Notas iniciais
Então, aqui está o primeiro capitulo, espero que gostem!

Capítulo um

Se você acha que a Terra é um lugar seguro, bom, acho melhor você mudar de ideia.

Já faz muito tempo desde que tudo isso começou, mais até do que eu consiga me lembrar. O exercito de tiranos dos Killerniano já conquistaram grande parte de nosso planeta, a Terra, mas ainda existem alguns humanos que não se renderam para essa força hostil. E eu sou um desses humanos que ainda lutam pela sobrevivência. Eu me chamo Josh Sparks, vivo atualmente em um refugio nos arredores das montanhas que cercam a Flórida. Estou sozinho em relação à família, todos foram mortos, exceto, acredito eu, minha irmã. Nós nos separamos dois meses depois da invasão dos aliens que se autodenominam Killernianos. Não há um dia desde que cheguei neste refugio que eu não pense em minha família, em todas as pessoas que eu conhecia, mas que agora é provável que estejam todos mortos.

Eu sofria de insônia já á algum tempo, e acabava passando noites em claro. Porém, enquanto estava acordado durante as noites eu me perdia em meio a pensamentos, a maioria relacionada à minha irmã. Mas, mesmo depois de dias sem dormir naquele refugio, eu finalmente havia conseguido dormir... Ou quase isso.

– Ei! Acorda. – disse uma voz feminina familiar. A voz era doce e gentil. – Como que você consegue dormir tanto?

– Eu não sei. – disse eu ironicamente, ainda um pouco tonto. Acordei e me levantei da cama, mas logo me sentei novamente, estava muito cansado. Pelo visto, eu havia dormido muito como há muito não acontecia.

A cama em que eu estava deitado tinha colchões que eram duros como rochas, e acredite, eu já dormir em cima de rochas e não acho que seja uma experiência aconselhável.

Olhei para a pessoa que haverá acabado de me acordar na tentativa de ver quem era, mas por sua voz eu já suspeitara de alguém. E, mesmo com o sol refletindo na janela do quarto — que estava aberta por algum motivo. – e refletindo diretamente em meu rosto, não demorou pra que eu confirmasse minha suspeita de quem era aquela pessoa.

– Você nunca sabe de nada. – disse a garota parada em minha frente, sua voz estava mais clara para mim agora.

– Olá, Alice. – disse eu, passando a mão pelo meu rosto para me proteger do sol que insistia em adentrar em meu quarto. – Nós vamos treinar hoje?

Treinar combate era uma das melhores, e única, atividade que nos tínhamos no refúgio. Varias pessoas recebiam as mais diversas missões, eu ainda não havia recebido nenhuma, mas isso não me incomodava, não estava com pressa de sair dali. Todos os dias nós íamos para o lado oeste da montanha para treinar combate, tiro ao alvo, e aprendíamos técnicas de sobrevivência com um garoto chamado Joe.

– Claro! – berrou ela. – Não podemos perder nenhum treino se quisermos nos tornar especialistas em matar Killernianos. – ela completou.

Alice era uma garota meiga e afetuosa, e muito responsável apesar de sua idade, treze anos. Ela é minha melhor – e única – amiga desde que tudo começou. Eu a encontrei quando ela tinha apenas nove anos, quando salvei sua vida durante um ataque de Killernianos, cuido dela desde então. E, assim como eu, ela também teve sua família morta por essas criaturas horríveis. Ela é do tipo de garota que se pode ver de longe, já que está sempre usando sua touca amarela com detalhes pretos. Seus cabelos pretos estão sempre escondidos por causa da touca, mas ela sempre cuida dele quando pode. Ela não era muito alta, na verdade é baixinha para uma garota da idade dela. Mas existe algo nela que chamava mais atenção do que sua touca ou sua altura, suas bochechas. Ela possuía bochechas iguais às de bebes, grandes e rosadas que quando ela sorria fazia com que pequenas covinhas surgissem. Suas bochechas eram do tipo que da vontade de apertar para sempre.

