Juntas Pelo Acaso
5 Capítulo 5 - Dê-me apenas um motivo
Notas iniciais
Obs.:Na parte que eu indico a música, peço que vocês leiam ouvindo ela na versão cantada por glee (Shake It Out Glee), é emocionante. ^.^
Os professores de Julliard, haviam marcado uma apresentação competitiva em Columbus, tinha se passado uma semana desde o acidente de Brittany, Mike e ela tinham preparado uma apresentação tranquila, mas com passos realmente complicados para qualquer nível sem ser o avançado, Britt completava Mike na dança, juntos os dois eram sucesso garantido. Dançando, ambos conseguiam transpassar uma confiança em seus movimentos, uma leveza para os apreciadores e manter-se o publico totalmente envolvido na apresentação. Os dois e apresentaram cedo, no final conseguiram uma classificação em primeiro lugar, Brittany iria ficar por lá mais um dia, mas sua vontade de ir para casa foi maior, ela chegou em NY por volta das 02:00 da madrugada, da portaria viu que as luzes do apartamento estavam apagadas, provavelmente Sam estaria dormindo, ela abriu a porta e constatou isso, deixou a mala no canto e seguiu para o quarto, passando pela sala de jantar ela ouviu um barulho e acendeu a luz, a cena era grotesca que viu a seguir... o sentimento era de nojo, tristeza, decepção e inferioridade.
Sam estava sobre a mesa com uma garota morena, o rapaz atordoado, na mesma posição estático, a garota deitada sobre a mesa e ele por cima, a boca semi-aberta e os olhos fixos em Brittany. A loira não percebeu, mas suas lagrimas escorriam involuntariamente, ela se virou de imediato tentando controlar a respiração e a vontade de chorar.
- Sam – Britt, eu.. — Se desvinculando da mulher – eu .. achei que você chegaria só amanhã – ele vestiu as roupas rapidamente – não é nada que você esta pensando.
- Brittany – e essa cena que eu acabei de ver? — se virou séria, os olhos vermelhos fuzilando a moça que acabava de se vestir – você acredita mesmo que seria burra o suficiente para acreditar que não estava acontecendo nada – falou áspera
- Sam – nós apenas.. — foi interrompido
- Brittany – o que ela continua fazendo aqui? Se já não bastasse ver esta cena ridículo, eu ainda preciso de plateia para assistir a discussão? — Sam puxou a garota e caminhou segurando seu braço até a porta, falou algo incompreensível pela loira e só então fechou a porta. — você vai me contar tudo isso ou eu preciso arrancar sua palavras a força?
- Sam – ela trabalha comigo e eu.. bom nós estávamos adiantando algumas coisas e acabou acontecendo.. me perdoa, foi algo totalmente sem sentimento era só carnal
- Brittany – como.. como você tem a coragem de dizer isso? — avançou sobre o rapaz desferindo tapas nele, Sam conteve Brittany segurando seus braços e travando seu corpo
- Sam – para Brittany! Enlouqueceu? Eu já pedi perdão, custa você me perdoar? Nós sabemos que você não consegue ficar com raiva muito tempo e vai me pedir desculpa por isso – gritou alterado, Brittany o empurrou desacreditada no que ouvira, seguiu correndo para o quarto pegando alguns pertences e colocando na bolsa, passou pela sala e viu que Sam continuava ali – onde você vai? Brittany, volte aqui! nós precisamos conversar.
- Brittany – eu não quero saber. — saiu batendo a porta.
