Notas iniciais
Demorei, mas tô postando, amores. Acho que valerá a pena, essa espera.

Não falaram mais nada desde que saíram das ruínas. Julieta matinha um rosto impetrificado, escondia perguntas, as quais rondavam em sua mente. Ela não ouviu barulho nenhum. Aurélio parecia querer muito, seu rosto se ruboriza ao lembrar que mesmo o vestido tendo várias camadas sentiu... Logo no momento em que resolveu se entregar acontece algo desse tipo, talvez seja um sinal para ela continuar resguardada? O fato dele ter esfriado o momento intrigava-lhe, de certo porque nas outras vezes haviam sido ela a fugir. Mordeu o lábio em sinal de nervosismo, deu uma rápida olhada para ele, notou seu desapontamento. Já estavam próximos da fazenda quando o mundo parecia cair, devido a chuva

— Eu nunca vi uma chuva dessas por aqui

— Não permitirei que volte para cidade

Ambos sorriram. Entrelaçaram as mãos. Aurélio quis falar, mas deixou para depois. O caminho estava ficando difícil, apesar de faltar pouco para chegarem.

— Que estranho, está tudo escuro

— Não acho que deva ser tão tarde. Eu ajudo você a descer e vou abrigar os cavalos

— Está bem, não precisa me ajudar. Eu consigo. Você já vai se molhar muito

— Certo

Ela consta que estão sem eletricidade. Vai até o quarto em busca de toalhas, pois logo o pai de Ema voltará encharcado.

— Tome

— Obrigado

— Eu vou falar com Tião para lhe emprestar alguma roupa seca

— Não precisa, Julieta

— Claro que sim. Você vai ficar doente

— Eu vou atrás de velas e cálices

— Certo

Não demora muito para ela chegar com as roupas, Aurélio já havia conseguido posicionar as velas nos locais precisos. Faltavam só os cômodos de cima.

— Eu coloquei água para ferver, precisamos tomar banho. Separados. Eu quis dizer...

— Eu entendi. – a morena deu um sorriso travesso – Bom eu vou lá em cima para colocar mais velas

De repente eles estavam nervosos e sabiam o porquê, a faísca entre os dois era evidente.

— Farei um café

O filho do barão até se queimou de leve ao preparar a bebida. Julieta não saia um segundo da sua cabeça, as cenas de mais cedo principalmente. Sua mente o torturava, emitindo a vontade de continuar o que eles haviam começado.

Será que ela ainda queria tanto quanto ele?— se questionou

Era melhor não forçar nada, Aurélio prometeu respeitar o tempo da empresária e mão descumpriria a promessa.

— Aurélio, há tempos venho te chamando.

— Desculpe, eu me distraí.

— Nossas chaleiras já estão prontas?

— Já

Cada um seguiu o para seu respectivo quarto. Julieta soltou a respiração de forma pesada. Separados por uma parede, mas tão próximos pelo pensamento, ambos compartilhavam do mesmo desejo: queriam estar juntos de forma íntima. Após tomarem banhos solitários, presos em devaneios, partilhariam também da insônia.

Aurélio tomou uma xícara de café. Já estava acostumado a bebe-lo quente, a língua nem queimava mais. Ao subir a escada travava um conflito consigo mesmo em ir ou não no quarto de Julieta. Foi até a porta, não sabia se abria. Seria ousado demais. Lembrou-se de quando a viu nua na banheira e riu de como nesse momento faltava-lhe o ímpeto daquele dia.

Tentou ouvir algo, aquela voz ou mesmo a respiração, por fim optou pela opção de não importuna-la, temia atrapalhar o sono dela, foi embora cabisbaixo.

No outro quarto, Julieta tentou ler um livro, mas sua concentração parecia ter evaporado. Vestia uma camisola longa preta, que tinha leves rendinhas e um belo decote, há tempos não a vestia e há tempos não se perfumava para dormir.

Contraditório, já que pensava em tudo, menos dormir. Aurélio podia estar precisando de algo? Era melhor ir lá ver como ele estava. Se sentia uma adolescente buscando uma desculpa para encontrar-se com o namorado. Precisava se desfazer de certos pudores, era uma mulher vivida, amar exige uma dose certa de loucura. Então se encheu de coragem para desistir no mesmo segundo

Vai, Julieta. Não há o que temer.

Refletiu e foi. Ao chegar próximo do quarto dele voltara, na quarta vez decidiu dar um basta. Não teve como fugir, pois ele abriu a porta.

