Jomal
34 Capítulo 48
Duas semanas depois...
— IMPOSSIVEL!
— Se ele pensa que eu vou...
— Ela realmente enlouqueceu se acredita que...
— Só pra não me dar a porcaria da chave! Suri está presa há dois meses, é absurdo...
— Mas não, ela faz questão de amamentar na minha frente, então ela dorme com aqueles... Pedaços de pano, sempre em cima de mim, é irracional que...
— Ele sai do banho quase sem roupa, e as gotas d‟agua descem pelo peito dele, nos músculos... Bom, eu sou humana, e ele não pode pensar que...
— Sempre se espreitando, se esfregando em mim, eu sou homem, na hora em que eu perder o controle...
Puck: CHEGA! – Disse, se levantando. Damon riu – Eu não agüento isso! Está me fazendo imaginar sua mulher se esfregando em mim de camisola, e acredite em Deus, você NÃO QUER que eu pense nisso. – Avisou, exasperado. Damon riu mais ainda.
Damon: Por que... Por que você não faz as pazes com ela? – Perguntou, achando graça.
Finn: Ela está jogando. Eu não vou perder.
Puck: Arranque os cabelos então. Se quer enlouquecer, ÓTIMO, mas não vai me levar junto. Onde está Quinn? – Perguntou, enfiando a cara no corredor. – Quinn! – Chamou. Damon passou a mão no cabelo, vermelho em seu riso.
Damon: Está com Santana e Kristen. Pare de gritar. Onde está Sam?
Finn: Eu tenho cara de quem sei de Sam? – Perguntou, e Puck se largou na cadeira.
Puck: Finn... Faça as pazes com Rachel, ou meu sexto sentido me avisa que ALGUÉM VAI SE MACHUCAR AQUI. – Damon colocou a mão na barriga, a cabeça caindo pra trás.
Finn: Eu não vou perder. – Esse era o defeito de ser rei: Havia paciência e resistência para batalhas, por mais dolorosas que fossem.
Puck: Eu vou perder. Vou perder a paciência com você. – Ele se levantou – Eu vou atrás da minha esposa, com licença. – E saiu.
Damon: Puck, deixe Quinn em paz.- Disse, com a cabeça pro corredor. Ouviu um “CUIDE DA SUA VIDA!” em resposta. – Tudo bem. – Disse, divertido.
Finn: Não vou perder. – Decidiu, dando um pequeno murro na mesa, e se levantou, saindo.
Rachel também estava convencida disso. Vamos ver então.
No dia seguinte...
Rachel caminhava com Santana, Kristen e Quinn no jardim. Kristen empurrava o carrinho de bebê duplo, de onde Rosalie e Chord observavam tudo.
Quinn: Gosto desse clima. – Disse, respirando fundo – Essa calma. Faz parecer que a guerra foi soterrada.
Santana: E o pior cego é aquele que não quer ver. – Disse, com a mãos nas costas. Aquela calma toda, toda aquela paz... Era a calmaria que vinha antes da tempestade.
Kristen: Você fala como se pudesse sentir. – Disse, erguendo o rosto.
Santana: Digamos que eu já vivi o suficiente pra conhecer um pouco sobre muita coisa. – Comentou, quieta.
Quinn: Não mais que nós. O que, 25 anos? – Santana assentiu.
Santana: De certa forma, sim. É saudável pra vocês acreditar nos 25. – Disse, divertida.
Quinn: Como assim? – Perguntou, incrédula.
Santana: Eu parei de contar em 25. – Disse, erguendo as sobrancelhas sugestivamente. Lembrava Puck quando fazia isso – E porque alguém aqui não está me soterrando em perguntas também? – Perguntou, olhando Rachel, que caminhava, quieta, o olhar distante.
Kristen: Tudo bem. Estamos em 1864. Quando você parou de contar? – Instigou.
Santana: Porque não faz essa pergunta a Damon, Kristen? – Perguntou, e Kristen suspirou. Damon não responderia – Como vai, Finn? – Perguntou, ainda olhando pra frente.
