Jogo Perigoso
7 7 Assalto - Apenas Confie em Mim
Notas iniciais
Eu quero realmente pedir desculpa por ter ficado exatamente 1 mês e três dias sem postar. Sério. Mas esse final de ano foi terrível. Eram as provas e projeto final de semestre na faculdade, provas do curso de japonês e inglês e agora eu ainda arrumei um trabalho. Sim! Não estou mais na VASP.
Ah, vocês viram que eu troquei nick para velvetsins? Pois é, mas foi só para manter uniforme com a minha conta no ff.net, pois em breve eu postarei minhas fics em inglês lá. Mas podem continuar me chamando de Bloody-chan se quiserem. ^^
Mas prometo que agora vou atualizar todas as quartas de novo e vou me esforçar o máximo que eu puder para trazer sempre os melhores caps para vocês!
Ah, obrigada por todos os que leram e pela minha beta linda ter recomendado a fic. Se mais alguém quiser recomendar eu não vou reclamar viu?
Esse cap não está betado, então por gentileza me diga se encontrar erros. Espero que vocês gostem. Particularmente, ele é um dos meus favoritos
Mas nos vemos nas notas finais.
Sétimo Assalto – Apenas confie em mim
“Alguma vez você tentou entender
O que se passa dentro de um homem
Que o faz segurar sua mão
Alguma vez você tentou entender
O que se passa dentro de um homem
Para dar seu amor em suas mãos”
Borderline – The 69 Eyes.
Ele sumira durante todo o dia e não deixara nenhum aviso justificando sua atitude. E isso estava deixando Rukia irritada. Verdadeiramente puta da vida.
Mas por quê? Por que diabos ela estava assim? Que diferença faria se ele lhe dava ou não satisfações? Eles não eram nada um para o outro. De qualquer maneira, estava decidida a ir embora no outro dia. Já sabia que não conseguiria nada de Ichigo. Aliás, sem Ichigo sua vida seria muito melhor!
Ichigo era um estúpido, grosseiro, idiota! Era um insensível, incapaz de compreender os sentimentos dos outros e, além de tudo, um conquistador barato. Se ele achava que poderia conquistá-la com beijos e carícias estava muito enganado. Ah, se estava!
Estúpido, grosseiro, mesquinho, idiota!
― Rukia-chan ― chamou Yuzu em sua voz doce ―, você vai fatiar o seu dedo desse jeito.
Com um tremor, Rukia saiu de seu devaneio e olhou para a faca em sua mão direita prestes a fazer um terceiro corte em seu dedo. O sangue escorria, sujando o pedaço de salmão que ela fatiava. Com um grunhido baixo, enfiou o dedo sob a água corrente, amaldiçoando o ruivo internamente por deixá-la tão nervosa e distraída ao ponto de ferir a si própria.
― Rukia-chan, você está bem? ― perguntou Yuzu, pela terceira vez.
― Hum?
― Você está bem, Kuchiki-san? ― perguntou Karin. ― Você está estranha hoje.
― Estou? ― perguntou, abafando um gemido de dor.
― Está sim ― retrucou, Karin.
― Não se preocupe, eu estou bem.
Mas a verdade é que ela não estava. Como estaria? Após aquela discussão, Rukia se sentia péssima. Seu interior estava um caco. Como ela poderia se sentir bem ao compartilhar uma dor tão profunda com alguém que não podia enxergar nada além de seu próprio nariz?
Ir atrás de Ichigo fora um erro. Ela não só não conseguira recuperar sua joia, como descobrira que não era realmente imune a ele como pensava ser. Por Kami! A atração que existia entre eles era magnética, forte, sensual. Era amaldiçoadamente mágica. O que eles compartilharam em alguns beijos não chegava nem perto do que ela e Renji tiveram em anos de um relacionamento estável. Era bonito, não havia como negar, mas não havia nada daquela tensão sexual. Não era excitante ou eletrizante. De tirar o fôlego.
E isso a fazia se sentir ainda pior. Deixava-a simplesmente péssima. Lá estava Renji, se separando da mulher para ficar com ela, decidido a apoiá-la e ajudá-la a recuperar o corpo de seu irmão. E ela ali, em Karakura, beijando o cara que desgraçara sua vida ― e o pior: gostando.