Sem rumo, a loira caminhou pela ruas de NY chorando, era tarde, a noite estava fria e ela não conseguia acreditar no que tinha ocorrido há minutos atras, como estava tarde e as ruas estavam completamente vazias ela se encolheu e caminhou até uma praça, se sentou no banco e tentou decidir para onde iria naquela noite. ela poderia ficar com Tina ou até mesmo Sugar, mas seus pensamentos foram todos até Santana, a única pessoa que poderia lhe dar o conforto de uma traição. Eram 02:00 da manhã quando ligou para latina, Santana acordou no susto, ela atendeu com uma voz de sono e sentindo a voz de Britt muito embargada, ela sentiu uma pontada no peito e nem esperou um segundo pedido da loira, foi encontra-la no local combinado. Santana parou o carro em frente onde Britt informou, ela saiu correndo que nem deu tempo para trocar seus pijamas, uma calça xadrez e uma blusa regata branca com uma jaqueta universitária. Brittany esperava sentada em um banco, suas roupas era de dança e sem nenhum agasalho, ela estava encolhida e com o rosto vermelho, Santana se aproximou rapidamente retirando sua jaqueta e envolvendo a loira na mesma com um abraço acolhedor. Depois de um tempo de silêncio, Britt se pronunciou:
- Brittany – desculpe por te ligar tão tarde – se aconchegando no pescoço moreno – eu só preciso de você.
- Santana – o que aconteceu? — perguntou, enquanto distraidamente fazia caricias nos cabelos loiros
- Brittany – podemos não falar disso? É que.. só de lembrar eu.. — os olhos se encheram de lagrimas e Santana só desejou não ver a loira tão quebrada daquele jeito.
Brittany deixou-se consolar por Santana, os braços firmes te dando proteção, uma das mãos te fazendo carinho, o queixo em seu ombro. A outra mão subindo e descendo delicadamente pelas costas da loira.
- Santana – é uma noite fria, vamos pro meu apartamento e lá nós tomamos um chocolate quente?
- Brittany – tudo bem. — Santana caminhou ainda abraçada a Britt até o carro, abriu a porta do carona e ajudou que ela entrasse, deu a volta no veiculo, ligou o aquecer e seguiu direção ao apartamento.
O caminho foi feito todo em silêncio, Santana realmente gostaria de saber o que tinha acontecido com a loira, mas não iria pressiona-la a contar, ela só conseguia imaginar que se aquele boca de truta estivesse envolvido nisso, era certeza dela dar uma surra no rapaz. Brittany é um anjo, absurdamente linda e amável, nenhum ser humano tem direito de magoa-la e se o fizer Snix ficaria feliz em fazer uma visitinha. Sua consciência naquele momento não era tão boa, toda essa reaproximação com Britt, o medo de se magoar novamente sempre pesando mais que seus atos e com isso ela se fechou por completo, mantendo seus sentimentos presos dentro de um baú à sete chaves. De um lado seria magico voltar com namoro e se entregar, mas por outro, era a razão martelando em sua consciência dizendo para ir com calma, pois era uma área nova que estava se metendo e qualquer movimento errado poderia estragar tudo novamente.
- Brittany – obrigada – pegando a xícara de chocolate – me perdoe San, eu não consegui ligar para outra pessoa a não ser você.
- Santana – sem problemas, Britt. – apertando as mãos da loira – eu te disse que você poderia me procurar por qualquer coisa.
- Brittany – eu preciso te contar o motivo – ao falar isso seus olhos começaram a lagrimejar, Santana amparou a loira novamente em seus braços e caminhou com ela até seu quarto. Ela orientou Brittany a se deitar na cama, caminhou até o som e ligou baixinho.
Música – Shake It out – Florence And The Machine
- Brittany – eu.. eu estava em uma apresentação de dança em Columbus – Os olhos azuis se fixaram em um ponto neutro no quarto, Santana ouvia tudo calmamente, abraçou a loira por trás, Brittany se aconchegou ao corpo atrás do seu e continuou — desde ontem, eu disse para o Sam que chegaria somente amanhã, ficaria apenas um dia fora – seu corpo estava tremulo e a voz era embargada pelo choro..
Remorsos se acumulam como velhos amigos/ Aqui para reviver seus momentos mais sombrios / Não vejo uma saída, não vejo uma saída / E todos os monstros saem para brincar...