Finn: Bem, obrigado. – Disse, atrás dela. Todas se viraram. – Senhoras, vocês podem tomar conta dos bebês por um instante, por favor?
Santana: Estarão seguros. – Disse, tranquila, e Finn agradeceu com a cabeça. Estava em cima de seu cavalo, observando-as.
Finn: Posso falar com você? – Perguntou, observando a esposa, que o olhou por um instante, e assentiu. Ela olhou os bebês uma ultima vez, apenas por costume, e foi até ele.
Finn desceu do cavalo, ajudando-a a subir. Rachel se sentou de lado e ele apanhou as rédeas do animal, indo a sua frente, a pé, levando-a. Os dois permaneceram em silencio. Finn contornou a copa das arvores, e ela perguntou pra onde iam. Ele apenas respondeu “É outro modo de chegar ao rio.”, e o silencio voltou. Havia mesmo uma trilha entre as arvores, e eles passaram, não demorando a chegar na beira do rio.
Rachel: Por que me trouxe aqui? – Finn não respondeu. Amarrou o cavalo perto d‟agua, e ajudou a descer. O animal nem fez caso, se aproximou do rio, bebericando a água quase gelada, pela ventania que fizera na noite anterior.
Finn: Porque eu precisava de um lugar em paz, para conversarmos. – Disse, e ela se pôs a caminhar ao lado dele. Finn andou poucos passos e se virou pra ela – Carinho, não quero continuar brigando com você. Olhe pra nós dois.
Rachel: Não parece. – Disse, quieta.
Finn: Você também não ajuda. Dançando daquele modo na minha frente pra depois... – Ele suspirou. Ela ergueu a sobrancelha com a acusação – Não é o objetivo. O que passou, passou.
Rachel: Então porque não solta Suri? – Pressionou. Finn hesitou por um instante, então se sentou em uma pedra seca, perto de uma arvore. Ela observou, e se sentou na frente dele.
Finn: Precisa entender. Suri nunca ergueu a voz para mim, então me desafiou aos gritos perante todo o reino. Ela é uma criança. – Disse, cruzando as mãos – Se eu não mostrar a ela agora que o que ela fez foi errado, que mesmo ela sendo a herdeira do trono deve respeito a mim como pai e como rei, as coisas vão fugir do meu controle, e eu não posso permitir isso. – Ele suspirou – Dói em mim deixá-la presa, mas eu seria incapaz de lhe erguer a mão, e é o único modo que eu vejo de puni-la.
Rachel: Não crê que já foi tempo demais? – Perguntou, apanhando as mãos dele entre as suas – Já faz mais de dois meses. Você nem permitiu que ela visse os irmãos, e você se lembra o quanto ela estava ansiosa por eles.
Finn: Eu vou me resolver com Suri. – Prometeu, e ela esperou – Logo. Mas não sei agir sob pressão.
Rachel: Me prometa que não a manterá presa por muito mais tempo. – Pediu.
Finn: Prometo que vou tentar resolver isso com o melhor de mim. Mas não vim aqui falar apenas de Suri. – Ele tocou o rosto dela – Nós mal nos casamos, e já estamos brigados. Você me irrita tanto que as vezes tenho vontade de estrangulá-la, como pode?- Perguntou, acariciando a maçã do rosto dela, que riu.
Rachel: Parecia que você não me queria. Me tornei irritada. Passou. – Disse, beijando a mão dele. Finn se aproximou, beijando a testa dela demoradamente. O coração de Rachel disparou ao sentir os lábios dele em sua pele.
Finn: Passou? – Murmurou, inquisitivamente, os lábios descendo pelo rosto dela. Rachel segurou o rosto dele, sorrindo.
Rachel: Só quando Suri estiver livre. – Sussurrou, e ele sorriu. Ainda jogando, afinal.
Finn: Que seja. – Ele deu de ombros. Ela sentiu as mãos dele lhe apanhando por debaixo do braço, puxando-o pra ele – Me deixe pelo menos te abraçar. – Disse, apanhando-a nos braços, e ela retribuiu o abraço, saudosa de seu perfume.
