Jomal

25 Capítulo 39


O dia do casamento chegou. Rachel mal dormiu. Logo pela manhã criadas foram ajudá-la. Prepararam um banho com pétalas de rosas, massagem, logo havia alguém para cuidar dos cabelos... O vestido de noiva, pronto, impecável, estava em um manequim. O castelo (o reino) estava um alvoroço.

Finn: SAIA DAQUI! – Rugiu, exasperado, e Puck gargalhou gostosamente.

Puck: Mas está uma coisa linda! – Disse, debochado, fazendo biquinho. Finn suspirou, exasperado.

Finn: Puck, eu vou me casar. Hoje. Agora. DEIXE EU TERMINAR DE ME ARRUMAR?! – Pediu, exasperado.

Puck: Não estou interrompendo. – Disse, se fazendo de ofendido, e passou a coroa de Finn, que estava em cima da cama no braço, girando.

Finn: Se alguma pedra cair eu vou fazer você engolir todo o resto. – Avisou, fechando o colarinho da camisa.

Puck: Gostaria de vê-lo tentar. – Disse, girando a coroa.

Sam: Puck, não seja insuportável. – Puck riu. Sam tomou a coroa de Finn, se virando pro próprio – Você tem que ir.

Finn: E Rachel? – Perguntou, com toque de ansiedade.

Puck: Finn, vendo sua ansiedade, se eu não te conhecesse juraria que você era virgem. – Disse, fazendo biquinho de novo. Com essa Sam riu.

Sam: A carruagem está aguardando. Rachel irá em seguida. – Finn assentiu, apanhou a coroa e saiu. Puck ainda ria.

Rachel estava pronta. Os cachos estavam formosamente delineados, mas ela não deixou que prendessem. Finn gostava deles soltos. O vestido resultou em um lindo tomara-que-caia, com 20 camadas de saia (Acordo entre Santana e Kristen). O véu longo, que ia até o chão, se arrastando, estava preso as raízes do cabelo.

Shelby: Está na hora, bebê. – Disse, e Rachel se virou, os olhos ansiosos – Está parecendo um anjo, Rachel. – Elogiou, e ela sorriu. Então uma criada veio confirmar a carruagem que aguardava. Rachel respirou fundo e foi. Finalmente seu dia chegara.

Cada casal de reis foi em uma carruagem, Finn sozinho na primeira e Rachel com Suri na ultima. O reino em peso estava em frente a catedral. O tapete vermelho parecia Hollywood em si. Após Finn entrar, parando para acenar para alguns, e para umas poucas fotos, vieram Damon e Kristen. Pipocaram fotos para os dois, que sorriram, antes de entrar. A próxima carruagem foi a de Puck e Quinn. Puck, cheio de gracinhas, arrancou suspiros, logo sendo levado por Quinn para dentro da catedral.

Choveram flashes ruidosos quando os Lopez pararam no tapete vermelho, ele tendo uma mão na cintura dela, possessivamente. Só que agora ela sorria, radiante. Os dois entraram na catedral, que estava lotada. Haviam barreiras na porta da catedral, barrando até onde os súditos podiam ir, havia muita gente ali parada, querendo observar, dar pelo menos uma espiadinha no casamento real, fora a segurança. Houve um espaço de tempo até que a ultima carruagem chegou. Finn estava impaciente, andando de um lado pro outro. Até que a marcha nupcial tocou, imponente. Todos se viraram para olhar. A primeira sapatilha de Rachel tocou o tapete e ela saiu da carruagem, se expondo aos olhares de todos. Tinha um buquê de rosas vermelhas na mão. Suri apanhou a mão livre dela, apertando-a, e Rachel sorriu. A menina passou a sua frente, usando um vestido dourado e rosa, a coroa no topo dos cabelos lisos, com uma cesta de pétalas de flores na mão, jogando pelo caminho, feliz. O barulho das maquinas fotográficas obsoletas era quase ensurdecedor, junto com as vozes. Finn observava, mas a catedral era enorme, e ele nem podia ver Suri ainda. Mas podia ver Puck.

Puck: Se você desmaiar eu vou rir disso pelo resto da minha vida. – Comentou, a voz vindo de trás de Finn. Puck, lamentavelmente, era o padrinho de Rachel.

A marcha ainda tocava. Rachel deu seus primeiros passos, então notou algo. Alguém no meio da multidão. Jesse. Quieto, observando tudo. Então ela abriu o sorriso mais radiante que já havia aberto até então, quase um desafio. Ele sorriu de canto e assentiu com a cabeça um vez. Ela sabia que ele não podia fazer nada, e nem o fato de seu casamento estar acontecendo sob uma guerra ofuscou aquela felicidade.

