Jomal
3 Capítulo 17
Mas então a prova da precipitação desceu as escadarias do castelo correndo.
Quinn: PUCK! – Exclamou, os cabelos longos ricocheteando enquanto ela segurava o vestido para correr.
E ela não se importou ao se lançar nos braços do marido. Não se importou por se chocar contra a armadura dele, nem por sujar o vestido luxuoso de sangue ou a pele de fuligem. Ela apenas o beijou. Ele a amparou nos braços, correspondendo seu beijo em uma frase que dizia: “Está tudo bem. Acabou.”. Rachel não esperou para ver aquela cena romântica: Já estava correndo novamente. Destino? O quarto de Finn.
Rachel entrou novamente sem bater. Finn, que acabara de largar a armadura numa cadeira. Estava de calça e camisa sem botões. Os braços ainda protegidos pelos acessórios de metal. Descalço. Os dois se encararam por um instante longo, e ela correu na direção dele, lançando-se em seu pescoço, abraçando-o. Finn a abraçou, mas não suportou o peso dos dois: Cambaleou, se amparando na cômoda com a mão. Ela o soltou, olhando-o de cima abaixo.
Rachel: O que há? – Perguntou, alerta.
Finn: Eu me machuquei... Um pouco. – Ele viu o pânico nos olhos dela – Nada com que se preocupar.
Rachel: O que? Onde... – Ela parou ao puxá-lo de lado. Na lateral da camisa branca havia uma mancha vermelha enorme, que descia pela cintura dele, sumindo na calça preta. Ela ergueu a camisa pra se debater com o corte da espada. Rachel prendeu a respiração.
Finn: Não é nada. Já estão vindo cuidar disso, eu chamei uma...
Criada: Com licença, senhor. – Disse, parada a porta. Rachel e Finn olharam.
Finn: Uma enfermeira. – Completou, apontando.
Rachel: Pode sair. – Ordenou, tomando o kit de primeiros socorros da mão da enfermeira. – Eu vou cuidar dele.
Finn sorriu, divertido, e assentiu para a criada sair. Uma vez que ela saiu Rachel fechou a porta, parecendo ultrajada. Se desarmou após trancar a fechadura. Finn engoliu o sorriso. Ela largou o kit em cima da cama e voltou até ele, voltando a olhar o ferimento.
Rachel: Está sangrando demais.
Finn: Vai parar. – Disse, erguendo a mão pra tocar o rosto dela.
Rachel: Vá pro banho. – Ordenou, rasgando o tecido da camisa dele. Finn deixou ela destruir sua camisa, divertido. Uma vez de peito nu ela o encarou – Ande, vá! Eu vou mandar prepararem algo para você comer. – Disse, e apanhou os braços dele, puxando os protetores de metal. – Vá. Eu vou cuidar de você. – Disse, tocando o rosto dele. Finn, depois de ter passado por tudo o que passou, ansiou pelo carinho dela... Mas ela o despachou mancando pro banho.
A água queimou no corte dele, e no piso tinha a cor vermelho sangue. Demorou até ele terminar. Lavou os cabelos, e quando saiu havia uma muda de roupa para ele ali. Se secou e se vestiu. O ferimento ainda sangrava. Ele mancou de volta ao quarto, onde Rachel o fez comer até dizer: “Chega!”. Agora ele estava de bruços na cama, sem camisa, e ela limpava o ferimento dele cuidadosamente com um algodão molhado.
Finn: O que houve com o retrato de Dulce? – Perguntou, vendo o porta retratos sem vidro.
Epa.
Rachel: Quando tu saíste eu fiquei ansiosa... – Ele esperou, ainda de bruços, e ela não podia dizer a verdade – Eu comecei a mexer em tudo e terminei derrubando o porta retratos. Perdão.
Finn: Tudo bem, eu mando buscarem uma moldura nova. – Disse, e respirou fundo, acomodando o rosto no travesseiro. Agora lavado podia se ver um pequeno talho na sobrancelha dele, mas aquilo melhoraria por si só. – Tu sabes o que está fazendo? – Perguntou, por precaução, sentindo a fisgada fria da agulha atravessar sua pele.
Rachel: Sei, minha mãe me ensinou algo sobre algo. Você vai ficar bem. – Os olhos dela estavam atentos a linha na pele dele, dando o primeiro ponto. – Como foi?
