Jomal
32 Capítulo 46
Finn: Porque eu não posso vê-la? – Perguntou, indignado, quando a sogra o parou na escadaria da torre. Ela descera em busca de mais toalhas. Ele não estava gostando da expressão dela. Piorou quando Rachel gritou de dor, o som machucando-o quase fisicamente – Porque ela está gritando?
Shelby: São gêmeos, Finn. – Respondeu, e ele parou como se tivesse levado uma bofetada. Puck, que passava no corredor abaixo, ouviu. A alegria sumiu do rosto dele no momento. – Eu preciso ir. – Ela terminou de descer. Finn ficou parado, uma estatua viva, os olhos no chão. Rachel gritou outra vez.
Puck: Venha. – Chamou, subindo até onde ele estava, tirando-o dali.
Acontece que gêmeos naquela época não era bom pra ninguém. Nunca terminava bem. Em geral a própria mãe morria durante o parto; não tinha forças o suficiente para a segunda expulsão, e o bebê morria com ela. Quando, por algum milagre, ela conseguia dar a luz aos dois, estavam prematuros demais, e em geral não vingavam. No caso de Rachel principalmente, tão prematuros que eram. A noticia caiu como uma desgraça, e então toda a comemoração se transformou em uma corrente de preces. Rachel não podia morrer. Não houveram tempos mais sombrios naquele reino como na época após a morte de Dulce Maria, também no parto. Finn não merecia. Os minutos se passaram, se convertendo em horas, e todos estavam sentados na mesa da sala principal, em silencio. Finn tinha o olhar distante, o rosto condoído, como se pudesse sentir a dor dela.
Santana: Não está dando certo. – Murmurou pra Damon. Ele ficou quieto. A verdade era que Santana nunca se permitiu ter uma amiga, uma verdadeira amiga, ela nunca quis ninguém tão perto. Rachel fazia ela se sentir a vontade, se sentir bem. E agora sua única amiga estava morrendo, enquanto ela esperava, impotente.
Damon: Se ela conseguisse pelo menos... – Ele se interrompeu. O tom dos dois era tão baixo que ninguém havia percebido a conversa ali.
Santana: Ela não está conseguindo. Tente escutar. – Disse, passando a mão no rosto. Os dois ficaram quietos. Então, por um instante, o coração de Rachel, que batia freneticamente, perdeu o compasso, parando por um instante, logo voltando. Falharia a qualquer momento.
Damon: Vá. – Aconselhou, e Santana se levantou. Ninguém se moveu.
Na torre estava difícil. Rachel não tinha mais forças, e a dor não cedia, não acabava nunca. O rosto dela já estava molhado pelo suor e pela lagrimas. Ela estava pálida, branca, já havia perdido sangue demais, tremia. Não conseguia fazer aquilo. Não viu Santana entrar, até que ela se sentou ao seu lado, apanhando sua mão.
Rachel: Eu vou morrer. – Constatou, respirando em um arquejo. – Eu estou morrendo, Mad. – Santana sabia disso. Ela podia ouvir.
Santana: Tente se acalmar. Está perto de acabar. – Ela olhou os médicos, desafiando alguém a desmenti-la.
Rachel: Eu não aguento mais. Dói muito. – Ela soluçou, perdida – Não tenho força. – Declarou, impotente. Santana respirou fundo, parecendo ter levado um choque.
Santana: Ei, ei, ei, ei. – Disse, aprumando Rachel, que caíra, cansada. O bebê estava atravessado, e ela não conseguia mais fazer força – Eu não vou aceitar uma desistência. – Avisou.
Rachel: Eu não consigo! – Disse, seu choro se aprofundando.
Santana: Respire fundo. – Rachel obedeceu – Juntas, tudo bem? – Rachel negou, sabendo que não conseguiria. – Tira essa mão daqui! – Rosnou, e a parteira tirou a mão da barriga de Rachel, assustada.
Parteira: Essa manobra é de ajuda, alteza. É uma tentativa de ajudá-la, empurrando o bebê. – Explicou. Santana colocou a mão no lugar onde a mão da parteira estivesse.
