Johnny. O Herdeiro Dos Black
7 Brigas pra ninguém botar defeito (Reescrita)
Notas iniciais
Abandonando o corredor das profundezas de Hogwarts onde se escondia e encontrara a bela e desconhecida garota chamada Angelina. Primeiro colocou a mochila no Salão Comunal da Lufa-Lufa e correu para achar Paul no Salão Principal. Ele estava ansioso para chegar e logo em seguida poder conversar com ele sobre o surpreendente que ouvia visto. Por sorte aqueles corredores estavam praticamente vazios por que todos estavam jantando. Menos John. Ele entrou correndo no Salão Principal em direção á mesa da Corvinal todo afobado preocurando Paul.
—Paul, Paul, Paul...
—O que foi? – Perguntou ele com a boca cheia de comida. – O que é? Não vai deixar mesmo eu comer?
—Tenho noticias bem legais pra você!
—Huum... – Falou ele se limpando com um guardanapo com a letra “B” com certeza “B” de Black. – Eu também tenho, mas diga a sua noticia primeiro.
—Um professor de Hogwarts tem uma filha! E... Qual a noticia?
—Pelo que eu percebi, não foi só você que brigou com Umbridge!
—Quem mais brigou com aquela cara de sapo?
—Myrot e Potter.
—Eu quero que os dois se explodam! – Falou John revoltado. – Por quê?
—Assim como você, eles acreditam que “tem algo lá fora”. – Cochichou a última parte baixinho para que ninguém da mesa da Corvinal.
—Vai dizer que você não acredita? – Perguntou John defendendo sua causa.
—Sim... Mas no momento prefiro ficar em silencio para conter o pânico da população de Hogwarts.
—População de Hogwarts? – Ele ergueu as sobrancelhas.
— Sim... – Afirmou sério. Logo em seguida afastou se um pouco de uma garota que estava praticamente tomando o seu ombro como encosto e deu um sorriso carinhosamente como se quisesse dizer: “Dá licença, mais esse ombro é meu.” Em seguida após receber o olhar da garota, voltou-se para John. –Tá, mais do que você estava falando?
—Bom você é o único menino que conhece praticamente todos de Hogwarts. – John empurrou o lugar na qual Paul estava sentando para se sentar ao lado dele, invés de ficar em pé, e reformou a suas palavras. – Quase...
—Sim! – Disse sorrindo orgulhoso.
—Então, sabe de algum professor de Hogwarts que por um motivo desconhecido teve filha? – No começo de tudo, Paul ergueu as sobrancelhas que estavam tomando uma cor mais clara do que os seus cabelos escuros. John nem tinha percebido e então continuou á conversar.
—Bom... Não sei disso não Johnny! – Ele sorriu novamente separando a comida do prato em duas partes. – Mas vou investigar... Por quê? Está á fim dessa menina? – Ele deu um sorriso bem maroto e malicioso.
—Um pouco... – Ele riu envergonhado.
—Aah, quem é? – Perguntou animado.
—Eu só sei que ela se chama Angelina e... – John foi interrompido por uma voz sarcástica que vinha no começo da Mesa Corvina, os dois se desviaram para ver quem era, e John teve uma surpresa nada agradável quando reconheceu quem era. Que lhe sorria debochadamente.
—Eih, Johnny Alexandre você não devia comer? Crianças que não comem ficam doentes! – Falou Brenton como um comentário sarcástico.
—Cuida da sua vida. – Resmungou o garoto evitando olhar para ele.
—Eih... – Falou Paul elevando a cabeça para Brenton e em seguida para John. – Eu não falo assim com nenhum dos seus alunos!
—Tudo bem Paul, crianças são assim mesmo! – Falou Brenton dando a devida atenção á John que o ignorava.
—Crianças? – Replicou John. – Eu sou mais velho que você!
—Ok, ou os dois tem um grau de parentesco e eu não sei... Ou... – Falou Paul dando um pulo do banco e colocando a mão no ombro de John. – É o seu tio?
