Jomal
28 Capítulo 42
Os dias que se seguiram foram os mais felizes já vistos ali. Na verdade, ninguém via ninguém; ninguém saía de seus quartos, nem pra comer. Os empregados se revezavam para servir os quartos de café da manhã, almoço e janta, perfeitamente. O reino todo estava feliz. A guerra parara, havia uma nova rainha, estava tudo perfeito.
No dia seguinte a noite de núpcias, Finn acordou Rachel aos beijos, com uma bandeja linda de café na cama. Não era necessário dizer que os dois nem saíram da cama. Suri não entendia porque todo mundo havia sumido, mas toda vez que perguntava a Shelby (sua nova melhor amiga), o assunto era despistado, até que ela deixou pra lá. Os dias se passavam com uma tranqüilidade gostosa, e ninguém se ousava a passar pelos corredores durante a noite. Podia ser perturbador.
Você não está só, juntos permaneceremos
Eu estarei do seu lado, você sabe, eu segurarei sua mão... ♫
Rachel e Finn estavam no seu quarto. Haviam terminado de tomar café da manhã. Ele estava deitado, de barriga pra cima, e ela amparada em um braço. Ela tinha um morango na mão livre. Ele observou ela morder a fruta, e em seguida oferecer a ele. Porém quando ele foi morder ela esquivou a mão, brincando. Ele tentou mais duas vezes, e ela sorria, divertida, mastigando o que tinha na boca. Ele parou um instante, observando-a, e partiu pra cima dela, que arregalou os olhos chocolates, dando um gritinho antes de ser jogada nos travesseiros. Ele roubou o morango da mão dela, de propósito mordendo-lhe os dedos, e em seguida enchendo o rosto dela, que ria gostosamente, de beijos mordidos.
Quando ficar frio, e parecer o fim
Não há lugar pra ir, você sabe, eu não vou ceder...
Não, eu não vou ceder... ♫
aqui por você, estou aqui por você. ♫
—--*
Chovia forte lá fora. Era madrugada. Finn acordara com sede e com frio. Após vestir uma calça, bebeu um copo de água, e colocou mais lenha na lareira. Não ficou bom ainda, então ele acendeu as velas dos castiçais da parede e da mesa de cabeceira. Por fim o clima ficou gostoso novamente. Ele tomou outro copo d‟agua, e se virou pra cama, olhando. Rachel estava descoberta até a cintura, encolhida de frio, agarrada ao travesseiro dele. Dormia profundamente, os cabelos caídos em seu travesseiro. Haviam marcas por toda a sua pele, marcas de mordida, de mão, de chupão, nas costas todas, na nuca. Ele sorriu se lembrando da disposição pra ele sempre que ele a buscava, do sorriso que se transmitia nos olhos, o som do riso feliz, os carinhos que lhe fazia para acordá-lo. Ele tocou a aliança nova em seu dedo, a dela, e sorriu de canto. Toda vez que olhava pra ela, que ela o abraçava, ele tinha certeza de que todo o sofrimento que passara havia valido a pena, porque o tinha levado até ela. Ele voltou pra cama, cobrindo-a até os ombros, e assim que se deitou ela o abraçou, se aconchegando nele, respirando fundo. Ele passou pra debaixo da coberta e a abraçou pelo ombro, lhe beijando a testa. Ela suspirou, abraçando-o, mas não acordou.
Então continue aguentando firme
Porque você sabe que conseguiremos, nós conseguiremos... ♫
Um mês se passou desde o casamento. Amanhecia. O frio era cortante. O reino dormia, quando aconteceu. Um barulho de algo grande cortando o ar, então um estrondo que parecia ter feito o chão tremer. Sam dormia com Santana em cima do se peito. Quando o barulho veio ele apenas abriu os olhos, mirando o teto. Damon puxou Kristen pelo braço, afastando-a da janela, o cenho se franzindo. Finn apertou Rachel nos braços, antes de se sentar, em alerta. Puck, que estava aos carinhos com Quinn, ela de costas pra ele que dava beijinhos leves em seu ombro, parou com o que fazia, os olhos claros prontamente aguçados. Era uma vez a paz.