Santana: Com as duas mãos juntas você não tem um oitavo da força que uma mão só minha tem, acredite. – Dispensou, voltando a olhar Rachel.
Parteira: Senhora... – O olhar de Santana a calou. Que fosse.
Santana: Finn está lá embaixo. – Rachel a encarou – Está aflito, angustiado, perdeu a voz. E a cada segundo que passa, esse bebê se perde mais dele. – Rachel soluçou, se sentindo incapaz. Sabia disso. Seu bebê não tinha oxigênio, e ela, fraca, não podia fazer nada. – Nós vamos tentar. Eu não vou deixar você morrer. Respire fundo. – Rachel assentiu, engolindo o choro. Mas a dor chegara em um ponto insuportável! – No três. – Rachel assentiu novamente – Um. Dois.
O grito seguinte de Rachel foi mais alto que os anteriores. Uma das mãos de Santana comprimia a barriga dela, empurrando o bebê, e a outra segurava a mão dela. Ao contrário da parteira, que parecia desajeitada com as duas mãos, a mão de Santana não saiu do lugar, e Rachel sentia a força quase lhe roubando o ar. Ela apertou a mão da outra, que retribuiu, incentivando, e após respirar fundo, fez toda a força que conseguiu. Quanto mais força ela fazia, mais a força da mão de Santana em sua barriga aumentava.
Santana: Não! — Proibiu, quando viu que ela ia parar — Não se atreva! Aperte minha mão.
Rachel: Não dá mais. — Grunhiu, ainda forçando, mas apertou mais a mão da outra.
Médico: Isso. Continue. — Incentivou. Santana quase soltou um: "Cale essa boca!", mas não precisava de um barraco agora.
Santana: Respire. — Ordenou, retirando a força da mão. Rachel caiu, sob os travesseiros, ofegando, e duas lagrimas transbordaram de seus olhos. — Isso. — Ela tomou o ar pela boca, arfando. — Vai ficar tudo bem.
Médico: Está coroando. — Avisou, com um sorriso. Tivera a certeza de que esse bebê morreria, por falta de oxigênio, mas de algum modo estava funcionando.
Santana: Outra vez. — Rachel assentiu.
Os gritos se seguiram pelos minutos que vieram. Santana parecia determinada, apesar do tom cinza em seu rosto. Então quando Rachel achou que nem assim conseguiria... A dor se foi, e veio o silencio. O segundo bebê não chorou. Os médicos a manusearam imediatamente, cortando o cordão umbilical, fazendo algo que os olhos arregalados de Rachel não conseguiam ver. Então, após ter as vias aéreas desobstruídas, um chorinho fraco, que dava dó, ecoou pelo quarto. Rachel sorriu.
Santana: A propósito... Não, você não vai morrer. — Disse, com um sorriso de canto, se levantando.
O sino tocou novamente... Apenas uma vez. O reino saiu de suas preces para uma comemoração furiosa. Duas lágrimas grossas caíram dos olhos de Finn, que tinha a cabeça baixa, indo direto pro chão, enquanto ele suspirava. Os outros haviam se levantado, comemorando, mas ele não tinha reação. Amanhecera tendo uma filha... Agora tinha três. Era uma menina, sua princesinha. Ele foi interrompido de seus devaneios por Puck, que o agarrou a força pela roupa, dando-lhe um caloroso abraço de parabéns, então ele estava rindo. Na torre... O trabalho de parto terminara, enfim. Rachel fora levada pro banho pela mãe, junto com uma parteira, os médicos trabalhavam nos bebês, e criados trocavam os jogos de cama. Haviam colocado várias toalhas e lençóis debaixo dos quadris de Rachel, mas sua hemorragia fora tanta que o sangue por pouco não alcançou o colchão. Por fim estava tudo limpo, e ela foi trazida de volta pra cama. Suspirou, cansada, deixando o corpo se relaxar sob os lençóis frios. Foi quando Finn chegou.