Eles ficaram assim por horas. Se beijando, se acariciando, nunca passando do limite, apenas matando a saudade. Nenhum dos dois disse nada, nada precisava ser dito.
Rachel: Podemos ir agora? – Murmurou, nos lábios dele.
Finn: Quer ir embora? – Perguntou, confuso. Fizera algo de errado?
Rachel: Na verdade, não. Ficaria aqui por horas a fio. – Finn sorriu, acariciando o rosto dela. Os dois estavam meio deitados, largados, ele encostado em uma arvore e ela em cima dele, o vestido esparramado a sua volta. – Mas não vai demorar, e será a hora de amamentar dois bebês. – Disse, tocando o nariz dele. Finn sorriu mais ainda. – Podemos ficar mais uma hora, no máximo, mas então teremos que voltar apressados. Chord se irrita quando não o alimento a tempo. Faz birra. – Finn riu, lembrando do filho.
Finn: Vamos. Podemos passear um pouco antes de voltar, já que temos tempo. – Disse, se levantando – Eu tinha em mente vários lugares pra irmos, antes de entrarmos em conflito, é claro. – Rachel sorriu, apanhando a mão dele, e se levantou.
Dessa vez ela montou com uma perna em cada lado do cavalo, que parecia entediado por esperar, e ele montou atrás dela, apanhando as rédeas do cavalo. Finn a levou a um campo afastado do castelo, mas ainda nas propriedades, onde cresciam girassóis. Não eram muitos, nem muito grandes, porque o sol não aparecia muito, mas as cores deixaram ela encantada. Anoitecia. Os dois voltavam brincando, rindo, e Finn acelerou o cavalo, fazendo-a gritar com ele, assustada, lhe causando um riso gostoso. Porém o ritmo do cavalo friccionou o corpo dos dois de um modo não muito convencional; ela estava quase pulando no colo dele. Acumulou o desejo preso por meses, os dias de provocação, a tarde de carinhos que, querendo ou não, deixou os dois acesos, e agora isso. Ela ficou quieta, e ele viu a mão dela agarrar a crina do cavalo, e sorriu consigo mesmo, instigando o animal, fazendo-o correr mais, aumentando a fricção do corpo dos dois.
Ele observou cada reação dela. Rachel agüentou firme o quanto pode, mas por fim gemeu, derrotada. Aquilo bastou pra ele. Ela não saberia dizer como, mas ele puxou ela pela cintura, com uma mão só, mantendo a rédea com a outra mão e a vez girar, ficando de frente pra ele. Rachel se agarrou no tronco do marido, cravando as unhas nos ombros dele. Finn manteve uma das mãos nas costas dela e afundou rosto em se ombro, sentindo ela literalmente cavalgar em seu colo. Ela virou o rosto pra ele, a pele afogueada, e o beijou, sufocando qualquer som que pudesse emitir. Finn devorou a boca dela, tamanho era o tesão que tinha, apertando-a mais pra si com a mão. O cavalo, animado com a corrida repentina, não precisou de ordem pra manter seu ritmo, independente do que estivesse acontecendo em suas costas. Era melhor do que Finn tinha cogitado, mas ainda não era o que ele queria.
Finn: Me desculpe. – Sussurrou nos lábios dela, e ela sentiu o cavalo ser parado subitamente.
Rachel teria caído com o relincho e com o solavanco, mas ele a manteve em seu peito. Pulou pra fora do cavalo, caindo imediatamente no chão. Rachel não sabia onde estava. Sabia que havia grama no chão, não havia luz vindo de nenhum lugar, e haviam plantas altas em volta. Estava no meio do nada. Não importava. Havia perdido. Sabia disso. Queria perder. Finn não esperou reação, tomando a boca dela, e suas mãos desceram, apanhando o decote do vestido, pronto pra rasgar...
Rachel: NÃO! – Ele parou, arfando, sem nem acreditar – Não vou ter com o que voltar. – Explicou, e ele sorriu.
