Jogo De Ideias
5 Requisito
Notas iniciais
Os capítulos não tem nada haver
O que eu posso fazer?
Quando não ha nada a escrever....
Requisito
– Sabe Icaro, a verdadeira riqueza das pessoas esta no bem que elas fazem aos seus semelhantes.
– Há? – falei desnorteado, eu estava estudando, com a cabeça enfiada nos livros de física.
– O que mais importante e fazer um bem aqui neste mundo. E disso que eu estou falando. – ela me olhou, tentando de alguma forma desesperada de me distrair.
– Sim, sei Anne, sei – falei, me concentrando mais nos estudos sobre Calculo do que nela.
– Icaro – ela puxou a minha cadeira para perto dela. Rapidamente pegou a minha blusa e a puxou para si. Senti os nossos lábios ficaram pertos, ate que me entreguei para o momento, para aquele movimento repentino e deixei os nossos lábios ficaram mais pertos, íntimos. Peguei-a pela cintura. A minha outra mão estava no seu pescoço, enquanto que o beijo ia se aprofundando cada vez mais ainda. Puxei-a para mim, e a coloquei no meu colo. O beijo ficou mais intenso. Não queria que parasse e muito menos queria me distanciar dela. Queria ficar perto dela, sentir o seu cheiro, respirar o mesmo oxigênio que ela. Parar o tempo, para que esse momento nunca acabasse e fosse fruto apenas das minhas lembranças. Quero que você fique aqui comigo.
Mas tudo acaba numa hora ou outra, talvez para se transformar em algo melhor. Olhei nos seus olhos cheios de vida. Ela passou uma mão sobre o meu rosto e logo se afastou de mim.
– Icaro, o importante é fazer um bem neste mundo, enquanto estivermos aqui.
– sim Anne, eu sei. – porque você esta falando tudo isso? De uma maneira tão repentina, perguntei comigo mesmo.
– O importante é fazer alguma diferença boa. Ser aquela diferença para o sorriso de uma criança. Ser aquela diferença significativa para uma mãe em apuros Icaro. Ser aquele da sala que ensina os outros sem se importar com os elogios, aquele que ensine só porque e gratificante e sabe, que de alguma maneira esta fazendo um bem com sigo mesmo, para o mundo onde vivemos.
– Sei, entendi Anne – disse, não entendendo nada mesmo. Só queria que ela parasse aquela conversa sem rumo e que os nossos lábios se tocassem de novo.
– Como você pode ser tão ruim a deixar de ajudar uma pessoa, que sente igual que você, me diz, Icaro? – ela me perguntou, de maneira seria. Sim, agora a conversa estava indo num rumo que eu não queria.
– Mas que mal eu fiz Anne?! Eu não deixei de ajudar ninguém! – falei. O que me importava naquele momento era me livrar de qualquer tipo de culpa, mesmo não sabendo qual era.
– Hahaha, não estou falando de algo que você fez Icaro – ela riu, de uma forma legal. Ela passou a sua mão no meu queixo, enquanto acariciava delicadamente o meu rosto. Ela se aproximou de mim, e me beijo na bochecha. Não, eu não quero um beijo seu só na bochecha Anne!
Ela ficou bem perto de mim, na minha frente. A minha respiração ficou um pouco mais acelerada.
– Estou falando da indiferença das pessoas Icaro. Isso e capaz de me matar. Capaz de fazer as minhas lagrimas caírem sem nenhum motivo importante. Capaz de fazer me trancar no quarto para nunca sair e ver ninguém Icaro. Não estou falando do puro e simples egoísmo Icaro. Estou falando da indiferença. Indiferença que as pessoas têm, uns a outras, não se importando do que acontece com elas. Não se importando das suas vidas ou logros. Como se não fossem importante Icaro. Mesmo morando na mesma casa.
– Anne, bem, se você esta falando de nos, me perdoe então. – falei enquanto acariciava o seu queixo – me perdoe Anne, eu nunca quis te magoar – falei, enquanto apoiava a minha cabeça no seu ombro, escondendo-me detrás do seu cabelo castanho claro.
– Não Icaro, relaxa. Não e disso que eu estou falando – ela disse sorrindo. Então, o que era? Pensei.
– Estou falando de algo mais serio Icaro – Como? Indague comigo. Mas serio? Anne, o que pode ser mais serio? Você quer me dar um susto por acaso?
– Estou falando da maldita indiferença Icaro. Não gosto dela. Não gosto de pensar que pessoas que eu conheço e convivem comigo não se importam com as coisas que eu faço. Sem olhar as minhas qualidade e logros. Porque todos querem ser vistos por alguém Icaro. Queremos, de alguma maneira boa, que as pessoas do nosso cotidiano tenham orgulho de nos. Orgulho por nos estar aqui e existir. Não gosto de pensar que numa mesma família, ninguém pergunte como foi o dia, o que foi, ou falar sobre um filme, nem passar no quarto falar um Oi. E como se realmente não importássemos mais Icaro. Eu não quero me sentir sozinha. Por favor, Icaro. Não quero me sentir sozinha. – ela baixo a cabeça e deitou no sofá. Parecia indefesa. Com medo. Anne, eu estou aqui, não precisa ter medo do mundo.