― Você está estranha, Rukia-san ― comentou Yuzu novamente. ― Tem certeza que não tá passando mal?
Voltando à realidade, Rukia balançou a cabeça negativamente, enquanto Yuzu colocava um band-aid sobre seu dedo machucado. Ambas a olhavam inquisitivamente, e ela percebeu que deveria lhes dar uma resposta antes que o clima ficasse mais desconfortável. No entanto, antes que conseguisse formular alguma resposta, Karin completou:
― Você e o Ichi-nii estão ― disse, atraindo a atenção da morena para si. ― E ele saiu tão cedo hoje... ― acrescentou efusivamente.
― Você sabe aonde ele foi?
Rukia sentiu vontade de dar uma curta e amarga risada com aquela pergunta. Como saberia? Não era como se ele fosse dizer aonde ia, com quem e o que fazia. Afinal, eles não eram nada um para o outro, não é?
― Não... Ele não disse nada.
― Estranho... ― disse Yuzu.
― Até que nem acho, sabe? Ele nunca falou de você para a gente, então é natural que ele não fale aonde vai para você, não acha?
Rukia estreitou os olhos. Com quem Karin achava que estava falando? Definitivamente, tinha que tomar cuidado com ela. Muito cuidado. Ou todos os seus planos iriam por água a baixo por um ciúme bobo de irmã mais nova. “Mas... Que planos?”, pensou. Ela nem mesmo tinha um, além é claro, de ir embora e deixar aquela ideia louca de obter suas joias para trás.
― Karin! ― disse, repreendendo-a. ― Não fale assim com Rukia-san.
Mas a morena apenas deu de ombros como se não tivesse feito nada.
― Você sabe que onii-chan é reservado. Ele nunca conta nada para ninguém ― emendou a loira.
― Pois deveria. Afinal eles estão juntos há dois, três anos, seja lá quanto tempo for. Uma namorada tem a obrigação de saber onde seu namorado está ― disse Karin, fitando Rukia com audácia.
“Isso é o suficiente!”, gritou uma voz na mente de Rukia. Ela não ia ficar ouvindo uma garota como Karin lhe passar sermão. Ela não estava com a menor paciência para isso.
― Eu não sei se você sabe o que significa espaço pessoal, Karin ― começou, dando ênfase ao “espaço pessoal” e ao nome dela. ― Mas Ichigo e eu temos isso. Eu, ao contrário de algumas pessoas, não sou uma maníaca controladora com necessidade de saber onde ele está sempre!
Karin arregalou muito os olhos diante das palavras de Rukia. As morenas se fitaram intensamente, sustentando os olhares sem nunca desviar. Era como se fosse uma briga para ver quem cederia primeiro e nenhuma delas o faria. Foi só quando Yuzu forçou uma tossidela para atrair a atenção, que ambas desistiram daquela disputa.
― Eu não sou uma maníaca controladora! ― disse Karin, abandonando a cozinha.
Foi só então que Rukia percebeu seu erro. Céus! Como ela pudera se descontrolar tão facilmente? O que Ichigo estava fazendo com ela? Rukia não se reconhecia. Ela não costumava agir assim, não mesmo! Era tudo culpa dele!
― Eu... Me desculpe. Eu vou falar com ela... Eu não quis dizer...
Yuzu suspirou voltando a fatiar os legumes. Ela não achava que a culpa fosse de Rukia. Karin tinha feito por merecer aquela resposta brusca. Ao ver que a morena se dirigia atrás de sua irmã, a chamou suavemente:
― Não vá ― começou, fazendo com que Rukia parasse próximo a porta. ― Fique aí ― acrescentou com um sorriso, indicando uma cadeira para que ela se sentasse.
― Me ajude com os bolinhos de arroz. Onii-chan gosta muito deles.
Ela não respondeu. O que diria? Ela nem ao menos sabia qual era a data de aniversário de Ichigo, quem diria sua comida preferida. Sentando-se no banco indicado, começou a amassar os bolinhos na mão, assistindo como eles tomavam forma e consistência.
― Perdoe ela... Ela não é assim. Karin só está preocupada com onii-chan.
Novamente Rukia se manteve quieta. A mesma pergunta em sua cabeça: “O que poderia dizer?”
Percebendo o receio dela em comentar algo, Yuzu acrescentou rapidamente:
― Ela só está com ciúme de você.
