Johnny. O Herdeiro Dos Black

8 Sentimentos diversos (Reescrita)


Notas iniciais
(Essa fic está sendo reescrita por vários motivos Um desses motivos foi que saiu completamente do que eu esperava e pensava para a história, agora que está sendo reescrita espero que todos e todas estendam isso. Ela vai ser reescrita até onde parou. Me desculpem pelo transtorno e vamos aproveitar a leitura)
Um capítulo extra antes da detenção de John. É que se eu postasse junto, iria ficar muito grande e eu gosto de poupar vocês...

Aproveitem a leitura...

Aah, e obrigada Gabbsinha por deixar aqueles comentários lindos e maravilindos que eu tanto amo...

Um beijão pra você e para todos os meus outros leitores e leitoras!!!

-Enjoy!

Mesmo que ganhando, ou melhor, pegado um colar que não era seu, sua consciência não estava pesada, apenas apreensiva para conversar com Paul. E se ele reconhecesse o colar imediatamente? Tive alguma magia em volta envolvendo o colar e ele brigasse com ele? Mas não podia ser. Ele encontrou com Aurora nos corredores que contou que Paul estava parcialmente irritado naquela manhã. O que Paul tinha ultimamente? Para sempre acordar de mau humor? Antigamente ele não acordava de mau humor com frequência.

Mas seria mais claro saber, depois da carta que ele recebeu naquela manhã, perturbando o seu sono e fazendo-o ter que acreditar em cada palavra que se lia inexplicavelmente era notável que ficasse de mau humor...

“Caro Paul Arturo.
A noticia que vou lhe dar agora talvez seja bem transtornada para você. Mas, eu e John combinamos de que você ficara expressamente seguro em Hogwarts, já que você em breve fará dezessete anos e eu estarei livre dessa maldição da sua mãe. Além do mais John foi embora e o nosso trato era você ficar aqui enquanto ele estivesse aqui. Então, já sabe da novidade, não é? Mas isso não significa que eu não vou querer ver você ao menos uma vez no verão. Sei que você vai ficar bem e vai encontrar para ficar no verão.
Transmita meus carinhos á seu tio Victorio Aflen.
Ísis Zafre.”.


Paul deu um gemido exaustivo ao terminar de ler a carta e suspirou ao amassar a carta e joga-la na lata de lixo fazendo-a em seguida pegar fogo. Existia alguma coisa pior do que aquilo? Ser praticamente expulso da própria casa da tia? Para ele, esse era o pior, ser tratado como um cachorro. Desde bebê pela família Zafre e estavam tudo voltando novamente ás suas costas do nada. Ele respirou fundo colocou a mão no pescoço retirando seu colar debaixo do pijama de seus pais e abriu o seu Brasão da Corvinal com Sonserina, que sempre trouxera consigo lendo atentamente quem ele era;

“Paul Arthuro Black. Filho de Kathellen e Régulos Black. Nascido no dia 17 de novembro de 1979; na qual aconteceu pela primeira vez um solstício de inverno no outono.”

Simplesmente irritado, ele fechou o Brasão e o tacou com tudo no chão, completamente irritado, totalmente frustrado, chutou e pisou na corrente até quebra-la descontando toda a sua raiva. Se não fosse o bastante quebraria também os enormes Brasões da Sonserina e da Corvinal para acabar com a sua dor. Então sem ter o que quebrar, sozinho no Salão Comunal resolveu berrar, já que era o único meio de se expressar.

–VOCÊ DISSE QUE ESTARIA LÁ... QUE ESTARIA LÁ QUANDO EU PRECISASSE... Mas vocês não estavam... Não estavam comigo... Nenhum... Nenhum dos dois... DISSERAM QUE FICARAM AO MEU LADO! – Ele se acalmou em um de voz que beirava ao choro, ao ódio choroso. – Mas não cumpriram, não cumpriram! QUE ÓTIMOS BLACKS VOCÊS ERAM! KATHELLEN SUA DESGRAÇADA! RÉGULOS SEU MALDITO! ABANDONARAM UM FILHO!