Ele a puxou sentada, envolvendo-a com os braços como se fosse abraçá-la, mas puxando o zíper do vestido dela pra baixo. Rachel não estava usando espartilho. O vestido era de um azul metálico, solto, e ela usava um sutiã, quase como os de hoje em dia. O sutiã porque era pratico, sendo que ela amamentava com freqüência, e o espartilho porque o medico recomendou não sufocá-la tão cedo. É claro que isso facilitou a vida de Finn de modo inimaginável. Ele só puxou o zíper, afrouxando o vestido, que como bem solto, quase deslizou pra fora do corpo da esposa.
Ele sorriu quando largou o vestido dispensado no chão: Rachel o abraçou, beijando-lhe novamente. Tinha tanta sede quanto ele. Não foram necessárias preliminares ali, só o calor do corpo, o perfume e o tempo acumulado serviam de sobra. Ele retirou o sutiã dela (sem rasgar nada, se comportando muito bem), se dando a vista de presente. Rachel se contorceu ao sentir o hálito quente dele em seus seios, em beijinhos mínimos e demorados. Em algum lugar em sua mente nublada ele se lembrava dela comentando sobre um desconforto para amamentar, uma breve dor, principalmente por serem dois. Ele não a machucaria. Baixou o rosto, o nariz brincando com a barriga dela, e mordeu a dobra da cintura dela em cheio, fazendo-a se inclinar pra cima. As mãos dela buscaram o cinto dele, tremulas, se desvPuckdo do fecho, e ele deixou, provando da pele dela enquanto esperava. Ela abriu a calça dele, empurrando-a com os pés, e ele subiu o rosto de novo, mordendo-lhe o pescoço, a maxilar, chupando, marcando.
Rachel: Tire isso. – Disse, angustiada com os botões refinados do colete dele. Queria sentir o calor dele sob si, os músculos se contraindo quando ele a possuísse, não isso. Ela já havia aberto metade do colete, e ele apanhou o resto com a mão, estourando os botões. Ela riu. Ele puxou a camisa pela gola, retirando-a pela cabeça mesmo, estourando alguns botões, e voltou a abraçá-la.
Foi muito fácil a partir dali. Fácil como respirar. Se desviar das roupas só levou um segundo. Rachel grunhiu abafado quando ele a possuiu, mordendo seu ombro em seguida pra abafar o grito. Finn amparou a cabeça no ombro dela, respirando aos ofegos, as mãos do lado de seu corpo, no chão, tomando força a cada movimento. Tinha tanto tempo! Sua memória não fazia justiça ao corpo dela, nem de longe. Rachel deixou as mãos nas costas dele, sentindo os músculos se contraindo e relaxando, contraindo e relaxando, cada vez com mais força, até que ela cravou as unhas ali, deixando uma trilha vermelha por onde passou. Nenhum dos dois soube dizer quanto tempo durou. Por fim ela não conseguiu conter o grito, que veio livremente, e minutos depois foi a vez dele de gemer o nome dela. Depois, silencio, interrompido apenas por ofegos. Rachel tremia.
Finn: Eu te amo. – Murmurou, beijando o rosto dela. Rachel sorriu, lhe dando um beijinho carinhoso, quieta.
Ela também o amava. Do modo mais absoluto que uma pessoa pudesse amar outra. Mas isso não mudava o fato de que ela havia perdido.
Rachel entrou no castelo apressada, fazendo pouco caso de Finn que ria dela. Ela estava composta, ao contrário dele, que tinha a roupa toda amassada, a camisa com botões estourados, o colete em frangalhos, o cabelo espetado. Ela deu língua a ele, ignorando-o, e correu quando viu ele partir atrás dela. O caso é que havia se atrasado pra dar de mamar aos bebês; a essa altura Chord já deveria estar fazendo um escândalo. Ela dispensou a criada que cuidava dos bebês na torre e apanhou o filho no colo. Rosalie estava irritadinha, com fome, mas Chord era birrento. Ele passou pro banho enquanto ela alimentava o menino. Se vestiu com um sorriso no rosto, observando-a. Ela acariciava o cabelo do menino de leve, enquanto ele mamava, mimando-o.