Agora sim a morena estava assustada. Com ciúme? Por que diabos alguém teria ciúme da relação inexistente dela com Ichigo? Olhou para a loira, procurando algum indício de que aquilo era uma brincadeira, todavia não encontrou nenhum. Ela estava mesmo falando sério?
― Eu também tenho ― acrescentou, deixando Rukia ainda mais surpresa. ― Ele passa mais tempo com você do que com a gente.
Isso era realmente... admirável? Não. Essa não era a palavra correta. Espantoso. Sim. Essa se encaixava perfeitamente com o que ela pensava naquele momento. Quanto tempo Ichigo passava com sua família?
― Mas eu fico muito feliz que ele esteja com você. Sei que você cuida bem dele.
Agora ela realmente podia dizer que estava surpresa. Cuidar de Ichigo? Bem, não era exatamente isso que ela queria fazer quando colocasse as mãos sobre a garganta dele e apertasse até que não restasse mais ar em seus pulmões. “Que impressão errada elas tem da nossa relação”, meditou, ainda a observando em silêncio.
― Ichigo nunca fica em casa, sabe? Ele nem mesmo mora aqui. Ele aparece uma vez ou outra por mês e sempre vai embora logo.
Rukia se sentia muito mal pelas gêmeas. Mais do que ninguém, ela sabia muito bem o que era ter um irmão mais velho ausente. Quantas vezes ela desejara a companhia de Byakuya e ele não estava em casa? Ligações, avisos, nada disso existia. Nem uma única satisfação. Ela temia um dia descobrir que ele estava morto. Essa ausência a matava de preocupação!
― Eu não sei se ele está bem ou se está mesmo vivo ― Yuzu comentou, com lágrimas nos olhos.
Rukia sentiu seu coração apertar com a declaração de Yuzu. Tocou a mão dela, numa carícia reconfortante. Se havia alguém que sabia como era se sentir assim, esse alguém era ela.
― Nós sentimos tanto a falta dele, Rukia-san. Ele é tão fechado, tão sério. A gente nem mesmo sabe com o que ele trabalha!
“Essa eu sei”, pensou enquanto um pequeno sorriso se delineava em seus lábios. Embora tivesse pena da irmã de Ichigo, ao menos o comentário dela a fizera esquecer seu próprio irmão e como ela se sentia péssima quando ele partia sem avisar. Apesar de não ser a coisa mais agradável do mundo, pensar em Ichigo ― o cretino ― era melhor que reviver aqueles dias sombrios. “Ele é um safado que rouba dos outros”.
― O que ele faz? É algo perigoso?
“Só para os outros”, controlou a vontade de rir de raiva de si mesma. Como fora estúpida o suficiente para cair naquele charme barato dele?
― Ele viaja sempre, muda de cidade para cidade e...
Rukia não ouviu o resto, se sentindo subitamente curiosa. O que, afinal, Ichigo fazia? Ele era mesmo um assaltante, ou ele só fizera isso a ela por diversão? Por que tantas viagens e nenhum aviso sobre? Por que tanto mistério? Ele também era da máfia assim como Byakuya?
Rapidamente descartou a possibilidade. A ideia de Ichigo metido na máfia era muito engraçada. Não era como se ele fosse inteligente o bastante para isso.
De repente, Ichigo deixou de ser o cafajeste fácil de ler que ela tinha pensado que era, se tornando um tipo muito mais... Interessante.
― Hum... Yuzu, você sabe para quais lu...
Sua fala foi interrompida pela masculina de Ichigo, num timbre forte e parecendo cansado.
― Tadaima!23
Ambas viraram a cabeça para a porta da cozinha, esperando que, a qualquer momento, ele adentrasse o cômodo.
“Droga!”, pensou. “Logo agora que eu ia começar a perguntar algumas coisas”.
― Rukia-san, o que você estava falando mesmo? ― perguntou, atraindo a atenção da morena para si.
― Ah... Nada importante.
― Boa noite ― disse o ruivo, fazendo-as se voltar para ele.
― Boa noite, onii-chan ― disse Yuzu, ganhando um beijo na testa.
