Joining the dots
3 As sete
Notas iniciais
“John” esse nome martelava a cabeça de Sherlock que levantava lentamente de sua cama no hospital, não sabia como havia chegado lá, suas ultimas lembranças eram de estar deitado no meio da rua após ter fugido de uma explosão causada por uma tentativa de fuga bem sucedida, mas que havia causado a morte de seu melhor amigo, ou era o que ele pensava. Sherlock guiou-se até a porta fechando seu robe.
– Sherlock. – era a voz de John. Sherlock, boquiaberto virou-se bruscamente encarando seu amigo que estava, claramente, vivo. Por um instante Sherlock ficou apenas parado com lagrimas em seus olhos, logo, correu aos braços de John e lhe deu um caloroso abraço. – Calma cara, o que foi? – John dava leves tapinhas nas costas de seu amigo que murmurava palavras abafadas pela lã de seu suéter.
– Achei que você tinha morrido – disse Sherlock espremendo o corpo de John contra o dele.
– E eu achei que você que tinha. Quando voltei ao hotel não encontrei ninguém, então eu perguntei para recepcionista onde você tinha ido e – John foi interrompido com a chegada de Lestrade.
– Os pombinhos querem um momento a sós? – disse Lestrade agachando-se para ser capaz de posicionar sua cabeça a frente de Sherlock que ainda abraçava John.
– O que você faz aqui? – disse John empurrando o corpo de Sherlock.
– Acreditamos que o sequestro de Sherlock tem algo haver com o caso da fronteira. – respondeu Lestrade
– Me sequestraram achando que eu era John. Ele era o alvo. – Lestrade e Watson olharam surpresos para Sherlock. – Provavelmente acharam que ele era o detetive. – riu Sherlock – Ele? Detetive? Ótima piada – Sherlock continuava caçoando de John que agora o encarava indignado com a sua rápida transição de humor.
– CONTINUE – disse John
– Ok, calma. Enfim, quando fomos a casa daquele homem, James Shehu, John se apresentou como o detetive e eu como seu parceiro.
– Você está dizendo que ele tem algo haver com o seu sequestro? – perguntou Lestrade.
– Sim, e com o sumiço de Puppy. — Sherlock respondeu colocando a mão em sua barriga. – Alguém mais está com fome?
– Puppy? – perguntou Lestrade confuso sendo ignorado por Sherlock que saiu pelos corredores a procura de algo para comer.
– O cachorro. – disse John indo atrás de Sherlock
À volta a Baker Street nunca poderia ser tão agradável, Sherlock sentou-se a poltrona colocando suas mãos a frente do rosto apoiando seus cotovelos aos braços da poltrona. Ele havia saído do hospital ainda em seus pijamas, e continuara vestindo-o.
– Sherlock – John foi interrompido por Sherlock que fez um gesto de silencio com o indicador da mão esquerda.
– Palácio mental, John. Preciso entrar em meu palácio mental, não perturbe durante dois a três dias. A não ser que você me traga chá. – respondeu Sherlock isolando-se do mundo.
– Ok. – John se retirou da sala. Horas se passaram e Sherlock continuou em seu “palácio mental”, mas agora compunha em seu violino, o que o ajudava a pensar.
O que alguém poderia querer com sete meninas ruivas? Isso não faz sentido. Elas não têm nenhuma conexão além da cor do cabelo, o que não pode ser já que três delas eram tingidas. Pense Sherlock, pense... MANCHAS NA PELE, não foram a causa da morte... Você já viu essas manchas antes, sim, sim, em algum lugar... isso. Abstinência de heroína. Todas tinham manchas, todas eram viciadas de acordo com os exames toxicológicos. Mas o porquê matar sete meninas ruivas viciadas em heroína?
– John – gritou Sherlock colocando seu casaco – Vamos ao hospital. – Holmes & Watson pegaram um taxi em direção ao St Bart’s Hospital. Com a chegada ao local, os dois foram até o necrotério examinar as vitimas.
– Olá Sherlock. – disse Molly uma conhecida de Sherlock que trabalhava no hospital.
– Olá Molly. – Sherlock respondeu examinando o corpo da primeira vitima que jazia encima de uma mesa de aço cirúrgico. Seu corpo estava gelado e pálido, claro, estava morta.
– O que você está procurando? A policia disse que daqui a pouco vão liberar os corpos. – pergunto Molly preocupada com a investigação de Sherlock
– Sinais de abuso. Quem é ele? – Sherlock mudou de assunto rapidamente
– Ele...?
