Jogo Perigoso
5 5 Assalto - Desagradável Supresa
Notas iniciais
Obrigada por toda a solidariedade nos outros caps em relação ao Byakuya, MAS... eu não estou mais viúva! E estou realmente puta por causa disso! E não sei se isso vai passar tão rápido. Mas vamos ver até onde o Kubo Troll vai com isso. E sim, não estou puta por causa do Byakuya e Kenpachi vivos... mas por causa do andamento de Bleach no geral que tem me desagradado...
Mas enfim, vamos as considerações do cap... Finalmente temos o reencontro do nosso morango e da Kia.
Espero que gostem.
Obrigada a nova leitora Anna Kuchiki, espero que goste do reencontro, flor!
Obrigada todos que favoritaram também e tem deixados reviews!
OBS: Este capítulo não está betado, so... Me perdoem pelos erros de português e etc. Por favor me deixe saber onde estou errando e acertando!
5º Assalto – Desagradável Surpresa
“Eu realmente deveria não ter me envolvido com essa... Esse demônio. Kuchiki Rukia está longe de ser uma mulher e, por incrível que pareça, ela se tornou meu pior pesadelo!”
Kurosaki Ichigo.
“Impossível!”
A mente de Ichigo girou. Ele piscou várias vezes tentando recobrar a sanidade. Ainda não acreditava que ela estivesse lá. Justo ela.
“Por quê?”
Foi a próxima pergunta que se fez. Em seguida um monte de palavrões surgiu em sua mente.
“O que diabos ela fazia ali?”
Mas ele não teve tempo nem de pensar em responder a essas perguntas. Rapidamente a pequena adentrou a sala e o envolveu num forte abraço. Atônito, Ichigo deixou os braços imóveis, estendidos na lateral do próprio corpo.
Rukia o abraçou com mais força, enterrando a cabeça em seu peito forte. O ruivo fitou a família, que observava a cena tão pasmo quanto ele, em seguida voltou-se para ela. Ainda agarrado ao seu corpo, a morena ergueu a cabeça e seus olhares se encontraram. Violeta no Castanho. Surpresa contra Malícia.
Ichigo arregalou os olhos quando um pequeno sorriso se formou nos lábios finos dela. Ele estava petrificado. Seu lindo sorriso era tão... Assustador! Ele crispou os próprios, apreensivo. O que quer que fosse que aquele pequeno ser diabólico estivesse tramando, ele não participaria!
― Ichigo... ― ela murmurou, sem tom de voz tão doce que o fez fechar os olhos. ― Eu senti a sua falta.
Aquilo o pegou de surpresa. Então ela também sentira sua falta? Seria possível? Antes que conseguisse se policiar, se viu respondendo num sussurro:
― Eu também...
Isshin, Karin e Yuzu assistiam a tudo perplexos. Quem era aquela que se encontrava ali? Namorada do Ichigo? Como? Quando ele arrumara alguma? Por que não contara a ninguém? Ele realmente tinha uma? Essas e mais perguntas enevoavam a mente dos integrantes da família Kurosaki. A única pergunta que todos compartilhavam entre si era o “Por que aquilo tudo soava tão estranho?”
Rukia se aproximou mais, dessa vez apoiando uma das mãos nos ombros largos e fortes e a outra no pescoço para puxá-lo para baixo. Os lábios quase se tocaram, mas antes que o ruivo avançasse, ela se esquivou dirigindo a própria boca para o ouvido dele.
Ichigo suspirou ao sentir a respiração ritmada contra sua pele. Os dedos delicados, pressionados contra seu pescoço enviaram uma corrente elétrica por todo o seu corpo. Ele piscou rapidamente e antes percebesse a envolveu pela cintura.