Finn: Vais descer? – Perguntou, fechando o punho da camisa. Tinha o cabelo molhado, já penteado.
Rachel: Não, estou cansada. Ainda vou amamentar Rose, e preciso de um banho. – Respondeu – Se importa se eu jantar aqui em cima hoje?
Finn: Claro que não. Mando trazerem aqui. – Ele se aproximou dela, beijando-lhe a testa – Sabe que só vou porque vão questionar minha ausência.
Rachel: Então sugiro que vá antes que Puck apareça a porta. – Finn fez uma careta, e ela sorriu. Ele lhe beijou a testa novamente e saiu.
Rachel olhou Chord. O menino adormecera. Ela se levantou, pondo-o no berço, e apanhou Rosalie. A menina se pôs a mamar satisfeita, os olhinhos claros vagando. A verdade é que Rachel queria ficar sozinha. Estava triste. Era o único que Suri tinha, e falhara. Caíra, perdera, depois de tudo. No fundo ela sempre soube que ia perder, mas a cada dia que conseguia resistir, pensava que podia ser o ultimo: Ele não ia aguentar. Agora tudo tinha se perdido. Ela não tinha mais arma nenhuma. Não fazia sentido recomeçar; Ele não cedera nem após meses de abstinência, começar do zero seria inútil. Rosalie dormiu mais depressa que o irmão, então Rachel foi pro banho. Cada marca em seu corpo (em especial a marca exata da arcada dentária de Finn em vermelho escuro na curvatura de sua cintura) era como um lembrete de que ela fora fraca. Ela se vestiu, e quando voltou pro quarto já havia uma bandeja farta nos pés da cama, que tinha os lençóis feitos. Faminta que estava, jantou, desprezando a bandeja em seguida. Apagou os candelabros do quarto, deixando apenas a lareira, e foi pra debaixo dos lençóis. Se sentia quase depressiva, de tão triste. Não por ter transado com Finn, ela era mulher dele, isso era seu direito e dever, mas por não poder mais ajudar Suri. Estava em um misto de sono e tristeza quando ele entrou no quarto. Finn não disse nada ao ver as luzes apagadas. Se aprontou para dormir, entrando debaixo das cobertas em seguida.
Finn: Ei. – Disse, em tom baixo, se virando pra ela. Rachel o olhou. Ele tocou o rosto dela, acariciando carinhosamente – Por que tão triste, meu anjo? – Ela sorriu de canto.
Rachel: Não é nada. – Disse, beijando a mão dele. Finn a observou por minutos, acariciando o rosto dela ternamente, e ela não disse nada, apenas manteve o olhar dele. Deus, o amava em cada pedaço!
Então ele abaixou os olhos, e ela sentiu a mão dele abrindo a sua, em seguida depositando a chave de metal fria na palma, e fechando os dedos dela em cima.
Rachel: Está fazendo isso porque venceu? – Perguntou, observando-o.
Finn: Não. – Disse, pondo o cabelo dela atrás da orelha – Estou fazendo isso porque nada que eu faça e te entristeça tanto pode ser certo. – Ele tocou o nariz dela com o dedo. Rachel abriu um sorriso lindo, e ele sorriu – Bem melhor assim.
Rachel: Obrigada, obrigada, obrigada. – Disse, pulando no colo dele, enchendo-o de beijos. Finn riu da espontaneidade dela – Eu vou conversar com ela, ela não vai fazer de novo, eu prometo. – Disse, lotando o rosto dele de beijos.
Finn: Eu... – Interrompido por um selinho. Ele riu de novo. – Eu sei. – Ela riu, abraçando-o – Mas posso pedir uma coisa?
Rachel: O que quiser. – Disse, prontamente.
Finn: Deixa pra ir lá falar com ela amanhã, quando amanhecer. – Disse, apanhando a chave da mão de Rachel. Ela viu ele pôr a chave na mesa de cabeceira – Eu tenho saudades demais pra ser capaz de deixar você sair daqui agora. – Disse, fungando no ombro dela. Rachel sorriu.
