Joining the dots

2 A fronteira de sangue


Notas iniciais
Esse capitulo originou-se de uma brisa com Vivaldi. Sério, deveriam me deixar longe de compositores mortos. Enfim, estou grata que ninguém realmente lê essa bosta, mas se caso alguma alma infeliz leu, eu sinto pena de você e te amo ao mesmo tempo. eerr... esse capitulo é em duas partes então imaginem um To be continue no final hehehe desculpa por fazer vocês, Gasparzinhos, perderem tempo lendo esse negocio.

– Fala serio, como você fez aquilo? – perguntava John enquanto subia as escadas de seu apartamento na Baker Street. – É impossível solucionar um duplo homicídio só pelas cinzas de uma maldito cinzeiro

– Não venha me dizer o que é impossível, eu conheço cinzas. – disse Sherlock parando por um minuto na escada antes de entrar a sala.

– Sherlock! – um homem de meia idade, com um terno chique abria os braços na esperança de um abraço enquanto estampava um sorriso irônico em sua face. Sherlock tirou sua echarpe e casaco colocando nos braços esticados do homem como se ele fosse um cabide.

– Desculpe, mas não estamos esperando nenhum cliente. – disse John que logo foi interrompido por Sherlock.

– Ele não é cliente. É o imbecil do meu irmão, Mycroft. — Sherlock, não seja rude e apresente seu namorado a família.

Namorado? OH NÃO. Nós apenas dividimos o apartamento. – John respondeu rapidamente.

– Quer uma xícara de chá? – Mycroft acenou com as mãos negando o pedido, Sherlock fez o mesmo só que aceitando. John se retirou da sala em direção a cozinha para preparar o chá.

– Lindo dia, não?

– O que você quer Mycrof? – Interrompeu Holmes 1. Ele sabia que nada de bom poderia vir de uma visita de seu irmão.

– Não posso visitar meu irmãozinho idiota? – disse Mycroft examinando seus arredores. – Lindo papel de parede, não?

– Fale logo o que você quer.

– Hmpf – bufou Holmes 2, tocando em uma estante de livros empoeiradas com uma cara de nojo. – Bom, nada passa pelo meu irmãozinho, não é mesmo? Enfim, 7 pessoas foram encontradas assassinadas na fronteira entre a Ucrânia e Bielorússia e bem, precisamos de sua ajuda. Quer dizer, eles precisam, eu neguei, como sempre.

– Por que você não ajuda? – Sherlock perguntou desinteressado pelo caso proposto por seu irmão

. — Eu não tenho tempo para bobagens, contrario de meu irmãozinho que passa maior parte do tempo bebendo chá com a bunda na cadeira. Vai ajudar ou não?

– Não. Estou muito ocupado. – disse Sherlock que logo visualizou a tela de seu computador – Cachorrinho sumido em Preston, pobre pequena Amélia Pond, muito preocupada, preciso dar uma força.

– Aqui está seu chá – disse John servindo Sherlock e encarando Mycroft que fazia uma cara de indignação a seu irmão. – Hm... Sherlock, aquilo era um pé na geladeira?

– Sim. – Sherlock não tocou em seu chá, nem desviou o olhar de seu irmão.

– Bem, tanto faz. Não sou eu que preciso disso mesmo. Espero que você e seu namorado curtam salvar o cachorro dessa menina. – Mycroft se retirou do apartamento deixando uma ficha com fotos sobre o caso da fronteira.

– Simpático ele. – disse John ironicamente. – Mas por que raios de motivo você escolheu salvar uma cachorrinha perdida a 7 mortos na fronteira?

– Entenda, meu caro Watson, alguns casos são mais importantes que os outros. – suspirou Sherlock – A final, o assassino pode tropeçar numa pedra e morrer em qualquer momento, mas o como ficará a pequena Amélia sem seu cachorrinho? – John soltou um riso e se retirou da sala.

Preston, sede administrativa de Lancashire – Reino Unido. J

ohn e Sherlock estavam na frente da casa de Amélia esperando alguém responder a campainha. — Serio mesmo? – perguntou John retoricamente

– O que? – respondeu Sherlock com uma cara de duvida, enquanto tentava avistar algo pelas grossas cortinas que cobriam as janelas.

– Nós realmente estamos aqui procurando uma cachorrinho ao invés de um grande caso de homicídio na fronteira da Ucrânia!? – John está intrigado e queria esmurrar Sherlock.

– Sim – sorriu seu parceiro e logo depois a porta foi aberta. Os pais de Amélia explicavam o sumiço do cachorro o que era interessante já que ele havia sumido no mesmo dia que 3 pessoas que moravam à um quarteirão de Amélia. As características tanto do cachorro quando das pessoas desaparecidas eram dadas a Sherlock. Depois de alguns minutos trocando possíveis teorias sobre o desaparecimento de Puppy. –teorias idiotas– assim pensava Sherlock, e alguns copos de chá Holmes & Watson finalmente se retiraram.