Rukia não respondeu. Nem se preocupou em fazê-lo, apenas observando-o. Ele parecia muito bonito e sério ― diga-se de passagem ― naquela roupa de esporte fino. Elegante o descreveria melhor. Ichigo vestia calça de sarja preta e uma camisa azul clara, arregaçada até metade dos braços, expondo seus músculos fortes e delineados. Os primeiros botões estavam abertos, revelando sua clavícula e pescoço morenos. Nos pés, um polido e bonito par de sapatos sociais pretos. Para completar, um sorriso enfeitava seus lábios, mas Rukia logo viu que era falso. Como ela nunca reparara antes? A alegria que se delineava em sua face nunca tocava seus olhos, de uma intensa e melancólica cor castanha.
― Você pode sair?
Rukia se levantou, acreditando que ele se dirigia a ela.
― Você não, só Yuzu.
― Ah ― murmurou.
O que ele poderia querer agora? A última conversa que tiveram não fora a mais agradável o possível. Não era como se ela se sentisse confortável em sua presença após a exposição da noite anterior.
― Com licença ― disse Yuzu, deixando-os a sós.
Apreensiva, Rukia se levantou da cadeira quando Ichigo foi até a porta da cozinha e a encostou. O sorriso preguiçoso que adornava sua face desaparecendo e dando lugar a uma expressão séria e concentrada. Lentamente ele se aproximou dela e com um profundo suspiro tomou a pequena mão entre as suas.
― Eu ainda não acredito que eu estou fazendo isso.
Rukia tentou puxar sua mão, mas Ichigo não permitiu, apertando-a com mais força. Com uma ponta de irritação, ergueu uma sobrancelha e perguntou, sua voz saindo mais alta que o normal:
― Do que você está falando?
Naquele momento ele a encarou, seu olhar queimando intensamente sobre ela. Incapaz de sustentar aquela mirada, Rukia tentou desviar, mas teve seu queixo segurado suavemente, fazendo com que seu rosto ficasse perto do dele. Ela preparou-se para repreendê-lo, quando ele começou a falar:
― Rukia, eu... ― com um novo suspiro, ele interrompeu a própria fala, deixando-a ainda mais ansiosa. ― Vou ajudá-la a conseguir esse dinheiro.
Choque. Kuchiki Rukia estava chocada. Como não poderia estar? Kurosaki Ichigo, o seu assaltante, estava mesmo dizendo que ia ajudá-la a conseguir o dinheiro que precisava?
― Como? ― se viu perguntando.
― Não importa como... Eu vou ajudá-la.
― Por quê?
Ele apenas balançou a cabeça, mas não respondeu. Sua mão se afrouxou sobre a dela, apenas para pegar uma caixinha de veludo no bolso de sua calça e, logo em seguida, segurá-las tão firme, porém delicadamente, quanto antes.
― O que você está...
― Use isso ― cortou-a, deslizando o anel rapidamente no dedo dela ao ouvir passos se aproximarem da cozinha.
Nada poderia descrever o quão abismada ela estava agora. O que era aquele anel dourado em seu dedo anelar? Por que ele dera um anel de compromisso ― noivado, mais especificamente ― para ela? Com os olhos muito arregalados, Rukia engasgou quando ele a puxou pela cintura de encontro ao corpo forte e a beijou na testa ternamente.
― Se vamos fazer isso, vamos fazer do jeito certo ― ele murmurou em seu ouvido, dando-lhe um suave apertão em sua mão.
Antes que ela pudesse processar o que acontecia, a porta da cozinha foi aberta e Yuzu e Isshin irrompiam por ela dando vivas. Comemorando alegremente o pedido de noivado de Ichigo. Ainda em estado letárgico, a morena não conseguiu responder nada quando ambos a abraçaram dando-lhes os parabéns e dizendo que ela era bem-vinda na família.
― Parabéns, Rukia-san! ― disseram Isshin e Yuzu em uníssono. ― Estamos tão felizes por vocês!
A única que se mantinha tão aparte da alegria compartilhada pelos três Kurosaki era Karin que estava tão sem reação quanto ela.
Aproximando-se, ela tomou a mão de Rukia na sua e sussurrou, seus olhos castanhos ficando tão grandes como pires.
― Esse é o anel que papai deu à mamãe quando ficaram noivos. É... É uma joia de família...
Rukia sentiu sua garganta ficar subitamente seca com aquela declaração. Atônita, puxou sua mão, como se tivesse sido queimada e correu para o quarto de Ichigo, para longe de todos eles e daquela situação que ela não conseguia compreender.