O alvoroço vindo do lado de fora foi imediato. Os reis, muito contra vontade, se vestiram as pressas. Ninguém sabia o que era, mas todos sabiam que não era normal.
Finn: Eu só vou ver o que foi. Fique aqui, me espere. – Ordenou e Rachel assentiu com a cabeça, enrolada num lençol, no meio da cama. Ele mal fechou o colete e saiu, descendo as escadas apressadamente.
A guarda se fechou na frente da escadaria assim que ele passou batido, direto pro quarto de Suri. Mas a menina dormia profundamente, sua inocência intocada pelo barulho anormal. Guardas armados foram pra porta do quarto da menina e ele desceu pro térreo. Encontrou Puck e Damon lá.
Puck: Coincidência vê-los por aqui, cavalheiros. – Disse, sorrindo descaradamente, o cabelo bagunçado, a camisa pra fora da calça.
Damon: Estou realmente encantado. – Disse, debochado. Os cabelos de Damon estavam apontando pra todos os cantos, de qualquer modo – Que demônio foi aquilo?
Finn: Não sei, mas não me parece nada bom. – Se resumiu.
Sam: Santana está furiosa. – Disse, se revelando no fundo do corredor – Isso não é um bom presságio para nada, acreditem. – Disse, passando a frente.
A cena seria cômica se não fosse trágica. Todos estavam descalços, despenteados, mal vestidos (Sam nem se dera ao trabalho de colocar o colete), e com as caras amassadas. Quando chegaram a sala já havia um oficial lá, que explicou rapidamente a situação.
Damon: Ele atirou o que? – Repetiu, em um silvo.
Oficial: Havia uma catapulta, senhor. – Confirmou – Aparente é um rolo de corda, gigante.
Puck: Aparentemente? – Repetiu – Ninguém parou para olhar o que era?
Oficial: Está pegando fogo, senhor. Não há como se aproximar. – Sam observava tudo, quieto.
Finn: Por onde? Oficial: Willow Creek. – Informou.
Sam: Eu não coloquei homens meus cobrindo aquela divisa? – Perguntou, tranqüilo demais pra ser saudável.
Oficial: Ainda assim, alteza, é um campo aberto. Estão atacando por lá. Enquanto brigam, a catapulta é puxada mais para perto. Meus soldados acreditam que o objetivo é atingir o castelo. – Encerrou.
Puck: Vamos plantar arvores! – Disse, rindo, debochado.
Damon: Quantos homens? – Perguntou, respirando fundo.
Oficial: Não temos como saber. Atacaram por todos os lados, e havia o alvoroço com a bola de fogo. Não temos um numero, mas preciso de reforços.
Finn: Ele está lá? – Perguntou, quieto.
Oficial: Não senhor. Só civis. – Finn assentiu. – Mas eles tem ordem de alcançar o castelo, estão tentando ultrapassar a fronteira com tudo.
Puck: É uma missão suicida. Ele sabe. Colocou os homens para morrer por puro capricho. – Disse, passando a mão no cabelo. Estava tão bom antes disso!
Sam: Pois muito bem. Envenene as flechas com querosene e toque fogo nelas antes de devolvê-las. Soe o alarde e chame os meus homens. – Ordenou, e o oficial assentiu – Prepare meu cavalo. – Disse, desgostoso, dando as costas. Bonito ia ser explicar isso a Santana.
Damon: Contenham o avanço, apaguem a bola de fogo. Precisarei do meu cavalo também. – Disse, antes de sair.
Puck: E só por precaução... – Disse, com um sorriso angelical – DESTRUAM a maldita catapulta.
Finn: Nós estamos indo. – Encerrou, e os dois saíram juntos.
Rachel aguardava, como fora ordenado. Santana havia se vestido. Kristen saía do banho. Quinn estava quase dormindo de novo. Os sinos tocaram, o barulho estrondando por todo o castelo. Kristen suspirou, exaltada. Quinn abriu os olhos, focando a parede. Rachel gemeu, passando a mão no rosto. Santana olhou pro teto, um rosnado nascendo em seu peito. Maldito fosse.
Rachel: Você prometeu. – Disse, quieta, quando ele entrou no quarto. Finn suspirou.
