Jomal

27 Capítulo 41


Nada mais aconteceu, para alivio de Rachel. Durante a madrugada, enfim, pôde ir embora. Se separou de Finn na entrada, ele foi resolver um problema rápido de ultima hora e ela aproveitou para se trocar. Deixou a coroa nos pés da cama, mas os cordões do vestido não cederam.

Santana: Eu trouxe a caixa. Kristen salvou o buque, e Quinn o véu... Que diabo você está fazendo? – Perguntou, exasperada. Ela riu ao ver o esforço da outra. – Aqui. – Disse, largando uma caixa grande, branca e pesada nos pés da cama. Ela arrancou a coroa dos cabelos, deixando do lado da de Rachel, e foi ajudar.

Rachel: Pensei que havia perdido o véu. – Disse, satisfeita, vendo Quinn e Kristen juntas dobrando o véu dela. – Pra que o buque?

Kristen: Oh. – Disse, dobrando o véu. Era tão grande que mesmo cada uma ficando de um lado do quarto sobrava pano – Ninguém explicou. – Rachel esperou.

Quinn: É como uma tradição. – Explicou – O buque da rainha é salvo, junto com todo o resto do vestido. Você os guarda até que sua primeira filha mulher chegue na idade de se casar, então quando ela encontrar um noivo, você a presenteia.

Rachel: Minha filha vai ser obrigada a se casar com meu vestido? – Perguntou, observando.

Kristen: Não é obrigatório, é mais simbólico. – O corpo de Rachel oscilava enquanto Santana puxava os cordões do espartilho – As filhas nunca aceitam, querem fazer seu próprio vestido, então o seu vestido fica pra você, guardado, como uma recordação viva. Um legado, se preferir.

Santana: Pronto. – Disse, soltando Rachel. O vestido caiu ao chão. – Me ajudem com isso antes que Finn volte. Puck já torrou a paciência dele hoje pela conta. – Disse, se aproximando com o vestido.

Rachel observou as outras dobrarem seu vestido meticulosamente. Santana lhe pediu as sapatilhas e ela deu. Depositaram as sapatilhas no fundo da caixa, que tinha um monte de um papel branco, delicado, dentro. Em seguida colocaram o vestido, que foi coberto pelo véu. Uma vez dentro da caixa o vestido foi coberto, protegido por várias camadas e papel seda, e então despetalaram o buque do casamento, cobrindo o papel com as pétalas. Ficou bonito no final. Quinn tampou a caixa, retirando-a dali, deixando a cama livre... Exceto pela coroa de Rachel e a de Santana. Uma apenas de diamantes, brilhando, imponente, e a outra mais terna, o brilho dos diamantes alternando com safiras.

Haveriam rubis e esmeraldas na cama se Kristen e Quinn se juntassem, mas elas não fizeram. Foram embora, todas. Rachel foi pro banheiro. A camisola que havia escolhido era de seda branca, longa, com um detalhe grafite no decote fundo. Ela se vestiu, se penteou e voltou pro quarto...

E Finn estava sentado nos pés da cama, já descalço, sem o terno e o colete, apenas a camisa, com sua coroa na mão. Ele parou por um instante, observando-a de cima abaixo, como quem aprecia algo.

Finn: Pensei que teria de ir buscá-la. – Brincou, se levantando. Ele deixou a coroa dela em cima da mesa próxima da cama, do lado da dele, e se aproximou, oferecendo a mão. Ela apanhou a mão dele, abraçando-o pela cintura – Está linda. – Murmurou, passando o nariz pelo cabelo dela. Ela se arrepiou com a respiração dele em seu rosto, com a voz tão próxima. Finalmente chegara sua noite de núpcias.

Finn: Estou me sentindo mal. – Comentou, beijando-lhe o rosto demoradamente.

Rachel: O que há? – Perguntou, preocupada, e ele sorriu, beijando-lhe a testa. Ele se afastou, apanhando uma champanhe deixada ali, com duas taças. Ele abriu, servindo, e ela não entendeu nada.

Finn: Não fisicamente, carinho. – Disse, voltando com a taça – Me sinto mal por não poder lhe dar a viagem de lua-de-mel que você merece. – Ela entendeu. Finn entregou a taça a ela. Os dois brindaram, de brincadeira, e ela tomou um gole antes de responder.