Rukia, por sua vez, compreendeu no mesmo momento em que o puxou que cometera um erro. O cheiro dele, de essência máscula e amadeirada, agora penetrava em suas narinas. Ela respirou profundamente, buscando se controlar. Mas era simplesmente difícil, ainda mais quando as mãos fortes envolveram sua cintura, trazendo-a para mais perto. As dela se chocaram contra o peito musculoso e antes que se desse conta, a morena o segurava pela gola da camisa polo.
“Controle-se, Rukia.” Uma voz gritava em sua cabeça. Ela tinha que se controlar. Precisava. Ela não estava ali para ser seduzida por ele e acabar novamente em seus lençóis. Piscou duas vezes e aproveitando a proximidade, sussurrou um ácido aviso:
― Diga algo a respeito e eu te mato. Te ma-to! ― disse, acentuando a divisão silábica. ― Nós somos namorados de longa data e estamos muito apaixonados, entendeu?
Ichigo sacudiu a cabeça positivamente, concordando. Rukia sorriu e se afastou, virando-se para cumprimentar a família Kurosaki.
Os três ainda os fitavam com indisfarçável curiosidade. Isshin pigarreou e olhou para as gêmeas que estavam tão perplexas quanto ele. Yuzu fez uma mesura exagerada e sorriu para Rukia, logo após puxando Karin para fazer o mesmo.
― Kuchiki-san seja muito bem-vinda a nossa casa ― disse Yuzu com uma entonação alegre.
― Arigatou gozaimasu17, Yuzu-san.
Isshin se precipitou até ela e se atirou aos seus pés. Com medo, Rukia se afastou, mas o homem esquisito, como ela decidira apelidá-lo, agarrou sua mão e a encheu de beijos.
― Você chegou, minha terceira filha! Arigatou, arigatou e arigatou! ― ele exclamou feliz. Rukia franziu o cenho sem entender nada. ― Você é a prova de que meu filho é definitivamente um homem... Sabe, Rukia-san eu pensei que ele era...
Antes que pudesse terminar a frase, recebeu um chute de Ichigo no peito. Isshin caiu para trás e Rukia sufocou um grito quando o ruivo a puxou para longe de seu pai. Eles sempre agiam assim?
― Afaste-se, velho pervertido!
― Oh, esse é definitivamente meu garoto! ― exclamou Isshin respirando com dificuldade.
― Se eu nunca trouxe uma garota para casa é exatamente porque tinha medo dos seus comentários idiotas!
― Ora seu... Seu filho ingrato! Está vendo, Rukia-san? Ele me odeia!
Ichigo revirou os olhos. Seu pai definitivamente sabia como ser irritante. Puxando Rukia pela mão, começou a subir as escadas para o andar superior.
― Venha, Rukia...
― Mas onii-chan, o jantar já vai ser servido. Rukia-san está com fome não está?
Ichigo e Rukia se fitaram por um momento, então a morena sacudiu a cabeça concordando.
― Além do mais... ― começou Karin encostada no umbral da porta. ― Você ainda não apresentou sua namorada para a gente ― fez uma pausa para olhar nos olhos do irmão. ― E então, não vai apresentá-la?
― Não! ― gritou o ruivo, mas ao ver que a família o fitou horrorizada, completou: ― Não... Quer dizer... Sim!
Ele tomou uma respiração profunda e olhou para Rukia. Um brilho de divertimento passava pelos olhos dela. Ficando cada vez mais vermelho, Ichigo continuou:
― Ela é Kuchiki Rukia e nós estamos namorando.
― Quanto tempo? ― perguntou Karin se sentando à mesa.
― 2 anos...
― 3 anos...
Disseram juntos, se atrapalhando nesse momento. Karin soergueu uma sobrancelha e depositou o ohashi18 ao lado da sua tigela.
― 3 an...
― 2 an...
Disseram novamente juntos. Rukia pisou no pé de Ichigo e o mesmo sufocou um grito, mordendo o lábio inferior com força. “Maldito salto alto! Maldita garota!” pensou ele sentindo os dedos do pé latejarem.
