Jogo De Ideias
6 Matemática dos corpos
Notas iniciais
Matematica dos corpos
“Quando duas almas se tocam, é incontrolável o desejo, é incontrolável a vontade de fazer aquilo que não se deve. Quando duas almas se amam, é impossível separá-las."*
–Será Icaro? – e de imediato, nesta tarde medonha, com a T.V. ligada, fez-se escutar a voz daquela criatura que eu vejo todos os dias.
– Ah, não sei Anne. Do que fosse esta falando? – perguntei
– Será Icaro? – ela disse de novo, como se eu soubesse todas as respostas.
– Será o que Anne?! – gritei. Ela sorriu pelo o meu temperamento, não se importando com a minha irritante atitude concebida num trocar de instantes, conhecendo dessa maneira todos os meus defeitos e implicantes manias. Depois ela se aproximou do velho sofá onde eu estava e passou uma mão no meu cabelo. Isso me deixou mais irritado ainda. Droga Anne, não te entendo.
Fiquei olhando aquela insolente mão que segundos atrás havia me despenteado. Ela deu a volta no sofá e deixou cair todo o seu by Browse to Save\">peso em cima do meu corpo, deixando cair no chão o controle da T.V. Ela se aproximou um pouco mais perto do meu peito e achou o seu lugar junto ao meu, apoiando a cabeção debaixo do meu braço e numa manobra de teimosia, nos dois estávamos deitados juntos neste sofá estreito.
Beijei-a de leve enquanto ela se apertava no meu peito. Tirei o meu óculo que me atrapalhava e logo olhei para aquela medonha silhueta que eu tanto by Browse to Save\">conhecia recostada no meu corpo.
– Anne, o que você quer de mim? – sussurrei no seu ouvido. Ela logo se apoio com o cotovelo para poder olhar-me, enquanto que a outra mão permanecia debaixo das minhas costas e a sua mirada fitava a minha.
– Eu quero apenas você aqui comigo Icaro. – ela disse delicadamente, sem nenhum by Browse to Save\">interesse por cima.
– Assim do jeito que estamos? –perguntei.
– Sim, assim do jeito que estamos. – ela repetiu.
– Desse jeito folgado em que estamos? – perguntei.
– Sim, porque não Icaro? Ficar-nos assim a tarde inteira? Apenas um perto do outro.
– E você não pretende sair deste sofá por nada do mundo? – perguntei desafiante a ela.
– Não. – ela me respondeu desinteressadamente.
– Nem para comer, hein Anne? – perguntei de novo com um tom desafiante. Ela me olhou, querendo não responder nada, como se a minhas perguntas não mereciam respostas. Ela apenas queria ficar do jeito em que estávamos, nesse estado simples, mais que perfeito.
– Icaro, só fica quieto e cala a boca, ta bom? – ela me respondeu
Ta bom, pensei comigo mesmo. O meu braço ficou ao lado dela, apertando-a mais para meu peito, enquanto que o meu queixo sentia o seu cabelo. Apertei-a mais para mim, puxando-a mais para o meu encontro. Ela estava de lado, com uma mão apoiada sobre o meu peito e o seu pé entrelaçando-se com o meu. Ela puxou o meu chinelo com o pé, que logo caiu ao chão e ficou por lá por um bom tempo sem ser lembrado. Aos poucos ela ia se encaixando mais com o meu corpo, entrelaçando não somente o seu pé, mas a sua perna com a minha, no ponto que não apenas o nosso olhar se encontraram, mas sim os nossos lábios. Num momento delicado de apenas estar juntos, não era necessário muitas palavras para disser o que sentíamos.
Ela estava sobre o meu corpo, rosando delicadamente os seus lábios com os meus, palpitando intensamente algo mais que um ingênuo pensamento. Sentindo cada diminuta parte do seu ser, cada fibra da sua cálida presença. Sentindo perto, muito mais perto o desejo de estar contigo e a vontade de fazer alguns atos proibidos, para fazer a sua respiração mais ofegante ainda e consumir este desejo de estar contigo. Sentir-te de uma maneira mais forte, mais intenso. E muito menos inesquecível, nesta tarde apenas mais que medonha.
O seu cabelo deitava sobre o meu ombro, a sua mão se apoiava no meu peito, pressionando mais forte o desejo indevido de estar contigo. Sentia a sua mão contra a minha, o agito, os beijos ficando cada vez mais fortes e o perturbante palpitar dos seus atos (in)corretos, empolgantes para os pensamentos proibidos. Num abalo rápido de dois corpos muito mais que juntos, de duas emoções ingenuamente compartidas de duas almas que se tocaram.