- Brittany – nós viemos antes.... e...e quando eu...eu cheguei em casa, encontrei ele.... ele com uma garota – as lagrimas caíam em abundância, Santana se virou e com um lencinho, tentava inutilmente secar às lagrimas que continuavam a aparecer. — eles estavam.. tendo.. relações sobre à mesa de jantar..
- Santana – Britt – Brittany se agarrou mais em Santana e se deixou levar pelos acordes da música, o coração da latina parecia sangrar ao ouvir aquilo, o motivo de Brittany estar tão mal então era este. Sua expressão facial se fechou e seus olhos se cerraram, ela bem que havia avisado ao rapaz se algo magoasse Britt, as coisas não ficariam boas.
E eu cansei desse meu coração sem graça/ Então, esta noite vou arrancá-lo e recomeçar / Pois gosto de deixar minhas questões definidas/ É sempre mais escuro antes do amanhecer.. Buscando pelo paraíso, encontrei o demônio em mim/ Bem, que se dane/ Vou deixar acontecer comigo/ Liberte-se, liberte-se/ Liberte-se, liberte-se, oh whoa..
- Santana – descanse, amanhã nós vamos resolver tudo ok?
- Brittany – se eu tivesse ligado antes, talvez isso não teria acontecido – se lamentou – a culpa foi minha.
- Santana – não Britt, você não deve se lamentar por isso! – tocando seu queixo delicadamente – mesmo que tivesse avisado, ele poderia ter feito em outro lugar, ou isso já vinha acontecendo antes, a culpa não foi sua – falou séria – ele é um idiota, apenas isso.
Foi uma noite difícil, Brittany só conseguiu dormir, depois que Santana lhe abraçou novamente e cantou baixinho, próximo ao seu ouvido. Ela dormiu no meio da música se aconchegando nos braços morenos. Santana velou pelo seu sono por um tempo até que sentiu suas pálpebras pesarem e o sono vir aos poucos.
Britt acordou sentindo-se tão leve, seu corpo estava relaxado e um perfume tão bom foi sentido, Santana mantinha seu braço em torno da cintura da loira e seu rosto enfiado entre os cabelos, a respiração leve e um sorriso relaxado nos lábios. Britt se virou de frente para morena, uma das mãos subiu pelo braço fazendo uma leve caricia nas bochechas e descendo os dedos pelos lábios. Santana era tão perfeita, um contraste de pele único, um sorriso de arrancar suspiros, lábios convidativos e sensuais, uma personalidade forte que a deixava mais sexy ainda, uma feminilidade absurda, Britt não imaginava nenhum defeito na latina, ela só precisava de um tempo para Santana clarear suas ideias e entender que elas nasceram uma para outra, Britt entendia que a latina era uma confusão de sentimentos e todas às vezes agia por impulso para não se magoar.
Santana abriu os olhos sentindo um toque macio em sua pele, um dedinho travesso fazia caricias circulares em seu braço, ela pegou a mão clara e levou até os lábios, dando um beijinho casto, o movimento foi feito o tempo todo fitando os olhos azuis que ficaram ainda mais brilhantes, ainda segurando a mão de Britt ela perguntou:
- Santana – está melhor?
- Brittany – muito, só você me faz esquecer o mundo lá fora.. — confessou em um sussurro
- Santana – hum, eu não concordo. – fingindo seriedade
- Brittany – como não? — confusa
- Santana – a senhorita me faz sentir da mesma forma. – sorrindo com as bochechas levemente coradas
- Brittany – eu queria te pedir uma coisa... – elas estavam deitadas uma de frente para outra, a mão da latina na cintura de Britt e uma das mãos da loira no pescoço da morena – eu posso ficar um tempo aqui? É que.. — o rosto claro mudou o tom para vermelho rapidamente e os olhos desviaram dos de Santana – não consigo voltar para o Sam.
