Juntas Pelo Acaso
24 Capítulo 24 - Uma Chance Para Viver
Notas iniciais
Em lima Rachel puxava Quinn pela mão para dentro de casa, seus pais estavam na sala fazendo um dueto juntos no piano, a pequena estrela aguardou pacientemente o fim da apresentação. Quinn soava frio e sentia borboletas no estomago, ela não imaginava que palavras usar numa situações dessas e tinha medo da reação do casal, mesmo sabendo que ambos eram homossexuais.
– Leroy – que bom vê-la novamente Quinn – sorriu para as garotas.
– Quinn – olá.. – tentou ser simpática.
– Rachel – ela vai dormir aqui esta noite. – anunciou sem desconectar as mãos.
– Hiram – sua mãe não está em casa?
– Leroy – Hiram! – chamou a atenção do homem – seja educado.
– Quinn – ela está e eu...
– Rachel – eu a convidei – respondeu cortando a loira – estamos namorando.
– Leroy – desde quando filhinha? – sorriu animado, o homem caminhou e abraçou as duas.
– Quinn – oficialmente, é hoje...
– Hiram – mas e o Finn? Rachel porque não nos contou estrelinha?
– Rachel – foi tudo muito rápido, eu terminei com Finn e estou completamente apaixonada pela Quinn – declarou entre sorrisos, deixando a loira uma pouco desconcertada.
Os quatros ficaram conversando por um tempo, Quinn contou um pouco sobre a faculdade e como se apaixonou pela diva. Os pais não disfarçaram o entusiasmo e logo simpatizaram com a simplicidade e meiguice de Quinn. Rachel não prolongou muito na conversa com seus pais, ela desejou boa noite para os pais e seguiu para o quarto puxando a loira pela mão. Quinn tinha a mão gelada e sentia um frio na barriga, assim que entrou no quarto a morena trancou a porta e encostou a loira na mesma, tinha um sorriso malicioso nos lábios.
– Rachel – enfim sós – falou antes de cobrir os lábios rosados com os seus.
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– Brittany – Eu te odeio tanto por estar fazendo isso comigo San – resmungou colocando a foto de volta na caixa, ela retirou a caixinha que foi exibida no vídeo e abriu soltando o choro alto ao ver as duas lindas alianças delicadas e com aros finos dentro da caixinha. Duas fitas delicadas na cor vermelha estavam amarradas nas alianças, Britt retirou da caixinha e aproximou mais do rosto para ver a letra de Santana nelas com duas frases.
– Brittany — “Haverá mais capítulos na nossa vida.” S – Britt olhou para Brody e perguntou: — me diga a verdade você sabia disso?
– Brody – não, ela nem me contou que te pediria em casamento. Eu só percebi que havia algo diferente quando ela parou de correr e disse que estava resolvendo um assunto com Sebastian.
– Brittany – está perdoado – falou voltando a atenção na segunda fita — “Se estivermos sozinhas, estamos juntas nessa também.” S o que você quis dizer com isso San? – sussurrou pra cima mesma, curiosa ela pegou o notebook novamente e retirou a pausa do vídeo.
“- Santana — Eu pretendia te levar num lugar esplêndido e único, mas com os acontecimentos atuais eu resolvi que seria melhor te pedir aqui onde voltamos a nos encontrar e você revelou que ainda me amava. – mostrando o apartamento no vídeo”
Brittany sorriu e vendo que o vídeo estava próximo de concluir ela se concentrou no ultimo trecho, uma musica de fundo era tocada e Santana prosseguiu:
“- Santana – Amor você tem que parar de brigar comigo – pediu tentando fazer uma cara séria — ok, eu sei que isso não vai acontecer, mas, por favor, não brigue comigo porque eu não torço pelo seu time favorito, eu não vou mudar de ideia sobre ele, mas aceitarei que a mulher mais linda e que inclusive eu amo estará torcendo contra o meu time.”
– Brody – que chata, porque ela sempre implica com seu time?
– Brittany – ela gosta de me ver irritada – sorriu entre lágrimas – San sempre foi perfeita e as implicâncias dela era uma característica que me mantém completamente interessada.
– Brody – sentirei falta disso.
Durante aquela noite, Britt ficou rodeada dos amigos relembrando momentos engraçados e felizes ao lado de Santana. Ela sorria entre lágrimas, mas sentia a dor da perda rodear seu peito. Ela poderia ter amigos momentaneamente, porém que ficaria ao seu lado? Quem levaria o café na cama com uma rosa vermelha ou que seguraria firme em sua mão ao passearem pelo parque? Quem se preocuparia em dizer que a ama em um dia qualquer ou numa data especial? Ela não via ninguém além de Santana contando-lhe historias e fazendo caretas só para ver a loira sorrir.