Rachel: Não sinto falta de uma lua-de-mel. Estamos juntos, olhe isso tudo. – Ela apontou pro champanhe, e em seguida para a cama.

Os lençóis foram trocados por lençóis do linho mais luxuoso que Santana conseguiu encontrar, o que era algo, branco, os vários travesseiros alinhados. Chovia forte lá fora, e a lareira estava acesa, tornando o clima mais gostoso, apesar do frio. Ela caminhou até a cama, se sentando na beira, sorrindo ao pensar que agora ela teria tudo aquilo todos os dias, sem fugir ou correr.

Finn: É pouco, mas em compensação tirarei o tempo que você quiser. Levantarei a defensiva, a guerra vai parar enquanto estivermos em lua de mel. – Propôs, observando-a. Ela ergueu as sobrancelhas delicadas, tomando mais do champanhe. Ele sorriu vendo ela corar pela bebida.

Rachel: Você pode fazer isso? – Perguntou, admirada.

Finn: Posso. Não por muito tempo, mas posso. – Confirmou – Já fiz. Na nossa lua de mel ninguém vai nos incomodar, eu vou estar com você o tempo todo, e faremos o que você quiser. – Ele hesitou, vendo ela beber outro gole. Abaixou o rosto, ocultando o sorriso. Rachel sempre fora fraca com bebida – Quando isso tudo acabar, viajaremos para onde você preferir.

Rachel: Quanto tempo nós temos?

Finn: Dois meses. Foi o máximo que eu consegui. – Disse, em um pedido de desculpas, e ela abriu um sorriso lindo, radiante. Ele se aproximou, sorrindo. Na afobação ela não retirara os brincos, os diamantes brilhando, singelos, em suas orelhas. Se via preciosa.

Rachel: Parou pra pensar que nossos filhos vão ser concebidos aqui? – Perguntou, se deitando de costas na cama. Finn coçou o cabelo, deliciado com a situação.

Finn: Aqui ou em qualquer outro cômodo. – Ele passou pra cima dela, que o encarou, sorrindo – Mas pra deixar a coisa toda mais civilizada juraremos que foi aqui. – Sussurrou e ela riu gostosamente.

Finn mergulhou dois dedos na própria taça, levando o champanhe até os lábios dela, umedecendo-os. Em seguida a beijou. O gosto do champanhe junto com o sabor dos lábios dela combinaram perfeitamente. Rachel o acolheu entre as pernas, se estreitando em seu corpo...

Rachel: Não. – Murmurou, emergindo do beijo dele.

Ela equilibrava o braço para não derrubar a taça com o resto do champanhe, e ele a apanhou, tirando-a dali, salvando o lençol branco. Rachel riu de leve. Ele a fez se sentar, ainda agachado dentre as pernas dela. Ele beijou-lhe o rosto, descendo por seu pescoço, então afastou a alça da camisola dela. Ela estremeceu quando ele derrubou um pouco do seu champanhe no ombro dela, logo levando a boca para secá-la. Ele soltou a outra alça da camisola, fazendo-a cair na cintura dela. Ele olhou os seios dela por um instante, admirando o que agora era seu, então o olhar dos dois se encontraram. Havia cumplicidade ali, paixão. Ele a fez deitar novamente, e ela arfou quando o champanhe desceu por seu colo, molhando seus seios e barriga. A boca dele quente, como contraste, tornou a sensação ótima. Causava vertigens nela. Ele secou todo o champanhe dela, ao mesmo tempo que dispensava a taça.

Ele respirou fundo, as duas mãos livres apanhando-a pela cintura, e tomou um dos seios dela com a boca, brincando com o mamilo túmido pelo frio do champanhe e pela excitação. Aquela lentidão, aquela meticulosidade, tiravam Rachel do sério. Ela subiu as mãos pelas costas dele, por debaixo da camisa, as unhas lhe traçando a pele, sentindo os músculos. Finn baixou a boca, mordendo a barriga dela, fazendo-a se encolher e arfar.