Finn: Eu prometi... Mas ele está tentando tocar fogo no castelo, carinho. – Rachel ergueu as sobrancelhas – Eu vou resolver isso rápido, eu prometo.
Rachel: Nossa lua de mel estava tão perfeita. – Lamentou, aborrecida.
Finn: Me dê algumas horas. – Disse, se sentando ao lado dela – No final do dia, no mais tardar, terei resolvido isso tudo. Tem minha palavra.
Rachel assistiu Finn se arrumar as pressas. Odiava vê-lo com aquela armadura.
Quando os 4 reis saíram, juntos, o caos reinava. O fedor de queimado alcançava o castelo. Eles se dispersaram, precisavam ordenar os homens, apagar a bola de fogo e quebrar a catapulta. Sam ficou no comando do exercito, sua ordem transparecendo logo em um rugido raivoso. Damon foi atrás da bola de fogo, que na tentativa de ser apagada agora rolava, espalhando fogo por tudo o que era canto. Finn e Puck foram furar a barreira para quebrar a catapulta.
Damon: Mas que diabo... O que vocês fizeram com isso? – Perguntou, exasperado, vendo a bola de fogo rolando sem controle, e as pessoas correndo para sair do caminho.
Soldado: Tentamos rolá-la, para quebrar, senhor. Saiu de controle. – Damon rolou os olhos.
Damon: Percebi. – Disse, incrédulo – Façam ela parar, ataquem com lanças até fixá-la em um ponto e JOGUEM AGUA! – Disse, óbvio. O soldado assentiu e saiu correndo, repetindo a ordem. Damon observou. Os gritos de Sam eram ouvidos dali. Ele aguçou os olhos, vendo pra onde a bola rolava – Não deixem ela alcançar... – A arvore chegou na copa das arvores e Damon gemeu, suspirando em seguida — ...As arvores.
Ele saiu a galope atrás da bola, desviando o cavalo do rastro de fogo deixado. Aquilo daria trabalho. Puck e Finn passavam como duas flechas pelo campo de batalha, que parecia literalmente o inferno. Homens se matavam, haviam flechas pegando fogo por tudo quanto era canto. Ao chegarem a catapulta, já preparavam uma segunda bola de fogo (o que provavelmente tiraria Damon do sério).
Puck atropelou o primeiro soldado que tentou pará-lo, sem nem se dar ao trabalho. Depois eram ele e Finn contra uns 30. Não foi fácil, e não havia nada bonito em matar, principalmente sabendo que aqueles homens tinham uma família, uma vida. Aquela situação era obvia: Fora colocada só para criar caos. Por fim eram eles dois e a catapulta. Os dois usaram as espadas (cobertas de sangue) para cortar as cordas que mantinham a catapulta em pé.
Puck: Em pensar no que eu podia estar fazendo em casa. – Rosnou, baixando a espada em uma corda grossa, na intenção de torá-la. Finn teve vontade de chorar ouvindo aquilo, pensando em Rachel em casa, esperando por ele.
Enquanto isso, em casa... Quinn e Kristen estavam com Rachel, na torre. Santana sumira. Shelby estava com Suri.
Quinn: Não deixe que isso estrague sua lua de mel. Imprevistos acontecem. – Disse, tranquila.
Rachel: Não foi um imprevisto, Jesse fez de propósito.
Kristen: Em poucas horas ele estará aqui novamente. – Consolou – Não há motivo para se...
A porta abriu com um estrondo, revelando uma Santana com uma aparência doentia de tanta raiva do lado de fora. Ela tinha uma garrafa de whisky na mão, a camisola de seda negra longa, os cabelos soltos.
Santana: BOM VER VOCÊS! – Disse, raivosa, fechando a porta com o pé.
Kristen:... Se irritar. – Completou, olhando Santana.
Santana: Não estou irritada. Estou FURIOSA! – Disse, os olhos negros quase opacos – Eu estava em lua de mel! – Disse, indignada. Rachel ergueu as sobrancelhas.
Rachel: Eu que o diga. – Disse, debochada.
Santana: Quer? – Ofereceu a garrafa. As outras negaram. Ela deu de ombros, virando a garrafa na boca.
