Juntas Pelo Acaso

7 Capítulo 7 - Jogando com prazer


Quinn se revirava na cama tentando se concentrar e pegar no sono, mas seus pensamentos estavam tão longes, o que Rachel estaria fazendo agora? Depois daquela noite prazerosa, elas tinham acordado tão tarde no outro dia, Rachel levantou mais cedo e trouxe café na cama para a loira, Kurt estava no trabalho, dando tempo para um banho regado de orgasmos e beijos. Elas não conversaram sobre o que havia acontecido, mas Rachel deixou claro que adorou toda experiência que Quinn tinha lhe proporcionado, seus impulsos falaram mais alto quando sentiu os lábios macios em seu pescoço. Quinn era diferente, de um jeito decidido, tentava até conseguir o que queria e Rachel achou isso tão excitante, totalmente diferente com Finn. Ela se sentiu mais amada, como se em cada toque quisesse dizer algo que sentia. Rachel naquele noite também não conseguiu dormir e sabendo aonde a loira estava hospedada, não hesitou ao tocar a campainha do quarto que estava hospedada, demorou segundos para ouvir um barulho de trinco e então a porta ser aberta.

- Quinn – Rachel?

- Rachel – desculpe, eu precisava te ver. — falou abraçando a loira

- Quinn – Rachel é tarde, eu preciso dormir.. amanhã eu.. — sendo interrompida pelos lábios da morena, a língua invadindo a boca, beijando com vontade, uma das mãos desceu apertando o bumbum, puxando-a para deixar os corpos mais colados. Rachel interrompeu o contato, puxou a loira em direção a cama, a empurrou caindo sentada na cama, a morena retirou o vestido e se sentou no colo de Quinn, de frente. Quinn passou as mãos por corpo, buscou os lábios, e desceu os beijos para o pescoço, passando a língua, mordendo, enquanto as mãos retiravam o sutiã. Os seios com biquinhos rígidos, ao sentir a boca neles Rachel suspirou, jogando a cabeça para trás, as mãos entre os cabelos da loira. Quinn lambia bem de leve, inicialmente, mas depois começou a chupá-los com força. Rachel não se continha gemendo e bagunçando os fios loiros, movimentava o corpo se encaixando no de Quinn com vontade. A loira deitou Rachel na cama, foi descendo os beijos por todo corpo, mordendo e lambendo.

- Rachel – continua Quin... Vo-você.. me enlouquece

- Quinn – mesmo? — parou o que estava fazendo com um sorriso nos lábios – fala mais.. quero ouvir – pediu num sussurro

- Rachel – me come Quinn! — pediu em desespero – me faz sua.

Quinn abriu bem as pernas da morena, o sexo pulsava e estava todo úmido, tinha um cheiro gostoso, Quinn passou a língua devagar, apertou as coxas da morena, distribuiu pequenas mordidas pela virilha, e então começou a explorar todo centro, estimulava o clitóris, mordia as coxas, depois a penetrava com a língua, fazendo com que Rachel tremesse e pedir para continuar. Enquanto Quinn estimulava o sexo com os dedos, ela apertava os seios pequenos com uma das mãos. Rachel gemeu em aprovação e rebolou sentindo que estava próximo do orgasmo, a loira penetrou com dois dedos, ouvindo um gemido alto, o quadril arqueou e então Quinn agitou os dedos da morena, sentido o centro se apertar e um liquido quente invadir a abertura. Rachel gritava de prazer, uma sensação de libertação era dada ao seu corpo, a testa toda suada e os lábios ainda entreaberto, ela tentava inutilmente fazer seu coração desacelerar, Quinn lambeu todo o centro molhado, arrancando alguns suspiros de prazer, então escalou o corpo com líquido ainda na boca, beijou a a morena para sentir seu próprio gosto. A loira saiu de cima de Rachel e foi se deitar ao seu lado. Lado a lado, ficaram se olhando, os olhos verdes de Quinn tinha um pedido silencioso de mais, que não estava satisfeita com aquilo. Rachel fez uma caricia no rosto claro, beijou os lábios da loira e então recomeçou toda maratona sexual.

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Santana e Brittany estavam sentadas, de frente para televisão assistindo ao jogo do Yankees, Red Sox jogaria só amanhã, mas Britt não gostava de assistir pela televisão, ela acreditava que a emoção toda estava em ir no estádio e sentir aquela adrenalina da vitoria de seu time. Seria difícil, mas ela usaria de todos os artifícios para atrair Santana até lá.