—Sim... – Resmungou abaixando a cabeça.
—Não se preocupe meu tio também tá aqui... – Ele riu.
—Seu tio? – Perguntou John sem entender.
—Aah, agora isso é o de menos... – Falou Paul passando a mão nos olhos e apontando para a mesa da Sonserina. – Aquilo é mais daora!
Realmente era mais daora. A Sonserina virou ringue de luta, e por um estranho momento não havia nenhum professor para impedir as duas Sonseriana. Maryle e Marie se batiam na mesa na hora do jantar, novamente, Draco nem Pansy sabiam o que fazer no momento o melhor á fazer era apenas observar antes que o pior acontecesse.
John abriu um sorriso largo vendo aquela deliciosa cena na qual Maryle estava levando a pior. Ou era Marie? Praticamente as lutas em Hogwarts não se tratavam de magia, apenas magia e nada mais que isso. Com exceção daquela. E das outras que aconteceram, a magia parecia estar desaparecendo dos corredores.
Outros monitores se juntavam á mesa, mais ninguém conseguia interferir. John e Paul se juntaram aos demais monitores e Monitoras, com exceção de Granger e Weasley que haviam saído do Salão á menos de segundos.
Paul não aguentou tempo demais e foi ao socorro do povo Sonseriano, porque se ele deixasse daquele jeito, não iriam fazer nada. Paul pulou a mesa rapidamente e afastaram as duas garotas com uma força sobrenatural, uma com a perna e a outra com a mão.
—Ok, ok, cadê os monitores dessa casa? – Perguntou Paul sério, Marie tentou avançar para cima de Maryle mais o pé de Paul impediu que ela fizesse isso. Ele desceu o pé e colocou a mão entre o pé das duas, já que tinha força nos dois braços.
—Aflen... – Falou Pansy sorrindo. – Estava tão divertido...
—Sim, pode ser que estava mesmo, mas não se deve deixar isso acontecer com uma nova... Duas... – Ele as olhou. – Com duas novas alunas. – Olhou para as duas, ao querendo mostrar o seu olhar zangado. – Está tudo bem?
—Af... AFF... – Arfou Marie tentando recuperar o ar. – Essa louca me atacou!
—Isso foi o mínimo que eu podia fazer! – A voz de Maryle foi vacilante enquanto ela estava arrumando os cabelos desarrumados e totalmente espantados.
—Hogwarts está muito briguenta... – Falou Rose na mesa da Lufa-Lufa onde só foi ouvida pelo pessoal da Casa.
—Eu vou tirar menos cinquenta pontos de vocês Sonserinos... – Falou Paul se arrumando quando separou as meninas.
—O que? – Perguntou Draco furioso, seus cabelos brancos balançaram quando ele se levantou peitando Paul. – Isso é uma briga entre Sonserinos, isso não é da sua conta, Corvino.
A chuva martelava as vidraças, e Paul teve a sensação indiscutível de que o primeiro dia de aula teria parecido uma semana. Agora ambos os monitores se encaravam duramente, Paul queria avançar mais, porém caminhou para trás distanciando-se um pouco da mesa da Sonserina.
—Não interessa... – Falou Paul um pouco longe. – Interferir a paz na hora das refeições faz com que os outros monitores tenham o direito de querendo ou não tirar pontos, quando os próprios não tiram. Elas estavam na sua frente!
—Ora Aflen imundo... Vai ver. – Resmungou Draco partindo pra cima de Paul que o impediu de seguir mostrando a sua varinha.
—Pra sua informação, eu também sou um Zafre! – Falou ele encarando Draco com a expressão desafiadora. – Já vou tirar os seus pontos, sua doninha branca!
—Eu? Doninha branca? – Ele pareceu ofendido. – O que você acha que Ísis faria se soubesse que vou contar ao meu pai o que você está fazendo?
—Com certeza nada... Ísis não faz nada mesmo á meu respeito. – Ele deu um sorriso e em seguida se virou, indo em direção á porta de saída do Salão Principal.