– Sabe Icaro – ela disse erguendo a mão, tentando alcançar alguma coisa. – E bonito saber que nossa existência e importante para alguém. E bonito saber que importamos para alguém. Que podemos mudar alguma coisa. Que o nosso nascimento não e um pecado e a nossa consciência uma maldição. Sabe, tem muitas pessoas que nos jogam na cara que somos nada. Sim, somos nada perante o Universo. Mas nos podemos realizar grandes coisas. Só precisamos acreditar em nos mesmos. Mas, mas e mais importante e alguém acreditar em nos, porque vivemos num mundo também com pessoas, com pessoas que se importam conosco e que são queridas para nos. Então, de que adianta fazer algo bom, se ninguém vai olhar por nos. As vezes precisamos de um anjo da guarda Icaro. Que seja capaz de nos proteger. Tal vez de nos mesmos, talvez da raça humana. – ela falou, enquanto olhava timidamente para o chao e fazia círculos invisíveis com o seu dedo – Icaro, por favor, esteja aqui comigo.
– Sim, claro Anne, estarei ao teu lado, com você, para qualquer coisa que você precisar Anne, para qualquer coisa. Porque eu te amo. – disse enquanto os meus braços envolviam o seu corpo – Sempre estaria com você Anne –sussurrei ao seu ouvido.
– E isso Icaro! – ela sorriu. será que falei alguma coisa importante? Pensei comigo mesmo. – E isso Icaro! – ela falou empolgada. – Nos precisamos que alguém nos ame. Assim como você me ama, eu te amo também. Precisamos que pessoas nos amem. Porque, se não são as pessoas, quem nos amara? Precisamos, ao longo da nossa vida ser importante para alguém. Saber que o nosso nascimento neste mundo não e em vão, e que significamos alguma coisa para alguém. Precisamos saber, de um jeito ou outro, que a nossa ausência vai fazer falta para alguém e que esse alguém ficara pensando em nos todos os dias, vivendo nos seus pensamentos. Precisamos saber Icaro, que somos importantes para alguém, porque desse jeito, somos cuidados e importantes. Desse jeito, a nossa vida toma importância e nos nossos atos também. Desse jeito Icaro, a pessoa se preocupa com nos, porque somos importantes para ela. Fica com raiva com uma mentira nossa ou feliz por uma vitória também da nossa autoria, porque Icaro, ela se sente por nos, sente o mesmo sentimento que nos Icaro, porque a pessoa começa a nos amar e nos a amar ela. Não há amor que seja um monologo Icaro. E e por isso que o amor une pessoas, une vidas, enquanto que a indiferença a simplifique numa monótona e patética realidade vivida. Por isso, que eu não tenho medo do ódio, porque quando odiamos, odiamos porque nos sentimos magoados pela pessoa ou por algo, mas ainda prevalece um sentimento. Mas, na indiferença, na indiferença da vida neste mundo moderno, e como se nada importasse mais Icaro. E como se nos não importássemos e como se a nossa vida não tivesse valor Icaro. E eu não gosto disso Icaro, odeio esse pensamento, odeio esse sentimento, que chamamos de “indiferença”, que mata todas as nossas alegrias e tristezas, capaz de nos transformar em seres monótonos, obsoletos, sem sentido.
Os seus olhos claros já não tinham mais vida. O seu olhar era apático, sem sentido, como se não importasse mais viver neste mundo. Pois só importa viver neste mundo quando alguém nos ama. Seja o amor de uma amizade, seja o amor de mãe e da família. Seja o amor por um livro ou por um lugar. Ou seja, o amor por uma pessoa especial, muito importante para nos. Mas sem o amor, o que resta não e a tristeza, as magoas ou o ódio, porque esses sentimentos apenas são reflexos distorcidos de um amor, apenas são consequências adquiridas, transformadas em algo que era amor. Mas quando não há amor, quando não há nenhum resquício dele, o que resta e a apatia, a indiferença. Anne, entendo como você se sente. Entendo o seu medo diante da indiferença.
Olhei de novo para ela. Ela apenas estava fitando a parede branca da sala. Olhei para os seus olhos claros sem brilho. O seu rosto claro, agora estava opaco. E verdade Anne, a indiferença e capaz de nos matar. A solidão e capaz de nos enlouquecer. E sem o amor, vivemos uma vida de dementes, alucinantes nas nossos próprias fantasia impróprias, numa vida insolente, num mundo obsoleto.
Se o amor é a vida, o ódio uma consequência, a apatia seria a nossa própria inexistência.
Notas finais
Espero que tirem algum proveito do capitulo e que os meus pensamentos e a minha escrita não tenha sido em vão!
Por isso seus lindos....deixem um "lindo e simples, e gratificante e inusual e nada dolorido, de ao menos 3 palavras, sem perda de tempo e tipico" COMENTÁRIO!....
Aceito criticas, ideais e inspirações. Todo tipo de ideia, comentário ou critica sempre e bem vinda!
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