― É, já faz um tempo ― resmungou, mal-humorado.
O silêncio se estabeleceu entre eles. Só se ouvia o barulho dos ohashi raspando contra as tigelas de arroz. Rukia separou um pedaço de salmão assado e mastigou lentamente. Por um momento fechou os olhos, saboreando a comida de Yuzu. No entanto, ao abrir de novo, percebeu que a loira a fitava com indisfarçável curiosidade.
― Rukia-san... Está... Está do seu agrado?
― Claro! ― respondeu levando mais comida à boca.
“Foi realmente uma boa ideia vir aqui?” se perguntava ela. “Tenho minhas dúvidas ao ver essa família me olhando desse jeito...”
Era tão... estranho. Isshin, ― o homem esquisito, sentado à cabeceira da mesa ― pai de Ichigo a olhava com um sorriso enorme estampado na face. Demonstrava normalidade em expressão, mas seus olhos não transmitiam a mesma mensagem. Sem sombra de dúvidas, ele era o que mais desconfiava daquela situação. Sentada ao lado de Karin, Yuzu também sorria, mas de forma mais tímida. Ela, com certeza, aceitara tudo aquilo. Ichigo estava sentado ao seu lado... Bem a opinião dele não importava realmente. Aliás, quanto mais apavorado ele estivesse melhor. A simples ideia de aterrorizar o ruivo fez os lábios de Rukia se curvarem num pequeno sorriso. Mas ainda havia Karin. A morena, sentada de frente para ela, não deixara de fitá-la por um só segundo. Seus olhos eram hostis e a avaliavam o tempo inteiro, não desviando nem enquanto mastigava. Sem sombra de dúvidas ela não acreditara nem um pouco naquele teatro que ela e Ichigo fizeram.
― Então, Kuchiki-san... Você trabalha em quê? ― perguntou Isshin.
Ichigo engasgou. Tossia compulsivamente. Pedaços de arroz voaram de sua boca e ele sentia que iria sufocar. Rukia deu leves batidas em suas costas e lhe ofereceu seu copo com água.
― Tudo bem, onii-chan? ― perguntou Yuzu visivelmente preocupada.
Rukia sufocou o riso. Ichigo estava com os olhos arregalados e a face vermelha. Ela contou nos dedos. Era a terceira vez naquela noite que ele ficava daquela forma. Era simplesmente hilário saber que ela era a causa do ruivo se encontrar naquele estado.
“O que será que ele está pensando? Será que ele só sabe que sou uma garçonete de uma boate suspeita?” pensava ela. Um sorriso malicioso brincou em seus lábios ao cogitar a possibilidade de contar a eles suas atividades noturnas. “Como será que vão reagir se eu contar que trabalho numa boate cujo fim é “entreter” políticos? Como será que Ichigo vai reagir?”
Divertindo-se com a ideia, Rukia abriu a boca, mas foi interrompida por Ichigo.
― Ela... ela é... ― ele começou, muito nervoso. Olhou de soslaio para ela e viu que Rukia o encarava. ― Ela é...
Rukia apertou a mão dele por cima da mesa. Seria aquele um gesto para confortá-lo ou para assustá-lo ainda mais? Preocupado, ele prendeu a respiração, acentuando ainda mais seu tom rubro.
― Sou professora da Escola Elementar. Leciono em Tóquio.
Ichigo soltou a respiração lentamente, sentindo-se aliviado. Ela não contara a sua família sua profissão suspeita. “Espera!” gritou seu subconsciente. “Ela é... Professora? Como assim? Isso não constava no dossiê que o Oyabun me passou.”
― Mas as férias de verão ainda não começaram. Como pode ter viajado para cá? ― perguntou Karin
― Eu tive uns problemas pessoais... E tive que vir reso...
― Problemas, Rukia-san? Podemos ajudar? ― cortou Isshin.
