ser minhas madrinhas de casamento. – revelou com um sorriso amplo

- Santana – Deus, sério? E isso será quando?

- Brody – quero pedi-la, mas o noivado vai durar por um ano e meio. — confessou animado – precisamos se estabilizar primeiro.

Brody contou para Santana seus planos de casamento e comentou sobre o fato de ter escolhido Brittany e a latina para serem as madrinhas. Sebastian chegou um tempo depois acompanhado de Britt, um dos filmes escolhidos para verem primeiro era The Avengers, não era o favorito de Britt, mas como ela foi o único voto por desenho aceitou de bom grado, mas Santana logo decretou que o próximo seria Gato de Botas, não preciso nem dizer que a loira pulou de alegria, ela se sentou ao lado da morena. Quando Scarlett Johansson apareceu na televisão, trajando roupas justas, seu uniforme de viúva negra, Sebastian não pode evitar um comentário hétero, levando Santana a concordar com o amigo:

- Sebastian – San, a Scarlett tá muito gostosa nesse filme, apesar de não gostar da fruta, até eu pegaria ela.

- Santana – qualquer ser vivo gostaria de dar uns amasso nela, olha essa boca? E o – sendo interrompida

- Brittany — já chega! eu sei o que vocês acham dela, agora não precisa ficar nesse comentário ridículo entendido? — interrompeu séria, aos seus ouvidos a latina esbanjou elogios para a atriz que nem era tão interessante assim.

- Santana — vem cá – abraçou a loira — você é linda — beijou seu rosto e sussurrou — só você, comparando as duas eu escolheria você, ela está com inveja, olha a cara de mal dela – brincou – a dançarina mais quente de NY está ao meu lado e eu não posso fazer nada.

- Brittany — boba — ficando desconcertada – NY te transformou em uma sem vergonha – sussurrou no ouvido da latina

- Santana – só que não, NY explorou esse meu lado latino caliente – murmurou beijando o rosto claro

- Brittany – eu não estou reclamando – sorriu com as bochechas coradas – ficou ainda mais sexy

- Santana – viu só? — sorri para Sebastian – calminha

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Quinta-feira – Visita Inesperada II

Brittany tinha acabado de sair de uma de suas aulas de dança, Sam se aproximou e tocou seu braço levemente.

- Brittany – o que faz aqui? — falou séria

- Sam – eu vim para conversamos, será que você me permite isso? — pediu em tom magoado

- Brittany – ok, pode falar.

- Sam – vamos nos sentar ali naqueles bancos – apontou para um dos bancos do campus

- Brittany – tudo bem. — Eles caminharam em direção aos bancos, Sam ofereceu o lugar para Britt e se sentou ao seu lado – e então?

- Sam – olha Britt, eu sei que errei, cometi um ato imperdoável, mas eu quero me redimir com você. — pegou uma das mãos da loira e beijou delicadamente — Eu fiz aquilo sem pensar e gostaria que me desse uma chance para consertar meu erro... — Sam exibia falsas lágrimas nos olhos, ensaiou por algumas horas uma cara bem cansada, deixou a barba por fazer e pingou colírio nos olhos para quando necessitar chorar perto da loira, ela caísse em sua armadilha. E parecia dar certo, a loira o fitou com os olhos tristes, apertou a mão do rapaz, se ajeitou no banco e se pronunciou:

- Brittany – eu te perdoa não vai apagar o que fez.. — vendo as lágrimas nos olhos do rapaz o coração de Britt penalizou-se e num gesto automático o puxou para um abraço – posso te dar uma nova chance... — sussurrou

- Sam – sério? — se desconectando de Britt – eu vou te provar a cada dia que te amo Britt, você pode voltar para nossa casa? Eu modifiquei algumas coisas para deixar ao seu gosto e.. — Britt o interrompeu colocando o dedo em seus lábios

- Brittany – Sam, eu te darei uma nova chance! Mas não é para voltar com você – completou séria – eu sinto muito, nós não damos certo juntos. Você é completamente diferente de mim, nós não se completamos. Eu vou recolher alguns itens meus no apartamento, mas vou morar sozinha, estou com Santana até encontrar algo e.. — foi interrompida

- Sam – o que? Você correu pros braços daquela caminhoneira? Brittany, eu não acredito nisso – se levantou irritado – como pode? Eu estou aqui te pedindo uma nova chance e tudo, para você me dispensar? E eu aposto que é para ficar com aquela latina metida a durona – demonstrando total raiva

- Brittany – como pôde? Santana é a melhor pessoa do mundo, ela é a minha pessoa e é por conta disso tudo – apontou para Sam – que não damos certo, não foi por ela que terminamos e sim por você não se encaixar nos requisitos necessários para me amar – disse se levantando irritada, quando ia saindo o rapaz segurou forte em seu braço

- Sam – eu não vou desistir de você! Nunca ouviu bem? Eu não aceito um não como resposta!