Nós vivíamos em um refugio nos arredores de uma montanha, bom, pelo menos do que sobrou da montanha. Morávamos em uma área deserta de animais e de árvores, uma área que se transformou em nosso refugio há dois anos. Além de mim e Alice, o refugio ainda abrigava vários outros sobreviventes que se esconderam com medo desde que os Killernianos chegaram a Terra — há cerca de cinco anos — e destruíram quase tudo.

O refugio tinha um refeitório onde Alice passava a maior parte de seu tempo, aquele deveria ser o lugar preferido dela, afinal, ela amava comer. E naquele momento, nós estávamos lá, no refeitório. Eu estava faminto e Alice me acompanhava naquela manhã.

– Isso está uma delícia! – urrou Alice, devorando um pobre bolinho de chocolate.

– Ei! Vá devagar com isso. – disse eu, comendo apenas uma fatia de torta de maçã. – Até parece que esta é sua ultima refeição.

– Nós nunca sabemos quando será a nossa ultima refeição. – resmungou ela. – É melhor aproveitar.

Nós dois demos algumas boas risadas e então fomos para o treinamento diário.

Chegamos ao local para treinar ao entardecer, o local ficava em uma área separada do refugio próximo à encosta da montanha. Lá nós treinávamos todos os dias técnicas de combate e sobrevivência para podermos nos defender dos Killernianos, e sobreviver fora do refugio.

Aquela seria uma tarde perfeita para um passeio no Central Park — se ainda existisse o Central Park, se ainda existisse Nova Iorque. Os Killernianos há destruíram quatro dias depois de chegarem a Terra, todo o céu escureceu-se e então um feche de luz desceu em direção ao Empire State Building o explodindo, levando a cidade logo em seguida. No entanto, diferentemente do ataque em Nova Iorque, aquele dia estava diferente em nosso refugio. O céu estava perfeito, limpo com poucas nuvens, o ar nem de longe se parecia com o ar de um planeta que estava sob ordens de criaturas de outro planeta, criaturas sujas e desagradáveis como os Killernianos.

– Olá, Joe! – disse eu, aproximando-me de um amigo que tomara conta daquela área.

– Josh! – ele urrou, enquanto corria para me cumprimentar. Ele era jovem, deveria ter uns dezenove anos. Ele era um tanto belo e era uma das pessoas mais habilidosas que eu já havia visto na vida. Estava usando seu traje de treino e segurando seu bastão de combate. – Veio para o treino?

Assenti com a cabeça.

– Essa baixinha aqui me importunou para que viéssemos hoje. – zombei.

Joe deixou o local para que treinássemos a sós durante um tempo, ele voltou para o refugio para fazer a vigilância. Mas, assim que Joe saiu algo havia acontecido. – Vamos começar! – urrei, enquanto erguia minha espada. O barulho alto de repente se tornou um silencio assustador, só podia-se ouvir a brisa calma e refrescante do vento. Mas sem quaisquer sinais de Alice. – Onde você está? – perguntei angustiado. Mas acho que não deveria ter feito àquela pergunta tão alta, pois assim que me virei eu a vi, ela estava prestes a me golpear na barriga, mas, por sorte, consegui desviar de seu ataque e evitei que fosse ferido.

– Nada mal. – observou ela com um sorriso torto.

Agora era minha vez de atacá-la, parti em direção de Alice em contra-ataque, mas não houve efeito algum quando ela o bloqueio. Ela era muito rápida, desviou facilmente de meu contra-ataque e, apesar de ter apenas treze anos, ela era muito forte e ágil como uma guerreira experiente.

Nós treinamos por várias horas, eu já haverá me esquecido de como Alice tinha melhorado sua habilidade de combate. Ela era uma exímia guerreira.

O anoitecer já haverá chegado trazendo contigo o frio como amigo, Alice e eu estávamos deitados sobre a grama, exaustos.

– Você acha que algum dia o mundo voltara a ser o que era antes, Josh? – perguntou-me.

Um arrepio percorreu meu corpo me fazendo hesitar em responder.

– Acho melhor não pensarmos nisso. – falei, não tinha resposta para aquela pergunta, pois mesmo que eu acreditasse em nós, humanos, os Killernianos possuíam armas e tecnologia superior a nossa, não teríamos chance e eu não queria dizer isso a ela, preferi não responder.