Quinn: Porque você está bebendo mesmo?
Santana: Porque eu quero matar alguém e eu não posso. – Disse, se largando em uma poltrona – Estou com o DEMÔNIO no corpo, apenas isso!
Kristen: Porque não pode?
Santana: Porque Sam me proibiu de sair do castelo. – Disse, olhando o whisky – Eu não sei porque eu insisto em tentar beber, nunca funciona. – Disse, revoltada, colocando a garrafa no chão – Qual era o assunto? – Perguntou, tirando o cabelo do rosto.
Kristen: Como Rachel não deve se irritar por esse contratempo. – Informou.
Santana: Como não? É claro que ela deve se irritar, não sei se vocês perceberam, EU ESTOU IRRITADA! – Disse, sorrindo. Rachel riu da revolta de Santana. – Eu poderia estar rolando na cama nos braços do meu marido, que tem braços lindos por sinal, agora, MAS NÃO! Estou aqui, tentando me embebedar mesmo sabendo que não funciona! – Disse, debochada.
Rachel: Não fica preocupada por ele estar lá? – Perguntou, receosa.
Santana: É isso? Rachel, pelo amor de Deus. Sam está lá, não há risco para nenhum deles. Estou FURIOSA pelas horas desperdiçadas, nada mais. Em relação a isso fique tranqüila.
Quinn: É realmente confortante conversar com ela. – Ironizou e Santana riu.
Os homens só voltaram no cair da noite, após encerrar a batalha em campo, apagar todo o fogo e dar uma busca rigorosa até declarar o castelo seguro novamente. Nem se despediram ao entrar em casa, cada um tomando seu rumo. Finn largou a armadura na sala de armas; algo o dizia que o humor de Rachel não melhoraria ao ver o sangue ali. Ela se manteve calada quando ele entrou no quarto, e enquanto ele tomava banho. Arrumava algo em uma gaveta. Usava uma saia solta, preta, e um bustiê que deixava a barriga livre (um sutiã) também preto. Ele saiu do banho secando o cabelo e se sentou na cama, mais arrumada do que estivera no ultimo mês.
Finn: Está brava? – Rachel ficou quieta – Carinho, não foi porque eu quis, Deus viu que não.
Rachel: Eu sei. Me irrita o fato de que Jesse sempre arruma um modo de arruinar tudo o que eu faço. – Disse, se virando pra ele.
Finn: Nossa lua de mel não está arruinada. Esqueça o dia de hoje. – Ela assentiu, quieta. Ele a observou por um instante, até que uma lembrança veio em sua cabeça – Dance pra mim. – Pediu. Ela ergueu o rosto.
Rachel: Desculpe? – Perguntou, pondo o cabelo atrás da orelha.
Finn: Você me disse que sua tia havia lhe ensinado a dançar. – Lembrou – Na época não podíamos, porque Puck faria o inferno, mas agora podemos. – Ele sorriu de canto – Dance para mim. – Insistiu.
Rachel respirou fundo, em seguida o encarando. Ela não permitira que Jesse estragasse sua lua de mel desse modo. Ela dançaria pra ele.
Finn: Se te tranquiliza, não vai acontecer outra vez. Nós redobramos a guarnição, e Sam assegurou que se alguém tentar novamente, ele solta Santana. – Rachel riu de leve.
Finn tomou o silencio ela como algo positivo. O copo estava meio cheio, pelo menos ela não tinha dito não. Ela viu ele se levantar, indo até a porta e trancando-a, tirando a chave da fechadura e pondo-a de lado. Ele se virou, encarando-a, meio que sondando.
Finn: Dance pra mim. – Pediu novamente.