- Santana – que tipo de pergunta é essa Britt? É claro que pode! Se você voltar pra aquele canalha, eu acho que ficaria decepcionada com você. — Brittany sorriu — fique o tempo que precisar, mas agora o que acha de tomarmos café? Eu tenho muita fome.
Seria uma semana torturante para Santana, mas ela estava disposta a encarar. Brittany teve uma confusão de sentimentos por Samuel apenas na noite da traição, só de imaginar que passaria um tempo ao lado da latina fazia seu coração disparar involuntariamente, qualquer dor causada anteriormente se apagava perto da latina. Durante o almoço, Santana foi com Britt buscar algumas coisas da loira em casa e deixa-la mais confortável no loft. Brittany queria manter a latina o mais próximo possível, logo, foi direta ao perguntar se Santana dormiria com ela todas as noites, em seus braços ela se sentia segura. Depois de um dia de trabalho, Santana chegou em casa, fez um lanche rápido e foi se arrumar para passeio no central park, ela entrou no quarto e seguiu para o closet, passando pela porta do banheiro viu a loira semi-nua passando hidratante no corpo, ela deu um passo para trás e checou o corpo da loira todo, pernas torneadas, abdômen definido, seios firmes e toda depilada, uma visão dos deuses, ela sentiu um leve incomodo em seu sexo quando Britt se abaixou para esvaziar a banheira. Quando a loira ia se virando, Santana correu antes de ser pega. “puta que pariu, ela é sensual até passando hidratante” pensou a morena. Brittany entrou no closet encontrando a latina somente de roupas intimas, seu sorriso aumentou quando fitou os seios grandes, firmados pelo sutiã de renda preto, o tecido era fino, quase transparente, dando para ver como o biquinho estava enrijecido, ela mordeu os lábios inferiores em apreciação, encostando-se no marco da porta, os dedos enrolando uma mecha solta do cabelo. Uma cena que te trouxe vários pensamentos pecaminosos, Santana vendo a loira distraída com seus seios, tossiu quebrando aquele momento envolvente:
- Brittany – desculpe – murmurou tímida – eu.. eu.. preciso trocar de roupa.
- Santana – tudo bem, já estou de saída.
- Brittany – vamos ao nosso passeio hoje?
- Santana – claro, se apronte que eu te espero.
No verão era impossível ficar em casa, fazendo com que se tornasse frequente a caminhada pela tarde no Central Park, na altura do Great Lawn. Nessa época, muitas famílias visitavam essa região em prol de descanso, não se tem correria do natal e tudo se mantém na mais perfeita ordem. Santana pegou uma mochila colocou alguns objetos, esperou Britt se aprontar pacientemente, a loira desceu as escadas rapidamente. Ela ofereceu a mão para Britt, que aceitou prontamente e seguiu em direção a porta... A área do Great Lawn não ficava tão distante assim de seu apartamento, elas foram a pé conversando sobre vários assuntos amenos. Chegando lá a latina cuidadosamente forrou um cobertor sobre a grama, pediu que Britt se acomodasse, para logo depois fazer o mesmo. Elas estavam deitadas lado a lado, fitando a imensidão do céu azul.
- Brittany – eu não vi sua namorada – começou quebrando o silêncio – ela não vive com você?
- Santana – não, não mesmo. – sacudiu a cabeça em negação — ela está viajando.
- Brittany – e vocês tem se falado?
- Santana – não muito. — confessou sincera
- Brittany – isso que eu chamo de namorada interessada. — implicou
- Santana – nós temos um relacionamento aberto, ela faz o que ela quiser e eu faço o que eu quero, quando dá vontade ficamos, simples.
- Brittany – eu nunca vou entender esse relacionamento – falou chateada se virando de lado para fitar a morena – pra mim rola traição o tempo todo e falta de vergonha na cara.
- Santana – esse é o seu ponto de vista genia – brincou – eu gosto.