Santana tinha o costume de fitar a loira por longos minutos, se pudesse ficariam horas duelando olhares. Britt amava o inverno, pois era época que poderia ficar com os corpos grudados sem se preocupar com calor, porque uma esquentava a outra. Britt ficava enlouquecida quando Santana durante aos sábados, ficava a vontade no apartamento, usando uma blusa regata, meias, calcinha e com violão pendurado deixando a latina tão sexy. Ela ficava horas concentrada em escrever uma musica ou apenas tentando aprende-la para minutos depois se ajoelhar perto de Britt e cantar com a voz envolvente fazendo carinha de inocente.
Tina preparou um chá oriental e ofereceu para Britt descansar pelo menos aquela noite, os dias que seguiriam seriam difíceis e ela precisaria de toda energia possível. Os amigos se despediram, Tina e Sugar continuaram no apartamento, mas na sala descansando. Britt pegou o travesseiro de Santana e se aconchegou mais a ele, aspirando o cheiro da morena que ali tinha ficado.
Britt estava deitada no centro da cama, a meia luz do quarto lhe dava uma ótima sensação para descanso quando ela ouviu passos vindos do closet, o barulho tão familiar de cabides sendo remexidos obrigando a levantar e ir até lá verificar.
– Brittany – San? – chamou descendo da cama e indo em direção ao cômodo.
– Santana — I promised you the world again/ Everything within my hands/ All the riches one could dream/ They will come from me.
Eu te prometi o mundo de novo/ Tudo nas minhas mãos/ Todas as riquezas que alguém poderia sonhar/ Elas vão vir de mim.
Brittany sorriu com a imagem a sua frente, a morena cantava distraidamente, enquanto escolhia uma roupa, ela estava apenas de calcinha e sutiã. Britt caminhou até ela tentando abraça-la, mas a imagem havia sumido. Quando novamente ela ouviu a voz rouca vindo do banheiro.
– Santana — I hoped that you could understand/ That this is not what I had planned/ Please don't worry now/ It will turn around.
Eu esperei que você pudesse entender/ Que isso não é o que eu planejei/ Por Favor, não se preocupe agora/ Isso vai mudar.
– Brittany – San, não sai de perto de mim, por favor. – pediu chorosa tentando tocar o ombro da morena que a olhava pelo espelho sorrindo e escovando os dentes enquanto cantava.
– Santana — Cause I need more time/Just a few more months and we'll be fine/So say what's on your mind/ Cause I can't figure out just what's inside/ So say alright/ Cause I know we can make it if we try/ Cause I need more time/ Just a few more months and we'll be fine
Porque eu preciso de mais tempo/ Só mais alguns meses e nós ficaremos bem/ Então diga o que você está pensando/ Porque eu não consigo descobrir o que tem ai dentro/ Então diga, tudo bem/ Porque eu sei que nós conseguiremos se nós tentarmos/ Porque eu preciso de mais tempo/ Só mais alguns meses e nós ficaremos bem
Frustrada Britt voltou para cama se recordando da terrível lembrança daquela noite. Já deitada ela sentiu dois braços firmes lhe abraçar e puxar seu corpo para se aconchegar melhor. Britt sorriu e não ousou sair daquela posição, à respiração atingia sua nuca e causava leves arrepios, os dedos morenos entrelaçaram-se aos seus e a sensação de perda ia ficando cada vez menos dolorida em seu peito.
– Brittany – eu amo quando você me abraça amor – murmurou sonolenta – tive um sonho tão ruim S, não saia mais de perto de mim. – pediu
– Santana – não vou sair meu amor, estou aqui ao seu lado para sempre.
– Brittany – eu não quero dormir amor.. – resmungou remexendo-se na cama
– Santana – descanse amor, amanhã estarei aqui novamente.
– Brittany – mentira, eu vou abrir os olhos e não te verei mais. Eu quero continuar sentindo seu abraço, seus beijos e seu coração batendo bem forte. – falou abrindo os olhos e vendo os dedos morenos acariciar a parte superior da mão, fazendo leves círculos. Britt voltou a ficar sonolenta e ouvindo um pequeno murmúrio ela fechou os olhos.
