Jogo Perigoso
4 4 Assalto - Karakura, lá vou eu
Notas iniciais
Happy Hallooween para vocês! Quero presentes no meu dia, viu?
Hehe
Deixando brincadeiras de lado. Peço demoras na postagem. Total culpa da minha beta que devolveu o cap tarde e da Fe-chan que me fez betar uma onde ela, hoje. kkkkkk
Não, tadinha delas.
Eu prometo que vou me dedicar, adiantar os caps dessa fic e mandar para betagem com antecedência. Culpem minha maldita cabeça ByaRuki que não consegue deixar de escrever fics com esses dois.
Mas eu vou me concentrar nessa, prometo a todos!
O cap de hoje não está lá essas coisas, mas acredite: ele é necessário para que vocês conheçam mais a intimidade de cada um dos nossos persôs lindos.
Beijos e até a próxima!
4º Assalto – Karakura, lá vou eu.
“E tudo o que eu fizer, durante toda a minha vida, ainda será pouco diante de tudo que você fez por mim, nii-sama”
Kuchiki Rukia
“Parece que o tempo não passa!”
Gritava o subconsciente de Rukia, totalmente entediado. Ela mirou o relógio. 13h45min. Faltavam apenas 15 minutos para que ela embarcasse rumo à Karakura. Mas os minutos restantes simplesmente pareciam estar congelados!
Ela havia saído do Umi no Hana e ido direto para casa arrumar suas malas e se preparar para a viagem. Reconhecia que esse preparo era mais mental e necessário do que os itens que iria levar em si.
Parte da manhã havia sido gasta na escola, preparando os alunos e os materiais antes da viagem. Hinamori Momo seria sua substituta. Rukia reconhecia que ela era extremamente capaz e inteligente, mas ainda duvidava que a doce e gentil professora fosse conseguir controlar sua classe tão ativa.
Principalmente porque as crianças odiaram o fato de que ela se ausentaria por cinco dias quando estavam tão próximos das férias de verão. Poucos manifestaram opiniões, mas era nítido, em suas expressões, que eles estavam chateados. Ela mesma estava. Considerava uma tremenda precipitação ir atrás de um desconhecido e...
A verdade é que Kuchiki Rukia sentia medo. Ela estava atemorizada. Neliel estava certa: Rukia era uma covarde! Quando mesmo tinha se tornado uma?
Olhou para o relógio. 13h48min. Três minutos haviam se passado apenas. Fungou. Tantas divagações e preocupações à toa. O tempo não havia passado. Quer dizer, havia, mas apenas três minutos e isso a estava deixando louca.
Pegou o celular e olhou para o visor. Planejava ligar para Nanao. Digitou os números e então... Então parou. Apertou o botão para cancelar a ligação.
Sentia-se toda atrapalhada com aquele aparelho de última geração com que Renji tinha lhe presenteado. A única coisa que o fazia seu era o pingente de Chappy que ela tinha pendurado nele – contrariando Renji, claro.
O senador detestava que ela pendurasse coisas tão chulas num aparelho tão caro e bonito. Rukia e ele haviam discutido ferozmente naquele dia. Ele se parecia... Se parecia até com Byakuya!
Se ao menos conseguisse mexer direito naquela tela touch... Irritada, acionou o comando por voz.
― Ligar para Nan... ― começou, mas, de súbito, interrompeu a voz.
A voz eletrônica pediu que ela repetisse a informação, pois não havia entendido. Rukia murmurou um baixo “cancelar ligação” e se sentou novamente no banco.
Olhou ao seu redor enquanto apoiava o queixo nas mãos. Não sabia se deveria, ou não, ligar para Nanao. Sua amiga provavelmente estava dormindo àquela hora. Na verdade, não era uma probabilidade, era uma certeza. Era melhor não acordá-la.
Guardou o celular no bolso e bufou. Só precisava... Precisava falar com alguém, e só Nanao compreenderia aquela agitação que se manifestava em seu íntimo. Yoruichi, por mais que fosse sua amiga ― depois de Nanao a pessoa mais próxima dela ―, ainda era uma policial e, como tal, não permitiria que Rukia fraquejasse tanto.
― Ligar para Nanao ― murmurou.
“Entendido. Ligar para Nanao. Efetuando ligação. Chamando...”