Rachel: Tudo bem. – Disse, dando-lhe um selinho demorado – Sei de algo que ajuda a matar o tempo e a saudade. – Sussurrou, mordendo o nariz dele. Finn sorriu.
Finn: O que? – Perguntou, dando corda. Mas Rachel não respondeu; ela mostrou. Inclinou o rosto, tomando os lábios dele em um beijo. Finn não prolongou a conversa, retribuindo o beijo e cercando-a com os braços, em um abraço forte.
Assim é melhor.
—--*
Na torre...
Nina olhou os bebês. Estavam acordados, quietinhos, os olhos distraídos. Ela correu. Abriu as gavetas, procurando em todos os cantos, até que encontrou. 11 frasquinhos de vidro, com um liquido branco, opaco. A seiva da flor. Ela sorriu consigo mesma, apanhando dois deles.
Nina: Contos de fada nem sempre tem finais felizes, Rachel. – Disse, enquanto tirava a tampa de um dos frascos. Ela o substituiu por um bico de mamadeira.
Em outro corredor...
Santana: Rachel! – Chamou, aparecendo atrás dela. Rachel se virou, assustada.
Rachel: Precisa parar de fazer isso. – Disse, pondo a mão no peito.
Santana: Me dá um abraço? – Perguntou, com um sorriso angelical. Angelical demais.
Rachel: É claro. – Ela sorriu e abraçou a outra. Santana sorriu, apertando o abraço – Aconteceu alguma coisa? – Perguntou, ainda abraçada com a outra.
Santana: Não. Eu só precisava disso. – Disse, se demorando no abraço mais um instante – Na verdade, Sam precisa disso. – Ela se separou, baixando o rosto brevemente. O perfume que possuía era o de Rachel agora – Enfim. Obrigada. – Ela deu as costas e sumiu.
Rachel: De nada. – Disse, estranhando, e deu as costas, subindo a escada.
Rachel estava distraída, pensando em tudo. Sua vida estava perfeita. Amava Finn, e ele retribuía. Seus bebês eram saudáveis. Suri estava livre novamente. Apenas a sombra da guerra que estava por vir a assustava, mas todos dispensavam essa hipótese; com Sam ninguém se machucaria. Ela abriu a porta do quarto, e seus olhos se arregalaram. Nos pés da cama havia um frasco/mamadeira com um conteúdo branco, que Rachel reconhecia bem.
O pior: Do outro lado do quarto, Nina tinha Chord no colo, e tinha outro frasco/mamadeira daqueles, que oferecia a menina.
Rachel: NÃO! – Gritou, apavorada.
Chord se assustou com o grito da mãe, se sobressaltando. Rachel usava um vestido grafite e branco, com um broche prata abaixo dos seios (ainda daqueles modelos de vestido para gestantes, que só tinha duas camadas por um todo), a seda do vestido criando uma cauda no chão. Nina arrancou o bico de mamadeira da tampa da garrafa.
Nina: Um grito e eu viro tudo na boca dele. – Avisou. Rachel estava com as mãos estendidas, imobilizada.
Rachel: Por favor. – Implorou – Eu faço o que você quiser. Por favor.
Nina: A rainha implorando? – Chord se retorcia no colo de Nina. Queria a mãe. – Essas crianças nem eram pra ter nascido. Eu só deixei você entrar aqui porque Jesse não queria lhe perder de vista. Mas é claro que você ia reverter tudo.
Rachel: Jesse? Que tem Jesse a ver com isso? Nina, me dê Chord, por favor. – Disse, avançando. Nina abriu a boca do menino a força, levando a garrafa.
Nina: Nem mais um passo. – Rachel se imobilizou, e ela afastou a garrafa – Sim, Jesse. Eu dei o aviso sobre Willow Creek, estraguei tudo, coloquei a culpa em você, mas você tinha que se safar.
Rachel: Você é a espiã. – Murmurou, ainda paralisada. Queria gritar. Um grito seu, e Santana ouviria.