—Paul, está tudo bem? – Perguntou John curioso e preocupado afastando da mesa da Sonserina como as outras duas monitoras.
—Claro! Por que não estaria? – Sua voz era fria e distante.
—Porque tem umas lágrimas escorrendo do seu rosto.
Paul se afastou imediatamente de John para limpar as lágrimas. Mal tinha percebido que aquilo havia acontecido. Praticamente John havia se encolhido em seu mundinho, quando Paul deu uma gargalhada.
—Não! Não são... Lágrimas Johnny! – Afirmou desconfortável ao olhar para John.
—Ah, claro que não! – Falou sarcástico. – São sim! O que aconteceu?
—Nada John... – Ele limpou as lágrimas. – Nada... – Apenas cansaço. Boa noite... E cuida para que Aurora vá pra cama direito...
Ele deu as costas á John e voltou pelos corredores vazios até á Torre da Corvinal. Paul estava chateado pelas sensações de estar na escola á uma semana em vez de apenas um dia. Mas a sua sensação passou quando ele se lembrou das montanhas de deveres que tinha de fazer antes de se deitar. Mas, como um garoto da Corvinal, isso seria mais fácil.
Chegando á entrada do Salão Comunal, tomou se com a aldrava de bronze em forma de águia fixada na grande porta de madeira envelhecida. Paul tocou na aldrava e ela abriu a boca soltando a pergunta.
Cite os ingredientes da Poção do Morto-Vivo e descreva para que a mesma sirva.
Ele suspirou achando a pergunta mais fácil que a última.
—Aan... Os ingredientes para a Poção do Morto-Vivo são: Losna, Raízes de Valeriana, raiz de Asfódelo em pó e vagem sudorífera. Essa é uma poção muito poderosa que faz a pessoas adormecer por muitas horas. Só possui o nome de poção do Morto-Vivo, pois a pessoa ficar tão sonolenta que parece mesmo um morto vivo.
Resposta correta.
Paul entrou no Salão grande e circular da Corvinal sentando-se no carpete azul meia noite em frente á lareira. E olhando aquelas chamas entregou-se ao mundo dos pensamentos mais longos que já se vira.
PV Paul
Qual era meu problema. Era isso que Johnny queria saber...
Meu problema?
Meu problema começou antes de eu nascer. Bem antes de eu nascer. Quando minha mãe ainda era viva, e bem antes de tudo acontecer. O motivo? Bem, o porquê eu sei muito bem. Ainda quando minha mãe se casou, alguém era contra isso. A família Zafre sempre achou isso uma grande burocracia e logo rogou para Kathellen não se casar com Régulo. Mas como o amor é mais alto que qualquer coisa, no final... Eles se casaram. E alguns anos depois eu nasci.
Eu fui o problema, eu fui aquele que todos apontavam e diziam:
—“Aquele é o filho dos Comensais.” “Aquele vai trazer a desgraça á sua família.”.
Por isso minha tia me deixou num orfanato até meu 12º aniversário, quando eu vi que outro menino da minha idade chegaria á casa dos Zafre implorei para ficar lá, pois se ele não soubesse da minha história, com certeza não me iria martirizar como Melody e Terence faziam. Pouco, mais faziam... Quando falaram que iria contar pra Ísis eu realmente desabei, Ísis não se importava comigo e pouco lhe importava se eu tinha ou não um problema na história... A verdade era que eu queria conhecer meu tio por parte de pai, sempre aqui. Do meu lado, como Sirius Black era pai de Johnny, era o meu tio. Mas nunca me aceitaria, por eu ser filho de um Comensal... E ainda Johnny pergunta o que eu tenho. Ele nunca se importou em saber antes... Porque quer saber agora?
O jantar naquela noite não foi muito agradável para John. Ao ver seu único e melhor amigo, derramando algumas lágrimas foi deveras estranho.
—John, está tudo bem? – Perguntou Rose encostando-se ao ombro de John quando ele se encostou ao começo da mesa da Lufa-Lufa confuso e pensativo. – Está aí parado á minutos...