- Britt – seu time é mesmo ruim – comentou para irritar Santana

- Santana — não é o time ruim e sim esse otário ali fazendo um passe errado – retrucou – não tirando os olhos da TV.

- Britt – se fosse o Red Sox com certeza marcaria ponto — implicou

- Santana – Britt! — fitou a loira — presta atenção no jogo por favor.

- Britt – San, eu estou entediada – resmungo cruzando os braços — eles não empatam e não marcam ponto, é ridículo ver isso.

- Santana – se parar de falar eu agradeço

- Britt – amanhã é o Red Sox, você vai comigo? — convidou se jogando nos braços da latina, os olhos vidrados na televisão.

- Santana – o que? — fitou a loira surpresa

- Britt – San, amanhã é o meu time que joga, eu quero ver, eu estou aqui de plantão vendo seu time jogar, custa ir no estádio comigo? — puxando o rosto moreno em sua direção

- Santana – Britt, torcedora do Yankees não vai pra estádio ver Red Sox, pirou?

- Britt – está me chamando de doida? — se levantou brava

- Santana – hã? Não Britt, eu não te chamei de doida! — se levantou, caminhando em direção a loira — só não tem menor cabimento eu ir ver seu time, pode dar azar... — inventando uma desculpa qualquer, mas muito mais que isso, Britt era insistente.

- Britt – eu vi seu time e nada deu errado, não tem motivos cabíveis para você recusar – retrucou batendo o pé – o Sam sempre foi e nunca reclamou, talvez eu possa convida-lo.. — comentou distraidamente

- Santana – não, não! Eu vou com você – cedeu irritada – aquele cara não vai te acompanhar, mas eu não vestirei a camisa, é ultraje, não farei uma palhaçada dessa com meu time – cruzando os braços chateada

- Britt – sabia que você fica muito sexy brava? — falou puxando a blusa da morena, deixou os lábios bem próximos e sussurrou – minha vontade é de beijar muito, muito e muito

- Santana – então beija – tentou beija-la, mas Britt virou o rosto, pegando no cantinho de seus lábios – deixa de ser má

- Britt – eu quero ver na final desse campeonato, caso seu time consiga se classificar.

- Santana – daremos um jeito, agora vem cá – Santana puxou Britt para um beijo, e desceu as mãos para baixo da blusa, por cima do sutiã ela apertou os seios de Britt, fazendo com que a loira suspirasse em seus lábios, a morena se colocou atrás de Britt e caminhou colada nela em direção ao sofá, os lábios explorando a nuca da dançarina a tirava do sério, mas precisava ser forte.

- Britt – San, você precisa voltar a ver o jogo – Santana nem deu ouvido, puxou seu rosto com as duas mãos e capturou novamente os lábios, num beijo delicado, sufocante. Britt puxou Santana tirar sua blusa e o sutiã, mas a morena desviou o olhar para televisão no momento em que viu o rebatedor correr entre as bases, ela beijou os lábios da loira rapidamente e voltou a atenção para o jogo.

- Santana – é 8, é 8 e.. ele marca – vibrando com a pontuação – olha, eu acho que estamos classificados Britt – se virou rindo para loira, Britt estava de braço cruzados, olhando séria para Santana, os cabelos ainda desalinhados.

- Britt – como você pôde?

- Santana – que foi? — perguntou confusa

- Britt – vai continuar vendo jogo ou vamos voltar para amasso? — Santana desligou a TV, arrancou suas roupas e puxou Britt para o sofá

- Santana – que jogo?

Britt contornou os lábios da morena com a língua, mudou a posição, fazendo com que a latina ficasse por cima, as mãos desceram acariciando até as coxas, apertando. Santana gemeu com o contato, os seios ficaram a altura da boca, Britt colocou um deles na boca e o chupou, a outra mão apertando o bumbum moreno, dando leves tapas.