- Brittany – não, eu nunca entenderei... Se fosse minha namorada, eu jamais permitiria isso, não é certo. Se eu amo uma pessoa, eu devo ser só dela e não de todas.
- Santana – eu não encontrei alguém que me mantenha completamente interessada – comentou distraidamente fitando o céu
- Brittany – uma pessoa me mantém completamente interessada. — retrucou com um sorriso singelo nos lábios.
- Santana – quem? — perguntou se virando de lado também
- Brittany – não gosto de dar nome aos bois. — sorriu maliciosamente
- Santana – então, você deve conquista-la – sugeriu – mesmo que ela negue, não desista!
- Brittany – um bom conselho – sorriu – e como eu poderia conquista-la?
- Santana – Britt, não acho que precise de muito para conquistar alguém, as pessoas se apaixonam por você naturalmente – sorrindo para loira
- Brittany – não concordo, a pessoa que eu gosto se faz de difícil o tempo todo. — Santana sabia muito bem que elas conversavam sobre elas mesmas. Brittany estava sendo doce em não nomear nada, ela não conseguia manter-se fora do jogo da loira e um sentimento de quase entrega se formava em seu peito.
- Santana – você é uma conquistadora Britt, até mais do que pensa. – concluiu voltando seus olhos para o céu.
Brittany voltou para sua posição anterior, seus olhos fitaram o céu, as nuvens pareciam se mover e aquilo encantava a loira, Britt quebrou o silêncio novamente perguntando:
- Brittany – no que está pensando?
- Santana – várias coisas – se sentou, cruzando as pernas em posição de índio
- Brittany – me diga uma – fitando os olhos negros
- Santana – sinto uma bagunça mental e um desassossego no meu peito
- Brittany – e desde quando se sente assim? — puxando a mão esquerda de Santana para brincar com os dedos, como sempre fazia, desde a infância.
- Santana – desde que você voltou pra minha vida – confessou fechando os olhos, apreciando o toque.
- Brittany – não deveria se sentir assim, não quero te fazer mal...
- Santana – eu sei.. só é..
- Brittany – estranho? Confuso ou o que?
- Santana – não acho palavras suficientemente boas para descrever isso – fitou a mão de Britt que continuava a brincar com seus dedos, entrelaçando-os, vez ou outra.
- Brittany – então não descreva, só sinta – sorriu – posso fazer perguntas para te tranquilizar? — usando de um tom carinhoso
- Santana – claro. — sorriu de volta
- Brittany – quando disse pra você buscar seus sonhos, por que escolheu NY?
- Santana — eu não sabia o que fazer, como fazer ou onde ir... segui meus extintos
- Brittany – e seus extintos disseram o que?
- Santana – que eu deveria renovar minha vida..
- Brittany – NY não parece renovar a vida de ninguém, a não ser que procure nos lugares certos... — comentou distraída – sua vida é uma revolução
- Santana – realmente, quando alguém diz que te ama, você acredita achando que é a verdade. — confessou demonstrando ressentimento – medidas drásticas devem ser tomadas.
- Brittany – eu.. eu lamento muito por isso. — suspirou triste – se eu pudesse voltar atrás... faria diferente.
- Santana — nós costumamos acreditar que o tempo pode curar tudo, na verdade, quase tudo! Basta acreditar, foi preciso acontecer a dor, para dela criar novos caminhos.
- Brittany – e você nunca teve sonhos? Um sonho maior que sua própria vontade?
- Santana — antes, não. — olhou em volta, poucas pessoas ali estavam, mas uma distante da outra — Quando descobri o que realmente queria, me fez ver como sou capaz de conseguir tudo que quero.
- Brittany — é como poder voar? Tudo tão surreal? — murmurou sonhadora
- Santana — não sei, o mais próximo de voar que sei é de avião – riu – desculpe, já pulei de paraquedas, é incrível.
- Brittany — não é tão legal assim – comentou séria — se o paraquedas não abrir? você poderia ter morrido
- Santana – existe um de emergência e foi junto com Brody, não tinha com o que preocupar.