Finn: Ei. – Disse, preocupado, indo até a cama. Ela sorriu de canto pra ele. Estava pálida, os olhos quebrados, os lábios brancos, mas tentou retribuir o sorriso.
Rachel: Você já os viu? – Perguntou, rouca. Finn se sentou ao lado dela, passando um braço por seu ombro.
Finn: Não. Os médicos ainda não os deixaram. – Ele beijou a testa dela demoradamente – O que houve?
Rachel: Eu não sei. Nada em especial, eu só estava aqui, como você me deixou, e aconteceu. – Disse, dando de ombros – Por um instante pensei que não ia conseguir. – Murmurou.
Finn: Não diga tolices. – Repreendeu. Ela sorriu de canto. As parteiras haviam ido embora, levadas por Shelby, e os médicos não estavam ali.
Rachel: Devemos muito a Santana. Mais do que poderemos pagar um dia. – Ele passou a mão no cabelo dela, ninando-a.
Finn: Como se sente? – Perguntou, a voz ecoando preocupação.
Rachel: Fraca. Cansada. Sinto como se fosse desmaiar e dormir por dias... Mas não vou dormir. Quero vê-los. – O sorriso fraco apareceu de novo – Sinto sede. Minha garganta parece uma lixa. – Se queixou.
Finn se levantou imediatamente, metendo a cabeça no corredor e dando um grito, pedindo por água fresca. Rachel ia rir, mas tossiu. Logo uma criada apareceu com uma bandeja com uma grande jarra de água e copos. Ele a serviu. Foi difícil a inicio, a garganta dela ardia, mas tamanha era a sede que ela engoliu sem pestanejar. Tomou três copos até se declarar satisfeita. Ele dispensou a bandeja e voltou a posição inicial.
Rachel: A menina é mais nova. – Comentou, e ele sorriu – E menorzinha. – Disse, se lembrando brevemente.
Finn: Grandão. – Lembrou, e ela sorriu. – Durma. Poderá vê-los quando acordar. – Disse, atencioso. Ela negou veemente.
Rachel: Não. Preciso segurá-los. – Ele não insistiu.
Quase uma hora depois os médicos vieram. A menina vestia rosa, e o menino azul, ambos envolvidos em mantas grossas, que os aqueciam. Na falta de uma incubadora era assim que funcionava: As vias aéreas eram desobstruídas como se podia, os bebês eram aquecidos, protegidos, e se rezava para que vingassem . Rachel sorriu ao pensar que os enxovais não foram em vão. Entregaram o menino nos braços dela, e a menina, tão pequena que parecia poder quebrar, nos dele. Ambos tinham os cabelos escuros como os do pai, e ambos tinham os olhos fechados. Rachel tinha um sorriso enorme, radPuckte, contrastando com o rosto sem cor, enquanto olhava o filho. Finn passou o dedo no rostinho da filha, a pele tão fina que ele podia ver a sombra de algumas veias atrás, e ele podia jurar que a menina se aconchegou mais a ele. Ele ergueu o rosto, e viu Rachel observando aquele sorriso lindo ainda no rosto. Sorriu também, levando o rosto até o dela, selando-lhe os lábios.
Rachel: Tão pequena. – Observou, olhando a filha. A menina era menor que o menino, ambos prematuros – Gostaria de tê-los guardado por mais tempo. Sinto que a fragilidade deles é minha culpa.
Finn: Shhh. Não é culpa de ninguém, Deus quis assim. Está tudo bem agora. – Rachel assentiu, voltando a olhar pro filho, imóvel em seus braços.
Os dois passaram minutos em silencio, até que o rosto dela desfaleceu no travesseiro, o braço ainda protetoramente segurando o filho. Ele se sobressaltou, levando a mão ao pescoço dela, os dedos procurando sua veia... Mas a pulsação dela estava normal. Um pouco mais fraca, mas nada preocupante. O sono apenas a venceu. Ele não viu o médico se aproximando, tomando ar pra falar... Nem Santana tocando o ombro dele, impedindo-o de atrapalhar o momento. Ele a olhou, confuso, e ela exibia um sorriso branco, os dentes parecendo afiados, e indicou com a cabeça pro corredor. Os dois saíram em silencio.