—Rose... Se você fosse chorar, choraria por quê?
—O que? – Rose pareceu surpresa.
—Aan? – Ele olhou para Rose desentendida e em seguida soltou um sorriso. – Estava viajando...
—Está tudo bem?
—Sim... – Ele suspirou fundo. – Eu só tenho que ir procurar a Aurora e...
—Ah, que você se recupere rápido hein John... – Avisou Rose. – Ser monitor acaba com você.
—Monitor? – Ele passou a mão sob os cabelos. – Ana vai me mata por não ter dito a nova senha... Eu já volto...
John andou até o começo da mesa da Lufa-Lufa para avisar aos seus alunos que a senha havia se reduzido para sete batidas, quatro rápidas e três lentas depois que um aluno da Grifinória do primeiro ano conseguiu entrar lá. Não foi fácil avisar isso para eles, pois com a confusão na mesa da Sonserina ninguém conseguia escutá-lo e foi preciso ele bater na mesa várias vezes para obter a atenção dos alunos. Com a missão feita, ele tinha que encontrar com sua irmã e certificar-se que ela iria para cama direito.
—Aurora! – Exclamou John ao ver a irmã com o tio; era estranho chamar alguém um ano mais novo que você de tio. Era estranho o seu tio ser bem menor que você.
—Ah, oi John! – Exclamou ela com um longo sorriso agarrada ao braço de Brenton. – Você viu a briga?
—A pergunta foi quem não viu! – Completou Brenton sorrindo para John.
—Aah, está em companhia... – Falou ele tomando fôlego. – Assim é melhor pra mim.
—Pra você? Por quê?
—Não preciso escolta-la até a frente do quarto. Da sua sala Comunal.
—Pode deixar John... Você tem um tio em Hogwarts, e Aurora também. O que significa que eu vou ajudar vocês. Já mandei uma carta para a minha adorada irmã... – Brenton foi interrompido pela expressão alterada de John.
—Julia? – Perguntou. Brenton cerrou os olhos não gostando de ser interrompido.
—Minha adorada irmã é Manuela! – Exclamou forçando um sorriso. – Julia é minha perigosa irmã! – As palavras de sua boca saiam num tom completamente devagar e distante. Sua calma era como uma muralha perante á qualquer coisa; era incrível.
—Pra que mandou uma carta pra ela? – Ele cruzou os braços.
—Ela precisa saber o que está acontecendo em Hogwarts, pelo amor...
—Não precisa... – Falou John o interrompendo pela segunda vez.
—Assim como a gente precisa saber o que acontece lá na “sua” casa... – O código era secreto, por isso não davam mais informações que isso.
—Afinal de contas não vejo o mal... – Falava Aurora. – Está escondendo algo John?
—Não estou escondendo nada...
—Está escondendo sim! – Ela sorriu e pulou em cima dos cabelos de John enrolando entre seus dedos. O garoto recuou espantando as mãos de Aurora de cima dele.
—CALA A BOCA AURORA! – Falou apontando o dedo para a garota irritado.
—NÃO ME MANDE CALAR A BOCA... – Pediu ela retirando o dedo dele do rosto dela.
—CALA A BOCA! EU NÃO GOSTO DE VOCÊ, E VOCÊ NÃO GOSTA DE MIM... ENTÃO NÃO FINGE QUE NÃO GOSTA! – Berrou ele empurrando a garota de leve.
—O que? – Sua voz vacilou no momento, mas John não se importou no vacilo da voz da irmã.
—Aurora, todo mundo que se preze sabe que você é obrigada á gostar de mim! A gente mal se conhece e você vem dando uma de quem me conhecesse! – Ele se aproximou testa á testa da dela. – Á muito tempo...
—Mas... A mamãe disse... – John segurou fortemente no ombro da garota.
—ELA NÃO É TANTO SUA MÃE QUANTO É MINHA!