Finn: Ele não estava lá. – Disse, em um murmúrio frustrado. – Se esquiva como uma enguia, porque não me enfrenta de vez, já que comprou a briga?
Rachel: Porque sabe que tu o matarias sem contar até vinte. – Disse, puxando a agulha novamente. Finn já fora suturado outras vezes, mas nunca vira ninguém fazê-lo com tanto cuidado, ou tanto carinho como ela. – É um covarde. E tu deverias se controlar, e não se jogar desse modo toda vez que ele pregar uma peça. Ficou histérico. – Disse, terminando o segundo ponto. – Me assustei. Tive medo de que não voltasse.
Finn: Eu estava exaltado... Mas não muda a verdade do que eu te disse. – Disse, virando o rosto o máximo que podia para olhá-la. Rachel o encarou, hesitando por um momento, mas seguiu.
Rachel: Suri esteve exaltada a tarde toda, e custou a dormir. – Disse, puxando um novo ponto. O sangue começava a ceder ao curativo.
Finn: Não mude de assunto. – Disse, e ela empurrou o rosto dele de volta no travesseiro. Ele não pôde evitar de rir.
Rachel se manteve calada o resto da sutura. Quando terminou de dar os pontos fez um curativo em cima.
Rachel: Melhor assim. – Disse, recolhendo as coisas. – Você precisa descansar. – Ela deu um beijinho nas costas dele, se levantando – Eu vou levar...
Nem terminou. A mão de Finn já estava no braço dela, detendo-a em seu lugar. Os dois se encararam, e ele estava decidido.
Finn: Dessa vez não. – Disse, trazendo-a sentada de novo. E não havia como sair.
Rachel: Por favor...
Finn: Não. – Disse, resolvido. Ainda a segurava. Dessa vez ela teve que rir. Ele esperou.
Rachel: Não o que? – Perguntou, divertida.
Finn: Não o que você for pedir. E ainda é não. – Disse, concreto.
Rachel: Mas tu nem sabes o que eu ia pedir. – Disse, exasperada.
Finn: Posso imaginar qual é a natureza. E a resposta é não.
Rachel o encarou, erguendo a sobrancelha. Ele a confrontou. Ela do nada puxou o braço. Não conseguiu nem um centímetro de avanço. Ele sorriu, satisfeito. Ela puxou de novo. Nada.
Rachel: Mas que diabo, me largue. – Disse, largando o que tinha no colo no chão pra tentar se levantar a força.
Finn: Olha os modos. – Repreendeu, puxando-a sentada de volta.
Rachel: Enquanto não me soltar falo o que eu quiser. – Confrontou, ousada, tentando se soltar. Finn ergueu as sobrancelhas.
Finn: Se tu vais falar o que quiser, eu faço o que quiser também. – Respondeu, satisfeito.
E Rachel nem viu como. Em um minuto ela estava falando, e no outro estava no ar. Finn a puxou para fazer cair deitada ao seu lado. Porém quando foi passar pra cima dela a dor em sua cintura foi mais forte, fazendo-o grunhir e voltar ao seu lugar com uma careta.
Rachel: Estourou os pontos? – Perguntou, preocupada.
Finn: Não. – Disse, se acomodando – Só foi um aviso de que não é pra eu sair daqui.
Rachel: Eu vou mandar prepararem um chá pra sua dor. – Disse pra si mesma, indo pra cima dele – Me deixe ver. Pode ter voltado a sangrar. – Disse, tentando virá-lo. Finn franziu o cenho.
Finn: Tu és absurda. – Disse, e ela o olhou, confusa.
Rachel: Porque? – Perguntou, confusa, encarando-o. Finn olhou o corpo dela, de volta pros olhos, em uma resposta clara. Ela olhou pra trás. Estava de 4 em cima dele. Ele viu o rosto dela ruborizar e ela recuar, engatinhando... Mas segurou seu braço.
Finn: Não, carinho. – Disse, mantendo-a no lugar. Ela o encarou novamente.
Finn a encarou por um instante, levando a mão até sua maxilar. Ele se aproximou e não houve objeção: O beijo aconteceu. Ele trouxe ela pra si, pondo-a deitada em seu colo e abraçando-a pelo ombro com um braço, enquanto o outro segurava o rosto dela, permitindo que sua boca devorasse a dela. Nenhum dos dois deu a mínima pro retrato de Dulce, logo ali atrás. Saudade, saudade, saudade, saudade...