Médico: Alteza, eu preciso falar com ele... – Interrompido.
Santana: Fale comigo. – Disse, cruzando os braços. Os dois estavam no corredor em frente a escada da torre.
Médico: Os bebês são muito prematuros. Entenda, majestade, os pulmões da criança amadurecem nos últimos meses de gestação, mais especificamente do sexto ao oitavo. – Santana esperou – A gravidez foi interrompida no final do sexto mês. Os pulmões não estão prontos, e os bebês são fracos. Não teriam força nem para mamar sozinhos, o que nos fez alimentá-los com um suprimento preparado.
Santana: E eu quero saber disso porque... – Continuou, erguendo a sobrancelha.
Médico: Como eu disse, são bebês muito fracos. Prematuros demais. As perspectivas não são boas. É preciso que estejam preparados. – Ele hesitou – A menina em especial. Ela provavelmente não vencerá a noite. O menino não está muito longe disso.
Damon: Agora me diga algo que eu já não saiba. – Disse, parado atrás do medico como se tivesse estado ali o tempo todo. O medico se virou com o susto. Damon tinha a cara fechada, os olhos dourados duros. – O recado foi dado, receite seus remédios e pode ir. – Disse, a voz autoritária. O médico ficou branco feito cal ao se ver encurralado entre Santana e Damon. Era apavorante.
Santana: Nenhuma palavra disso a ninguém. Me fiz clara? – O medico assentiu, tremulo, e saiu dali. Santana suspirou, encarando Damon em seguida – Esse dia não vai acabar nunca?
Damon: Pelo menos não agora. – Disse, a voz severa – Ele tem razão, o coração da menina mal tamborila, e já falha constantemente. Não tem força. Nenhum dos dois tem. – Santana suspirou de novo, deixando a cabeça cair para trás – Precisamos nos apressar.
Ela assentiu, tirando o cabelo do rosto, e os dois sumiram pelo corredor. Bastava ver no que isso ia dar.
Damon: Agora. – Disse, fechando a garrafinha. Fora a mesma que ele dera a ela no dia do casamento de Rachel e Finn. Ela segurava um lenço em volta do pulso. Assim que fechou a garrafa, ele imitou o ato, mas não envolveu o pulso, só o limpou. O corte fundo já havia cicatrizado. Os dois concordaram que a mistura seria mais eficiente, mais forte que apenas um dos dois – Sabe o que fazer. Metade pra cada um, a menina primeiro. Seja rápida.
Santana: Tire-o de lá. – Disse, apanhando a garrafa e escondendo-a no decote.
Finn ninava Rachel. Um berço havia sido instalado no quarto, precocemente. Era de madeira. Bem simples, um quadrado acolchoado, onde os dois bebês estavam agora. O berço deles, o berço real, traçado em ouro, voltara para ser refeito. Ele acariciava os cabelos dela, terno, quando houveram batidinhas na porta. Damon entrou, um sorriso no rosto.
Damon: Estão todos lá embaixo, comemorando. Venha. – Sussurrou, chamando.
Finn: Não vou deixá-la sozinha. – Respondeu, em tom baixo, apontando pra Rachel.
Damon: Ela nem vai notar. Não acordará tão cedo. Vamos! – Era desespero na voz de Damon? Finn balançou a cabeça. Estava vendo coisas. Ele sorriu, tirando o braço do ombro de Rachel, que ficou, inalterada, a bela adormecida em forma humana.
Finn: Eu já volto. – Sussurrou, beijando a testa dela – Só um copo. – Impôs, e Damon assentiu.