– Santana — eu te amo Britt-Britt
– Brittany – hum, amo você San. – sussurrou antes de cair em sono profundo.
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Na casa dos Lopez Sebastian amparava Maribel que desmaiou ao ouvir a noticia dada pelo rapaz. Carmen, a empregada ajudou o rapaz a coloca-la na cama e chamar uma ambulância. A mulher acordou meia hora depois aos prantos negando qualquer palavra que o rapaz dizia. A mulher tentou ligar para o marido que estava de plantão tentando contar sobre o acontecimento e pedindo para verificar a veracidade, mas sua secretaria que havia atendido e prometido passar o recado assim que possível. Minutos depois o telefone toca confirmando o pesadelo através do Sgt que atendeu ao chamado. Sebastian acompanhou a Sra Lopez até o carro e seguiram para o hospital para reconhecimento do corpo.
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Quando Samuel chegou ao hospital ele foi direto para sala de cirurgia, todos os policiais presentes durante o atentado escoltavam as redondezas do NY Central Hospital. O policial que participou das negociações entrou em contato com a família de Sam e passou todos os endereços para familiares lhe fazerem alguma visitada. O rapaz perdeu bastante sangue, mas conseguiu doações compatíveis com tipo sanguíneo.
– Sgt Harry – Soldado faça contato com a moça companheira da vitima.
– Soldado – Sr. Não é um momento difícil? A vitima faleceu...
– Sgt Harry – faça assim mesmo precisamos colher depoimento, diga que prestamos condolências e sentimos muito pela perda.
– Soldado – mais alguma coisa Sr?
– Sgt Harry – não, por hora é só.
No refeitório do hospital, o Dr. Lopez assistia ao noticiário junto com o médico muito amigo seu. Entre intervalos do noticiário murmuravam algumas palavras, quando uma noticia de atentado foi anunciada de ultima hora. Atentos para qualquer chamado de emergência eles ouviram todas as informações ditas pela repórter.
– Dr. Lopez – NY tem ficado cada vez mais perigosa esse rapaz é tão parecido com o ex-namorado de Brittany.
– Dr. Scott – Brittany é namorada de Santana? – perguntou sem retirar os olhos da televisão — Ó e pelo que parece houve vitima fatal.
– Dr. Lopes – sim, ela está tão feliz. – exibiu um sorriso orgulhoso – Acho que teremos um casamento jovem daqui uns meses.
“- Repórter – A vitima fatal atingida pela bala chama-se Santana Lopez, a moça recebeu dois tiros e veio a falecer no local aguardando pelo socorro...”
Sr. Lopez estático olhou para televisão com a expressão indecifrável, o barulho da xícara de café caindo no chão e quebrando lhe trouxe de volta. Seu bipe começou a apitar então ele saiu correndo em direção à recepção de ambulâncias. Ele corria de forma desesperada como se a própria vida dependesse disso, gotículas de água embaçavam a vista, enquanto ele via uma fila de policiais em posição no corredor extenso, os homens retiraram a boina prestando luto.
– Dr. Lopez – NÃO – negou nervoso empurrando os enfermeiros e retirando o lençol sobre o corpo, alucinado o homem abaixou-se tocando o rosto moreno com cuidado — não é verdade.. – sussurrou com os olhos inundados pelas lágrimas – minha menina, ela.. não pode me deixar – divagava, enquanto inutilmente tentava verificar os ferimentos e pressionar o peito da filha numa massagem cardíaca, Dr. Scott aproximou-se do amigo, pediu calma para os policiais que se preparavam para remover o homem sobre o corpo da filha, enquanto falava de forma tranquilizadora para o homem deixar o corpo ser levado para sala.
O médico que examinava o corpo da jovem moça verificou os ferimentos e então solicitou que as enfermeiras preparassem o corpo para retirada das baladas. A enfermeira habituada ao procedimento padrão do hospital fez conforme solicitado, ela despiu a morena completamente e preparava-se para limpar o sangramento quando ela tocou a ferida à mulher viu o corpo se levantar de súbito buscando por ar e apertando seu pulso com uma força sobre-humana, surpresa e assustada ela e o médico se voltaram para latina fazendo-a se deitar, enquanto outro enfermeiro recolhia todos os medicamentos para salvar a vida da moça. Santana olhava ainda zonza pela sala, era um ambiente com forte luz sobre seus olhos e a sala era toda branca, ela tentou sentar, mas a enfermeira impediu, revirando os olhos ela apagou segundo depois.
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