Jomal
33 Capítulo 47
Dias depois...
Rachel: Você é impossível! Não pode deixá-la presa! – Disse, exasperada. Rachel usava uma camisola solta, branca. Finn calçava os sapatos.
Finn: Tanto posso que estou deixando. – Disse, cansado. Tinham essa discussão todo dia – Suri me desobedeceu, e deve ser punida. – Ele trocou o pé, apanhando o sapato no chão – E não se exalte assim, não vai lhe fazer bem.
Rachel: Punida até quando? – Ele não respondeu – Finn! Al... Amor, me escute. – Ele riu de leve da tentativa dela de ser dócil – Ela já foi privada de tudo por tanto tempo.
Finn: Amor... – Ele se virou pra ela – Não. – Disse, achando graça. Rachel perdeu a paciência.
Rachel: Vou mandar que arrombem a porta. – Avisou, em um rosnado. Ele ergueu as sobrancelhas.
Finn: Será tua ordem contra a minha. Eu acho que sei qual eles vão obedecer. – Disse, indo até ela e lhe dando um selinho.
Rachel: Eu mesma vou arrombar a porta. – Finn parou e virou o rosto pra ela, sorrindo.
Finn: Adoraria vê-la tentar. – Disse, fazendo biquinho. Antes que ela respondesse, ele acrescentou – Santana não irá ajudar. Sam a proibiu de se envolver em nossos problemas pessoais. – Rachel suspirou, derrotada.
Rachel: Ela vai sair do quarto. – Disse, em tom alto.
Finn: Não, não vai. – Disse, fechando os botões do colete aberto.
Rachel: A FILHA É MINHA! – Gritou, no auge da raiva. Finn ergueu as sobrancelhas, sorrindo em seguida.
Finn: Eu sei. Mas é minha também. Se deite um pouco, tente descansar. – Aconselhou.
Rachel: Deixe apenas que ela veja os bebês. – Intercedeu, sabendo que era inútil.
Finn: Não vou mais discutir isso. – Abafou, beijando a testa de Rachel. Houveram batidinhas na porta do quarto – Entre. – A porta se abriu, e Santana entrou.
Rachel: Finn, o sol não vai ficar negro. – Grunhiu, raivosa.
Santana: Interrompo? – Perguntou, com um pé pra fora.
Finn: Papai já vai, meus amores. – Disse, baixando o rosto no berço dos bebês. O berço era de metal e ouro trançado, um quadrado acolchoado, com uma cortina fina de renda (agora aberta) por cima. Era grande, espaçoso. Os bebês o olharam – Ambos abriram os olhos dias depois do nascimento. Eram de um azul claro, perturbador, exatamente como os da mãe. Contrastava com os cabelos escuros e a pele clara. Encantadores. – Dá o beijo. – Ele deu um beijo estralado em cada um. Rosalie riu de leve, sapeca.
Rachel: Finn. – Rosnou.
Finn: Bom dia, Santana. – Cumprimentou, saindo.
Rachel: ARGH! – Gritou, furiosa, passando a mão nos cabelos.
Santana: Qual o problema? – Perguntou, observando.
Rachel: Finn é o problema! – Disse, irritada. Então suspirou – No episódio com Matt, ele colocou Suri de castigo, no quarto. O castigo duraria até que o sol ficasse negro.
Santana: Eu não acho que vá ficar. – Disse, franzindo o cenho – Mal tem sol aqui, pra começo de conversa.
Rachel: Esse é o ponto. O problema é que Suri o desafiou dPuckte de todo o reino, e Finn é orgulhoso, quer que ela pague. Mas isso tudo já faz tanto tempo... Ela nem viu os irmãos ainda. Argh. – Disse, se sentando – Onde estão as outras? – Perguntou, tentando se acalmar.
Santana: Vindo. – Disse, indo até o berço dos bebês. Ela os observou brevemente, então apanhou o bracinho de Rosalie, puxando a manga do macacão, descobrindo o bracinho. Ela levou o nariz até o pulso da menina, sentindo o cheiro... Estava limpo. Rosalie riu com o frio do toque de Santana, duas covinhas aparecendo em seu rosto. Ela sorriu, puxando o braço do macacão pro lugar, e repetiu o movimento com Chord. O menino a observou, com uma dignidade que chegava a ser engraçada. Lembrava Finn, quando estava desconfiado.