- Santana — não para Britt... oh

Britt pensou em uma pequena tortura, sentindo Santana agarrar seus ombros com força, ela parou os dedos na entrada do centro, olhou para latina e viu seu desespero tentando se movimentar, implorando para um contato maior, mas Britt queria provocar, mordeu os lábios da latina, um sorriso malicioso em seus lábios. Ela cobriu o gemido alto de Santana quando penetrou a fundo a morena, Santana se movimentava subindo e descendo nos dedos, os joelhos dobrados lado a lado da loira, a língua de Britt desceu lambendo e provocando os gêmeos. Britt fazia movimentos firmes, tentando buscar a libertação o corpo começou a tremer, a respiração falhava e o peito moreno subia buscando ar, Britt sorriu encostando a testa na da morena ao sentir seu liquido inundar os dedos finos. Ela continuou fazendo movimentos suaves, sentindo que a mulher estava relaxada foi retirando os dedos devagar, ouvindo um suspiro abafado... O sorriso preguiço no rosto de ambas, Santana beijou os lábios da loira e então sussurrou:

- Santana – eu amo você!

- Britt – eu também – estreitou mais o abraço – muito.

O jogo foi completamente esquecidos, depois do orgasmo proporcionado pela loira. Santana convidou Britt para o quarto e por lá se amaram o restante de todo a noite.

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No loft de Kurt, Blaine com ajuda de Rachel preparou um lindo jantar com um retoque bem rústico, selecionou algumas músicas agradáveis para uma dança. Desde que se formou ele vinha pensando na possibilidade de pedir seu amor em casamento, mas preferiu adiar até que tudo entre ele e Kurt estivesse resolvido cem por cento. Ele conversou com Burt, disse sobre seus planos e pediu a mão de seu filho em casamento, a principio o homem se sentiu surpreso com a ideia de seu filho tão jovem se casar com seu namorado do colegial, mas muito mais do que isso o fez perceber que o casal pertencia um ao outro. É claro que, quando houve a traição de Blaine, ele ficou arrasado, pois não imaginava que isso poderia ocorrer, mas relevou, pois acredita no amor de ambos e a distância contribuiu para que os dois amadurecessem em seu relacionamento. Burt ponderou tudo e dois dias depois deu o retorno que Blaine precisava para seguir com o pedido. Kurt estava em NYADA, quando chegou era tarde e viu que o apartamento estava todo silencioso, ele caminhou para seu quarto, deixou suas coisas sobre sua escrivaninha, se despiu para o banho, o celular tocou indicando que uma mensagem havia chegado minutos depois que saia do banho. Era Blaine, pedindo para que ele ficasse pronto que às 19:00 horas passaria para busca-lo.

- Blaine – Uau, você..você está incrível – sorriu abobado

- Kurt – você também, mas aonde vamos?

- Blaine – em lugar nenhum

- Kurt – como?

- Blaine – nosso jantar será aqui – revelou acendendo a luz da sala e mostrando como o local estava decorado, a mesa de jantar estava arrumada com delicados pratos, talheres e taças, um champagne no gelo, uma rosa vermelha muito delicada. O homem fitou tudo com as mãos na boca, tudo tão romântico, uma música instrumental preencheu o silêncio e então ele sentiu Blaine o abraçar por trás.

- Blaine – estou com medo desse silêncio todo – sussurrou – acho que errei planejando isso? — perguntou em dúvida

- Kurt – não! — se virou abraçando o namorado – ficou tão perfeito

- Blaine – esta noite eu quis que fosse aqui, porque eu gostaria de fazer um pedido – disse se colocando de frente para o namorado e abaixando, no mesmo tempo que abria uma caixinha delicada com dois anéis de ouro, uma única pedra de diamante em em cima, os olhos de Kurt se encheram de lágrimas ao ver aquilo, seu coração disparado e um olhar apaixonado que Blaine o lançava fez com que pulasse de euforia e então gritasse:

- Kurt – SIM! — Blaine se levantou, o abraçou e então disse:

- Blaine – ok, vamos fazer isso direito! — retirou o anel da caixinha e pegou a mão de Kurt – Kurt Hummel, você aceita se casar comigo? Se tornar meu parceiro, melhor amigo, dividir suas tristezas e alegrias, sucessos e fracassos, na saúde e na doença, ter uma família e me deixar te amar para resto de nossas vidas?