– Sim, seu encontro. Brilho labial em excesso, cabelo preso com um rabo lateral, diferente do usual, lápis de olho e rímel, o que geralmente não se é usado quando vai trabalhar. – Molly estava chateada com a fria dedução de Sherlock, já que havia feito essas coisas para ele. – É diferente. Eu gostei. – Molly deu um breve sorriso e saiu de cena deixando Sherlock trabalhar.
Veias necrosadas, típico de usuário de heroína. Ela não é virgem... o que é isso em sua boca? – perguntou Sherlock, afastando seus lábios com uma pinça.
– O que você encontrou? – disse John, indo em direção a Sherlock.
– Um pedaço de látex. O que poderá ser?
– Látex? Já pensou na possibilidade de ser uma camisinha? – disse John, que foi encarado por Sherlock.
– Hm, interessante. Profissional em camisinha? – perguntou Sherlock retoricamente, John tentou uma resposta, mas não tinha como retrucar, então preferiu ficar em silencio.
Camisinha na boca? Mas por que na boca?
– John – chamou Sherlock – Por que alguém usaria camisinha na boca?
– Sério? – John riu achando que era apenas uma piada, mas olhando para a cara de seu parceiro pôde perceber que era verdade. – Hmm... er... sabe... – John fez um gesto empurrando sua língua contra sua bochecha para indicar sexo oral. Sherlock assentiu sem entender.
– Sexo oral. – sussurrou John
– Ah, oh... As pessoas fazem isso? – John lentamente fez que sim com a cabeça sem entender da duvida de seu companheiro. – Mas quem usaria camisinha para – Sherlock engoliu seco – hm, sexo oral?
– Hm... quando se pratica o... hm – John limpou a garganta — ato com prostitutas, talvez? – ambos se olharam. Sherlock agora tinha uma resposta. Os dois andavam em direção a saída do prédio.
– Você não entende? – perguntou Sherlock – Elas não eram sequestradas, e sim iam por pura boa vontade. Elas eram prostitutas viciadas, alguém as oferecia um trabalho em um bordel na Ucrânia, talvez, e elas iam. TAXI! — acenava Sherlock em busca de um transporte.
– Mas por que matar prostitutas viciadas? – perguntou John ainda em duvida com toda a dedução de Sherlock
– Boa pergunta. – um taxi parou a frente deles e Sherlock entrou. – Pegue o próximo. Palácio mental, John. Palácio mental.
Talvez não seja uma gangue. Talvez seja um serial killer. Ele dorme com prostitutas, ruivas, sua preferencia, e mata elas. Sem nenhum motivo, apenas por prazer. – o carro parou em um farol, Sherlock pagou o taxista e saiu correndo pela rua em busca do carro de John, quando encontrado, Sherlock jogou-se contra o para brisa e começou a fazer mimicas para demonstrar que havia desvendado o mistério das ruivas.
– Tá, serial killer, ótimo. Mas por que te sequestrariam se fosse apenas um cara? – perguntou John quando voltaram a Baker Street.
– Quem está por trás do trafico de mulheres. Não sei na sua terra, mas na da rainha prostituição é crime. – disse Sherlock levantando-se indo em direção a parede na qual havia fotos e papeis sobre o crime da fronteira.
– Eu vou fazer um chá.
– Ótimo, traga um para mim.
– Nem ferrando. – John se levantou e foi em direção a cozinha.
– John! John! – Sherlock gritava pelo seu parceiro.
– Mas que merda foi agora? – disse John entregando uma caneca de chá a Sherlock.
– James Shehu está envolvido com o trafico.
– Como nós já sabíamos. – John goleou seu chá
– Sim, mas que tipo de garota se venderia para o próprio pai?
– O que você quer dizer com isso? – perguntou John confuso.
– O homem que nós entrevistamos não é James Shehu. – John surpreso, seguiu Sherlock em seus atos que foram de, correr até a estação de policia para notificar Lestrade.
– O que vocês estão fazendo aqui? – perguntou Lestrade.
– Você... prendeu.. James Shehu? – falava John, ofegante, fazendo pausas para pegar ar.
- Sim, por quê? – disse Lestrade curioso e cheio de duvidas.
– Solte ele imediatamente e mande mandatos de buscas para a casa de todas as meninas desaparecidas. – dizia Sherlock. Lestrade, mesmo ainda duvidoso, fez o que seu detetive consultor havia dito.
– Por que para a casa de todas as vitimas? – perguntou John?
– Você ainda não está entendendo? – disse Sherlock encarando John e inclinando sua cabeça cada vez mais enquanto falava. – As meninas não foram sequestradas e sim, foram por boa vontade, então alguém tem que ocupar a casa daquelas que moram sozinhas para que não levante suspeita.