Ele se reencostou na parede passando as mãos nos cabelos escurecidos. Respirando fundo, e sentindo um vazio enorme no coração, apertou o peito tentando conter a dor, mas era impossível. E não eram dezessete, eram dezesseis anos que ele ia fazer. Ele dava suspiros cada vez mais fundos, pensando o quanto John era sortudo... Achar que perdeu tudo e em um estalar de dedos, aparecer tudo pra ele. E ainda não chamar os próprios pais de papai e mamãe. Ele daria tudo para ter sua mãe e seu pai ao seu lado como ele tem. Ele podia ir se juntar aos seus parentes, ou á Andrômeda Tonks ou então á Sirius Black... Mas não! Não tinha como Paul se juntar á John, mesmo sendo praticamente da mesma família Sirius não batia muito bem com seu pai, com o seu irmão. Já Andrômeda, sabe lá onde ela se escondeu depois que se casou com Ted Tonks. Sua avó, não gostava de Paul nem de longe; e pra falar que eles nunca se encontraram, Paul foi levado três vezes na casa dos Aflen, mas não era a mesma coisa de amor nem de carinho familiar. Isso lhe dava muita raiva, pois a sua única família que ele tinha no momento simplesmente o expulsou de casa.

Irritado bateu o punho na parede e colocou sua testa ali gritando.

–QUE DROGA... PORQUE FILHO DE KATHELLEN E...

–Paul... Você está aí? – A doce voz de Aurora ecoou pela porta do dormitório masculino onde ele correu para se esconder quando ouviu lhe a voz. Engoliu secamente já que não imaginava alguém batendo em sua porta, sua expressão de ódio, raiva e choro foi tomada por uma expressão de sono e felicidade incomparável. Alguém ainda procurava por ele.

Paul era um ótimo garoto, não só por ser esperto, educado, bonito, Ultra Comunicativo, delicado, despreocupado, conselheiro e um belo jogador. Mas porque poderia ocultar a própria tristeza para fazer os outros, (mesmo tristes) amigou ou não, ficarem felizes e radiantes. Ele não gostava de levar a tristeza ou a preocupação aos outros e sim, a felicidade. Já que com ele não foi assim, ele tinha que ser o diferente.

–Sim Aurora; estou! – Ele sorriu respirando fundo e indo em direção á porta, a abrindo para ver Aurora. – Olá! Bom dia!

Ela encarou Paul, parecia extremamente curiosa.

–Estava chorando? – Paul se corou ao leve, e antes de responder ela entrou no quarto de Paul pegando a corrente quebrada dele no chão. Traumatizada pegou a corrente no chão ainda tremendo. – O que aconteceu? Porque está quebrada? – Ela deu um pulo. – AAH, estava quebrada! Por isso estava chorando. Nossa, eu arrumo pra...

–Não se preocupe Aurora... – Falou ele pegando a corrente e colocando no bolso. – Nada de mais... Depois eu concerto!

-Mas...

-Vai ficar tudo bem... – Disse ele forçando um enorme sorriso no rosto.

–Aan... Certo... – Ela eu alguns passos para trás corada por estar no dormitório masculino, mesmo vazio se afastou. – John está no Salão Principal e ele pediu pra eu vir te chamar para ele perguntar algumas coisas á você...

–Pra mim? – Ele pareceu meio intrigado.

–Sim! Eu não entendi se foi uma coisa... Ou muitas coisas... Ele não tá falando comigo... Direito!

–Ok, pode deixar... – Aurora ficou paralisada o esperando. Ele acenou a cabeça negativamente. – Pode na frente Aurora, ainda tenho que terminar de me arrumar.

-Eu espero no Salão Comunal.

-Não precisa...

-Eu insisto! – Disse ela firme. Paul deu um sorriso e acenou para ela. Ele ficou parado na porta esperando Aurora se virar e ir para o Salão Comunal quando ele elevou a voz dizendo.

-Obrigado Aurora.

Ela se virou.

-“Obrigado”? Mas... Obrigado por quê?

-Por insistir em ficar comigo!

Ela paralisou.

-Claro, sempre vou insistir!

Paul arrumou a sua cama esticando os lençóis e colocando o travesseiro no lado dos pés. Diferente dos demais alunos. Em seguida se virou para o canto da escrivaninha e pegou o material. Antes pegou a gravata azul e enrolou no pescoço sem dar o nó e desceu do dormitório com o colar no bolso certificando-se novamente que o colar estava no bolso murmurou decepcionado.

-Sorte do Johnny, ter mãe, pai e irmã perto dele, enquanto só me sobram um tio e uma tia que não vão com minha cara.

Fechou a porta do dormitório e foi encontrar com Aurora que admirava a estatua de mármore de Rowena Ravenclaw atenta á todos os detalhes. Ela ouviu Paul se aproximar e se virou rapidamente assustada, ele deu um sorriso.

-Ah ela era bem bonita! – Disse Aurora se afastando da estatua. Paul se aproximou.