- Kurt – eu aceito – sorrindo, Blaine beijou sua mão e lhe deu um selinho, Kurt retirou o outro anel da caixinha e então se pronunciou – Blaine Anderson, com você eu pude descobrir o mundo, acreditar que posso sonhar alto, que nas minhas fraquezas você será meu apoio e nos sucessos estará ao meu lado, é meu fiel amigo e companheiro, eu te amo e sempre quero estar contigo — finalizou beijando os lábios do namorado, era o que faltava para sua vida ficar completa, suas aulas em NYADA estavam indo bem, na Vogue.com também, trabalhar com Isabelle não era padrão, cada dia um coisa diferente, novas descobertas e Kurt estava adorando isso. Blaine veio para NY estudar direito, seu pai conseguiu uma vaga em um dos escritórios bem conceituados de NY, ele morava com o irmão e sua vida seguia o fluxo na medida certa, alguns momentos alegres, outros tristes e vez ou outra, momentos como esse, único, memorável e surreal.

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Depois do estágio, Santana tinha marcado de se encontrar com Quinn no starbucks próximo ao central park, o sorriso da loira só aumentava ao se recordar da noite de terça, quando passou a noite toda fazendo amor com Rachel. “espera ai? Fazendo amor? Nossa Quinn, já se apaixonou? Não estou te reconhecendo...” pensou a loira. A loira ainda aguardava Santana, sentada em das mesas no canto da parede, quando ela viu a latina chegar e acenar com um sorriso habitual nos lábios.

- Santana – olá Fabray — disse cumprimentando a amiga

- Quinn – que demora hein, estou esperando um tempinho aqui.

- Santana – você é ansiosa demais Q – retrucou olhando o cardápio, o garçom se aproximou, elas fizeram os respectivos pedidos e então Santana foi direta ao ponto – desembucha Q, andou pegando o hobbit?

- Quinn – sabe aquele bar Old Town?

- Santana – sei...

- Quinn – eu fiz o que a Britt me falou, tente se apaixonar.

- Santana – sério Quinnie? E tinha que ser pela anã? Tanta mulher gostosa e querendo ser amada.. — falou em tom de reprovação

- Quinn – foram 2 noites e só! não posso considerar apaixonada. — balançou a cabeça em negação – não, definitivamente, se apaixonar é para fracos.

- Santana – e como você “pegou” a anã? Foi direta?

- Quinn – eu perguntei se ela alguma vez foi afim de mim, ela negou nervosa e então eu me aproximei aos poucos, acabou que transamos e na outra vez ela que foi me procurar

- Santana – que safada – sorriu, achando graça da situação da amiga – é uma lastima, você nem colou tanto velcro assim para se apaixonar – disse indignada

- Quinn – não sei, com a Rach foi diferente, delicado e muito sentimental.

- Santana – puta que pariu, a branca de neve se apaixonou pelo anão mesmo – comentou irritada – e o que você vai fazer?

- Quinn – voltar para Yale e tentar não lembrar dessa parte – o smartphone de Santana tocou

- Santana – é a Britt, fica de bico fechado. — pediu atendendo — “oi?”

“- Britt – San, nós precisamos conversar!”

- San – eu devo me preocupar com essa conversa?

- Britt – bem, tem duas semanas que estou morando com você, eu andei procurando um apartamento e acho que encontrei.”

- San – Britt. Você não precisa se mudar, estamos bem morando juntas não acha?

- Britt – eu sei, mas vamos tentar fazer certo dessa vez? Eu morando aqui não vai contribuir em nada para nosso namoro e sinceramente não quero cair numa rotina” - suspirou”

- San – tudo bem, se é assim que você prefere, eu não vou contestar.

- Britt – eu quero que você conheça, é perto de Julliard, é em West Side mesmo.”

- San – você tem certeza? Eu posso te ajudar nas despesas se quiser – ofereceu preocupada, ela não gostaria que a loira saísse do apartamento, mas se Britt preferia assim, não contestaria,

- Britt – não precisa San, eu tenho uma bolsa na faculdade de 100%, tenho o estágio e meus pais me ajudam com a moradia – tranquilizou a latina – você é um amor sabia?”

- San – obrigada, mas precisamos saber, esse apartamento é seguro?

- Britt – venha me encontrar daqui a 30 minutos? Acho que olhando de perto dá para avaliar melhor”

- San – ok, eu irei. — finalizando a ligação

- Quinn – Britt vai se mudar?

- San – sim, não sei por qual motivo, mas tudo bem.

- Quinn – você terminou com Elaine?

- San – ainda não, vou ligar pra ela essa semana

- Quinn – não enrola a garota Lopez, não se pode ter duas ao mesmo tempo.