Rachel: Não. – Disse, escapando dos lábios dele. Finn respirou fundo.
Finn: Pelo amor de Deus... – Suspirou, frustrado.
Rachel: Eu o quero. – Disse, tocando a maxilar dele. Finn a encarou, o olhar entre confusão e satisfação – Deus, como quero. – Ela selou os lábios com os dele.
Finn: E então? – Perguntou, já apertando-a contra o peito novamente.
Rachel: E então que você vai se machucar. Sabe que é verdade. Mal consegue se levantar. – Disse, beijando o nariz dele.
Finn: Eu não preciso me levantar, preciso? – Perguntou, mordendo o ombro dela, com um toque de malicia na voz.
Rachel: Hey! – Disse, tapando o rosto dele, que riu, mordendo a mão dela.
Finn: Eu estou com tanta saudade. – Lamentou, mordendo-a novamente. Rachel riu, com cócegas.
Rachel: Eu também... – Ele a beijou, mordiscando seus lábios – Mas não vai ajudar se seus pontos abrirem. – Finn suspirou, derrotado. Por mais que não reconhecesse, ela tinha razão.
Finn: Fique comigo. – Pediu, colocando o cabelo dela atrás da orelha.
Rachel: Aqui? – Perguntou, admirada.
Finn: Aqui. – Confirmou – Eu não preciso de sexo pra me satisfazer. Fique comigo, me dê sua companhia, seu perfume... Seu sorriso. – Ele tocou o queixo dela, sorrindo – E tudo ficará bem.
Rachel: Sério? – Perguntou, desconfiada.
Finn: Por enquanto. – Disse, severo, e ela sorriu – E não mata se tu me deres uns beijos também. – Propôs, na maior cara de pau.
Rachel: Me deixe sair. – Finn fechou a cara – Eu só vou levar as coisas e me trocar. Eu volto.
Finn: Prometa. – Disse, sondando os olhos dela.
Rachel: Eu prometo. – Disse, selando-lhe os lábios.
Finn: Se não voltar, eu vou buscá-la. Só pra ressaltar. – Disse, soltando-a. Rachel riu, e se levantou.
Finn viu ela catar tudo e sair. Ele respirou fundo, pensando no que havia visto e feito hoje... Então a sensação dos lábios dela... Ele virou o rosto pro lado e Dulce estava lá, imortalizada, com a mão próxima ao rosto, os cabelos revirados.
Finn: Me perdoe, meu amor. Eu não consegui. – Disse, olhando o retrato. Não conseguira matar Jesse. Não conseguira manter outra mulher longe de si.
Finn abriu a gaveta da mesa de cabeceira e pousou o retrato lá cuidadosamente, fechando a gaveta. Rachel logo voltaria. Ele não permitiria que ela dormisse ali com o retrato de Dulce ali; Seria a memória viva do que ele estava fazendo, sendo que Dulce morrera há apenas algumas torres de distancia. Ele se virou... E doeu. Rosnando Finn olhou o curativo. Não havia sangue, mas se ele se movesse podia sentir os pontos repuxando a pele. Ótimo. Ele nem sabia o que havia ocorrido com o homem que o atacara. Ele revirou os olhos, passando a mão no cabelo. Passou minutos ali, até que ouviu passos apressados. Olhou para a porta. Logo Rachel entrou no quarto, correndo.
Finn: O que...? – Ele não terminou a pergunta.
Rachel: Vai dar 3 da manhã. Esse castelo deserto dá medo. – Disse, fechando a porta. Finn riu gostosamente. Ela se amparou na porta, respirando fundo. Ele ainda ria quando reparou nos trajes dela. O roupão tinha se aberto na corrida desesperada dela. Por baixo ela usava um corpete e um short (a roupa intima daquela época). O rosto estava branco pela corrida. Os cabelos haviam crescido uma matiz mais escura do que costumavam ser (Cabelo atual da Rachel).
Finn: Veio correndo de lá debaixo até aqui? – Perguntou, puxando conversa para poder observar.
Rachel: Só dos pés da escada. Entrei em pânico. – Admitiu. Então ela viu o olhar dele. Seguindo-o... – Ei! – Ralhou, fechando o roupão.