- Brittany – desculpe – se soltou do braço do rapaz – mas terá que aceitar dessa vez.

Ao longe Santana fitava toda aquela cena com raiva “como aquele loiro de farmácia teve a coragem de segurar o braço da Britt daquele jeito?”Pensou a morena, Santana desceu do carro e caminhou para frente do mesmo, aguardando que Britt viesse ao seu encontro. Quando a loira se aproximou, Santana abriu um sorriso e a envolveu em um abraço caloroso, de onde estava Sam podia ver a cena nitidamente, ficando claro na mente dele que elas tinham voltado a namorar. O ódio dele por Santana só poderia ser maior, seus olhos fitaram toda cena de carinho entre elas, Britt escondendo o rosto no pescoço moreno e se agarrando mais a latina, Santana viu que Sam continuava ali parado, olhando para elas e numa provocação prazerosa acenou para o rapaz, como se estivesse batendo continência, exibindo um sorriso cínico nos lábios, beijando o topo dos cabelos loiros e o fitando propositalmente. Ela acompanhou Britt até a porta do carona e ajudou a loira se acomodar dentro do carro confortavelmente. Santana passou por Sam fazendo gestos obscenos para o rapaz e ainda deu um “tchau” quando Britt a olhou.

- Sam – vai rindo, provoque mais... no final nós veremos quem vence, latina imprestável — concluiu arquitetando seu plano.

No carro Britt ficou séria, mas uma felicidade interna era crescente, pois finalmente sua vida estava livre para conquistar de volta o seu amor, era questão de tempo e paciência.

- Santana – o que há com você Britt?

- Britt – a conversa com o Sam não foi muito boa

- Santana – eu percebi que ele segurou seu braço, ele te machucou?

- Britt – foi só um aperto, nada de mais...

- Santana – ok, então volte a sorrir – completou – gosto do seu sorriso

- Britt – vamos almoçar onde?

- Santana – vou te levar ao Crown Restaurant, é um casarão dos anos 30, localizado lá no East Side, é muito agradável e você vai gostar – revelou sorrindo

- Britt – você continua me surpreendendo, como conheceu este lugar?

- Santana – padre me indicou e disse que é um bom lugar para se levar uma garota linda — as bochechas claras ficaram num tom avermelhado rapidamente, Britt se surpreendia como os elogios da latina eram espontâneos, às vezes.

- Britt – tentando causar boa impressão a uma garota? Espero que consiga, pois ela não se deixa impressionar logo nos primeiros encontros. — brincou entrando no jogo da latina

- Santana – não se preocupe, pretendo fazer disto algo bem especial – revelou parando no sinal e fitando os olhos azuis, um sorriso apaixonado brotou dos lábios da loira e Santana só imaginou passar o resto da vida ao lado de sua menina dos olhos.

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Sexta-feira – dia da libertação

Finalmente sexta-feira tinha chegado, foi uma manhã e tarde super estressante para latina, ela fez visita técnica na empresa que trabalha, ficou por lá mesmo e a tarde sua rival no trabalho resolveu infernizar sua vida. O chefe pediu para que elas produzissem um resultado considerável dentro de 2 semanas, para a próxima etapa elas ficariam encarregadas de duas equipes, mas cada fase do processo era muito complexo e bizarro. Santana precisou recolher um catálogo com mil página e milhares de possíveis nomes para se tornar cliente acionista da empresa, em 2 semanas ela precisava coletar no minimo 20 investidores para se classificar pra próxima etapa e Joy não ajudou em nada, vez ou outra soltava comentários de como solicita era a latina, o supervisor vendo isso se aproveitou bem da latina lhe desviando de seus afazeres. O pior desta tarefa era que em cada 100 ligações para agendar horário, somente um lhe atendia e com estágio de 4 horas, solicitações da supervisão fora de foco, consequentemente aferava diretamente em sua produção, sendo obrigada a levar serviço pra casa.