Rachel: Que está fazendo? – Perguntou, se aproximando, observando. Santana soltou o braço do menino. Já havia verificado antes, mas quis fazer de novo; ter certeza de que seu sangue já saíra do sistema dos bebês, estavam limpos.
Santana: Apenas olhando. – Disse, se virando – São bebês fortes. – Disse, caminhando até a cama.
Rachel: Eu sei. – Disse, sorrindo pros bebês – No dia em que nasceram eram tão fracos, tão pequenos... Cheguei a ter medo. – Ela balançou o rosto, afastando a possibilidade – Mas aqui estão, meus pequenos milagres. – Disse, afagando o rosto de Chord. O menino sorriu pra mãe.
Santana: Adoro milagres. – Disse, sorrindo – Tem se tornado tão comuns ultimamente... – Comentou consigo própria.
Rachel: Hum? – Perguntou, se virando.
Santana: Nada. – Disse, sorrindo – Fico feliz que estejam fortes. – Rachel assentiu.
Rachel: E tu? Não pensas em ter um? – Insinuou, e Santana riu.
Santana: Bom, Rachel. As mulheres da minha... Da minha família, não podem ter filhos. Eu fui um acidente. Um milagre.
Rachel: Sério? – Perguntou, condoída.
Santana: Sério. Vem da família de meu pai... Bom, ele encontrou uma mulher, minha mãe, e ela teve a mim. Apenas a mim. Morreu no parto. Não conheci ninguém da família dela, mas todas as mulheres da família de meu pai são inférteis. Como disse, mulheres como eu não foram criadas pra ser mães. – Disse, dando de ombros.
Rachel: Sam sabe? – Perguntou, e Santana assentiu.
Santana: Pessoas como eu... Bom, não podemos ter filhos. – Disse, dando de ombros – Mas adoramos tentar. – Disse, e piscou. Rachel riu.
No corredor de baixo...
Kristen: Que seja então. – Abriu mão, e Quinn assentiu. Então se bateram com Matt. Ele vinha trabalhando no castelo, e estava na parte interna repondo a lenha das lareiras dos quartos. – Olá. – Disse, simpática. Matt pousou o carrinho que empurrava.
Matt: Altezas. – Disse, se curvando.
Kristen: Como vai sua esposa? – Perguntou, as mãos as costas. Matt sorriu.
Matt: Muito bem, majestade. Estamos aqui no castelo, mas não demorará para que eu consiga nossa própria casa. – Disse, sorrindo. Quinn observava com um sorriso de canto no rosto.
Kristen: Tudo bem. Se ela precisar de algo, com a gravidez, por favor, não hesite em pedir ajuda. – Ofereceu.
Matt: Obrigado, alteza. – Disse, grato. — Com licença. – Ele apanhou o carrinho e sumiu pelo corredor. Quinn observava, sorrindo. Kristen ergueu a sobrancelha pra ela em uma pergunta muda.
Quinn: Os olhos dele são tão azuis! – Disse, jogando a cabeça pra trás – Eu adoraria... – Interrompida.
Puck: O olhos de quem são azuis, Quinn? – Perguntou, subitamente atrás dela, olhando-a. Kristen se sobressaltou, Quinn não. Ela se virou pro marido, sorrindo.
Quinn: Quem mais? – Perguntou, passando o dedo na região abaixo dos olhos dele. Os olhos de Puck eram os mais claros que qualquer um ali já havia visto. Ele ergueu a sobrancelha e ela sorriu, enlaçando os braços no pescoço, beijando-o em seguida. Ele sorriu dentre o beijo, abraçando-a pela cintura. Kristen tinha uma careta no rosto, como se tivesse sido esbofeteada do nada.
Kristen: Eu não mereço. – Disse, saindo dali. Puck e Quinn riram de leve, mas ele se afundou mais no beijo dela, e nada mais foi dito.
Um mês depois...