Ela caminhou, tranquila, e entrou na catedral. Ela olhou em volta, tudo estava tão perfeito! Suri sorria, radiante, a sua frente. Rachel olhou pra frente, aguçando os olhos... E seu olhar encontrou o de Finn. Ele tinha um sorriso glorioso no rosto, o que fez ela sorrir também. Os instantes seguintes foram torturantemente longos. Ela queria sair correndo ao encontro dele, mas seus passos eram lentos. Por fim chegou até ele, ainda com o sorriso no rosto.

Finn: Você não tem ideia do quanto eu esperei por você. – Sussurrou, e ela sabia que ele não estava falando apenas da igreja.

Rachel: Eu esperei a vida toda. – Respondeu, e o sorriso dele aumentou.

Suri apanhou o buque de Rachel, que deu a mão a Finn, ambos caminhando juntos os poucos passos que faltavam até o altar. E nada podia ser mais perfeito.

—--*

A cerimônia durou quase uma hora, e Rachel, de joelhos, ouviu atentamente cada pedaço. Queria se lembrar de cada palavra. Por fim, o padre se voltou diretamente a ela.

Padre: Rachel Berry. – Ela sorriu, esperando – Você aceita sua alteza, rei Finn Hudson como seu legitimo esposo, para amá-lo e respeitá-lo por todos os dias da sua vida, até que a morte vos separe?

Rachel: Sim. – Disse, respirando fundo. Não queria chorar e estragar tudo. O padre se voltou para Finn.

Padre: Finn Hudson. – Finn esperou — Você aceita Rachel Berry como sua legitima esposa, prometendo amá-la e respeitá-la por todos os dias da sua vida, até que a morte vos separe?

Finn: Além disso. – Respondeu, tranqüilo. Ela sorriu mais ainda – Sim.

Houve um alvoroço do lado de fora da igreja. As pessoas gritavam, faziam algazarra, comemoravam. Depois de anos, tinham uma rainha novamente. Rachel e Finn se levantaram, virando-se um pro outro. Finn sorria, mas o sorriso dela era maior, era radiante. O padre ergueu uma pequena almofada e ela apanhou a aliança dele, que lhe deu sua mão.

Rachel: Finn, recebei esta aliança como prova do meu amor e da minha fidelidade. – Disse, enquanto deslizava a aliança no dedo dele. Ele observava, com um sorriso de canto. Após terminar ela o encarou, sussurrando um “Eu te amo.” sem som. Ele assentiu uma vez sutilmente. Depois foi a vez dele.

Finn: Rachel, recebe esta aliança como prova do meu amor, e de minha fidelidade. – Disse, pondo a aliança no dedo dela. Em seguida os olhos dos dois se encontraram – Você me trouxe paz em uma vida de guerra. – Disse, antes de beijar a mão dela, em cima da aliança. Os aplauso que vieram com isso foram ensurdecedores.

Padre: Pelo poder investido a mim pela santa amada igreja, eu vos declaro hoje marido e mulher. – Disse, dando a benção sobre as alianças nas mãos dos dois. – O que Deus uniu, o homem não separa. Pode beijar a noiva.

Os aplausos não pararam. Do lado de fora o povo comemorava aos gritos, confetes eram jogados, a comoção era geral. Finn trouxe Rachel para si sutilmente pela cintura, aproximando os rostos e lhe dando um beijo doce, leve.

Finn: Minha. – Sussurrou, como quem declara uma vitória, ainda nos lábios dela. Só ela ouviu, e sorriu.

Rachel: Sua. – Confirmou, e ele sorriu, se afastando dela, ambos de mãos dada. E assim seria.

Rachel e Finn saíram da igreja de mãos dadas. Choveu arroz. Ela riu, abaixando a cabeça pra proteger os olhos e ele sorriu, acolhendo o rosto dela em seu peito. A carruagem chegou, e ele ajudou ela a subir. As nuvens de fumaça das maquinas fotográficas estavam alvoroçadas.

Puck: Porque eu não posso tacar arroz também? – Perguntou a Quinn, indignado, observando.

Quinn: Porque não. – Disse, beliscando o braço dele disfarçadamente. Damon ria. – Vamos. – Disse, suspirando.