Rachel: Amor... – Finn sorriu – Podemos deixar pra fazer isso com calma depois? – Ele riu gostosamente. Estava bêbada com uma taça de champanhe!

Finn: Como preferir. – Disse, satisfeito, e a atacou.

Finn a apanhou pela cintura novamente, levando-a para o centro da cama, enquanto despia ela do resto da camisola. A boca dele apanhou a dela agressivamente, todo o desejo controlado (ele quisera fazer tudo lentamente porque mulheres insistiam em romantismo na noite de núpcias, mas como não era o caso...), e Rachel arfou, satisfeita por ter sido atendida.

Ela puxou a camisa dele, estourando os botões de modo desajeitado até ter o peito dele, quente, forte, pressionando seu corpo. Finn apanhou as pernas dela, enlaçando-as em sua cintura, e ela suspirou ao senti-lo já pronto pra ela. As mãos dele desceram pelas costas dela, de modo apertado, se detendo em seu traseiro, apertando-a contra si. Os dois trocaram carinhos e afagos pelos minutos que se seguiram, até que os lábios de Rachel atingiram a cor de sangue. Um sorriso nasceu no rosto dela quando ele se afastou por um instante, se livrando da calça que usava e do short dela. Os corpos dos dois se juntaram de novo, mas quando ele a beijou novamente, seu corpo havia possuído o dela. Rachel se soltou do beijo dele, apanhando o ar com a boca, mas ele não esperou, começou a se mover. Não calmamente, no ritmo que seu desejo pedia. Ela afundou o rosto no ombro dele, as mãos em suas costas, sentindo os músculos se retraírem a cada investida que ele lhe dava.

A respiração de Finn era irregular, ele ofegava pelo esforço e pelo tesão, querendo se satisfazer, e ao mesmo tempo sem querer que aquilo acabasse. Tempos depois, quando a mente dela já estava nublada, longe, ele se sentou bruscamente, trazendo-a junto. Ela gemeu com a mudança de posição, os cabelos caindo livremente por seus ombros. Isso o deteve. A velha obsessão pelos cabelos dela ainda existia. Ele passou a mão pelo rosto dela, em seguida os dedos enlaçando-lhe os cachos, modelando-os. O ritmo dos dois se tornou brando nesse momento. Ela o encarou, quieta, e ele retribuiu. Ele a fizera sua. Como desde a primeira vez, mas agora para sempre. Ela tocou o rosto dele, a respiração irregular, os dedos traçando os lábios dele. Ganhara mais do que pudera cobiçar para toda a vida. Ela o beijou ternamente, ainda olhando-o, e ele sorriu. A trouxe pra si, beijando-a, e voltando a se mover. Rachel enlaçou as pernas na cintura dele cravando as unhas em suas costas. O ritmo dos dois se acelerou, até que atingiu um ponto insuportável, e por mais que ela quisesse manter aquilo por mais tempo, seu orgasmo veio, agressivo, roubando-lhe os sentidos, fazendo-a perder um breve grito. Ele a manteve por mais alguns instantes, então a apertou contra o seu peito, gemendo abafado, e se deixou cair de costas na cama, trazendo-a consigo. Rachel o abraçou, acariciando-lhe o peito, e ele sorriu, cansado.

Finn: Podemos fazer com calma depois. – Lembrou, e ela riu.

Rachel: Temos todo o tempo do mundo. – Respondeu, dando um beijinho no queixo dele.

Finn: Posso viver com isso. – Ele suspirou – Não vai se arrepender? – Ela franziu o cenho – Junto comigo você ganhou todos os meus problemas. Todo o reino. É muito peso. – Avaliou.

Rachel: Eu nunca estive tão feliz em toda minha vida. – Ele a encarou, colocando o cabelo dela atrás da orelha, o pequeno diamante cintilando ali. – Vamos envelhecer juntos, alteza. – Ele riu.

Finn: É, eu acredito que vamos. – Disse, e ela sorriu.

Rachel: Posso viver com isso. – Repetiu as palavras dele, que sorriu, selando-lhe os lábios demoradamente.

Mas o casamento levara o dia todo, e ambos estavam cansados física e emocionalmente. Finn cobriu os dois, aninhando-a em seu abraço, e logo os dois dormiram, exaustos.