– Oh – John ainda estava confuso. – Como vamos desvendar o assassinato agora? A final se é um serial killer ele provavelmente vai continuar na Ucrânia.
– Vamos para Ucrânia. – disse Sherlock sorrindo. Ele e John embarcaram no próximo voo.
Pripyat – cidade fantasma ao norte da Ucrânia fronteira com Bielorrússia
– Legal, estamos numa cidade fantasma e radioativa. – reclamava John.
– Os níveis de radiação são muito baixos atualmente, ela é habitável. – respondeu Sherlock maravilhado pela vastidão da cidade.
– Sim, por três pessoas e uma delas é um assassino. Que emoção – disse John pulando ironicamente no lugar.
– Enfim, o perfil do assassino é de um homem, jovem, que gosta de prostitutas ruivas. – sorriu Sherlock. – E não são somente três. Tem uma base de pesquisas em algum lugar por aqui.
– Seria melhor se fossem só três e o assassino te matasse primeiro. – disse John que foi ignorado por Sherlock. Os dois saíram andando a procura da base de pesquisas.
– Quem são vocês e o que fazem aqui? – Sherlock e John foram logo recebidos por soldados que os algemaram e depois os bombardearam de perguntas.
– Eu sou John Watson e esse é meu parceiro Sherlock Holmes. – John mostrou as credenciais do exercito.
– Liberados. – Sherlock e John foram guiados até uma sala de pesquisas onde havia mais sete pessoas. – Capitã. – os soldados que escoltavam John e Sherlock bateram continência a uma mulher que vestia um jaleco.
– Cadente Willian. Descansar. Somos onze agora. – disse a mulher acenando a Sherlock com a cabeça. – Adoro homens altos. – Sherlock fez uma cara de duvida e olhou intrigado a John, após lembrar a altura de seu parceiro, percebeu que a mulher havia falado com ele.
– Capitã – disse um garoto indo em direção a ela carregando uma ficha. Antes de chegar mais próximo o garoto tropeçou no próprio pé e caiu de cara no chão. Todos riram, exceto John e Sherlock que permaneceram sérios.
– Bem, já está anoitecendo, Vocês vão passar a noite aqui. E isso é uma ordem. – logo após terminar a frase, a moça deu uma piscadela em direção a Sherlock.
– Oh, muito obrigado. – agradeceu John
– De nada. Seu amigo alto pode ficar no meu quarto, se quiser.
– Agradeço, mas eu e John na verdade somos um casal, então isso não seria possível. – Sherlock respondeu. Todos se entreolharam e John questionava Sherlock.
– Oh, todos aqui respeitamos suas opiniões. – capitã deu um sorriso forçado. O menino que havia tropeçado antes fitava o suposto casal com os olhos por trás de um suporte em uma das bancadas de madeira. – Ed, leve eles até o quarto.
O menino guiou John e Sherlock até um quarto no subsolo da base, durante o caminho inteiro os três permaneceram em silencio.
– Pronto. Esse é o quarto de vocês, divirtam-se. – falou o menino
– Oh, nós vamos. – disse John ironicamente enquanto batia nas costas de Sherlock. A porta se fechou. – Casal? Sério? Não podia pensar em mais nada?
– Eu queria distancia daquela mulher, mas enfim, vamos descansar. Temos que procurar um assassino. – John e Sherlock deitaram na cama, um ao lado do outro, e tentaram dormir. Um alto barulho veio da superfície seguida de bruscas pegadas no corredor que logo chegaram até a escada. John e seu atual “namorado” seguiam as pessoas que corriam pelo corredor chegando até o laboratório, onde havia sangue.
– Me deixa passar, sou medico. – disse John abrindo espaço pelas pessoas vestidas de pijamas. Capitã estava morta ao chão, uma bala no peito. John olhou para as pessoas e fez um gesto indicando que ela estava morta. Sherlock se esquivou pela pequena “multidão” de exatas 8 pessoas, foi até a porta e a trancou.
– Ninguém sai daqui até pegarmos o assassino dela e das sete ruivas na fronteira. – disse Sherlock
– Pelo amor de Deus, ninguém aqui tem nada haver com a morte de 7 ruivas na fronteira. E isso só aconteceu quando vocês chegaram, então é claro que um dos dois é o culpado. – dizia cadente Willian que usava seus cabelos presos com uma tiara.
– Cristão, destro, entrou para o exercito porque engravidou a namorada. Agora casado com ela. Três filhos, um bastardo que não é aceito pela família, sua mulher te trai com o vizinho toda terça feira e com seu melhor amigo sempre que você vem para esse lugar. Nascido em Moscou, mas filho de pais britânicos, um pai escocês mãe inglesa. Mas o mais importante detestava a capitã por ela lhe assediar sexualmente. – falou Sherlock fazendo com que todos se calassem.