Finn viu Rachel se desencostar da cômoda, caminhando até ele, encarando-o. Ela não parou de andar até que seu corpo colou no dele. Os dois se encararam por instantes, a respiração de um batendo no rosto do outro, até que ele sentiu as mãos dela em seu braço, não tocando, segurando. Rachel o trouxe junto de si até a cama, onde o empurrou sentado. Ele nem reclamou, apenas observava. Ela apanhou a toalha dele, largada em cima da cama, e a cintura dela começou a se mover pros lados, primeiro lentamente, depois ganhando velocidade. Ela deu um passo pra trás, sem deixar de mover a cintura, e se pôs a girar. Ele sorria, encantado, observando tudo. Ele mal podia ver os pés dela, por causa da saia, mas podia ver a barriga reta, as curvas sumindo dentro da saia, os seios expostos pelo sutiã. De onde ela tirara aquilo? Ela parou de girar, ficando de frente pra ele, sorrindo de canto, e levou as mãos aos cabelos, fechando os olhos, como se aquilo lhe causasse prazer. O corpo de Finn começou a reagir a cena; ele segurou no lençol pra conter o impulso de agarrá-la. Rachel passou por ele, indo pros pés da cama, lhe dando as costas. Ele deixou a cabeça cair pro lado, observando os quadris dela indo e vindo. Ela havia aberto os braços, o que presenteava a visão dele maravilhosamente com as curvas dela. A atenção dele foi chamada quando ela jogou a cabeça pros lados, os cabelos ricocheteando no ar. Ele sorriu.
Ela sabia o apelo que os cabelos tinham sobre ele. Ela tornou a fazer, agora pro outro lado, e girou pro outro lado da cama, voltando a encará-lo. Sorria. Continuou balançando a cintura freneticamente pros lados, e subiu as mãos lentamente pelas curvas do corpo, provocando-o, até que ficou com os braços pra cima. Ela se pôs a girar, rebolando pros lados, lentamente. Só deixou de encará-lo quando teve que dar a volta, os cachos se balançando pelos impulsos dela. Finn nem percebera, mas estava quase de 4 na cama, na direção dela. Ofegava brevemente, os olhos dilatados de vontade. Ela girou livremente, voltando pra frente da cama, e abriu os braços na frente dele, jogando o cabelo pro lado, encarando-o. O chocolate dos olhos dela parecia hipnotizá-lo. A cintura ainda se movendo, ela subiu as mãos pela barriga, passando pelos seios e chegando nos cabelos, retirando-os do rosto, destacando os olhos em cima dele. Ela riu de leve e girou novamente, voltando pro ponto de onde começara. Finn se ajeitou na cama, como se girasse em torno dela. Rachel apanhou a toalha desprezada no chão, como um lenço, e a abriu, passando em torno dos ombros e girou umas três vezes. Finn umedeceu os lábios ao ver ela se aproximar dele. Rachel passou a toalha por trás do ombro dele, prendendo-o, e se aproximou dele, ficando entre suas pernas. Rachel levou o colo até o rosto dele, deixando os seios em frente ao seu rosto enquanto balançava os ombros. Finn olhou os seios dela, tentado a encerrar aquilo, mas a encarou e sorriu. Ela o soltou, subindo na cama, dando as costas a ele, jogando os quadris pros lados enquanto tirava o cabelo do rosto. Ele olhou o movimento do traseiro dela e respirou fundo, mantendo o controle. Ela se virou pra ele, voltando a encará-lo, e após puxar a saia pra cima, colocou o pé no peito dele.
Finn pegou a perna dela sutilmente com uma mão, dando-lhe um beijinho no pé, ergueu a sobrancelha, mordendo o lábio, quando ela se inclinou pra trás, até onde dava, balançando os ombros.
Quando ela fez o percurso de volta, ficando em ereta novamente, empurrou o peito dele com o pé, fazendo-o deitar com a cabeça no travesseiro. Ela passou por cima dele, ficando com um pé de cada lado dele, olhando-o, e passou o pé desde o ombro dele, descendo por seu peito, parando no cós da calça, beliscando-o. Quando ela começou a se abaixar, jogando com os ombros, Finn se sentou. Ela parou, deixando os seios na altura do rosto dele de novo, dando com os ombros. Finn não ergueu o rosto dessa vez, e as mãos dele apanharam a cintura dela. Ainda balançando o colo em frente a ele ela jogou o cabelo pro lado, os cachos caindo por seu colo, entrando na visão dele. Por fim ela parou de dançar, apanhando o queixo dele com uma mão, fazendo-o encará-la. Ambos ofegavam, os olhares carregados de tesão acumulado.