- Brittany – nunca faria isso, é um tiro no escuro – confusa – você mudou mesmo...
- Santana — eu não me reconheço, geralmente não sou assim. — fitando as mãos
- Brittany — você mesma? Pois agora, você age como se estivéssemos em Lima — deduziu
- Santana — não sei explicar, parece ser tão errado, mas ao mesmo tempo certo..
- Brittany — é confuso.
- Santana — digo, errado porque é certo, mas é o certo, pois justamente é real.
- Brittany — entendi, o incerto é tão arriscado.
- Santana — eu acreditava saber como tudo terminaria.
- Brittany — você é destemida, o que faz tudo funcionar de um jeito muito, mas muito irreal. — Britt se sentou de frente para Santana e a abraçou
- Santana – como pode ser tão adorável? — acariciando o rosto claro
- Brittany – não sei... só acho que somos como Tarzan e Jane, você é uma destemida descobridora de novos sonhos e eu uma dançarina tentando entra no pique de New York.
Ainda abraçadas, Britt e San conversavam ao pé do ouvido, sobre suas facetas na infância. A loira aos poucos, conseguia se infiltrar no coração da latina, a morena chegou mesmo pensar, que Britt não faria sentir-se nas alturas como na infância ou na juventude quando namoravam, mas muito do que ela gostaria, a loira demonstrou causar impressões ainda melhores, como se apaixonar por ela várias e várias vezes, sem perder o brilho do amor.
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Era sábado, Santana não tinha estágio e muito menos aula, ela se deixou ficar deitada no sofá depois do almoço, Britt sentou numa poltrona de frente para ela, ela lia um livro de dança contemporânea.
- Brittany – o você faz aos sábados?
- Santana – geralmente eu saio com o porcelana, ou então vou a alguma balada com max steel e a Susi.
- Brittany – nenhuma programação para hoje?
- Santana – eu não sei... — divagou – talvez eu vá jantar em algum restaurante, você gostaria?
- Brittany – aqueles restaurantes cheio de peculiaridades? Que te faz sentir desconfortável?
- Santana – eu gosto, acho elegante.
- Brittany – não é a melhor forma de conquistar uma mulher – sorriu
- Santana – e como seria esta forma de conquistar uma mulher?
- Brittany – nada de jantares chiques, roupas elegantes, etiqueta ou coisa do tipo. — idealizou — Qualquer ato feito na mais singela humildade encanta, o novo e desconhecido é excitante – disse fazendo uma carinha travessa
- Santana – posso entender isso como uma indireta?
- Brittany – como quiser — sorrindo
- Santana – ok – se levantou — coloca uma roupa confortável, nosso passeio de hoje será de moto.
- Brittany — onde você vai me levar?
- Santana — confia em mim, vá se arrumar.
De Manhattan até a Ilha de Long Island era um pouco longe, de carro durava 2 horas de viagem sem transito, mas de moto o trajeto reduzia para 50 minutos cortando vários caminhos. Desde que Santana andou pela primeira vez na moto de Brody, ela se interessou pelo brinquedinho e comprou uma. Ela vestiu uma calça jeans, colocou botas de cano alto, sem salto, uma blusa e uma jaqueta de couro. Brittany não demorou e logo apareceu na sala, trajando roupas quentes, conforme o pedido da latina. Elas desceram até a garagem, segurando os capacetes Brittany murmurou:
- Brittany — promete não pilotar rápido? morro de medo – as bochechas automaticamente ficaram coradas
- Santana – prometo, mas nós vamos longe, então será preciso acelerar um pouquinho.
- Brittany – você não tem medo San? Parece ser tão perigoso...
- Santana – e é! Eu terei cuidado e se você tiver medo pode segurar muito firme em mim – subiu na moto, colocou o capacete, Britt repetiu seus movimentos e então colou seu corpo no da latina, adorando aquela nova posição.