-Sim! Ela não era ela é... A Bonita Ravenclaw das Ravinas! – Falou Paul se virando para a estátua que lhes parecia sorridente.

-Como se sente na Corvinal?

-Eu sinto que aqui é o lugar onde eu devo estar. – Ele sorriu.

Ambos ficaram se olhando e Aurora sorridente correu para abraçar Paul com tudo. O garoto se corou e em seguida se afastou de Aurora assustado. Ele ofegante olhava para uma jovem que lhe sorria alegre.

-O que eu fiz?

-Está precisando de mais abraços!

Ele se corou e acenou com a cabeça, deu um sorriso para ela que retribuiu deixando a ir à sua frente ao caminho direto para o Salão Principal acompanhado de Aurora. Com a alto-estima um pouco mais alta do que quando acordou. Aurora estava tentando o alegrar e se esse seu coração pulsando dentro dele estava frio, agora estava mais quente do que antes.

Sem palavras logo chegaram ao Salão Principal, Aurora ao notar o irmão deu meia volta e ficou parada no meio do corredor, deixando John sair da entrada do Salão primeiro para que ela pudesse entrar depois, Paul olhou fixo para John que estava em pé na entrada que veio ao seu encontro imediatamente animado.

–Paul! – Exclamou feliz se aproximando rapidamente. – Era justamente com você que eu queria falar...

–Pois fale... – Ele soltou um suspiro sofrido sem se importar com o que ele tem á dizer.

–O que aconteceu?

–Nada... Estou com sono!

-Sono? Logo você que foi dormir bem cedo ontem? – Falou deixando o em uma saia justa.

-É... Tive... Aan... Dores musculares.

-Musculares?

Paul virou de costas para John mostrando acima do ombro.

-É... Bem aqui!

–Ok... – Falou John apressado. – Posso te fazer uma pergunta? – Paul acenou que sim com a cabeça enquanto se dirigia á mesa da Corvinal acompanhado de John logo atrás dele. Aquilo parecia que iria virar rotina tendo o garoto atrás dele o tempo todo.

–Claro...

–Sua mãe realmente morreu? – Paul parou de andar imediatamente. Virando serio para John que o encarou.

–Porque fez essa pergunta? Pra que quer a resposta?

–Eih, Eih... Calma... Calma!

-POR QUÊ?

-Porque sim!

–Claro que ela morreu! – Falou Paul zangado com a pergunta, não queria falar naquele assunto tão cedo e acabou acontecendo de ter que falar. – E ela morreu diante de Ísis... – Ele se virou irritado no meio do caminho e apontou para si próprio dizendo. – Ela estava ferida aos pés de Ísis, entregando-me. Estava doente e estava morrendo.

–Quem te disse isso? – Perguntou John desconfiado.

–Eu ouvi Ísis dizer... Na frente de Karkaroff, Lueffe e Black... Sua mãe, eu acho que sua tia, e Melissa a amiga inseparável de Ísis.

–Repita as palavras, por favor... – Pediu John se sentando á mesa junto com Paul que parecia um pouco desconfortável com as suas perguntas. Nem á meia hora atrás estava pensando em seus pais e agora vinham as perguntas.

–“Não Kathellen eu não matei... Eu realmente não matei... Eu apenas a vi machucada nos meus pés...” – Imitou Paul irritado pegando uma torrada e passando geleia.

–Já pensou na possibilidade de Kathellen estar viva?

–Pelo que Ísis falou... – Começou Paul. – Kathellen sempre precisou das amigas para se defender, não era aquela aluna que você olhava e via um futuro... Ela confessa que até se impressionou pelo fato de ela ter casado e tido dois filhos. Mas Kathellen era uma pessoa muito descontraída e desajeitada... Mesmo sendo uma Auror não pode prevenir o ataque simples de Ísis... Ela... Era...

John bateu a mão na mesa interrompendo Paul.

–Oks Paul... – Falou John se levantando e olhando para a própria mão. – Tem certeza?

–Absoluta... – Falou Paul amargurado. – Só isso que tem pra me...

Antes de completar a frase, se ouviu novamente uma gritaria vinda da mesa da Sonserina, sim, novamente eram Maryle e Marie se batendo no café da manhã novamente, e dessa vez, nem Draco, nem Pansy estavam lá. O que aquelas duas tinham para ficarem retrucando o tempo inteiro? Paul observou a brigaria novamente. Por um momento teve vontade de pular em cima das duas e parar aquela briga, mas no outro apenas olhou para John e continuou á dizer.

–Me dizer... Eu tenho que ir pra aula...