– Você sabia disso – dizia John a Sherlock enquanto tentava manter o ritmo de seu companheiro mesmo andando em marcha ré.

– Sabia do que? – riu Sherlock ironicamente. Ele sabia exatamente o que John estava falando.

– Sobre os desaparecimentos.

– Que desaparecimentos? – riu Holmes acariciando o ombro de seu parceiro – Vamos fazer algumas perguntas às famílias das vitimas. – Sherlock segurava seu lábio inferior enquanto tentava identificar as casas descritas pelos donos de Puppy. Bateram na porta, tanto John quanto Sherlock, em uma pra sincronia que só podia ser ensaiada.

– Posso ajudar? – perguntou um homem colocando a cabeça entre a pequena abertura da porta.

Homem, meia idade, manchas de tabaco na blusa, fumante. Olheiras profundas, insônia pelo abuso de bebidas alcoólicas, destro, reunião do AA toda quinta feira. Mãos... mãos... sangue na dobra dos dedos, abusa da mulher. Os vizinhos o odeiam por isso a porta quase fechada e grandes cadeados na tranca.

– Boa tarde, meu nome é John Watson e este é meu parceiro Sherlock Holm- John foi interrompido antes de que pudesse continuar.

– Olha, não vou comprar nada. Vão embora. E se estiverem aqui por culpa do carro, eu já disse para o velho Hatmer que aquela merda vai continuar na mesma porra de lugar que ele ta, ouviu bem? – a porta se fechou bruscamente, mas Sherlock impediu que ele a fechasse totalmente com seu pé. – Saiam da minha propriedade.

– Não até você nós dizer o que aconteceu com Ivica Shehu. – disse Sherlock forçando a abertura da porta.

– O que essa vadiazinha fez agora, hein? – o homem parou de forçar para que a porta se fechasse e permitiu a entrada de John e Sherlock.

– Eu não tenho nada haver com qualquer coisa que ela possa ter feio, aquela puta não aparece na minha vista desde semana passada.

– Alguma idéia de onde ele pode ter ido? – perguntou John

– Sei lá. Só sei que se ela aparecer na minha frente novamente, ela está fodida. -

Quando foi a ultima vez que senhor a viu? – John continuava fazendo perguntas.

– Por qual razão ela estará fodida? – Sherlock disse observando a casa que caia aos pedaços.

– Pela mesma razão que todas as garotas da região sumiram – Sherlock e John se encaravam enquanto o homem tomava um gole de sua cerveja.

– Você sabe por que elas sumiram? – John perguntou fitando o homem com seus olhos escuros cheios de duvida e desprezo por um ser humano tão nojento.

– Sei lá, mas pelo jeito que aquela putinha é, deve ser graças a algum cara com algumas seringas.

Sherlock andava pela sala observando os porta retrato empoeirados e avistou um rosto conhecido. Mas de onde podia ser? Era uma mulher, aproximadamente 18 anos, cabelos ruivos até os ombros, piercing no lábio inferior. Sherlock puxou a pasta de arquivos que Mycroft lhe dera antes e procurou por uma menina com as mesmas características. La estava ela, Ivica Shehu, morta na fronteira da Ucrânia.

– John, vamos embora. – disse Sherlock puxando a lapela de seu casaco e andando em direção a porta. John despediu-se do homem e saiu da casa em uma corridinha babaca com esperanças de alcançar Sherlock. – Ivica está morta. Você queria o caso da fronteira? Bem, conseguiu.

Naqvi, fomos descobertos. Um detetive veio em casa perguntando sobre Ivica. – o ser humano repugnante fez uma ligação logo que John despediu-se.

Não se preocupe, James. Diga-me o nome desse detetive. – o homem do outro lado da linha respirava tranquilamente muito próximo ao telefone.

Watson. John Watson.

Sangue escorria pelas bochechas deixando com uma aparência de que haviam chorado, a pele de suas costas havia sido retirada na forma de um símbolo. Estava nua, deitada no chão de uma estrada de terra, com sangue cobrindo seu corpo quase inteiro, seus cabelos ruivos bagunçados estavam sujos. Suas pálpebras estavam abertas mostrando aqueles olhos claros e sem brilho, as olheiras eram profundas. Seu rosto magro e coberto de manchas, era igual o resto de seu corpo. Sherlock e John examinavam as fotos. Todas as vitimas eram iguais, mesma cor de cabelo, mesma forma de morte.

– John. Sede. Chá. – Sherlock dizia enquanto examinava as fotos com uma lupa tomando nota de cada pequeno detalhe.