Um toque. Dois toques. Três toques. Nanao não atendia. Rukia pensou em desligar. Ela, com certeza, estava atrapalhando o sono da amiga. Mas no quarto toque, uma voz sonolenta a atendeu.
― Moshi, Moshi
― Nanao, é a Rukia. Tudo... Tudo bem?
― Hum... Você ainda não embarcou?
― Não. Vou embarcar em 15 minutos.
― Entendi...
― Nanao, eu... Eu...
― Eu sei, Rukia. Ainda há tempo para desistir.
Desistir? Desistir? Rukia sentia, ao pensar naquela possibilidade, calafrios percorrendo sua coluna. Ouvia Yoruichi a reprovando e Neliel a chamando de covarde.
― Eu não posso.
― Byakuya nunca desistiria de você. Mas você não é Byakuya, Rukia! Tenho certeza de que ele não gostaria de ver o que você está fazendo para...
Rukia não ouvia o que Nanao falava. Não via mais o aeroporto, nem a sala de embarque. Seus pensamentos a tragaram para dentro de suas memórias.
A garçonete agora via os penetrantes olhos acinzentados e ouvia a voz profunda a repreendendo. Seu rosto, sempre tão bonito, era uma máscara constante de frieza. Um tipo de aviso a lembrava de que não deveria se aproximar ou nutrir sentimentos por ele. Que deveria ficar sempre à margem, que só poderia chegar perto caso ele permitisse.
― Rukia, você está me ouvindo? ― perguntou Nanao, irritada.
― Eu sei...
― Então por que diabos, você...
― Não posso desistir, Nanao.
― E por quê? Você desistiu da própria vida, Rukia. Olhe só para você. Até quando acha que suportará?
― Eu não posso, não posso! Ele desistiu de muitas coisas por mim e isso... Isso é o mínimo que posso fazer.
Rukia engasgou quando a torrente de pensamentos a invadiu. Ela sentia medo. Realmente sentia. Não do bonito assaltante que a seduzira. Ele não a assustava nem um pouco. Era como Neliel dissera: Rukia estava acostumada a lidar com homens piores do que ele.
Aquela sensação ruim consistia no medo de não conseguir cumprir sua promessa. Medo de pessoas como ele a afastarem cada vez mais do seu objetivo.
― Isso é o mínimo que posso fazer por ele.
Byakuya havia desistido de muitas coisas por ela. Havia colocado seu bom nome em risco ao adotá-la como irmã. Havia colocado sua reputação em cheque por causa dela e para protegê-la. Até que, por fim, havia desistido da própria vida para salvá-la.
E tudo o que ela fizera, ao se parecer tanto com a irmã da qual ela nem se lembrava, era afundá-lo ainda mais. Enviá-lo diretamente para o mundo sombrio e perigoso das máfias. E quando, por fim, ele decidira sair dele por causa dela, encontrara-se direto com a morte.
Ela poderia fazer o mesmo por ele, não poderia? Rukia considerava essa uma pergunta quase tola e sua resposta seria sempre a mesma: “Claro que sim!”. E isso sempre seria pouco diante de tudo que ele fizera por ela.
― E ainda é tão pouco.
Nanao não respondeu, fazendo um silêncio quase sufocante se instalar entre elas. Quando a morena finalmente disse algo, sua voz era calma e acalentadora.
― De qualquer forma, eu estarei torcendo por você. Eu sempre estarei.
Rukia sentiu que um nó se formava em sua garganta. Sentia-se abraçada pelas palavras de sua melhor amiga. A amiga que a amparara no momento mais difícil de sua vida e que a apoiara. A amiga que lhe ensinara a ver a vida de outro modo. Rukia se sentia feliz por sempre poder contar com Nanao e o sentimento era totalmente recíproco.
― Eu sei ― disse depois de um tempo, quando conseguiu controlar a voz.
― Agora pare de ser idiota, Rukia! Yoruichi e eu não a criamos para vê-la chorando, muito menos Byakuya. Você é uma Kuchiki, não é? ― perguntou, fingindo-se de irritada.
― Sou ― Rukia respondeu, controlando o riso, ao mesmo tempo em que se enchia de orgulho.