Finn: Cigana. – Acusou, em um murmúrio, fazendo-a sorrir, e apanhou o rosto dela, a mão entrando em seu cabelo, puxando-a para um beijo.
Ele a lançou na cama ao seu lado, e ela riu, deixando que ele atacasse seu corpo. Dessa vez não houve preliminares; Finn parecia furioso. Ele apenas matou a vontade que ficara nos seios dela. Puxou o sutiã com uma mão só, como uma criança que desembrulha um presente, e se banqueteou, mordendo, sugando, sentindo. Os vermelhos já estavam acesos, os seios dela sensíveis, quando ele rasgou a saia que ela usava, se desviando de sua calça, se afundando no corpo dela em seguida. Ele parou um instante, perdendo um gemido abafado e ela arfou audivelmente com a invasão, olhando o dorsel da cama, todo o ar dos pulmões tendo sido expulsos.
Rachel: Tire isso. – Pediu, atordoada, puxando a camisa dele. Finn se ergueu um instante, puxando a camisa de qualquer jeito, beijando-a na volta.
O grito de Rachel morreu na boca de Finn quando ele voltou a se mover contra ela, tamanha a força. As costas dele não tinham mais espaço pra arranhões, mas recebeu. Ela cravou as unhas na cintura dele, no ponto onde os músculos de moviam com suas investidas, deixando a marca viva ali. Toda a irritação, toda a preocupação, tudo se tornou pequeno diante aquilo. Ele estava ali, era seu marido, sempre seria dela. Em um ponto Finn se sentou, trazendo-a pro seu colo. Enquanto guiava os movimentos dele, durante um tempo ele ficou com os olhos abertos, observando a expressão facial dela. Tinha os olhos fechados, o cenho delicado franzido, mordia a parte inferior do lábio. Então, subitamente, franziu mais o cenho, com força, os lábios se entreabrindo, a respiração suspensa por um instante, as unhas apertando seu ombro, e um gemido alto escapou dela. Finn sorriu, satisfeito por ter assistido aquele momento, e deu um beijinho no queixo dela, que abraçou. Ele notou que ela tremia. Minutos depois foi a vez dele, que se correu com o nome dela nos lábios. Ele rolou de lado, caindo de costas na cama com ela em cima do seu peito, e ambos ficaram quietos. Ele arfava, de olhos fechados. Rachel ofegava, as vezes perdendo pequenos gemidos baixos, meio tremula ainda. Demorou minutos pra que ele falasse.
Finn: Sua tia ainda é viva? – Perguntou, rouco, acariciando as costas dela. Rachel franziu o cenho com a pergunta.
Rachel: Eu acredito que sim. – Respondeu, amparando o rosto no peito dele de modo que pudesse olhá-lo. Ele ainda tinha os olhos fechados – Por quê?
Finn: Quero lhe enviar flores, com um cartão de agradecimento. – Disse, um sorriso descarado nascendo em seu rosto, e ela riu – Com que idade ela te ensinou isso? – Perguntou, olhando-a.
Rachel: Idade o suficiente. – Resumiu, e ele riu – Por quê? Quer que eu já comece a ensinar a Suri? — Finn parecia ter levado uma bolacha. Ele fechou a cara, erguendo a sobrancelha pra ela, que riu alto.
Finn: Quero que você dance mais vezes. – Disse, tirando o cabelo dela de seu rosto.
Rachel: Eu sei fazer mais coisas. – Disse, travessa. Ele ergueu as sobrancelhas.
Finn: O que? – Ela negou com a cabeça, sorrindo.
Rachel: Segredo. Na hora você descobre. – Provocou, e ele a apanhou pelos pulsos, jogando-a na cama, e ela ria gostosamente, se encolhendo.
Finn: Fala pra mim. – Pediu e ela negou. Ele abaixou o rosto, mordendo a barriga dela, que gritou – Fala, carinho. – Ela negou novamente – Eu vou te morder inteira se você não falar. – Avisou.
Ela negou novamente e levou outra mordida, na curva da cintura, o que a fez se encolher. Aquela brincadeira durou vários minutos e inúmeras mordidas. Por fim ele tomou gosto pelas mordidas, e a brincadeira ficou séria, levando horas a frente. E no final, ela não falou.
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