Rachel dançava para Finn. Dessa vez ela encomendara uma roupa pra isso. Era de um azul escuro, quase preto. Um sutiã, com algo bordado em prata, e algumas pecinhas que faziam um barulho agradável, como pequenas moedas presas no decote, várias delas. A barriga lisa descoberta, uma saia preta e um cinto grande, com mais das moedinhas, todas em prata, caindo pela saia, fazendo o barulhinho. Ela tinha o rosto maquiado, os olhos azuis ressaltados. Começara de modo simples. Ele chegara, tomara banho e fora ficar com os bebês, e ela foi se banhar também. Sexo não era um assunto nem que viesse a sua cabeça no momento. Ela se demorou mais no banho, mas ele esperou, inacreditavelmente para irem dormir. Estava sentado em frente ao berço, velando o sono dos filhos, quando o perfume fresco avisou que ela havia saído do banho. Ele se virou, e ao invés de camisola, ela usava um dos roupões dele, branco, grande demais pra ela (com a intenção de ocultar a roupa por baixo). Havia uma correntezinha prata nos cabelos dela, atravessando sua testa e sumindo por debaixo dos cachos.
Finn: O que é isso? – Perguntou, observando a maquiagem no rosto dela. Ele fechou a rendinha do berço dos bebês, se levantando, indo em direção a cama. Se sentou, observando-a.
Rachel: O médico esteve aqui hoje. – Finn esperou – Bom, eu estou oficialmente de alta. – Disse, um sorriso nascendo em seu rosto. Algo violento correu no sangue de Finn ao pensar na possibilidade. Faziam tantos meses...
Finn: Tem certeza? – Perguntou, hesitante.
Rachel: Absoluta. – Ela abriu o roupão, deixando-o cair no chão, revelando sua quase nudez por baixo, o sutiã e a saia. Finn não sorriu. Estava subitamente sério. – Eu achei que você fosse gostar. – Disse, sorrindo pra ele. O olhar dele percorreu o corpo dela de cima pra baixo, por fim encontrando os olhos. Os dois se encararam por instantes, então ela começou a dançar.
Agora ele estava no centro da cama, enquanto ela rodopiava pelo quarto, os quadris se movendo de um modo impossível. O cabelo dele estava arrepiado (Ela já havia estado perto dele, a mão adentrando seu cabelo e puxando-o levemente). Ele apenas observava, quieto, como um animal que espera pra dar o bote. Ela parou em frente a ele, jogando com a cintura, indo e vindo, os olhos sem deixá-lo nunca, sorrindo de canto, e se pôs a girar. No ponto em que ela teve de lhe dar as costas ela jogou a cabeça pra trás, os cabelos formando uma cascata de cachos em suas costas. Ela parou de se mover, de costas pra ele, que umedeceu os lábios. Ela jogou a cintura pra um lado, as moedinhas do cinto fazendo um barulho que sugava a audição dele, então começou a rebolar pros lados devagar. Ergueu os braços, mantendo-os acima da cabeça, com os pulsos em cruz, e ele observou os quadris dela indo e vindo... Indo e vindo... Então ela abriu os braços, jogando os cabelos com força pro lado, então voltando a girar, as moedinhas se balançando freneticamente enquanto ela voltava a ficar de frente pra ele. Ela avançou pra ele, balançando o decote em sua direção, os olhos encarando-o. As mãos dele se curvaram em garra, de vontade.
Finn: Venha aqui. – Chamou, rouco, avançando pra ela. Então ela recuou.
Rachel: Não. – Ofegou, recuando de costas.
Finn: Eu não aguento mais, carinho. – Disse, pensando que ela dissera “não” porque queria dançar mais. – Venha aqui. – Chamou, a voz causando um arrepio na espinha dela. Apostara alto naquilo. Uma parte menos nobre de si ordenava que ela atendesse ao chamado dele.
Rachel: Eu vou. – Ela sorriu pra ele, que sorriu de canto – Se você libertar Suri. – Os olhos dele encontraram o dela, em choque.
Finn: Rachel. – Repreendeu.
Rachel: É isso ou nada. – Ele não podia acreditar que ela estava falando sério – Aceite. Por favor. – Disse, juntando o corpo ao dele. Finn estava ajoelhado na cama. Ele aspirou o perfume dela, um tremor quase sacudindo seu corpo – Eu quero. – Sussurrou, perto do ouvido dele. As mãos dele agarraram a cintura dela firmemente, apertando-a, e ela suspirou de vontade – Por favor.
Finn: Conversamos sobre Suri depois. – Murmurou, mordendo a maxilar dela, que arfou ao sentir o hálito quente dele em sua pele.
Rachel: Não. – Quando foi que ela fechou os olhos? Parecia tão impossível abri-los agora... As mãos de Finn subiram pelas costas nuas dela, quentes, fazendo-a se arrepiar. Ele estreitou o espaço entre os dois e ela pôde senti-lo, duro feito pedra, mesmo sob a calça. Aquilo quase a fez perder o prumo – Me dê a chave.
