Jomal
26 Capítulo 40
Do palácio do governo foram para o salão de festas. A multidão seguiu todos até lá, porém só os convidados entraram. Finn não largou a mão dela nem por um instante. A decoração era bem mais luxuosa, e dessa vez havia um trono do lado de Finn, seu par, o trono de sua rainha. Todos os reis (e suas rainhas) se sentaram, como tradição, observando tudo. Rachel observava cada detalhe, encantada. Finn apertou a mão dela, sutilmente, e ela sorriu, virando o rosto pra ele.
Rachel: Podemos sair daqui? – Perguntou, em um sussurro. Finn franziu o cenho, observando o salão que se enchia.
Finn: Depende de quanto tempo vai levar. Para onde quer ir? – Perguntou, confuso. A festa mal começara e ela já queria partir? – Não está gostando?
Rachel: Pelo contrário, está perfeito. – Disse, o sorriso radiante iluminando seu rosto novamente – Só vai levar um minuto.
Finn: Que seja. – Disse, sem entender. Ele se levantou, apanhando a mão dela, e os dois saíram sutilmente dali. Assim que sumiram pelos fundos da plataforma, ele alertou – Não podemos demorar, carinho.
Ela andou apenas mais alguns passos, e ele continuava confuso. Ela conhecia aquele lugar porque já trabalhara ali. Os dois terminaram no fim do corredor. A iluminação não era boa, e ainda se ouvia as vozes vindo do salão principal. Ele a observou, completamente perdido, e ela se lançou em seu pescoço, beijando-o. Finn sorriu, abraçando-a pela cintura, ao entender o que ela queria. O beijo era mais atrevido que o que deram na sacada do palácio do governo, e causaria criticas se fosse visto, por isso ela pediu pra sair. A boca dele devorou a dela, que arfou, feliz, inebriada por seu gosto... Então se fez uma sombra.
Puck: Vou precisar dizer algo? – Perguntou, a voz debochada.
Rachel: Estamos indo... Que droga. – Murmurou, ainda nos lábios do marido, que riu.
Puck: Agora. – Ressaltou, dando as costas e voltando.
Finn: Temos a vida livre dele agora. Começando hoje a noite. – Lembrou, beijando o nariz dela, que assentiu, sorrindo – Está se saindo uma ótima rainha, alteza. – Brincou, enquanto a levava de volta.
Alguns minutos depois os dois desceram para o centro do salão. Rachel se lembraria de sua valsa de casamento até o seu ultimo minuto. Todos observavam enquanto os dois valsavam pelo meio do salão, o que fez ela ficar tensa, com medo de tropeçar ou errar, a calda do vestido era tão grande! Mas ele a acalmou com o olhar, e deu tudo certo. Foi tudo perfeito. Após minutos Sam se levantou, oferecendo a mão a esposa, galante, e ela sorriu, apanhando-a. Os dois desceram e acompanharam os outros dois na valsa, sendo recebidos por palmas. Logo Puck & Quinn, Damon & Kristen desceram, e tudo ficou mais tranquilo.
Rachel: Porque tantos broches? – Perguntou, tocando o peito dele, carinhosa. Finn usava um smoking logo, preto, luxuoso, e em cima do peito esquerdo haviam broches de prata presos, menos de 5, ela não contou. Ele riu.
Finn: Não são broches, são brasões. – Explicou e ela riu de leve. – Hoje ganhei mais três. – Comentou, e ela o observou.
Rachel: Quem te deu? – Perguntou, curiosa. Dentre os presentes não haviam brasões, pelo menos não dentre os que ela olhou
Finn: Minha esposa. – Assinalou, e ela ergueu as sobrancelhas – Um de duque, um de conde e um de barão. – Ela sorriu ao entender. Por ela ter um posto ele seria seu par, não importa o que fosse.
Então os casais se inverteram. As rainhas, girando delicada e sutilmente, trocaram seus pares. Rachel foi parar nos braços de Puck. Esse já prendia o riso antes de ter dito nada.
Rachel: Veja bem, eu estou livre de você. – Comentou, divertida.