—ESTÁ DIZENDO QUE ELA É MAIS SUA MÃE QUE MINHA? – Berrou ela revidando e empurrando John para cair no chão e bater a bunda com tudo. Ele apontou novamente pra ela dizendo.
—SIM!
—Ciúmes...
—O que? – Perguntou ele se aproximando dela.
—ESTÁ COM CIÚMES DE MIM?
—NÃO! SÓ ESTOU DIZENDO QUE VOCÊ NÃO NOS CONHECE Á TANTO TEMPO E JÁ VEM DIZENDO QUE... – Antes de ele continuar, Aurora tomou fôlego para interrompê-lo.
—A verdade é que eu conheço... – Ela encarou John nos lábios lançando uma raiva devastadora. – DESDE QUE EU APRENDI Á USAR MÁGICA CONHEÇO JULIA E SIRIUS. – Antes de John abrir a boca, Brenton puxou Aurora pelo braço.
—Será que dá pra parar com o a gritaria por aqui? – Pediu Brenton os afastando um do outro. – Vá para o seu Salão Comunal Johnny, que nós iremos para o nosso! E por hoje acaba essa briga!
John se virou torcendo o nariz, caminhando para o Salão da Lufa-Lufa, as coisas não estava andando nos eixos estava tudo tão vago, tão sem sentido que... A única coisa que pode pensar era em Angelina... A menina que havia conhecido naquela noite. Sem sobrenome, sem idade, apenas seu sorriso, seu aconchego, seu carinho.
Deitou-se em sua cama, distanciando-se do mundo real e caiu no mundo dos sonhos.
O dia seguinte amanheceu cinzento e chuvoso como o anterior. O Professor Hagrid, seu favorito estava ausente mais um dia. Hagrid era um excelente professor, e mesmo que não fosse o seu favorito, sua mãe contou que ele a ajudou muito quando eram pequenas. John e Rose se dirigiram á tomar o café para começarem as aulas, uma revoada de corujas apareceu pelas janelas do castelo mais lentas do que sempre por causa das penas molhadas por conta da grossa chuva, mas ainda assim jogando suas entregas. E uma dessas cartas era para John que caiu exatamente onde ele estava. Duas cartas na verdade.
Uma carta possuía o envelope azul com corações vermelhos enfeitando-o. Ele suspirou, pois conheceu imediatamente que tipo de carta era aquela, na verdade era um “Berrador”, estava acostumado, Paul recebia aquilo peno menos uma vez em todo mês de Ísis... Falando de Paul, como ele estava? Não o viu nos corredores.
John mal começou á abrir o Berrador, que a carta se tremeu e pulou de suas mãos berrando; Ele até abaixou o rosto para apenas ouvir a mensagem em vez de topar diretamente com a carta.
—“JOHNNY LUEFFE B! COMO É QUE VOCÊ SE ATREVE Á IMPLICAR COM A SUA IRMÃ MAIS NOVA AURORA? BRENTON ME CONTOU TUDO! E PODE LEVANTAR ESSA CABEÇA QUE IMAGINO QUE ESTEJA DE CABEÇA BAIXA PARA ISSO.
E EU SOU TANTO SUA MÃE QUANTO A MÃE DA AURORA. EU NÃO TENHO PALAVRAS PARA O QUANTO ESTOU DECEPCIONADA COM O MEU MENININHO. O QUE EU QUERIA NESSE MOMENTO ERA APARATAR PARA HOGWARTS E PUXAR A SUA ORELHA MOCINHO. MAS NÃO POSSO, EU TENHO QUE FICAR COM A SUA TIA ATÉ ELA SE SENTIR MELHOR E MAIS FORTE PRA ME AJUDAR Á FAZER ISSO COM VOCÊ, MAS, DEIXE ESTAR VOCÊ! UMA HORA OU OUTRA VOCÊ VAI VOLTAR PRA CASA E EU VOU PEGAR VOCÊ GAROTO TEIMOSO.