Finn: Depois conversaremos. – Rebateu, buscando os lábios dela. Rachel suspirou quando ele a beijou. Queria tanto! A boca dele devorou a dela, que arfou, correspondendo. Mas algo martelava na cabeça dela, e ela se afastou.
Rachel: Não, Finn. – Disse, se desvencilhando dele – Não vou me deitar com você até que me dê a chave. – Disse, recuando de costas novamente.
Finn: Eu digo que você vai. – Rebateu. Rachel negou com a cabeça. Ele percebeu o que ela ia fazer um segundo antes dela fazê-lo: Ela correu, sumindo em direção ao banheiro. Ele se bateu com ela antes que ela trancasse a porta. Rachel sabia que se ele colocasse a mão nela, estaria tudo perdido. Ele empurrou a porta, e ela manteve do outro lado, a mão puxando a tranca com força. Ela suspirou quando conseguiu trancar a porta. – Abra a porta, Rachel.
Rachel: Não. – Algo no interior dela gritava: “Sim!”. Sim, deixe que ele entre, deixe que ele a possua, que a devore! Mas aquela era a única arma que ela tinha, lamentavelmente. Ela se afastou da porta, indo até a pia, onde molhou a nuca com água fria.
Finn: Eu vou arrombar a porta. Juro por Deus. – Avisou, forçando a fechadura.
Rachel: Não é não! – Disse, tentando normalizar a respiração.
Finn: Tudo bem.
O estouro da porta sendo arrombada ecoou pela torre. Rachel, que puxava a tiara dos cabelos se virou, vendo o marido parado na porta, ofegando. Ela teve o reflexo de recuar, soltando a tiara no chão, mas se bateu na pia. Rosalie acordou com o barulho, caindo em um choro assustado, mas Finn avançou pelo banheiro, apanhando-a pela cintura com violência. Os lábios dele machucaram os dela quando a ele a beijou, apanhando-a pelas coxas e colocando em cima da pia. Rachel arranhou a nuca dele, que abriu suas pernas, se pondo entre elas. Ela enlaçou as pernas na cintura dele, puxando-o de encontro a ela, e gemeu alto quando as intimidades dos dois se encontraram, mesmo sob as roupas. Ele arfou, a boca descendo pelo pescoço dela, que mordeu o ombro dele com vontade. O choro de Chord se juntou ao de Rosalie, o que a chamou a realidade.
Rachel: Vai me forçar? – Perguntou, soltando-o. Finn ofegou, parecendo ter dificuldade pra falar.
Finn: Não estou forçando. – Disse, um toque sutil de malicia na voz.
Rachel: Em meu estado normal eu digo não. Não se não me der a chave. – Disse, arfando – O que fizer a partir daí fica por responsabilidade sua. – Finn parou por um instante, uma das moedinhas da saia dela em sua mão, então a largou, se afastando.
Finn: Não, Rachel. Ela vai continuar lá. – Disse, se afastando.
Rachel: É o que vamos ver. – Aceitou, descendo da pia.
Ele voltou ao quarto, e o choro dos bebês parou dentro em pouco. Um silencio violento se apossou do quarto. Rachel tomou banho novamente, a porta escancarada provocando-o, mas ele não reagiu. Ela se vestiu e foi pra cama. Ele não disse nada, nem tampouco a abraçou. Ela também não fez nada pra mudar isso. Desafio lançado, que vença o melhor.
Dias se passavam...
Rachel: Aqui. – Disse, entregando três camisolas a criada. — Há uma marcação... Aqui. – Ela mostrou – Quero-as para hoje.
Kristen: Porque está mandando cortar suas camisolas? – Perguntou, confusa.
Rachel: Aumente esse decote, também. Pode ir. – A criada saiu. Ela se virou pra Kristen – Porque eu preciso mostrar a Finn que eu também sei brincar. – Respondeu.
Quando Finn entrou no quarto, a noite, ela já estava deitada, os bebês dormindo. Ele sabia que ela não estava dormindo, mas não disse nada. Se aprontou pra dormir, apagou as velas e se deitou. Demorou minutos, talvez horas. Ele já tinha os olhos pesados, o sono dominando-o, quando ela se abraçou a ele. Normal. Tinha dormido. Ele passou o braço por seu ombro, acolhendo-a, ainda em seu sono. Até que ela enlaçou as pernas com as dele. As pernas dela, de algum modo, estavam nuas, a pele macia friccionando a dele, e ele soube que ela estava acordada. Suspirou. Seu corpo estava em combustão. Ele iria enlouquecer. Ela se estreitou contra ele, arfando levemente em seu ouvido.