- Santana – Britt? Está em casa?

- Britt – aqui em cima – gritou, Santana deixou suas coisas sobre o aparador, retirou os sapatos e caminhou preguiçosamente em direção ao sofá, quando chegou próximo a ele se atirou no mesmo, se mantendo deitada. Britt não demorou a descer, se aproximou da latina, sentou-se na pontinha do sofá e fez uma leve caricia no rosto moreno

- Santana – importaria se ficássemos em casa? Foi um dia difícil...

- Britt – tudo bem, faremos o seguinte. Você toma um banho rápido, eu peço algo para comermos e te faço uma massagem, que tal? — exibindo um sorriso acolhedor nos lábios

- Santana – uma ideia perfeita

Depois do banho Santana vestiu uma roupa confortável e se deixou deitar na cama, Britt se aproximou com um frasco de óleo para massagens.

- Britt – eu vou precisar que você tire toda roupa – disse com sorriso nos lábios

- Santana – que massagem é essa que precisa ser sem roupa? — fitou os olhos azuis confusa

- Britt – é uma massagem tântrica, eu aprendi fazer a pouco tempo e gostaria de experimenta-la.o olhar inocente era explicito

- Santana – e precisa ser sem roupa? — indagou

- Britt – sim, seu corpo todo ficará relaxado, tire a roupa e deite de bruços ok? Eu voltou já.

Sem resistência alguma Santana se despiu completamente e deitou na cama, fechou os olhos e esperou pela loira. Britt retirou suas roupas apressadamente, subiu na cama, pegou o frasco de óleo e derramou por todo corpo de Santana, as mãos claras espalharam o produto por todo corpo, Britt até tentou não pensar em como era quente ver a latina relaxada, soltando pequenos gemidos de adoração pela massagem feita. A segunda parte da massagem Britt desceu as mãos até o bumbum moreno, e o massageou de forma circular, desceu acariciando levemente a parte interna da coxa e subiu novamente para o bumbum. A loira se levantou e se sentou nas nádegas de Santana as mãos apertaram os ombros e desceram por toda extensão das costas.

- San – muito gostoso Britt – falou de forma relaxada – mas nessa massagem é preciso que você fique nua?

- Britt – não, mas eu acho melhor – cobrindo o corpo de Santana com seu — assim nossos corpos se massageiam de forma mutua.

- San – Deus... — elevou uma das mãos no rosto – isso não vai dar certo – sussurrou

- Britt – pode se virar San – disse sorrindo e dando espaço para que a morena o fizesse

Britt derramou mais óleo sobre o corpo de Santana novamente e o espalhou, subiu as mãos em direção a barriga e os seios dela juntando a outra mão num movimento ascendente. A dançarina deslizou as mãos pelas virilhas em direção às pernas até os pés, fazendo uma leve pressão com intensidades, passou as mãos fazendo uma leve pressão nos braços, Britt montou em Santana, deixando seus sexos bem próximos, ao sentir o peso no seu corpo, a latina rapidamente se levantou.

- San – Britt — os olhos negros desceram por todo corpo da loira, os seios firmes e com os faróis acesos, “ela tá excitada e nem sabe mentir” pensou a morena, suas mãos pousaram na cintura clara e subiu pelas costas, indo de encontro com a nuca da loira.

- Britt – hum – respondeu concentrando-se em massagear o abdômen definido da latina, os gêmeos puxaram a atenção da loira, elevando a mão até eles e apertando consideravelmente, fazendo com que um gemido rouco soltasse dos lábios de Santana

- Santana – eu passei a semana toda tentando me controlar – falou mudando as posições, a latina deitou Britt na cama e deslizou seu corpo no de Britt sensualmente, os sexos se roçam arrancando um suspiro de excitação da loira – você é uma provocação Britt – sussurrou no ouvido da loira, a morena voltou seus olhos para os seios claros, abaixando os lábios até eles, passou a língua sobre o biquinho apenas para ver a reação da loira, Britt puxou a latina pela nuca para voltar a explorar seus seios, Santana mordiscava os biquinhos já empinados, uma das mão apertando o seio esquerdo, o quadril de Britt se movia tentando encostar no sexo moreno, Santana se sentou sobre o sexo de Britt e apertou os seios da loira, arrancando um gemido da mesma, as mãos de Britt seguraram a de Santana no momento que a latina descia para capturar os lábios finos, as línguas se buscaram, encontrando-se com uma urgência desesperadora, Santana sugou a língua da loira, os gemidos eram abafados com os lábios ainda grudados, Britt abriu mais as pernas para sentir as mãos deslizarem por suas coxas, os dedos morenos invadindo o sexo molhado, e a preenchendo por dentro, Santana fazia movimento de vai e vem lentos, o polegar estimulando os clitóris, o corpo abaixo do seu se contorcia, Britt mordia os lábios rebolando e apreciando aquele ato insano. Os gemidos escaparam, involuntários de ambos os lábios. A voz da dançarina soou um pouco trêmula e baixa:

- Britt — mais..forte San

- San – mesmo? Eu gostei desse óleo lambuzando nosso corpo, posso escorregar com facilidade – disse levantando o corpo e rebolando em cima da loira, os dedos escorregaram pela virilha de Santana em direção as dobras, massageando-as com facilidade, Santana suspirou forte e se contorceu em cima de Britt ao sentir os dedos lhe preenchendo também. Britt a acompanhou a latina, explodindo juntas em um orgasmo intenso. Santana largou o corpo em cima de Britt, o coração ainda acelerado, um sorriso satisfeito nos lábios e fraca... Santana deu tempo só da respiração voltar a estabilizar, para então beijar o pescoço de Britt, passando a língua pela pele sensível, fazendo Britt estremecer, ela foi escorregando por todo corpo, indo de encontro com o sexo ainda molhado. Ela fitou os olhos de Britt esperando apenas uma confirmação, a loira sentiu a respiração atingir seu sexo e confirmou balançando a cabeça, a latina mergulhou a língua entre as pernas dela sentido o sabor adocicado. Britt fechou os olhos e apertou os lençóis com força sentindo a língua ágil lhe preencher. Britt deixava palavras sussurradas que escapar de seus lábios de apreciação, Santana penetrou com facilidade dois dedos o sexo molhado e com a língua estimulava o clitóris, Britt estava perto, as ondas de prazer vinham atingindo seu corpo e um espasmo lhe veio ao sentir a língua lhe penetrar, apertando o ombro de Santana, soltou um gemido alto quando sentiu o orgasmo vir numa ultima onda de prazer. Santana escalou o corpo moreno, distribuiu vários beijinhos pelo rosto claro, Britt a apertou em seus braços, adorando ter a morena naquela posição com ela.

- Britt – isso foi.. nossa.. eu.. nem tenho palavras

- San – então não diga nada – disse dando um selinho nos lábios rosados – você é linda dos pés a cabeça, é o meu calcanhar de aquiles e eu sabia que não resistiria por muito tempo – confessou enterrando o rosto no pescoço claro

- Britt – ser seu calcanhar de aquiles é bom ou ruim?

- San – é maravilhoso – confirmou – quer dizer também que é única a saber qual o caminho mais rápido até o meu coração – Britt acariciou o rosto da latina, beijou os lábios carnudos e a puxou para deitar em seu peito.

- Britt – eu te amo muito San e quero que fique só comigo – Santana estreitou mais o abraço e olhou nos olhos de Britt

- San – Britt, eu também te amo.. mas de um tempo para colocar tudo no lugar, me entende? Eu não quero me magoar se algo der errado...

- Britt – eu espero o tempo que for preciso, se você prometer que no final ficará comigo – sorriu com os olhos cheios de lágrimas – só não quero te perder mais uma vez

- San – e não vai! Esse tempo é até ajustar toda minha confusão mental.

- Britt – e Elaine?

- San – conversarei com ela.

- Britt – ótimo – sorriu apertando a latina em seus braços, Santana saiu de cima de Britt, deitou ao seu lado e puxou a loira o mais perto de seu corpo, ficaram em silêncio, apenas apreciando os carinhos feitos por ambas. Britt brincando com os dedos entrelaçados aos seus e Santana acariciando os fios loiros que insistiram em cair pelo rosto de Britt.

Apesar de pedir um tempo Santana via claramente que “tempo” para elas, só eram em palavras, Britt tinha esse poder de mudar tudo ao redor quando estavam juntas. Santana odiava ter que concordar com Brody, mas ele estava certo, ela não sentia absolutamente nada por Elaine a não ser um carinho de amizade. Naquele momento ela só pensava em aproveitar todos as coisas boas ao lado da mulher que nunca deixou de amar.

Notas finais
objeções?