Puck: Bom, ainda não. – Corrigiu.
Rachel: A partir de hoje a noite. – Disse, rolando os olhos. Puck mordeu o lábio inferior, sorrindo, os olhos fixados nos dela.
Puck: É verdade. Mas tem algo curioso. – Rachel ergueu a sobrancelha – Gostaria de saber como você vai lidar com o fato de que não só eu, mas que todo o reino, e além, sabem o que você e o seu marido estarão fazendo naquela torre hoje à noite. – Rachel arregalou os olhos e Puck gargalhou – Lide com isso agora.
Rachel: Ah, meu Deus. – Disse, corando involuntariamente.
Puck: Não há nada que você possa fazer, supere. – Disse, ainda rindo – Não vai desmaiar, vai, alteza? – Perguntou, fascinado.
Enquanto isso, perto dali...
Santana: Você pode me explicar porque o pulso do meu marido está cortado? – Perguntou, e Damon a fez rodopiar, antes de responder.
Damon: Bom, as marcas não sumiam porque quem te machucou foi aquele que você amava, e ele teve a intenção de machucar. – Começou.
Santana: Esperando a parte onde eu entendo isso. – Disse, sendo inclinada para trás.
Damon: A cura era o sangue daquele que a machucou, aquele que você mais ama, dado de boa vontade, como prova de seu arrependimento. – Explicou, e ela ergueu a sobrancelha – Chega a ser pateticamente simples.
Santana: Como você descobriu isso? – Perguntou, achando graça. Os dois valsavam elegantemente, uma beleza que chegava a não ser normal.
Damon: Eu não descobri. Apenas tentei. Não que Kristen pudesse me machucar ao ponto de que eu pudesse testar. – Disse, franzindo o cenho. – Puck vai fazer Rachel ter uma crise em poucos segundos. – Observou. Santana virou os olhos. Rachel estava branca, e Puck ria. – Vou fazer a troca antes dê em uma catástrofe. – Santana assentiu.
Santana: Obrigada. – Agradeceu, grata, e Damon piscou, sorrindo torto antes de girá-la. Rachel nem notou ao ser trocada de braços, então um par de olhos dourados a encarava e ela estava com Damon. Santana pousou sutilmente nos braços de Puck, que ainda ria.
Damon: Não dê atenção ao que Puck diz, seja lá o que for. – Sugeriu, e Rachel assentiu – Está linda hoje. – Rachel sorriu, sentindo a tensão se esvair.
Santana: Você não vai deixá-la em paz nunca? – Perguntou, exasperada.
Puck: É claro que eu vou. Um dia. Não hoje. – Santana revirou os olhos – Está divertido demais para dispensar.
Santana: Insuportável. – Condenou, mas sorria – Me devolva pro meu marido. – Ordenou, e ele negou. Ela riu. – Puck, a musica vai acabar! – Alertou.
Só no ultimo instante ele permitiu que ela girasse de volta pra Sam, que devolveu Kristen a Damon, que passou Rachel para Finn, que por sua vez devolveu Quinn a Puck. Os aplausos soaram, ensurdecedores.
Finn: Está fria. – Reparou, apertando a mão dela.
Rachel: Puck. – Disse, como justificativa. Finn olhou, mas Puck não olhava os dois, estava ocupado dando um beijo na testa da esposa.
Finn: Não dê atenção, o dia mal começou. – Sugeriu. Ela assentiu, abraçando-o. Outra valsa começou a tocar. Dessa vez alguns dos convidados foram para a pista de dança. – Ei, mocinha. – Chamou, e Suri, muito divertida, olhou. Ele ofereceu a mão a ela que veio, saltitando alegremente. Rachel forçou uma formalidade obvia enquanto entregava Finn a filha, e se afastou para deixar os dois dançarem.