O dia mal havia começado e Puck parecia uma criança, saltitando porque o natal chegou. Rachel e Finn foram juntos em uma carruagem diferente, aberta. Os súditos apontavam, comemoravam, eufóricos. Rachel observava tudo, admirada, fascinada.

Finn: Está feliz? – Perguntou, o rosto relaxado como não ficava a muito tempo, sorrindo pra ela. Rachel virou o olhar pra ele, buscando palavras pra dizer algo. Ele viu a resposta nos olhos dela e seu sorriso aumentou ainda mais, antes que ele beijasse sua testa.

Os gritos em volta aumentaram violentamente. Dali foram todos pro palácio do governo. Um palácio enorme, com uma sacada. Somente Rachel, Finn, os reis e suas esposas entraram. Lá foi um tipo de casamento civil. Eles repetiram os votos perante sacerdotes, assinaram vários livros... Então Finn se voltou para ela, com uma caixa preta de veludo, olhando-a. Ele abriu a caixa, revelando a coroa bonita, feminina, imponente, traçada em prata com várias safiras incrustadas, alternando com diamantes. Ele se virou para um dos sacerdotes, entregando a caixa. Rachel teve de um trecho de um livro, assinar mais vários papéis, então Finn a afastou da mesa, levando-a para se sentar em umas poltronas que haviam ali. Puck, Sam e Damon assinavam o livro agora, provavelmente como testemunhas.

Rachel: Bom trabalho. – Disse, encarando-o. Ela não conseguia parar de sorrir.

Finn: Vão combinar com seus olhos. Desenhei cada detalhe. – Ele beijou a mão dela – Estava pensando... No dia em que nos conhecemos eu lhe perguntei qual era teu sangue, e você me disse que era vermelho. – Ele parou um instante, rindo da recordação, e ela abaixou a cabeça. Ele apontou para a mesa onde várias alternavam o grande livro – Bom, ele está se tornando azul agora.

Rachel considerou, e ele sorriu da expressão dela. Mas ela não teve tempo de responder, ele levou as mãos ao cabelo dela, soltando o véu sutilmente. Ela não questionou, apenas tinha o cenho franzido. Ele libertou os cabelos dela, acariciando os cachos com uma fascinação familiar, e se levantou. Ela ia se levantar, mas ele fez sinal para que ela continuasse sentada.

Ela ficou, então todos se aproximaram. Suri sorria, incontrolável. Rachel sentiu o aro frio da coroa se fixando nas raízes do seu cabelo, sentiu o peso dela, e uma voz masculina veio de trás dela.

Sacerdote: A partir desse momento, por via do poder em mim investido, eu a declaro Rainha Rachel Berry, Duquesa de Strathearn, Condessa de Mystic Falls, Baronesa de Forks. – Disse, enquanto fixava a coroa nos cabelos dela.

Cada titulo fora presente de alguém: Strathearn era um dos principais condados do reino de Sam, e ele a fez duquesa. Puck escolhera Mystic Falls como seu lar, e ele a fez condessa. O mesmo acontecia com Damon, nomeando-a baronesa. Rachel ficou meio tonta, em um instante não era nada, no outro era tudo: Rainha, duquesa, condessa e baronesa. A tontura passou quando Finn ofereceu a mão a ela, que a pegou, se levantando. Todos se afastaram, em direção a saída, na sacada do palácio.

Rachel: O que fazemos agora? – Perguntou, caminhando com ele em direção a sacada.

Finn: Agora... – Ele olhava para frente – Agora nós saímos na sacada, minha esposa é nomeada rainha perante seus súditos, então eu me inclino para ela e a beijo demonstrando para todos no alcance dos olhos o quanto eu a amo, e o quanto ela é minha. – Resumiu.

Rachel sorriu. Suri passou na frente, e os gritos recomeçaram assim que a pequena saiu na sacada. Em seguida, Rachel e Finn. Alguma voz lá em baixo anunciou “Sua alteza real, Rachel Berry.”, e de repente todos se curvaram em reverência. Houveram aplausos em seguida. Finn se virou para Rachel, sorrindo, e apanhou o rosto dela nas mãos.

Finn: Sua alteza. – Brincou, como quem pede permissão, e ela sorriu. Em seguida ele a beijou.

Gritos ensurdecedores vieram assim que os dois lábios se tocaram. Rachel aquiesceu sobre os lábios dele, feliz, e os gritos se uniram em um “Deus salve a rainha!”, mas nenhum dos dois estava prestando atenção agora. Não importava. Não agora.