Finn: Eu não fiz nada. – Ele viu ela dando um nó apertado no roupão, arrumando-o de modo que não se via nada – Tire isso.
Rachel: Não, eu estou de roupa intima. – Disse, ultrajada. Ela ia subir na cama, mas ele não deixou, levando o pé até onde ela ia subir. – O que?
Finn: Tire. – Ordenou. Ela ergueu a sobrancelha – Por... Por favor? – Tentou e ela riu gostosamente, deixando a cabeça cair pra trás. Ele sorriu.
Rachel: Uma hora tu ordenas, outra tu pedes por favor... É contraditório. – Disse, divertida.
Finn: Vamos lá. – Insistiu.
Rachel: Não!
Finn: Eu estou sem camisa, qual o problema? – Impôs – Carinho, não há nada em você que eu não tenha visto, se essa é a precaução. – Rachel ergueu a sobrancelha.
Rachel: Não é não. – Disse, cruzando os braços.
Finn: Certo. – Disse, se apoiando nos braços. Rachel arregalou os olhos.
Rachel: Pare! O que está fazendo? Se deite! – Disse, impedindo-o de levantar.
Finn: Me faça deitar. – Disse, apontando pro roupão dela.
Rachel o encarou por instantes, ultrajada. Era impossível! Por fim ele ergueu a sobrancelha, dando-lhe um ultimato, e ela revirou os olhos, desamarrando o roupão. Ele sorriu. Ela deixou o roupão em uma poltrona do quarto e caminhou até a cama, agora conseguindo subir.
Rachel: Está doendo? – Perguntou, passando por cima dele para olhar o curativo. Continuava limpo. Finn brincou com o feche do corpete dela. – Finn!
Finn: Não resisti. – Disse, como uma criança pega no flagra – Não, não está doendo, nada que eu não possa suportar. – Ele a apanhou nos braços, fazendo-a se deitar em seu peito. – Seu cabelo está mais escuro. – Comentou, beijando-lhe o rosto.
Rachel: Eu sei. – Finn a censurou com o olhar – Não fui eu.
Finn: Não, imagina. – Disse, debochado – Mas deixemos isso pra lá. Sei de algo melhor...
Ele a beijou novamente. Aquilo durou bem meia hora. Ele alternava entre sua boca, o rosto e o pescoço, às vezes ousando o decote do corpete. As velas se gastaram enquanto os dois continuavam ali, entre carinhos.
Rachel: Não seria melhor parar agora? – Perguntou, com a voz meio cortada, os lábios entreabertos, enquanto ele afastava a alça de seu corpete, distribuindo beijos chupados aqui e lá.
Finn: Não gosta? – Perguntou, e a voz dele, rouca e baixa, fez ela se arrepiar.
Rachel: Gosto... Demais. – Disse, tentada – Esse é o problema.
Finn: Só é problema se você quiser que seja. – Propôs, a boca mordendo a orelha dela.
Rachel: Ah... – Ela se encolheu, e ele beijou toda sua maxilar até o queixo de modo demorado – Você prometeu. – Impôs, antes que ele a fizesse esquecer disso.
Finn: Me faça quebrar a promessa. – Ofereceu, e a mão dele que estava em sua cintura desceu de modo pegado pelo quadril, até a coxa, que ele apertou com volúpia.
Rachel: Não faça isso. – Disse, torturada.
Finn: Não estou fazendo nada. – Disse, descendo a boca pelo colo dela, só passando os lábios – Não vou fazer nada que você não queira.
Rachel: Eu não quero que você me toque. – Ofereceu, na hora, e ele sorriu.
Finn: É? – Perguntou, subindo a mão da coxa dela até os seios. Ele desviou sutilmente do corpete, apanhando um dos seios dela, enchendo sua mão, e apertando-o. Rachel não conseguiu conter um gemido abafado. Os dedos dele buscaram o mamilo dela, descobrindo túmido, rígido. Ele o apertou entre os dedos — Mentirosa. — Acusou, sorrindo, e mordeu os lábios dela.
Rachel: É o inferno, eu deveria ter ido embora.
Finn: Eu iria buscá-la. — Disse, antes de calá-la com mais um dos beijos que a deixavam com a pulsação alterada. Enquanto a beijava Finn deixou a mão brincar com o corpo dela, atiçando-a, provocando-a. Rachel emergiu do beijo, deixando os lábios dela, e quase ofegava.