― Então pare com essas frescuras. Você já tomou a sua decisão. Agora pare de me perturbar e me deixe dormir!
Rukia riu. Nanao nunca conseguia ficar brava com ela. Na verdade, com ninguém. Só com Shunsui, o político preguiçoso.
― Boa viagem, Rukia. Te cuida. Te amo.
― Obrigada, Nanao. Também te amo.
Rukia desligou e ouviu quando a chamaram para finalmente embarcar no avião. Expirou, sentindo-se aliviada. Falar com Nanao não só lhe fizera bem, como também fizera o tempo passar mais rápido.
Sentia como se um peso enorme fosse tirado de suas costas. Nanao a compreendia e não a julgava. Fazia com que ela pensasse em suas ações sem criticar. Era por isso que eram melhores amigas. Eram o suporte uma da outra. Era a irmã que Rukia nunca teve.
A morena se assentou, desligou o celular e fechou os olhos. Iria dormir. Precisava guardar suas energias para quando chegasse a Karakura.
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“Droga, droga e droga!”, Ichigo pensou enquanto se sentava no sofá. Fingiu-se de derrotado. Yuzu o olhou com evidente preocupação enquanto Karin explodia em gargalhadas.
― Não vale! Você pode treinar todos os dias.
― Não posso, não! Eu faço faculdade agora.
― Grande coisa! Eu era bem feliz nessa época e não sabia ― Ichigo jogou o controle ao seu lado no sofá e suspirou.
― Mas onii-chan, você largou a faculdade ― disse Yuzu enquanto organizava a mesa para o jantar.
― Ah, valeu por me lembrar, Yuzu! ― disse, rolando os olhos.
― Não seja irônico com ela, filho ingrato! ― resmungou Isshin da porta da cozinha.
― Não faça parecer tão fácil assim! ― bradou Karin retornando ao assunto.
― Mas é claro que é. De qualquer forma, você nem faz um curso difícil mesmo. Faz o quê? Educação Física? ― perguntou em tom de deboche.
― Ora, seu... ― começou Karin cerrando os punhos.
― Não fale assim com a minha pequena, seu inconsequente!
Isshin gritou enquanto corria até Ichigo. Virou o corpo para acertar uma voadora no filho mais velho, mas Ichigo se esquivou e derrubou o pai no chão. Logo, caia em cima dele, acertando seu estômago. Da cozinha, Yuzu berrou, implorando para eles pararem.
― Está tudo bem, Yuzu. É só o pai e o Ichi-nii agindo feito os dois idiotas que são.
― Tá bom, então! O jantar estará pronto em breve. Parem de brigar, onegai.16
― Hum... Antes das 19h, Yuzu?
― Não, retardado! Ela só vai servir às 19h. Mas sempre fica pronto antes e você sempre soube disso, idiota!
― Claro que ele não sabe disso, Karin ― começou Isshin olhando para a filha de cabelos pretos, depois se virou para o quadro de sua falecida esposa e continuou com a voz chorosa: ― Filho ingrato o que nós temos, Masaki! Nunca está em casa e...
Ichigo suspirou. Não entraria na jogada de seu pai. Não mesmo. O ruivo bem sabia que se respondesse àquilo, suas irmãs voltariam ao tópico de seus constantes sumiços. E ele não queria que um clima tenso se instalasse entre a família. Estava muito bom daquela maneira: apanhar de sua irmã, assistir a doce Yuzu pedir para Karin parar e ver seu pai se passar por idiota. Coçando a cabeça, avisou:
― Vou subir para o quarto. Me chamem quando o jantar for servido.
Ichigo começou a subir o lance de escadas que levavam ao andar superior quando ouviu o barulho da campainha sendo tocada. Virou-se, primeiramente curioso, mas depois balançou a cabeça e esqueceu.
― Ichigo, vai atender! ― gritou Karin pondo os talheres e copos na mesa.
― Eu não! Deve ser o Jinta para você. Fiquei sabendo que vocês...
― Ora, seu...
― Ah, esqueci! Você é tão machona que nem tem namorado ainda... ― riu, debochado.
― Olha só quem fala! Nunca trouxe uma namorada para casa, seu viadinho!
― Se eu nunca trouxe é porque nunca quis!