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Percebendo que Rukia saíra rapidamente da cozinha, Ichigo afastou seu pai que agora, já na sala, chorava em frente ao quadro de sua mãe.
― Oh, querida Masaki! Nosso filho ingrato finalmente vai se casar! Masaki, Oh, Masaki! Nossa terceira filha é tão linda!
Revirando os olhos, Ichigo subiu os degraus de dois em dois para encontrar a pequena mulher sentada em sua cama, os belos olhos violáceos ainda muito arregalados.
Percebendo que ele abria a porta suavemente, Rukia voltou-se para ele, a pergunta que tanto queria fazer, na ponta de sua língua:
― Por quê? ― disse, sua voz quase sumida.
― Não importa ― respondeu, fechando a porta atrás de si.
Rukia se sentiu estremecer diante de sua resposta. O que deveria pensar disso? Por que seu assaltante queria ajudá-la agora? Poderia Ichigo, diferente do que ela presumira, ter sentimentos? Poderia ele ter compreendido sua dor?
“É claro que não. Ele não tem sentimentos não é? Ele é um bastardo insensível”, pensou.
― Por quê? ― forçou-o mais um pouco.
― Já disse que não importa ― respondeu, sentando-se na cama e retirando seus sapatos. ― Eu não estou com fome, você está? ― perguntou, mudando de assunto.
Um leve balançar de cabeça. Não. Ela não estava. Não depois daquilo. Quem era aquele Ichigo que retornara para casa tão diferente? Quem era aquele homem que queria lhe ajudar? Por que ele queria? Por que em sua vida sempre apareciam homens que queriam ajudá-la sem nenhum motivo aparente? Por quê? Por quê? Por quê?
“Há certas coisas que não se perguntam para um homem, Rukia. A menos que você queira pisar em seu orgulho. E o orgulho é algo muito importante para um homem.”
Era isso que Byakuya costumava lhe dizer quando ela começava a questionar demais, não era? Seria esse um daqueles momentos em que ela não deveria perguntar e apenas aceitar o que ele lhe oferecia? Estaria seu nii-sama certo? Ichigo poderia ser um homem tão orgulhoso quanto ele? Até onde ela poderia questionar sem ferir seu orgulho?
― Eu só gostaria de saber ― ela murmurou, sua voz ainda mais baixa agora.
Com um suspiro profundo, Ichigo respondeu, sem se voltar para encará-la.
― Apenas confie em mim, okay?
Confiar. Confiança. Ela poderia confiar em Ichigo? Até onde ele poderia ser... Confiável? Céus! Por que ele queria tanto ajudá-la? Por quê?
“Há certas coisas que não se perguntam para um homem, Rukia.”, a voz de Byakuya ecoou em sua cabeça, fazendo-a suspirar e decidir que deveria dar um voto de confiança para ele. Todo mundo merecia uma segunda chance, não era?
― Arigatou, Ichigo ― sussurrou, puxando-o pelo queixo e depositando um leve beijo em sua bochecha. ― Boa noite.
Abismado com a reação dela, Ichigo demorou a responder. Rukia se afastou e deitou na cama, cobrindo-se com os lençóis e apagando o abajur ao seu lado. Ele tocou o próprio rosto, recordando a sensação reconfortante do beijo dela. Um sorriso tentou se formar em seus lábios, mas foi rapidamente reprimido e trocado por um novo suspiro quando ele sussurrou, tão baixo quanto pode, ao ver que ela já adormecera:
― Boa noite, Rukia...
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22 Tadaima – Termo Japonês que significa “Estou de volta. Cheguei”, utilizado quando se retorna para casa.
Notas finais
http://www.youtube.com/watch?v=ANOrfGVb8hE
Vi que inúmeras pessoas favoritaram, mas nem todo mundo tem deixado reviews. C'mon pessoal! Largem de ser tímidos! Deixem review, por favor!
Por favor, me diga o que você acha ok? Esse cap é um ponto de virada nessa história. Então, me digam o que acham desse lado do Ichigo? Ruim, bom, péssimo? Por favor, me deixe saber o que você pensa!
PS: Assim que der eu respondo os reviews, net horrorosa hoje por causa da chuva! Arrgh!
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