Nina: Desde a época de Dulce María. – Disse, revirando os olhos – Era eu a levar os bilhetes de um pro outro, desde sempre. Mas você foi um calo. Primeiro enlouqueceu, aprontando o diabo comigo, então eu terminei como faxineira e tu rainha! Como pode?! – Perguntou, parecendo meio louca.
Rachel: Pobre de ti, Finn vai matá-la. – Murmurou – Me dá meu filho, Nina.
Nina: Se não o que? – Desafiou – Porque você não morreu no maldito parto? Porque essas malditas crianças vingaram? Não faz sentido! – Rosnou. Chord choramingou. Podia ver a mãe, e ela o olhava, aflita. Porque Rachel não o carregava? – Mas tudo bem. Vamos alimentar os bebês.
Ela levou a garrafa até a boca de Chord. Rachel sentiu um ódio violento ao ver o menino fazer uma careta, virando o rostinho. Parecia que estava vendo tudo vermelho. Nunca fora uma pessoa violenta, mas não tinha escolha: Partiu pra cima de Nina. Com um murro derrubou a garrafa. Nina largou Chord só de ruindade. Rachel se lançou pra alcançar o menino, mas Nina a interceptou e o bebê caiu no chão. De repente Nina e Rachel estavam saindo no tapa, nos murros literalmente.
Rachel: Santana, SOCORRO! – Conseguiu gritar.
Mas, era uma pena, no mesmo instante havia outra briga acontecendo...
Santana: ACONTECE QUE NÃO AGUENTO MAIS TEU DESCASO! – Silvou, raivosa. Santana ficava meio cinza quando tinha ódio.
Sam: Descaso?! DESCASO?! – Rugiu, raivoso.
Santana: CALE A BOCA! – Disse, franzindo o cenho.
Sam: É o que? – Perguntou, incrédulo.
Santana: Pensei ter ouvido alguém me chamar. – Disse, tentando ouvir. Não havia mais nada.
Sam: Não estamos em casa. Isso é uma guerra, esqueceu? – Santana virou o rosto, novamente raivosa.
Santana: Fui tua mulher antes dessa guerra estourar. – Rosnou.
Sam: EU NÃO LHE DEIXO FALTAR NADA! – Disse, abrindo os braços – Santana, o que você quer?
Santana: EU QUERO MEU MARIDO! – Gritou, raivosa – NÃO ESTOU ACOSTUMADA A SER DEIXADA EM SEGUNDO PLANO, Sam, VOCÊ SABE!
Sam: Estou fazendo o que posso, mas não posso estar em dois lugares ao mesmo tempo, meu Deus! – Disse, raivoso. Ambos arfavam – Se eu não me engano, estou em sua cama todas as noites. – Disse, maldoso.
Santana baixou a mão na cara dele, em um tapa. Sam hesitou, sentindo o rosto arder. Ninguém nunca havia lhe esbofeteado.
Santana: Nunca mais... Nunca mais fale comigo desse modo. – Avisou, cinza de ódio.
Sam: Enlouqueceu. – Disse, erguendo o rosto pra ela. Os olhos dele estavam perigosamente dilatados.
Santana: Revide, Sam. – Desafiou, se aproximando mais – Me bata. Faça alguma coisa. Qualquer coisa.
Sam: Eu seria capaz de matá-la agora, Santana. – Grunhiu.
Santana: Eu pensei que você me amava. – Debochou.
Sam: Eu amo. É por isso que vou sair daqui; pra não fazer nada de que eu me arrependa, e que eu não possa reparar depois. – Ele recuou um passo.
Santana: Vá. Volte para sua guerra. Pelo menos ela tu podes coordenar. – Sam parou por um instante, ofegando, então ela foi arremessada com força na cama, batendo a cabeça na cabeceira de madeira. Ela gemeu, pondo a mão em um ponto debaixo do couro cabeludo, caída de qualquer jeito na cama.
Sam: Tu nunca mais te atreves a me esbofetear. – Avisou, parado nos pés da cama – Eu a amo, mas não me responsabilizo mais, Santana.
Santana: Suma daqui. – Rosnou, com a mão ainda dentre os cabelos. Ele deu as costas e ela se deixou cair na cama, respirando fundo. Que diabo estava acontecendo com seu casamento?