Os outros reis já haviam voltado ao seu lugar, e Rachel subiu a escadaria, se sentando também. Estava cansada de tanto ficar em pé, o vestido pesava. Ela se acomodou e observou Finn rindo enquanto dançava com Suri. Ele era alto demais pra ela e ela não sabia dançar, o que era cômico. Primeiro ele colocou os pés dela em cima dos seus, e a menina, vermelha de rir, se agarrou na barriga dele. Não funcionou bem. Os dois bem tentavam, aos risos, então ele se abaixou, carregando-a por debaixo dos braços, e a abraçando, dando-lhe um beijinho apertado na bochecha. Dessa vez funcionou, os dois dançavam sutilmente, mas riam ainda assim. Finn olhou Rachel e ergueu as sobrancelhas, pedindo aprovação. Ela assentiu, sorrindo, então disse um “Eu te amo” sem som. Ele sorriu e assentiu, girando com Suri, que deu um gritinho. Estava tudo bem ali. Por enquanto.
A festa levou a tarde inteira e entrou a noite. A felicidade de Rachel e Finn podia ser sentida no ar. Quando anoiteceu os reis desceram do palanque, indo falar com alguns convidados. As rainhas ficaram sozinhas, conversando.
Rachel: Eu não agüento mais o peso desse vestido. – Disse, balançando as pernas levemente. Quinn riu.
Kristen: Eu avisei. – Disse, satisfeita.
Santana: Não fique se lamentando, só tem 5 camadas a menos que o meu. – Ralhou, e Rachel riu. Uma criada se aproximou.
Criada: Alteza? – Rachel se virou, e a criada fez uma reverencia – Me pediram para entregar. – Disse, passando uma caixinha prateada. Rachel apanhou.
Rachel: Obrigada. Pode ir. – A criada se curvou de novo e saiu.
Quinn: Outro presente? – Santana riu com a exasperação dela – Pelo amor de Deus, já não mandei despachar direto pro castelo?
Kristen: Não seja antipática. – Criticou, olhando o marido, que ria em uma conversa com alguns homens, no meio do salão.
Vários súditos mandavam presentes a Rachel, sua nova rainha, e ela recebia todos. O sorriso dela permaneceu enquanto desembrulhava a caixa, pra morrer quando viu seu conteúdo. Era uma tira de tecido rasgado. Azul metálico, longo. Uma tira do primeiro vestido que Finn lhe dera. O vestido que Jesse rasgara. Ela olhou o tecido por um instante, respirando fundo em seguida.
Quinn: Essa foi nova. – Disse, observando – Que diabo é isso? – Perguntou, incrédula. Kristen olhou também. – Um pano de prato? – Kristen riu gostosamente, mas o olhar de Santana estava sério.
Santana: Ele está aqui, não está? – Rachel retribuiu o olhar. Santana voltou os olhos pro salão, logo encontrando o marido, mas Rachel intercedeu.
Rachel: Sant, não! Por favor. – Santana a olhou, confusa – Ele só quer estragar meu casamento. Eu não vou permitir. – Disse, guardando o tecido na caixinha – Por favor, não avise a eles. – Santana avaliou por um instante. Se dissesse um “ai” a Sam sobre o assunto, o lindo casamento logo viraria um pandemônio.
Santana: Tudo bem. – Disse, se sentando – Mas isso não garante que eu não vá quebrar o pescoço dele se ele passar na minha frente. – Acrescentou.
Quinn: Sempre adorável. – Disse, debochada.
Rachel: Vou procurar Finn. Já volto. – Disse, se levantando.
A maioria do salão observou a graciosidade com que ela desceu as escadarias, segurando o vestido pra não cair, a cauda do vestido fazendo um manto branco na escada atrás dela, os cachos soltos pelos ombros, enfeitados pela coroa. Ela não percebeu. Quando terminou a escadaria, e ergueu o rosto, o marido estava na sua frente, as mãos as costas, sorrindo.
Finn: Algum problema, majestade? – Perguntou, brincando. Ela sorriu.
Rachel: Estou procurando meu marido. – Deu corda, e ele riu de leve, abraçando-a.
Finn: Acho que posso ajudar. – Disse, antes de lhe selar os lábios demoradamente. – Algo vai mal? – Perguntou, acariciando o rosto dela.
Rachel: Em absoluto. – Negou, se abraçando a ele – Tudo está perfeito.
E estava.
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