- San – vai se ferrar Fabray, você sabe que eu amo a Britt. — terminou de beber seu suco – e se Rachel te ligar, você sabe o que fazer?

- Quinn – não, ela está com Finn, isso não vai acontecer...

- San – ninguém sabe o que se passa na cabeça dos anões, tente seguir sua vida e se algo der errado conquiste-a.

- Quinn – e depois ainda fala que é bad girl, seus conselhos são os melhores – sorriu ironizando

- San – não espalha por ai, agora eu preciso ir – se levantou caminhando em direção a loira e lhe dando um abraço – eu tenho uma garota linda me esperando

- Quinn – foi bom te ver S, eu preciso me despedir da Rachel...

- San – não, você vai comer ela e depois vai voltar pra Yale, como se nada tivesse acontecido. – zombou da amiga

- Quinn – hum, preciso fazer uma visita a Brittany, ela vai gostar de saber como você está sendo delicada com a Rach.

- San – cachorra, deixa eu ir.. — se despediu deixando sua parte em dinheiro

Duas noites com Rachel foi preciso, apenas duas para que Quinn percebesse que a morena lhe desperta sentimentos, nada semelhantes ao sexo casual. Ela poderia estar engana, mas nas duas noites, não foi sexo que aconteceu, foi muito mais que isso. Mesmo ela e Rachel não trocando palavras sobre a noite, não conversando sobre como seria dali pra frente ou o que levou para um passeio de prova pela segunda vez. A loira pagou a conta, acenou para o primeiro táxi que viu e então pediu que o motorista lhe deixasse no apartamento da diva, ela não iria embora enquanto não soubesse de Rachel o porque daquilo tudo.

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Um amigo de trabalho de Sam, o indicou a um homem que vendia alguns acessórios de segurança. Ele só queria dar um susto na latina, ela precisava sair de seu caminho e então Brittany voltar para seus braços, da nunca deveria ter saído. Ele estacionou o carro em frente a um prédio bastante depreciado, a rua era pouco movimentada, algumas pessoas de dentro de suas casas, fitavam pelas janelas curiosas, um poste de energia em frente da loja, ficava com a lâmpada piscando igual árvore de natal. Ele desceu do carro e caminhou até a loja, o letreiro enferrujado indicava “Cooper's 47”, ele caminhou para dentro da loja, olhando toda estrutura e objetos nela contido, por de trás do balcão havia um homem branco, cabelos negros, um semblante cansado e bolsas roxas abaixo dos olhos, indicando que não dormia por algumas noites... receoso Sam se aproximou do balcão curioso e indo direto ao perguntar:

- Sam – Rudy Cooper é você?

- Rudy – quem me procura? — retrucou com um voz embargada de raiva

- Sam – Sam Evans – apresentou-se estendendo a mão

- Rudy — o que te trás aqui? — negando o contato, Sam retirou a mão com um sorriso sem graça e então se aproximou do balcão

- Sam – eu soube de seus trabalhos pelo Derick, ele me disse que você vende alguns acessórios de segurança – murmurou

- Rudy — sim, eu vendo e quanto você tem a oferecer?

- Sam – eu preciso de uma pistola 9mm taurus, sem munição, pago US$ 2000,00.

- Rudy — sem munição? Você tem munição? — sorriu ironicamente – precisará delas se quiser um serviço bem feito

- Sam – é só para dar um susto, não preciso de munição.

- Rudy — amigo, leve por precaução, nós nunca sabemos quando “os canas” aparecem. — orientou – e a munição faz qualquer um se assustar..

- Sam – e quanto sai com a munição?

- Rudy — US$ 2500,00 preço final chefia.

- Sam – ok, vou levar.

- Rudy – lembre-se – agarrando Sam pela nuca, o rapaz tentou escapar, mas o homem foi firme ao apertar seu pescoço — eu te vendo, você não me conhece, não sabe como chegou aqui e nem como conseguiu a pistola, se chegarem até a mim. Eu vou encontra-lo e arrancarei seu coração com as minhas mãos, estamos entendido? — ameaçou, fitando fundo os olhos de Sam, o rapaz apenas confirmou com a cabeça, entregou o dinheiro, pegou a mercadoria e saiu apressado da loja. Jogando a mercadoria no banco carona, ligou o carro e saiu correndo dali.