O treinamento já havia acabado, mas nós continuamos ali deitados. Ela realmente havia se tornado uma guerreira incrível. Então, de repente, uma pessoa começara a correr assustada em nossa direção, era Joe.

– Alice, os suprimentos do refugio acabaram e temos que ir a busca de mais. – suspirou Joe ofegante. – Agora!

Acho que eu me esqueci de mencionar isso, Alice era uma garota bastante responsável também. Ela era a encarregada de ir à busca de suprimentos para o refugio. Ela já havia recebido varias missões e eu não, aquilo não era justo.

– Não demore a voltar. – disse ela para mim. – Essa noite eu que irei preparar o jantar.

– Tudo bem, eu irei. – murmurei. – A menos que haja um contratempo, me impedindo de encontrá-la essa noite.

Sorri para Alice e ela parecia um pouco brava, mas logo partiu em disparada juntamente com Joe, enquanto eu fiquei ali deitado os observando parti até que sumissem de minha vista.

Eu estava exausto. Deitei-me na grama macia novamente para um descanso enquanto Alice retornara ao refugio para buscar suprimentos, mas não adiantava o que eu fizesse, eu não conseguia dormir. Depois de muitas tentativas em vão, esperei deitado na grama o retorno de Alice, mas ela não retornou. Esperei mais alguns minutos, mas ela não apareceu. Então, levantei-me e comecei a caminhar de voltar para o refugio.

Eu estava próximo quando avistei uma grande nuvem de fumaça tomando conta do céu noturno, eu sabia o que aquelas fumaças negras significavam. Comecei a correr na direção do refugio, eu estava bem próximo quando árvores em chamas começaram a cair, caíam uma a uma obstruindo a passagem para o refugio. Aproximei-me o mais perto possível para ver o que estava acontecendo, mas eu já saberia o que aquelas fumaças significavam. Era um ataque Killernianos, e um dos grandes. Eles haviam nos encontrado. Quando finalmente cheguei ao centro da floresta — onde ficava nosso refugio. – não pude acreditar no que meus olhos estavam vendo. Corpos. Eram os corpos dos sobreviventes que viviam naquele refugio e que agora estavam todos espalhados por todos os lados. A fumaça negra encobriu todo o refugio e boa parte da floresta, que naquele momento, estava totalmente destruída. Apenas um ataque planejado meticulosamente pelos Killernianos poderia ter causado tanta destruição assim.

Eu comecei a procurar entre os corpos para ver se encontrava alguém conhecido, ou até mesmo algum sobrevivente, mas estavam todos mortos. Continuei a procurar, não queria acreditar na possibilidade de Alice estar morta.

Meu corpo estremeceu quando encontrei o corpo de um jovem garoto.

– Joe... – sussurrei.

Joe esforçou-se para abrir um dos olhos.

– Saia daqui! – murmurou Joe, seu rosto estava bastante ferido e ensanguentado.

– Joe, o que houve? Onde está Alice? – perguntei com a voz tremula.

Ele não respondera, seu único olho aberto havia se fechado e ele havia partido. Eu queria poder fazer algo para ajudá-lo, mas era tarde demais. Deixei Joe e parti em minha busca por mais sobreviventes, mas hesitei quando escutei alguém gritando em minha direção.

– Temos que sair daqui, agora! – gritou uma voz feminina em minha direção. –Ou ela também ira matá-lo.

Eu não conhecia aquela voz, nunca a havia escutado. Virei-me e pude ver uma garota de capuz por quem eu havia passado minutos atrás, ela estava fingindo-se de morta, mas agora corria em minha direção.

– O que aconteceu? – perguntei assustado. – Onde estão todos?

A garota estremeceu, parecia que ela havia sentido que algo iria acontecer.

– Espera! Você não pode... – antes que ela pudesse terminar de falar, fomos jogados contra uma arvore fazendo com que sentíssemos muito dor.