— Achei que estivesse dormindo

— Achei que precisasse de algo... É melhor eu ir... Eu preciso – só agora seus olhos viram em que trajes Julieta se encontrava e a vista não podia ser melhor, exceto ela sem nada

— De que?

— De você, Aurélio. Já decretei o fim dos meus medos e amarguras. Agora, eu quero apenas entregar-me a felicidade completa junto de você, o homem que eu amo e desejo ardentemente

— Ah Julieta!

Aurélio a puxou pela cintura beijando com toda urgência que o momento exigia, o pé dela fechou a porta. Entre um beijo e outro, os dois sorriam. Aurélio sentou na cama enquanto ela subiu em seu colo, as mãos do homem acarinhavam as coxas da morena, subiam em direção as costas. Ela por sua vez retirava a camisa regata dele e erguia o cavanhaque do mesmo para poder unir os lábios. Um fogo queimava na pele de Julieta, também crescia em seu ser, a certeza de passar a noite com ele, o filho do barão transmitia-lhe segurança e confiança.

— Tem um colo lindo, Julieta. Aliás essa camisola ficou perfeita no seu corpo

Jogou a cabeça para trás ao sentir Aurélio se perder em beijos no seu pescoço, incentivava-o a continuar aquilo através das mãos que agarravam o cabelo dele.

A olhou de forma lasciva, tudo, absolutamente tudo nela era atraente. Não aguentando mais, desatou o hobbie, Julieta se sentia o centro do universo ao observar o fascínio estampado nos olhos azuis de Aurélio por ela.

— Julieta, daqui em diante não responderei mais pelos meus atos. Você quer realmente isso? – ela se abaixou, cheirando o caminho da bochecha até o ouvido. Ele fechou os olhos e suspirou com aquela carícia sensual

— É claro, sou dona das minhas certezas. Tudo que mais quero é me perder em você – para enfatizar seu ponto, mordiscou o lóbulo da orelha

Um sorriso safado permeava o rosto do homem que imediatamente se apressou em remover as alças da camisola, logo a peça já estava no chão e eles rolavam na cama até seu corpo musculoso cobrir o dela com as curvas certas, Julieta fechava os braços no pescoço dele enquanto se beijavam

— Ainda está muito coberto

— Que tolice a minha

Ela o viu se despir, sentiu o calor invadir sua pélvis, então mordeu o lábio para provoca-lo. Aurélio foi beijando do pé até a coxa, fez questão de fixar o olhar em Julieta ao lamber de forma lenta seu sexo, deixando-o pulsante, a espera de mais. A empresária ofegou quando duas mãos apalpavam seus seios, apenas jogou os braços acima da cabeça se deliciando com aquela exploração, mas Aurélio queria um contato maior com a pele dela, ao fazer isso, pode beija-la, aproveitou para roçar seu sexo no dela.

Dobrou a perna direita, dando o aval para que ele prosseguisse. Os dois deitaram de lado, Julieta mantinha a perna direta sobre o quadril de Aurélio e mantinha a direita dele por baixo. Ambos se olhavam apaixonados, retirou uma mexa do cabelo dela que insistia em cair no rosto e ela acariciou a bochecha dele.

Aurélio a penetrou com calma, se Julieta estava nervosa, isso se dissipou rapidamente. O frio do ambiente ficava lá fora com a chuva, naquela cama dois corpos banhavam-se no fogo da paixão. Eles estavam envoltos em exploração de pele, o hálito quente de Aurélio ao dizer o quanto Julieta era uma mulher fantástica, emitia uma onda de arrepio.

Julieta arranhou as costas do amado, mas ele não se importava, estava amando tudo aquilo. Em um ritmo frenético, os corações de ambos batiam cada vez mais rápido, as respirações ficavam descompassadas e os sons emitidos eram indecifráveis. Ele abocanhou o maxilar dela ao mesmo tempo em que apertava a nádega, a fazendo delirar e revirar os olhos quando uma sensação de contentamento percorreu todo seu ser. Depois Aurélio também desfrutou daquele prazer.

Não precisavam de palavras, o que fizeram era a exaltação plena do amor. Os dois ainda compartilhavam o calor. A empresária deitou a cabeça no peito de Aurélio que fazia cafuné em seu cabelo. Se aquilo fosse um sonho, Julieta não queria acordar, talvez por isso demorasse tanto para o sono chegar.

Notas finais
Gostaram? Comentem qualquer coisa, só não me deixem forever alone kkk bjs