Ichigo desceu os degraus e ficou em frente à Karin, enfrentando-a. A cena era ridícula: o irmão mais velho estava com a testa encostada na da irmã mais nova. Fitavam-se com fúria. A morena tinha as mãos na cintura e batia o pé direito no chão rapidamente enquanto o ruivo estava quase totalmente curvado para manter-se na altura dela. Ambos gritavam, disputando para ver quem era melhor nos insultos.
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Rukia esperava ansiosa. Já havia tocado a campainha mais de uma vez e ninguém atendia. Estava nervosa. Ouvia gritos vindos de dentro da casa.
Que tipo de família seria aquela? Parecia uma feira! Tocou a campainha de novo. Afastou-se, tentando visualizar algo pela janela da sala, mas as grossas cortinas não lhe permitiam ver nada.
Voltou para frente da porta. Respirou lentamente, buscando aliviar a tensão que sentia. Colocou um sorriso no rosto. Deixaria o desespero para Kurosaki Ichigo. Ela era o algoz, não a caça.
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― Sua Maria Machão!
― Mocinha!
Isshin os apartou e começou a gritar com Ichigo:
― Não fale assim do meu bebê! Ela é uma moça sentimental na puberdade e seu emocional está abala...
Não terminou de falar graças ao soco que levou no rosto. Karin deu um gritinho de raiva enquanto Isshin caia no chão e choramingava.
― Não me defenda,velho! Eu sei muito bem me cuidar sozinha! E de onde diabos você tirou que eu estou na puberdade? Eu tenho 24 anos! 24, ouviu bem?
― A campainha está tocando, gente!
― Atenda você! ― gritaram Karin e Ichigo ao mesmo tempo.
Balando a cabeça negativamente, Yuzu foi até a porta e a abriu. Pensava em como sua família era infantil e sorriu. Apesar de tudo, todos se amavam.
Karin mostrou a língua para Ichigo, que não se importou e voltou a subir os degraus calmamente. Até ouvir aquela voz firme falar com sua irmã. Seu corpo retesou.
― Olá...
― Olá ― respondeu a morena de olhos violetas. A seguir curvou-se para Yuzu que repetiu o movimento.
― Quem é você? ― perguntou ao ver a mala ao lado da morena.
― Sou Kuchiki Rukia. Namorada do Ichigo.
Ichigo congelou no lugar. Aquela voz... Ouvir seu nome ser arrastado inocentemente nos lábios dela... O ruivo voltou o corpo para fitá-la.
Rukia usava um shorts que ia até a altura dos joelhos e uma blusa preta com as alças caídas. Uma sandália de salto alto, também preta, adornava seus pequenos e delicados pés. Um bonito colar cujo pingente era uma lua adornava seu pescoço alvo e cremoso.
Shiroi Tsuki.
Ichigo arregalou os olhos quando se deu conta de quem estava a sua porta. Ela sorria. Um lindo sorriso em seus lábios finos tingidos com um gloss. Engasgou ao ver para onde a mão dela se dirigiu após o breve aceno: uma mala de viagem a acompanhava.
Desesperado, pensou em fugir, mas quando deu o primeiro passo para trás, Isshin o puxou pela gola da camiseta polo.
― Não fuja, Ichigo! Eu sei que você está aí! ― ela gritou, ainda sorrindo.
Ichigo fechou os olhos e respirou fundo. Aquilo era um pesadelo. Só poderia ser! Sabia que, quando abrisse os olhos, estaria deitado em sua cama e seu pai gritaria “Good Morning, Ichigo” e se atiraria em cima dele com chutes e socos para despertá-lo. É... Era isso. Só poderia ser!
― Ichigo, amor...
Ela murmurou. Seu nome sendo arrastado quase sensualmente nos lábios dela. Ichigo piscou rapidamente, mas não abriu os olhos totalmente. Tinha medo.
“É só um sonho. Não seja covarde, Kurosaki Ichigo. Ela nunca descobriria seu endereço”.
Pensou e, armando-se de coragem, finalmente abriu os olhos. Mas, para o seu completo desespero, Kuchiki Rukia ainda estava lá.
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16 Onegai – Por favor.
Notas finais
Os reviews eu vou responder até sexta, prometo! Muitas coisas para fazer!
Ja nee! Até quarta que vem!
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