–Não vai parar a briga Paul? – Perguntou Padma.

–Não! – Falou ele dando ombros... – Eu não entendo como duas pessoas de uma mesma casa podem brigar.

Mas alguma coisa precisava ser feita. Paul se levantou novamente, com a cabeça fervendo até onde as meninas estavam brigando. Colocou-se no meio delas novamente que estavam puxando os cabelos umas das outras, totalmente irritadas. Paul puxou Marie e empurrou Maryle segurando sem querer no meio dos seus seios. Ofegante ele encarou Marie profundamente e fez o mesmo com Maryle.

–De novo? Não bastaram os menos cinquenta pontos de ontem?

–Foi ela... – Apontou Marie mostrando cinismo. – Põe ela de castigo.

–Será que dá pra dar um tempo? – Pediu Paul. – Se as duas não se controlarem... Eu vou coloca-las com Flich! Contar para Dumbledore. Fofocar para Snape!

–Ok... – Falou Marie se aquietando.

–Hunf... – Maryle deu as costas á Paul pegando suas coisas e se retirando, lançando um olhar mortal para ele que sentiu um calafrio percorrer seu corpo. Ele deu um suspiro.

–Ajeite-se Marie... Vou passar as coordenadas para Malfoy e Pansy... Caso eu veja um deles!

John deu um suspiro de alivio, se a situação estivesse sido resolvida ele não precisaria fazer nada como um monitor. Sua aula de feitiço era em seguida, deu um tchau de longe para Paul e se dirigiu para encontrar alguém que pudesse acompanha-lo até a sala do professor Flitwich, só de lembrar que devia se sentar com aquela menina falsa até lhe embrulhava o estomago. Talvez se fosse com alguém evitaria se encontrar com Maryle, o que desejava muito.

Johnny estava praticamente desfilando com o colar de Paul pendurado no pescoço. Por algum momento estava se sentindo lindo e poderoso, ainda mais do que tudo isso charmoso, majestoso e lhe parecia que estava atraindo todos os olhares do castelo só para si. Ou o colar era mágico ou outra coisa por aí. Ele se apressou para encontrar Rose para irem juntos á aula de Feitiços, mesmo que não sentassem juntos era uma boa chance de não ter que ver Maryle quando entrasse na sala.

A garota apareceu em sua frente rapidamente, como se fosse realização dos seus desejos.

–Rose... – Falou John aproximando-se de Rose logo a abraçando. Ele a apertou carinhosamente. – Me perdoa por não falar direito com você ontem.

A garota tentou se afastar, mas o abraço do garoto era incrivelmente gentil e doce.

–Aan? John... Eu... – Rose se tornou vermelha como um tomate. – O que?

–Tudo bem? – Perguntou John a apertando cada vez mais.

–John, está me sufocando... – Falou saindo de seus braços em um pulo. – Ok, podemos ir para a aula de Feitiços agora?

–Claro! – Respondeu John passando a mão na curva do pescoço de Rose e a levando consigo.

Agora com Rose abaixo de seu braço as olhadas eram gerais, as garotas mal podiam acreditar no que viam e os meninos estranhavam a nova pose de Johnny; a pose em que se mostrava cada vez mais sério e por mais difícil de admitir, bonito.

Assim que chegaram à sala, John deu um suspiro, Maryle por um lado havia machucado John profundamente quando se meteu com Aurora. Mas foi apenas uma briguinha, assim que sentasse do seu lado, ela estaria sorridente e ainda puxaria conversa pedindo desculpas. O que sempre ela fizera, sempre contente e alegre demais para uma Sonseriana assim como foi quando se encontraram na primeira vez...

Ela deu os passos suficientes para trombar com John. Os dois caíram com tudo para trás. Johnny bateu as costas fortemente no chão, enquanto a garota bateu de peito com o tórax dele. Ele á principio ficou sem ar, mais quando viu que era uma garota que estava em cima dele, daquele jeito, ele se corou involuntariamente.

–Aan, desculpe! – Falou a garota corada se levantando aos poucos.

–Aan... – John ficou vermelho e sem palavras.

–Tá tudo bem? – Perguntou a garota passando uma mecha dos cabelos para trás.

–Erh... – John não conseguia responder, seu coração batia mais forte do que um tambor de escola de samba. Tecnicamente falando. Mal podia responder.

–Garoto? – Chamou.

–Huum? – Perguntou John ainda sem dizer nada. Seu coração pulsava tanto que se abrisse a boca para falar era capaz de ele pular para fora do corpo.