O farol de Montauk fica no final da Ilha de Long Islang, bem no finalzinho, onde dá inicio ao oceano Atlântico, o mar azul que te faz admirar por horas, a natureza não foi humilde na criação daquele local, assistir ao por do sol dali é uma das coisas mais românticas do mundo, a maresia, o som das ondas, o vento que insiste em desalinhas os fios de cabelos, de cima do farol é possível ter a visão que nenhum lugar prédio de NY te dá, a imensidão do mar azul é vasta, você ouve o som das ondas se quebrando entre pedras é algo inacreditável. Próximo dali, existe um restaurante bem romântico, para exploradores que desejam finalizar seu dia com grande estilo. Uma senhora muito simpática recebeu Santana com maior prazer, ela acompanhou a moça até a sacada do farol e mostrou que nada tinha mudado desde sua última visita. Britt distante retirou o capacete, colocou pendurado na moto, arrumando os cabelos loiros, foi até Santana.
- Brittany – esse lugar é lindo – exclamou maravilhada
- Santana – você precisa ver lá em cima, é perfeito.
- Brittany – é tão alto, acho que terei medo – segurando o braço da latina forte – deve ventar muito
- Santana — vem.. por favor – realmente o lugar era alto, as escadas longas (cerca de 137 degraus), mas a recompensa final era a vista proporciona, um por do sol deslumbrante. A beleza que o lugar mostrava só conferindo pessoalmente, descreve-lo seria ultrajante pensava Santana. A senhora acompanhou as mulheres até o alto do farol, durante o trajeto, a latina conversava com Britt para que qualquer medo que ela tivesse, fosse dissipado. Chegando lá em cima, Britt não podia se conter de tanta beleza, ela se agarrou a Santana e caminhou até o parapeito.
- Brittany — É incrível — sussurrou
- Santana – muito – confirmou olhando para loira, sua beleza sendo muito maior que a vista a sua frente, Britt se virou e fitou os olhos negros.
- Brittany – ninguém além de você, me fez algo tão surreal em toda minha vida – suspirou se aproximando de Santana. — veio com Elaine até aqui?
- Santana – não – se apressou em dizer, Britt subiu a mão para o queixo moreno – eu vinha aqui quando sentia sua falta, o mar azul me faz lembrar de seus olhos – revelou num sussurro
- Brittany – isso faz de você uma fofa — entrelaçando os dedos aos dela, os rostos ficaram bem próximos, os lábios se tocaram lentamento, na presença do sol se pondo um beijo delicado aconteceu. Sem pressa ou ansiedade, tendo exatamente consciência do que estavam começando, Britt fazia um carinho no rosto moreno e com a outra mão segurava possessivamente a jaqueta de Santana, as línguas se saboreando, o beijo era apaixonado com um misto saudoso. elas pararam por alguns segundos, buscando ar, a respiração descompassada, as testas coladas e um amplo sorriso no rosto de ambas podia ser visto.
- Santana — ta com frio? — murmurou cuidadosa
- Brittany — um pouco.
- Santana – vamos resolver isso – tirou a jaqueta, ofereceu para loira e ajudou ela vestir – pronto, assim você se esquenta.
- Brittany — obrigada — dando um selinho no rosto como agradecimento — vamos pra onde agora?
- Santana – tem um restaurante próximo daqui, a refeição é algo que só provando dá para traduzir.
- Brittany – hum, isso soa perfeito.
Durante o jantar quando o assunto acabava, involuntariamente elasriam, estavam feliz e ela, e era isso que importava. Deixaram o restaurante dando gargalhadas, de como Santana ficava nervosa ao ver o pai de Britt. a loira subiu na moto, se encostou o máximo da morena, os braços em volta de sua cintura e o queixo sobre seu ombro, ela confirmou que estava bem, antes de Santana dar partida na moto e acelerar retornando para Manhattan.
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