VOCÊ VAI PEDIR DESCULPAS PARA AURORA ASSIM QUE RECEBER ESTA CARTA E QUERO QUE PEÇA COM CARINHO, ELA É SUA IRMÃ MAIS NOVA E NÃO UMA AMIGA QUE VEM DE PRESENTE NO NATAL. GRATA, JULIA...”.
E a carta se rasgou em pedaços sendo jogado na cara de John, ele bufou de indignação. Enquanto todos os Lufanos o olhavam, ele agiu naturalmente como se não fosse nada de mais e ignorou. Afinal de contas de que lado Brenton estava? Ou então ele estava fazendo um próprio lado só pra ele? Se fosse esse o caso, ele era realmente bom. Havia aula de Feitiços com pares novamente e depois das aulas teria detenção. Ele respirou fundo... Estava odiando isso quanto qualquer um.
—Está bem John? – Perguntou Susan o observando. – Parece tão cansado. Não é sempre que você recebe um berrador, alias você nunca recebeu como se sente?
—Revoltado. – Falou ele abrindo a segunda carta.
“Caro Johnny.
Aqui é seu pai... Perdoe o que a sua mãe falou, ela realmente ficou chateada, afinal quando duas pessoas que amamos brigam, fica assim mesmo. Julia está realmente irritada hoje, mas não te mandei essa carta á toa. Primeiro quero saber se você está bem, e se estiver, quero que depois chegue até o filho de Kathellen e Régulos, que eu sei que estuda com você e pergunte se a mãe dele realmente morreu. Não há motivos para ele negar, apenas pergunte como amigo.
Estamos com suspeitas de que Kathellen Black ainda esteja viva, pois recebemos uma corrente da qual não seria normal demorar tantos anos receber e isso alarmou as suspeitas de Julia e de sua tia Manuela.
Por isso após ter essa certeza, pergunte do que ela morreu, será importante não só nós sabermos, mas como você também já que ele é seu primo de sangue. Mas há mais uma coisa á se fazer peçamos que em seguida entregue esta corrente que vem junto com a esta carta para Paul.
Não será mais do que ajudar um primo, não é? Mesmo ele sendo filho de um Comensal da Morte que fez tantas coisas ruins, assim mesmo também, porque ele é meu irmão e Paul meu sobrinho... Cuide da sua irmã e aguardando notícias... Não implique com Aurora novamente.
S B.”
John abriu o envelope para ver mais adentro, no fundo do envelope havia uma corrente da qual Sirius havia mandando para Paul. Ele enfiou a mão e retirou a corrente do fundo envelope e em seguida trouxe para fora. Era a coisa mais lindo do mundo aos olhos grandes e azuis de John, que admirado contemplava a corrente do Brasão de Hogwarts de ouro puro. Era possível ver as quatro casas, Grifinória, Sonserina, Lufa-Lufa e Corvinal, perfeitamente conservada pelo tempo.
Depois de alguns minutos admirando, só faltava conversar com Paul sobre a sua mãe morta ou viva, sabe se lá como ela estava não sabia se era igual Julia que morreu e depois reviveu, ou estava realmente morta. E estaria tudo resolvido se ele não tivesse tido outra ideia melhor e mais ambiciosa.
Realmente o colar era bem lindo e maravilhoso, coisa que ele jamais ganhara na vida. Sim, ele tinha a sua da Corvinal com Grifinória, mas não era a mesma coisa, eram apenas duas, e mesmo que fosse passada para ele, Paul ganharia mais uma corrente na qual o seu valor devia ser incalculável, um presente admirável. Então ele resolveu ficar com a corrente e se alguém perguntasse era um presente de sua mãe, para Paul, seria um presente de Sirius, e não precisava entregar o presente á Paul.
Então ele fingiu que não era um presente para Paul, e sim um presente para ele próprio e colocou-a no pescoço dando um longo sorriso, pudesse ser uma coisa ruim para ele, roubar o presente de alguém e ele nunca fez isso, mas com essa exceção, o colar parecia chamar por ele; Em seguida deu um longo sorriso no rosto e de todas as coisas que aconteceu, aquela foi a melhor coisa que lhe acontecera.
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