– Como você sabe dessas coisas? Por acaso roubou minha ficha? – o homem tirou uma arma de suas costas e apontou a Sherlock.
– Não, eu apenas deduzi. – respondeu Sherlock
– É, ele faz isso. – disse John
– Calado. Você, você pode mesmo descobrir quem a matou? Eu a detestava, mas pelo menos deveríamos saber isso. – disse o homem abaixando a arma
– Claro. – disse Sherlock e logo depois pediu para que todos sentassem dentro de seu campo de visão.
Mãe de trigêmeos, nem tem cara de quem dormiria com prostitutas. Mulçumano, prostituição é contra os ensinamentos de sua religião. Excluindo as mulheres, que duvido que usem camisinha na hora do sexo oral, sobram três. Obesidade mórbida, ejaculação precoce, se encaixa no perfil, mas não teria tempo de matar a capitã e voltar ao quarto em questão de segundos. Só sobram dois, oh Ed, claro, como não pensei nele antes. Seu quarto é o mais próximo do laboratório, sempre ridicularizado pela capitã e provavelmente por todas suas parceiras sexuais, recorrendo a prostitutas.
– Ed – todos o encaravam. Ed não entendia o que estava acontecendo até um de seus companheiros sacar a arma e apontar a ele. – Não! – exclamou Sherlock – Esperem! – mas suas palavras foram ignoradas e abafadas pelo barulho do tiro, o corpo de Ed caiu no chão, encostando-se à parede antes de chegar totalmente a seu destino final deixando um rastro de sangue na parede.
– O QUE VOCÊ FEZ??? – gritava Sherlock
– Ele era o assassino, o que você acha que eu fiz? – disse o homem que antes havia apontado sua arma a Sherlock.
– ELE NÃO ERA O ASSASSINO – todos, até John, estavam chocados.
– Então quem é? – perguntou uma das mulheres.
– Cadete Willian, você é culpado do assassinato de oito mulheres. – disse Sherlock. Todos o encararam
– Eu? – riu o cadete. — O culpado já foi pego e morto, eu não tenho nada haver com essas oito mulheres.
– Não? Então por que tem rastros de póvora em sua mão e uma camisinha do mesma marca encontrado em uma das vitimas está saindo do seu bolso.
– Muitas pessoas usam camisinhas. – disse o homem.
– Não um cristão casado. A não ser que seja antes de matar sete prostitutas. A capitã descobriu e por isso a matou. Você não tem ideia do quão covarde e idiota você é?
– Elas não mereciam viver. Eram prostitutas imundas, viciadas. Mereceram a morte, e eu faria de novo, e farei. – o homem sacou a arma e a apontou a Sherlock que rapidamente tirou uma do cinto de uma das mulheres que estava parada a seu lado e apontou para Will.
– Você que não merece viver. Por sua culpa oito mulheres e o Ed estão mortos, você acha isso correto? Além do mais, para matar as prostitutas imundas, assim que você as chama. Você teve de trair sua esposa e se render ao pecado da luxuria. Você acha isso certo? – Sherlock continuava apontando a arma
– Não... – gaguejou o homem que logo após abaixou a arma. John se aproximou dele para prendê-lo, no mesmo momento cadete Will, levou a arma a sua cabeça e puxou o gatinho espalhando seus miolos para todos os lados. Todos ali presentes se surpreenderam com essa ação. Sherlock e John se retiraram do laboratório e voltaram ao quarto.
– Eles mataram um inocente por minha culpa – disse Sherlock. Sentando-se na cama ainda chocado com a cena que presenciara. John sentou-se ao seu lado e o abraçou. Sherlock continuava com o corpo rígido enquanto John se inclinava cada vez mais próximo de seu amigo. John posicionou sua mão direita na bochecha de Sherlock e deixava seu corpo cada vez mais reto para alcançar o rosto de Sherlock que não entendia o que estava acontecendo, John chegava com seus lábios cada vez mais próximos ao de Sherlock enquanto passava sua mão pela sua nuca, puxando seus cabelos encaracolados, Sherlock se inclinou levando sua boca mais próxima a de John, seus olhos se encontraram, Sherlock finalmente cedeu colocando suas mãos em John, a direita em seu quadril e a esquerda acariciando a pele de seu queixo, John fechou seus olhos e se inclinou, Sherlock fez o mesmo, fazendo com que seus lábios se encontrassem. John delicadamente depositou sua esquerda no rosto de Sherlock que agora, acariciava o rosto de John.
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