Rachel: Agora basta. — Disse, afastando a mão dele.
Finn: Eu conheço outra opção. — Disse, com a boca no ouvido dela. Ele beijou-lhe o ouvido superficialmente e ela estremeceu. Os lábios dele estavam quentes, úmidos... Finn a ergueu com os braços, fazendo-a se sentar em seu colo, com uma perna em cada lado. Rachel cravou as unhas no braço dele ao se sentar bem em cima do membro dele, a essa altura pronto pra qualquer coisa — Bem melhor do que a que você me oferece. — Concluiu.
Rachel: Você vai se... HUM! — Gemeu, languida, quando ele a apanhou pelo traseiro com as duas mãos, pressionando sua intimidade contra o membro dele ao mesmo tempo que erguia o quadril contra ela — Você vai se machucar. — Lamentou, vendo a batalha perdida. Finn se divertia mordiscando os seios dela por cima do corpete, como se a idéia da roupa estar no caminho fosse desafio. Ele a puxou contra seu quadril de novo e ela suspirou, enlaçando as mãos no pescoço dele, os dedos adentrando o cabelo enquanto dava um beijo mordido na curva do pescoço dele.
Finn: Deixe que eu faça o que quero, e não vou me machucar. — Disse, erguendo o rosto aos poucos — Eu quero você, carinho. Eu a quero tanto agora que nada vai me machucar mais que sua rejeição.
Rachel o encarou por um instante, indecisa. Os olhos de Finn pareciam flamejar. Ela suspirou, desistindo. Já estava no inferno mesmo. Ele suspirou, com urgência, quando ela o beijou. As mãos dele agarraram o short dela como se quisessem rasgá-lo... E rasgou. A mão dele procurou a intimidade dela, testando-a, e ele sorriu ao ver que ela já estava mais que pronta pra ele. Rachel, deliciada no beijo dele, só sentiu ele se remexer debaixo de si (afastando a calça), e as mãos dele a buscaram.
Finn: Aqui. — Disse, puxando o quadril dela. Com um movimento sutil ele possuiu o corpo dela. Rachel mordeu o ombro dele, contendo o grito que veio até sua boca — Assim... — Disse, satisfeito. A voz dele já estava cortada.
Bom, havia um tanto de razão quando Finn disse que deixando-o fazer ele não se machucaria. Naquela posição o ferimento dele nem era tocado, funcionava a todos os efeitos. Ele ganhou ritmo aos poucos, guiando-a pela cintura. A pulsação de Rachel estava tão forte que o coração dela ameaçava pular pra fora. Meu Deus! Finn a beijava, a tocava, ela não conseguia respirar! Sua memória não lhe fazia justiça, nunca fizera!
Rachel: Ah. — Gemeu, ainda apertando os braços dele. Sentia os músculos dele se movendo, e isso era...
Finn: Hum? — Perguntou, mordendo o queixo dela. O quarto estava quase todo escuro agora, pela ausência das velas. Rachel não conseguiu responder. Os corpos dos dois se friccionavam agora quase com violência. — Diga o meu nome, carinho. Preciso ouvir tua voz. — Pediu, passando os lábios pelo ombro dela.
Rachel: Finn. — Chamou, atendendo o pedido dele. As mãos dela adentraram o cabelo dele enquanto ela distribuía vários chupões pelo pescoço dele, e algumas mordidas — Finn... Ah, meu Deus. — Gemeu, e ele subiu uma das mãos por suas costas até adentrar os cabelos. Ele ergueu o rosto dela, beijando-a.
Não demorou muito, tamanho desejo. Os dois se vieram quase juntos; Primeiro ela, e ele após senti-la. O silencio reinou. Rachel estava desmontada no peito dele, sentindo o coração dele tamborilar. Instantes depois a mão dele passou pelo cabelo dela, acariciando-a.
Rachel: Seu corte... — Disse, cansada, tentando olhar o curativo. O que ela conseguiu ver estava branco.
Finn: Eu estou no céu. — Brincou, beijando o cabelo dela. Ela ergueu os olhos, encarando-o. O silencio durou por minutos, os dois se encarando.
Rachel: Amo você. — Disse, em um murmúrio. Finn sorriu de canto.
Finn: Eu também. — Respondeu, antes de beijá-la.
Logo os dois dormiram. E foi assim que aconteceu.
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