― Ah, Ichigo vai me ajudar. Por isso vim para cá ― respondeu com um sorriso amável.
― Que tipo de problemas? ― Yuzu perguntou.
― Fui assaltada. Imagina que deixaram meu apartamento numa zona. E fizeram isso enquanto eu dormia... E pensar que... ― parou subitamente e tocou o queixo, pensativa. ― Você tem razão, Ichigo! Eu tenho o sono muito pesado...
“Oh, que horror, Rukia-san!”
“Mas você está bem?”
“Levaram algo importante?”
“Te machucaram?”
Essas e outras perguntas foram feitas durante o jantar. Rukia explicou a situação muito superficialmente e apertou a mão de Ichigo, agradecendo emocionada pela ajuda que ele lhe proporcionaria.
“Excelente atriz... isso sim deveria constar no dossiê dela. Vou lembrar Oyabun de atualizar isso. E, ah... mulher perigosa! Melhor retirar essa palavra. Esse demônio está longe de ser uma mulher!”
Assim que o jantar acabou, Rukia se prontificou para ajudar Yuzu e Karin a retirar a louça, mas Isshin a impediu de sequer tocar em algo. Empurrou-a, não tão delicadamente assim, em sua opinião, para Ichigo.
― Ichigo, mostre o seu quarto para Rukia ― sugeriu Isshin com uma expressão maliciosa.
― Velho pervertido ― resmungou, puxando-a pela mão.
― Espere! ― disse ela, quase gritando. ― Nós vamos ficar no mesmo quarto?
― E por que não?
― Ora, Rukia-san... Vocês já namoram há um bom tempo, então... Podem ainda querer aprovei...
― Velho pervertido! ― gritou Ichigo.
Rukia deu um risinho ao ver as caretas de Isshin e Ichigo, mas apesar de sua expressão exterior ela realmente se sentia preocupada com o fato de dormir no mesmo quarto que seu assaltante.Lembranças daquela noite voltavam à sua mente, fazendo-a se arrepiar. Inconscientemente apertou os dedos de Ichigo e o fitou. Ao perceber o gesto, ele se voltou e a encarou, vendo como os olhos violetas se arregalavam. Preocupado, deslizou o polegar suavemente pelo braço dela, detendo-se ao sentir a pulsação aumentar. “Tão rápido...” pensou. “Por quê?” A impressão que tinha era que o coração dela tinha se deslocado para aquela área, tão forte era a pulsação do sangue sob seus dedos.
Rukia respirou de maneira afobada. A sensação do toque dele era como se estivesse... Queimando. Num rápido reflexo, puxou a mão para evitar o contato. Recebeu um olhar curioso e indagador, mas virou o rosto para o lado. Não queria que ele visse o quão corada ela estava. Intrigado, Ichigo segurou o queixo dela e ergueu o rosto para fitá-la. Um lindo tom de rosa coloria suas bochechas. Ela desviou os olhos, mas não fez menção de se livrar do toque novamente. Ela estava muito nervosa. Apertava as próprias mãos e se recusava a olhá-lo. Para Ichigo aquelas reações eram mais que o suficiente para ele saber que ela ainda se lembrava daquela noite.
Entrelaçando os dedos nos dela, ele gargalhou internamente. Até o momento, Rukia ganhava aquele jogo e parecia que ele não teria como virá-lo a seu favor, no entanto... Agora que descobrira o seu ponto fraco, ele certamente iria trabalhar para vencer. Seduzi-la, pelo visto, não seria tão difícil assim... Nem tão entediante.
______________________________________________
17 Arigatou Gozaimasu – Muito obrigado.
18 Ohashi – Talheres japoneses ou no popular, “pauzinhos”.
Notas finais
Eu sei que está meio unilateral e o Ichigo está meio sem reação. Mas eu vou explicar isso no próximo cap: "Eu sei muito mais do que você imagina".
Beijos e até quarta-feira!
Fale com o autor