—--*
Por fim Rachel perdeu. Estava no chão, e Nina conseguiu se erguer, dando dois chutes nela: Um na altura do útero e um nos seios, já altamente doloridos pelo ciclo pesado de amamentação. A dor venceu e Rachel arqueou no chão, sem força. Abriu a boca e cuspiu sangue. Nina quis ficar e terminar, mas temeu que Santana estivesse vindo: Fugiu. Rachel se arrastou pelo chão até onde o filho chorava. Por sorte não caíra de cabeça.
Rachel: Chord... Chord. Shhh. – Ela tinha uma das mãos no ventre, e tocou o rostinho do filho com o outro. O menino a encarou, os olhinhos azuis confusos, cheios d‟agua – Olha pra mamãe. – Ela estava rouca – Já acabou. – O menino foi parando de chorar, se acalmando – Isso. Mamãe ta aqui. Mamãe tá aqui, meu príncipe. – Disse, e tocou o nariz do menino com o dedo. Chord sorriu com a brincadeira, o rostinho molhado pelas lagrimas – Papai já vem. – Ela sabia que não tinha força pra levantar. – Ele já vem.
Mas sentia dor demais: Desmaiou. Chord não fez escândalo, ele já vira Rosalie dormir, então não estranhou que a mãe dormisse. Segurou o dedo dela, quietinho. Demorou em média meia hora, então Finn entrou no quarto.
Finn: Carinho, o almoço está servido, estamos esperando por voc... Rachel! – Gritou, alarmado. Ele foi até ela, apanhando seu rosto. Havia sangue em sua boca. O dedo alcançou a veia do pescoço dela, e ele suspirou aliviado ao sentir a pulsação forte do sangue. Chord olhava o pai quieto – O que houve? – Perguntou, apanhando o filho. Rachel desmaiara com Chord no colo? Isso não explicava o sangue.
Finn olhou o menino, examinando. Achou um roxo no quadril dele (Onde havia batido no chão), e mais nada. Rosalie dormia. Ele foi até o chão, apanhando a esposa no colo, e se sentou com ela na cama.
Finn: Rachel. Rachel, acorde. Ei. – Ele tocou o rosto dela, erguendo-o. Os cachos dela caíam pelo braço dele, caindo no colchão – Rachel! – Ele a sacudiu de leve. Após alguns minutos ela abriu os olhos, confusa, e gemeu. – O que houve?
Rachel: Finn... Nina. – Ela gemeu de novo.
Finn: Nina fez isso com você? – Perguntou, exasperado.
Rachel: Ela queria matar... – Ela tossiu – Matar Chord. – Finn rosnou – O veneno... O veneno da flor. – Balbuciou, olhando-o. Finn olhou pra cama e viu a outra “mamadeira” ali. – Ela é a espiã.
Finn: Shh. Descanse. Pode ficar só um instante? – Rachel assentiu. Ele a pôs na cama com cuidado – Vou trancar a porta. Eu já volto. Descanse. – Ela havia fechado os olhos antes que ele saísse.
O silencio durou por um segundo na sala de estar. Então Santana, sentada, se virou em câmera lenta para olhar o marido, um olhar doentio no rosto.
Santana: O que foi que eu disse a você? – Perguntou, em um silvo.
Sam: Tudo bem, você estava certa, meus parabéns. – Debochou.
Finn: Eu preciso ir cuidar de Rachel. Preciso que pelo menos dois de vocês liderem as tropas de busca, Nina não pode ter ido muito longe. – Pediu, urgente.
Damon: Eu vou. – Se ofereceu.
Sam: Vou com você. – Disse, e os dois saíram.
Santana: Com licença. – Grunhiu, saindo dali.
Finn: Eu vou ver Rachel. Com licença. – E saiu.
Puck: Vocês duas. – Disse, e Quinn e Kristen olharam – Vão pro meu quarto. Busquem Suri e Shelby. Fiquem juntas, tranquem a porta até que eu volte. Vou dar uma batida pelo castelo. – As duas assentiram e saíram.
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