Ela se virou saiu de cima de John, e o ajudou á levantar. Ele estava pior que uma estátua de tão duro que estava. Ela o encarou, e o olhou a sua roupa.

–Nossa! – Exclamou.

–O que foi? – Perguntou John assustado, vermelho e tremulo.

–Você... – Ela pegou na cintura de John, que sentiu um arrepio correr por sua espinha. – Rasgou o seu uniforme.

Ele olhou rapidamente.

–Não tem problema!

–Quer que eu costure?

–Aan... Não! – Falou sem jeito.

–Eu sou a Maryle Myrot! – Ela sorriu – Muito prazer.

–Aan... Eu sou...

–John Zafre! – Falou ela sorrindo.

–Como sabe... Meu... Nome?

–Acho que você é muito famoso!


John se sentou do lado de Maryle, esperando o mesmo tratamento de sempre, mesmo que ela falasse com ele, ele teria de se fazer de frio e difícil. Ao arrumasse na cadeira, Maryle também se arrumou na sua cadeira como se quisesse espaço; um espaço mais longe do garoto. Por um minuto Johnny queria falar alguma coisa, por outro, não queria falar nada.

O Professor Flitwick passou os primeiros quinze minutos da aula falando sobre a importância dos NOMS.

–O que vocês dever ter em mente... É que esses exames podem influenciar seus futuros por muitos anos que virão! Se vocês ainda não deram uma importância séria para suas carreiras agora é a hora de fazê-lo. – Dizia o professor Flitwick enquanto John se forçava á arriscar olhar para Rose, sentada ao lado de Goyle. Por um momento até pareciam da mesma casa, sem contar que Goyle praticamente não escrevia, apenas rabiscava o papel; Já Rose, escrevia tudo o que Flitwick falava. – Entrementes, receio que iremos trabalhar com mais afinco que nunca, para garantir que vocês possam provar o que valem!

Depois da introdução, eles passaram mais de uma hora recordando os Feitiços Convocatórios, que, segundo Flitwick, cairiam com certeza nos exames, e ele arrematou a aula passando a maior quantidade de deveres de Feitiços que seus alunos já haviam recebido.

–“Quem preguiça...” – Sussurrou Maryle para si mesma, talvez Feitiço não fosse à dela, e foi aí que John se viu livre pra falar alguma coisa.

–“Claro você não faz nada... Ficaria surpreso se passasse na prova!” – Sussurrou. Maryle encarou John, mas não disse nada, apenas o encarou e voltou para o pergaminho.

–“Sem palavras?”.

Ela não disse nada.

-“Parecendo que perdeu o nó de tudo. O que foi? Está sem graça sem ideias sem...”.

–“Cuidado com esses cachos...” – Resmungou Maryle tomando mais distancia dele. – “Macarrão preto é sinal de estragado!” – Respondeu ela seca.

–“Quem é você pra falar alguma coisa?”.

–“Quem é você pra falar alguma coisa, ego maníaco iludido? Se recusa á ficar sozinho e precisa de alguém pra conversar. Aí me humilha reclama, me bate e depois quer falar comigo... Desencana. Eu sou filha da Sophie esqueceu? Pelo que eu vi você apenas tem amigas... Já pensou em uma namorada?”.

–“Se for partir para o lado amoroso posso fazer você chorar...”.

–Como? Escrevendo cartinhas para sua mãe? – Agora sua voz era mais do que o normal, quase alta, não chegando á ser um berro ou um escárnio, apenas o tom mais estranho, e indo em direção ao tom Sonserino.

–Cale a sua boca sua...

–O que foi mula acéfala? Não consegue arrumar uma ofensa descente?

–Mula acéfala você sua idiota!

–Oh... Você acha que me ofendeu com esse “xingamento”... Nossa... Obrigado pela parte que me toca! – Murmurou Maryle baixo quando notou que Flitwick os observara.

–Senhor Lueffe e Senhorita Myrot, se os dois continuarem á falar, terei que os tirar da minha sala. Por favor, precisam prestar bastante atenção nessa matéria para irem bem aos exames.

Maryle deu um sorriso vitorioso para John, que ficou sem palavras diante daquela... Maldita Sonseriana. Agora poderia ser acusado como um mau aluno. Ele bufou, e tratou de prestar atenção na aula, porém não deixou de ouvir os deboches sorridentes de Maryle.

Notas finais
Quem gostou, achou legal, quer mais? Mande seu comentário dizendo o que está legal e o que está chato...

Bom, sendo assim, até o próximo capítulo...

Bjks da Autoria!

~♥~