Uma explosão estrondosa havia ocorrido, eu estava bastante ferido e mal conseguia ficar de pé. Acho que havia batido a cabeça no choque com a árvore. Estava bastante tonto, meus ouvidos doíam tanto que pareciam que iriam explodir também. Olhei ao redor para ver se encontrava Nana, mas ela havia desaparecido. Eu estava prestes a desmaiar quando dois Killernianos de aparências bizarras surgiram em meio às fumaças escuras e pararam bem na minha frente. Alguns Killernianos podem ter aparências bem similares com a aparência de humanos, mas outros possuem aparecia tão bizarras quanto às de goblins dos extintos jogos de RPG. Os dois que pararam na minha frente eram feios, seus rostos eram deformados, seus corpos eram encouraçados e suas armas eram grandes porretes de madeira com espinhos de metais presos a ponta. Por mais supersticioso que eu fosse, eu sabia que no estado em que eu estava seria impossível me livrar daqueles dois.

– Você irá morrer humano! –disse um dos Killernianos.

O primeiro partiu pra cima de mim, mas, antes que ele pudesse me acertar, algo o acertou.

– Aaah! – urrou a garota de capuz, que cujo nome eu começara a me recordar. Era Nana. Ela havia pulando na minha frente, abrindo os braços e, logo depois, um clarão surgiu no local. Eu não sabia como, mas ela havia usado algum tipo de magia ou algo assim para destruir tudo aquilo que estava na minha frente, e isso quer dizer que os dois Killernianos que estavam na minha frente também foram pelos ares. Outra explosão ocorreu destruindo tudo que restara e se Nana não houvesse aparecido naquele momento e ficado em minha frente, eu provavelmente estaria morto. Já ela, não sofreu nenhum arranhão.

– O QUE FOI ISSO? – gritei em pânico.

Nana pousou uma de suas mãos em meu ombro.

– Você está bem? – sua respiração estava ofegante.

– Bom, acho que eu vou... – antes que eu pudesse terminar, minha voz falhara. Eu havia desmaiado.

Nana sorriu.

– Tudo bem, eu cuidarei de você.

Enquanto estive desmaiado eu havia sonhado com minha família, em especial com minha irmã, Clara. No sonho nós estávamos em um parque de diversões na Espanha, primeiro país a ser destruído pelos Killernianos. Minha família sempre gostou de passar as férias em lugares com belos parques, e naquelas férias não foi diferente. Parques de diversões eram os lugares preferidos de Clara. Esse dia me perturba até hoje em meus pensamentos e sonhos, pois foi o dia em que minha família fora sequestrada pelos Killernianos. Eu fui o único a não ser levado, e até hoje não entendo o porquê disso.

Quando acordei eu estava deitado dentro de uma espécie de cabana improvisada com panos velhos e rasgado no meio de uma floresta. Tudo o que eu conseguia ouvir era o zumbido de cigarras e o chacoalhar dos galhos das arvores. Saí da cabana e avistei Nana sentada sobre um tronco de árvore que ela mesma deve ter derrubado, ela estava sentada mantendo uma fogueira acesa. Ainda não havia amanhecido daquele que estava sendo um dia muito longo.

Resolvi me sentar perto de Nana para conversar e para agradecer a ela por ter salvado minha vida. E eu queria aquecer meu corpo também, afinal, estava muito frio. Nana estava com uma aparência muito pálida e com feições de raiva. Algo havia á deixado muito chateada. Eu hesitei de inicio, mas tomei coragem para conversar com ela.

– Nana... Obrigado por ter salvado minha vida. – agradeci, embora estivesse com a voz fraca por culpa da fumaça que a fogueira começara a fazer.

– Não precisa agradecer. – Retrucou Nana, com a voz tremula que soara nervosismo.

– O que houve no refúgio? – perguntei.

Nana soltara um suspiro selvagem.

– Esses Killernianos, eles irão pagar pelo que fizeram! – berrou Nana. Ela estava bastante nervosa.

– Você sabe quem foi o responsável por aquele ataque? – sussurrei. – Sabe onde estão os outros, os que sobreviveram?

– Os outros foram levados pelos Killernianos, inclusive sua amiguinha Alice. – murmurou Nana. – Quanto à pessoa que fez tudo aquilo, que matou dezenas de vidas inocentes... – sua voz falhara então ela engoliu em seco e disse. – Foi sua frágil, e indefesa irmãzinha. – concluiu.

Notas finais
Então, galera, o que acharam?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.