Assim que Finn saiu, Santana estava no quarto. Caminhou até Rachel cautelosamente, os olhos sondando, e ergueu a sobrancelha. Rachel continuou dormindo. Ela se voltou pro berço. Franziu o cenho. Sua experiência com bebês era inexistente. Ela apanhou o bebê de rosa sutilmente nos braços, a menina nem notou. De perto sua fraqueza dava dó. Santana apanhou a garrafinha, dispensando a tampa. Levou até os lábios da menina, incerta. Pro seu desespero, a menina franziu o cenho, caindo no choro. Ela arregalou os olhos, e com um sopro do vento, estava fora do quarto, no corredor.
Santana: Shhh, shhh, neném bonitinho, shhh! – Disse, tensa. A menina já estava fraca, chorar só ia acelerar o processo – Shhh, mentira, sh... – A bebê parou quando a garrafa pairou perto de seu rosto – É isso? – Perguntou, incrédula. Levou a garrafa com mais cuidado até a boca da menina, que aceitou, começando a beber com a força que tinha – Fome. – Suspirou – Podia ser mais óbvio, Santana? – Perguntou, debochada. A verdade é que o “suprimento” dos médicos não era nada agradável, não matava a fome, e Rachel não teve condições de amamentar. O bebê tinha fome. – Isso. Beba. – Disse, satisfeita.
Como se tivesse sido ordenada, a menina se encheu na metade da garrafa. O coração dela agora já batia, não só aquele tamborilar fraco. Santana tampou a garrafa, guardando-a no decote. A bebê lambeu os lábios, os olhinhos fechados, e Santana achou graça. Levou um pequeno lenço aos lábios dela, limpando a mancha vermelha que ficara. Voltou ao quarto, deixando-a no berço, e apanhou o menino. Foi mais fácil. No fim a garrafa estava vazia, e os bebês na cama. Ela saiu, pressentindo a volta de Finn. Damon a alcançou em um corredor, longe da torre.
Damon: O que foi aquilo? – Rosnou.
Santana: A menina se assustou com o frio do metal nos lábios. Nada demais. – Disse, entregando a garrafinha a ele.
Damon: Tem noção do que foi convencer Finn de que não tinha ouvido o choro? – Perguntou, exasperado.
Santana: Da próxima vez levarei uma mamadeira. – Debochou – Damon, eu fiz. Eles beberam. Não vão morrer, e o sangue estará fora do organismo dele antes que o sol morra amanhã. Eles crescerão, serão lindas criancinhas saudáveis, humanos, vivos e fortes. Agora eu vou dormir. – Disse, um sorriso ameaçador aparecendo no rosto. Damon riu. Santana deu as costas, sumindo pelo corredor.
Finn velou o sono de Rachel até que o dia raiou. Terminou adormecendo, a cabeça próxima a dela. Despertou sobressaltado, mas Rachel acariciava-lhe o rosto.
Finn: Perdoe. – Disse, rouco. Ela sorriu.
Rachel: Dormiu de sapatos. Quantas vezes vou ter que ralhar? – Perguntou, carinhosa.
Finn: Me distrai. Eu a acordei? – Rachel negou, e ele lhe beijou a testa. Um chorinho fraco os alcançou, e ambos olharam – Parece que acordei alguém. – Disse, sorrindo. Finn se levantou, apanhando os filhos no braço. Os dois acomodaram os filhos na cama, entre os dois, observando. – Rosalie. – Disse, tocando o rosto da menina, que se acalmara.
Rachel: Rosalie Dianna. – Corrigiu, e ele sorriu. – Rosalie e Chord. – Completou.
Finn: Rosalie Dianna e Chord Inácio. – Corrigiu, fazendo-a rir. Rosalie se balançou, o a mãozinha fechada em punho esfregando o olho – Acho que ela tem fome. – Observou.
Rachel tomou impulso pra se sentar, e Finn a ajudou. Ele a entregou Rose, que se pôs a mamar assim que a mãe lhe ofereceu o seio. Rachel fez uma careta, sorrindo. A sensação era estranha, mas gostosa. Era bom sentir aquele vinculo formado. Era mãe. Finn apanhou Chord, e o menino, pouco incomodado com a situação, se aconchegou ao calor do pai. Nada poderia estragar aquele momento.
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