Notas iniciais
Bom, galera, eu estou repostando essa fic pois terminei de fazer alguns ajustes nela, espero que gostem.

Nós não estamos sozinhos, nunca estivemos.

A galáxia estava calma, não havia quaisquer sinais de conflito naquele momento, até que, de repente, uma imensa explosão ocorreu. Naves disparavam a toda velocidade contra outra pequena nave que parecia estar fugindo delas. As naves faziam um show pirotécnico de lasers com seus disparos certeiros, aquela estava sendo uma perseguição e tanto.

Então, após várias tentativas perdidas por seus perseguidores, a nave conseguiu despistá-los e fugiu para o local mais próximo, ela estava bastante danificada e a situação piorou quando na entrada ao planeta um dos motores da aeronave fora destruído e o piloto não pôde fazer nada, ele passou os braços sobre uma espécie de manta que carregava e esperou que sua nave colidisse contra algumas arvores até que aterrissasse em solo. Houve um momento de silencio, nada aconteceu e, então, com um forte estrondo a porta lateral da aeronave voou metros distantes da mesma.

– Argh! – resmungou o ser que havia saído dali de dentro. Ele possuía aparência humana, mas definitivamente ele não era. Era jovem, deveria ter pouco mais de vinte e cinco anos, possuía longos cabelos escuros, além de uma barba grisalha por fazer. Seus olhos eram tão amarelos quanto o próprio sol e brilhantes como ouro celestial. Ele vestia roupas estranhas, trajes que eram colados em seu corpo de um material incomum, havia uma grande espada presa em suas costas. Ele carregava algo consigo, algo que estava escondido sob a manta avermelhada. Ele não teve chances de ousar abrir, quando tentou, cerca de trinta naves invadiram o céu daquele lugar a procura da nave e seu passageiro.

O jovem não pensou duas vezes, correu floresta adentro atrás de algum bom lugar para se esconder, e ele poderia ter conseguido com mais facilidade se não fosse o objeto misterioso na manta que ele carregava que naquele momento começara a brilhar intensamente. Ele correu por mais cerca de dois quilômetros até que encontrou uma caverna onde conseguiu se esconder dos seus perseguidores e despistá-los por alguns minutos.

O jovem sabia que não tinha muito tempo de vida assim que percebeu que havia um ferimento profundo em seu traje, que havia atravessado-lhe o tórax.

– Espero ter energia o suficiente para isso. – murmurou ele em uma língua diferente, um tanto estranha na verdade. Ele começou a se concentrar e sua energia ficou exposta, como se ele estivesse preparando para liberá-la. Ele fechou os olhos por alguns instantes e, durantes alguns poucos segundos, ele se viu frente a frente com um grande clarão. Era um animal, com certeza.

– Você tem certeza do que está fazendo, meu jovem? – quis saber o outro ser, que possuía um tamanho nada convencional. – Se você fizer isso, não haverá volta.

Ele parecia estar convicto do que estava prestes a fazer, virou-se para o ser divino com quem falava e assentiu com a cabeça e, logo em seguida, sentiu seu corpo encher-se de mais energia. Um clarão tomou conta de onde ele estava e tudo o que ele pode ver foram quatro penas que haviam caído do ser divino, talvez fosse uma ave, e a manta desapareceu instantaneamente de suas mãos juntamente com as penas. Porém, para a surpresa do jovem audacioso, os inimigos o haviam descoberto e naquele momento o cercaram. Estavam todos com suas armas apontadas para a caverna. Ele hesitou no que estava prestes a fazer, sua respiração ficou ofegante e ele sentiu uma força o empurrando para baixo, uma força superior a da gravidade.

– Muito audacioso de sua parte me trazer até aqui, neste planeta inútil. – ecoou uma voz forte por toda a caverna. – Um planeta como esse que ainda nem se desenvolveu.

O jovem não sentiu nada, nem mesmo medo, era como se ele esperasse por aquele momento.

– Você nunca a conseguirá, foi por isso que eu o escolhi. – exclamou ele enquanto tentava de todas as maneiras colocar-se de pé, todas em vão. – A profecia disse que daqui sairá o seu destruidor, o único capaz de controlá-la.

– Eu sou capaz! – resmungou as sombras.

O jovem riu.

– Você não pode destruir a terra até que ela se desenvolva, portanto boa sorte esperando por isso. – zombou ele logo em seguida. – Enquanto isso, porque não toma um solzinho?

A caverna estremeceu e fissuras começaram a serem abertas, a caverna poderia desmoronar a qualquer momento.

– Você ousa me desafiar? Seu insolente! – rugiu o ser que vinha das trevas da caverna, sua aparência ainda não era visível. – Você não merece a honra de ser um Killerniano.

– E você acha que eu sou um... – ele foi interrompido por algo em sua boca, algo úmido. Era sangue, mas não sangue comum, ele era verde. Ele ousou colocar-se de pé e sentiu que seus sentidos estavam sendo retirados dele, assim como seu poder. – Achei que eu poderia desfrutar mais desse poder, mas vejo que não.

De repente, uma escuridão tomou toda a caverna e ele ficou pela primeira vez assustado, pois havia perdido seu sentido mais precioso, a visão.

– Uma atitude audaciosa, meu caro. – disse ele, com sua ultimas forças, ele deixou que seu corpo fosse ao chão novamente. – Mas não o suficiente.

Um odor forte preencheu o lugar, cheirava a morte.

– Diga-me onde ela está e eu o matarei sem sofrer. – ordenou a voz que vinha das sombras. Mãos ásperas começaram a surgir e levantaram o corpo enfraquecido do jovem pelo colarinho da armadura que se esforçava para não desmaiar. – DIGA! – berrou.

Um último sorriso formou-se na boca de seu fugitivo.

– Sabe qual o seu problema, Paragon? A Ambição. – dito isso, o jovem esforçou-se a cuspir no que havia a sua frente onde ele esperava que fosse um rosto, mas o sangue cuspido por ele perdeu-se nas sombras. – Bom, eu tentei. Boa sorte encontrando eles...

As mãos apertaram o colarinho do traje, mas naquele momento, fora em vão.

– Espera! “eles”? – retrucou o ser nas sombras, cujo mesmo fora chamado de Paragon.

Paragon rangeu tão forte que toda a caverna veio abaixo, ele havia ficado furioso, pois seja lá o que havia naquela manta, ele queria muito. Ele estava furioso com a ousadia com que aquele jovem o desafiou, mas ele sabia que o mesmo não era de blefar. Se ele quisesse o que tanto queria, ele precisaria esperar... Esperar até que o “único capaz de controlá-la” nascesse. E em um planeta que estava destinado a ser tão superpopuloso como a Terra, isso não parecia algo que iria demorar.

Notas finais
Então, esse foi apenas o começo, espero que acompanhem.