O seu corpo devidamente junto ao meu, os nossos pensamentos na mesma sintonia, num abalo eloquente de desejos fortes. Senti o seu cálido corpo muito mais perto que o meu. E um pensamento por inteiro de compartir mais que caricias contigo. Por um momento torto de desejos desesperantes. Ou talvez, quem sabe, por um momento torto por desejos excitantes.
O quarto foi ficando cada vez mais quente. Numa rápida amostra deste desejo surpreendente tocando cada vez mais fundo neste profano segundo. Nos minutos contados o desejo foi ficando cada vez mais forte. Por algo muito mais indevido, muito mais exaustivo, capaz de tirar o folego. Era um sentimento sem igualdade esse, no ápice da euforia. E nos leves toques dos gostos, sem nenhum tipo de cumplicidade e repouso, senti com sagues todo tipo loucura, por algo muito mais perto, muito mais forte na inconstância da minha consciências por estes atos indevidos. Foi logo que percebi que o amor e um sentimento proibido.
E mesmo sabendo a matemática dos corpos, agarrei com muita mais força este sentimento coerente e sem nenhum tipo de remorso coloquei os meus lábios nos seus encostos. Não importava mais o ato indevido, nem o pequeno sofá da sala, pois os meus lábios proferiram algo muito mais profundo no estupor do segundo, por um desejo mais que inexplicável, presença essa de estar contigo.
E à medida que os beijos guiavam os atos e a cada caricias os sentimentos abstratos, surgiu um pensamento nato de fazer alguns atos nada de pacatos. Por este sentimento exato, logo de imediato, segui de fato este contato neste mero relato do teu tato.
E no assassinato do preconceito e nos jogos das palavras, percebi de imediato algo mais que um único sentimento. Percebi por impulso o caminho dos teus atos e o logo recebi a resposta destes pensamentos. Tendo nos dois como cumplices neste mediano momento por algo muito mais forte.
Puxei–a mais perto. Os toques indevidos no encosto do seu corpo e as palavras proferidas no leve do seu conforto fizeram de tonto esta tarde medonha. E junto ao seu corpo escaparam mais uns pensamentos. Pensamentos tortos, por mais uma exaustão ao teu encontro.
Sabia das consequências, mas colocando a culpa nos medianos atos, puxei sem desconfiança para mais um tremor do seu corpo. Beijei o canto da sua orelha por mais um estremecimento e senti as pontas dos seus dedos em estiramento. Arrepiada pelos pensamentos, confusa pelo empolgamento, senti mais uma vez a ousadia do seu corpo. Puxei-a para o meu dorso, com saudades dos seus beijos. Beijei-a em todos os cantos num ato de cumplicidade. E com saudades dos seus toques, o que outra aurora era amizade agora se traduziu em atos de sensualidade. E pela honestidade houve dois corpos em humanidade.
A minha mão sentiu o leve da sua cintura e comovendo-me pelos seus beijos tensos, a puxei pela cintura num ato nada certo. Sentido o cálido do seu corpo, a impetuosidade do consumo, a tirania dos desejos, a empolgação do momento. Fiz do consumo algo muito mais que certo. E dos pensamentos errados, soube ao certo a euforia dentro do teu peito.
E nesta tarde nada mais que medonha, puxei-a do sofá pequeno, para um espaço muito mais intimo nestes atos proibidos. . E mesmo com T.V. ligada, os nossos toques não tiveram descanso. Num desejo incontrolável de sentir-te muito mais perto, percebi a inconsistência de ter-te ao meu lado. Percebi o sentimento despertado, nestes atos que ficamos calados. Percebi que os sentimentos se mesclaram, inseparáveis por dedução. Percebi o retoque do momento certo ao encontro dos mais profundos desejos. Percebi o que significa "amar" e o sentido de estar vivo para conhecer este sentimento. Percebi que te amo de uma maneira inexplicavel, incessante e que quando duas almas se amam e impossível separa-las.
Notas finais
Repito, a frase do começo do capitulo não e da minha autoria (realmente não me lembro onde que o encontrei), mas eu gostaria muito colocar o autor dessa frase. Achei a frase bem escrito e o pensamento bem exposto, mas em fim, sim...o resto do capitulo SIM e da minha autoria e da minha propia criação. E antes que pensarem que "plagie" o trecho, na verdade estou elogiando o que foi escrito.
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