– Eu teria que ir até o super mercado. Não tem como esperar ate o jantar ou sei lá? – Watson reclamava chocado pela crueldade daquelas fotos. Ele era ex medico do exercito, mas nunca vira tamanha crueldade a pessoas que aparentavam inocentes.

– E eu com isso? – Sherlock respondeu fazendo com que John bufasse e se levantasse com desgosto, vestindo um casaco indo em direção a Sherlock.

– Você é pior do que quem fez isso. – John sussurrou ao ouvindo de seu parceiro que nem deu a mínima a seu comentário.

“Que porcaria. Ele não pode levantar a bunda da cadeira nem uma vez pra pegar a bosta do chá?” John pensava enquanto andava irritado pelas ruas de Preston indo em direção ao supermercado mais próximo. Passos podiam ser ouvidos, e John sentia-se como se estivesse sendo seguido, mas quem perderia tempo seguindo um medico babaca? Pensou ele enquanto entrava na lojinha de conveniência mais próxima.

Sherlock estava deitado na cama do hotel ainda examinando as fotos, a porta de seu quarto de hotel abriu.

– Espero que seja um de qualidade, se for de camomila volte logo de onde você veio. – Sherlock virou-se.

– Quem disse que eu trouxe seu chá? – um homem, mas não era John. Outro homem estava no quarto com Sherlock.

– JOHN – gritou Sherlock que logo foi nocauteado pelo invasor desconhecido. Seus braços estavam amarrados e seu queixo doía, ele voltava a ganhar a consciência aos poucos. A imagem que se formava diante de seus olhos era de cinco homens parados em sua frente, todos com um cigarro na boca.

Aproximadamente 30 anos, destro, destro, canhoto, destro ,destro... corte no lábio inferior... apoiado a parede, machucado na perna esquerda... pressionando o lado direito do abdômen... esfaqueado? Baleado? Quatro possíveis saídas, porta da frente, muito arriscado. Janelas? Não daria certo. Porta de trás? Protegida por um armário. Ok, nenhuma saída possível. Ou melhor, uma janela próxima ao teto... como chegaria lá? Corda ... corda... corda... cadeira, mesa... hm posso escalar pelas laterais. Cinco homens. Como derrubar?

– Ora, ora, se não é John Watson – perguntou o canhoto. Ele andava com dificuldade e não mexia seu braço direito.

– John Watson? – Sherlock questionou mas então percebeu o que estava acontecendo. – Sim, sou ele, por quê? – todos soltaram uma risadinha sem motivo, mas logo depois Sherlock levou um soco no abdômen, seguido de dois no rosto e um chute nas bolas. Ele ficou sem fôlego por um momento, o sangue começou a escorrer de sua testa e lábio.

Um homem veio até ele, acendendo um cigarro. Sherlock se movimentou fazendo com que seu corpo chegasse mais próximo de uns galões de gasolina, plano perfeito. Suicida mas perfeito. Ele precisava salvar John, apenas John.

– O que foi? Quer um cigarro? – Sherlock assentiu com a cabeça, eles parecem não ter percebido qual é o plano. Holmes levou um chute da parte de traz do joelho o que fez com que sua perna acertasse o galão de gasolina derrubando-o no chão, Sherlock apanhou algumas vezes antes de ter certeza que o local estava bastante inflamável. A ultima gota de gasolina caiu do galão, um golpe bem dado fez com que Sherlock soltasse seu cigarro, deixando ele propositalmente cair ao chão. Primeiro a faísca, e em poucos segundos o quarto se encheu de chamas.

Sherlock correu com sua cadeira de encontro à parede enquanto todos tentavam se salvar, as chamas estavam cada vez maiores e mais quentes.

Holmes quebrou a cadeira de madeira fazendo com que suas mãos se soltassem e correu para sua salvação. Ele começou a subir a lateral da parede e em poucos minutos já estava fora, seu corpo doía e algumas partes sangravam, mas ele não podia parar de correr, o prédio iria explodir a qualquer minuto.

– SHERLOCK! SHERLOCK! – era a voz de John.

– JOHN! JOHN! JOHN!– Sherlock procurava desesperadamente pelo seu amigo, os gritos de John começaram a ficar abafados até sumirem por completo. Um grande barulho ecoou pelos ares, e pedaços de madeira voaram para todos os lugares. Os joelhos de Sherlock caíram em direção ao chão, sua garganta apertou e as lágrimas começaram a escorrer. – JOOOOOOOOHN JOHN JOO-OOHN – Sherlock se engasgava com as próprias palavra.

– SHERLOCK! – era a voz de John. Sherlock se levantou e começou a procurá-lo pela nuvem de fumaça que se formou graças à explosão, ele não parava de tossir, e suas lágrimas continuavam a escorrer.