Finn: Deus. – Chamou, sem emitir som, olhando pra cima. Rachel se agarrou a ele de um modo impossível, e se aquietou. Só que era tarde, o sono dele havia ido, agora ele podia sentir cada pedaço do corpo dela, quente, junto ao seu. O perfume o inebriava. Ele trincou os dentes e se obrigou a ficar imóvel. Rachel, com a cabeça no peito dele, podia ouvir a respiração contida quase as arfadas, e sorriu de canto consigo própria.
Finn não dormiu aquela noite. Seu corpo parecia irritado, revoltado com a ofensa iminente. Quando o sol raiou ele se soltou dela, com cuidado para não acordá-la, e se levantou. Como fazia todos os dias, foi até o berço dos bebês, o que o fez sorrir.
Chord tinha um dos bracinhos de Rosalie preso nas mãozinhas, ambos dormindo. Finn soltou os bebês com cuidado, dando um beijinho em cada um, e foi pro banho. A água fria o alfinetou impiedosamente. Se Rachel pensava que iria vencer tão fácil, estava...
Rachel: Bom dia. – Disse, meio rouca, entrando no banheiro. Ele estreitou os olhos ao ver a camisola “melhorada”, mas virou a cara pra cima, deixando a água do chuveiro esfriá-la.
Finn: Acordou cedo. – Disse, sacudindo o cabelo, jogando água pros lados. Rachel estava na bancada da pia, escovando os dentes. Ela deu de ombros.
Rachel: Não dormi bem. – Finn quase riu de si próprio – E a cama ficou fria quando você saiu.
Finn: Falando em dormir... Chord e Rosalie dormiram a noite inteira dessa vez. – Comentou, achando graça.
Rachel: Não há um histórico. – Brincou. Era certo, todas as noites, um dos dois acordar chorando.
O silencio durou enquanto ela escovava os dentes, exceto pelo som da água caindo no chão. Finn não sentiu ela entrando no box, até que ela o abraçou pelas costas, de camisola mesmo, o rosto tocando a pele molhada.
Rachel: Gosto de como você acorda. A pele morna, macia. – Ela lhe deu um beijinho no ombro.
Finn: Brincadeira tem limite, Rachel. – Rosnou – Assim como meu controle.
Rachel: Não tenho medo de você. – Respondeu, prontamente.
Finn: Então não terá do que se queixar. – Rebateu, se mantendo em silencio em seguida.
Rachel não disse nada. Distribuiu pequenos beijinhos pelas ombros dele, se demorando nas dobras dos músculos fortes. Após alguns minutos Finn se esquivou dela, que o deteve com as mãos. Ele apanhou as mãos dela, retirando-as de seu peito, mas ela resistiu.
Rachel: Apenas me dê a chave. – Sussurrou, beijando a nuca dele em seguida.
Ela nem viu, apenas sentiu o puxão forte em seu braço. Seus pés escorregaram no piso, mas ele não a deixou cair, empurrando-a até que ficasse prensada na parede, de frente pra ele. Viu o susto nos olhos dela com a surpresa.
Finn: Eu não sou o tipo de homem com que se deve brincar, Rachel, a essa altura você já devia ter percebido isso. – Rosnou, raivoso.
Rachel: E tu devia ter percebido que eu não desisto quando quero alguma coisa. – Rebateu.
Finn: Insista o quanto quiser. – Desafiou. Ele se aproximou dela, a boca ficando a centímetros da dela. Ela fechou os olhos, sentindo o hálito dele em sua boca, achando que ele iria beijá-la, mas... – Você. Vai. Perder. – Concluiu, falando pausadamente, e em seguida se afastou dela. Rachel precisou de um instante pra se recompor.
Rachel: Seu capricho por manter Suri presa é maior que o desejo que tem por mim? – Perguntou, em voz baixa.
Finn: Seu capricho de me confrontar é? – Rebateu.
Rachel não respondeu. Apenas o fuzilou com os olhos, saindo do box em seguida. Finn sorriu de canto, voltando pro seu banho, sabendo que não sairia da água fria tão cedo.
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